A Altered Five Blues Band de Milwaukee está prestes a completar 25 anos de carreira e retorna com seu oitavo álbum de estúdio, Hammer & Chisel. Os indicados a vários prêmios BMA são um dos grupos de blues mais confiáveis e enérgicos da cena. Mais uma vez, Tom Hambridge assume a produção, pela sexta vez consecutiva. O álbum foi gravado em Nashville. O principal compositor e guitarrista, Jeff Schroedl, agora está à frente da Blind Pig Records, gravadora da banda há quase uma década.
Schroedl é um dos quatro membros originais que estão na banda desde o início. Os outros são o vocalista Jeff Taylor, o baixista Mark Solveson e o baterista Alan Arber. O novo membro Steve Huebler assume os teclados, substituindo o membro original Raymond Tevich, a quem eles...
…dedicam o álbum. O virtuoso da gaita Jason Ricci participa em três faixas, enquanto o saxofonista Max Abrams e o trompetista Julio Diaz abrilhantam uma delas.
Prepare-se, pois, como o título sugere, este é um blues implacável e visceral, em sua maior parte puro e preciso. Eles abrem o show com a única faixa com metais, a animada "I Got It Good", impulsionada pela batida insistente de Arber, pela interação vibrante entre Schroedl e Huebler, enquanto a poderosa vocalista Taylor domina uma música composta pela banda. A composição conjunta de Schroedl e Hambridge, "Dare Me to Do It", soa como o blues lento e vintage de uma música de Willie Dixon, com Ricci preenchendo os espaços com sua gaita blues aguda e lamentosa. O boogie vibrante à la John Lee Hooker, com rimas inteligentes, "Who Can You Trust", vem a seguir, imbuído das linhas de guitarra pulsantes de Schroedl, do piano de barril de Huebler e da gaita blues de Ricci. "As pessoas dizem isso, as pessoas dizem aquilo/É difícil saber quem te apoia/Alguns querem o seu bem, te defendem/Mas muitos só querem te prejudicar."
"Lotta Love Left in Me" é outro blues lento, uma ode à resiliência, com Huebler no piano. A faixa-título, com seu ritmo sincopado, uma das três escritas exclusivamente por Schroedl, mostra Taylor ostentando sua independência, quebrando todas as regras uma a uma. Da independência desafiadora às lutas pessoais, a banda retorna ao seu estilo boogie característico em "Can't Shake It". A música transborda solos de piano, a impressionante performance de bateria de Arber e os virtuosismo de Ricci na gaita. A terceira faixa composta coletivamente pela banda, "Headline Blues", denuncia o ciclo de notícias deprimente e constante, que, por mais que queiramos resistir, nos atrai incessantemente.
Taylor, há muito aclamado como um dos vocalistas de blues mais formidáveis, coescreveu a enfática e impactante "Hell or High Water" com Schroedl, assim como fez com "Can't Shake It" e a faixa de encerramento "Will of Man". A primeira é um excelente exemplo do talento emotivo de Taylor, onde ele faz uma declaração inequívoca de devoção, acompanhado por uma guitarra espiralada e poderosas ondas de Hammond B3. Taylor reforça sua forte lealdade em "My Love Ain't a Lie", outra faixa que destaca o B3 de Huebler. Pode-se dizer que eles guardam o melhor para a faixa de encerramento, "The Will of Man", onde Taylor nos implora para permanecermos firmes, não importa o quão sombrias as coisas se tornem. "Toda raça, credo e cor, mulher e homem/Com toda a sua força, você pode se reerguer/Passo a passo/Fique de pé/Não é mentira/Você pode fazer tudo isso.
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