Saindo do clássico "Close to the Edge" de 1972, parecia que o Yes não poderia errar. "Tales From Topographic Oceans", um álbum conceitual inchado que criou tanta tensão que forçou o tecladista Rick Wakeman a sair da banda, provou o contrário.
O cantor Jon Anderson, por sua vez, disse que a única liberdade que vale a pena ter depois de tanto sucesso é a liberdade de fazer o que quiser: "Close to the Edge, Tales From Topographic Oceans, ninguém mais fez isso", disse Anderson ao BAM. "Estou muito orgulhoso disso."
Mas os críticos se juntaram a Wakeman, que disse ter passado a maior parte dessas sessões infeliz jogando dardos e/ou bebendo, questionando a sabedoria de lançar este álbum duplo de quatro canções.
A Rolling Stone ridicularizou "Tales From Topographic Oceans" como uma forma de "rabiscos psicodélicos". Chris Welch, da Melody Maker, chamou-o de "brilhante em trechos, mas muitas vezes demorando muito para apresentar seus vários pontos e curiosamente carente de calor ou expressão pessoal".
De sua parte, o problema de Wakeman não era que "Tales From Topographic Oceans" fosse dedicado às interpretações do cantor Jon Anderson dos shastras hindus, ou livros sagrados, mas sim a forma como o material foi moldado para se adequar ao antigo formato de vinil.
"Eu não entendia para onde estávamos indo como banda", disse Wakeman anos depois. "Adaptamos a música para caber nos quatro lados de um álbum. Ela não evoluiu naturalmente. Há algumas coisas ótimas, mas muito preenchimento. Se o formato do CD existisse naquela época, teria sido um álbum diferente."
O álbum, impulsionado pelo antecessor "Close to the Edge", vendeu ouro enquanto liderava as paradas do Reino Unido. Lançado em dezembro de 1973, "Tales From Topographic Oceans" também alcançou a sexta posição nos Estados Unidos, mas as vendas, provavelmente prejudicadas pelo boca a boca, rapidamente se estabilizaram. No final das contas, este se tornou o primeiro projeto do Yes a não ganhar disco de platina desde o "The Yes Album", de 1971, três lançamentos anteriores.
Depois de viajar com o harmonicista Junior Wells, o guitarrista Buddy Guy decidiu em 1967 publicar seu primeiro álbum intitulado Left My Blues In San Francisco em nome do selo Chess. Pela primeira vez, o nativo da Louisiana, estabelece quatro títulos. Para completar, a gravadora traz algumas faixas dos arquivos das sessões de 1962 e 1965. Uma multidão de músicos virá para dar uma mãozinha dependendo das sessões.
Composto por 11 peças que oscilam entre 2 e 4 minutos, estamos longe do blues de Chicago que caracteriza as suas colaborações com Junior Wells. Aqui, sob pressão de Chess que quer competir com a Motown, Buddy Guy inventa para nós um LP de soul e rhythm & blues próximo a Otis Redding como "Goin' Home" e "She Suits Me to a Tee". No entanto, o guitarrista/cantor negligencia o blues por meio de sua guitarra cheia de emoção e emoção. Sem esquecer a nervosa "I Suffer With the Blues", a encantadora "Leave My Girl Alone" mas sobretudo a balada stoner "When My Left Eye Jumps" com este órgão cavernoso que traz profundidade bem em fase nestes tempos psíquicos do San Francisco Sound.
Começa com o funky, trompas à frente, "Keep It to Myself" um cover de Sonny Boy Williamson bem enviado onde Buddy Guy com sua voz coloca compromisso. Mantemos a pressão com a turbulenta "Crazy Love", composta por Willie Dixon. De resto, apreciamos os bombardeios de latão com "Mother-in-Law Blues". Nós flertamos com o exotismo em "Too Many Ways" e "Every Girl I See" em conclusão.
No que parece uma falta de direção, um título se destaca, “Buddy's Groove” que, como o próprio nome sugere, tem um fantástico groove cheio de querosene, sem falar naquele sax demoníaco.
Um começo não necessariamente convincente, mas cativante. Deixando o Chess para o Vanguard, Buddy Guy terá ampla oportunidade de fazer melhor.
Títulos: 1. Keep It To Yourself 2. Crazy Love 3. I Suffer With The Blues 4. When My Left Eye Jumps 5. Buddy’s Groove 6. Goin’ Home 7. She Suits Me To A Tee 8. Leave My Girl Alone 9. Too Many Ways 10. Mother-In-Law Blues 11. Every Girl I See
Músicos: Buddy Guy: Guitarra, Vocais Gene Barge: Saxofone Lefty Bates: Guitarra Rítmica Milton Bland: Saxofone Reggie Boyd: Baixo Jarrett Gibson: Saxofone Lafayette Leake: Órgão Abe Locke: Saxofone Jack Meyers: Baixo Matt “Guitar” Murphy: Guitarra A.C. Reed : Saxofone Leroy Stewart: Baixo Charles Stepney: Bateria, Orquestração Phil Thomas: Bateria Sonny Turner: Trompete Phil Upchurch: Baixo Murray Watson: Trompete
Banda de rock progressivo. Formada em Londres, Inglaterra, no final de 1969. Rare Bird foi originalmente formada em torno do princípio do rock progressivo dominado pelo teclado, evitando o uso de guitarras.
Seu álbum de estreia homônimo alcançou sucesso de crítica. Lançando cinco álbuns no total, esses álbuns nunca alcançaram sucesso comercial, embora o single Sympathy tenha vendido mais de um milhão globalmente, liderando as paradas na França e na Itália. Eles se dissolveram no início de 1975, vítimas da falta de reconhecimento em seu próprio país.
Formação :- 1969 Graham Field - Órgão Dave Kaffinetti - Piano elétrico Steve Gould - Baixo e vocal Mark Ashton - Bateria.
1971 Dave Kaffinetti, Steve Gould Fred Kelly - bateria Andy "Ced" Curtis - Guitarra Paul Karas - Baixo
1973 Dave Kaffinetti, Steve Gould, Fred Kelly, Andy "Ced" Curtis Nic Potter - Baixo
1974 Dave Kaffinetti, Steve Gould, Fred Kelly, Andy "Ced" Curtis Andy Rae - Baixo
Álbum magnífico para "enquadrar" como aparece na própria capa: emoldurado. Embora pareça pela música que é uma formação americana, é um trio inglês formado pelo casal Irene e Brian Hume junto com Ian Vardy; vindo de Gateshead, com um estilo musical com um pouco de Folk - Rock e um pouco de Country - Rock, (certa semelhança com o trio América e CSN em certas músicas e em outras com Fletwood Mac ou com semelhanças além de Carole King no grande voz de Irene Hume acompanhada de bons violões). Prelude lançou seu primeiro álbum em 1973 (How Long Is Forever), no ano seguinte lançaram dois LPs: "After The Goldrush" com algumas músicas de sucesso, e este "Dutch Courage" que é um trabalho bem completo, muito correto e com uma qualidade de som muito boa. Mais tarde, eles publicaram mais alguns trabalhos, um por ano. O grupo durou até os anos oitenta, quando Vardy decidiu sair, deixando o casamento de Hume como uma dupla.
No espaço de apenas dois discos, em dois anos, os Cassete Pirata deram um salto gigante, alcançaram num instante uma maturidade que muitas bandas demoram cinco álbuns a alcançar. Lançaram agora A Semente, um disco conceptual, de preocupações ambientais, assente em rock da mais portuguesa tradição.
O disco começa com “A Raiz” que é canção que arranca apenas com a voz de um homem, com eco nos montes e vales de um país com 900 anos. A certa altura entram uns tambores, tribais, ancestrais. Juntam-se umas guitarras que podem ser eléctricas mas soam a braguesas, acaba com uma parede de som e coros. E não sabemos em que Era estamos, sabemos apenas a que território isto pertence. E assim, em pouco mais de quatro minutos e uma só canção, está representada uma nação e seu cancioneiro intemporal.
Está dado o tom do álbum e as restantes músicas comprovam precisamente isso. Com inspiração internacional em bandas seminais dos anos 70, a grande força deste disco vem dos mestres da nossa terra: Zeca, Zé Mário, Fausto. Mas em vez de cristalizar, os Cassete Pirata pegam nessa influência, actualizam e transfiguram, para criar algo muito próprio, dentro das regras pop-rock do século XXI mas com alma profundamente portuguesa intemporal.
Como nos contou o vocalista em entrevista, a narrativa é toda em volta de preocupações ambientais, sobre o estado do planeta que os nossos pais nos deixaram e como é que nós vamos deixar para os nossos filhos. É um tratado universal, que revela preocupação sem entrar em pânico, admite algum desencanto mas sem ser desolador e aponta caminhos mas sem ser moralista.
A Semente é um documento que merece ser tido em formato físico, vinil de preferência, em que o livro com as letras vale como obra poética independente, em que cada canção sobrevive perfeitamente como single isolado mas, enquanto obra de arte, merece ser sorvido do princípio ao fim sem moderação e deve ser guardado na melhor estante, ao lado de enciclopédias e livros de História.
Ao mesmo tempo que celebrou a estreia nos palcos no Rock in Rio e o início de sua turnê, a cantora, compositora e campeã mundial de skate vertical Karen Jonz agora lança uma versão ao vivo de seu elogiado álbum Papel de Carta.
Com participação de Gab Ferreira na faixa Nunca Foi Descaso, o registro passa por todas as faixas do trabalho com mais peso e intensidade.
“Esse registro é um novo contato com as músicas de forma orgânica. Elas ganham vida de uma maneira única quando tocadas por uma banda e foi muito interessante observar o resultado único disso. Tocar as músicas ao vivo foi completamente diferente da gravação e uma nova experiência. Tivemos que reimaginar os arranjos ao mesmo tempo tentando ser fiel a versão original”, conta Jonz, que lança o álbum ao vivo após sua estreia nos palcos paulistanos e antecipa que a live completa será transmitida em vídeo no TikTok.
O trabalho da artista, que é um dos ícones do esporte brasileiro e assume os vocais, piano e guitarras no álbum ao vivo, traz bedroom pop, rock alternativo e lo-fi de um modo inédito, levando o ouvinte para uma viagem interna pelos pensamentos de Karen, com letras confessionais, melodias cuidadosas e faixas leves e pesadas ao mesmo tempo.
Santista morando em São Paulo, Karen passou a infância no ABC Paulista. Lá começou a andar de skate e tocar em bandas no colégio. Uma das pioneiras do skate feminino, ela adquiriu desde jovem um forte espírito de do-it-yourself. Depois de se tornar a primeira brasileira campeã mundial de skate vertical, comprou um computador e aprendeu a se gravar e produzir.
Atualmente, Jonz prepara ainda uma versão especial do seu primeiro disco, com faixas inéditas e participações especiais. O merch da artista já conta com camisetas, moletons, tatuagens, adesivos e um shape de skate pro model, em edição especial, pensando especialmente na sua histórica carreira de atleta. Tudo para celebrar a conexão com o público nesse novo momento, que poderá ser vivenciado ao vivo.
Como um ato de resgate e reencontro com suas raízes indígenas, Iuna Falcão delineia o seu primeiro projeto musical, um EP homônimo. A cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão imprime influências extraídas de memórias afetivas junto às referências que carrega atualmente.
Fruto de um processo intenso ao longo de dois anos, o EP Iuna Falcão chegou às plataformas na última sexta (2).
“Busquei trazer sonoridades que me rodearam ao longo da minha infância, os ritmos que minha família ouvia nos finais de semana, como o samba, o reggae e outras sonoridades da cultura negra, para então fazer uma união com composições que versam sobre a ancestralidade”, explica Iuna.
Ao longo de três faixas, Transe, Estrela e Nosso Jardim, a artista simula a nascente de um rio. “O EP começa de modo sinuoso, por entre pedras, e vai tomando a forma e a força que ele precisa para desaguar em uma grande cachoeira de emoções que existe dentro de mim”, complementa ela.
Neta da primeira radialista do Maranhão, Maria Falcão, Iuna e os irmãos tiveram acesso fácil a várias vertentes da música. Djavan, Aline Frazão e Yusan Band são nomes que se destacam no leque de referências da artista. A canção Nosso Jardim é como uma carta às muitas relações que atravessaram a vida da cantora.
“Sou intensa nas minhas trocas e amo escrever sobre isso, sobre as milhares de formas e momentos do amor em minha vida. No momento, eu venho me apaixonando todos os dias pela mesma pessoa, minha esposa”, declara Iuna.
Estrela, que traz Lucas Cirillo assinando a composição, faz referências as yabás. “A negritude faz parte de quem eu sou, dos meus medos e anseios, das minhas vitórias e, junto dela, veio essa herança divina de quem eu falo na música Estrela. As divindades que vivem e reinam plenamente em minha existência, e eu senti que precisava reverenciar essas energias”, explica ela.
O EP é completado pela faixa Transe, em que a artista versa sobre sua conexão com a água e como este elemento a influencia em todas as áreas da vida.
“Em Estrela eu já falo como essa relação se cruza com o meu amor e gratidão por Orixá e, principalmente, por Oxum, rainha soberana das águas de rio e das cachoeiras e da minha existência, rainha do ouro e senhora das emoções. Por último, eu falo sobre o amor, que é algo sobre o qual eu amo falar e cantar”, finaliza.
Em sua edição número 238, lançada em maio de 2006, a revista inglesa Q publicou uma lista que deu o que falar. A equipe da publicação elegeu os 50 piores discos de todos os tempos, fato que gerou acaloradas discussões entre fãs e leitores.
Sem dúvida, vários dos títulos listados abaixo são ruins de doer. Alguns, nem tanto, mas comparados ao que os seus autores já haviam produzido, apresentaram resultados muito abaixo dos anteriores.
Encare a lista completa ...
1. Duran Duran – Thank You (1995) 2. Spice Girls – Todos os discos solos das integrantes 3. Various – Urban Renewal: The Songs of Phil Collins (2001) 4. Lou Reed – Metal Machine Music (1975) 5. Billy Idol – Cyberpunk (1993) 6. Naomi Campbell – Baby Woman (1994) 7. Kevin Rowland – My Beauty (1999) 8. Mick Jagger – Primitive Cool (1987) 9. Westlife – Allow Us to Be Frank (2004) 10. Tin Machine – Tin Machine II (1991) 11. Limp Bizkit – Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water (2000) 12. Tom Jones – Mr. Jones (2002) 13. Bruce Willis – The Return of Bruno (1987) 14. Terence Trent Diabolical – Neither Fish Nor Flesh (1989) 15. Vários – Trilha Sonora de Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band (1978) 16. Spice Girls – Forever (2000) 17. Bob Dylan & The Grateful Dead – Dylan and The Dead (1989) 18. Crazy Frog – Crazy Hits (2005) 19. Goldie – Saturnz Return (1998) 20. Mariah Cary – Glitter (2001) 21. The Clash – Cut the Crap (1985) 22. Robson & Jerome – Robson & Jerome (1995) 23. Alanis Morissette – Supposed Former Infatuation Junkie (1998) 24. Lauryn Hill – MTV Unplugged 2.0 (2002) 25. The Cranberries – To the Faithful Departed (1996) 26. Vanilla Ice – Hard to Swallow (1998) 27. Destiny’s Child – Destiny Fulfilled (2004) 28. The Rolling Stones – Dirty Work (1986) 29. Vários – Christmas in the Stars: Star Wars Christmas Album (1994) 30. Michael Jackson – Invincible (2001) 31. Stevie Wonder – Woman in Red (1984) 32. Ace of Base – Happy Nation / The Sign (1993) 33. Billy Ray Cyrus – Some Gave All (1992) 34. Fishspooner - #1 (2001) 35. Puff Daddy – Forever (1999) 36. Kula Shaker – Peanuts, Pigs & Astronauts (1999) 37. Shania Twain – Come On Over (1997) 38. Chris Rea – The Road to Hell Part 2 (1999) 39. Big Country – Undercover (2001) 40. The Others – The Others (2005) 41. Paul Simon – Songs From the Capeman (1997) 42. Babylon Zoo – The Boy With the X-Ray Eyes (1996) 43. Travelling Wilburys – Travelling Wilburys Vol 3 44. Kiss – Music From The Elder (1981) 45. William Shatner – The Transformed Man (1968) 46. Oasis – Standing on the Shoulders of Giants (2000) 47. Ozzy Osbourne – Under Cover (2005) 48. Milli Vanilli – All or Nothing (1989) 49. Neil Young And The Shocking Pinks – Everybody’s Rockin (1983) 50. Beck – Midnight Vultures (1999)
Se você se considera alguém com muito ritmo e que gosta de sair batucando por aí, com certeza já pensou em ser percussionista. Afinal, apercussãoé o lugar ideal para quem gosta de variar os instrumentos e dar aquela incrementada na música que está sendo tocada.
Naná Vasconcellos, brasileiro oito vezes eleito o melhor percussionista do mundo (Foto: Itamar Crispim)
Embora haja alguns percussionistas famosos, como Naná Vasconcelos e Carlinhos Brown, essa profissão ainda é pouco conhecida do grande público. Por isso, existem muitas dúvidas sobre como se tornar um mestre na percussão ou mesmo quais os tipos de instrumentos fazem parte desse conjunto.
Pensando nisso, preparamos este artigo com tudo aquilo que você precisa saber sobre percussão. Você vai conferir aqui hoje:
O que é percussão na música?
Qual é a origem da percussão?
Qual a função de um percussionista?
Como montar um set de percussão?
Como começar a tocar percussão?
Vamos lá?
O que é percussão na música?
Sempre que batucamos em um objeto, isso pode ser considerado um tipo de percussão. Isso porque, de modo bastante simplificado, podemos entender essa palavra como o choque entre dois corpos produzindo algum tipo de som.
Esse choque pode ser tanto uma pancada, como no caso de um tambor, quanto o atrito constante, como é o caso do reco-reco. O que podemos afirmar é que, durante uma música, os instrumentos de percussão exercem uma função rítmica.
Ou seja, são eles os responsáveis por ditar o ritmo de uma canção, seja marcando o tempo, seja improvisando e preenchendo vazios sonoros.
Em um grupo de samba, por exemplo, o bumbo, o tantã, a cuíca e o pandeiro, embora toquem em ritmo diferente, estão todos no mesmo tempo. Mas repare que, enquanto o bumbo marca a cabeça do tempo, o tantã é tocado de outra forma, preenchendo o que seria um vazio sonoro.
Qual é a origem da percussão?
Pela própria definição do que é percussão – som produzido a partir do choque entre dois objetos -, não é difícil imaginar que sua origem seja muito antiga. Provavelmente, os primeiros instrumentos construídos eram de percussão.
Podia ser um tronco de árvore oco ou mesmo uma pele de animal esticada. Em qualquer das situações, o objetivo era o mesmo: produzir um som ritmado que pudesse ser ouvido pelo grupo do qual fazia parte.
Assim, era possível usar esses instrumentos nos mais variados tipos de eventos. Desde rituais funerários até celebrações religiosas, festas e comemorações.
A percussão é tão arraigada no ser humano que há vestígios da utilização desses equipamentos em todos os continentes da Terra.
Qual a função de um percussionista?
Falando de maneira direta, a principal função de um percussionista é preencher a sonoridade rítmica das músicas de forma constante.
Porém, isso não significa que ele vai tocar como se fosse um metrônomo. O que torna esses instrumentistas especiais é sua capacidade de dar alma e personalidade àquilo que estão fazendo.
Ou seja, quem toca percussão acaba dando um “tempero especial” às músicas, criando um clima muito particular para cada obra. E, quanto mais experiência esses músicos vão ganhando, mais fácil vai ficando entender o que cada canção pede e a melhor maneira de cumprir isso.
Como montar um set de percussão?
A primeira coisa que você deve ter em mente na hora de montar seu set de percussão é que ele vai variar de acordo com o estilo de música. Por isso, dizer que existe um kit ideal para todo percussionista não seria verdade.
Para conseguir abranger a maior quantidade de instrumentos possível, vamos dividir nossas dicas por estilo musical:
Set de percussão para samba
Quando falamos de percussão para samba, existem alguns instrumentos que são indispensáveis. Esse é o caso do padeiro, do bumbo, do tantã e do tamborim. Isso não significa que você não possa aumentar a quantidade de instrumentos.
Como exemplo disso, podemos citar o ganzá, o reco-reco, as congas e o agogô. Mas lembre-se de que seu set será montado com o passar do tempo. Portanto, não precisa se afobar e comprar tudo de uma vez!
Set de percussão para rock
Para conseguir fazer a percussão em uma banda de rock, os instrumentos são um pouco diferentes daqueles do samba. Nesse caso, seu set pode ser formado por congas, um cowbell, uma pandeirola (meia lua), um bongô, um cajon e alguns pratos.
É claro que isso pode variar, adicionando ou retirando itens. Porém, com esse kit básico, já é possível fazer um som bem legal.
Set de percussão para reggae
Nesse caso, as congas e o bongô seriam o mais básico para se tocar reggae na percussão. Porém, como esse é um estilo cheio de possibilidades, você pode complementar com outros elementos.
Por exemplo, uma série de pratos de diferentes sonoridades, um timbal, um afoxé, um caxixi ou mesmo uma kalimba (mbira). É só saber a hora certa de aplicar cada um desses instrumentos que, com certeza, vai ficar incrível!
Set de percussão para forró
Se você está pensando em tocar percussão para uma banda de forró tradicional, os itens mais básicos são a zabumba, o triângulo, o ganzá e o pandeiro de couro.
Nada impede, porém, que você acrescente outros itens ao seu set, como agogô e afoxé. Eles ajudarão a marcar melhor o ritmo, fazendo com que o pessoal dance abraçadinho embaixo do palco!
Como começar a tocar percussão?
Como são vários os instrumentos de percussão, o ideal é que você vá aprendendo um pouco por vez de cada um deles.
Nesse sentido, pesquise bastante as diferentes levadas que você pode fazer de acordo com o estilo musical. Mas não se esqueça que, além da técnica, colocar a sua alma na hora de tocar é muito importante.
Assim que você aprender o básico de cada um dos itens que tiver, comece a improvisar mais. Além disso, tente tocar mais de um instrumento por vez sempre que possível.
Isso fará com que o som fique cheio, mais animado e com uma cara própria. Mesmo que você esteja executando um cover, coloque sempre um elemento novo que seja a sua cara!
Vale lembrar de que, no começo, tudo será um pouco mais difícil. Com o passar do tempo, você vai ganhando confiança e aumentando o repertório de ritmos e levadas. Aos poucos, será mais fácil conseguir colocar pra fora as ideias que tiver.
Agora você já sabe tudo o que precisa para começar a tocar percussão! Por fim, que tal compartilhar este artigo com outras pessoas que também se interessam pelo assunto? Assim, vocês poderão trocar experiências e evoluir musicalmente juntos!
A referência ao icônico álbum de 1982 do Bad Brains na capa é uma primeira amostra do que o ouvinte pode esperar do disco de estreia da banda Onda Errada HC, de Niterói. No lugar da força da natureza destruindo o Capitólio, vem uma mão arrasadora sobre o Rio de Janeiro. Com um olhar periférico e de contracultura sobre as relações sociais e de trabalho,o grupo liga o hardcore com ritmos afrocaribenhos, como o ska e o reggae.
“Amadurecido nas dores da pandemia, nosso novo álbum trata do balanço na navalha que é o cotidiano do trabalhador brasileiro, especificamente o trabalhador da região metropolitana do Rio de Janeiro, se equilibrando entre o desespero e o tédio. Ele está perpetuamente preso entre a desmotivação, a má vontade e a violência policial”, reflete Gustavo Felix, guitarrista da banda.
Além dele, fazem parte da banda Jean Marcel Chactoura (voz), Mateus Ferrari (guitarra), Vinicius Câmara (baixo) e Brayner Rodrigues (bateria). Formada em 2018, a Onda Errada surgiu quando Mateus e Vinícius trabalhavam juntos como forma de expurgar muito da raiva que sentiam em forma de arte.
Influenciados também pelo avanço do conservadorismo no cenário brasileiro, a banda utiliza suas músicas como forma de militância antifascista, extrapolando os limites dos palcos e levando para as ruas suas ideias e práticas, organizando reuniões e festivais.
Após EPs e singles, a Onda Errada HC consolida a primeira fase de sua história com o disco de estreia. Em oito faixas produzidas pela banda com Renan Carriço (Facção Caipira), eles contam com participação especial de Hajed, da banda Lado A, na música Laboratório do Inferno.