Brigitte Bardot - L'Appareil a Sous (EP Philips Medium 432.874 BE, 1963).
Brigitte Bardot, nascida Brigitte Anne-Marie Bardot (Paris, 28 de Setembro de 1934) é uma atriz e cantora francesa. Conhecida mundialmente pelas suas iniciais, BB, é considerada o grande símbolo sexual dos anos 1960 e 70. Tornou-se activista dos direitos animais, após se ter retirado do mundo do entretenimento e de se afastar da vida pública.
Em 1947, foi aceite no conservatório de dança e música de Paris (Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris) e esteve num curso de ballet por três anos.
Com o apoio e incentivo da mãe, começou a fazer trabalhos de moda em 1949, aos quinze anos, e em 1950 foi capa da edição de Março da revista francesa Elle, trabalho que chamou a atenção do então jovem cineasta Roger Vadim. Vadim mostrou a capa da revista ao cineasta e roteirista Marc Allégret, que convidou Brigitte para um teste para o seu filme "Les lauriers sont coupés". BB foi escolhida para o papel, mas o filme acabou não sendo realizado. Mesmo assim, esta oportunidade fez com que ela pensasse em se tornar atriz. Mais do que isso, o seu encontro com Vadim, que assistiu ao teste, iria influenciar a sua carreira e a sua vida.
Brigitte Bardot estreou-se no cinema aos 17 anos no filme Le Trou Normand (1952) e no mesmo ano, após dois anos de namoro à revelia dos pais, casou-se com Roger Vadim. No seu segundo filme, Manina, la fille sans voile , as suas cenas de biquíni fizeram com que o seu pai recorresse à Justiça para impedir que as cenas fossem levadas ao cinema, sem sucesso.
Entre 1952 e 1957 ela fez dezassete filmes, nenhum de grande sucesso, dramas românticos ou históricos, sendo três filmes em inglês, entre eles Helena de Tróia, mas foi o grande centro de atenção dos mídia presentes ao Festival de Cannes de 1953. Vadim não estava contente com isso e achava que Bigitte estava sendo subestimada pela indústria. A nouvelle vague francesa, inspirada no neo-realismo italiano, estava começando a crescer internacionalmente e ele, acreditando que Bardot poderia atingir o estrelato em filmes de arte nessa linha, a indicou para o papel principal do seu novo filme, E Deus Criou a Mulher (1956), com a então jovem sensação masculina do cinema francês, Jean-Louis Trintignant. O filme, sobre uma adolescente amoral numa pequena e respeitável cidade do litoral, fez um grande sucesso e causou grande escândalo mundial, transformando BB num sex-symbol, com as suas cenas de nudez correndo as telas de cinema de todo o mundo.
Na moralista Hollywood dos anos 1950, onde o maior símbolo sexual, Marilyn Monroe, no máximo havia aparecido nas telas de fato de banho, o seu perfil erótico transformou-a numa aposta arriscada para os estúdios, e isso, além do seu sotaque e do seu inglês limitado, impediram-na de fazer uma grande carreira no cinema norte-americano. De qualquer modo, ela tornou-se a mais famosa atriz europeia nos Estados Unidos e permanecer na França beneficiou a sua imagem. Durante a década de 1960, quando a Europa, principalmente Londres e Paris, começou a ser o novo centro irradiador de moda e comportamento e Hollywood saiu por um tempo da luz dos holofotes, ela acabou eleita a deusa sexual da década. Verdadeiro ou falso, nesta época dizia-se que Brigitte Bardot era mais importante para a balança comercial francesa que as exportações da indústria automobilística do pais.
Bardot divorciou-se de Vadim em 1957 e dois anos depois casou-se com o ator Jacques Charrier, que lhe deu o seu único filho, Nicolas-Jacques Charrier. O seu casamento foi alvo constante dos paparazzi e houve choques e mudanças no rumo da sua carreira. Os seus filmes tornaram-se mais substanciais, mas isto trouxe uma grande pressão tornando dúbio o seu status de celebridade do cinema, pois ao mesmo tempo em que tinha aclamação da crítica na França, continuava sendo a bombshell glamourosa para o resto do mundo.
Em 1962, filmou com Louis Malle e Marcello Mastroianni Vida Privada, um filme quase autobiográfico sobre uma celebridade do cinema sem vida pessoal, graças à perseguição constante da imprensa. Pouco depois deste filme, BB retirou-se da vida agitada das metrópoles europeias para uma vida de semi-reclusão, mudando-se para uma mansão (La Madrague) em Saint Tropez, no sudoeste da França.
Em 1963 ela estrelou o aclamado filme de Jean-Luc Godard, O Desprezo, e pelo resto da década o seu mito de ícone sexual foi alimentado por filmes como Histórias Extraordinárias, com Alain Delon, Viva Maria!, com Jeanne Moreau e As Noviças, com Annie Girardot, entre outros e vários musicais de televisão e gravações de discos produzidos por Sacha Distel e Serge Gainsbourg.
Ela é reconhecida por ter popularizado o biquíni usando-o nos seus primeiros filmes, nas aparições em Cannes e em dezenas de fotos de revistas.
Bob Dylan dedicou-lhe, como consta nos créditos do seu primeiro disco, a primeira música que compôs na vida. Além disso, o seu nome consta em dezenas de músicas feitas por artistas tão diversos como Elton John, Billy Joel, Red Hot Chili Peppers, The Who e Caetano Veloso, entre outros.




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