Magna Carta - Inglaterra - 1969/71
Grupo magistral que mistura o fino do folk britânico, com prog e jazz, o Magna Carta desfrutou de alguma repercussão durante sua existência, mas por aqui (e com o passar do tempo) mergulhou na obscuridade. Natural de Yorkshire, sua trinca de álbuns iniciais, lançada pelo lendário selo Vertigo é de uma beleza monstruosa. Sua sonoridade rica e melodiosa transmite uma paz inebriante até para o mais sanguinário miliciano do Hamas. A banda começou como um trio, continua ativa e lançou álbuns até a década passada, sempre em torno de seu fundador, o baterista, violinista, vocalista e multi instrumentista Chris Simpson. Destaque total para o primeiro, de 1969; Seasons, de 1970 e o terceiro, de 1971, Songs for Wasties Orchard. Lord of Ages, de 1973 também vale uma atenta conferida. E o ao vivo, de 1972 não se pode desprezar.
Sempre muito bem visto no meio musical, não foi difícil para ele reunir um ótimo trio e conquistar a confiança do então incipiente projeto do selo Vertigo, uma aposta da Philips/Phonogram para adentrar no promissor mercado do rock que se desenhava no alvorecer dos anos 70. No primeiro disco, o baixista Danny Thompson fazia parte do grupo, que se tornou um trio paras dois álbuns seguintes, com Lyell Tranter na guitarra e vocais, e o tecladista e excelente vocalista Glen Stuart. O grupo se notabilizou por conseguir acompanhamento de ótimos músicos, como Rick Wakeman, que participa do segundo trabalho. O futuro guitarrista de Elton John, Davey Johnstone gravou parte das guitarras no terceiro disco, já que Tranter deixou a banda no decorrer das gravações. Daí por diante as mudanças seriam constantes, mas a qualidade se manteria intacta.
As influências mais nítidas na sonoridade do Magna Carta são a dupla americana Simon & Garfunkel e o grupo conterrâneo Fairport Covention, o que garante um selo de qualidade respeitável (Caravan e Moody Blues não ficam de fora nessas comparações). Nos discos seguintes ao trio inicial, o Magna flutuou por estilos diferentes, do prog raiz ao pop, passando por um jazz fusion melodioso, mas sempre com o carimbo folk. Compositor e poeta de mão cheia, Simpson levou adiante o Magna Carta, que se apresentou em inúmeros festivais e fez shows mundo afora, sempre muito bem recebido. Vale a pena conferir o som desse maravilhoso grupo, especialmente, seus primeiros trabalhos até meados dos anos 70. São de uma beleza rara!


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