segunda-feira, 9 de junho de 2025

FADOS do FADO...letras de fados...

 



Adeus ó minha gente

*ausente*
Jorge Fernando / Custódio Castelo
Repertório de Jorge Fernando

Adeus ó minha gente
Vou fazer-me à dura estrada
Minh'alma ardentemente
Quer erguer-se e está prostrada;
Longe está meu horizonte
Uma luz resta-me ao longe
Qual fogueira em alto monte

Adeus ó minha gente 
A quem vejo arrependidos
As mãos que me negaram 
Já mas deram como amigos;
Mas dentro de mim arde 
O sossego abrasador
Do Alentejo em fim de tarde

Adeus ó minha gente 
Venham ver-me á despedida
Nasci no lado errado 
No lado errado da vida;
Partindo fico ausente 
Nem memória vou guardar
Ai adeus ó minha gente

Adeus tentação

Jorge Rosa / José Inácio
Repertório de Lúcio Bamond


Com movimentos de cobra
Num canteiro de jardim
Ardilosa atrás de mim
Andas numa tentação

Atento à tua manobra
Passo o tempo de atalaia
Conheço as da tua laia
Percebo a tua intenção

Aquela maçã
Que certa manhã lá no paraíso
Deu volta ao juízo do bom pai Adão;
Foi bem o rastilho
De quanto cadilho um homem padece
Mas não me apetece esquecer a lição;
Por isso é escusado tentares o pecado
Que a Eva tentou
Estou bem como estou
Adeus tentação

Solteirinho e bom rapaz
Não tenham pena de mim
Sou feliz vivendo assim
Ao contrário não me arrisco

Se cassasse era capaz
De viver num céu aberto
Mas do certo p'ró incerto
Não quero correr o risco

Adeus vagabundo

Letra de Manuel de Andrade
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível

Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado


Vagabundo que vagueias
Por caminhos, por aldeias
Sem ter rumo, sem ter norte
Caminhante que palmilhas
Essa estrada, curtas milhas
Que leva às portas da morte

Vai, amigo, porta em porta
Nessa rua escura e torta 
A pedir por caridade
Segue a caminhada eterna
Deixando em cada taberna 
Um amor, uma saudade

Vai sorrindo, vai cantado
Pois o sol já vai baixando 
E mais um dia morreu
Vai, amigo, passo a passo
E não temas o cansaço 
Pois esse caminho é teu

Adeus, segue o teu caminho
Caminhando ao desatino 
Vagabundo, vai sozinho
Até que um dia, perdido
Adormeças esquecido 
Na berma desse caminho

Adeus, sê feliz

Manuel Paião / Eduardo Damas
Repertório de António Mourão

Foi só pra ti, pra ti que eu vivi
Tu foste toda a minha vida
Mas já nem sei se o amor que te dei
Foi uma ilusão perdida

Tu não estás mais a meu lado
E o meu coração magoado
Vive num mundo de dor
Eu nem sei bem o que sinto
E nem sei se ainda minto
Quando ‘inda falo de amor

Da felicidade
Só há saudade

E tudo passou, e nada mais ficou
Do que um amor só destroçado
Eu vou viver somente pra esquecer
Fazer do presente, o passado

Só espero que ainda um dia
Tu penses com nostalgia
Em mim, que tanto te quis
Digo-te adeus para sempre
Com carinho, docemente
Adeus amor, sê feliz

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