Há 30 anos, em 5 de julho de 1995, Fernanda Abreu lançava Da Lata, terceiro álbum de estúdio da artista fluminense. 
O disco foi concebido num período de grande aclamação na carreira de Fernanda, impulsionada pelo hit "Rio 40 Graus" (1992), que evidenciou as influências cariocas na essência da artista, de modo que o disco procurou incorporar uma sonoridade mais ensolarada e cotidiana em seu lirismo e sonoridade.
O álbum recebeu esse nome por conta da expressão "da lata", que surgiu a partir de 1987, quando tripulantes de um navio estrangeiro despejaram no litoral do Rio de Janeiro 22 toneladas de maconha dentro de latas, temendo uma ação da polícia. As latas fechadas foram coletadas por pessoas nas praias, e, de acordo com os testemunhos, a maconha era de excelente qualidade. O fato deu origem à gíria carioca "da lata", que é usada para algo que é bom. Ao mesmo tempo, a lata é um material barato, e serviu de contraponto para a cantora diante da pobreza do Brasil.
A capa do álbum é uma foto de Abreu com um manto feito de lata, num cenário cheio de objetos de lata, enquanto a contra-capa possui o mesmo cenário, mas nele a cantora aparece nua. O manto de talheres e hélices que Abreu usa na capa do álbum pesa 57 quilos.
Da Lata foi muito bem-recebido pela crítica, com alguns veículos nomeando-o como um dos melhores discos latinos de 1995. O álbum ainda emplacou os hits "Veneno Da Lata", com participação de Herbert Vianna, "Garota Sangue Bom", "Babilônia Rock" e "Um Dia Não, Outro Sim", todos lançados como singles.

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