A janela da minha vida
José Fernandes Castro / Júlio Proença *fado puxavante*
Repertório de António de JesusDa janela do meu quarto
Apenas vejo saudade
E sinto que me reparto
Entre o sonho e a verdade
O sonho de te não ver / Como via antigamente
E a verdade de querer / Beijar-te constantemente
Vejo da minha janela / Vestígios dum grande amor
Que por ela, só por ela / Me faz sentir sonhador
Mas o tempo vai voando / Sem trazer-te de regresso
Porque não há retrocesso / Na dor que vou suportando
Janela da minha vida / Meu sufoco magoado
É para ti este fado / Que canto d'alma ferida
Apenas vejo saudade
E sinto que me reparto
Entre o sonho e a verdade
O sonho de te não ver / Como via antigamente
E a verdade de querer / Beijar-te constantemente
Vejo da minha janela / Vestígios dum grande amor
Que por ela, só por ela / Me faz sentir sonhador
Mas o tempo vai voando / Sem trazer-te de regresso
Porque não há retrocesso / Na dor que vou suportando
Janela da minha vida / Meu sufoco magoado
É para ti este fado / Que canto d'alma ferida
À janela do luar
José Gonçalez / Miguel Ramos *fado alberto*
Repertório de António Pinto Basto
Repertório de António Pinto Basto
Será que no teu peito ainda mora
Aquele coração apaixonado
Que disse: por favor não vás embora
Que ainda existe amor pró nosso fado?
Será que aquela mão que me estendias
No ultimo momento dos meus passos
Ainda guarda o lume desses dias
A correr das tuas veias prós meus braços?
Será que o nosso quarto ainda sente
Aquela lua cheia de ternura
Que embora minguante era crescente
No sal dos nossos corpos de loucura?
Mas sei, que este mar sobre os meus pés
De mansinho, os meus sonhos vem beijar
E traz-me esta saudade que tu és
Debruçada na janela do luar
A janela do meu peito
Letra e musica de Alberto Janes
Repertório de Amália
Lá vai brincando, pela mão de uma quimera
Essa garota que fui eu, sempre a sorrir
Como se a vida fosse eterna primavera
E não houvesse dores no mundo p’ra sentir
As gargalhadas vêm poisar na janela
E ao ouvi-las tenho mais pena de mim
Ai quem me dera rir ainda como ela
Mas quando rio, eu já não sei rir assim
Tenho a janela do peito
Aberta para o passado
Todo feito de fadistas e de fado
Espreita a alma na janela
Vai o passado a passar
E ao ver-se nela, a alma fica a chorar
Neste desfile que passa
Fica a saudade sózinha
Até a graça, perdeu a graça que tinha
Desilusões as que tive
Enchem a rua…lá estão
E a gente vive dos tempos que já lá vão
Lá vem gingando nesse seu passo miúdo
Melena preta, calça justa afiambrada
Como mudamos, tu que foste para mim tudo
Hoje a meus olhos pouco mais és do que nada
Tuas chalaças de graçola e ironia
Eram da rua, andavam de boca em boca
Eu, era ver-te não sei o que sentia
Talvez loucura, que por ti andava louca
Repertório de Amália
Lá vai brincando, pela mão de uma quimera
Essa garota que fui eu, sempre a sorrir
Como se a vida fosse eterna primavera
E não houvesse dores no mundo p’ra sentir
As gargalhadas vêm poisar na janela
E ao ouvi-las tenho mais pena de mim
Ai quem me dera rir ainda como ela
Mas quando rio, eu já não sei rir assim
Tenho a janela do peito
Aberta para o passado
Todo feito de fadistas e de fado
Espreita a alma na janela
Vai o passado a passar
E ao ver-se nela, a alma fica a chorar
Neste desfile que passa
Fica a saudade sózinha
Até a graça, perdeu a graça que tinha
Desilusões as que tive
Enchem a rua…lá estão
E a gente vive dos tempos que já lá vão
Lá vem gingando nesse seu passo miúdo
Melena preta, calça justa afiambrada
Como mudamos, tu que foste para mim tudo
Hoje a meus olhos pouco mais és do que nada
Tuas chalaças de graçola e ironia
Eram da rua, andavam de boca em boca
Eu, era ver-te não sei o que sentia
Talvez loucura, que por ti andava louca
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