Adeus ó minha gente
*ausente*
Jorge Fernando / Custódio CasteloAdeus ó minha gente
Vou fazer-me à dura estrada
Minh'alma ardentemente
Quer erguer-se e está prostrada;
Longe está meu horizonte
Uma luz resta-me ao longe
Qual fogueira em alto monte
Adeus ó minha gente
Vou fazer-me à dura estrada
Minh'alma ardentemente
Quer erguer-se e está prostrada;
Longe está meu horizonte
Uma luz resta-me ao longe
Qual fogueira em alto monte
Adeus ó minha gente
A quem vejo arrependidos
As mãos que me negaram
As mãos que me negaram
Já mas deram como amigos;
Mas dentro de mim arde
Mas dentro de mim arde
O sossego abrasador
Do Alentejo em fim de tarde
Adeus ó minha gente
Do Alentejo em fim de tarde
Adeus ó minha gente
Venham ver-me á despedida
Nasci no lado errado
Nasci no lado errado
No lado errado da vida;
Partindo fico ausente
Partindo fico ausente
Nem memória vou guardar
Ai adeus ó minha gente
Ai adeus ó minha gente
Adeus tentação
Jorge Rosa / José Inácio
Repertório de Lúcio Bamond
Com movimentos de cobra
Num canteiro de jardim
Ardilosa atrás de mim
Andas numa tentação
Atento à tua manobra
Passo o tempo de atalaia
Conheço as da tua laia
Percebo a tua intenção
Aquela maçã
Que certa manhã lá no paraíso
Deu volta ao juízo do bom pai Adão;
Foi bem o rastilho
De quanto cadilho um homem padece
Mas não me apetece esquecer a lição;
Por isso é escusado tentares o pecado
Que a Eva tentou
Estou bem como estou
Adeus tentação
Solteirinho e bom rapaz
Não tenham pena de mim
Sou feliz vivendo assim
Ao contrário não me arrisco
Se cassasse era capaz
De viver num céu aberto
Mas do certo p'ró incerto
Não quero correr o risco
Repertório de Lúcio Bamond
Com movimentos de cobra
Num canteiro de jardim
Ardilosa atrás de mim
Andas numa tentação
Atento à tua manobra
Passo o tempo de atalaia
Conheço as da tua laia
Percebo a tua intenção
Aquela maçã
Que certa manhã lá no paraíso
Deu volta ao juízo do bom pai Adão;
Foi bem o rastilho
De quanto cadilho um homem padece
Mas não me apetece esquecer a lição;
Por isso é escusado tentares o pecado
Que a Eva tentou
Estou bem como estou
Adeus tentação
Solteirinho e bom rapaz
Não tenham pena de mim
Sou feliz vivendo assim
Ao contrário não me arrisco
Se cassasse era capaz
De viver num céu aberto
Mas do certo p'ró incerto
Não quero correr o risco
Adeus vagabundo
Letra de Manuel de Andrade
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado
Vagabundo que vagueias
Por caminhos, por aldeias
Sem ter rumo, sem ter norte
Caminhante que palmilhas
Essa estrada, curtas milhas
Que leva às portas da morte
Vai, amigo, porta em porta
Nessa rua escura e torta
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado
Vagabundo que vagueias
Por caminhos, por aldeias
Sem ter rumo, sem ter norte
Caminhante que palmilhas
Essa estrada, curtas milhas
Que leva às portas da morte
Vai, amigo, porta em porta
Nessa rua escura e torta
A pedir por caridade
Segue a caminhada eterna
Deixando em cada taberna
Segue a caminhada eterna
Deixando em cada taberna
Um amor, uma saudade
Vai sorrindo, vai cantado
Pois o sol já vai baixando
Vai sorrindo, vai cantado
Pois o sol já vai baixando
E mais um dia morreu
Vai, amigo, passo a passo
E não temas o cansaço
Vai, amigo, passo a passo
E não temas o cansaço
Pois esse caminho é teu
Adeus, segue o teu caminho
Caminhando ao desatino
Adeus, segue o teu caminho
Caminhando ao desatino
Vagabundo, vai sozinho
Até que um dia, perdido
Adormeças esquecido
Até que um dia, perdido
Adormeças esquecido
Na berma desse caminho
Adeus, sê feliz
Manuel Paião / Eduardo Damas
Repertório de António Mourão
Foi só pra ti, pra ti que eu vivi
Tu foste toda a minha vida
Mas já nem sei se o amor que te dei
Foi uma ilusão perdida
Tu não estás mais a meu lado
E o meu coração magoado
Vive num mundo de dor
Eu nem sei bem o que sinto
E nem sei se ainda minto
Quando ‘inda falo de amor
Da felicidade
Só há saudade
E tudo passou, e nada mais ficou
Do que um amor só destroçado
Eu vou viver somente pra esquecer
Fazer do presente, o passado
Só espero que ainda um dia
Tu penses com nostalgia
Em mim, que tanto te quis
Digo-te adeus para sempre
Com carinho, docemente
Adeus amor, sê feliz
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