sábado, 7 de outubro de 2023

SIGMA - Implemental View - 1998

 


O progressivo brasileiro me surpreende a cada dia. O surgimento de novas bandas vem trazendo certo fôlego para o gênero que luta por espaço, em um país onde se consome basicamente música de péssimo nível nos dias atuais. Ainda salvam-se algumas boas bandas que persistiram em manter continuidade em seus trabalhos e outras que resolveram reaparecer após alguns anos de inatividade, com novos projetos e discos inéditos. Tenho fé na continuidade do gênero progressivo no Brasil e ainda espero ver coisas novas e de muita qualidade.

Acontece que ás vezes, muitas vezes, a vida dá uma rasteira e algumas bandas passam despercebido por esse universo chamado Rock Progressivo. São infinitas bandas e é praticamente impossível ter conhecimento de pelo menos 40% delas. Muitas excelentes e até conhecidas, com trinta, quarenta anos de estrada ainda são 'novas' para mim e, certamente, ainda há muitas surpresas guardadas. O Brasil ainda é um país ao qual me traz boas surpresas em termos de bandas veteranas as quais passaram batido e somente agora tive acesso a bons e interessantes materiais. 

Acervo Sigma


Um exemplo disso é a banda paulistana Sigma, formada nos anos 90 (creio), a qual me foi apresentada pelo amigo e fotógrafo Carlos Vaz, durante seu programa semanal na Rádio RST. Me interessei logo de cara pelo tipo de som executado e pouco tempo depois tive acesso ao CD físico, gentilmente enviado pelo Vaz. 

 Poucas informações se tem sobre o Sigma, até mesmo a página oficial no Facebook não ajuda muito. Pelo menos a boa notícia é que os músicos se reuniram em estúdio e já lançaram um novo trabalho. Já é possível ter acesso a íntegra do disco inédito (Singularity) nos canais de streaming. Até mesmo pela minha desinformação, peço que alguém se pronuncie caso tiver alguma novidade e mais detalhes sobre essa banda a qual tanto me interessou.

A formação do disco intitulado por Implemental View é composta pelos irmãos Sergio e Claudio Penna, bateria e teclados respectivamente, acompanhados pelo guitarrista e também tecladista Cristiano Moro e Jameson Trezena, fazendo com que o baixo seja um instrumento de incrível destaque em todas as faixas que compõe esse ótimo trabalho.

Trata-se de um álbum inteiramente instrumental, sinfônico, demasiadamente melódico, com alguns toques pontuais voltados para uma agradável atmosfera jazzy. Na maioria das composições, nota-se claramente uma forte influência ao Camel no fim dos anos 70 por suas tenras timbragens de guitarra, seguidos por fortes solos de sintetizadores. Destaque para a faixa 'Run', que ilustra bem a junção entre baixo e Hammond, acompanhados por um baterista de alto nível. 



Talvez deva ser somente impressão ou falta de conhecimento técnico de minha parte mas algumas poucas passagens me remeteram a algumas lembranças que envolvem a banda mineira Dogma, a qual tenho grande admiração. Fernando Campos é ídolo por essas terras onde o progressivo anda meio esquecido e empoeirado. Uma volta do Dogma aos palcos com sua nova nova formação de jovens e competentes músicos, seria um alento para nós mineiros que tanto prezamos a boa música.



TRACKS:

01. Falling Man
02. Second Trick
03. Soundscape
04. Daydreams
05. Misleading You
06. Silent Sun
07. Run
08. Get Out
09. Keep the Flags On
10. Waves

MUSICA&SOM






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