terça-feira, 25 de agosto de 2026

ARION Symphonic Prog • Brazil

 

ARION

Symphonic Prog • Brazil

Biografia do Arion
Fundada em Viçosa, MG, Brasil, em 1993 (como "Magma") - Dissolvida por volta de 2002,

a ARION é uma banda progressiva brasileira com fortes influências de bandas clássicas dos anos 70, como Yes, ELP e Renaissance. Com músicos formados em música clássica, jazz e música brasileira, esses elementos também foram incorporados ao seu som. Inicialmente chamada de Magma, a banda começou em 1993, na cidade universitária de Viçosa. As coisas começaram a tomar forma quando a cantora Tania Braz, com formação clássica, se juntou a eles. Em 2000, após algumas turnês, assinaram com a gravadora Progressive Rock Worldwide. Seu CD homônimo foi lançado em julho de 2001. Foi muito elogiado por todos que o ouviram e, posteriormente, foi vendido em alguns países europeus, bem como no Japão e nos EUA. Em 2002, abriram os shows da lendária banda holandesa de prog rock Focus, durante a turnê desta pelo Brasil.

O CD contém seis composições dos membros da banda e uma de um amigo. O tecladista Sérgio Paolucci é claramente o maior fã de prog rock do grupo: suas faixas "Eyes Of Time" e "Land Of Dreams" são peças de prog rock diretas, enquanto "True Love" e "Everyway", de Tânia Braz, têm uma forte influência brasileira. As canções "Daybreak Child" e "Cosmic Touch", do baixista Carlos Linhares, ficam em algum lugar entre os estilos de seus dois companheiros de banda. "Natureza Mistica", de Thyaga, é a única música cantada em português por sua autora, e é a canção mais marcante de todo o álbum, com sua estrutura folk e letras com uma pegada New Age – embora os membros da banda façam um bom arranjo prog na parte central da música (Tânia e a baterista Rosa fornecem os vocais de apoio).
Musicalmente, a primeira banda que vem à mente é Renaissance, não apenas pela vocalista (que frequentemente usa sua voz como instrumento principal durante os solos instrumentais, à semelhança de Annie Haslam), mas também pelo uso extensivo do piano de cauda nos solos de teclado. Isso fica especialmente claro em "Cosmic Touch", onde Paolucci executa um solo jazzístico, muito ao estilo de Dave Brubeck. Mas a fórmula vai além, já que o baterista Nelson Rosa é mais um instrumentista de jazz e música brasileira do que um roqueiro. Seus padrões rítmicos colorem a maioria das músicas com sua habilidade, e isso fica particularmente evidente nas composições de Tania e Linhares. Por outro lado, Luciano Soares é um guitarrista criativo cujos solos são emotivos e de bom gosto, muito na linha de Steve Rothery e David Gilmour. Carlos Linhares é certamente um baixista com forte influência de Chris Squire, sempre preenchendo os espaços vazios com sua execução fluida.
Independentemente das influências, a banda encontrou seu próprio som e estilo, mostrando que a música do ARION é muito mais do que a soma de cinco artistas talentosos. A química entre eles é única. Espero que lancem novos álbuns em breve. Até agora, não tive notícias dos membros da banda, com exceção de Tania Braz, que tem uma carreira solo, cantando uma mistura de música brasileira e progressiva.

Arion
Arion Symphonic Prog 


 Uma das melhores bandas de rock progressivo do Brasil no século XXI, o ARION começou com o nome Magma em 1993 na Universidade de Viçosa, mas, sabiamente, foi renomeado depois que alguém percebeu que, pelo menos no mundo do rock progressivo, esse nome já era usado por grandes lendas. Apesar da confusão com o nome, o ARION era de fato rock progressivo, mas não do tipo zeuhl, e sim um prog sinfônico com uma pegada bem inglesa, uma mistura única de Renaissance, ELP e Yes, com toques mais contemporâneos da banda argentina Nexus.

O ARION lançou apenas um álbum homônimo em 2001, com a formação de Sérgio Paolucci (teclados), Luciano Soares (guitarra elétrica), Tânia Braz (vocal e violão), Nelson Rosa (bateria e vocal) e Carlos Linhares (baixo, violão e vocal). O álbum foi originalmente lançado pela gravadora Progressive Rock Worldwide (PRW), mas relançado em 2006 pela gravadora francesa Musea, que, como qualquer fã de prog sabe, é um indicativo de excelência no gênero. E, no que diz respeito a bandas brasileiras de prog, o ARION é uma das melhores, tendo sido considerado uma das melhores bandas do Brasil.

Apesar de ter surgido no hemisfério sul, o ARION não soa nem de longe como uma banda latino-americana, mas sim como uma banda que adotou perfeitamente um som retrô inglês que lembra muito o Renaissance dos anos 70, graças à incrível capacidade de Tânia Braz de emular a grande Annie Haslam, o que ela faz sem esforço. Sim, este é um daqueles álbuns que você poderia jurar ser um exemplo perdido de uma banda que simplesmente não chegou a lançá-lo, porque a dinâmica descontraída e os elementos de prog sinfônico são totalmente convincentes, especialmente nas faixas de abertura "Eyes Of Time", "Daybreak Child" e "True Love", mas com a quarta faixa, "Land Of Dreams", o aspecto instrumental da performance da banda exala algumas extravagâncias de teclado de Keith Emerson, e até mesmo os vocais de Braz soam mais como Grace Slick do que como Annie Haslam.

Embora a maior parte do álbum seja cantada em inglês e obviamente destinada ao mercado internacional, a faixa de encerramento, "Naturaleza Mística", é cantada em português pelo vocalista convidado Thyaga. Em geral, o ARION executa este álbum como um disco de neo-prog, com melodias imediatamente acessíveis que encontram a riqueza estelar dos teclados em perfeita sintonia com as linhas de baixo marcantes, enquanto as guitarras e a bateria assumem um papel secundário. Os vocais são claramente o destaque aqui, e com razão, considerando o quão agradável é o estilo vocal de Braz, apesar das semelhanças com Annie Haslam. Afinal, quem não quer mais Annie, mesmo que seja uma imitadora brasileira? Hehe. Embora a música seja geralmente focada na estrutura composicional principal, há solos de teclado ocasionais.

As composições nunca chegam a ser realmente selvagens e intensas, e a principal referência é a obra-prima do Renaissance, "Scheherazade e Outras Histórias", embora as canções não sejam nem de perto tão bem-sucedidas quanto esse clássico atemporal. É verdade que esta banda é muito influenciada pelas bandas inglesas que a moldaram, mas o ARION faz um trabalho tão maravilhoso ao reunir tudo isso que é impossível não se deixar encantar por este único e fascinante álbum brasileiro, que cria uma bela fatia de prog sinfônico guiado pela melodia. Mais do que uma mera curiosidade, o ARION tocou com bandas como Quidam, Tryo, Xang e até mesmo Focus e Caravan, mas não teve os meios para se manter além deste álbum de estreia. Apesar das influências serem exibidas de forma muito explícita, ainda sou apaixonado por este único álbum do ARION.



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