quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

”Half The City”: St. Paul & Broken Bones nos mostrando o porque é uma das melhores bandas da atualidade.

 Ás vezes a gente se pega implorando para que apareçam novos artistas com aquele nível de composição e produção que ouvimos apenas com os grandes nomes de determinado gênero que rolava 40 ou 50 anos atrás. Para minha felicidade, conheci uma banda que tem exatamente o que eu procurava mas que ao mesmo tempo é extremamente autoral e ainda por cima tem um vocalista muito acima da média. Apresento-lhes ”St. Paul & Broken Bones”!

St Paul Stage.jpg

Com as influências certas, a banda resgata todas as referências do Soul que os amantes do gênero tanto amam, e carregam suas apresentações como se estivessem num palco de um Rock In Rio (nos anos de ouro) ou em qualquer outro grande festival. Entrega e talento tem de sobra com Paul Janeway (vocais), Browan Lollar (guitarra), Jesse Phillips (baixo ), Kevin Leon (bateria), Al Gamble (teclas), Allen Branstetter (trompete), Amari Ansari (saxofone) e Chad Fisher (trombone).

Formada em 2012, a banda já possui 3 álbuns lançados, o excepcional ”Half The City” de 2014 que é a grande recomendação aqui e os bons ”Sea of Noise” de 2016 e ”Young Sick Camellia” de 2018. Não tenho dúvidas de que a sua estreia é de longe um dos melhores discos da década de 2010, o nível das composições e principalmente da perfomance vocal do vocalista Paul, é alucinante.

Como o disco todo é irretocável eu não vou destacar nenhuma faixa específica mas reforço que ”Half The City” não tem uma faixa ruim, são 12 músicas do mais alto nível que o Soul e talento de cada um dos músicos pode chegar, temos faixas altamente vibrantes e baladas emocionantes.

Tive a oportunidade de assistir uma apresentação da banda em 2018 no lendário ”Roundhouse” em Londres, e posso lhes garantir, ”St. Paul & Broken Bones” soa exatamente como em estúdio, e ao vivo tive o bônus de presenciar uma perfomance arrasadora do vocalista Paul, ele não para um segundo sequer, dança o tempo todo, tira a voz da alma e chega a chorar durante a apresentação, quase que um James Brown no corpo de um branco.

Afirmo com tranqulidade que St. Paul & Broken Bones é sim uma das melhores bandas da atualidade e em termos de Soul talvez a melhor. Eu realmente recomendo que vocês dêem uma checada no disco ”Half The City” que para mim é um dos grandes discos de,  sua década!

Half Of The City Album.jpg

CAPAS E FOTOS DO ROCK PORTUGUÊS


NO BAIRRO DO VINIL

 Carlos Filipe Rei - Palavras Proibidas até 25 de Abril

Cabe-nos hoje apresentar mais um cantor cujo futuro, em 1974, se augurava bastante promissor, pelo menos a julgar pela indiscutível qualidade das suas composições. Falamos de Carlos Filipe Rei, um artista cujas referências biográficas escasseiam, sendo que a pouca informação que dispomos sobre este cantor se resume apenas às breves notas de apresentação escritas, na contracapa do seu disco de estreia, por José Vicente, letrista de todas as canções que compõem o E.P. “Palavras proibidas até 25 de Abril”. Por uma questão de fidelidade ao texto original de José Vicente e para melhor elucidar os nossos leitores sobre o percurso musical de Carlos Filipe Rei até 1974, transcrevemos na integra o texto de apresentação de “Palavras Proibidas até 25 de Abril”:

Balada para Olimpo” e “Balada Imperfeita” não são propriamente baladas. São títulos de subterfúgio... Por alturas de 1969-70 imperava o estilo baladeiro, e o autor quis, dentro daquele estilo, e de combinado com Carlos Filipe Rei, dar-lhes uma característica musical de forma a fugir ao timbre então em voga. Estes trabalhos foram realizados em 1970. Mas só em Fevereiro de ano feliz de 1974 foram aceites pela etiqueta Alvorada para a voz de Carlos Filipe Rei. Era mais uma aventura face à censura da época... E acontecesse o que acontecesse a Alvorada encarregou o maestro Correia Martins das orquestrações. A 18 de Abril Carlos Filipe Rei não gravara a voz por estar nervoso; admite-se, pois é este o seu primeiro disco. Logo a seguir acontece o glorioso 25 de Abril! Assim, os versos sofreram algumas alterações nas imagens verbais de passado e presente. José Vicente”


Apesar de se perspectivar uma série de futuros discos, a grande verdade é que estas quatro canções acabaram por ser o único legado de Carlos Filipe Rei, cujo percurso posterior desconhecemos por completo, sabendo, no entanto, que se tratou do único disco gravado por este artista. Para a história da música portuguesa de intervenção, ficou, portanto, um disco musicalmente distanciado do género baladeiro da altura, enraizado numa produção mais profunda, orquestral e com arranjos rítmicos com reminiscências directas em géneros musicais habitualmente de fora dos padrões normais do canto de intervenção do pré 25 de Abril.

Clique no Play para ouvir um excerto do disco

Lado A 1 - Romance sem resumo (Carlos Filipe Rei- José Vicente)
Lado A 2 - Balada para Olimpo (Carlos Filipe Rei- José Vicente)
Lado B 1- Amor canta Alegria (Luciano-Vargues- José Vicente)
Lado B 2 -Balada Imperfeita (Carlos Filipe Rei – José Vicente)
Alvorada EP-60-1521

Bandas Raras de um só Disco

 

                                 Corpus - Creation A Child (1971)


Corpus foi um grupo texano que surgiu no final dos anos sessenta e lançou apenas esse trabalho , em 1971, pelo selo Acorn. O som do grupo mesclava um hard rock com guitarras psicodélicas que tocavam com extrema elegância e capricho. Ao todo são nove faixas, que mostram a qualidade do grupo mesmo que não tragam nada exatamente de muito original. O início do álbum, com Cruising, apresenta um rock em que o destaque fica por conta do belo trabalho realizado pelos guitarristas William Grate e Richard Deleon. O som flui de forma pesada, como reza a cartilha dos bons hard blues americanos do período. Na sequência ouve - se Joy, um blues com tendências psicodélicas em que o destaque está na magnifica performance do vocalista Deleon, que solta a voz temperando ainda melhor o forte instrumental do grupo. 

Mesmo não sendo um clássico do rock raro, o álbum traz canções que não comprometem, e dão espaço para boas intervenções instrumentais como mostra Marriage. A faixa título é uma típica e bonita balada. Aqui, os instrumentos complementam - se num bonito arranjo e a faixa é um dos destaques. 

Após a bonita balada Not Mine, o álbum mostra Where is She? um blues rock com inventivos solos de guitarra e trabalho vocal. O que surpreende é a produção limpa e redonda com que o disco flui. Mesmo jovem e em sua estreia, já se mostrava um conjunto próximo da maturidade musical. 

Mythical Dream encerra o álbum com uma faixa já na linha psicodélica do final dos anos sessenta. Os detalhes do arranjo chamam a atenção por lembrar um pouco sons do cantor e compositor Paul Simon.  

Mesmo que não possa afirmar trata - se de um clássico, o Corpus tem lá seus méritos e não se pode negar o valor do grupo. Creation a Child do Corpus teve um relançamento tempos atrás, que ao menos mostra o bom trabalho que realizaram há tantos anos. A italiana Akarma também relançou a obra há alguns anos atrás. 
Integrantes. 

William Grate (Guitarra, Backing Vocais)
James Castillo (Baixo)
Frudy Lianes (Bateria)
Richard Deleon (Guitarra, Vocal)
 
01. Cruising
02. Joy
03. Marriage
04. Creation A Child
05. Just A Man
06. We Can Make It, Luv
07. Not Mine
08. Where Is She
09. Mythical Dream




BIOGRAFIA DOS Candlemass

 

Candlemass

Candlemass é uma banda sueca originária de Estocolmo, formada na década de 1980 pelo baixista e compositor Leif Edling, e é considerada uma das pioneiras no gênero doom metal. Após lançar cinco discos de estúdio e fazer shows extensivamente durante os anos 1980 e início dos 1990, o Candlemass separou-se em 1994, mas reuniu-se três anos depois. Após pararem de novo em 2002, retomaram as atividades em 2004 e continuaram a gravar e tocar desde então. O Candlemass também é o sétimo artista mais bem sucedido da Suécia, tendo vendido até 2010 mais de 15 milhões de álbuns mundialmente. 

Biografia.

Depois que Leif Edling dissolveu a banda Nemesis, ele começou sua própria banda com o nome de Candlemass (Candelabro). O primeiro álbum foi Epicus Doomicus Metallicus, produzido em 1986 e agora considerado a obra-prima no cenário do Doom metal. Os integrantes da banda na época de Epicus Doomicus Metallicus eram: Leif Edling (baixo), Matz Ekström (bateria), Mats Mappe Björkman (guitarra), Johann Längqvist (vocal) e Klas Bergwall (guitarra). 

A produção seguinte foi Nightfall (1987), considerado por alguns como um dos melhores álbuns até hoje de Doom metal. A formação da banda agora tinha mudado: os novos membros eram Messiah Marcolin (vocal), Lars Johansson (guitarra) e Jan Lindh (bateria). Esta formação é considerada a mais importante e a mais bem sucedida da história da banda. Os dois álbuns seguintes foram Ancient Dreams (1988) e Tales of Creation (1989). Em 1990, um álbum ao vivo foi produzido. Logo após, uma disputa entre os integrantes do grupo resultou na decisão de Messiah Marcolin de deixar a banda. 

Após a saída de Marcolin, Candlemass chamou o vocalista Thomas Vikström e gravou Chapter VI (1992). Candlemass então se desfez, em parte porque o álbum não conseguiu o sucesso esperado e em parte porque Leif Edling tinha formado um outro projeto com o nome de Abstrakt Algebra. Como o Abstrakt Algebra não deu certo, Leif recrutou novos integrantes para o Candlemass e gravou o álbum Dactylis Glomerata, que era uma combinação de canções para um novo CD do Abstakt Algebra e algum material novo. Alguns anos mais tarde inspirado no Black Sabbath - o álbum From the 13th Sun foi produzido. 

Em 2002, os integrantes do clássico Candlemass decidiram voltar a se reunir. Eles fizeram apresentações ao vivo que foram elogiadas pelo público e produziram outro álbum ao vivo, chamado Doomed for Live - Reunion 2002. Outros álbuns produzidos com o retorno da banda foram versões remasterizadas de Epicus… e Nightfall, Ancient Dreams e Tales of Creation. Um DVD intitulado Documents of Doom também foi lançado. A banda estava trabalhando em um novo álbum, com algumas novas canções já gravadas e a procura de uma gravadora, quando mais uma vez divergências entre seus integrantes aconteceram, resultando novamente na dissolução do Candlemass.

Enquanto isso, Leif Edling iniciou um novo projeto, Krux, com o antigo vocalista do Abstrakt Algebra, Mats Leven e mais dois integrantes do Entombed. 

Em novembro de 2004, a banda anunciou que iria voltar pela segunda vez a se reunir. Eles haviam gravado um novo álbum com a clássica formação, chamado simplesmente Candlemass. Ele foi lançado em maio de 2005. Este CD esteve entre os vinte mais tocados de 2005. Eles receberam o Grammy sueco em 2005. 

Em 2006 o grupo anunciou que um novo álbum está para ser produzido e que a gravação estaria pronta até o meio do ano, com a data de lançamento para 2007. Após muita incerteza quanto a participação de Messiah nesse novo projeto, foi anunciado em setembro de 2006 que ele não seria o vocalista deste novo álbum. 

O Candlemass ouviu inúmeros vocalistas e, após alguns meses, entraram em contato com Robert Lowe do grupo Solitude Aeturnus, outro grupo de doom metal, que foi chamado para o posto. Eles já conheciam o trabalho de Robert e disseram que sempre gostaram da voz dele desde os primeiros álbuns em sua banda. 

O álbum intitulado King of the Grey Islands foi gravado entre 2006-2007 e lançado em junho de 2007. O álbum foi produzido pela própria banda e por Andy Sneap. 

Em 31 de março de 2007, o Candlemass celebrou um levemente atrasado aniversário de vinte anos. Para comemorar a celebração, o cantor original Johan Längqvist apareceu ao vivo com a banda pela primeira vez. O evento foi gravado e lançado posteriormente no DVD 20 Year Anniversary Party. 

O quinteto trabalhou num décimo disco de estúdio em 2008. Foi inicialmente planejado para chamar-se Hammer of Doom, mas foi renomado como Death Magic Doom devido à coincidência com um festival alemão. O álbum foi programado para ser lançado em março de 2009, mas foi prorrogado para 3 de abril de 2009. 

Em 2011 acabaram por fazer mais uma reunião com o vocalista Johan Längqvist em um show no Roadburn Festival onde tocaram na íntegra o primeiro disco, Epicus Doomicus Metallicus, que completava 25 anos naquela data. 

Em 2011 a banda anunciou que havia assinado contrato com a austríaca Napalm Records e iria lançar seu último álbum de estúdio. O disco intitulado Psalms for the Dead foi lançado em junho de 2012. Apesar disso, o baixista Leif Edling afirmou que a banda não iria acabar e que apenas queriam parar de gravar antes de "ficarem muito velhos e começarem a fazer discos meia-boca. 

O vocalista Robert Lowe foi despedido "em virtude da qualidade das performances ao vivo". Para seu lugar, foi chamado Mats Levén (Yngwie Malmsteen, Therion, At Vance, e outros), que já havia trabalhado com Edling nas bandas Abstrakt Algebra e Krux, e também o tecladista Per Wiberg (ex-Opeth, Spiritual Beggars) para apresentações ao vivo. 

Em janeiro de 2013, o Candlemass foi votado como a melhor banda sueca de hard rock/metal de todos os tempos pelos escritores da revista Sweden Rock Magazine, a maior revista de hard rock da Escandinávia, bem como a maior revista sueca de música em circulação. Eles aparecerão na lista das "100 maiores bandas suecas de hard rock/metal de todos os tempos" em uma edição especial, para celebrar a 100ª emissão da revista. Relativamente a isto, também foi revelado que o Candlemass, junto à banda de death metal Entombed (#2 na lista), iriam tocar conjuntamente em um concerto especial em Estocolmo organizado pela revista. Em julho de 2014, o Candlemass foi atração principal no Väsby Rock Festival em sua cidade natal Upplands Väsby. 

Contrariando sua declaração inicial de que Psalms for the Dead seria seu disco final, o baixista Leif Edling afirmou que está aberto para gravar novas músicas com o Candlemass novamente. 

Integrantes.

Atuais.

Leif Edling (Baixo, 1984-1994, desde 1997, Vocal, 1984-1986)
Mats Mappe Björkman (Guitarra Rítmica, 1985-1994, desde 2002)
Lars Johansson (Guitarra Solo, 1987-1994, desde 2002)
Jan Lindh (Bateria, 1987-1994, desde 2002)
Mats Levén (Vocal, 2006, desde 2012)

Músicos de Turnês.

Per Wiberg (Teclados desde 2012)
Jörgen Sandström (Baixo, desde 2015)
Marcus Jidell (Guitarra, desde 2012)
Olle Dahlstedt (Bateria, 2013, 2014)   

Ex - Integrantes.

Christian Weberyd (Guitarra, 1984-1985)
Johnny Reinholm (Guitarra, Bateria, 1984-1985)
Johann Langquist (Vocal, 1984-1987, 2007, 2013)
Matz Ekström (Bateria, 1984-1986)
Klas Bergwall (Guitarra, 1986)
Messiah Marcolin (Vocal, 1986-1991, 2002-2006)
Mike Wead (Guitarra, 1987)
Tomas Vikström (Vocal, 1991-1994)
Bjorn Flödkvist (Vocal, 1997-1999)
Jejo Perkovic (Bateria, 1997-1999)
Michael Amott (Guitarra, 1997-1998)
Patrik Instedt (Guitarra, 1997-1998)
Carl Westholm (Teclado, 1998)
Mats Ståhl (Guitarra, 1998-1999)
Robert Lowe (Vocal, 2006-2012)


The Best Of Candlemass: As It is, As It Was (Coletânea 1994)
CD 1.

01. Solitude
02. Bewitched
03. Dying Illusion
04. Demon's Gate
05. Mirror Mirror (Live)
06. Samarithan
07. Into the Unfathomed Tower
08. Bearer of Pain
09. Where the Runes Still Speak
10. At the Gallow's End
11. Mourner's Lament

CD 2.

01. A Tale of Creation
02. Ebony Throne
03. Under the Oak
04. Well of Souls (Live)
05. Dark are the Veils of Death
06. Darkness in Paradise
07. The End of Pain
08. Sorcerer's Pledge
09. Solitude (87 12'' Version)
10. Crystal Ball (87 12'' Version)
11. Bullfest (93 Swedish Party Single)


Resenha - Ansata – Crux Ansata



Banda: Ansata
Disco: Crux Ansata
Ano: 2008
Selo: Estúdio Apache
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Crux Ansata Part I: Beyond Mortal Life – 4’43
2. Crux Ansata Part II: Wrath Of The Gods – 4’32
3. Crux Ansata Part III: Redemption – 5’43
4. Infinitive – 6’03
5. Choices – 5’51
6. Lord Of The Dead – 5’33
7. Forces – 5’19
8. Sands Of Time – 6’36
9. Above Them All – 7’05
10. Misty Fate – 5’58

Integrantes:
Malagueta – voz
Rafael Romani – guitarras
Thiago Siqueira – bateria
Thomás Barcelos – teclados
Daniel Defavari – baixo

Resenha:
1. Crux Ansata Part I – Beyond Mortal Life
Não conhecia nada do Prog nacional, mas ao ouvir esse disco vi que comecei muito bem. A sonoridade do Ansata me surpreendeu muito, pois traz elementos de bandas como Symphony X, Angra e até Nightwish em certos momentos, tudo com uma pegada do progressivo clássico muito boa.
E, para iniciar o disco, há um épico dividido em três partes, que possui uma introdução bem interessante. Uma linha de teclado é acompanhada por uma melodia impressionante de violão clássico, que logo abre espaço para um riff muito pesado, com notas mais agudas. A voz de Malagueta me lembrou muito a do cantor do Symphony X, Russell Allen, mas com uma pegada brasileira bem interessante.
Tem riff’s cadenciados e pesados que dão espaço, em 2:44 para um rápido trecho plácido seguido de um dueto entre a guitarra e o teclado muito bom. Termina com um acorde longo de guitarra, que abre espaço para a continuação.

2. Crux Ansata Part II – Wrath Of The Gods
Inicia com um belo dedilhado, que logo se transforma em uma música pesada, mais lenta que a anterior, mas com bastantes mudanças de velocidades. Tem em 1:54 um solo de guitarra muito bom, que dá uma acelerada na música. Conta ainda com uma linha de baixo mais elaborada que se inicia em 3:56, e que encerra a composição.

3. Crux Ansata Part III – Redemption
Na minha opinião a melhor das três, traz uma sonoridade mais macabra e obscura que as anteriores. Tem vários momentos distintos, com um uso maior do teclado, e partes calmas em contraste com outras vibrantes que dão um belo contraste.

4. Infinitive
Começa com um riff simples mas muito bom de guitarra que abre espaço para uma música bastante elaborada, com muitas mudanças. As estrofes são pesadas, e seguidas de um trecho acústico bem interessante, seguidas de mais peso. Em 3:36 começa um solo de teclado que é seguido de um solo de guitarra espetacular, que mescla velocidade e pegada muito bem. Tem um encerramento impressionante, com uma presença maior do teclado no início, e várias mudanças.

5. Choices
Na minha opinião a melhor do disco, tem um início com uma pegada épica que abre espaço para uma música mais cadenciada, com muito peso e uma sonoridade de arrepiar. Tem um solo muito bom em 4:19, antecedido e seguido por solos de teclado. O refrão é muito bom, com muitos backing vocals e ritmo viciante.

6. Lord Of The Dead
Prepare-se, pois é hora de balançar a cabeça! Metal Progressivo de primeira qualidade, com vários momentos mais plácidos voltados para sons indianos, que mostram outra faceta dos músicos. Muda constantemente, com uma sonoridade de tirar o fôlego, muito valorizada pelo primeiro solo de guitarra que se inicia em 3:55, e que mostra toda a técnica de Rafael Romani.

7. Forces
Tem no início uma linha de teclado épica muito boa, que é seguida por mais uma música pesada e dinâmica. Tem mais ênfase para o vocal, com uma ambientação de teclado em 2:46 bem interessante, que dá uma “acalmada” na música.

8. Sands Of Time
Uma balada impressionante, que acrescenta beleza ao disco, e tira aquela imagem metaleira do grupo. É nela que vemos o melhor momento vocal do álbum, e um belo entrosamento entre os músicos. Linda!

9. Above Them All
Mais uma música excelente, com uma sonoridade mais voltada para o Hard Rock. Tem solos fantásticos de guitarra e um refrão impressionante. É muito bonita, mas acredito que seja a que tenha menos contribuição do teclado em todo o disco.

10. Misty Fate
Traz um som pesado na maior parte do tempo, apesar de boa parte dela ser dominada por linhas de teclado mais voltadas para música alemã. O solo de guitarra é muito bom, mas a composição no geral não é muito expressiva, mostrando um ponto de menor criatividade do grupo, e talvez uma forma nem tão acertada de encerrar o disco…



Lu Dantas lança clipe em que vira boneca


 A cantora e compositora Lu Dantas lançou o clipe da música “Sem nós”, no canal Music Box Brazil, no programa Clipelândia.


A artista vira uma boneca para apresentar o videoclipe de sua música autoral que conta com uma linguagem estranha e, ao mesmo tempo, contemporânea e delicada, com imagens sobrepostas e aéreas feitas por drone. O projeto audiovisual teve a direção de arte, roteiro, edição e finalização de Mari Blue. O cenário foi a Praia da Reserva, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

“Sem nós” é uma canção com uma pegada de rock indie e uma mistura de sintetizadores, guitarras e percussões eletrônicas. A música abre o álbum de estreia de Lu Dantas, denominado “Ciclos”, lançado em agosto de 2022.

Gabriel Alves lança primeira faixa do seu novo EP


 Gabriel Alves, natural de Governador Valadares (MG), nas últimas semanas comoveu seus fãs com notícias sensacionalistas funcionais para o anúncio de MUNDO PAROU, sua nova música. Trazendo reflexões sobre amores saudavelmente intensos, na letra o artista brinca com a distópica inércia do tempo quando o beijo e o momento são bons.


Com alertas de um possível fim do mundo e causando curiosidade entre seus seguidores, o artista promoveu a nova música com ações digitais e presenciais. Sirenes emblemáticas, cartazes espalhados pela cidade, exibição do teaser em eventos noturno e simulação de entrevistas anônimas, foram algumas das estratégias que concentraram números de pessoas curiosas pelo que estava por vir.

“MUNDO PAROU pode parecer uma música dramática, mas, muito pelo contrário. A faixa é leve e brinca muito com aproveitar a vida como se fosse o fim do mundo, principalmente se for ao lado de alguém em especial”, Gabriel Alves revela que a faixa faz parte do novo EP que será lançado em 2023.

O projeto engloba cinco faixas que fazem parte do mesmo universo, todas elas compostas pelo cantor e que podem ser lançadas no primeiro semestre do próximo ano.

Cavaquinho: as quatro cordas que chegam do Minho ao Havai

 

cavaquinho

Cavaquinho: as quatro cordas que chegam do Minho ao Havai

De 4 cordas e 12 trastos, o cavaquinho não se tem mantido calado, digam por aí o que disserem. Muito pelo contrário: além de estar na moda (por muito estranho que isso possa parecer para alguns), o pequeno instrumento visto muitas vezes como brinquedo está a fazer sucesso tanto em Portugal como lá fora, ao ponto de ser utilizado como peça central de um álbum inteiro de Eddie Vedder.

Também chamado de braguinha, braga, machete e, lá fora, ukulele, o cavaquinho é português independentemente do nome que lhe derem ou da forma como o tocarem. Da família dos cordofones, consta-se que nasceu no Minho, a norte de Portugal. Apesar das circunstâncias de tal origem estarem envoltas em especulação, há certeza de uma coisa: o cavaquinho foi e ainda é um sucesso, caso contrário não se teria integrado nos sambas do Brasil, nos calores de Cabo Verde e entre as ondas do Havai.

Neste post, abrimos o baú e sacudimos o pó do cavaquinho, para conhecermos tudo o que existe sobre a sua história e descobrir quem é que ainda hoje faz do instrumento seu amigo.

Cavaquinho: de onde veio e porquê tanto sucesso?

Se tentarmos traçar uma cronologia à vida do cavaquinho, podemos chegar à antiga Civilização Grega, com as suas liras e cítaras de cordas, trazidas até à remota Península Ibérica pelas tribos celtas. Porém, o cavaquinho como o conhecemos hoje, com a forma característica de uma guitarra em miniatura, remonta à cidade de Braga.

No século XV, as caravelas dos descobrimentos levaram o cavaquinho às costas africanas e, eventualmente, ao Novo Mundo para lá do oceano Atlântico. Ao Havai, também chegou algures no final do século XIX, pelas mãos de emigrantes lusitanos. Perceber de onde veio e como chegou a todo o mundo não é difícil.

Mas porquê tanto sucesso? Além de proporcionar uma música mais solta e alegre, o cavaquinho é pequeno, simples de transportar e, por ter apenas quatro cordas, torna-se extremamente fácil de aprender. A afinação é também muito simples, estando normalmente afinada para ré-si-sol-ré.

Quem toca cavaquinho por esse mundo fora?

Mais recententemente, a popularidade do cavaquinho é atribuída a Israel Kawakawiwo’ole. Falecido em 1997, o artista havaiano é hoje recordado pelo êxito que junta dois clássicos musicais: Somewhere Over The Rainbow/What a Wonderful World. Gravada para o álbum Facing Future, lançado em 1993, a faixa só obteve o seu grande sucesso quando usada em bandas sonoras de filmes e rádios. Não bastando a letra das icónicas músicas imortalizadas por Judy Garland e Louis Armstrong, o havaino recorreu ao cavaquinho – chamado ukulele no Havai – para dar vida ao medley.

   

A canadiana Nelly Furtado, filha de emigrantes açoreanos, aprendeu a tocar cavaquinho aos nove anos e não é a única desta geração de artistas a recorrer ao pequeno instrumento. Em entrevista à Rolling Stone, a artista country norte-americana Taylor Swift, conhecida por hits como Shake It Out e Blank Space, revelou que ‘o ukulele pode trazer dimensões diferentes a uma canção’ e que ficou absolutamente rendida ao som do instrumento.

Hey Soul Sister, dos Train, foi um dos maiores êxitos do verão de 2011 e começa com os acordes distintos do cavaquinho, o instrumento que determina a harmonia dos quase 4 minutos da faixa. E até mesmo Zacahary Condon, dos Beirut, se rendeu ao ukulele mais por necessidade do que por curiosidade e acabou absolutamente fascinado. Confrontado com uma lesão no pulso, decidiu substituir temporariamente a guitarra pelo ukulele e o resultado foi incrível.

E não nos podíamos esquecer de Eddie Vedder. A mesma voz que dá alma aos Pearl Jam e que adora surfar entre as ondas da costa portuguesa, lançou-se a solo em 2007 e editou, desde então, um segundo álbum onde usa maioritariamente o ukulele, não fosse o nome do álbum Ukulele Songs. Com uma mistura de temas originais e covers, Vedder tenta fazer de novo magia em forma de música e consegue provar a sua mestria.

E o cavaquinho em Portugal?

Não há cavaquinho em Portugal sem Júlio Pereira. O músico português conta com uma discografia repleta de cavaquinho, com álbuns com Cavaquinho (1981) e Braguesa (1982), isto para não falar das colaborações em discos de Carlos do CarmoZeca Afonso e Fausto. Mais do que usar o instrumento para criar música, Júlio Pereira tem-se esforçado para promover o cavaquinho a nível internacional, mostrando a sua versatilidade.


Em 1996, com O meu coração não tem cor, Lúcia Moniz conseguiu um resultado histórico no festival da Eurovisão: o sexto lugar, o mais perto do topo que alguma vez conseguimos estar. Aconteceu isto por mero acaso? Além da voz, também o cavaquinho esteve lá para representar Portugal com os seus acordes distintos.


Destaque

Em 14/05/1969: Neil Young lança a canção "Down by the River"

Em 14/05/1969: Neil Young lança a canção "Down by the River". Down by the River é uma música escrita pelo cantor e compositor cana...