quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Tuyo revisita essência e entrega trabalho esperançoso; ouça EP Depois da Festa


O ato de brindar o novo e rever algumas escolhas são ações corriqueiras partilhadas na época de fim de ano. Após realizarem este exercício, de colocar tudo em uma balança, Lio, Lay e Machado decidiram produzir algo que retomasse a simplicidade da essência da Tuyo e representasse esse momento de respiro que o recesso proporciona.

A tradução destes sentimentos resultou no EP Depois da Festa, que chegou nas plataformas digitais nesta quinta-feira (10). Este é o primeiro lançamento que o grupo faz pela gravadora BMG Brasil. O EP ainda acompanha um videoclipe da faixa Ela Sorriu Pra Mim no canal de YouTube do trio.

Depois da Festa apresenta uma nova fase da Tuyo, um novo (antigo) jeito de fazer música a partir do que é essencial, do que é mais importante para nós, que é a nossa hiper sinceridade e nosso humor”, comenta Lio.


Para ser algo ainda mais íntimo, o trabalho foi feito exclusivamente pelos três, resgatando a serenidade e desembaraço das primeiras composições. “Produzir esse EP foi uma escolha muito pautada na manutenção do afeto. Sentamos no quarto do Machado e ficamos brincando de compor com o violão, foi assim que a gente começou”, ela complementa.

Ela Sorriu Pra Mim é a responsável por abrir a sequência de quatro canções que compõem Depois da Festa. A partir de uma metáfora, a Tuyo delineia sobre o amor por uma outra perspectiva e entrega uma das canções mais esperançosas do EP.

“Com o coração quente e borboletas no estômago, a gente versa sobre a beleza da descoberta de um novo sentimento, a vontade de, apesar de já ter apanhado tanto da vida, se permitir amar novamente”, pontua Lio.

Em Sonho Antigo, o trio reflete sobre a ambiguidade entre sonhar e realizar os sonhos. “Essa canção é sobre ser muito grato por conseguir alcançar algo que desejava há algum tempo, mas hoje poder ter outros anseios”, sintetiza Lio.

Sonoramente, essa faixa representa o cerne da Tuyo — por ser resultado de incursões e estudos musicais que a banda realizou por diferentes gêneros nos últimos meses. A canção Coração Veloz, por sua vez, surge como um lembrete para celebrar as pequenas vitórias, mesmo em meio ao turbilhão de acontecimentos.

“Conseguimos construir muitas coisas nos últimos meses, mas a felicidade que a gente tem vivido caminha lado a lado da velocidade que a nossa vida passa. Tem sido um exercício encontrar momentos para comemorar”, explica Lio, que completa: “compus ela para a gente lembrar que é preciso respirar e que, no fim do dia, temos sempre um ao outro”.

Finalizando o EP Depois da FestaDescansar o Sentimento traduz, na espontaneidade da letra e do arranjo, a sensação de alívio e recomeço que chegam após o encerramento do período de festas. O título, inclusive, faz alusão ao sentido da faixa: “é a hora em que o emaranhado de sentimentos são colocados para dormir, abrindo espaço para novas possibilidades”, finaliza Lio.

A Tuyo ainda prepara mais um single para o dia 8 de dezembro. Com isso, Lio, Lay e Machado concluem o ano de 2022 e o EP Depois da Festa. Trata-se de Eu Vim Pela Comida, que chega como uma ironia pop sobre as festividades.

Com produção de Lucas Silveira, NPKN lança single Let Go All The Pressure

 

O duo brasileiro/argentino, NPKN, formado por Kimberlly Arce (piano e synths) e Nattana Alvarenga (voz e guitarra) revelou nesta quinta-feira (10) Let Go All The Pressure, música produzida, mixada e masterizada por Lucas Silveira (Fresno).

Com composição por Kim e TTana, o single chega com videoclipe dirigido por Mô Bertuzzi em uma linguagem imersa em referências dos anos 90.

Let Go All The Pressure é o início do lançamento de um projeto que vem sendo trabalhado há mais de um ano: Amor Aventura e Música. Ao longo dos próximos meses e em 2023 serão lançados dois EP’s, uma minissérie e um álbum deluxe.

A canção é parte do EP Amor, que terá cinco faixas e revelou em 2021, o primeiro single Vente Conmigo, filmado em Atlanta, uma das cidades americanas integrantes da tour que as artistas fizeram e que é o fio condutor do projeto.

Afinal, a jornada que viveram pelos EUA não só deu vida às composições do álbum, como também originou a minissérie produzida, idealizada e dirigida por elas, que mostra como foram os mais de 40 dias em um motorhome acompanhadas somente de Tyler, o cachorrinho.

Kim conta que, seguindo a ordem de lançamentos alinhada à sequência das cidades visitadas, Let Go All The Pressure foi inspirada pela segunda parada da viagem: Nashville, Tennessee, terra de artistas como Paramore, Miley Cirus e Justin Timberlake.

Sobre o tema, TTana explica: “A música fala sobre amor próprio. Na verdade, mostra como, às vezes, a gente não se coloca como uma prioridade e acaba vivendo para os demais. A mensagem é um estímulo para começarmos a observar o quanto mudamos nós mesmas e muitas vezes nos diminuímos para encaixar na expectativa de outra pessoa. Precisamos notar que fazemos isso para deixar isso de lado e dar prioridade para o que realmente importa: a nossa felicidade”.

O tema proposto na canção inspirou o videoclipe, fruto de uma colaboração coletiva iniciada pelas artistas ao esboçarem o roteiro, que ganhou vida pelo olhar e idealização da diretora Mô Bertuzzi.

Filmado na capital paulista, por uma equipe majoritariamente composta por mulheres, a narrativa conta a jornada de uma garota, e sua frustração ao lidar com os padrões impostos pela sociedade em termos relacionais, que acabam afetando não só a autoestima como também estimulando a permissividade à terceiros, criando obstáculos para o estímulo do amor-próprio.

A situação é ilustrada pela saga de uma jovem, ao passar por inúmeros encontros, até chegar a seu par ideal: ela mesma.

A atriz Bruxa Profana-Latino Americana, escalada como protagonista, somou na construção da personagem, segundo a diretora Mô.

“Ela sugeriu que a ação de libertação da personagem fosse o ato de usar o pente afro no cabelo e abrir o black power. Além de ser maravilhosa como atriz, enriqueceu o vídeo com sua verdade e história, podendo assim inspirar ainda mais pessoas por aí”.

O time audiovisual contou também com a diretora de arte Rebeca Oliveira, responsável por transformar o quarto da personagem principal em um altar adolescente dos anos 90, rodeado de CD’s, pôsters e objetos de cena da época.

A série Euphoria também serviu de referência para a construção do ambiente, que embora inspirado na produção americana, também trouxe elementos da cultura brasileira.

“As artistas chegaram com uma ideia de roteiro cheio de significado e sensibilidade. No mundo em que vivemos, é normal que algumas criações e culturas nos façam sentir frustradas, perdidas e longe da nossa própria autenticidade porque aprendemos que temos que ser um padrão. Trouxemos isso de maneira bem sutil e delicada, com uma resposta de coragem e inspiração. A resposta da música, do clipe e da vida é que o amor próprio é o segredo para a gente brilhar no mundo”, finaliza Mô Bertuzzi.

Com indie pop/lo-fi em atmosfera anos 00, Zuana lança single Anestesia

 

O cantor e compositor gaúcho Zuana lançou o single Anestesia. Embalada por um indie pop/lo-fi, a canção fala sobre o não sentir nada e o videoclipe, produzido pela Zepp Filmes, ilustra o sentimento através de um relacionamento em uma atmosfera anos 00.

“A música é um pouco de reflexo da pandemia misturada com experiências pelas quais passei. É sobre não querer sentir nada. Mas ao longo da música se entende que é impossível não sentir nada. É como um efeito de anestesia que em algum momento passa ou pode simplesmente não funcionar”, explica Zuana.

“No final cada pessoa acaba tendo sua própria interpretação de uma música, mas eu penso também que “Anestesia” fala sobre ter que aceitar determinadas coisas/situações ou sentir-se paralisado, inerte diante de algo ou alguém.”

O single é o primeiro de uma série de quatro, compostos, gravados e produzidos por diferentes produtores, marcando um novo ciclo na carreira do artista gaúcho.

“Até então eu tinha lançado apenas composições minhas (fora um feat com o Carlinhos Carneiro, que foi uma versão em português de uma música minha que já tinha lançado em inglês com minha antiga banda Missing Takes). Mas diferente disso, esses novos singles apresentam novos caminhos, cada produtor trouxe suas influências e eu gosto disso, me obriga a pensar diferente. É como se fosse um desafio achar esse lugar comum entre o meu universo e o dos produtores. E além disso, fazer com que essas músicas, embora diferentes entre si, façam sentido dentro do Projeto Zuana”.

Com produção da Zepp Filmes, o clipe de “Anestesia” apresenta um universo caótico onde um casal vive um relacionamento conturbado, misturando realidade com fantasia, em uma atmosfera anos 00.

“Mostramos vários momentos de um casal junkie (não traduzido ao pé da letra, mas um casal com uma vida agitada, uma vida de excessos, e que como qualquer pessoa, passa por momentos bons e ruins). Paralelo a isso, temos uma cirurgia, que acontece em um plano de fantasia, e ao decorrer da história, descobrimos o casal envolvido nesse universo à parte e o papel de cada um. A construção dos personagens e da narrativa aconteceu naturalmente enquanto planejamos o clipe, mas é claro que traz muito das experiências pessoais”, diz Zuana.

VALE A PENA OUVIR DE NOVO


Brian May diz o que faltou a Rory Gallagher ser "um Bruce Springsteen ou um Aerosmith"

 Ao longo de sua trajetória como guitarrista do Queen, Brian May brilhou com seu timbre inconfundível e fraseado lírico; sem contar seus solos sinfônicos, com camadas entrelaçadas de guitarra. Como se não bastasse, ele ainda era o membro que defendia o lado rock pauleira da banda, e foi o compositor de alguns de seus maiores hits, como "We Will Rock You".


Por tudo isso (e muito mais), May é amplamente reconhecido como um dos maiores guitarristas do rock britânico. Em vídeo disponível no YouTube, ele falou sobre um de seus ídolos que não teve a mesma sorte, o guitar hero irlandês Rory Gallagher — que conheceu pessoalmente, quando ele tocava com o Taste no Marquee Club, em Londres.

"Meu Deus, como ele tocava guitarra! E fazia por amor. Eu vi ele pelo mundo, costumávamos nos trombar. Lembro de ter visto ele em Boston, na época do Aerosmith, e as bandas da época eram bem amostradas. Estávamos conscientemente dando um espetáculo, enquanto Rory era muito purista e básico."

"[Rory era tipo] 'Eu subo no palco, toco e falo com o público, é só me dar umas luzes e uns amplificadores que está bom'. Ele não se ligava naquela coisa, ele não se ligava no showbizz. Aquilo era parte dele, e é parte do que você tem que admirar e respeitar. É claro que ele não teve o reconhecimento que mereceu. Não passou nem perto! Porque eu acho que ele saiu pela tangente nas coisas que poderiam ter feito dele um Bruce Springsteen ou um Aerosmith."

"Ele se satisfazia só de tocar, e gostava da atmosfera dos clubes. Ele provavelmente não teria curtido tocar em estádios, porque aquilo tiraria seu intimismo. Sei lá, estou apenas supondo. O Rory Gallagher que eu conheci não tinha outra ambição além de ser um músico fabuloso tocando músicas fabulosas."

"O Taste era tão focado em Rory: era a banda dele, as músicas dele, era ele quem falava, tocava, cantava... não sabemos se havia interações entre os membros. E também não sei o que aconteceu na separação deles. Mas, tendo visto Rory com suas bandas seguintes, não senti muita falta. Taste tem algumas das minhas músicas preferidas de Rory, mas eu curti as outras bandas dele tanto quanto, porque eu não tirava os olhos dele."


Rory Gallagher

Reverenciado por nomes como Gary Moore e The Edge como o maior guitar hero irlandês, Rory Gallagher nasceu em 1948. Após iniciar sua carreira musical em 1963, formou o power trio Taste em 66, com o qual conquistou notoriedade. Em 1968, a banda abriu para o Cream em seu show de despedida, e em 1970 tocou no lendário Isle of Wight Festival.

Após a separação da banda, como o artista solo ele seguiu em ascensão, chegando em meados dos anos 70 a ser cotado para substituir Mick Taylor nos Rolling Stones. A partir dos anos 80, por outro lado, sua carreira entrou em declínio com as mudanças da indústria fonográfica e o blues sendo considerado antiquado.

Em 1995, passou por um transplante de fígado, no ano seguinte morrendo aos 47, por complicações do processo cirúrgico. Reverenciado por músicos como Eric Clapton e Brian May, atingiu o status de cult com o passar do tempo. Embora não tenha recebido em vida o merecido reconhecimento, hoje já vendeu mais de 30 milhões de álbuns pelo mundo.

Iggy Pop lançará novo álbum de estúdio em janeiro

 O veterano músico Iggy Pop anunciou detalhes sobre o seu próximo trabalho. Intitulado "Every Loser", o décimo nono disco de estúdio de Iggy Pop tem 11 faixas e será lançado dia 6 de janeiro de 2023.


O primeiro single de "Every Loser" é "Frenzy", que abre o álbum e foi lançado dia 28 de outubro. Clique no link a seguir e confira o vídeo.




The Allman Brothers Band – Syria Mosque: Pittsburgh, Pa January 17, 1971 (2022)

 

Mesquita SíriaCom seus shows ao vivo tão reverenciados quanto seus álbuns de estúdio mais clássicos, não é surpresa que ainda estejamos recebendo apresentações ao vivo inéditas da The Allman Brothers Band , quase uma década após seu último show. Embora amplamente divulgada como uma gravação pirata, a famosa jam band está lançando oficialmente a Syria Mosque: Pittsburgh, Pa 17 de janeiro de 1971.
Abrindo com o blues de “Statesboro Blues”, a energia da The Allman Brothers Band em sua era mais clássica é sentida em pleno vigor. A química entre os músicos, liderada pelos irmãos Duane e Gregg, é simplesmente incrível – com o primeiro estabelecendo um estripador absoluto de um slide soli elétrico. A formação original de Duane Allman, Gregg Allman, Dickey Betts, Berry Oakley…

MUSICA&SOM

…Butch Trucks and Jaimoe – mais conhecido por At Fillmore East – era intocável, e a Mesquita Síria reflete isso.
Embora não seja da melhor qualidade de som – o disco foi gravado direto da placa do local e desde então foi remasterizado – Syria Mosque é um instantâneo da The Allman Brothers Band em seu auge. Desde a longa instrumental “In Memory Of Elizabeth Reed” – um corte essencial da banda que demonstra um refinado senso de contenção que poucos músicos, além de jovens artistas, têm enquanto a música se desenvolve organicamente até a erupção – às melodias harmonizadas de “Midnight Rider ”, A Allman Brothers Band demonstrou todo o seu valor na mesquita da Síria. Estabelecendo o padrão para bandas de jam e blues em 1971, tanto "You Don't Love Me" quanto "Whipping Post" fecharam para a apresentação, marcando a Síria Mosque como mais um forte exemplo da musicalidade do Allman Brothers Band em um ambiente ao vivo.

Entre a coleção absolutamente vasta de registros ao vivo oficiais e não oficiais desta era da The Allman Brothers Band, e toda a sua carreira, Syria Mosque pode estar entre algumas das maiores apresentações ao vivo desta aclamada banda. Por um lado, a mesquita da Síria é uma coleção atemporal de material da The Allman Brothers Band e Duane, em seu auge; no entanto, o álbum em si não chega ao cume do lendário At Fillmore East e das reedições de luxo que vimos desde então. Dito isto, para os fãs ao longo da vida, a Mesquita Síria: Pittsburgh, Pa 17 de janeiro de 1971 é uma necessidade absoluta.

BRETT DENNEN - POR FAVOR (2016)


BRETT DENNEN
''POR FAVOR''
MAY 20 2016
39:00
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01 - What's The Secret? 02:49
02 - Cassidy 04:28
03 - Stand Up For It 03:59
04 - Bonfire 03:25
05 - Strawberry Road 03:45
06 - Another Life 03:51
07 - Where We Left Off 04:00
08 - Burning Spirit 03:04
09 - Tengboche 05:13
10 - I'll Be On Your Side 04:21
All Tracks By Brett Dennen
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Brian Allen/Bass
Dave Cobb/Clapping, Guitar (Acoustic), Guitar (Electric), Percussion
Whitney Coleman/Vocals (Background)
Brett Dennen/Guitar (12 String Electric), Guitar (Acoustic), Guitar (Baritone), Guitar (Electric), Vocals
Chris Powell/Drums, Percussion
Kristen Rogers/Vocals (Background)
Jon Solo/Keyboards, Mellotron, Organ, Piano, Wurlitzer
Desde sua estreia em 2004, o amável folk-pop de Brett Dennen lhe rendeu seguidores leais e o colocou entre alguns dos trovadores pop contemporâneos mais proeminentes da década anterior, de Jason Mraz a Ray LaMontagne. Embora ele não tenha gostado do sucesso desses atos, certamente não é por falta de tentativa. Sua riqueza de melodias cativantes e reflexões acústicas pensativas foi espalhada por cinco lançamentos fortes e sua aura de sinceridade quase como John Denver lhe dá um fascínio acessível. Em Por Favor, o sexto álbum do cantor, ele reduz sua música ao essencial para criar o que é facilmente seu álbum mais vulnerável e íntimo. Reconhecidamente desgastado por um relacionamento nas rochas, problemas familiares e um susto de saúde, este é um Dennen que nunca ouvimos, com um espírito visivelmente desgastado e um coração perscrutador. A sensação de sensibilidade aumentada e a produção minimalista de Dave Cobb de Nashville (Sturgill Simpson, Jason Isbell) dão a Por Favor uma sensação mais orgânica e atemporal do que qualquer trabalho anterior de Dennen, e seu tenor agudo e trêmulo nunca soou tão apropriado para o material. . Mas mesmo em suas horas mais sombrias, o estilo alegre e o comportamento humilde de Dennen o fazem parecer um otimista caído tentando resintonizar sua antena em direção ao sol. Tons claros de calipso e faixas coloridas de reggae como "Qual é o segredo?" e "Stand Up for It", e a seção rítmica do baterista Chris Powell e do baixista Brian Allen apimentam as músicas com uma vibe espaçosa e improvisada. Em seus momentos mais ensolarados, Dennen evoca a vibe solta e enraizada da Grateful Dead da era da beleza americana, e há até uma referência a Jerry Garcia no destaque silencioso "Strawberry Road". Gravado em apenas algumas semanas no estúdio totalmente analógico de Cobb em Nashville, as performances são soltas e honestas, com o chiado da fita preenchendo as lacunas entre os acordes em músicas mais calmas como "Where We Left Off" e o agridoce mais próximo "I'll Be on". Seu lado." Tanto como compositor quanto como cantor, Dennen nunca soou tão frágil e sem polimento e é um ajuste perfeito para este fantástico grupo de músicas. e o fechamento agridoce "I'll Be on Your Side". Tanto como compositor quanto como cantor, Dennen nunca soou tão frágil e sem polimento e é um ajuste perfeito para este fantástico grupo de músicas. e o fechamento agridoce "I'll Be on Your Side". Tanto como compositor quanto como cantor, Dennen nunca soou tão frágil e sem polimento e é um ajuste perfeito para este fantástico grupo de músicas



Gilberto Franco - Cosmoludium [2021]



O músico gaúcho Gilberto Franco lançou Cosmoludium (Ludo Cósmico), seu sétimo trabalho. O álbum, com distribuição digital selo Tratore, e em edição limitada no formato físico, foi gravado entre maio e novembro de 2020, já durante a pandemia, com um processo de 4 meses na qual Gilberto escreveu e gravou a maior parte dos temas, além de tocar sintetizadores, baixo, percussão, kalimba e guitarra, e contou com a participação de artistas do mundo inteiro, mostrando como o nome de Gilberto ganhou relevância e destaque internacional na última década.

Gilberto Franco

O álbum abre com "Terceira Janela de Barbara", uma linda peça na qual Gilberto brilha nos teclados, seja ao piano elétrico ou sintetizador, com um andamento singelo e muito bacana, e destacando o solo de violino de Irina Markevich (Ucrânia), seguida de "Pulo do Gato", uma faixa mais na linha New Age, novamente com os teclados se sobressaindo, e levando o ouvinte para os anos 80, destacando as interessantes mudanças de andamento da mesma e o bonito solo de guitarra, com aplicação perfeita de escalas de jazz. "Regresso Ao Amor" apresenta vocalizações por parte de Gilberto, e é uma canção romântica, novamente com a presença do violino, além do alemão Minor2Go na voz e violões, enquanto "Nas Nuvens" tem uma levada bastante legal, com moog e guitarra sendo o centro das atenções, além de vocalizações indígenas a cargo de Aymara Ruas (Bolívia) e o charango do peruano Carlos Carty.

Os participantes do Ludo Cósmico de Gilberto Franco

"Musa" retorna ao estilo de "Terceira Janela de Barbara", mas agora, ao invés do violino, é a flauta quena de Carlos Carty o instrumento central. Se me dissessem que era Recordando O Vale das Maçãs, eu acreditaria. Já "Flipper" é uma maluca peça que parece uma trilha de jogo de video-game, ou saída de algum arquivo escondido de Robert Fripp nos tempos de King Crimson dos anos 80. Muito bom. Gostei também dos violões, vocalizações e piano de "Ritual", faixa bastante interessante por conta de sua construção, trazendo a participação de Krisna Setiawan (Indonésia) no piano e de Amine Jmili (Marrocos-França) arrasando no alaúde, e da linha Santana na guitarra solo de "Chasque", a cargo de Franco Quadroni (Itália), além das alternâncias de instrumento (violino, piano elétrico) com os solos, e as participações novamente de Carlos Carty e Irina Markevich. Esta é fácil a melhor canção de Cosmoludium, cuja faixa-título é a seguinte, trazendo um bonito solo de trompete a cargo do ex-King Crimson Mark Charig.

Gilberto Franco

O álbum encerra-se com "Patagônia", linda faixa ao violão e moog, com muito som ambiente de pássaros, cachorro e outros animais, também forte candidata a melhor do disco, e "Wonderland", trazendo uma letra sussurada em inglês por Amy Gedgaudas (EUA), que também possui um climão New Age e que alterna solos de diferentes instrumentos,  como o trompete de Mihai Sorohan (Romênia).

O resultado de Cosmoludium é o que o próprio autor define como um World Fusion Prog, e como podemos perceber pelos convidados, e com a necessidade de gravar a distância em meio a pandemia fez com que o músico tivesse a companhia de artistas de 9 países diferentes para auxiliar na criação da obra, em um verdadeiro jogo universal onde o idioma falado são os acordes musicais. Um bom álbum do gaúcho, principalmente para quem quer curtir um som bem diferente neste inverno.

Contra-capa de Cosmoludium


Track list

01. Terceira Janela de Barbara

02. Pulo do Gato

03. Regresso Ao Amor

04. Nas Nuvens

05. Musa

06. Flipper

07. Ritual

08. Chasque



25 DE ABRIL DISCOS


ATENÇÃO, ESTE DISCO É UM EMBUSTE!


DISTRIRECORDS - DR 100 64 - 2012

E Depois Do Adeus (José Amilcar) - Somos Livres (Susana Pinto) - Canção De Embalar (Paulo Toledo) - Abandono (Adriana Marques) - Primeiro Dia (Gonçalo Lopes) - Tourada (Miguel Dias) - Amélia Dos Olhos Doces (Pedro Fernandes) - Queda Do Império (Mário Camponês/Carla) - Nini (José Amílcar) - Menina Estás À Janela (Sete Saias) - O Namoro (Gonçalo Lopes) - Desfolhada (Sandra Costa) - Sonho Azul (Carla) - Meu Corpo (Susana Pereira Cardoso) - Adeus Tristeza (Miguel Dias) - Meu Amor, Meu Amor (Adriana Marques) - O Barco Vai De Saída (Sete Saias) - Sol De Inverno (Sandra Costa) - Venham Mais Cinco (Paulo Toledo)

É um disco de versões de gente sem nome, mas nada disso está explícito na capa e contracapa do CD.



CANÇÕES DE ABRIL


DISCÓFILO - DIS. 2003/L - 1975

FACE A
Terras De Garcia Lorca (Ary dos Santos/Nazareth Fernandes) - País Irmão (Ary dos Santos/Braga Santos) - O Povo Em Marcha (Ary dos Santos/Braga Santos) - Cravos Da Madrugada (Mário Castrim/Nazareth Fernandes) - Bandeira Da Vitória (Mário Castrim/Nazareth Fernandes) - Cantaremos/Lutaremos (G. Preto/Braga Santos)

FACE B
Soneto Do Trabalho (Ary dos Santos/Fernando Tordo) - Somos Livres (Ermelinda Duarte) - Portugal Ressuscitado (Ary dos Santos/Pedro Osório) - Obrigado Soldadinho (Ary dos Santos/popular) - Hino Do Trabalho (António Feliciano de Castilho/Shegundo Galarza) - Já Chegou A Liberdade (Ary dos Santos/popular)

Arranjos e direcção de Jorge Palma.

Vozes de João Henrique, Waldemar Ramalho, Henrique Tabot, Jorge Palma, Tonicha e Fernando Tordo.

Participação de Jorge Palma (piano), Mike Sergeant (violas), Luís Duarte (baixo) e Vítor Mamede (bateria e percussão), entre outros.


ADELANTE PORTUGAL


TOMA LÁ DISCO - TLP 001/76 - edição portuguesa (1976)

FACE 1Adelante Portugal - La Gran Carrera - Oea - Autos de Uso - Guantanamera

FACE 2Que Pare El Son - Nuestra Ayuda - De Igual A Igual - Pues Que Se Muden - Muito Obrigado

Letra e música de Carlos Puebla, produção de Fernando Tordo, Luiz Villa-Boas e Paulo de Carvalho.

O álbum foi gravado no dia 28 de Fevereiro de 1976 nos antigos estúdios da Rádio Triunfo, em Lisboa, hoje Namouche, graças ao empenho da Associação de Amizade Portugal-Cuba e do actor Rogério Paulo.


"25 DE ABRIL CONFIDENCIAL"


ORFEU - STAT 022 - 1974

A LUTA CONTINUA


CNM - CNM350CD - 2007

El Pueblo Unido Jamás Sera Vencido (Conjunto Vientos del Pueblo) - Hasta Siempre Comandante (Los Trinitarios) - Venceremos (Samuel) - Hino da Intersindical (Vários) - Chão Nosso (Trovante) - A Vossa Vontade Será Feita (Grupo Outubro) - Portugal Ressuscitado (Grupo In-Clave, Fernando Tordo e Tonicha) - Companheiro Vasco (Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo) - A Luta Vai Ser Dura Companheiro (Grupo Outubro) - Os Senhores da Guerra (Grupo Outubro) - A Gente Não Vai Ficar Parada (Grupo Outubro) - Já Chegou A Liberdade (Tonicha) - Só O Povo Unido (José Barata Moura) - Água Mole Em Pedra Dura (Pedro Barroso) - Arte Poética (José Jorge Letria) - Cravo Vermelho Ao Peito (José Barata Moura)





Destaque

Wings - Back To The Egg (1979)

  01. Reception 02. Getting Closer 03. We’re Opening Up 04. Spin It On 05. Again and Again and Again 06. Old Siam, Sir 07. Arrow Through Me ...