Apesar de passar por diversas mudanças em sua formação, manteve em seu som uma mistura eclética de rock and roll, blues, country, folk, R&B, funk e jazz fusion, com um repertório composto em sua grande maioria pelos próprios integrantes do grupo.[1] Grupo teve início em Los Angeles, USA, em 1969 e apesar de serem californianos, fizeram um rock mais direcionado ao estilo de rock music das Dixielands, flertando sempre com o som da Southern Rock tão característico desta região com seu som se influenciando nos Allman Brothers Band, Lynyrd Skynyrd, Molly Hatchet, Outlaws e Blackfoot.
Return To The Cookie Mountain é um álbum que continua perfeito, tal como no dia que foi lançado, tal como foi apercebido na altura e premiado como tal.
Nota de arranque: Esta crónica está a ser escrita à distância de 15 anos do lançamento de Return of the Cookie Mountain, mas estou disposto a apostar o meu testículo esquerdo como se manterá atual daqui a outros 15, e daí por mais outros 15 (a partir daí já melhor refrear as renovações, o testículo estará descaído e muito provavelmente disfuncional pelo que de nada servirá como moeda para aposta).
Os Tv on the Radio, fizeram-se banda em 2001, fruto da conjugação de um triângulo constituído por Tunde Adebimpe (ex-ilustrador na MTV), o artista visual David Sitek (que como produtor tem no seu currículo discos de bandas como Yeah Yeah Yeahs, Liars, Foals, The OhSees, CSS, Weezer) e o homem do cabelo maluco Kyp Malone, todos eles a encarar o experimentalismo como religião, na peugada de nomes como Spiritualized, Lee Scratch Perry, Beach Boys e Radiohead. A isto juntou-se como mentor David Bowie e esta fórmula só podia ter um resultado: Return of the Cookie Mountain foi disco do ano de 2006 para várias publicações de música, resistiu ao teste do tempo (ouvi-lo continua a ser um imenso prazer e uma constante descoberta de novos recantos) e está no panteão dos álbuns que marcaram a década dos 00’s e o revivalismo do rock que lhe ficou subjacente.
O ano de 2006 marcou o início de uma cena dentro de uma cena – depois de anos em que era Nova iorque que comandava as operações em termos de rock alternativo através do revivalismo minimalista new wave dos Strokes, do disco-punk dos Rapture e dos LCD Soundsystem e ainda da veia sofisticada dos Interpol, o eixo de interesse mudou-se para Brooklyn. Ali apareceu uma nova geração a fazer música eclética e complexa, diversa e rica, obrigando os críticos a mudarem-se para Williamsburg para acompanhar este momento in loco. Os Tv on the Radio foram os primeiros a chamar atenção, abrindo portas a bandas como Battles, Dirty Projectors, MGMT, Vampire Weekend, Yeaseyer, Grizzly Bear, entre outras. As diferenças sonoras entre estas bandas eram evidentes e demonstrativas da riqueza advinda da gentrificação existente nesta zona da cidade e os grandes beneficiados foram os ouvintes.
Mas voltemos aos Tv on the Radio – após o lançamento do seu primeiro longa duração Desperate Youth, Blood Thirsty Babes de 2004, um tal de David Bowie gostou tanto que quis apoiá-los no que precisavam, consciente que bastaria uma palavra sua para o rastilho se acender e a banda começar a ganhar atenção. Até neste ponto os TVOTR se mostraram confiantes – Bowie foi “apenas” chamado para uma contribuição quase inaudível em “Province”, uma das grandes canções do disco (e são várias…).
O arranque do disco é soberbo, “I Was a Lover” conquista-nos desde o início com a doçura na voz de Adebimpe, acompanhada de sons a crescerem de intensidade à sua volta, por vezes sintetizador, outras piano, sempre com bateria num ritmo cadenciado, mantendo a tensão que é o cerne da canção e do álbum todo. A atmosfera de Return to Cookie Mountain é o mais marcante de tudo, é desconfortável mas seguro, carregado de intensidade a cada palavra e a cada som que Sitek incorpora nas músicas. Quando em “Province” Adebimpe nos recorda que “Love is a province of the brave” não parece lamechas, mas sim grandiloquente. A paleta sonora que Sitek utiliza é de uma abrangência incrível, utilizando em cada canção lampejos de intrumentos, que aparecem e desaparecem no momento seguinte.
Mais para a frente no disco estão as portentosas “Wolf like Me”, que dispensa apresentações, “A Method” e “Tonight” belas melodias aparentemente pacíficas mas carregadas de dissonâncias e irreverência e fecha-se o disco com os oito minutos de “Wash the Day Away”, que nos envolve, mastiga, engole e deita fora.
Return to Cookie Mountain é, numa palavra, uma maravilha – um álbum experimental com um coração pop que deixa marcas profundas e irremediáveis a quem o absorve.
Oracular Spectacular é um disco ambicioso e com ideias bem assentes, misturando com mestria as várias influências dos MGMT. Um clássico instantâneo que vale a pena descobrir em qualquer década que estejamos.
O álbum de estreia dos MGMT começa imediatamente com uma canção que indica a que vem este duo composto por Andrew Vanwyngarden e Ben Goldwasser. “Time to Pretend” é eletrónica, animada e fala da vida de rock star idealizada. Como o nome indica não é mais que uma fantasia mas notamos logo o sentido de humor, com frases como “the models will have children/we’ll get a divorce/we’ll find some more models/everything must run its course” e outras parecidas.
O álbum de onde sai esta canção, Oracular Spectacular, é bem construído de início ao fim, com ganchos pop, inspiração no psicadelismo dos 60 e sobretudo é um disco fácil de entrar, e ficar, no ouvido. Podemos só deixar-nos levar e dançar, ou podemos escutar com atenção todos os detalhes, já que dificilmente é um disco que envelheça mal. Sim, tem o seu quê de inocente, ao contrário de Congratulations, mas foi inequivocamente um ponto alto do indie no início do séc. XXI. Na altura foram comparados aos Mew, uma excelente banda quase esquecida que demonstra apenas que não havia muito com que comparar na altura.
Estabelecida assim a importância, apoiada nos singles “Time To Pretend”, “Kids” e “Electric Feel”, não deixamos de sentir que o disco perde algum fôlego depois de soarem os êxitos. Ainda assim, neste disco de altos e baixos, os altos sobem muito e as quedas são pouco acentuadas.
Depois de “Time To Pretend” vem “Weekend Wars”, “The Youth” e logo então, “Electric Feel” e “Kids”. Estamos a meio do disco e depois de uma sequência destas é complicado manter o nível.
Notaram, certamente, que entre os êxitos temos ali duas canções. Mais lentas e menos material para single, não deixam de ser pegajosamente incríveis. A pior quebra é depois da quinta faixa e lá está, não é de todo que seja inferior. Temos “4th Dimensional Transition”, uma cavalgada que nos faz entrar mais no psicadélico e menos na synthpop. É um trabalho com um óbvio lado A e lado B, onde a segunda metade se alinha com o seguinte álbum, Congratulations de 2010. Os sintetizadores ficam no lado A e para o outro lado do disco, o moog e sons de órgão é que mandam nas canções.
Oracular Spectacular, especialmente se tivermos em conta que é um primeiro trabalho de uma banda, é ambicioso e com ideias bem assentes, misturando com mestria as várias influências de Vanwyngarden e Goldwasser. Um clássico instantâneo que vale a pena descobrir em qualquer década que estejamos.
os anos 70! A era da discoteca, do cabelo black power, das calças boca-de-sino e do rock clássico. No mundo, nos aproximávamos da fase final da Guerra Fria, com o fim da Guerra do Vietnã em 1975.
Para qualquer fã de música, conhecer os clássicos da década de 70 é essencial. Foi nessa época que os Beatles fizeram seu último show e Michael Jackson começava a surgir. Pensando nisso, escolhemos algumas das canções mais marcantes dos anos 70 para recomendar no post de hoje. Vem ver que tá bom demais:
As 20 músicas internacionais mais icônicas da década de 70
Teve tanta música incrível que a gente fica triste de ter que escolher só algumas! Por isso, listamos as 20 músicas internacionais dos anos 70 que consideramos mais marcantes, tentando lembrar o que tocava na rádio na época. Assim, dá pra contar um pouco sobre a história de cada uma.
Não tem ordem específica, viu? As escolhidas são:
1. ABC — Jackson 5
Em 1970, o Jackson 5 já era uma grande aposta na Motown Records. A indústria já estava de olho na família Jackson, especialmente o pequeno Michael, que já cantava muito. O resto da história você já sabe
Sabe quando você está super apaixonado e não quer admitir nem pra si mesmo? Essa é a história por trás de I’m Not In Love, música da banda britânica 10cc. Hino da negação!
3. Dancing Queen — ABBA
Não podia faltar ABBA na lista: o grupo sueco é simplesmente a banda que mais vendeu discos nos anos 70. Tem muita música incrível na discografia do quarteto, mas a nossa escolhida foi Dancing Queen. Um hit é um hit!
4. Let’s Get It On — Marvin Gaye
Forte nome na música setentona, Marvin Gaye cresceu com um pai extremamente severo, que criou suas crianças para acreditarem que sexo era vergonhoso. Assim, a sensual Let’s Get It Onrepresenta uma rebeldia por parte de Gaye, que vai contra o que seu pai lhe ensinou. No entanto, a história do artista não acaba bem: em 1984, o cantor foi assassinado pelo próprio pai 😢
A gente honra sua memória como pode, ouvindo os grandes sucessos:
5. YMCA — Village People
Um dos marcos na década de 70 foi a ascensão da música disco, pra botar todo mundo na pista de dança com passinhos inesquecíveis. A icônica YMCA, do Village People, se tornou rapidamente um hino gay nessa época. E quem não lembra na hora dos cinco caras fantasiados fazendo a mesma coreografia?
6. Killing Me Softly With His Song — Roberta Flack
Gravada originalmente por Lori Lieberman, em 1972, Killing Me Softly With His Song se tornou ainda mais icônica na voz de Roberta Flack, em 1973. Com uma letra marcante e vocais poderosos, não é à toa que a música rendeu dois Grammys para a artista.
7. Le Freak — Chic
No Ano Novo de 1977, Nile Rodgers e Bernard Edwards (da banda Chic) foram barrados na entrada do Studio 54, uma boate super famosa em Nova York. Bravos com o acontecimento, os músicos foram pra casa e compuseram Le Freak. A música acabou se tornando um hino das discotecas!
8. Bridge Over Troubled Water — Simon & Garfunkel
Lançada em 1970, Bridge Over Troubled Wateré uma das músicas mais famosas do duo Simon & Garfunkel. A música adianta algumas das tensões que já rolavam entre Art Garfunkel e Paul Simon, que eventualmente levariam à separação da dupla. Ainda assim, o resultado é uma bela canção:
9. Your Song — Elton John
Em 1970, Elton John ainda não tinha se assumido homossexual. Apesar disso, Bernie Taupin, seu principal colaborador nas músicas, já sabia: por isso, compôs essa bela música com pronomes neutros. Assim, dá pra se declarar pra qualquer amor com Your Song, um grande sucesso da década:
10. I Will Survive — Gloria Gaynor
Quando Gloria Gaynor recebeu a proposta de cantar I Will Survive, percebeu que tinha um hit em mãos. Além disso, a cantora estava se recuperando de um acidente que a deixou seis meses em um hospital: quem melhor para cantar “eu vou sobreviver”?
11. Have You Ever Seen The Rain? —Creedence Clearwater Revival
Como a chuva em um dia ensolarado, separações podem ser boas e ruins.
12. Stairway To Heaven — Led Zeppelin
Os anos 70 contaram com movimentos psicodélicos no rock e muita música experimental. Um hino que representa perfeitamente esse clima é a sensacional Stairway To Heaven, do Led Zeppelin.
Tem letra lúdica, voz marcante, guitarra e muito efeito. Quem diria que uma música tão longa poderia ser tão icônica, né?
13. Starman — David Bowie
Falar da década de 70 sem mencionar o David Bowie não dá! A nossa escolhida foi Starman, uma das maiores músicas do artista. Foi lançada no álbum The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars, um disco mega icônico.
Dá uma olhada nessas roupas setentonas:
14. Walk On The Wild Side — Lou Reed
Um clássico do Lou Reed, Walk On The Wild Side está nesta lista não só por ser uma música famosa. É que, de acordo com Reed, ela fala das pessoas do movimento cultural que rolava em Nova York na época: cineastas, artistas e músicos conviviam na cena e viviam trocando figurinhas. É o caso do cineasta Andy Warhol com o artista Basquiat, por exemplo. Imagina estar lá nessa época?
15. Superstition — Stevie Wonder
Superstition marca um momento muito interessante na carreira de Stevie Wonder e na black music. Depois do Movimento dos Direitos Civis dos anos 60, o soul e o funk começam a se tornar a forma predominante de expressão musical da comunidade negra.
A influência desses estilos é nítida na música de Wonder:
16. Another Brick In The Wall (part II) — Pink Floyd
Falou rock progressivo, falou Pink Floyd, né? Única música da banda que foi número 1 nas rádios, Another Brick In The Wall (part II)é parte do álbum The Wall(1979). O disco se tornou sinônimo da definição álbum conceitual, pela narrativa coesa e complexa que norteia as faixas.
Esse clipe mostra bem porque a música fez tanto sucesso:
17. Dreams — Fleetwood Mac
O álbum Rumours, do Fleetwood Mac, tem uma história e tanto. Na época, o relacionamento dos cantores Stevie Nicks e Lindsey Buckingham estava chegando ao fim, a tecladista Christine McVie estava se divorciando do baixista, John McVie, e o baterista Mick Fleetwood também estava passando por uma separação.
Como é normal na música, tempos turbulentos costumam trazer canções sensacionais, e esse é o caso de Dreams:
18. Night Fever — Bee Gees
Se tem uma música que é a cara da noite na década de 70, é Night Fever. A canção do Bee Gees foi composta para a trilha sonora do filme icônico Nos Embalos de Sábado a Noite, com o John Travolta. É só ouvir o falsete que dá pra imaginar Travolta na discoteca com um terno branco!
O último álbum da carreira dos Beatles,Let It Be, foi lançado em maio de 1970. A música que dá nome ao disco foi composta por Paul McCartney, depois de sonhar com sua mãe Mary (que havia falecido há 10 anos). No sonho, Paul estava tenso e sua mãe o acalmava, dizendo let it be (deixe estar). Vale ler a tradução dessa letra tão bonita 😉
20. Bohemian Rhapsody — Queen
A ideia de juntar ópera com rock e compor uma faixa de 6 minutos para tocar nas rádios só poderia vir do Queen. O resultado não poderia ser melhor: Bohemian Rhapsody é considerada por muitos uma das melhores canções do século XX. Quer música melhor pra encerrar nossa lista?
Como deu pra sentir, alguns dos movimentos mais fortes na música setentona foram o rock clássico, o disco, o soul e o funk. O rock progressivo encontrou expoentes incríveis, como o próprio John Lennon pós-Beatles. E claro, outros estilos também se destacaram, como o punk, na ascensão de grupos como o Sex Pistols e os The Clash.
Neste post, coloquei alguns videos de clássicos da música que já chegaram a marca de 1 bilhão de visualizações no youtube. Estou levando em consideração somente músicas lançadas até os anos 2000
Guns N Roses - November Rain
Guns N Roses - Sweet Child O Mine
Linkin Park - Numb
Rick Astley - Never Gonna Give You Up
a-Ha - Take On Me
Michael Jackson - Billie Jean
Queen - Bohemian Rhpsody
Nirvana - Smells Like A Teen Spirit
Whitney Houston - I Will Always Love You
Bon Jovi - It's My Life
Metallica - Nothing Else Matters
Linkin Park - In the End
System of A Down - Chop Suey
The Cranberries - Zombie
4 Non Blondies - What's Up
Coolio feat L.V - Gangstas Paradise
50 Cent - In Da Club
Eminem - Lose Yourself
Eminem - Without Me
Dr. Dre - Still D.R.E. (Official Music Video) ft. Snoop Dogg
Israel "IZ" Kamakawiwo'ole - Somewhere Over the Rainbow
Com algumas das mais difíceis músicas de se cantar do rock, contando só com vocais femininos. Algumas são do começo ao fim bem complicadas de se cantar pelas variações da melodia vocal e outras tem partes que exigem mais de quem canta, o que torna a música mais complexa. Estou focando um pouco mais em músicas com mais variações dentro do rock e não estou considerando algumas de metal só com gutural por exemplo, pois julgo todas complicadas de cantar.