terça-feira, 15 de novembro de 2022

Por Onde Andam Os Integrantes Dos ABBA?

Na década de 70 a banda que mobilizava inúmeros fãs era a banda ABBA. Um grupo que tinha músicas românticas como a canção “The Winner Takes it All”, música que embalava os namoros da época e também músicas dançantes como “Voulez-Vous”. Porém, o ABBA é muito mais que um grupo musical, pois ajudou a lançar e consolidar modas como a calça bona-de-sino, roupas colantes e polainas.

Os jovens usavam esse “uniforme” para ir discotecas para dançar ao som de “Dancing Queen”, mesmo quem não viveu os áureos tempos da banda conhece essa música. O quarteto sueco chegou ao auge do sucesso com um jeito diferente de fazer pop.

Por Onde Andam Os Integrantes Do ABBA?

Por Onde Andam Os Integrantes Do ABBA?

Mamma Mia!

As músicas do ABBA fazem parte da história e foram eternizadas para além dos anos 70 devido a vários covers e claro pelo musical que virou filme “Mamma Mia!”. O filme, aliás, foi estrelado por nomes de peso do cinema, Meryl Streep e Pierce Brosnan. O filme reacendeu a paixão dos fãs pelo ABBA e mais de 3 milhões de discos foram vendidos.

Para se ter uma ideia do fenômeno causado pelo filme no ano de 2008 o disco do ABBA “Gold – Greatest Hits” (coletânea lançada em 1992) entrou para a história pelo fato de ser o mais antigo álbum a ocupar a primeira posição nas paradas britânicas nos dias atuais.

Sem Retorno

Mesmo com todo esse sucesso e milhões de fãs implorando os integrantes do ABBA deixaram claro que não pretendem voltar aos palcos. Os integrantes Björn Ulvaeus, Benny Andersson, Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad (mais conhecida como Frida) alegam que o problema não é dinheiro e que não adianta oferecer enormes somas.

O objetivo do grupo é que as pessoas lembrem das músicas e das performances de quando eles eram jovens e tinham energia para dar o melhor de si. Quem viveu e quem não viveu o auge do sucesso do ABBA vai poder relembrar um pouco com o texto abaixo e ainda descobrir o que aconteceu e por onde andam os integrantes dessa querida banda.

A História Do ABBA

O começo de tudo foi em 1969 quando Björn e Benny conheceram aquelas que seriam suas companheiras de sucesso, Agnetha e Frida. Uma parte interessante da história é que as moças formaram também as famílias dos rapazes. Björn se casou com Agnetha e Frida se casou com Benny.

A História Do ABBA

Depois da formação da banda e dos casais o ABBA teve quase uma década de sucesso extremo. Os jovens excursionaram juntos pelo mundo todo, como bons suecos sempre mantiveram as suas vidas pessoais bem resguardadas. Durante essa época não se tem notícia de brigas entre os casais ou entre os integrantes.

Uma curiosidade é que apesar de não haver boatos sobre brigas tem um vídeo no YouTube que mostra Frida dando uma pequena cotovelada em Agnetha. Veja em http://www.youtube.com/watch?v=IcS4vBisJLo&NR=1. Ao que parece o fim do ABBA veio para acompanhar os divórcios dos integrantes.

O Fim Dos Casamentos e Do ABBA

Nenhuma das suas uniões deu certo, a separação de Björn e Agnetha aconteceu em 1979 e Frida e Benny permanceram casados até 1891. Mesmo depois das separações dos casais o grupo continuou, porém, em 1982 a situação ficou difícil para os integrantes que resolveram por um ponto final na história de sucesso. O ABBA acabou.

Após o término da banda Björn e Benny continuaram a parceria escrevendo alguns musicais juntos e um deles foi o grande sucesso “Mamma Mia!”. As cantoras Agnetha e Frida tentaram começar carreiras solo, porém, nenhum dos quatro conseguiu chegar nem perto do sucesso alcançado pelo ABBA no seu auge.

Para que os fãs não se sentissem tão afastados dos seus ídolos no ano de 2009 foi criado o museu do grupo, o ABBA Museum. O objetivo do museu é imortalizar o sucesso do grupo e mostrar porque os integrantes se consagraram como os queridinhos do mundo.

Por Onde Andam Os Integrantes Do ABBA?

Para esclarecer a curiosidade que muitos fãs tem vamos contar por onde andam os integrantes de um dos grupos musicais de maior sucesso do século passado.

Björn Ulvaeus

Depois de se separar de Agnetha, Björn Ulvaeus, se casou com Lena, a nova esposa sofre com leucemia. Amigos próximos ao cantor sueco ainda dizem que a saúde dele também não está muito bem. Ao que indica Björn tem alguns problemas de memória e se esquece de fatos importantes como prêmios que ganhou como integrante do ABBA.

O cantor desistiu de vez da vida musical e se tornou empresário de uma pequena companhia aérea. O artista não tem a menor vontade de voltar a se apresentar.

Anni-Frid Lyngstad (Frida)

Frida é a única dos integrantes que declarou que estaria aberta a uma nova reunião do grupo. Após a separação ela se casou novamente, mas ficou viúva, o marido morreu de câncer. Moradora dos Alpes suíços Frida é uma excelente esquiadora mesmo já tendo passado dos 60 anos. No ano de 2004 gravou um CD com Jon Lord o ex-tecladista do Deep Purple. Parte do seu tempo é dedicado a causas sociais.

Benny Andersson

Dentre os ex-integrantes do ABBA, Benny Andersson, é o único que ainda é envolvido com música. O cantor tem uma banda, a Benny Anderssons Orkester, que já gravou quatro álbuns. O último trabalho da sua banda foi gravado em 2007 ao vivo, em geral as músicas que ele interpreta são originais num estilo folk norueguês, mas em alguns casos pode ser visto cantando sucessos do ABBA. O artista chegou a produzir a música “Mamma Mia” tocando até mesmo piano nas versões utilizadas para o longa.

Agnetha Fältskog

A cantora Agnetha Fältskog é a mais nova dentre os ex-integrantes do ABBA e não gosta de aparecer em público. No ano de 2004 ela gravou um álbum chamado “My Colouring Book”. Depois disso parou de dar entrevistas e se mostrou bem reclusa. Um momento em que ela deixou de lado essa aversão a mídia foi no lançamento do filme “Mamma Mia” em 2008 em que chegou de mãos dadas com Frida e até mesmo ensaiou uns passos de dança ao lado da atriz Meryl Streep. Depois disso voltou a sua reclusão.




Revisão do álbum dos Fragile - 'Beyond'

Uma homenagem ao YES e ao rock progressivo mais clássico

Fragile - 'Beyond'
(1 de outubro de 2021, Karisma Records)

Frágil - 'Além

Fragile é um grupo que nasceu no final dos anos 1990 como uma banda de tributo ao YES . Após uma longa carreira de abertura para Steve Howe , Alan White e Rick Wakeman , não seria até 2020 que o grupo decidiu lançar seu primeiro álbum 'Golden Fragments'. E alguns dias atrás eles lançaram seu segundo álbum, 'Beyond'.

Claire Hamill (vocal), Oliver Day (guitarra), Russ Wilson (bateria e percussão) e Max Hunt (teclado, baixo, guitarra, percussão e voz) participaram da gravação desta nova placa .

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De referir que Claire Hamill é uma cantora e compositora inglesa que trabalha na indústria da música desde 1971, colaborando com músicos do Yes como Steve Howe, Jon Anderson ; assim como outros cantores-compositores e grupos como Vangelis e Wishbone Ash . Hoje o guitarrista e vocalista tem carreira solo, mas também é o fundador e principal líder do Fragile.

O novo trabalho da banda contém três músicas muito longas: 'Beyond' (21:56), 'Yours and Mine' (14:26) e 'The Golden Ring of Time' (14:09).

Embora possa parecer que uma banda que se dedica principalmente a fazer tributos, ao invés de compor seu próprio material, possa cair no pecado comum de soar igual ou como uma cópia da banda que idolatra com Fragile, isso não acontece.

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Sim, há uma sonoridade que claramente bebe e é influenciada pelo Yes, mas também influenciada por todo o rock progressivo mais clássico dos anos 70. As músicas mergulham em teclados muito retro-prog com orquestrações sinfônicas que nos convidam a relembrar os antigos sons de discos progressivos, mas sem ter que revisitar esses discos.

Em 'Beyond' começamos instrumentalmente e então a voz distorcida de Max Hunt é introduzida. Às 3h55, Claire Hamill assume a composição até que às 9h55 temos um piano épico e uma voz luminosa e angelical. Para então terminar com uma seção de floreios instrumentais com todos os membros do Fragile mostrando todas as suas habilidades em seus instrumentos.

Por seu lado, 'Yours And Mine' não tem a profundidade da anterior, sendo uma composição que se liberta das amarras do Yes onde as secções instrumentais juntam-se às vozes dinâmicas de Hamill e Hunt na primeira parte 'Like Não há amanhã'. Na segunda parte da faixa intitulada 'Diorama' temos uma metade mais sonhadora e brilhante em que os sons baseados em instrumentos elétricos desaparecem quase por completo, dando lugar a violões, arranjos de percussão e algumas intervenções de piano que são embelezadas pelo Hamill-Hunt duo.


Às vezes parece que o álbum não foi bem produzido com alguns instrumentos que não são claros ou a voz não soa "limpa", mas não estamos falando de uma produção amadora ou ruim mas tem alguns detalhes que atrapalham a audição.

Fragile tem alguns aspectos a melhorar para criar um álbum de qualidade, mas em 'Beyond' eles mostram que têm talento e habilidade composicional para criar um material mais convincente.

BIOGRAFIA DOS Blind Melon

 

Blind Melon

Blind Melon é uma banda americana de rock que atua desde a década de 1990, com interrupções. Encerrou suas atividades em 1995 com a morte de seu vocalista Shannon Hoon devido a uma overdose de cocaína, mas retornou à atividade em 2006 com a mesma formação inicial, sendo Hoon substituído por Travis Warren.

A história da banda começou em 1989, quando o seu líder e vocalista Shannon Hoon deixa sua cidade natal, Lafayette - estado de Indiana - em direção a Los Angeles, onde encontra os outros membros do grupo.

Já em 1991 o Blind Melon assina um contrato de $500.000 com a Capitol Records e começa a gravar seu primeiro disco, que tinha como título o nome da banda e viria a ser lançado em setembro de 1992.

Ainda em 1991, o amigo e conterrâneo de Shannon Axl Rose, o convida para fazer participações especiais em algumas canções do álbum "Use Your Illusion" do Guns N' Roses, dentre as quais "November Rain" e "Don't Cry".

Nesta última Shannon dividiu os vocais com Axl e também participou do videoclipe, fato que mais tarde contribuiria para a divulgação do próprio Blind Melon, já que o videoclipe foi exaustivamente exibido no mundo todo e muita gente quis saber quem era o vocalista que cantava ao lado de Axl.

Porém o sucesso veio mesmo em 1993 com o lançamento do single e do videoclipe de "No Rain". Como um foguete, a música atingiu o 3º lugar na Billboard e o disco atingiu a incrível marca de 2 milhões em poucos meses. É difícil encontrar alguém que nunca o tenha visto o videoclipe da canção. O "clipe da abelhinha", como até hoje é conhecido, foi um dos mais executados daquele ano, e na MTV Brasil foi o videoclipe que mais vezes atingiu o 1º lugar das paradas em 1993, dividindo o mérito apenas com Madonna.

Em 1994 a banda foi indicada ao Grammy nas categorias Melhor Artista Novo e Melhor Banda de Rock, mas não levou nenhum dos dois prêmios. No mesmo ano eles ainda tocaram no Woodstock '94, que é considerado por muitos fans o maior e melhor show já feito pelo Blind Melon.

Em 1995 a história da banda começa a mudar: em agosto foi lançado o segundo álbum do Blind Melon, "Soup", no entanto a banda mal teve tempo de divulgar o novo trabalho já que em 21 de Outubro Shannon é encontrado morto no ônibus da banda, em Nova Orleans, vítima de overdose de cocaína. O vocalista, que já tinha sérios problemas com drogas desde os 17 anos, morreu aos 28 anos deixando uma filha de apenas 3 meses, Nico Blue Hoon.

Em meio a promessas de retomar às atividades, os membros da banda lançam o álbum póstumo "Nico" (em homenagem à filha de Shannon, composto de versões demo e músicas que haviam ficado de fora dos álbuns anteriores). O álbum tem ainda uma faixa multímídia contendo entrevistas e trechos de videoclipes, dentre os quais "No Rain" e "Toes Across The Floor".

Após muitos anos, e diversos projetos paralelos como Extra Virgin, The Tender Trio, Luma, Unified Theory, The Meek e Abandon Jalopy; os integrantes originais da banda juntaram-se à Travis Warren (da banda Rain Fur Rent) em Setembro de 2006 que substituíra Shannon Hoon como vocalista. A reunificação da banda resultou no álbum "For My Friends", lançado em 22 de Abril de 2008 pela Adrenaline Music, com 13 canções novas.

No dia 8 de novembro de 2008, o Blind Melon anuncia o cancelamento da turnê, o vocalista Travis Warren deixou a banda por estar com problemas na voz. Muitos falaram que ele seria substituído por Chris Shinn (ex-Unified Theory), mas isto não aconteceu. Até que em 2011, o vocalista Travis Warren retorna e o Blind Melon inicia uma nova turnê, inclusive com shows na América do Sul, como Argentina e Chile. 

Integrantes.

Atuais.

Travis Warren (Vocal Principal, Violão, 2006-2008, desde 2010)
Rogers Stevens (Guitarra Solo, 1990-1999, desde 2006)
Christopher Thorn (Guitarra Base, 1990-1999, desde 2006)
Glen Graham (Bateria, 1990-1999, desde 2006)
Nathan Towne (Baixo, Backing Vocals, desde 2015)

Ex - Integrantes.

Shannon Hoon (Vocal Principal, Violão, Percussão, 1990-1995, R.I.P 1995)
Brad Smith (Baixo, Backing Vocals , 1990-1999, 2006-2015)


Blind Melon (1992)

01. Soak the Sin (4:01)
02. Tones of Home (4:27)
03. I Wonder (5:33)
04. Paper Scratcher (3:14)
05. Dear Ol' Dad (3:02)
06. Change (3:42)
07. No Rain (3:37)
08. Deserted (4:21)
09. Sleepyhouse (4:29)
10. Holyman (4:48)
11. Seed to a Tree (3:29)
12. Drive (4:41)
13. Time (6:03)


CRIME - MASTER OF ILLUSION (2022)


É difícil de acreditar, mas a pandemia foi boa para alguma coisa. Porque sem a paralisação, este disco não existiria. Estamos falando dos CRIME ressuscitados de Geislingen na Suábia, que criou um clássico excepcional com o seu álbum de 1993 "Hard Times", que desapareceu impiedosamente no underground devido ao seu lançamento tardio. O disco "No Cure" lançado em 1995 não poderia mudar nada sobre isso.
Então agora os CRIME estão de volta. No elenco antigo, exceto pelo cantor infelizmente falecido Stavros Moutzoglou. Para ele, ninguém menos que Francis Soto (SUBWAY, WICKED SENSATION etc.) está atrás do microfone. Sua voz poderosa combina bem com o novo som dos suábios. Por que novo som? Claro, não é tirado do nada, é apenas mais poderoso e bem produzido. No entanto, devido à sua sonoridade bastante inconfundível, os discos antigos já são diferentes da monotonia do início dos anos noventa e, portanto, têm um certo charme.
Heavy Rock orientado para o Groove é o lema dos cinco. Eu gostaria de adicionar alguns elementos Prog a esta descrição. E, no entanto, para “Master Of Illusion” os teclados ficaram em segundo plano, o groove vem em primeiro lugar. Isso já é comprovado pelo "Master Of Illusion" de nível básico, onde as coisas realmente acontecem. "Tears Are Falling Down" se apresenta um pouco mais calma, mas ainda melódica. O êxito do disco deve ser "From My Mind". CRIME une todas as suas forças aqui e até as memórias de sua estreia ganham vida.
Com “Shoot Shoot” os suábios têm um groove monstruoso no início, enquanto “No Life” diminui o ritmo e acima de tudo a potência pela primeira vez, bela balada. As músicas da segunda metade não conseguem se basear no forte "Side A". Principalmente pela falta de variedade. No entanto, a segunda balada "Showed Me Love" deve ser mencionada como mais uma sugestão adicional.
"Quem conhece os dois primeiros CDs dos CRIME da época vai adorar as novas músicas" é o que diz a bula. Posso assinar isso com reservas. O novo material é menos atmosférico, mas em troca é muito mais forte e mais rock do que as músicas antigas. Talvez devêssemos esquecer essas comparações eternas e dizer: "Eu gosto deste álbum". Os fãs de hard rock não familiarizados com as obras do passado também deveriam dar uma chance à banda.

01. Master Of Illusion
02. Tears Are Falling Down
03. From My Mind
04. Shoot Shoot
05. No Life
06. Movin On
07. All Good Things
08. Kingdom Of Desire
09. Nowhere To Run
10. Sisters Of Mercy
11. Showed Me Love
12. The Chains

Francis Soto - Vocals
Matze Ehrhardt - Guitars
Gunter Kierstein - Keyboards
Achim Aubele - Bass
Alex P. Meli - Drums
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Grateful Dead – Dave’s Picks Vol. 44: Autzen Stadium, Eugene, OR 1990-06-23 (2022)

volume 44Dave's Picks Volume 44 do Grateful Dead contém áudio oficial do show da banda em 23 de junho de 1990 no Autzen Stadium em Eugene, Oregon. O verão de 1990 seria a última turnê do tecladista Brent Mydland antes de sua trágica morte por overdose acidental em 26 de julho de 1990. Uma formação com Mydland, os guitarristas Jerry Garcia e Bob Weir, o baixista Phil Lesh e os bateristas Bill Kreutzmann e Mickey Hart fizeram 20 shows entre junho 8 e 23 de julho de 1990. O concerto no Estádio Autzen em 23 de junho de 1990 foi a primeira de duas noites no local localizado ao norte do campus da Universidade de Oregon.
Little Feat abriu as duas noites em Eugene com o Dead começando o show no dia 23, apresentando uma alta energia “Feel Like A Stranger”.

MUSICA&SOM

Garcia então liderou o grupo em “West LA Fadeaway” antes de Weir dirigir “Me And My Uncle”. O grupo rasgou “Cumberland Blues” em seguida com a volta solitária de Mydland no holofote vocal vindo em “Far From Me” que se seguiu. Uma dupla dinâmica de “They Love Each Other” e “Cassidy” seguiu antes do sexteto terminar o primeiro set da noite com versões fortes de “Tennessee Jed” e “Promised Land”.

Um destaque da noite foi o “Eyes Of The World” de 15 minutos que começou o segundo set no Autzen Stadium. “Eyes” se fundiu com “Looks Like Rain” de Bobby, que deu lugar a uma linda “Crazy Fingers”. O Grateful Dead então encaixou “Uncle John's Band” dentro de “Playing In The Band” para liderar o segmento “Drums” de Kreutzmann e Hart. A partir daí, os instrumentistas fizeram uma viagem ao “Space” que desembarcou em “The Wheel” assim que os The Rhythm Devils retornaram.O segundo set terminou com uma empolgante “I Need A Miracle” cantada por Weir e uma “Morning Dew” indutora de arrepios. Para o bis, o Grateful Dead foi com o dia apropriado “One More Saturday Night”. O empresário Bill Graham promoveu o show e subiu ao palco para agradecer as bandas e o público no final da noite. 


Rita Vian – Caos’a [EP] (2021)


 

Rita Vian é uma das mais promissoras artistas nacionais. O EP Caos’a é uma lufada de ar fresco na música que se faz em Portugal.

A carreira da Rita Vian não é longa, Caos’a é o primeiro EP da cantora. Os singles “Diágonas” e a “Sereia” colocaram-na na cena musical, mas foi a canção “Purga” de 2020 a rampa de lançamento da Rita para a imprensa e o para público em geral. “Purga” foi considerada uma das melhores canções nacionais pela TIDAL, pela Radar e pelo Observador, e eu concordo.

A voz da Rita está carregada de alma, por isso nos faz lembrar o fado, com uma abordagem moderna e inovadora, característica do século XXI, e uma melancolia intensificada pela batida da música. Esta sonoridade transporta-me imediatamente para a música que se fazia nos anos 90 no Reino Unido, o trip-hop, pois a música da Rita também é uma fusão entre hip-hop e eletrónica. Não sendo propriamente uma comparação, esta junção entre uma voz dramática e uma música que pisca o olho ao trip-hop remete-me para os Portishead. Se a banda tivesse nascido em Lisboa nos anos ‘20, provavelmente seria esta a música que fariam.

Com a produção de Branko, Caos’a reforça aquilo que já sabíamos sobre a Rita, é de facto uma das mais promissoras cantoras nacionais. Quando descobri o EP lançado em Julho, e foi uma descoberta tardia quase no final do ano, a canção “Plana” deve ter tocado umas 20 vezes seguidas. Para além desta minha canção favorita, e provavelmente uma das melhores de 2021, fazem parte mais 4 canções. Todas as canções estão envoltas na mesma aura taciturna, com letras que mais parecem poemas, interpretadas com uma imensa intensidade mas ao mesmo tempo de uma forma quase displicente que em nada as compromete.

Diz-se que a Rita Vian faz parte do movimento dos “Novos Fados”. Acredito que ainda é cedo para conseguimos colocar a sua música dentro de alguma “etiqueta”, mas a verdade é que Caos’a é um disco que vale a pena ouvir, e apenas peca por ser EP e não LP.


Destaque

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