”Lumenara” é o nome do novo EP de KADY, disponível digitalmente a partir desta sexta feira, 11 de novembro.
O novo trabalho de originais da cantora e compositora inclui os temas “Djuntu” (feat. Dino D’Santiago), “Tempu” e o novo single “Tamina”. O concerto oficial de apresentação de ”Lumenara” está agendado para 26 de novembro no Super Bock Em Stock, que se realiza na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Depois da atuação no Jardim de verão da Gulbenkian, concerto que integrou a mostra da Cultura Afro-Europeia no âmbito da exposição Europa Oxalá, da participação no festival O Sol da Caparica e na edição especial Ela Por Ela, do movimento Sou Quarteira, KADY irá finalmente apresentar “Lumenara” ao mundo. Esta é uma nova etapa na carreira de KADY e o assumir de uma nova sonoridade que surgiu de uma forma muito natural e num momento onde a artista sentiu uma reconexão com a música e com todo o seu processo de criação. Neste percurso de transição, de (re)encontro, autodescoberta e autoconhecimento, KADY renasce como artista e consequentemente como pessoa.
Concebido e gravado após o mandato de Julie Driscoll com Brian Auger And The Trinity, com quem gravou dois álbuns e sucesso comercial com uma versão de 'This Wheel's On Fire' de Dylan e Rick Danko. Ansiosa para se livrar do fardo pesado de estar no centro das atenções do público, Julie Driscoll escreveu uma série de belas composições e colaborou com seu futuro marido Keith Tippett em seus arranjos. As sessões do álbum foram produzidas por Giorgio Gomelsky e contaram com contribuições de alguns dos melhores músicos da cena britânica de jazz e rock, incluindo o guitarrista Chris Spedding, Elton Dean, Nick Evans e Mark Charig (Soft Machine), Karl Jenkins e Jeff Clyne (Nucleus )…
…e os membros do Blossom Toes. Apresentando peças marcantes como 'A New Awakening', 'Those That We Love' e 'Break Out', '1969' foi um triunfo artístico, mas estava destinado a permanecer inédito até 1971, devido ao colapso da Marmalade Records de Giorgio Gomelsky. Esta edição foi recentemente remasterizada e é uma reedição muito bem-vinda de um verdadeiro clássico.
Os Wildchains são uma banda de rock underground de Braga, formada no início de 2021. O seu som caracteriza-se por fundir várias influências que vão desde o rock clássico ao rock moderno, o que resulta num rock diversificado. Para além do som característico, os lyrics pessoais e os espetáculos interativos fazem também parte da assinatura Wildchains.
“I Lie” é o nome do terceiro e próximo single da banda bracarense. É uma música melancólica que fala de insónias causadas por remorsos e nostalgia. Segundo os músicos, este é um single que vem reforçar a diversidade sonora que conseguem alcançar, trazendo ao de cima elementos presentes nas influências mais alternativas, indie e psicadélicas da banda.
Este tema está disponível a partir desta sexta-feira, 11 de Novembro, em todas as plataformas de streaming, juntamente com um videoclipe.
Para o restante mês de Novembro, os Wildchains têm atuações marcadas para o dia 12, no Plátano Koberto (Barcelos), e para o dia 13, na FNAC de Braga, onde irão atuar pela primeira vez em formato acústico.
Com o fim de 2022 os Wildchains preparam-se para um ano de 2023 ambicioso, com a promessa de mais lançamentos e de levar o seu rock a novos palcos.
Carolina Martins, natural de Lisboa, mostra ser uma promessa na música portuguesa, com o seu single de estreia “Clichês”, uma lufada de ar fresco dentro daquilo que é a sonoridade que mais a caracteriza – pop, R&B e soul.
Desde cedo que a música entra na sua vida, e foi aos 10 anos que escreveu a sua primeira canção. Com apenas 12 anos, Carolina participa no The Voice Kids e começa a ter aulas de canto – é aqui que considera ser o início da sua carreira, onde começa a cantar em bares, festas e espetáculos de teatro musical.
Nunca descartando a formação na área, Carolina embarca na aventura que foi estudar Music Performance e Songwriting em Londres, cidade que também a recebeu em bares, onde cantava regularmente.
Mais recentemente, e já em Portugal, Carolina Martins é a atual backvocal de BISPO, enquanto prepara a sua carreira a solo, é na tour do artista que tem dado os primeiros passos nos grandes palcos.
Chega agora a hora de lançar o seu primeiro single, uma canção com alma e coração da artista, onde os Clichês são o mote. A letra é da própria e de Brisa, com produção de Filipe Survival.
A nova rotação do motor Solar Corona traz consigo uma expansiva e inebriante viagem psicadélica: “PACE”. O novo longa duração será apresentado ao vivo em dezembro: dia 16 no Porto e dia 17 em Lisboa.
O quinto disco da banda muda de marcha com o dub mecanizado de Lorr No (Nuno Loureiro) a assumir os comandos do som do trio central — Rodrigo Carvalho (guitarra/sintetizadores), Peter Carvalho (bateria), José Roberto Gomes (baixo) — e a levá-lo para uma corrida fora da estrada.
As ideias cruas de cada faixa foram ensacadas em Alpendurada, nas margens do Douro. Após um processo de destilação de dois anos, os riffs e materiais base atingiram uma concentração não muito diferente do luar alquímico característico do norte português dos Solar Corona. Princípios simples e mecânica firme são canalizados para jornadas perenes onde velocidade e ritmo permanecem distintos.
Cada faixa celebra um elemento específico à sua maneira. O tema introdutório “Heavy Metal Salts” estabelece o pulso de “PACE”, com detalhes eletroacústicos cintilantes a trazerem-lhe uma dose de lisergia. A faixa-título “Pace” suaviza a paisagem sonora dos Solar Corona e destaca-se como um mantra espacial sem riffs, solos ou a necessidade de headbang. Faixas lideradas por guitarras como “Thrust” e “AU” retornam ao rock-n-roll a bater no sinal vermelho que é uma constante nas veias da banda, antes deste ser injetado pelo seu novo, mais etéreo, espaço sónico.
O groove incessante de “Parker SP”, construído com baixo saltitante e bateria direta, fornece o terreno para os outros membros descolarem rumo a outras atmosferas. “Alpendurada” fecha o álbum com um toque épico, ao sabor das entradas e saídas da banda pela psicadelia.
Um gênero moderno que revolucionou os campos da cinematografia, rock/metal progressivo e "ambiente" ganhando terreno próprio é o pós-rock. Agora com pouco mais de duas décadas, esse gênero nos deu projetos incríveis que, a princípio, apenas se gabavam de serem instrumentais. Com o tempo começaram a surgir bandas que usavam a estética pós-rock/metal mas com vocais; um grande exemplo disso é The Ocean, que começou fazendo pós-metal puro e depois adicionou vocais. Ainda assim, a regra geralmente se mantém; as bandas ou só têm músicas esporádicas com vocais ou nenhuma. Exemplos de grandes expoentes disso são MONO, God is an Astronaut, Russian Circles, ISIS, Pelican, Mogwai… e a lista pode continuar.
Quem já prestou atenção na carreira de LDC vai perceber que sua evolução musical é frenética; nenhum álbum é igual, todos eles têm sua própria marca. No entanto, sua própria qualidade e som podem ser detectados em cada um. Isso faz com que toda expectativa que se possa ter deles no futuro seja excitante. Sua última parcela "Como queremos viver?" não é exceção. Comparado com o último álbum (“Boundless”), este está carregado de novidades surpreendentes no som dos berlinenses.
O álbum começa totalmente com a narrativa que será seguida, tanto musicalmente quanto conceitualmente, no restante da turnê. Sons sintetizadores e atmosferas que dão a sensação de uma viagem virtualizada e diálogos nos mergulham na aventura. Curiosidade Pt. 1 e Pt.2 se conectam de uma maneira tão gloriosa que dá para perder quando um começa e o outro termina. No final, eles repetem a ideia com dublagens, que mudam de gênero, mas não de conteúdo: a curiosidade é o que nos move como humanidade. Sem esperar muito eles agora nos dão o nó, o que faremos quando isso for feito por máquinas com inteligência artificial? Não só a curiosidade, mas também a capacidade dos laços sociais, de nos questionarmos... de nos questionarmos. É chamado de Perigo (alto perigo ou risco) por um motivo. O engraçado é que as músicas ainda são instrumentais; tudo isso ainda é mantido como diálogos sustentados pelos instrumentos LDC junto com os teclados e sons típicos de outros gêneros como synthwave.
Uma ruptura com a história agora vem com Voices;um ritmo hipnotizante mantido pela bateria de Janosch Rathmer acompanhado por uma música sem palavras que viaja pelo espaço musical.Um gerador de transe total para depois nos lançar uma peça incrível, mas curta: Fail/Opportunity.Aqui a batuta melódica é tomada por um violoncelo que deixa arrepios.O som característico da LDC já está a todo vapor.Com um retorno ao lado mais analógico do álbum, Immunity segue.Aqui as atmosferas eletrônicas que nos acompanharam até agora pausam para que a banda brilhe seu poder musical.As guitarras de David Jordan e Florian Füntmann se fundem com o baixo de Jan Hoffmann por minutos requintados, a base rítmica de Janosh parece enorme e envolvente, pura potência em puro estilo pós-rock!
Sem largar essa linha, Sharing Thoughts continua, começando sem instrumentos digitais para adicionar aos poucos, junto com algumas deliciosas cordas, uma ótima balada de 7 minutos para passar no final do álbum, deixando a mensagem que as consciências, sejam elas são baseados em carbono ou silício devem ser considerados dignos de respeito.Uma grata surpresa é ver essa "consciência" cantada por uma entidade de carbono e manipulada e reproduzida por uma de silício;Eric A. Pulverich de Kyles Tolone entrega a mensagem de Beyond Your Limits com uma grande voz.Poderosa e mais voltada para o metal do que para o rock, a única música da edição é para ser lembrada.Para onde iremos com nossa própria tecnologia?Vamos parar para dizer se devemos continuar ou vamos apenas explorar incontrolavelmente nossas capacidades tecnológicas até que elas nos destruam?Seja a inteligência artificial ou a aniquilação do nosso planeta, temos que refletir sobre o nosso futuro, que está mais próximo do que nunca.
Uma pausa para pensar então vem a nós com Verdadeiro/Negativo. A parte eletrônica volta com tudo escovando os prodigiosos instrumentos da LDC. A parte mais curta desta parcela deixa-nos prontos para o seu encerramento: Cinzas. A ideia do que é provavelmente uma inteligência artificial nos fala sobre nossa classificação no reino animal... algo difícil devido à nossa capacidade de destruir e expandir. Nos deixa expostos como a praga que é a ideia de progresso que a humanidade tem hoje. "Como queremos viver?" da LDC nos dá tudo o que podemos pedir de um álbum pós-prog rock: um conceito, boa narrativa da ideia com música de alta qualidade, inovação e ousadia, etc. Um dos melhores que já foi entregue neste 2020 já surreal; Deixamos-lhe o setlist do Spotify juntamente com o veredicto aqui:
Nota: 4,5/5 (o encerramento poderia ter muito mais energia, pareceu um pouco fraco comparado ao resto do álbum; eles deixaram de fora muitas possibilidades).
AGIR apresenta esta quinta feira, 10 de novembro, um novo videoclipe para o tema “Quero-te”, que integra o seu mais recente álbum, “Cantar Carneiros”.
Este vídeo foi gravado no apenas tomar no Grémio Literário, condizente com a simplicidade com que nos embala a melodia desta canção.
No dia 29 de novembro, AGIR sobe ao palco do São Luiz Teatro Municipal com esta e outras canções de “Cantar Carneiros”, que vai ser tocado na íntegra para uma plateia que já se encontra quase esgotada. A acompanhá-lo vai ter, além de banda completa, um conjunto de cordas e sopros e quatro convidadas especiais que participam desta disco Bárbara Tinoco, Isabel Ruth, Milhanas e Tainá.
O videoclipe é da autoria de Victor Hugøoli, da produtora criativa Nefelibatas.
“Trinity Of Love” é o novo EP de Freddy Locks, que inclui 3 novos temas, “Time 2 Love”, “Black Lives Matter” e “Magic Roots”.
Os temas foram escritos e produzidos durante o período de confinamento e terminados já depois da primeira tournée internacional do artista, que explica: “estas canções vieram ter comigo durante os tempos de pandemia, são como gritos de amor contra o medo que tanto se espalhou nestes tempos… “
“Trinity Of Love” é uma obra inteiramente nacional com a colaboração dos produtores Miguel Campos “Dynamike” e Pedro Queiroz “Mighty Drop”, que mostra a versatilidade e maturidade musical e espiritual do artista.
Este é mais um trabalho a acrescentar à carreira de Freddy Locks, que já conta com 5 álbuns de originais gravados, muitos concertos, muitas participações onde revelou sempre uma consistência que o posiciona como um dos maiores nomes de sempre da música reggae em Portugal e um diamante no mundo da música Portuguesa.
Bush é um álbum do grupo homônimo, lançado em 1970 pelo selo Dunhil. O som banda traz alguma semelhança com grupos como James Gang e fazia uma música bem elaborada. Isso pode ser conferido em faixas como Got to Love the City. Ainda que a melodia seja um pouco bobinha no refrão, o instrumental em geral garante o ótimo momento.
O grupo trazia em seu um line up o bom guitarrista ítalo - canadense Domenic Troiano, musico que chegou fazer algum sucesso nessa década, inclusive tocando no próprio James Gang.
Voltando ao disco, I Miss You é uma bonita balada, cuja introdução e melodia nos remete a Jealous Guy, de John Lennon, ainda que depois varie um pouco e confunda - se com um country rock. Cross Country Man é uma sonzeira, o grupo brilha na parte instrumental. Aqui Domenic faz um belo solo de guitarra, enquanto o baixo e bateria formam uma base pesada, swingada e perfeita para a ótima canção, que encerra muito bom o primeiro lado do disco.
I Can Hear You Calling é outra boa faixa, principalmente pelo eficiente refrão. A faixa foi gravada também pelo grupo There Dog Nigth, grupo este que atuava na mesma gravadora do Bush. Ao contrário do Bush, a versão do There Dog Nigth fez um relativo sucesso. O Bush fracassou nas paradas. O disco teve uma grande repercussão, fazendo com que, na sequência, o grupo se dissolvesse. Logo depois, Don Troiano formou a sua própria banda e posteriormente ainda trabalhou com diversos grupos. Apesar da falta de maior êxito, os músicos do grupo seguiram carreiras vencedoras em vários grupos. Como curiosidade, na década de 90 o grupo inglês Bush foi proibido de lançar seus álbuns no Canadá sobre este nome, já que era de propriedade do grupo original. Somente alguns anos mais tarde o nome foi liberado, mediante uma doação em dinheiro para uma fundação.
O álbum Bush é bem raro hoje em dia, sua edição original é valorizada, ainda que exista relançamento do disco também. Troiano morreu em 2006.
Roy Kenner (Vocal, Percussão) John Prakash (Baixo, Vocais) Pentti "Whitey"Glan (Bateria) Hugh Sullivan (Piano, Faixas 12,13,14) Reb Foster (Produtor)
01. Back Stage Girl (2:57)
02. Yonge St. Patty (2:48) 03. Got To Leave The City (3:36) 04. I Miss You (2:52) 05. The Grand Commander (4:19) 06. Cross Country Man (3:56) 07. I Can Hear You Calling (2:48) 08. Messin' Around With Boxes (2:50) 09. Livin' Life (3:17) 10. Turn Down (4:00) 11. Drink Your Wine (5:51) Bonus Tracks (Live at The Bitter End, Los Angeles, June 5 & 6, 1971) 12. Try (2:55) 13. Lookin' (3:25) 14. Wicked Woman (3:15) 15. Cross Country Man (20:16)