quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Classificando todos os 6 álbuns de estúdio dos Boston

Boston é uma banda de rock and roll que leva o nome da cidade onde nasceu. O grupo se formou em meados da década de 1970 e rapidamente se tornou um ícone americano da cultura pop. Sua música foi bem recebida e o grupo produziu um sucesso após o outro durante os anos 90. Este é um grupo que teve a incrível capacidade de apresentar um conjunto de canções que inclui rock pesadopara levar o público a um crescendo frenético e, em seguida, trazê-lo suavemente de volta com uma música no estilo balada ou uma canção de amor que gentilmente moveu o ouvinte de uma emoção intensa para um estado mais calmo e contemplativo. Eles estão entre as bandas que mais venderam álbuns na história, com vendas estimadas em 31 milhões no mercado dos Estados Unidos e mais que o dobro disso em todo o mundo. Aqui estão os 6 álbuns de estúdio de Boston classificados de acordo com sua popularidade, do pior ao melhor.

6. “Corporate America”

“Corporate America foi lançado em 2002. Return of Rock o considera o pior de todos os 6 álbuns de estúdio lançados se devemos atribuir o termo “pior” a qualquer um deles. Não foi nenhuma surpresa descobrir que o álbum tem uma classificação perfeita de 5 estrelas na Amazon.com. Este álbum contém alguns trabalhos pesados ​​de guitarra, incluindo as faixas “Stare Out Your Window”, “I Had a Good Time” e a música titular “Corporate America”. Os leads da guitarra estão, como sempre, totalmente à altura. Não é meu álbum favorito de Boston , mas é uma boa coleção de músicas com equilíbrio decente e os riffs de guitarra característicos de Boston. 

5. “Life, Love & Hope”

Louder Sound classificou "Life, Love & Hope" como o quarto melhor, mas alguns outros deram uma classificação mais baixa. É carregado com algumas ótimas músicas com a música-título, bem como "Sail Away", "If You Were In Love", "Someday", "Love Got Away" e outras. De alguma forma, este álbum simplesmente não tem o impacto que esperamos de Boston. É um projeto sólido, mas nenhuma das músicas está entre os maiores sucessos de todos os tempos. O álbum foi lançado em 2013, mas não chegou perto de se tornar tão popular quanto alguns dos outros que contêm seus grandes sucessos, incluindo “More Than a Feeling” e as músicas mais icônicas de Boston.

4. “Boston”


“Boston” foi lançado em 1976. Este foi o álbum de estreia do grupo, autointitulado, que serviu de introdução ao mundo. Tornou-se um dos álbuns mais vendidos do grupo e agora é um clássico para os fãs de Boston. É mais do que isso. O álbum “Boston” é essencial. Ele contém algumas de suas canções mais populares, incluindo "Peace of Mind", "More Than A Feeling", "Smokin'" e "Foreplay/Long Time". Este álbum definiu quem Boston era como um grupo e estabeleceu o precedente para as canções que viriam a seguir.

3. “Walk On”


“Walk On” saiu em 1994. Foi o quarto álbum que a banda lançou. O maior mérito deste projeto é que ele se manteve fiel à forma que Boston já havia estabelecido. O grupo estava em sua segunda década e ainda produzia melodias liricamente sólidas com instrumentais dinâmicos. É um álbum equilibrado que inclui a canção suplicante “I Need Your Love”, com “Get Organ-ized” aquecendo as coisas. “Livin” For You” é uma música bem escrita que nos faz pensar sobre como é estar apaixonado pela primeira vez. Não é o melhor álbum de Boston de todos os tempos, mas é difícil encontrar algo para criticar. Nenhum dos meus favoritos pessoais está neste álbum, mas isso é uma questão de preferência.

2. Third Stage”

 

“Third Stage” saiu em 1986. Este é um álbum que demorou muito para ser feito. Tom Scholz não se contentaria com nada menos que a perfeição e demorou muito para se sentir satisfeito por ter a qualidade de conteúdo e música para divulgá-lo ao mundo para todos os fãs de Boston julgarem. As músicas são todas boas liricamente, assim como os vocais e instrumentais. É um álbum sólido com equilíbrio excepcional. Ele contém um dos maiores sucessos de Boston, "Amanda". Eu teria comprado apenas por essa música. “Terceira Etapa merece o segundo lugar no nosso ranking, mas existe um ainda melhor.

1. “Don’t Look Back”



O melhor álbum de Boston de todos os tempos é "Don't Look Back". O álbum caiu dois anos depois que a banda fez sua estreia com o álbum “Boston”. Seu primeiro lançamento elevou a fasquia, mas Boston não sofreu o mesmo destino de muitas outras bandas. Eles montaram uma coleção de faixas que nos deixaram satisfeitos, sem trocadilhos, porque uma música do álbum é intitulada “Feelin 'Satisfied”. “It's Easy”, “Foreplay/Longtime” é suficiente para inspirá-lo a se levantar e bater palmas. A musicalidade neste álbum é nada menos que magistral. A precisão dos ritmos e intrincados riffs de guitarra afetam o ouvinte em profundidade, se não espiritual,níveis. Uma das favoritas, "A Man I'll Never Be", é uma obra-prima lírica. A maioria dos homens pode se relacionar com isso em um nível profundo. Temperou o álbum com lastro para as canções mais animadas. Acho que "Don't Look Back" é um dos trabalhos mais equilibrados da banda, e uma das melhores vitrines de seus talentos como compositor, cantor e músico. Eles nos mostraram quem eram e o que o grupo poderia fazer com o álbum autointitulado “Boston”, mas o levaram para o próximo nível com o conteúdo de “Don't Look Back”. Sempre será meu álbum favorito de Boston de todos os tempos.

Ecstatic Vision - For The Masses [2019]




O grupo norte-americano Ecstatic Vision, formado por Doug Sabolik (guitarra, órgão, vocais),  Michael Field Connor (baixo), Kevin Nickles (saxofone, flauta, guitarra) e Ricky Kulp (bateria), lançará amanhã, dia 20, seu terceiro álbum, For The Masses. Depois de Sonic Praise ter conquistado a América em 2015, e Raw Rock Fury ter chocado a mesma América com experimentações em 2017, o grupo ano passado mostrou de onde havia tirado suas inspirações, com o ótimo EP de covers Under The Influence.

Neste EP, temos duas homenagens para o Hawkwind, com “Born To Go” e “Master Of The Universe”, o peso do MC5 em “Come Together”, e um tributo ao Zam Rock, através dos grupos Chrissy Zebby Tembo & The Ngozi Family, com a faixa “Troublemaker”, e “The Bad Will Die”, sonzeira do grupo Keith Mlevhu. É exatamente uma continuação dessas influências, porém construídas através de ideias próprias, que temos na audição do ótimo For The Masses.



O som industrial, com barulhos de sirenes, sintetizadores e percussões, toma conta na vinheta de abertura "Sage Wisdom", que nos prepara psicologicamente para as insanidades musicais que virão ao longo de pouco mais de meia hora de música. "Shut Up And Drive" começa com o baixo carregado de distorção puxando o riff junto de efeitos, para explodir na guitarra e bateria, em um ritmo que dá vontade de sair pulando pela casa. A mistura de riffs pesados, efeitos sonoros e os vocais carregados de efeitos lembra de imediato Hawkwind da fase Warrior On The Edge of Time, o que já alavanca muitos pontos para os americanos. O riff fica repetindo-se durante toda a canção (sete minutos e quatorze segundos), enquanto os vocais são alternados com solos de guitarra regados de muito ácido. Lisergia pura!

Mais efeitos de sintetizadores aparecem em "Yuppie Sacrifice", a mais longa do álbum, com quase 9 minutos de duração. É uma doida e embalada faixa, com uma bateria poderosa que comanda o ritmo tribal e a voz de Doug carregada de efeitos. Destaque para o surpreendente solo de saxofone, e a acidez de uma guitarra carregada no wah-wah. "Like a Freak" coloca a casa para baixo. Um riff potente de baixo e guitarra, pancadaria na bateria e um vocal fulminante, numa espécie de punk rock misturado com heavy metal na melhor linha do MC5, que literalmente, deixa o ouvinte enlouquecido.



A faixa-título parece ter brotado de algum álbum esquecido do Gong. Uma maluquice sem tamanho, onde uma bateria dilacerante estraçalha os nossos ouvidos, enquanto vozes, sintetizadores, saxofone à la Coltrane e outros instrumentos de difícil identificação tentam sobreviver a massa sonora que está saindo das caixas de som. Um free jazz rock insanamente sensacional!! A sombria "Magic Touch" nos remete novamente às viagens do Hawkwind. Sintetizadores caprichosamente assustadores, e vocalizações idem, preparam o ambiente para um baixo com distorção ao extremo, e percussões africanas, arrebentarem as caixas de som. De forma inesperada, e oposta ao caos sonoro da percussão e baixo, uma flauta sola ao fundo da parede sonora criada pelo Ecstatic Vision, como uma segunda faixa imersa sob a primeira. Genial! A entrada dos vocais carregados de efeitos apenas servem para apimentar ainda mais a insanidade musical dos americanos, e a faixa encerra-se com um riff sabbhático da guitarra.

For The Masses tem na sua conclusão "Grasping The Void", outra faixa magnífica, onde a mistura dos instrumentos de sopro (flauta e saxofone) e a distorção do baixo e da guitarra, além de uma bateria com um ritmo pulsante, são sensacionais. Vocais carregados de efeitos, hipnotização sonora fácil, enfim, um encerramento que resume toda essa bela obra de 2019.

Não é um disco fácil de se ouvir, e que você irá reproduzir por diversas vezes ao dia, mas com certeza, no momento certo, For the Masses pega de tal jeito que fica impossível não abrir um sorriso com esse retorno ao lisérgico início dos anos 70 sem ter usado qualquer alucinógeno. Grata surpresa!




Track list

1. Sage Wisdom
2. Shut Up And Drive
3. Yuppie Sacrifice
4. Like a Freak
5. For The Masses
6. The Magic Touch
7. Grasping The Void



Rick Wakeman - G'olé! [1983]

 

                                   Rick Wakeman - G'olé! [1983]


A carreira do tecladista britânico Rick Wakeman é recheada de altos e baixos. Com mais de uma centena de discos lançados, é impossível que um artista tenha todos eles agradando aos seus fãs, mesmo alguém como Wacko. Porém, há um álbum em especial que nunca ouvi um fã dizer: "Bah, eu gosto muito desse disco", pelo contrário. Quando se trata de G'Olé! - The Official Film Of The 1982 World Cup, a trilha sonora oficial da Copa de 1982, sempre ouço dos fãs que é um dos piores discos já lançados na história do progressivo. Mas eu não consigo concordar.

Lançado em 1983, G'olé! possui as participações especiais de Jackie McAuley e Mitch Dalton nos violões, e da bateria precisa do sempre fiel companheiro de Wacko Tony Fernandez. Vale aqui lembrar um pouco da carreira de Wacko até chegar em G'olé!. Com sua formação clássica, o músico destacou-se no Strawbs, indo parar no Yes onde conquistou sua fama com o aclamado Close to the Edge (1972). No ano seguinte, lançou-se em carreira solo, e o álbum Six Wives of Henry VIII praticamente colocou o nome Rick Wakeman no mesmo patamar do que o de sua então banda Yes. Journey to the Centre of the Earth (1974) e The Myths and Legends of King Arthur and the Knight of the Round Table (1975) fizera tanto sucesso que a estrela de Wakeman foi elevada ao ápice, e com apenas 26 anos, era um dos mais famosos músicos do mundo. 

Clássicos (ou não) devidamente autografados

Com isso, convites para fazer trilhas apareceram à Wacko, e assim vieram Lisztomania (1975), trilha do filme homônimo que narra a história do músico e compositor húngaro Franz Liszt, e White Rock (1977), trilha para os Jogos Olímpicos de Inverno de Innsbruck, Áustria, no mesmo ano. Com essas trilhas, Wakeman pode explorar um lado mais comercial em sua carreira, totalmente em paralelo com os contemporâneos lançamentos da época, No Earthly Connection (1976) e Criminal Record (1977), álbuns conceituais onde as explorações progressivas e instrumentais são levadas a extremos.

Ao mesmo tempo, a vida pessoal de Wakeman estava muito turbulada no final dos anos 70. Problemas financeiros levaram o músico a vender seu Rolls Royce para ajudar a pagar uma dívida de quase 350 mil libras, uma imensa fortuna para época. Isso é uma das razões para que Wakeman tenha aceitado fazer a trilha de White Rock, mas ele acabou gostando desse tipo de som, o que culminou em Rhapsodies (1979), esse sim, um álbum difícil de se ouvir gostando por completo e último com a gravadora A & M, que acompanhou a trajetória do loiro desde o início. 

Wakeman com o Yes em 1978

Em paralelo, ele havia voltado ao Yes, lançando o excelente Going for the One (1977) Tormato (1978), partindo para uma extensa turnê que acabou registrada em Yesshows (1980). Brigas internas fizeram com que Wacko e o vocalista Jon Anderson pedissem demissão do Yes, e assim, o tecladista entra nos anos 80 completamente no limbo.

Após assinar com a Charisma, sai o conceitual 1984 (1981) e mais uma trilha, agora para o filme de terror The Burning (1981) e Rock 'n' Roll Prophet (1982) que pouco agregaram na discografia, e principalmente, nas finanças do músico, ao ponto de ele se declarar "sem gerente, sem dinheiro e sem casa". Assim nasce G'olé!, com Wakeman tentando se reestruturar financeiramente, independente do que gravar. Acho esse um disco bem interessante de se ouvir, com climas diversificados, sem firulas magníficas ou marcantes mas tão pouco sem ser pobre o suficiente para ficar pegando pó nas prateleiras. 

O selo inglês é em formato de bola ...

"International Flag" abre os trabalhos com um belo tema dos sintetizadores e do piano, e com a presente marcação da bateria de Hernandez. Esse tema é repetido por diversas vezes, e certamente foi usado em muitas formaturas mundo à fora."The Dove (Opening Ceremony)" mostra Wakeman usando com delicadeza do moog e de sintetizadores, em uma bonita faixa que realmente nos dá a sensação de ver as equipes adentrando o estádio de futebol. O piano é o instrumento central da linda "Wayward Spirit". A introdução parece uma sequência para "Awaken", com um dedilhado feroz e agitado. A entrada do riff central modifica a canção, apresentando uma linda faixa onde Wakeman chega a solar com o moog, mas é o piano que permanece sempre como o instrumento chefe da canção, em solos muito tocantes.

"Latin Reel (Theme From G'olé)" é uma faixa que confesso desnecessária. O ritmo alegre e popular lembra as piores canções do ABBA, o que seria algo muito bom de se ouvir se aparecesse, em algum momento, as vozes de Agnetha e Anne-Frida, mas aturar os teclados faceiros de Wakeman, e uma percussão sem-vergonhamente sem-vergonha realmente é difícil. Pule a faixa e vá para "Red Island", uma faixa sensacional, onde sobre uma marcação precisa de baixo e bateria, teclados e coral comandam as variações musicais de uma música bastante climática, até a bateria conduzir o coral para nos remeter aos melhores momentos de Journey To The Centre of The EarthO Lado A encerra-se com "Spanish Holiday", um espetáculo sonoro bastante intenso por parte das diversas variações de instrumentos de solo por Wakeman, e contando com uma importante participação do dedilhado veloz do violão de Jackie McAuley e Mitch Dalton, além da bateria sempre competente de Tony Fernandez.

Já a versão nacional ...

"No Possibla", onde Wakeman abusa dos sintetizadores, e junto com a bateria e o baixo, faz um ritmo bem dançante para nos conduzir à segunda metade do LP, ainda mais com as inspirações flamencas nos acordes do moog.  "Shadows" é outra bela canção, comandada pelo piano elétrico, o ritmo de baixo e bateria, moog, e depois de uma diversa sequências de solos, e uma incrível virada no final da canção, torna-a forte candidata a melhor disco.

Sintetizadores apresentam "Black Pearls", bonita faixa com Wakeman brilhando ao piano e moog.  "Frustration" traz todo o clima de frustração após uma eliminação, em uma faixa sombria, somente com sintetizadores, que parece surgida das melhores viagens da brilhante mente de Vangelis. "Spanish Montage" é um belo duelo de clavinete e violão clássico / flamenco. A participação do violão é muito similar à Steve Howe, e é impossível não abrir um sorriso enquanto a canção vai passando por nossa mente. "G'olé", assim como "Latin Reel", é outra faixa alegre e desnecessária, com grande excesso de sintetizadores, que conclui o álbum de forma um pouco abaixo de sua média geral, mas ainda assim, bastante aceitável perto de outras trilhas sonoras que surgiram nos anos 80, inclusive do próprio Wakeman ...



Track list

1. International Flag
2. The Dove (Opening Ceremony)
3. Wayward Spirit
4. Latin Reel (Theme From G'olé)
5. Red Island
6. Spanish Holiday
7. No Possibla
8. Shadows
9. Black Pearls
10. Frustration
11. Spanish Montage
12. G'olé







O rock ao vivo de 1979


                                       O rock ao vivo de 1979


1979 é marcante por ser um momento de agigantamento do rock, ainda que os nomes que dominaram o fim dos anos 60 e a década corrente toda estavam saindo de cena ou experimentando uma incômoda sinuca conceitual. Novos nomes do chamado rock de arena estavam a mil por hora e as bandas produziam sons sob medida para o público já maduro do rock ouvir em seus rádios e carros. O rock estava cada vez mais distorcido, acelerado e intenso, pavimentando o heavy metal oitentista, abandonando gradativamente uma instrumentação muito elaborada e indo mais direto ao ponto. Essa lista tenta capturar, em discos ao vivo, um pouco da riqueza musical do período.

UK – Night After Night

Ronaldo: O UK iniciou-se como um quarteto estelar, mas pouco meses depois da estreia foi convertido a um poderoso trio com a presença do baterista Terry Bozzio. Uma repaginação também foi trazida pelo baterista, dando um gás extra na parte musical da banda. Esse álbum captura passagens da banda pelo Japão e é, na opinião de muitos apreciadores, o melhor momento da banda, já que praticamente tudo neste disco ao vivo é melhor do que nas respectivas versões de estúdio. A pegada da banda é mais poderosa, Eddie Jobson mostra que fazia miséria com seus vários teclados e não precisava de overdubs e que John Wetton era absolutamente soberano em sua posição de baixista/vocalista. Essa energia adicional na performance fez com que a blenda pop-progressivo de arena da banda funcionasse perfeitamente. O disco é recheado de maravilhosos momentos instrumentais e um entrosamento apenas possível para músicos de altíssimo calibre. As versões de “Nothing to Loose” e “Time to Kill” (em explosiva interpretação progressiva à la ELP) figuram fácil entre as melhores coisas gravadas em 1979.

André: Não tem muito o que falar dessa bandaça ao vivo. Que desempenho sensacional do tecladista Eddie Jobson. John Wetton no baixo e vocais e Terry Bozzio na bateria não deixam por menos. Um petardo atrás do outro. Rocks incríveis e detalhe para a ausência de guitarras. Que por sinal, não fizeram nenhuma falta.

Davi: Eis uma banda que nunca tinha parado para ouvir. Claro que conheço os músicos envolvidos. Especialmente o John Wetton (quem sempre admirei pelo trabalho no Asia, especialmente) e o Terry Bozzio. Esse já gravou com meio mundo e tem uma técnica e uma precisão impressionante.O tecladista e violinista Eddie Jobson completava o lineup. Aqui, não tinha guitarrista, mas dei uma pesquisada sobre os caras e vi que o Allan Holdsworth toca no primeiro álbum. Com certeza, pegarei para ouvir em breve. Voltando ao álbum, gostei bastante da sonoridade da banda. Como de se esperar, o som dos caras é bem progressivo. O lado B é onde estão as músicas com mais improviso, onde se fazem valer como destaque “Alaska” e “Time to Kill”. Essa última com grande influência de Yes nos arranjos. No lado A, as interpretações são um pouco mais contidas. Claro que existem algumas quebradas de tempo aqui e ali, mas nada muito viajado. Inclusive, algumas canções como “Night After Night” e “Nothin´ to Lose” trazem um acento pop no trabalho vocal. Disco muito bom que, muito provavelmente, entrará para minha coleção em breve.

Mairon: No final dos anos 70, muitos dos anfitriões do rock progressivo começaram a reformular seu som, levando ao que hoje conhecemos como AOR. O UK é um dos precursores desse estilo. Uma super banda formada inicialmente por John Wetton, Eddie Jobson, Bill Bruford e Allan Holdsworth (que time), que lançou o impecável U. K. em 1977, mas acabou separando-se após a estreia. Com Terry Bozzio substituindo Bruford, e sem as guitarras de Holdsworth, lançaram Danger Money (1978) e esse ao vivo, o qual registra as apresentações no Sun Plaza e no Seinen Kan de Tóquio. Com duas inéditas (“Night After Night” e “As Long As You Want Me Here”), e faixas dos dois primeiros álbuns, o U. K. apresenta-se como um embrião de Asia, conforme atestam “Caesar’s Palace Blues”, “Nothing To Lose” ou “Rendezvous 6:02”, tendo o diferencial o uso de sintetizadores e do violino elétrico de Jobson, o dono de tudo por aqui. Na verdade, essas são as principais atrações de Night After Night, sendo impossível não apreciar Jobson em faixas trabalhadas como “Alaska” (quebradeira fenomenal), “Time to Kill”, e principalmente, as influências clássicas do loiro na dupla “Presto Vivace” / “In The Dead Of Night”, essa última forte candidata a melhor faixa da banda. Curiosamente, essas duas faixas são do disco de Bruford, talvez por isso mesmo eu as curta mais. Confesso que já gostei mais desse disco, mas ouvi-lo novamente, depois de um bom tempo sem passar na vitrola, trouxe uma nostalgia que até me arrancou uma lágrima aqui.


Queen – Live Killers

Ronaldo: O Queen já estava no topo (ou muito perto dele) do rock naquele fim dos anos 70, sendo um dos principais representantes do rock de arena na Inglaterra. Esse disco ao vivo representa com toda a propriedade o poder de fogo da banda ao vivo. Os 4 músicos estavam em um nível de entrosamento que apenas bandas em seu ápice conseguem transparecer com tanta voracidade. E é possível perceber o quanto um disco ao vivo é bom quando as versões ao vivo superam as equivalentes em estúdio. No palco, todas as plumas e excentricidades dos discos de estúdio ficam pra trás e uma descarga de distorção golpeia o ouvinte nas poderosas versões de “Let Me Entertain You”, “Bicycle Race”, “Now I’m Here”, “Don’t Stop Me Now” e “Brighton Rock”. Um desfile de clássicos do Queen setentista captado magnificamente. Até mesmo as baladas e piano-rocks ganham uma dose extra de agressividade e vigor. Indispensável!

André: Interessante a diferença entre o Queen de estúdio e ao vivo. No primeiro, temos uma banda cheia de traquejos instrumentais, sonoridades inovadoras, ritmos inesperados e uma pomposidade que deixa tudo mais épico. Mas ao vivo a banda era visceral. Rock das entranhas mesmo, com Brian May socando riffs de guitarra e Roger Taylor judiando da bateria. É inexplicável as razões do disco na época ter sido tão criticado. Amei a versão de “39” desse disco.

Davi: O Queen sempre foi uma banda enigmática. Nos álbuns de estúdio, nunca se sabia o que iriam aprontar. A criatividade dos caras não tinha fim. Ao vivo eram um caso à parte. A banda era conhecida por seu profissionalismo acima de tudo. Sendo assim, um álbum ao vivo do Queen é uma audição quase obrigatória. O Live Killers marca o fim da fase mais visceral, antes de começarem a experimentar mais a fundo a sonoridade mais pop. O show é marcado pela voz marcante de Freddie Mercury e o som inconfundível da guitarra de Brian May. O repertório mistura clássicos como “Keep Yourself Alive” e “Tie Your Mother Down” com lados B como “Get Down, Make Love” e “I´m In Love With My Car”, todas interpretadas com uma garra fora do comum. O set acústico se destaca pelas belas versões de “39” e “Love of My Life”. Não há como deixar de citar ainda o número “Brighton Rock”, com o belo solo de Brian May, além da ótima versão do clássico “Now I´m Here”. Obrigatório!

Mairon: Cara, lembro até hoje da primeira vez que ouvi Live Killers. Havia juntado uns trocos e fui comprar o disco por 15 reais (caríssimo na época), e escolhi este por causa de “Bohemian Rhapsody”. Lembro que sai da loja correndo, e acabei tropeçando, me espatifando no chão, mas o disco, graças a Freddie Mercury, não quebrou. Quando eu coloquei o lado A na vitrola, e saiu a explosão da versão pesada de “We Will Rock You”, seguida pela pancada de “Let Me Entertain You”, eu me assustei: “Cara, isso era o Queen?”, pensei … “Death on Two Legs” dá ainda mais peso para Live Killers, e assim, resistir a algo tão espetacular foi inútil para quem tinha uns 10 anos de idade. Então, começa uma espécie de medley, com “Killer Queen”, “Bycicle Race”, dois grandes clássicos, Roger Taylor soltando a voz em “I’m In Love With My Car”, as viagens de “Get Down, Make Love”, cara, eu tava no paraíso. Nem sentia a delicadeza “You’re My Best Friend”. O lado B vinha com uma pegada acústica (“Dreamers Ball”, “Love of My Life” e “’39”), entremeadas por duas pancadas (“Now I’m Here” e “Keep Yourself Alive”). Nessas alturas do campeonato, depois de ter ouvido o público cantando “Love of My Life”, Mercury brincando com a voz em “Now I’m Here”, e minha air guitar ter derrubado muita coisa no quarto, eu não estava mais no paraíso, eu estava realmente lá no dia da gravação do disco. Quando o Lado C foi para a agulha, e “Don’t Stop Me Now” estourou as caixas de som, seguida pela magnífica interpretação de “Spread Your Wings”, e deixando o gol aberto para que Brian May metesse para a rede em “Brighton Rock”, ali eu vi que o Queen era a maior banda de todos os tempos, e desde então, isso nunca mais modificou-se em minha cabeça. Há, ainda o lado D, o mais “fraquinho” do disco, já que tem só “We Will Rock You” na sua versão original, “We Are The Champions”, “Bohemian Rhapsody”, “Tie Your Mother Down” e “Sheer Heart Atack”, causando um verdadeiro ataque de coração com tamanha vitalidade, energia, tudo o que o rock ‘n’ roll pode entregar de bom. Se fudê Ronaldo, que baita indicação!!!


UFO – Strangers in the Night

Ronaldo: O álbum parece uma coletânea e consta de inúmeras listas de melhores álbuns ao vivo de toda a história do rock. Não a toa! o UFO neste álbum é puro veneno e colocou no palco dessa apresentação em Chicago o seu melhor repertório e sua melhor performance possível. As guitarras são nítidas e tem uma relação siamesa; o vocal de Phil Mogg é irrepreensível, assim como o baixo de Pete Way. Rock n’ roll pesado na veia, com músicas empolgantes, instrumental de primeira grandeza, solos de guitarra memoráveis e uma pegada que transborda em cada sulco desse álbum. Não sei se aquilo realmente aconteceu ou se foi montagem, mas é emocionante ouvir a plateia vibrar no início da levada de “Doctor Doctor”.

André: Caras, eu me pergunto porque caralhos não nasci uns 30 anos antes nos Estados Unidos ou no Reino Unido. Isso aqui é de fazer o cérebro simplesmente escorrer pelo nariz de tão derretido que ficou. Olha o que Schenker fez nessa versão de “Lights Out”? Puta merda, eu acho que estou há muito tempo sem ir atrás de discos ao vivo, isso aqui me fez parecer que estou perdendo um tempo precioso ignorando apresentações marcantes para ficar ouvindo só produções de estúdio.

Davi: Considerado por muitos como um dos grandes álbuns ao vivo de todos os tempos, Strangers In The Night apresenta o Ufo em seu auge. Durante muito tempo acreditou-se que esse disco não havia retoques, mas como já era de se esperar, houve algumas gambiarrinhas, sim. Paul Elliot chegou a declarar em 2008 que as canções “Mother Mary” e “This Kid´s” haviam sido gravadas em estúdio e o publico havia sido acrescido na mixagem. Contudo, isso não faz com que esse disco deixe de soar mágico. Os caras estavam em seu melhor momento, com sua melhor formação. O repertório traz clássicos imortais do porte de “Only You Can Rock Me”, “Love You To Love”, “Lights Out”, “Doctor Doctor”, “Too Hot To Handle”, mas o grande momento é mesmo a versão mortal de “Rock Bottom” com um solo inspiradíssimo de Michael Schenker. Aula de rock n roll!

Mairon: Este é facilmente um dos melhores discos ao vivo da história. Perde talvez somente para o Fillmore do Allman Brothers. Uma banda afiadíssima, que mesmo sabendo ser a despedida de seu principal guitarrista, fez uma turnê para arrancar os cabelos dos fãs de tanto balançar a cabeça. O álbum começa lentamente, com “Natural Thing”, “Out in the Streets” e “Only You Can Rock Me”, rocks simples que preparam o terreno para as grandes audições que virão. Afinal, é impossível não pular pela casa gritando ao som da clássica “Doctor Doctor”, principal faixa da banda. Igualmente, como se segurar em “Lights Out” e “Too Hot To Handle”? Mas o centro de tudo é Michael Schenker. O diabinho está verdadeiramente endemoniado. Ele mostra seus dotes de peso em “Mother Mary” e “This Kids”, sacode com riffs certeiros em “I’m a Loser” e “Shoot Shoot”, estraçalha no solo final da linda “Love To Love” ou na ponte de “Let It Roll”, mas principalmente, o que ele faz em “Rock Bottom” não dá para descrever com palavras. Um solo fantástico, eterno, que por muitos anos será falado nas rodas de música mundo a fora, e que mostra que mesmo com todos os problemas “extra-campo”, e por trás de toda a marra, Schenker tem muita razão de se sentir O fodão. DISCAÇO com letras garrafais!


Neil Young – Live Rust

Ronaldo: Neil Young ainda tinha plateia cativa naquele fim de anos 70, mesmo tentando se equilibrar entre suas raízes folk e os rocks mais diretos que faziam a cabeça da moçada da época. Mas o fato é que o som que projetou Young estava em franca obsolescência naquela ocasião, ainda que para os ouvidos de hoje tudo que ele apresentou em Live Rust soe atemporal, já que sua capacidade como compositor é incontestável. A primeira sessão do disco é toda acústica, na qual pontos fundamentais de sua faceta folk são apresentados, com destaque para uma linda versão de “My My, Hey, Hey (Out of the Blue)”. A parte elétrica começa com a clássica “When You Dance I Can Really Love” e passeia por outros momentos igualmente clássicos como “Cortez the Killer”, “Cinnamon Girl” e “Like a Hurricane”, na qual Young não economiza em solos poucos ortodoxos e muita intensidade.

André: Não posso dizer que Young é um de meus artistas de cabeceira, mas eu não tenho como criticar este cara encarando a plateia. Escutar execuções singelas e perfeitamente afinadas como a de “I am a Child” é de muito bom gosto. Neil Young é um pouco diferente dos outros artistas aqui apresentados; é daqueles que fazem um show milimetricamente perfeito, com execuções de solos límpidos e caprichados, diferentemente de outras execuções mais “orgânicas” ao vivo. Devem ter sido apresentações incríveis para quem estava na plateia.

Davi: Neil Young sempre foi conhecido por suas guitarras estridentes repletas de microfonias, mas também pela sutileza de seu violão, sua gaita bem colocada, seu piano sutil. E, claro, sua habilidade como compositor é indiscutível. Esse é um trabalho bem marcante em sua trajetória. Acredito que para quem não esteja muito familiarizado com sua enorme discografia, seja uma interessante porta de entrada. Aqui, temos um pouco de cada um desses universos. O disco começa com o Neil Young mais acústico, explorando sua faceta mais folk, onde vale um destaque para a interpretação de “Comes a Time” e a belíssima canção “After The Gold Rush” com Neil nos pianos. A partir do lado B, temos uma apresentação elétrica ao lado do emblemático Crazy Horse, onde o músico canadense coloca toda sua emoção em versões avassaladoras para clássicos do porte de “Cinnamon Girl”, “Like a Hurricane”, “Hey, Hey, My, My”, “The Loner”, além de trazer mais uma interpretação acústica, a lindíssima “The Needle and The Damage Done”. O melhor trabalho ao vivo de Neil Young, na minha opinião.

Mairon: Havia ouvido esse álbum há muitos anos atrás, não lembro quando. Mas lembro que me decepcionei bastante com o disco. Ouvindo agora, modifiquei um pouco minha opinião. São quatro lados bem definidos. Temos música folk dylanesca de melhor qualidade no lado A (“I Am A Child”, “Comes Time” e a clássica “My, My, Hey Hey (Out of The Blue)”, misturadas com uma dolorida e bela canção com voz e piano (“After Gold Rush”), com Young soltando seu vozeirão. O lado B é constituído de pedradas elétricas certeiras para pular pela casa como na magnífica apresentação do velhote no Rock in Rio de 2001 (“When You Dance”, “The Loner”, “Sedan Delivery”), intercaladas pela deliciosa dupla amolecedora de corações “The Needle and the Damage Done ” e “Lotta Love”. O lado C traz a suavidade, com o country-rock de “Powderfinger”, a baladaça mega-clássica “Like a Hurricane”, “Hey Hey, My My (Into the Black)” e “Tonight’s the Night”, para arrancar as lágrimas do ouvinte. Ouvindo agora, já achei um bom disco, mas ainda não me animo a naufragar nos oceanos discográficos colecionísticos do bardo canadense.


Cheap Trick – At Budokan

Ronaldo: O material foi gravado em 1978, mas veio ao mundo e aos charts em 1979. Indiscutivelmente, uma banda melhor no palco do que no estúdio, onde sua música pode realmente se mostrar devidamente empolgante e bacanuda. Tão despretensiosa quanto animada, a fórmula do Cheap Trick é tão eficiente que espanta o fato de como outras tantas bandas não conseguem fazer o mesmo. É um pop rock ardido, daqueles que se parece com o chiclete pisado que fica dias nos nossos sapatos. Os vocais são certinhos e tudo é no lugar, bem equilibrado em termos instrumentais; mas de forma alguma isso pode ser interpretado como uma fraqueza da banda, como se ela não tivesse nada a oferecer. É uma equação sonora difícil de descrever de tão simples que é, mas muito fácil de ser curtida.

André: Os gritos agudos da plateia já dão ideia de que o Cheap Trick na época atraia principalmente o público feminino. E a mulherada deve ter ficado de queixo caído com a performance dos cabeludos americanos neste disco cheio de versões ainda mais pesadas de rocks como “Lookout” e “Big Eyes”. Aqui há de se destacar o brilhante desempenho do baterista Bun E. Carlos, que simplesmente arregaçou. Como o bom gosto do Ronaldo em sugerir discos é praxe, esta seleção para esta matéria foi simplesmente incrível e prazerosa.

Davi: Excelente recomendação. Esse LP é clássico. Acredito que tenha sido a porta de entrada de muita gente para o universo do Cheap Trick. A minha foi por esse e pelo LP Dream Police. Essa banda sempre foi muito boa de palco. Robin Zander sempre teve uma boa voz e a banda sempre teve uma energia fora do comum. A gravação não esconde a euforia do publico, o que sempre joga a favor em álbuns do tipo. Nunca curti muito discos ao vivo onde o som do publico fica muuuito pra trás. Some tudo isso à um repertório de primeira grandeza com músicas divertidíssimas como “Come On, Come On”, “Big Eyes” e os megaclássicos “I Want You to Want Me”, “Surrender” e “Goodnight”, e o que temos é um trabalho empolgante e que se faz essencial na coleção de um rocker que se preze.

Mairon: Esse disco é impressionante. A força de um grupo novato levando ao delírio as ninfetas nipônicas é visceral ao longo de sus 42 minutos. É gritaria das guriazinhas de olho puxado o tempo inteiro. Me lembra bastante a potência do Slade Alive!, mas só que ainda mais forte. O som do Cheap trick é um rock visceral, perfeito para animar noitadas de ceva e festa. Tanto é que a versão para “Ain’t That a Shame” (Fats Domino) é alegria pura através do slide de Rick Nielsen! “Clock Strikes Ten”, “Goodnight Now” e “Hello There” são de uma pancadaria adimensional, assim como “Big Eyes”, onde o vocal Robin Zander gasta a garganta de tanto gritar. “Come On, Come On” tem uma batida de rock dos anos 50 que me agrada muito, ainda mais com as altas doses de distorção. “I Want You to Want Me” e “Lookout” possuem uma ingenuidade punk que os caras do punk nunca tiveram em suas canções de amor. Até um quase épico o Cheap Trick entrega aos fãs, a ótima “Need Your Love”, talvez melhor canção da carreira dos americanos, principalmente pela sensacional sequência de solos que abrange boa parte de seus quase 10 minutos. A única faixa que acho mais abaixo das demais é justamente o mega-clássico “Surrender”, que possui uma pegada mais oitentista a qual foge da visceralidade apresentada nas demais canções. É um disco clássico, obrigatório de ser ouvido ao menos uma vez, e depois, cada um decide o que fazer com o mesmo.



BIOGRAFIA DOS Cannibal Corpse

 

Cannibal Corpse

Cannibal Corpse é uma banda de death metal americana formada em 1988 em Buffalo, Nova Iorque. Com três décadas desde sua fundação, o grupo possui temas macabros e sanguinolentos em suas letras, que falam constantemente sobre assassinatos, mortes e necrofilia. Em 2015, chegaram à marca de 2 milhões de álbuns vendidos, tornando-se a banda de death metal comercialmente mais bem sucedida do mundo. 

Os membros do Cannibal Corpse originalmente buscavam inspiração em bandas de thrash metal como Slayer e Kreator, bem como em outros grupos de death metal como Morbid Angel, Autopsy e Death. As capas de álbuns (geralmente desenhadas por Vincent Locke) e as letras das músicas do grupo foram fortemente influenciadas por literatura de horror e filmes de terror, sendo consideradas bastante controversas. Várias vezes o Cannibal Corpse foi impedido de apresentar-se em determinados países, ou teve a venda e exibição de suas capas de discos banidas. 

História.

A banda Cannibal Corpse surgiu em 1988, em Buffalo (no estado de Nova Iorque) mas rapidamente mudaram para a Tampa no estado da Flórida para construir o seu futuro. A banda surgiu com o fim de duas bandas chamadas Tirant Sin e Beyond Death. A primeira formação tinha o vocalista e principal letrista Chris Barnes, o baixista Alex Webster, o baterista Paul Mazurkiewicz, e os guitarristas Bob Rusay e Jack Owen. 

Logo no início da carreira, em 1989, a demo Cannibal Corpse rendeu ao grupo um contrato com a gravadora Metal Blade. O primeiro álbum, Eaten Back to Life, chegou às lojas em 1990. A legião de fãs começou a aparecer depois dos álbuns Butchered at Birth, de 1991, e do clássico Tomb of the Mutilated, de 1992 produzido por Scott Burns. Após esse lançamento ocorre a primeira baixa na banda com a saída de Bob Rusay, para seu lugar veio, Rob Barrett que já havia tocado em bandas como Dark Deception, Solstice e Malevolent Creation. 

O grupo ficou ainda mais conhecido depois de aparecerem no filme Ace Ventura: Pet Detective. Numa cena, eles tocam a música "Hammer Smashed Face", do Tomb of the Mutilated. Depois dessa ponta em Hollywood, o Cannibal Corpse surge como a primeira banda de death metal no Top 200 da Billboard. O grupo foi convidado para gravar a cena. Isso ocorreu de forma inusitada e inesperada, pois Jim tinha em mente chamar o Pantera para participar do filme, mas como a banda estava no auge da carreira na época, o cachê cobrado seria muito caro, então optaram pelo Cannibal Corpse, que fez sua participação por 500 dólares. Outra curiosidade é que os integrantes da banda Malevolent Creation estão na plateia como figurantes. 

No ano de 1993 eles gravaram um EP chamado Hammer Smashed Face, que trazia em cover do Black Sabbath, da música "Zero The Hero", e também trazia uma cover do Possessed, "The Exorcist". 

Em 1994, a banda gravou o álbum The Bleeding e desse mesmo álbum gravaram o seu primeiro videoclipe do clássico "Staring Through The Eyes Of The Dead" e em 1995 gravam a demo tape Created To Kill, o último registro com o vocalista Chris Barnes, que saiu para montar outra banda, o Six Feet Under. Ele estavam a gravar o próximo álbum, Vile, que deveria ser chamado Created To Kill. 

Em 1996 foi gravado o álbum Vile, que marca a entrada do vocalista George Fisher na banda, também conhecido por Corpsegrinder, vindo da banda Monstrosity. A banda não hesitou em chamar Corpsegrinder. Desse álbum surge o segundo videoclipe da banda, "Devoured By Vermin", que demonstra toda a brutalidade da nova formação. A partir daí os Cannibal Corpse passaram a tocar mais rápido ainda. Nessa turnê a banda tocou pela primeira vez na Austrália. 

Em 1997 lançaram o vídeo VHS Monolith Of Death, que mostra shows no Canadá, Polônia e Estados Unidos. Alguns desses shows ainda são com o guitarrista Rob Barrett, mas outros já são com seu substituto, Pat O'Brien. A qualidade de imagens não é boa, mas os fãs receberam de forma positiva o lançamento mesmo assim. 

Em 1998 lançaram o álbum Gallery of Suicide, que marca a entrada de Pat O'Brien, ex-guitarrista do Nevermore, no lugar de Rob Barrett e gravam um vídeo da faixa "Sentenced To Burn". 

Em 1999 gravaram Bloodthirst e em 2000 lançaram o CD e DVD Live Cannibalism. 

Em 2002 lançam Gore Obsessed, álbum que mostra a evolução constante da banda após a entrada do novo vocalista. E o EP Worm Infested de seis músicas. 

Em 2003 saiu o Box 15 Year Killing Spree (com quatro discos e repletos de raridades). 

Em 2004 lançaram The Wretched Spawn, que chamou atenção da crítica especializada pela velocidade e técnica mais apurada ainda que o habitual. Foram gravados dois vídeos das malhas "Decency Defied" e "Festering In The Crypt". 

Ainda em 2004 o guitarrista Jack Owen abandonou a banda, sendo substituído temporariamente pelo guitarrista do Origin, Jeremy Turner . E então, em 2005, o guitarrista Rob Barrett regressou para gravar o aclamado álbum Kill. Deste álbum, foram gravados dois vídeos das músicas "Make Them Suffer" e "Death Walking Terror". 

Em 2009, a banda lançou o álbum Evisceration Plague pela Metal Blade Records. Ainda em 2009 foi gravado o vídeo da música "Evisceration Plague" e em 2010 da "Priests of Sodom". Neste álbum está presente a faixa que talvez seja a mais rápida e feroz da banda, "Scalding Hail". 

O sucessor de Evisceration Plague, Torture, foi lançado em Março de 2012. A produção esteve sob a responsabilidade de Erik Rutan, o mesmo dos álbuns Kill (2006) e Evisceration Plague (2009) 

"Torture"" seguiu a brutalidade apresentada nos seus antecessores. Neste álbum está presente o vídeo de "Encased in concrete". 

O mais recente trabalho da banda é Red Before Black, lançado em 3 de novembro 2017. 
Integrantes.

Atuais.

Alex Webster (Baixo, desde 1988)
Paul Mazurkiewicz (Bateria, desde 1988)
George "Corpsegrinder" Fisher (Vocais, desde 1995)
Pat O'Brien (Guitarra, desde 1997, em hiato desde 2018)
Rob Barrett (Guitarra Base, desde 2005, Guitarra Principal, 1993-1997)

Ex - Integrantes.

Jack Owen (Guitarra Rítmica, 1988-2004)
Chris Barnes (Vocais, 1988-1995)
Bob Rusay (Guitarra Principal, 1988-1993)

Turnês.

Erik Rutan (Guitarra Principal, desde 2019)
Jeremy Turner (Guitarra Base, 2004-2005)



The Bleeding (1994)

01. Staring Through The Eyes Of The Dead (03:30)
02. F**ked With A Knife (02:15)
03. Stripped, Raped And Strangled (03:27)
04. Pulverized (03:35)
05. Return To Flesh (04:21)
06. The Pick-Axe Murders (03:03)
07. She Was Asking For It (04:34)
08. The Bleeding (04:21)
09. Force Fed Broken Glass (05:03)
10. Experiment In Homicide (02:37)


Destaque

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