quarta-feira, 9 de novembro de 2022

SAIBA TUDO SOBRE JOSÉ CID


Biografia

  • Data de nascimento

    4 Fevereiro 1942 (idade 80)

  • Local de nascimento

    Chamusca, Santarém, Portugal

José Albano Cid de Ferreira Tavares (Chamusca, 4 de Fevereiro de 1942), popular cantor, teclista e compositor português. É monárquico e vive actualmente em Mogofores, Anadia.

Biografia:

1956-1967
Em 1956, funda Os babies, agrupamento musical especializado na interpretação de músicas de outras bandas. Em 1960, funda o Conjunto orfeão, com José Niza, Proença de Carvalho e Rui Ressurreição.

1968-1972
A fama chegou-lhe inicialmente através da sua participação como teclista e vocalista no conjunto Quarteto 1111, no qual obteve grande êxito com a canção A lenda de El-Rei D.Sebastião, em 1967, inovadora para a época. Ainda com o quarteto, concorreu ao Festival RTP da Canção de 1968, com Balada para D.Inês.
O álbum homónimo do Quarteto 1111 é editado em 1970, sendo alvo de censura.
Em 1971, José Cid lança o seu primeiro disco a solo. São também editados os EPs Lisboa perto e longe e História verdadeira de Natal. No ano seguinte lança o EP "Camarada". ???

1973-1979
Em 1973, o Quarteto 1111 adopta o nome Green Windows, numa tentativa de internacionalização.
Concorre ao Festival RTP da Canção de 1974, a solo com "Uma rosa que te Dei" e com os Green Windows que apresentaram as canções "No dia em que o rei fez anos" e "Imagens".
Uma das suas composições mais conhecidas, "Ontem, hoje e amanhã", recebe um dos prémios de "composição notável" no Festival Yamaha de Tóquio, em 1975, certame a que tinha concorrido já em 1971 com "Ficou para Tia".
Forma o grupo Cid, Scarpa, Carrapa & Nabo, com Guilherme Inês, José Moz Carrapa e Zé Nabo. Gravam o tema "Mosca super-star" e o EP "Vida (Sons do quotidiano)" de 1977.
Em 1978 publica o álbum 10,000 anos depois entre Vénus e Marte, um marco na história do rock progressivo, que vem a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional.
No Festival da OTI de 1979, fica em 3º lugar com "Na cabana junto à praia".

1980-1989
Com a canção "Um grande, grande amor", vence o Festival RTP da Canção (1980) com 93 pontos. No eurofestival conquista um honroso 7º lugar, com 80 pontos, entre 19 concorrentes.
"Como o macaco gosta de banana", "Mosca Superstar" ou "Cai neve em Nova York".

1990-1991
No início dos anos 90, José Cid causou alguma polémica ao posar nu para uma revista de acontecimentos sociais, com um dos seus discos de ouro, como forma de protesto contra a forma como as rádios desprezavam os intérpretes portugueses, incluindo ele próprio, em proveito de intérpretes estrangeiros.

2000-
Em 2004, José Cid participou em anúncios de uma conhecida marca de chás gelados, nos quais se interpretou a si próprio, cantando e vindo do espaço, enquanto proferia a frase: "Olá malta! Tudo bem? Tá-se?"
2006 foi um ano de grande sucesso para José Cid. Trouxe a sua música aos palcos do bar Maxime, em Lisboa, em dois espectáculos com bilhetes rapidamente esgotados e um mar de gente eufórica a assistir. Lançou um novo disco, "Baladas da minha vida", com velhas canções regravadas de forma acústica sem recurso a computadores e dois temas novos, "O melhor tempo da minha vida" e "Café contigo".

Discos (selecção):

Com o Quarteto 1111

EP's

* 1967 - A Lenda de El-Rei D.Sebastião
* 1967 - Balada para D. Inês
* 1968 - Dona Vitória
* 1970 - Domingo em Bidonville

Singles

* 1968 - Meu Irmão / Ababilah
* 1969 - Nas Terras do Fim do Mundo / Bissaide
* 1969 - Génese / Os Monstros Sagrados
* 1970 - Todo o Mundo e Ninguém / É Tempo de Pensar em Termos de Futuro
* 1970 - Back to the Country / Everybody Needs Love, Peace and Food
* 1971 - Ode to the Beatles / 1111
* 1972 - Sabor a Povo / Uma Nova Maneira de Encarar o Mundo
* 1987 - Memo / Os Rios Nasceram Nossos

LP's

* 1970 - Quarteto 1111
* 1973 - Bruma Azul do Desejado (com Frei Hermano da Câmara)
* 1974 - Onde, Quando, Como, Porquê, Cantamos Pessoas Vivas - Obra-Ensaio de José Cid

Compilações

* 1981 - Antologia da Música Popular Portuguesa
* 1993 - A Lenda Do Quarteto 1111
* 1996 - A Lenda De El-Rei D. Sebastião - Colecção Caravela
* 2005 - Singles and EPs

Com Green Windows

* 1974 - No dia em que o rei fez anos (LP DECCA slpdx 538)

A solo

EP's

* 1971 - Lisboa Perto e Longe
* 1971 - História Verdadeira de Natal
* 1972 - Camarada
* 1977 - Vida (Sons do Quotidiano)
* 1978 - O Meu Piano/Aqui Fica Uma Canção/O Largo do Coreto/Porquê, Meu Amor, Porquê?
* 1980 - Um Grande, Grande Amor

LP's / CD's (incluindo compilações)

* 1971 - José Cid
* 1974 - No Dia Em Que O Rei Fez Anos
* 1977 - Êxitos de José Cid
* 1978 - 10,000 Anos Depois Entre Venus e Marte
* 1979 - José Cid Canta Coisas Suas
* 1980 - My Music
* 1980 - Os Grandes, Grandes Êxitos
* 1981 - Antologia da Música Popular Portuguesa
* 1982 - Os Grandes, Grandes Êxitos II
* 1983 - Magia
* 1986 - Xi-Coração
* 1987 - Fado de Sempre
* 1989 - José Cid
* 1990 - O Melhor de José Cid
* 1991 - De Par Em Par
* 1992 - Camões, as Descobertas e Nós
* 1994 - Vendedor de Sonhos
* 1994 - O Melhor dos Melhores
* 1996 - Pelos Direitos do Homem
* 1996 - Nunca Mais É Sexta-Feira
* 1996 - A Rosa Que Te Dei - Colecção Caravela
* 1997 - Cais Sodré
* 1998 - Ode a Federico Garcia Lorca
* 1998 - Entre Margens
* 1999 - Os Inesquecíveis
* 2000 - Clássicos da Renascença
* 2001 - De Surpresa
* 2001 - O Melhor de 2
* 2003 - Antologia - Nasci p'ra música
* 2003 - Best
* 2004 - A Arte e a Música
* 2006 - Baladas da minha vida
* 2006 - Grandes Êxitos
* 2006 - Antologia II
* 2007 - Pop Rock e Vice Versa

Festival da Canção:

Concorre ao Festival RTP da Canção de 1974, a solo com "Uma rosa que te Dei" e com os Green Windows que apresentaram as canções "No dia em que o rei fez anos" e "Imagens".
José Cid concorreu ao Festival RTP da Canção de 1978 com três composições, alcançando o 2º lugar com "O meu piano".
Com a canção "Um grande, grande amor", vence o Festival RTP da Canção de (1980).
Em 1993 concorre com o fadista Paulo Bragança ao Festival RTP da Canção com "O Poeta, o pintor e o músico", no estilo neo-fado-canção que a Ala dos Namorados viria a popularizar. Apesar de grandes favoritos, ficaram em segundo lugar atrás de Anabela.
Em 1995 concorre apenas como autor e compositor ao Festival RTP da Canção com "Plural", canção entre o jazz e o étnico interpretada por Teresa Brito, irmã de Tozé Brito. Mais uma vez favoritos, ficam em 3.º lugar.
Insiste novamente em 1996, volta a concorrer como compositor e autor, entregando a Cristina Castro Pereira o tema "Ganhamos o Céu", que se fica pelo quarto lugar. Ganhou Lúcia Moniz com um tema étnico/bossa nova "O meu coração não tem cor".
Volta à carga no ano seguinte, 1997, como compositor e autor de "Canção Urgente", um tema pop-rock clássico, cantado pela banda "Meninos da Sacristia". Fica em 6.º lugar na votação final, apesar de ser o favorito na votação telefónica do público.
Em 1998 vence finalmente, pela segunda vez, o Festival RTP da Canção como compositor e autor da canção "Se eu te pudesse abraçar", defendida pela banda Alma Lusa, na voz de Inês Santos. Obteve o voto máximo dos cinco jurados presentes no Teatro S. Luis. Em Birmingham, Reino Unido, obtem o 12.º lugar, o melhor resultado obtido pela RTP nas últimas 10 edições do Eurofestival. Em todas as participações no festival RTP da Canção entre 1993 e 1998 a direcção de orquestra foi entregue a Mike Seargent.

Citações:

Frases interessantes proferidas por José Cid.

* "Se Elton John tivesse nascido na Chamusca, não teria tido tanto êxito como eu." in Pública, 2003
* "Tentaram e conseguiram pôr-me na prateleira. Mas a verdade é que os outros artistas estão na prateleira e eu estou cá." in Pública, 2003
* "A nova geração tem de descobrir qual é o seu dinossauro. Todos os países têm o seu dinossauro. Os franceses têm o Johnny Halliday, os espanhóis o Miguel Rios. Ambos são uma porcaria ao pé de mim. Sou infinitamente melhor do que eles e tenho uma melhor estética." in Pública, 2003
* "Usem e abusem de mim. Estou cá, canto e bem ao vivo. Façam de mim o que quiserem. Estou com uma grande voz." in Pública, 2003
* "Adoro o «Cantor da TV», a canção menos comercial daquele álbum . Dificilmente conseguiria escrever tema daquela maneira. É muito bem esgalhado e muito bem tocado." in Pública, 2003
* "Essa canção foi um escândalo. As pessoas julgaram que era uma canção ordinária. (…) Divirto-me à brava quando a oiço, porque é uma canção que não se pode levar a sério. Tem um sentido de humor de abandalhar o sistema." in Pública, 2003
* "Olá malta! Tudo bem? Tá-se?" in anúncio Lipton, 2004
* "Dá-me favas com chouriço." in Cabaré da Coxa, 2004
* "Se o Rui Veloso é o pai do rock português, eu sou a mãe." in Queima das Fitas do Porto, 2004
* "O último álbum da Madonna é um cagalhão", em entrevista à Rádio Comercial, 2006
* "Gostava que não reparassem só no mau (…). De qualquer forma, o meu pior é muito melhor do que o melhor do Tony Carreira.", em entrevista ao jornal Metro, 2006
* "Adoro favas com chouriço. Quem não gosta?", em entrevista ao jornal Metro, 2006
* "Quando chego para jantar, estás agarrada ao pito.", claramente ironizando com a sua própria música "Pouco a pouco", onde canta "Quando chego para jantar, quase nem acredito". in Aveiro - Festa de São Gonçalinho, 2007
* "Uma vez perguntaram-me se eu era um cantor romântico… eu raramente sou um cantor romântico, os cantores românticos tem mau hálito e pila pequena.", in Aveiro - Festa de São Gonçalinho, 2007
* "Elas comem as favas, nós comemos o chouriço" - na Semana Académica da Universidade do Algarve, 07/05/2007

* "Não me mandem cuecas para o palco, eu não sou o Tony Carreira" - na Semana Académica da Universidade do Algarve, 07/05/2007


Parecido com



 

Fotos







Faixas principais

”Eddie”: Um disco refinado e muito atual do Busty and the Bass.

 Você ai que está procurando um disco atual pra ouvir hoje que carrega uma sonoridade bem contemporânea e muito bem refinada com um bom gosto incrível sem grandes pretensões filosóficas. Eu recomendo o grande disco ”Eddie” da banda Busty and the Bass. Convido você a ver qual é desse grupo e descobrir um dos grandes discos pop recentes.

”Eddie’ é o segundo disco da banda canadense Busty And The Bass, lançado em 2020. Uma banda que aposta numa sonoridade simples porém refinada e bem trabalhada com raízes claras na Soul Music. Os vocais são bem diferenciados e muito bem mixados. O volume do instrumental e quase que mais alto quando comparado às vozes e eu considerei um charme muito interessante se tratando da proposta da banda.

O disco tem pouco mais de 48 minutos e passa muito rápido na audição, muito por conta de sua leveza, sua sonoridade bem pop agradável contribui muito para tal. Apesar de eu não considerar a melhor, a faixa de abertura ”Out Of Love” fez muito sucesso e sem dúvida representa bem o que o disco é.

Eu acredito que apesar de ser bem pop, o disco ”Out Of Love” pode não agradar todo mundo, ainda mais quem procura um soul mais tradicional ou uma sonoridade menos atual digamos assim. Mas de qualquer forma eu recomendo pra todo mundo este que é dos grandes discos a serem descobertos dos últimos anos. Fica a recomendação!


”Music Of The Spheres”: O Coldplay cortando as esperanças de uma nova guinada.

 ”Music Of The Spheres”. E ai? Você já ouviu? Será que o novo disco da banda que veio de um disco muito interessante conseguiu fazer algo diferente ou de mesmo nível e obteve algum êxito? Vamos dar uma olhada em mais uma review feito aqui pelo Entre Acordes de uma das bandas mais populares dos últimos 20 anos.

”Music Of The Spheres” é o nono disco de estúdio do Coldplay. A banda vinha de um disco excelente na minha opinião, o grande ”Everyday Life” de 2019, um disco conceitual, longo e bem na contra mão daquele material menos orgânico que a banda vinha fazendo. Dois anos depois, começam a surgir novos rumores de que a banda usaria emojis no lugares de nomes nas músicas, uma proposta interessante para atingir um público adolescente mas que musicalmente é algo que eu não gosto, transmite uma coisa meio lúdica na minha opinião, meio infantil demais que não leva a lugar algum.

Mas vamos ao que mais importa, a música, será que é bom? Vamos passar um pouco sobre as faixas, ele abre com uma vinheta interessante de menos de 1 minuto, que é o emoji do Saturno, que em seguida emenda em ”Higher Power” que é um momento de respiro dentro de um disco ruim. O que me deixa mais triste é que a música que fecha o disco ”Coloratura” é uma das melhores músicas de 2021, quando foi lançada, ela realmente me chamou a atenção, parecia algo diferente, mas infelizmente está no meio de um monte de composições ruins.

De considerações finais, o disco ”Music Of Spheres” é um disco fraco. Ele se preocupa muito em dialogar os emojis com a capa que dialoga com o título do disco e acaba deixando um pouco de lado a música em si, talvez seja uma tentativa em acenar para a sociedade chata e sem conteúdo que temos nos dias de hoje. Apesar das faixas serem todas interligadas, a banda se perde com convidados que não tem o que acrescentar musicalmente para a banda e não consegue sustentar uma sequência de boas composições. O que é uma pena para uma banda que tinha tudo para ser uma referência de sua geração, melhor voltarmos e tirarmos da estante o ”Parachutes” e o ”A Rush Of Blood To The Head”. E você? O que achou do disco

”Everything You’ve Come To Expect”: Um fruto de um belo projeto de Alex Turner.

 Como se não bastasse a sólida carreira que Alex Turner tem com o Arctic Monkeys, ele se aventurou fora da sua zona de conforto e fez um projeto muito interessante chamado ”The Last Shadow Puppets”. Nele nós tivemos até então 2 lançamentos e a recomendação de hoje é o segundo disco, o grande ”Everything You’ve Come To Expect”!

Na minha opinião, Alex Turner é um dos maiores gênios de sua geração, ele tem uma competência enorme para reproduzir uma sonoridade muito autoral e passar exatamente oque ele quer em suas composições. O trabalho dele no Arctic Monkeys é fantástico e ele teve muita coragem para entrar nesse projeto paralelo com Miles Kane, James Ford e Zach Dawes.

A sonoridade é bem diversificada, quase que não rotulável e isso é muito interessante! Eles tem elementos de Rock, Pop, orquestrações, elementos eletrônicos e muitas camadas sonoras e uma pegada muito agradável a qualquer ouvinte. O disco de estreia da banda, lançado em 2008 chamado ”The Age Of Understatement” eu confesso que ainda não consigo achar ele fantástico, mas é bom. Já o disco recomendado hoje, lançado em 2016, ”Everything You Come to Expect”, é uma verdadeira obra prima, um trabalho muito coeso, fechado e muito inspirado, ouça a faixa ”Miracle Aligner” e me conte depois! Como curiosidade, a arte do álbum consiste em uma foto da Tina Turner dançando, e foi fotografada por Jack Robinson em novembro de 1969.

”Everything You’ve Come To Expect” é um disco bem diferente do trabalho de Alex no Arctic Monkeys, e eu acho isso muito interessante, porque não faria sentido criar um projeto fora da banda e reproduzir algo muito parecido. Nesse disco nós vemos ele numa pegada mais épica, numa nova vertente sonora e se saindo muito bem, eu realmente recomendo esse projeto e particularmente esse disco! Espero que gostem!

Destaque

Wings - Back To The Egg (1979)

  01. Reception 02. Getting Closer 03. We’re Opening Up 04. Spin It On 05. Again and Again and Again 06. Old Siam, Sir 07. Arrow Through Me ...