Abraço ao Porto
Mário Rainho / António Redes Cruz
Repertório de Mário RainhoQuando os meus cinco sentidos
Alcançam maior conforto
Decerto que andam perdidos
Rezo com o povo na Sé
Adoro a gente tripeira
Verdadeira como é
Sou dentro desta cidade
Uma rima d'emoção
Vinho do Porto, saudade
Um amigo e um irmão
Alcançam maior conforto
Decerto que andam perdidos
Nas ruas velhas do Porto
Seu casario singelo
Vou beijando em desvario
Mora num barco rabelo
O meu olhar, à beira-rio
Ai, este Porto tem
Gente, de paz e bem
Hospitaleira
Seu casario singelo
Vou beijando em desvario
Mora num barco rabelo
O meu olhar, à beira-rio
Ai, este Porto tem
Gente, de paz e bem
Hospitaleira
Como não há outra igual
Por isso Deus lhes deu
Como prenda do céu
Um rio Douro
Por isso Deus lhes deu
Como prenda do céu
Um rio Douro
E um palácio de cristal
Namoro a gente ribeiraRezo com o povo na Sé
Adoro a gente tripeira
Verdadeira como é
Sou dentro desta cidade
Uma rima d'emoção
Vinho do Porto, saudade
Um amigo e um irmão
Abre a tua janela
Manuel Paião / Eduardo Damas
Repertório de Hermínia Silva
Abre a tua janela e vê Lisboa
Tão bela e tão boa, tão bela e tão boa
E vê o Tejo a passar
Levando um adeus ao mar;
Abre a tua janela e vê Lisboa
Mas não à toa, mas não à toa
Abre a tua janela
E vê por ela esta Lisboa
Vê a graça da Graça
E como há raça na Madragoa
Vê as velhas trapeiras
Com sardinheiras na Mouraria
Vê como tudo canta
Canta e encanta da Sé à Guia
Quando vem a noite e o céu estrelado
Ouve-se o fado, ouve-se o fado
E a lua sempre a brilhar
Faz poeta o próprio ar;
E quando está triste esta cidade
É a saudade, é a saudade
Repertório de Hermínia Silva
Abre a tua janela e vê Lisboa
Tão bela e tão boa, tão bela e tão boa
E vê o Tejo a passar
Levando um adeus ao mar;
Abre a tua janela e vê Lisboa
Mas não à toa, mas não à toa
Abre a tua janela
E vê por ela esta Lisboa
Vê a graça da Graça
E como há raça na Madragoa
Vê as velhas trapeiras
Com sardinheiras na Mouraria
Vê como tudo canta
Canta e encanta da Sé à Guia
Quando vem a noite e o céu estrelado
Ouve-se o fado, ouve-se o fado
E a lua sempre a brilhar
Faz poeta o próprio ar;
E quando está triste esta cidade
É a saudade, é a saudade
Abri as mãos
Fernando Campos de Castro / Carlos Neves *fado tamanquinhas*
Repertório de Arlindo de Oliveira
Abro as mãos como quem pede
Remédio p’ra tanta dor
Tenho sede tenho sede
Caí nas malhas da rede
Traiçoeira do amor
Abri as mãos fui andando
Com os olhos rasos de água
Ora rindo ora chorando
Fui pedindo e vão-me dando
Apenas taças de mágoa
Abro as mãos como quem espera
Da vida algo maior
Corro atrás duma quimera
Procurando a Primavera
Nos meus Invernos de dor
Abri as mãos num segundo
A quem as mãos estendia
Encontrei-me com o mundo
Minhas mãos nesse segundo
Encontraram companhia
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