quinta-feira, 9 de junho de 2022

Venda de discos em Portugal 1991

 

Vendas de discos 1991

Discos mais vendidos - 1991

1 - MCMXC a.D. - Enigma
2 - Out Of Time - R.E.M.
3 - Waking Up The Neighbours - Bryan Adams
4 - Twin Peaks - Banda Sonora
5 - Bachata Rosa - Juan Luis Guerra
6 - The Very Best Of - Supertramp
7 - The Beach Boys Collection - The Beach Boys
8 - Innuendo - Queen
9 - Mingos & Os Samurais - Rui Veloso
10 - Tieta - Banda Sonora

Fonte: AFP

Álbuns em destaque:

Canções de Amor - Carlos Guilherme (1#1)
Mingos & Os Samurais - Rui Veloso (6#1)
É de Caras - Ministars - #4
In Concert - José Carreras, Plácido Domingo e Luciano Pavarotti (1#1)
Tieta - Banda Sonora - #3
The Soul Cages - Sting - #2
Innuendo - Queen (3#1)
MCMXC a.D. - Enigma (13#1)
Twin Peaks - Banda Sonora - #2
To The Extreme - Vanilla Ice - #3
The Very Best Of - Supertramp (1#1)
Flashpoint - The Rolling Stones - #3
Real Life - Simple Minds - #3
Time, Love and Tenderness - Michael Bolton - #3
The Beach Boys Collection - The Beach Boys (5#1)
Out Of Time - R.E.M. (6#1)
Férias Grandes - Onda Choc - #3
Best Of - Santana - #2
Maravilhoso Coração - Marco Paulo - #3
Bachata Rosa - Juan Luis Guerra (4#1)
Summerslows - Vários (Sony) - #2
On Every Street - Dire Straits (1#1)
Use Your Illusion I - Guns N' Roses - #2
Waking Up The Neighbours - Bryan Adams (7#1)
Simply The Best - Tina Turner (1#1)
The Very Best Of - Bee Gees - #2
Achtung Baby - U2 - #3
Greatest Hits II - Queen (1#1)
Auto da Pimenta - Rui Veloso - #3
Use Your Illusion II - Guns N' Roses - #0
Nº1 - Vários (Sony) - #0
++

Singles em destaque:

A Paixão - Rui Veloso (3#1)
Não Há Estrelas No Céu - Rui Veloso (6#1)
We Love To Love - PM Samson - #3
It Take Two - Rod Stewart + Tina Turner - #3
I'm Your Baby Tonight - Whitney Houston (1#1)
I Can't Stand It - Twenty 4 Seven - #2
Blue Velvet - Bobby Vinton (3#1)
Innuendo - Queen (3#1)
What Is Sadeness - Device (1#1)
Sadness - Enigma (2#1)
Mea Culpa - Enigma - #3
I Can See Clearly Now - Johnny Nash (2#1)
So Sad - Gregorian (1#1)
Hello Africa - Dr. Alban - #2
Joyride - Roxette (1#1)
Shoop Shoop Song - Cher - #3
Hotel California - Gipsy Kings (5#1)
Megamix - Snap (1#1)
The Simple Truth - Chris de Burgh - #2
Logo Que Passe A Moção - Rui Veloso (1#1)
You Could Be Mine - Guns N Roses - #3
Everything I Do - Bryan Adams (13#1)
Taras e Manias - Marco Paulo (5#1)
No More Boleros - Gerard Joling - #4
Gipsy Woman - Crystal Waters - #2
Calling Elvis - Dire Straits - #2
Maravilhoso Coração - Marco Paulo - #2
Burbujas de Amor - Juan Luis Guerra (1#1)
No Son Of Mine - Genesis - #2
More Than Words - Extreme - #3
The Fly  - U2 (1#1)
+
(...) o primeiro semestre deste ano, denotam quebra geral do vinil, mais flagrante no capítulo dos singles do que no dos LPs, visto os 45 rotações descerem quase 70 por cento, enquanto a queda em álbuns não chegou aos 13 por cento.

Hoje à tarde a editora de Adams, a Polygram, vai entregar-lhe o quádruplo disco de platina - 80 mil cópias vendidas - referentes ao duplo álbum "Waking Up the Neighbours", editado em Setembro.

Bryan Adams um quádruplo de platina, correspondente a vendas de 160 mil discos, só que ele não vendeu 160 mil unidades de "Waking Up The Neighbours", mas metade, uma vez que o disco é duplo e para efeitos de tal contabilidade vale a dobrar.

Assim, neste primeiro "Nº1" [colectânea conjunta de várias editoras] há três temas que são propriedade da Edisom, quatro da Warner, cinco da Sony e cinco da BMG, mais sete da EMI-VC, o que, pode ser coincidência, corresponde quase a rigor às parcelas de mercado nacional de que são detentoras.

Público, 1991

Mas, em 1991, só dois títulos foram prata, três ouro e dois platina, curiosamente todos eles atribuídos a canções de Marco Paulo, exceptuando "I Can See clearly now" de Johnny Nash.

Rui Veloso com "Mingos & os Samurais" e Bryan Adams com "Waking up the Neighbours" rebentaram a escala dos galardões para álbuns da AFP, em 1991. É o trabalho de um artista local e nenhum disco estrangeiro, nem sequer o novo de Bryan Adams, alcançou os mesmos índices de vendas -- "Waking up the Neighbours" ficou-se pela quinta platina.

92-544373-Por isso, não é de estranhar que o disco mais premiado ao fim de 1991 tenha sido o de Rui Veloso, um álbum editado em 1990, ano em que já tinha sido assegurado quádrupla platina.

92-A mesma sorte tiveram discos que alcançaram dupla platina em 1991, lançados também no último trimestre de 1990, como foram os casos de "In Concert" de Carreras, Domingo e Pavarotti, de "The Very Best of Elton John" e de "Serious Hits"...

92-Lançado em Setembro, On "Every Street" dos Dire Straits já estagnou na platina, mas é bastante provável que redesperte quando os autores actuarem entre nós. Por seu turno, álbuns como "Dangerous", de Michael Jackson, ou a colectânea "Número Um", que saíram pouco mais de um mês antes do ano acabar, já chegaram a dupla platina e continuam a vender tanto ou mais em 1992.

Assim, a EMI-VC cresceu nos três sectores, enquanto a Polygram desceu no local e no clássico, e só subiu no internacional. Os números da EMI-Valentim de Carvalho em 1991 são um paradoxo para o leigo, sobretudo se comparados com os da Polygram, sua concorrente tradicional na liderança do mercado nacional.

Quer isto dizer que quem teve um mau ano não foi a EMI-VC, mas a música portuguesa, que cobria quase 24 por cento em 1990, tendo descido para quinze por cento em 1991.

[As Editoras] São, na sua maior parte, sucursais de multinacionais (Polygram, Sony, Warner e BMG), uma é de capital misto (EMI-VC) e outra ainda é portuguesa, mas com o exclusivo de edição de um catálogo inglês (Edisom).

92-404-Em termos de unidades vendidas, se se venderam cerca de 145 mil LP de preço máximo, em CD, na mesma escala de preço, venderam-se quase 405 mil -- uma discrepância que se acentua na facturação (176 mil contos em LP de preço top contra cerca de 817 mil contos em CD também de top) , devido ao segundo formato ser vendido sensivelmente pelo dobro do primeiro.

92-404-É o caso por excelência de "Waking Up The Neighbours", de Bryan Adams, que agora chegou a sextuplo de platina (cada disco de platina equivale à venda de 40 mil unidades). As colectâneas de êxitos dos Bee Gees, Queen e Tina Turner também recolheram mais um galardão de platina. O álbum de estreia dos Resistência também já é disco de platina, mas ainda não consta nas contas do trimestre, porque só o alcançou em Abril.

92-683442-(...) e "Auto da Pimenta", Marco Paulo, os GNR e os Trovante tiveram certificados de platina; os novos Carlos Guilherme e Onda Choc apenas atingiram ouro, e os Ministars e Pinto Basto ficaram-se pela prata. Nisso, o reportório português reflectiu uma tendência constante nos últimos anos nas edições de música internacional: muito dos discos que chegaram a platina entre nós no ano transacto eram colecções de êxitos, como os de Tina Turner, dos Beach Boys ou dos já citados Queen e Elton John.

92-918514-De qualquer modo, neste campeonato dos galardões, todas as editoras gozaram um ano de autêntica chuva de prémios, o que leva a perguntar se não será já altura de subir as fasquias, ou se não será pouco vender dez mil exemplares para obter prata, o dobro de prata para ter ouro, ou o dobro de ouro para platina.

92-918514-Assim, de um total de 48, em 1990, a EMI-VC subiu para 53; a Polygram que tinha 20 passou para 35; a Sony cresceu de 21 para 26; a BMG de apenas sete para 21; enquanto a Warner teve 12, em vez dos 10 do ano anterior; e a Edisom também acrescentou dois aos nove que merecera antes. Outro indicador do que foi o ano passado para as editoras da AFP: estas cifras confirmam a nova desenvoltura da BMG, de todas as companhias a que mais subiu no número de prémios, sendo agora quarta neste top, onde antes era sexta; enquanto a Sony Music desceu de segunda para a terceira posição, cedendo o lugar à Polygram.

92-1069203-As multinacionais que operam entre nós juntam-se de seis em seis meses para editar uma compilação conjunta de êxitos chamada "Nº1", mas a Polygram ficou de fora e continua a lançar no Natal o seu próprio "Hit Parade".

Público, 1992

1991

Em termos de unidades vendidas, se se venderam cerca de 145 mil LP de preço máximo, em CD, na mesma escala de preço, venderam-se quase 405 mil -- uma discrepância que se acentua na facturação (176 mil contos em LP de preço «top» contra cerca de 817 mil contos em CD também de «top»), devido ao segundo formato ser vendido sensivelmente pelo dobro do primeiro. A cassete do mesmo escalão continua a não ir muito bem. Vendendo menos que o vinil: pouco mais de 103 mil, o que corresponde a uma facturação de cerca de 124 mil contos.

Os discos mais vendidos são os que chegaram ao fim do ano passado já com maior número de galardões. É o caso por excelência de «Waking Up The Neighbours», de Bryan Adams, que agora chegou a sextuplo de platina (cada disco de platina equivale à venda de 40 mil unidades).

As colectâneas de êxitos dos Bee Gees, Queen e Tina Turner também recolheram mais um galardão de platina. O único grupo português que alcançou este estatuto foram os Onda Choc com «Ela Só Quer, Só Pensa Em Namorar».

O álbum de estreia dos Resistência também já é disco de platina, mas ainda não consta nas contas do trimestre, porque só o alcançou em Abril.

CD cresceu em unidades vendidas e em facturação em 1991, ao contrário da maioria dos outros formatos. Isso pode querer dizer que se estão a vender menos discos, mas mais caros, e não deve ser por acaso que o álbum que atingiu um galardão mais alto no ano passado foi "Mingos & Os Samurais", que saíra em 1990. Mas a descida de vendas em LP foram suaves, as cassetes mais caras ainda se venderam bem e os editores juram que não há crise alguma. É este, pelo menos, o ponto da situação para as companhias reunidas na Associação Fonográfica Portuguesa, que são, na maior parte, filiais de multinacionais.

Antes, havia a Associação Fonográfica Portuguesa, reunindo meia dúzia de editoras. Quatro filiais locais de multinacionais -- BMG, Polygram, Sony Music e Warner Music --, uma empresa de capital misto português e estrangeiro (EMI-Valentim de Carvalho) e uma independente que também representa uma "mayor" (Edisom). Exceptuando a Warner, todas estas companhias têm catálogo nacional, mas a música portuguesa editada em disco está longe de se reduzir aos artistas por elas assinadas.  

 CD Spurs Sales Growth In Portugal But Units Decrease 8% From '9O
BY FERNANDO TENENTE

LISBON -The Portuguese record industry logged total sales of $46.92 million at trade value last year, up 26.76% on the 1990 figure. But unit sales were down 8% to 5.55 million. The main reason for the sharp revenue upturn was the CD sector where 1991 sales soared to 2.1 million units, up 67.6% on the previous year, at a value of $26.76 million, according to figures released this week by Associacao Fonografica Portuguesa, the national IFPI group.

Classical and domestic repertoire, listed separately by the AFP companies, had retail values of $4.43 million and $7.57 million, respectively. Sales of vinyl LPs were down 19.51% to 1.49 million units (worth $10.72 million) and prerecorded cassettes were down 26.87% to 1.9 million units ($8.52 million). Singles slumped by 65% to 71.7% units, while music videos also showed a sales dip, to 29,716 units.

The market share breakdown shows joint -venture company EMI/Valentim de Carvalho holding on to the No. 1 spot with 25.39 %, followed by PolyGram (25.22 %), Sony Music (12.70 %), Warner Music (12.68 %), BMG (12.37 %), Edisom (7.94 %), and Edisco (1.79 %).

Top-selling artists in Portugal last year were local singer Rui Veloso and Bryan Adams. Veloso's album "Mingos & Samurais" won seven platinum disc awards with sales in excess of 280,000 units and his "Auto Da Pimenta" went double-platinum. Adams earned three platinum album awards for "Waking Up The Neighbours."

Other recipients of platinum awards from AFP were Portuguese acts Marco Paulo, Trovante,
GNR, and international acts Phil Collins, Tina Turner, Elton John, Madonna, Enigma, the Beach Boys, Dire Straits, Supertramp, Roger Waters, Juan Luis Guerra, Michael Jackson, Queen, Joanna, and Guns N' Roses.

























Biografia The Cranberries

The Cranberries


The Cranberries foi uma banda de rock formada em LimerickIrlanda, em 1989. A formação original do grupo consistia na vocalista Dolores O'Riordan, o guitarrista Noel Hogan, o baixista Mike Hogan e o baterista Fergal Lawler. Embora amplamente associado com o rock alternativo, o som da banda também incorpora indie poppost-punkfolk e elementos de dream pop.

The Cranberries ganhou fama internacional nos anos 1990 com seu álbum de estreia, Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We?, que se tornou um sucesso comercial após ganhar atenção da mídia nos Estados Unidos. Foi uma das bandas de rock mais bem sucedidas dos anos 1990, a banda vendeu mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo.

A banda alcançou quatro top 20 álbuns na Billboard 200 (Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We?No Need to ArgueTo the Faithful Departed e Bury the Hatchet) e oito top 20 singles na Modern Rock Tracks ("Linger", "Dreams", "Zombie", "Ode to My Family", "Ridiculous Thoughts", "Salvation", "Free to Decide" e "Promises").

No início de 2010, após um hiato de seis anos, o Cranberries se reuniu e começou uma turnê norte-americana, seguida por shows na América Latina e Europa. Em abril e maio de 2011, gravou seu sexto álbum de estúdio, Roses, lançado em fevereiro de 2012. Após o lançamento de Roses, a banda entrou em uma nova turnê, a qual passou pela Ásia e Oceania.

Em 15 de Janeiro de 2018 a vocalista da banda, Dolores O'Riordan faleceu em Londres, onde se encontrava para uma breve sessão de gravação.[2]

Membros da banda

  • Michael (Mike) Hogan (nascido em 29 de abril de 1973) é o baixista.
  • Noel Anthony Hogan (nascido em 25 de dezembro de 1971), irmão de Mike, é o guitarrista.
  • Fergal Patrick Lawler (nascido em 4 de março de 1971) é o baterista. Desde 16 de abril de 1997 está casado com Laurie Guerin.
  • Dolores Mary Eileen O'Riordan Burton (nascida em 6 de setembro de 1971 - faleceu no dia 15 de janeiro de 2018 aos 46 anos de idade). Foi a vocalista, tecladista e guitarrista secundária da banda.[2]

História

Origens

Noel e Mike Hogan, dois irmãos de Limerick, criaram a banda em 1989 e poucos meses depois, Fergal Lawler entra para o projeto cujo nome original era The Cranberry Saw Us,[3] o saw us fazendo um trocadilho com saucemolho em inglês (vale lembrar que cranberry é uma fruta típica da ilha irlandesa, no Brasil essa fruta é conhecida como oxicoco). Dolores O'Riordan fez o teste e ganhou o papel de vocalista principal, compondo a letra de "Linger". Sua voz é um elemento importante da sonoridade da banda.

Sua fita demo feita em casa teve bom resultado localmente e a banda logo gravou uma fita demo que ganhou muito interesse popular e da crítica. Após uma variedade de ofertas de gravadoras, decidiram assinar com a Island Records. Após um single inicial de pouco sucesso, abandonaram seu empresário. Seu segundo single, "Linger", e seu álbum de estreia, Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We?, tornaram-se um grande sucesso nos Estados Unidos e logo depois no Reino Unido. O single "Dreams" também tornou-se um sucesso, alcançando a 14ª posição nas paradas dos EUA.[4]

Metade da década de 1990

Em 1994, O'Riordan casou-se com Don Burton, o gerente de turnê da banda. A posição de O'Riordan como líder da banda estava causando tensões dentro do grupo enquanto gravavam No Need to Argue, outro álbum de sucesso que incluía "Zombie", um protesto sobre a violência entre extremistas protestantes e católicos na Irlanda do Norte na época do conflito norte-irlandês.[5] O álbum trouxe à banda imensa popularidade na Europa e Estados Unidos.

No meio de boatos sobre a iminente saída de O'Riordan da banda, o álbum To the Faithful Departed foi lançado, que vendeu bem apesar da crítica não ter gostado e também não atingiu o mesmo sucesso do álbum anterior. Nos próximos anos, a banda cancelou uma grande turnê programada e boatos de uma separação surgiram novamente. Eles lançaram Bury the Hatchet, com opiniões variadas da crítica, em 1999.[3]

Em 2001, lançaram Wake Up and Smell the Coffee recebendo opiniões como "a magia está de volta". O álbum estreou na 46ª posição nas paradas dos EUA.[4] A banda parecia estar de volta.

Uma coletânea de grandes sucessos, Stars - The Best of 1992-2002 foi lançada em 2002, junto de um DVD com os videoclipes da banda.

Pausa

The Cranberries em Barcelona, 2010

No entanto, em 2003 a banda anunciou que iria tomar algum tempo para suas carreiras individuais. Mais cedo naquele ano, O'Riordan tinha cantado a canção principal do filme A Paixão de Cristo, "Ave Maria", e tinha até composto uma canção para o filme Evilenko. O novo projeto de Noel Hogan é Mono Band. Em maio de 2007 foi lançado o álbum Are You Listening?, escrito integralmente por Dolores O'Riordan. As doze faixas são descritas por Dolores como um registro de suas experiências nos últimos anos, um diário íntimo transformado em canções.

Após a turnê de Dolores O'Riordan pelo mundo ao longo de sete meses e das novas produções da banda Arkitekt (Noel Hogan), o antigo produtor do The Cranberries, Stephen Street, decidiu lançar um álbum com músicas gravadas durante o ano de 2003 para o sétimo álbum do grupo, fato que não ocorreu devido a pausa dos integrantes no mesmo ano.

O próximo álbum então foi colocado em espera, após doze anos de turnês e promoção, com a venda total de álbuns da banda excedendo 42 milhões.[carece de fontes]

Retorno

Em 27 de fevereiro de 2012, após 10 anos sem nenhum trabalho lançado, a banda lança Roses, seu sexto trabalho de estúdio,[6] pela Downtown Records/Cooking Vinyl nos Estados Unidos e em Cooking Vinyl mundial. O álbum foi produzido por Stephen Street e gravado em maio de 2011 em Toronto e Londres. O primeiro single do álbum foi "Tomorrow".[7]

Em 28 de abril de 2017, após uma pausa de 5 anos, a banda lança a coletânea Something Else. Registrando dez dos maiores sucessos da banda em formato acústico, com a participação da Orquestra de Câmara Irlandesa. Foram 13 faixas gravadas no estúdio na Universidade de Limerick, cidade-natal dos Cranberries), sendo 3 faixas inéditas.[8]

Morte de O'Riordan

Na 15 de janeiro de 2018, a vocalista Dolores O'Riordan faleceu aos 46 anos em Londres. A banda estava na cidade para gravações em estúdio, quando faria o vocal de uma versão da conhecida música "Zombie", interpretada pela banda de rock americana Bad Wolves. Um jornal irlandês apurou que a polícia foi chamada ao hotel em que se encontrava Dolores.[9][10] O futuro da banda passou a ser incerto, sem sua vocalista.[11]

Dolores O'Riordan morreu afogada em uma banheira após intoxicação alcoólica, segundo o laudo divulgado na quinta-feira (6) após o ocorrido. Neste laudo foi informado que havia no sangue de Dolores 330 mg de álcool para cada 100 ml de sangue e que a causa da morte era considerada acidental.

A morte de Dolores causou grande comoção na Irlanda, onde a cantora é lembrada como "voz de toda uma geração" e um ícone mundial da música nos anos 1990.

O laudo final apontou a causa mortis como overdose de fentanil.

Álbum póstumo e fim da banda

Em 15 de janeiro de 2019, um ano após a morte de Dolores O'Riordan, os integrantes remanescentes da banda comunicaram o lançamento de um álbum gravado no final de 2017, com as últimas canções registradas por Dolores junto dos membros do Cranberries. Intitulado In The End, o álbum possui 11 faixas e suas canções foram compostas por Dolores e Noel Hogan durante a turnê da banda, iniciada em maio de 2017.[12]

In The End foi lançado em 26 de abril de 2019, marcando assim o fim definitivo do Cranberries.[13]

Influências

Músicos do Cranberries citaram várias bandas inglesas como influências, como the Cure,[14] Joy Division,[14] Siouxsie and the Banshees,[14] Echo & the Bunnymen,[14] the Clash,[14] e the Smiths;[14] O'Riordan também mencionou Sinead O'Connor e Siouxsie Sioux como referências.[15]

Discografia

Ver artigo principal: Discografia de The Cranberries
Álbuns de estúdio




 

De Recortes&Retalhos

 Hora do Lobo - Especial Led Zeppelin / António Sérgio/Ana Cristina 2003

 
04/Julho/2003



 Especial Led Zeppelin, foi gravado em duas emissões da Hora do Lobo 1ª em  28/Junho/2003














Discos Fundamentais

 Steve Hillage - Fish Rising 1975 (UK, Canterbury Scene, Space/Psychedelic Rock)




- Steve Hillage (aka Steve Hillfish) - lead vocals, electric guitar, producer+
- Tim Blake (aka Moonweed) - synthesizers, tamboura
- Lindsay Cooper - bassoon
- Christian Boule - electric guitar
- Miquette Giraudy - keyboards, synthesizers
- Mike Howlett - bass
- Didier Malherbe (aka Bloomdido Glid de Breeze) - saxes, flutes
- Pierre Moerlin - drums, marimba, darbuka
- Gilli Smyth (aka Bambaloni Yoni) - vocals, bells
- Dave Stewart - organ, piano
- Simon Heyworth - producer


Composed, arranged, lyrics by Steve Hillage, lyrics by Miquette Giraudy.
01. Solar Musick Suite - 16:55 including:
a) Sun Song (I Love Its Holy Mystery) - 6:15
b) Canterbury Sunrise - 3:25
c) Hiram Afterglid Meets The Dervish - 4:05
d) Sun Song (Reprise) - 3:10
02. Fish - 1:23
03. Meditation Of The Snake - 3:10
04. The Salmon Song - 8:45 including:
a) Salmon Pool - 1:17
b) Solomon's Atlantis Salmon - 2:08
c) Swimming With The Salmon - 1:37
d) King Of The Fishes - 3:43
05. Aftaglid - 14:46 including:
a) Sun Moon Surfing - 1:36
b) The Great Wave And The Boat Of Hermes - 1:51
c) The Silver Ladder - 0:40
d) Astral Meadows - 2:01
e) The Lafta Yogi Song - 2:42
f) Glidding - 2:23
g) The Golden Vibe/Outglid - 3:33

Steely Dan - Pretzel Logic 1974 (USA, Pop-Rock, Jazz Rock)





- Donald Fagen - lead vocals, keyboards
- Walter Becker - bass, guitar, backing vocals
- Jeff "Skunk" Baxter - lead guitar
- Denny Dias - guitar
- Jim Hodder - drums, backing vocals
+
- David Paich, Michael Omartian - keyboards
- Victor Feldman - keyboards, percussion
- Chuck Rainey, Timothy B. Schmit, Wilton Felder - bass
- Jeff Porcaro, Jim Gordon - drums
- Ben Benay - guitar
- Dean Parks - guitar, banjo
- Ernie Watts, Jerome Richardson, Plas Johnson - saxophones
- Ollie Mitchell - trumpet
- Jimmy Haskell - orchestration   
- Gary Katz - producer


All songs written by Walter Becker and Donald Fagen except where noted.
01. Rikki Don't Lose That Number – 4:31
02. Night By Night – 3:37
03. Any Major Dude Will Tell You – 3:06
04. Barrytown – 3:18
05. East St. Louis Toodle-Oo (Duke Ellington, Bubber Miley) – 2:46
06. Parker's Band – 2:42
07. Through With Buzz – 1:31
08. Pretzel Logic – 4:30
09. With A Gun – 2:16
10. Charlie Freak – 2:42
11. Monkey In Your Soul – 2:34

Uriah Heep - Demons And Wizards 1972 (UK, Heavy Prog, Hard Rock)



- David Byron - lead vocals
- Ken Hensley - acoustic, electric and slide guitar, keyboards, percussion, vocals
- Mick Box - lead guitar, backing vocals
- Gary Thain - bass (except 01)
- Lee Kerslake - drums, percussion, vocals
+
- Mark Clarke - bass & vocals (01)
- Gerry Bron - producer

All tracks written by Ken Hensley except where noted.
01. The Wizard (Ken Hensley/Mark Clarke) – 2:59
02. Traveller In Time (David Byron/Mick Box/Lee Kerslake) – 3:23
03. Easy Livin' – 2:35
04. Poet's Justice (Box/Kerslake/Hensley) – 4:14
05. Circle Of Hands – 6:26
06. Rainbow Demon – 4:25
07. All My Life (Box/Byron/Kerslake) – 2:45
08.  Paradise – 5:07
09.  The Spell - 7:33

Colosseum - Valentyne Suite 1969 (UK, Progressive Jazz Rock)




- James Litherland - guitars & lead vocals (01-05)
- Dave Greenslade - Hammond organ, vibraphone, piano, backing vocals (04)
- Dick Heckstall-Smith - saxophones, flute (04)
- Tony Reeves - bass guitars, producer
- Jon Hiseman - drums, machine (04)
+
- Barbara Thompson - saxophone & flute (06,07)
- Chris Farlowe - vocals (07)
- Dave "Clem" Clempson - guitar (06,07)
- Neil Ardley - conductor (02), string quartet arrangements (02)
- Gerry Bron - producer


01. The Kettle (Dick Heckstall-Smith, Jon Hiseman) - 4:24
02. Elegy (James Litherland) - 3:10
03. Butty's Blues (James Litherland) - 6:44
04. The Machine Demands A Sacrifice (James Litherland, Dick Heckstall-Smith, Jon Hiseman, Pete Brown) - 3:52
05. The Valentyne Suite - 16:51 including:
a). Part 1: January's Search (Dave Greenslade, Jon Hiseman)
b). Part 2: February's Valentyne (Dave Greenslade, Jon Hiseman)
c). Part 3: The Grass Is Always Greener... (Dick Heckstall-Smith, Jon Hiseman)
Bonuses:   
06. Arthur's Moustache (Top Gear Live,1969) (Tony Reeves) - 6:26
07. Lost Angeles (Top Gear Live,1969) (Dick Heckstall-Smith, Dave Greenslade, Chris Farlowe) - 8:35



Poemas cantados de Chico Buarque


 

Imagina

Chico Buarque

 

Imagina

Imagina

Hoje à noite

A gente se perder

Imagina

Imagina

Hoje à noite

A lua se apagar

Quem já viu a lua gris

Quando a lua começa a murchar

Lua gris

É preciso gritar e correr, socorrer o luar

Meu amor

Abre a porta pra noite passar

E olha o sol

Da manhã

Olha a chuva

Olha a chuva, olha o sol, olha o dia a lançar

Serpentinas

Serpentinas pelo céu

Sete fitas

Coloridas

Sete vias

Sete vidas

Avenidas

Pra qualquer lugar

Imagina

Imagina


Sabe que o menino que passar debaixo do arco-íris vira moça, vira

A menina que cruzar de volta o arco-íris rapidinho vira volta a ser rapaz

A menina que passou no arco era o

Menino que passou no arco

E vai virar menina

Imagina

Imagina

Imagina


Imagina

Imagina

Hoje à noite

A gente se perder

Imagina

Imagina

Hoje à noite

A lua se apagar




Iolanda
Chico Buarque

 
Esta canção não é mais que mais uma canção
Quem dera fosse uma declaração de amor
Romântica, sem procurar a justa forma
Do que me vem de forma assim tão caudalosa

Te amo, te amo
Eternamente te amo

Se me faltares, nem por isso eu morro
Se é pra morrer, quero morrer contigo
Minha solidão se sente acompanhada
Por isso às vezes sei que necessito

Teu colo, teu colo
Eternamente teu colo

Quando te vi, eu bem que estava certo
De que me sentiria descoberto
A minha pele vais despindo aos poucos
Me abres o peito quando me acumulas

De amores, de amores
Eternamente de amores

Se alguma vez me sinto derrotado
Eu abro mão do sol de cada dia
Rezando o credo que tu me ensinaste
Olho teu rosto e digo à ventania
Iolanda, Iolanda, eternamente Iolanda






Já Passou
Chico Buarque

 
Já passou, já passou
Se você quer saber
Eu já sarei, já curou
Me pegou de mal jeito
Mas não foi nada, estancou

Já passou, já passou
Se isso lhe dá prazer
Me machuquei, sim, supurou
Mas afaguei meu peito
E aliviou
Já falei, já passou

Faz-me rir
Ha ha ha
Você saracoteando
Daqui pra acolá
Na Barra, na farra
No Forró Forrado
Na Praça Mauá, sei lá
No Jardim de Alah
Ou no Clube do Samba

Faz-me rir, faz-me engasgar
Me deixa catatônico
Com a perna bamba

Mas já passou, já passou
Recolha o seu sorriso
Meu amor, sua flor
Nem gaste o seu perfume
Por favor
Que esse filme
Já passou






João e Maria (part. Nara Leão)
Chico Buarque

 
Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você, além das outras três

Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz

E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda, de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja, não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu peão
O seu bicho preferido

Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz de conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim

Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?





Biografia dos Caravan

Caravan




Caravan é uma banda britânica de rock e jazz. O grupo alcançou sucesso depois de anos fazendo parte do movimento musical de Canterbury, junto com o Camel, Soft Machine, National Health e Hatfield And The North (o que caracteriza o som das bandas desse movimento é a mistura de psicodelia, jazz e o que mais vier à cabeça). O Caravan ainda existe, trabalhando principalmente em apresentações ao vivo.

Atualmente, a banda conta com Pye Hastings nos vocais e guitarra; Richard Coughlan na percussão; Geoffrey Richardson na viola, flauta, guitarra, e outros; Jan Schelhaas nos teclados; Jim Leverton no baixo e Mark Walker na bateria e percussão.

Discografia

  • Caravan (1968)
  • If I Could Do It All Over Again I'd Do It All Over You (1970)
  • In the Land of Grey and Pink (1971)
  • Waterloo Lily (1972)
  • For Girls That Grow Plump in the Night (1972)
  • Caravan and the New Symphonia (1974)
  • Live at Fairfeild Hall (1974)
  • Cunning Stunts (1975)
  • Blind Dog at St. Dunstans (1976)
  • Better by Far (1977)
  • The Album (1980)
  • Back to Front (1982)
  • Live 1990 (1992)
  • Radio One Live in Concert BBC 1975 (1991)
  • Cool Water (1994)
  • Battle of Hastings (1995)
  • All Over You (1996)
  • Live: Canterbury Comes to London (1997)
  • Live in Holland: Back on the Tracks (1998)
  • Songs for
  • Surprise Supplies (1999)
  • All Over You Too (1999)
  • Headloss (1999)
  • The HTD Years (2000)
  • Where But For Caravan Would I? (2000)
  • Green Bottles For Marjorie (2002)
  • Paradise Filter (2013)
  • It’s None Of Your Business (2021)

Destaque

Sweet Smoke - Just A Poke 1970

  Uma estreia sólida deste grupo de prog-psicodelia do Brooklyn, que se mudou para a Alemanha e gravou três álbuns por lá nos anos 70. Inclu...