terça-feira, 8 de novembro de 2022

Revisão do produto: alto-falantes KEF LS50 Wireless II

 

A KEF lançou recentemente os novos alto-falantes LS50 Meta e com eles o novo LS50 Wireless II . Com cerca de quatro anos se passando desde o lançamento do original, a KEF certamente tomou seu tempo para acertar isso. Junte-se a nós para ver se eles fazem o suficiente para justificar uma compra sobre o original extremamente popular.

O principal ponto de discussão sobre esses novos alto-falantes é algo interno. A KEF desenvolveu um novo material de absorção para amortecer a ressonância interna desses alto-falantes. Eles o chamaram de Tecnologia de Absorção de Metamaterial (ou MAT para seus amigos) e estão fazendo algumas afirmações ousadas sobre sua capacidade de remover o som indesejado que reverbera ao redor dos gabinetes do alto-falante.

Juntamente com o novo MAT, há também uma estreia para a 12ª geração do conjunto de drivers Uni-Q de enorme sucesso, no qual a KEF foi pioneira O Uni-Q integra o tweeter no corpo do driver mid-bass para uma integração mais estreita de som e melhor imagem e estamos animados para ver quais melhorias foram feitas em um clássico.

Como alto-falantes amplificados, não há necessidade de um amplificador externo ou pré-amplificador, então tudo acontece dentro dos gabinetes. Isso inclui dois amplificadores de classe A/B de 100W para os tweeters e dois amplificadores de classe D de 280W para os drivers de médios/graves somando um desempenho sonoro sério. Isso é controlado pelo mecanismo de integridade de música da KEF, que é um processador de sinal digital que envia o sinal certo para o amplificador certo e com o objetivo de fornecer uma melhor imagem e um som mais completo.

Obviamente, para qualquer sistema de alto-falante de uma/duas caixas, o sistema de controle é fundamental, e a KEF começou novamente com o novo aplicativo KEF Connect, que substitui o controle KEF e o KEF Stream usado para alimentar o LS50 Wireless original. Embora esses aplicativos oferecessem um ótimo conjunto de som e recursos, sempre achamos estranho que eles fossem divididos em dois, o que significava a necessidade de alternar para frente e para trás para controle total. Felizmente, isso foi corrigido aqui.

Outra novidade para a festa é o suporte ao Apple Airplay 2 e ao Google Chromecast para a maior variedade de músicas possível. Eles permitem o streaming de muitos aplicativos fora do ecossistema KEF, como Soundcloud e Apple Music. Também há suporte para Spotify Connect, Tidal Connect, Qobuz, Deezer e Amazon Music. O Tidal é totalmente suportado, incluindo faixas Masters no tipo de arquivo MQA para obter a melhor qualidade de áudio disponível. É uma seleção impressionante e certamente corrige quaisquer problemas que tivemos com a versão anterior. O software pode fazer ou quebrar um produto como este, e a KEF realmente acertou em cheio aqui.

Graças às suas entradas HDMI, óptica e digital coaxial, além de entradas analógicas de 3,5 mm, você também pode conectar outras fontes, como TV, console de jogos, CD player ou toca-discos (com pré-amplificador integrado).

Quando colocamos as mãos no novo LS50 Wireless II e começamos a configurá-lo, encontramos um design familiar do lado de fora. O LS50 tem um design bonito e atraente, criado para diminuir a difração nos alto-falantes. O casamento perfeito entre design e desempenho. Existem alguns pequenos toques agradáveis, como a cor do driver correspondente e a porta traseira ou especial também. Na parte de trás, há uma seleção de entradas para qualquer coisa, desde uma TV até um CD player e um toca-discos. A principal mudança é a adição de uma porta HDMI para facilitar o uso como alto-falante de TV com controle através do controle remoto da TV.

A configuração é fácil através do novo aplicativo KEF Connect e estamos executando as faixas do Tidal Masters do nosso telefone. Começamos com o novo álbum auto-intitulado Working Men's Club, que é um verdadeiro desafio de baixo para alto-falantes de pé, mas não precisamos nos preocupar. O cenário de som é excepcional e uma grande melhoria, mesmo no modelo original sem fio. O novo MAT parece oferecer o controle de graves adicional e o mascaramento de distorção que nos foi prometido, pois o baixo é forte sem dominar o som. As faixas são entregues com tempo excepcional e som de preenchimento de sala. Você pode adicionar um subwoofer, mas não achamos que isso seja necessário para a maioria das pessoas.

Para resumir, esses alto-falantes KEF são uma melhoria em todos os aspectos em relação aos originais. Isso diz muito, considerando que o LS50 Wireless revolucionou o mercado de alto-falantes sem fio e gerou uma série de imitadores. No entanto, a KEF respondeu da melhor maneira possível, combinando tecnologia de áudio aprimorada com todas as melhorias técnicas que poderíamos imaginar. O maior deles é a decisão de fazê-los operar individualmente uns dos outros para operação sem fio.

Achamos que esta seria uma solução incrível para o amante da música que é limitado em termos de espaço ou que quer apenas um sistema fácil de uma caixa, mas com som estéreo. Embora não sejam 'acessíveis' no sentido tradicional, eles oferecem um valor excepcional pelo dinheiro, considerando que são um sistema de áudio completo, pronto para satisfazer até audiófilos experientes. 

Sr. Chinarro – Reality Show (2022)


 

Reality Show é mais um enorme disco de Sr. Chinarro. Com ele, está garantido um encanto similar a muitos dos seus outros discos históricos. Ao décimo oitavo álbum, o músico sevilhano parece melhor do que nunca!

Antonio Luque é um amigo de longa data, e muito cá de casa. Mais conhecido através do alter ego Sr. Chinarro, o sevilhano acaba de lançar o seu mais recente longa duração. Como sempre acontece com os discos chinarrosReality Show – o título do novo trabalho – é um retrato irónico do mundo em que vivemos, entre tantas outras coisas. Traz algumas novidades, mas também carrega consigo marcas de fácil reconhecimento da sua já longa história pós El Fuego Amigo (2005). Mais um ótimo álbum, neste caso o seu décimo oitavo. Sr. Chinarro não falha!

Vamos por partes. A maioridade atingida em termos de números de discos lançados é coisa digna de registo, e a nossa primeira nota vai nesse honroso sentido. É obra, convenhamos. Uma vida já de quase trinta anos de gravações, se tivermos em conta o seu primeiro ep, Pequeño Circo, de 1993. Depois, convém recordar que Sr. Chinarro mantém intactos os prazeres e as capacidades de fazer boa música, assim como de escrever belos textos para as suas canções, como facilmente se prova em mais um novo lote de dez, as que constam em Reality Show. São mesmo muito boas, todas coesas e sem grandes oscilações de ritmo, desta vez sem espanholadas à maneira de “Sábanas Santas” ou “Todo Acerca del Cariño”, ambas gingonas e fantásticas. Reality Show é mais roqueiro, mais duro, frontal e, ao mesmo tempo, também delicado, a espaços.

“Sexo, Mar y Sol” foi o primeiro single lançado, no já distante mês de junho. Seguiram-se “Cobarde” e “El Detector”, este último já quase no final de setembro. É verdade que são três canções fortes, embora a primeira não a possamos incluir nas melhores do álbum. E foi, curiosamente, a primeira aposta de adelanto de Reality Show. Já quanto os sintetizadores de “Cobarde”, há que dizer que  são mágicos e desconcertantes, não esquecendo a voz feminina do coro (Georgina Wolkowicz), em contraste com a de Antonio Luque. Excelente, assim como “El Detector”, que mereceria ser um hit retumbante! Os versos, bonitos e evocadores de pessoas e de tempos e de canções antigas que ainda fazem parte de nós, mereceriam ser cantados por muitos: “Las canciones de un tiempo que queda atrás / Como el tiempo de estar contigo/ Un anillo, un éxito nacional /
Una noche de estar contigo”! No entanto, e embora tudo vá mudando à medida que vamos ouvindo Reality Show em repeat, “Rosa”, Luis” e “Margarita” parecem ser (por agora) as que mais nos deixam de sorrisos abertos, muito satisfeitos com o que ouvimos, e ainda com a certeza de termos em Sr. Chinarro um valor mais do que seguro. Como dizíamos há pouco, nunca falha o bom sevilhano, e o seu fuego amigo continua a incendiar-nos as entranhas sonoras do nosso contentamento. A letra de “Rosa”, por exemplo, dava uma pequena curta metragem. Nela há mulheres com asma, amantes, mães, filhas, uma com Alzheimer, mulheres divorciadas, uma outra ainda com síndrome de Asperger, um caos absoluto! E, sobretudo, um particular telemóvel, essa poderosa e perigosa máquina infernal dos nossos dias… Que tratado! Já em “Luis” (que canção soberba!), a narrativa é outra. Mas o que importa é a música, o balanço da música (“mi corpo no pide salsa, ni modas que pasan”), e tudo se faz à boa maneira chinarra, com acordes e guitarras de exceção. “Margarita”, o tema que encerra o disco, é outro enorme triunfo. Mais baladeira, embora sem o ser de facto, sonhadora, perfeita para terminar Reality Show, leva-nos a voltar ao principio, à primeira das dez canções.

De notar uma pequena curiosidade, algo pouco comum nos discos e nas canções de Sr. Chinarro:  o facto de este LP estar repleto de pessoas, de referências a pessoas, de personagens principais e secundárias, e sem presença de animais, como quase sempre acontece nos temas de Sr. Chinarro, o que talvez vá ao encontro do título Reality Show, justificando-se assim esse grande elenco de figuras humanas. Com os sons festivos de “La Audiencia Decide”, apetece bailar e cantar a plenos pulmões, sobretudo de cerveja na mão num qualquer concerto entre gente amiga. Soa a sol por todos os poros, é festiva mas sombria ao mesmo tempo e soa mesmo muito bem! Em “Falsos Autómatos” conhecemos mais uma personagem de Reality Show (Nuria), uma mulher que “vende en internet / fotos con muy poca ropa”, enquanto o seu noivo tenta compor “canciones como las que estan de moda”. Pois, a vida é dura e todos sabemos o quanto custa vivê-la. Enfim, Reality Show é mesmo mais um belo triunfo de Antonio Sr. Chinarro Luque!

Umas últimas e breves linhas para sublinhar mais uma ou outra ideia. Se começámos por referir que este novo longa duração de Sr. Chinarro apresenta um novo lote de canções bastante coesas, a verdade é que a nova banda que o acompanha merece óbvio destaque. A saber: Dani Vega (guitarra), Miquel Sospedra (baixo), Xavi Molero (bateria) e Josep Vilagut (guitarras). Um luxo! Finalmente, reforçar apenas a ideia de que o histórico Sr. Chinarro segue fazendo o seu caminho como poucos. Fiel ao seu próprio estilo, Sr. Chinarro merecerá sempre a nossa admiração. Em Espanha, não são muitos aqueles que fazem música sem recurso às estridências e aos descaminhos da moda mais corriqueira e vulgar. Os que escapam, no entanto, estão ainda longe do lastro que os dezoito álbuns de Sr. Chinarro testemunham: o melhor da música indie é neles que mora.

ALBUNS DE ROCK PROGRESSIVO

 

Wucan - Heretic Tongues (2022)


Há algum tempo apresentamos os dois primeiros grandes trabalhos de Wucan, uma excelente banda alemã que mistura psicodélica dos anos 70, com flautas transversais com um pouco de folk estilo Jethro Tull, riffs de hard rock e uma bela front-woman multi-instrumentista com um impressionante e expressivo voz, e agora eles voltam com mais sabores, com muito krautrock, muito funky, muito groove, com um som que os liga ao rock-folk latino-americano a la Flor de Loto (note que este álbum soa muito como a banda peruana Flor de Loto), ouça o álbum inteiro e você saberá o porquê. É assim que mais uma surpresinha cheia de boa música chega na cabeça do blog, pronta para você descobrir e curtir!

Artista: Wucan
Álbum: Heretic Tongues
Ano: 2022
Gênero: Rock Psicodélico
Duração: 41:56
Referência: Discogs
Nacionalidade: Alemanha



"Heretic Tongues" está cheio de ideias poderosas que querem se misturar nessa combinação concisa e não excessiva de rock, funk, disco e hard rock. Essa mistura, que inclui a mistura de músicas alemãs e inglesas, dá ao álbum uma boa folga. Wucan provavelmente se superou com este novo álbum. A vocalista Francis Tobolski recua sua flauta (mas não sua voz poderosa) para o fundo, enquanto tenta fazer a banda soar como um todo e (tanto quanto humanamente possível) tenta não se destacar muito. Embora às vezes não seja perceptível, é claro.

Caso você esteja se perguntando: sim, há outra música de puro rock progressivo de 12 minutos no estilo Wucan , acompanhada por sons de hard rock a la Uriah Heep , Led Zeppelin ou Deep Purple , e (claro) muitos, muitos ritmos psicodélicos .

Na última sexta-feira o psych pesado orquestrado pelo flautista e voz poderosa de Francis Tobolsky, reviveu um novo capítulo em sua carreira com a chegada do novo e terceiro álbum de Wucan. Seu nome? Línguas Hereges.
De Dresden vem todo esse maquinário lubrificado ao hard rock dos anos setenta, navegando entre suas muitas tendências progressivas e uma boa carga das melhores coleções de riffs. Wucan são todos cativantes para deixar grandes canções que olham com desconfiança aquelas décadas anteriores que vêm promovendo e ampliando cada vez mais o gênero que viu suas raízes crescerem desde então. Tanto sua atmosfera quanto a própria encenação da banda são essenciais para nos transportar ao passado e o novo “Heretic Tongues” vem com todo aquele cânone cósmico em direção às tendências progressistas do passado.
Títulos como “Far And Beyond” têm essa mercadoria nostálgica, em que suas vibrações remetem aos anos dourados do rock. O refrão de “Don't Break The Oath”, lembra muito a voz foda de Patti Smith na mítica “Rock'n'Roll Nigger”, mas o que fica evidente é que é nessa hora que o quarteto traz sua melhor artilharia para passear , criando mais um hino de batalha à sua discografia, como trilha sonora indispensável de estrada, em que intensidade e emoções andam de mãos dadas.
Acompanhando o estripamento dos novos “Heretic Tongues” também podemos encontrar momentos notórios como os daquele longo final intitulado “Physical Boundaries”, desperdiçando todo o dinamismo da banda em um encerramento sonhador. Alguns Wucan se redescobrindo repetidamente, levando essa mutabilidade a novos níveis. Da mesma forma, os minutos de uma abertura como “Kill The King” são dados face a face num primeiro momento para uma “Heretic Tongues” que liga o lado mais frenético de Wucan, numa obra quase sem tempo para desconexão e/ ou reflexão. Outras surpresas como "Fette Deutsche" ou "Zwischen Liebe Und Zorn" fazem-nos perceber que a banda pode cantar tanto em inglês como na sua língua materna, mas sempre sob aquela aura mística e as vibrações mais marcadas na sua própria e realizada decorado.
Wucan chega ao chão com sua nova parcela e nos dá outra caravana em direção ao rock dos anos 70 sob a formidável execução que os caracteriza e criando aquela atmosfera retrô com aquela combinação de riffs mais incisivos. Uma aventura fascinante para ouvir e a mais agradável para apreciar o rock do passado.


Vamos então com uma prévia do bom último álbum desses alemães que trazem pra vocês...



As vozes de Francis Tobolsky são incríveis, e dão a moldura certa para Wucan brilhar como uma estrela nos céus do rock retrô, com um estilo que engloba uma ampla gama de sons, e onde não se limita a músicas curtas e caminhos fáceis. .

Musicalmente falando, você pode dizer que eles se aprofundaram em sua própria jornada pessoal de busca, descobrindo o que os tornou essa banda que ouvimos hoje, levando seu som característico e levando-o para o próximo nível em termos de composição, som e produção.




Tracklist:
1. Kill The King  
2. Don't Break The Oath
3. Fette Deutsche
4. Far And Beyond
5. Far And Beyond (Until We Meet Again)
6. Zwischen Liebe und Zorn
7. Physical Boundaries

Lineup:
- Alexander Karlisch / Bass, Backing Vocals
- Philip Knöfel / Drums, Percussion, Backing Vocals
- Tim George / Lead Guitar, Keyboards, Synth, Backing Vocals
- Francis Tobolsky / Rhythm Guitar, Theremin, Flute, Acoustic Guitar, Synth, Percussion, Vocals


RARIDADES

Los Microwaves

Los Microwaves tocam synth-pop peculiar com uma atitude punk, rítmica ("Time To Get Up") e melódica ("What's That Got To Do"). A banda prova uma formidável máquina de groove ("TV In My Eye", "Coast To Coast"), dignos sucessores dos B-52's e Polyrock.

Apesar das configurações aparentemente pop, a eletrônica pode beirar a dissonância ("Is There Life After Breakfast"), enquanto o grupo pode facilmente adaptar seu estilo para incorporar os estilos de surf de "Forever", a linha de baixo jazzística e teclados de "Postponed Is Not Forgotten". ", o synth-bronze de "La Voix Humaine", o no-wave de "If You Want It" etc.

Los Microwaves são synth-punks com uma incrível habilidade para grooves, bem como uma formação intelectual.











































Machin - Moi, je suis un Folkeux ... (1975)

Folclore progressivo francês, álbum de estreia. Avalie seu link

de música

Merrell Fankhauser – Goin’ Round In My Mind: The Merrell Fankhauser Anthology 1964-1979 (2022)

 

FankhauserUm jogador integral na cena musical do sul da Califórnia, a carreira do jovem Merrell Fankhauser decolou em 1964, depois que sua família se mudou para a área de Antelope Valley, no deserto ocidental de Mojave.
Com nomes como Frank Zappa e Captain Beefheart também ativos na área, Frankhauser juntou-se ao guitarrista de 14 anos Jeff Cotton para formar o Merrell And The Exiles, um grupo pop adolescente que teve alguns sucessos locais.
Em 1967, Merrell montou Fapardokly, cujo LP de edição limitada é hoje um dos mais raros álbuns psicodélicos dos EUA.
Fapardokly se transformou em HMS Bounty, assinado pelo presidente da UNI Records, Russ Regan. Um álbum do HMS Bounty foi liderado por 'Things…

MUSICA&SOM

…(Goin' Round In My Mind)', uma fatia insidiosa de chiclete que ficou aquém de se tornar um single de sucesso.

O HMS Bounty então deu lugar a Mu, uma reforma parcial do The Exiles que reuniu Merrell com Jeff Cotton, que entretanto tinha sido um membro chave da banda do Capitão Beefheart durante os dias de 'Trout Mask Replica'.
Depois de um aclamado álbum de 1971, Mu mudou-se para a ilha havaiana de Maui antes de se separar. Merrell ficou na ilha, morando em uma cabana na selva e gravando 'The Maui Album' antes de retornar ao continente.
Um 6 CD que inclui os vários álbuns e singles de 1964-1979 em sua totalidade, bem como vários out-takes do mesmo período, 'Goin' Round In My Mind' - recém-remasterizado e apresentando um novo ensaio de 5.000 palavras - é uma justa homenagem à prodigiosa carreira de um lendário talento cult.

DISCO UM: Merrell and The Exiles – The Early Years

1 PLEASE BE MINE
2 DON’T CALL ON ME
3 SEND ME YOUR LOVE
4 SHAKE MY HAND
5 LONG, LONG TIME
6 DON’T LET GO
7 REMEMBER ME
8 PAIN IN MY HEART
9 LET THE TIME GO BY
10 LET ME GO
11 CAN’T WE GET ALONG
12 SHE’S GONE
13 RUN BABY RUN
14 MAKE IT BACK TO MEMPHIS
15 LOVE ONLY YOU
16 YOU’VE BEEN UNTRUE
17 BOYS
18 RAVE ON
19 THAT’S ALL I WANT FROM YOU

1 Single, Glenn 308, released April 1964
2-3 Single, Glenn 310, released June 1964
11, 19 Single, Golden Crown GMA-102, released September 1965
4-10, 12-18 Not originally released, recorded 1964-1965 Fapardokly

DISC TWO
1 LILA
2 THE MUSIC SCENE
3 SORRY FOR YOURSELF
4 GLASS CHANDELIER
5 TOMORROW’S GIRL
6 SUZIE CRYIN’ (aka I SAW SUZIE CRYING)
7 MR. CLOCK
8 GONE TO POT
9 NO RETREAT
10 TOO MANY HEARTBREAKS
11 WHEN I GET HOME
12 SUPERMARKET
bonus tracks
13 THE WAR
14 YES I LOVE YOU
15 BE A GOOD NEIGHBOR WEEK

1-12 The album Fapardokly, UIP LP 2250, released circa February 1968
10 Single, Glenn 308, released April 1964
3,6 Single, Glenn 313, released April 1965
5,11 Single, Glenn 426, released April 1967 13-15 Not originally released, recorded 1966-1967

DISC THREE: Merrell Fankhauser and HMS Bounty
1 THINGS (GOIN’ ROUND IN MY MIND)
2 GIRL (I’M WAITING FOR YOU)
3 WHAT DOES SHE SEE IN YOU
4 LOST IN THE CITY
5 YOUR PAINTED LIVES
6 DRIVIN’ SIDEWAYS (ON A ONE WAY STREET)
7 IN A MINUTE NOT TOO SOON
8 A VISIT WITH ASHIYA
9 THE BIG GRAY SKY
10 RICH MAN’S FABLE
11 ICE CUBE ISLAND
12 MADAME SILKY
bonus tracks
13 I’M FLYING HOME (B-side)
14 TAMPA RUN (B-side)
15 EV’RYBODY’S TALKIN’ (A-side)

1-12 The album Things, Shamley SS 701, released December 1968
13 Single, Shamley S 44008, released March 1969
14-15 Single, Shamley S 44019, released November 1969

DISC FOUR: MU
1 AIN’T NO BLUES
2 BALLAD OF BROTHER LEW
3 BLUE FORM
4 INTERLUDE
5 NOBODY WANTS TO SHINE
6 ETERNAL THIRST
7 TOO NAKED FOR DEMETRIUS
8 MUMBELLA BAYE TU LA
9 THE CLOUDS WENT THAT WAY
bonus tracks
10 YOU’VE BEEN HERE BEFORE (B-side)
11 ONE MORE DAY (A-side)
12 ON OUR WAY TO HANA (A-side)

1-9 The album MU, RTV Records RTV 300, released December 1971
10-11 Single, Mantra MS-101/102, released November 1972
12 Single, Mantra MS-103/104, released May 1973

DISC FIVE: MU – The Last Album
1 THE LAND OF MU
2 MAKE A JOYFUL NOISE
3 HALEAKALA
4 BLUE JAY BLUE
5 SHOWERING RAIN
6 I SAW YOUR PHOTOGRAPH
7 IT’S LOVE THAT SINGS THE SONG
8 YOU AND I
9 CALLING FROM A STAR
10 WAITING FOR THE SUN
11 CHILDREN OF THE RAINBOW
12 WHO WILL WRITE THIS SONG
13 DAYBREAK SUNSHINE
14 DRINK FROM THE FOUNTAIN
15 THE LOVE WE BARE
16 IN MU
17 YOU’RE NOT THE ONLY ONE
18 END OF AN ERA
19 EARTH NEWS INTERVIEW
20 THE AWAKENING

1-20 Not originally released, recorded early 1974

DISC SIX: Merrell Fankhauser – The Maui Album
1 LOVELY LADY
2 I SAW YOUR PHOTOGRAPH
3 WE WERE ALL FREE
4 ON OUR WAY TO HANA
5 MAKE A JOYFUL NOISE
6 GARDEN IN THE RAIN
7 WATERFALL
8 LA LA DOES THE BOO RU
9 SAIL IT OVER THE OCEAN
10 LOVE IS ALL THERE IS
11 THE SOURCE
Bonus tracks
12 SOME OF THEM ESCAPED
13 THE WIND CRIES MAUI
14 PEACE IN THE WORLD
15 MATTHEW’S DREAM
16 DHARMIC CONNECTION
17 CALLING FROM A STAR

1-11 The album The Maui Album, Maui Music Recording Co. M 101, released February 1976
12-16 Not originally released, recorded 1975-1977
17 Single, Free Spirit FS-1001, released 1979


Dan McCafferty, vocalista fundador da banda Nazareth, morre aos 76 anos

 Causa da morte não foi revelada e baixista fez comunicado emocionado dizendo que "perdeu seu melhor amigo"

Dan McCafferty, vocalista do Nazareth, em 2010

Dan McCafferty, um dos membros originais da banda escocesa Nazareth, morreu aos 76 anos de idade.

A notícia foi dada pelo baixista Pete Agnew, que se mostrou bastante emocionado ao falar sobre a passagem do colega de banda.

Em nota, ele afirmou:

Esse é o anúncio mais triste que eu já tive que fazer em toda minha vida.

Maryann e a família perderam um marido e pai amoroso e maravilhoso, eu perdi o meu melhor amigo e o mundo perdeu um dos maiores cantores de todos os tempos.

Estou muito abalado para dizer qualquer coisa nesse momento.

A causa da morte não foi revelada.

Dan McCafferty e a história do Nazareth

Bastante popular no Brasil entre as bandas que navegaram entre o Hard Rock e o Heavy Metal, o Nazareth foi fundado em 1968 por Dan McCafferty nos vocais, Pete Agnew no baixo, Darrell Sweet na bateria e Manny Charlton na guitarra.

Ao longo da carreira que dura até hoje, a banda já lançou dezenas de discos, incluindo um em 2022 chamado Surviving The Law.

O grande reconhecimento, porém, veio com o hit “Hair of the Dog”, lançado em 1975 no disco de mesmo nome, e na balada “Love Hurts”, uma das canções mais conhecidas de todos os tempos.

Lançada nesse mesmo disco, a faixa é uma cover da original escrita por Boudleaux Bryant e gravada pelo The Everly Brothers que acabou se tornando muito mais conhecida do que a original, chegando inclusive à oitava posição da Billboard Hot 100.

Em 2013, Dan deixou a banda devido a questões de saúde e quem assumiu os vocais foi Linton Osborne, eventualmente substituído por Carl Sentance, que está no grupo até hoje.

Coverdale & Page - Don't Leave Me This Way (1993)

Coverdale & Page - Don't Leave Me This Way (1993)



Esse bootleg foi gravado durante a turnê no Japão para divulgar o cd gravado por Jimmy Page e David Coverdale, em 1991; eles estavam na mesma gravadora e numa situação bem parecida, Page tinha lançado um cd solo em 1988 e estava sem projetos e Coverdale andava decepcionado com a cena hard rock, na qual transitava com seu Whitesnake. Isso fez com que David Geffen, presidente da gravadora dos dois, sugerisse uma união e quem sabe produzir alguma coisa juntos.
Os dois se encontraram e começaram a compor juntos no estúdio caseiro do Page e entusiasmados com o resultado, firmaram um contrato para a gravação de um cd, tudo isso no mais completo sigilo, juntaram um grupo de músicos e gravaram o disco que se chamou Coverdale Page. O disco foi gravado em 1991, mas só lançado em 1993 e para promover o cd, foram para uma turnê no Japão, fazendo shows em várias cidades, esse bootleg é do show em Nagoya, 22/12/1993, que foi o último show deles.
Para os shows, além das músicas do cd, tinha claro canções do Led Zeppelin e do Whitesnake, o que resultou em um deleite para os fãs das duas bandas, Page se mostrava em boa forma, voltando a tocar muito e Coverdale sempre foi um excelente cantor, infelizmente essa parceria não rendeu mais frutos, logo após a turnê pelo Japão a dupla se desfez, mais deixando um belo trabalho como resultado dessa união.




Etta James – At Last! (1960)


 

O álbum de estreia de Etta James, At Last!, é elegante e rude. Como um diamante luzindo na lama.

Etta James nasce em 1938, na “cidade dos anjos”, em berço de ferro enferrujado, filha de pai incógnito e de mãe adolescente. Dorothy Hawkins, com apenas catorze anos, não consegue criar o seu rebento. Um casal amigo assume essa responsabilidade. Sob a influência da avó, frequenta desde pequena a Igreja Baptista, e é no templo do Senhor que a sua voz é descoberta. Aos cinco anos de idade, já é solista no coro gospel, encantando não só os fiéis que frequentam a missa, mas também os que a seguem pela rádio. Ser uma criança-prodígio é um presente envenenado, agravado pela insensatez dos que a rodeiam, como o maestro do coro – que lhe bate no peito para que ela aprenda a projectar a voz de mais fundo – ou o pai adoptivo, que a acorda a desoras, com maus modos, para exibir, junto dos amigos do póquer, os dotes da sua menina de circo.

Aos doze anos, a sua mãe adoptiva morre. É então que a mãe biológica aparece, levando-a para San Francisco. Dorothy leva uma vida errante, alugando o corpo ao tostão, deixando a filhota muitas vezes entregue a si própria. Para fintar as mágoas, Etta James vai urdindo pequenas delinquências com outras miúdas esquecidas pelo mundo.

Aos quinze anos, forma um conjunto doo-wop – as Creolettes – com duas amigas de Nova Orleães, ensaiando bonitas harmonias vocais pelas esquinas da cidade. Num certo sentido, a sua educação musical está agora completa: primeiro, a sagrada igreja; por fim, a rua profana…

Aos dezasseis anos, é descoberta pela Modern Records, importante editora de blues e de R&B, casa de Little Richard, Ike & Tina Turner e John Lee Hooker. As Creolettes mudam de nome para The Peaches. O seu primeiro single, “Roll With Me, Henry” – um rock’n’roll malandro com salpicos doo-wop -, tem um sucesso de tal ordem que chega a primeiro lugar da tabela R&B.

Etta James desfaz-se da parceria com as manas Mitchell, passando a gravar em nome próprio. Entre 1956 e 1959, vai continuando a lançar singles divertidos mas esquecíveis, longe dos holofotes das tabelas de vendas.

Até que, em 1960, é redescoberta pela Chess Records (a mítica editora que inventou o blues de Chicago, albergando gigantes como Muddy Waters e Howlin’ Wolf). Leonard Chess deposita grandes esperanças em Etta James, achando que ela tem o potencial de entrar no mercado pop. De maneira que os irmãos Chess investem todas as fichas na sua nova estrela feminina, concebendo cuidadosamente o seu álbum de estreia: o elegante At Last!, lançado já no final de 1960.

Pela primeira vez, é escolhido um repertório à sua altura, quase só standards de primeira linha sobre a montanha russa do amor (mais sobre as descidas a pique em direcção ao abismo, do que sobre as subidas abruptas rumo à abóbada celestial, mas ambas as vertigens têm lugar em At Last!). Finalmente, Etta James pode dar largas ao seu poder de interpretação, extravasando uma vasta paleta de emoções.

Se no âmago das canções está a música negra americana – o piano doo-wop, as escalas blues, a voz quente e desengravatada -, as orquestrações são europeias, com os seus arranjos de cordas macios e requintados. At Last! move-se neste tabuleiro de contrastes entre rudeza R&B e sofisticação nos ornamentos.

As melodias e os arranjos podem ser irrepreensíveis mas o que torna este disco tão especial é a pujança emocional da sua voz e a coragem com que expõe a sua vulnerabilidade. Na canção de abertura, “Anything to Stay You’re Mine”, os gemidos de sofrimento são tão lancinantes – “oh, oh, I’m so blue” – que parece que escarafuncham o nosso coração com um canivete. Quando chega a “my heart cries”, o seu poderoso contralto falha propositadamente em “heart” –  o som do coração a quebrar…

Se estes lamentos do peito destroçado dominam At Last!, a sua voz enfeita-se com muitos outros cambiantes emocionais. Veja-se o caso de “I Just Want Make Love to You” – blues maroto celebrizado por Muddy Waters -, onde é a volúpia que impera. Primeiro, a sua voz é rugido, a bazófia da conquista. Mas depois torna-se dengosa, para não dizer lasciva, sussurando-nos ao ouvido: “love to you”. Wink wink. Nudge nudge. Say no more…

A sua voz, habitualmente no limite, cuspindo angústia em ferozes rugidos, sabe também ser plácida quando quer. É o que sucede no tema-título, a sua canção assinatura, onde o êxtase do amor não é eufórico mas sereno, a doçura do sol da manhã depois da fria madrugada. “At Last” é um lugar comum nas playlists de casamento, quando os noivos ainda têm a ilusão de que o amor é eterno. As bonitas baladas “Stormy Weather” e “Sunday Kind of Love” têm o mesmo registo: menos espalhafatoso, de uma suavidade espessa, que apetece trincar.

At Last! reavivou a carreira de Etta James, dando-lhe uma nova credibilidade artística. Vendeu bem na tabela R&B mas, ao contrário das expectativas, mal beliscou a tabela pop. Havia qualquer coisa de profundamente visceral e indómito em Etta James que fez com que o público americano branco do início dos anos sessenta não se conseguisse identificar. Não faz mal, ficou o primor de At Last! para a posteridade, uma das pérolas fundadoras da soul moderna.

BIOGRAFIA DOS Blackfoot

Blackfoot

Na primavera de 1969, Rickey Medlocke e Greg T. Walker encontraram o ex - nativo de New York Charlie Hargrett em Jacksonville e formaram a banda Fresh Garbage com Ron Sciabarasi nos teclados, Rick na bateria e vocais, Greg no baixo e na guitarra Hargrett, e tocavam principalmente no Comic Book Club, em St. Forsyth, Jacksonville e com os seus amigos do The One Percent (que em breve iria mudar o nome para Lynyrd Skynyrd) nas tardes de domingo nos parques locais.

No início da primavera de 1970, a banda, depois de ouvir outra banda na Costa Oeste com o nome Hammer, decidiu mudar seu nome para Blackfoot para refletir a herança nativo americana de Walker, Spires e Medlocke (Spires é parte Cherokee, Medlocke parte Sioux , enquanto os laços de sangue de Walker são com os índios do oeste da Flórida). Em 1971, já devidamente rebatizados e radicados em Manhattan onde foram tentar a sorte, acabam encerrando as atividades com a ida de Rick para o Lynard Skynard (ele chegou a gravar com a banda algumas faixas, que seriam editadas no "First & Last", lançado em 1978). Seus membros remanescentes retornam para a Flórida, com exceção de Hargrett, que remontaria a banda no final de 1972 com Jakson Spires na bateria, Lenny Stadler no baixo e Medlocke (que já havia saído do Lynyrd) no vocal. Logo em seguida entra mais um integrante na guitarra, Danny Johnson.

Porém Johnson não permaneceria muito tempo na banda, pois após passar por uma cura "milagrosa" de um tumor no pulmão decide "entregar sua vida a Deus", e hoje é um renomado Pastor da Igreja Metodista... Com isto, resolvem chamar Greg T. Walker de volta (desta vez na guitarra) e com esta formação assinam com a gravadora Epic e grava seu álbum de estreia "No Reservations", lançado em 1975. Pouco depois, resolvem voltar para a Flórida, principalmente devido aos problemas de saúde de Medlocke, que sofria de insuficiência pulmonar.

Em 1976, mais um álbum "Flying High”, que tal qual o primeiro, não atinge grandes vendagens, provocando a demissão da banda pela gravadora no ano seguinte. Isto provoca uma grave crise interna, que resulta novamente no encerramento das atividades em 1978. Entretanto, no mesmo ano, Al Nalli, empresário do Browsville Station, impressionado com o que vira quando o Blackfoot abrira alguns shows numa turnê pelo Texas e sabendo da demissão da banda pela antiga gravadora, convence o grupo voltar à ativa e gravar um novo disco.

O resultado foi o "Strikes", lançado em 1979 pela ATCO Records e que viria a se tornar o maior sucesso comercial da banda, que finalmente consegue "tirar o pé da lama”. "Train, Train", escrita pelo avô Rickey, Shorty Medlocke, tornou-se seu primeiro hit e a canção mais conhecida. "Highway Song" "Baby Blue" e "Road Fever", são outras faixas que se destacam. Saem então em uma bem-sucedida turnê pelos EUA, chegando a dividir parte da excursão americana com o The Who.

Gravam mais um álbum chamado "Tomcattin", que sairia em 1980. "Gimme, Gimme, Gimme", "Warped", "On The Run", "Dream On" e "Fox Chase" (escrita por Spires, Rickey e seu avô Shorty Medlocke)são as faixas que se destacam no álbum. Apesar de não ter sido um grande sucesso, o álbum contribui para manter uma base de fans da banda e ainda é um dos que mais agradam a eles.

No ano seguinte sai o "Marauder". O álbum está repleto de ótimas músicas, a pesada "Good Morning", a balada "Diary Of A Workingman", a energética "Rattlesnake Rock n' Roller" (cabe ressaltar a aparição de Shorty Medlocke na música, nele ele faz um solo de banjo maravilhoso), "Searchin" com seu solo maravilhoso e "Fly Away", faixa que dispensa comentários e alcançou a 42° posição nas paradas.

Marauder retrata o excelente momento da banda e seu auge. Segue uma turnê ao lado do AC/DC pelos EUA e Inglaterra, que seria o ponto de partida para um giro por toda a Europa onde tocam ao lado do Scorpions na Alemanha e do Iron Maiden na França e Inglaterra (no Redding Festival de 1982 rola nada menos que uma mega - jam com todos os músicos do Blackfoot e do Iron dividindo o palco numa versão de "Tush" do ZZ Top). Essa excursão europeia resulta no álbum ao vivo "Highway Songs Live", lançado só na Inglaterra em 1982.

Em 1983, decidem acrescentar um tecladista à banda, e com isto chamam Ken Hensley (Uriah Heep), que participa do "Siogo", lançado no mesmo ano (diz a lenda que. para convencê-lo Ihe presenteiam com um Hammond B-3!). Curioso notar que embora "Siogo" tenha sido extraído das iniciais de "Suck It Or Get Out!” (simpática frase que adornava a frente do ônibus com o qual excursionavam pelos EUA), sendo que esta palavra num dialeto indígena também significa "próximo a alguma coisa". No caso, esta "alguma coisa" seria o fim da banda por diversas razões, notadamente a mudança de estilo ocasionada pela entrada de Hensley, além da pressão dos empresários pela adoção de um visual considerado mais moderno para a época (diziam que Hargrett parecia um índio velho!).

Esse álbum marca o inicio do declínio da popularidade da banda, não pela ausência de boas músicas, "White Man's Land", “Send Me An Angel", "Run For Cover" e "Drivin' Fool" são destaques, mas a adição de certos clichês que estavam em voga na época, não que eles sejam ruins, mas para uma banda de Southern Rock não caiu muito bem.

As sessões de gravação do próximo álbum, "Vertical Smiles" (prefiro não falar nada sobre esse álbum, pois os acontecimentos posteriores dizem tudo), lançado em 1984 foram caóticas, tanto que a gravadora ATCO simplesmente recusou o trabalho, dizendo que estava horrível, obrigando a banda a refazer todas as gravações, já sem Hargrett, que se encheu de todas as exigências e decidiu cair fora. Logo após o lançamento do disco é a vez de Greg, Jakson e Hensley debandarem.

Em fevereiro de 1986, o Blackfoot foi dissolvido, mas Medlocke decidiu continuar. Doug "Bingo" Bare (teclados, sintetizadores, vocais), Jerry "Wizzard" Seay (baixo, backing vocals) e Harold Seay (bateria, percussão), são os novos integrantes da banda. Em seu álbum de 1987 "Rick Medlocke and Blackfoot" (lançado pela gravadora Wounded Bird), o novo agrupamento explorou uma música que estava mais próxima das rádios nos anos 1980. Muitos dos fãs do grupo não ficarão tão felizes com as mudanças e os fãs mais novos eram lentos para se materializar. No decorrer dos anos, sairiam outros trabalhos sob o nome “Rickey Medlocke & Blackfoot”, o "Medicine Man" em 1990 e o "After the Reign" em 1994.

Em 1996 Medlocke voltou ao Lynyrd Skynyrd, desta vez como um guitarrista. Mas ele continuou a turnê com o Blackfoot honrando todos os shows marcados até 1997, em seguida, abandonou o grupo para se concentrar ao Skynyrd em tempo integral.

"Live On The King Biscuit Flower Hour", uma gravação de concertos de 1983, foi lançado no início de 1998.

Em 2004, uma segunda ressurreição ocorreu com os membros fundadores Jakson Spires, Greg T. Walker e Charlie Hargrett. Medlocke não estava disponível, então o papel da voz foi dada a Bobby Barth. Em março de 2005, Spires morreu repentinamente de um aneurisma, mas a banda decidiu prosseguir. Seguindo a vontade de Spires, o austríaco Christoph Ullmann foi contratado como o novo baterista.

Em 2006, a banda fez uma turnê e trouxe Jay Johnson na guitarra e vocais após Barth ser afastado por um uma operação de garganta. Barth voltou ao palco no final daquele ano. Em novembro de 2006, Ullman retorna para retornar à Áustria e foi sucedido por Mark McConnell. Em abril de 2007, Johnson deixa o Blackfoot deixe ir. Naquele ano, a banda excursionou e contou com Walker, Hargrett, Barth e com o baterista Michael Sollars. Mais tarde naquele ano um DVD ao vivo, "Train Train: Southern Rock's Best - Live", foi lançado. Em 2009, Scott Craig assumiu o cargo de baterista.

Na primavera de 2010, Barth foi forçado a passar por uma cirurgia de emergência. O ex - guitarrista do Lynyrd Skynyrd Mike Estes foi então chamado para os vocais e Kurt Pietro substitui Craig Scott na bateria.

Integrantes.

Atuais.

Jeff Shields (Vocais, desde 2017)
Tim Rossi (Guitarra, Vocais, desde 2012)
Matt Anastasi (Bateria, Vocais, desde 2012)
Derek Desantis (Baixo, Vocais, desde 2017)
Seth Lester (Guitarra, Vocais, desde 2017)
 

Ex - Integrantes.

Rickey Medlocke (Vocais, Violão, Dobro, Bandolim, Teclados, Bateria, 1969-1971, 1972-1997)
Charlie Hargrett (Guitarra, 1969-1971, 1972-1984, 2004-2011)
Greg T. Walker (Baixo, Backing Vocals, Teclados, 1969-1971, 1973-1986, 2004-2011)
Ron Sciabarasi (Teclados, 1969)
Jakson Spiers (Bateria, Percussão, Backing Vocals, 1969-1971, 1972-1986, 2004-2005, R.I.P 2005)
Dewitt Gibbs (Teclados, Backing Vocals, 1969-1970)
Jerry Zambito (Guitarra, 1969)
Leonard Stadler (Baixo, 1972-1973)
Danny Johnson (Violão, 1972)
Patrick Jude (Vocais, 1974)
Ken Hensley (Teclados, Guitarra e Backing Vocals, 1982-1984)
Bobby Barth (Vocal Principal, Guitarra, Teclados, 1984-1986, 2004-2006, 2006-2010)
Doug Bare (Teclados, Backing Vocals, 1986-1992)
Jerry "Wizzard" Seay (Baixo, Backing Vocals, 1986-1988)
Jef Stevens (Baixo, 1987)
Harold Seay (Bateria, Percussão, 1986-1988)
Gunner Ross (Bateria, Percussão, 1988-1992)
Neal Casal (Guitarra, 1988-1992)
Mark Mendoza (Baixo, 1988)
Rikki Mayr (Baixo, Backing Vocals, 1989-1992)
Benny Rappa (Bateria, Percussão, 1992-1994)
Mark Woerpel (Guitarra, Sintetizador, 1992-1996)
Tim Stunson (Baixo, 1992-1996)
Stet Howland (Bateria, Percussão, 1994-1997)
John Housley (Guitarra, 1996-1997)
Bryce Barnes (Baixo, 1996-1997)
Chuck Spiers (Bateria, Percussão, Backing Vocals, 2005)
Christoph Ullmann (Bateria, Percussão, 2005-2006)
Jay Johnson (Guitarra, Vocais (2006-2007)
Mark Mcconnell (Bateria, Percussão, 2006-2007, R.I.P 2012)
Michael Sollars (Bateria, Percussão, 2007-2009)
Scott Craig (Bateria, Percussão, 2009-2010)
Mike Estes (Guitarra, Vocais, 2010-2011)
Kurt Pietro (Bateria, Percussão, 2010-2011)
Randy Peak (Guitarra, 2011)
Philip Shouse (Vocal Principal, Guitarra, 2012)
Christopher Williams (Bateria, Vocais, 2012)
Sean Chambers (Vocal Principal, Violão, 2012-2014)
Jeremy Thomas (Guitarra, Vocais, 2014-2016)

Rattlesnake Rock 'N' Roll: The Best Of Blackfoot (Coletânea 1994)

01. Feelin' Good
02. Left Turn On A Red Light
03. Wishing Well
04. Train, Train
05. Highway Song
06. Gimme, Gimme, Gimme
07. Every Man Should Know (Queenie)
08. Spendin' Cabbage
09. Fox Chase
10. Diary Of A Workingman
11. To Hard To Handle
12. Fly Away
13. Rattlesnake Rock 'N' Roller
14. Good Morning (Live)
15. Road Fever (Live)
16. Trouble In Mind (Live)
17. Doin' My Job
18. Guitar Slingers Song And Dance

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