segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Jethro Tull – The Zealot Gene

 


The Zealot Gene é o primeiro álbum de material inédito lançado pelo Jethro Tull desde J-Tull Dot Com (1999). Durante todo esse período, Ian Anderson, dono da banda e único remanescente da formação original, lançou alguns trabalhos ao vivo, coletâneas de canções natalinas e discos solo.

O álbum foi gravado remotamente pelos músicos durante o período de lockdown, mas o repertório começou a ser composto em 2017. Inicialmente, as canções seriam lançadas como um álbum solo de Anderson, mas no decorrer do processo ele acabou mudando de ideia e resolveu usar o nome do Jethro Tull para prestigiar os músicos colaboradores, dentre eles os guitarristas Joe Parrish-James e Florian Opahle, o baixista David Goodier, o tecladista John O’Hara e o baterista Scott Hammond, todos eles egressos da banda solo de Anderson, que se incumbiu da flauta, vocais, violão e gaita.

Ian Anderson (ao centro) e colegas de Jethro Tull.

Ao todo são doze faixas que exploram a sonoridade tradicional do Jethro Tull, calcada na música folk renascentista e no blues rock. As letras exploram narrativas bíblicas repletas de analogias com acontecimentos históricos recentes, como o 11/09, polarização ideológica e ascensão de líderes políticos demagogos como Trump, por exemplo.

A produção (feita por Ian Anderson) deixa a desejar, pois as canções são executadas de maneira burocrática, falta inspiração em algumas passagens instrumentais, os arranjos vocais estão embebidos de efeitos (reverb e delay) que soam artificiais e desnecessários. Ainda assim, é possível pinçar algumas boas canções como “Shoshana Sleeping”, “Sad Sisters”, “Barren Beth, Wild Desert John” e “Mine is the Mountain”. 

The Zealot Gene é um álbum em que boas ideias se misturam a momentos de pouca inspiração melódica, a produção irregular e as performances arrastadas da banda conferem ao trabalho um resultado final apenas mediano. Entretanto, deve agradar aos fãs mais entusiasmados e menos exigentes do Jethro Tull, já que a banda não lançava material inédito há mais de vintes anos.

Videoclipe de “Shoshana Sleeping”.

FICHA TÉCNICA

Banda: Jethro Tull

Álbum: The Zealot Gene

Data de lançamento: 28 de janeiro de 2022

Produção: Ian Anderson

Gravadora: InsideOut Music

Duração: 46m45s

01. Mrs. Tibbets (Ian Anderson)
02. Jacob’s Tales (Ian Anderson)
03. Mine Is The Mountain (Ian Anderson)
04. The Zealot Gene (Ian Anderson)
05. Shoshana Sleeping (Ian Anderson)
06. Sad City Sisters (Ian Anderson)
07. Barren Beth, Wild Desert John (Ian Anderson)
08. The Betrayal Of Joshua Kynde (Ian Anderson)
09. Where Did Saturday Go? (Ian Anderson)
10. Three Loves, Three (Ian Anderson)
11. In Brief Visitation (Ian Anderson)
12. The Fisherman Of Ephesus (Ian Anderson)

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CRONICA - ULTIMATE SPINACH | Behold & See (1968)

Enquanto o acid rock fervilha em São Francisco, a Meca da psicodelia, a cidade de Boston tenta a sorte no gênero. No final dos anos 60, muitos grupos psicodélicos nascerão como Beacom Street Union, Orphus, Sugar Creek, mas especialmente Earth Opera e Ultimate Spinach. Nascerá o que mais tarde será chamado de Boston Sound ou Bosstown. Muitos cairão no esquecimento, mas alguns deixarão lindas pérolas musicais. Entre eles estão “The Great American Eagle Tragedy” de Earth Opera e “Behold & See” de Ultimate Spinach que nos interessam aqui.

O Ultimate Spinach foi criado na segunda metade da década de 1960 pelo multi-instrumentista Ian Bruce Douglas e pela cantora Barbara Hudson. Rapidamente, o grupo assina pela MGM e edita um álbum homônimo em 1967. Esta obra leva uma direção acid pop rock "Peace In Love" para hippies mochileiros antimilitaristas, mostrando inventividade pelo uso de instrumentos não comuns ao rock como o xilofone ou o theramin ancestral do sintetizador. Musicalmente podemos evocar os Doors ou o Jefferson Airplane. Reforçado pelo baterista Keith Lahteinen, o baixista Richard Nese e o guitarrista e tocador de cítara Geoffrey Winthrop, o Ultimate Spinach lançou no ano seguinte uma ótima continuação para esta primeira tentativa, Behold & See no selo MGM.

Esta segunda obra revelar-se-á, no entanto, mais complexa e baterá às portas do rock progressivo ao integrar jazz, sinfónico, folk e até encantatório. Entre duas canções pop, incluindo o hit "Gilded Lamp Of The Cosmos", os títulos são mais esticados, mais complicados, evoluindo em diversas variações de climas. Começando no pop, "Jazz Thing", como o próprio nome sugere, evoluirá admiravelmente no jazz. A faixa seguinte, "Mind Flowers", em uma linha de blues, é mais profunda, crescente, cósmica com efeitos sonoros vagamente perturbadores e uma bela guitarra ácida em um fundo de encantamento psicodélico. “Suite – Genesis of Beauty (In Four Parts)” é uma balada em quatro partes com refrões quase irreais. Esta obra termina com "Fragmentary March of Green" em ambiente oriental.

Após esse golpe notável, o Ultimate Spinach produziria um terceiro álbum menos inspirado, mas igualmente interessante, no ano seguinte e seguiriam caminhos separados.

Títulos:
1. Gilded Lamp Of The Cosmos
2. Visions Of Your Reality
3. Jazz Thing
4. Mind Flowers
5. Where You’re At
6. Suite: Genesis Of Beauty (In Four Parts)
7. Fifth Horseman Of The Apocalypse
8. Fragmentary March Of Green

Músicos:
Ian Bruce-Douglas: Vocais, Piano, Órgão, Xilofone, Guitarra
Russell Levine: Bateria, Percussão
Richard Nese: Baixo
Geoffrey Winthrop: Guitarra
Barbara Jean Hudson: Vocais, Guitarra
+
Carol Lee Brit: Vocais

Produção: Alan Lorber

CRONICA - H.P. LOVECRAFT | H.P. Lovecraft II (1968)

Depois de um bom álbum, HP Lovecraft sai de Chicago e vai para Marin County, na Califórnia, sem o baixista Jerry McGeorge. Os membros restantes (vocalista George Edward, pianista/organista/vocalista Dave Michaels, guitarrista Tony Cavallari e baterista Michael Tegza) recrutaram o baixista Jeff Boyan. A nova formação entra em estúdio em junho de 1968 para colocar HP Lovecraft II no selo Philips

Obviamente feito no ácido, esta obra que atinge fortemente as portas do prog é uma obrigação no rock psicodélico americano. Um objeto de culto para qualquer aficionado do gênero, ainda inspirado nos escritos do falecido romancista mestre do terror.

Composto por 9 faixas, começa com a música folk "Spin, Spin, Spin" com harmonias vocais celestiais para te derrubar. Segue-se "It's About Time" ultrapassando os 5 minutos com andamentos rápidos atravessados ​​por aromas enigmáticos e sinfónicos. Depois da balada folk desencantada e outonal que é “Blue Jack of Diamonds”, HP Lovecraft leva-nos numa bad trip alucinatória com o tríptico que é “Electrallentando”, “At the Mountains of Madness” e “Mobius Trip”. O fio condutor dessas três peças serão esses efeitos eletrônicos produzidos por Dave Michaels com seu órgão. Seguramente gravada após uma experiência sob o efeito de LSD, “Electrallentando” de mais de seis minutos mergulha-nos num estado de coma. Uma verdadeira peça barroca, “At the Mountains of Madness” relembra os Pink Floyd após a saída de Syd Barrett mas de forma acelerada, onde as harmonias vocais que nos impulsionam para a estratosfera são novamente notáveis. "Mobius Trip" tenta nos derrubar suavemente após uma boa anestesia do cérebro. Depois de "High Flying Bird" no órgão celestial e da conversa delirante em "Nothing's Boy", o vinil termina com a comovente e épica "Keeper Of The Keys".

O sucesso não estando presente, o grupo se separou logo depois. Michael Tegza depois de ingressar no Bangor Flying Circus, tenta a aventura novamente com Lovecraft e Love Craft, mas em um registro diferente entre o country rock e o funk. Em 2005, a Rev-Ola (uma subsidiária da Cherry Red Records) combinou os dois álbuns de HP Lovecraft em um único CD com bônus sob o nome Dreams in the Witch House: The Complete Philips Recordings .

Títulos:
1. Spin, Spin, Spin
2. It's About Time
3. Blue Jack Of Diamonds
4. Electrallentando
5. At The Mountains Of Madness
6. Mobius Trip
7. High Flying Bird
8. Nothing's Boy
9. Keeper Of The Keys

Músicos:
George Edwards: Vocal, Guitarra, Baixo
Dave Michaels: Vocal, Teclados
Tony Cavallari: Guitarra, Vocal
Jeff Boyan: Baixo, Vocal
Michael Tegza: Bateria, Vocal

Produção: George Badonsky

“NOME DE MULHER” É O NOVO SINGLE DE STEREOSSAURO

 

FELIX THE FIRST LANÇA O SEU PRIMEIRO SINGLE “THE END OF TIME” E ANUNCIA ESTREIA INTERNACIONAL

 

MUSICA AFRICANA

 Deejay Télio - D'Ouro (2020)



Vado Más Ki Ás - Longa caminhada  2014


Lil Saint - My Playlist (2020)



domingo, 8 de janeiro de 2023

DISCOS QUE DEVE OUVIR







Artista: The Robert Cray Band
Local: EUA
Álbum: Who's Been Talkin'
Lançamento: 1980
Gênero: Blues
Duração: 35:17
Formato: MP3 CBR 320
Tamanho do arquivo: 83,4 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
01. Too Many Cooks (Willie Dixon) - 2:48
02. The Score (David Amy) - 4:05
03. When The Welfare Turns Its Back On You (Sonny Thompson, Lucious Weaver) - 3:19
04. That's What I'll Do (Robert Cray) - 2:35
05. I'd Rather Be A Wino (David Amy, Robert Cray) - 4:46
06. Who's Been Talkin' (Chester Burnett) - 3:43
07. Sleeping In The Ground (Sam Myers) - 3:18
08. I'm Gonna Forget About You (Overton Vertis Wright) - 3:08
09. Nice As A Fool Can Be (Robert Cray) - 3:11
10. If You're Thinkin' What I'm Thinkin' (Robert Cray) - 4:24

Personnel:
- Robert Cray - guitar, vocals
- David Li - saxophones, horn arrangements
- Nolan Smith - trumpet
- Curtis Salgado - harmonica (01,03,06,08), vocals (08)
- Richard Cousins - bass (01,03,06,08)
- Dave Stewart - piano (01,03,06,08)
- Tom Murphy - drums (01,03,06,08)
- Nat Dove - keyboards (02,04,05,07,09,10)
- Dennis Walker - bass (02,04,05,07,09,10), producer
- Buster Jones - drums (02,04,05,07,09,10)
- Bruce Bromberg - producer




The Robert Cray Band - Who's Been Talkin' 1980 (USA, Blues)



Artista: Diamond
Localização: EUA
Álbum: Diamond
Ano de lançamento: 1986
Gênero: Heavy Metal
Duração: 33:14
Formato: MP3 CBR 320 (Vinyl Rip)
Tamanho do arquivo: 78,3 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
Songs written by Mitch Diamond.
01. Intro - 1:17
02. Lonely In Love - 4:46
03. Remember The Night - 4:07
04. Mirror, Mirror - 5:04
05. Fight Fire With Fire - 5:01
06. Rock The Nation - 3:24
07. One From The Heart - 4:27
08. The Inatome - 5:08

Personnel:
- Matt La'Mour (Matt Jernigan) - vocals
- Mitch Diamond - guitar, producer
- Alex Lubin - keyboards
- Rob Dexter - bass, vocals
- Jeff Goldstein - drums, vocals
+
- Bill Spencer - bass
- Frank Vestri, Craig Doucel, John West - backing vocals
- Alan Scott Plotkin - engineer, producer




Diamond - Diamond 1986 (USA, Heavy Metal)



Slash feat. Myles Kennedy & the Conspirators – 4


 Em novo trabalho de inéditas acompanhado por Myles Kennedy & The Conspirators, Slash (Guns N’ Roses e Velvet Revolver) tira da cartola uma saraivada de riffs poderosos e solos memoráveis

O guitarrista Slash (Guns N’ Roses e Velvet Revolver) está de volta com 4, novo álbum de inéditas lançado na companhia do cantor Myles Kennedy e da banda The Conspirators, formada por Todd Kerns (contrabaixo), Brent Fitz (bateria) e Frank Sidoris (guitarra).

O álbum foi gravado praticamente todo ao vivo no estúdio A da RCA, localizado na cidade de Nashville. A produção ficou sob a incumbência de Dave Cobb, profissional renomado que possui no currículo trabalhos com Rival Sons, Jason Isbell, Chris Stapleton, John Prine e Brand Carlile.

Slash feat. Myles Kennedy & the Conspirators

A gravação do disco foi um pouco penosa, pois vários membros da banda e do staff contraíram o vírus da COVID durante o processo. Para a felicidade de todos, a recuperação dos envolvidos foi plena e o trabalho foi concluído sem maiores complicações.     

Outra curiosidade importante, é o fato de 4 ser o primeiro lançamento do selo Gibson Records Label, uma parceria entre a histórica fabricante americana de guitarras e a gravadora BMG. Lembrando que a Gibson é uma velha parceira de Slash, que possui inúmeros modelos de signature lançados pela empresa.

4 apresenta ao público dez faixas do mais puro hard rock, marcado por uma saraivada de riffs de guitarra, bons refrãos e os tradicionais solos cortantes de Slash. Myles Kennedy assume um importante papel nas composições e nas vigorosas performances vocais. No geral, tudo soa de maneira direta, espontânea e despretensiosa.

Versão boxset de 4

O álbum abre com o single “The River is Rising”, faixa energética com um par de solos explosivos e refrão cativante que enfatiza o poder vocal de Kennedy.

O lado mais pesado se manifesta em “Whatever Gets You By”, canção que possui uma linha de baixo robusta e no riff grunge de “Spirit of Love”.

“The Path Less Followed” é um pouco genérica, mas ganha vida através do excelente solo de guitarra. “April Fool” e “Call of the Dogs” são rocks poderosos que poderiam facilmente fazer parte de algum dos volumes de Use Your Illusion.

Em “Actions Speak Louder Than Words”, Slash explora o pedal de wah-wah criando um riff psicodélico que descamba num curioso cruzamento de Aerosmith com Alice In Chains. “C’est La Vie”, por sua vez, chama a atenção pelo uso do talkbox e pelo refrão pegajoso.

“Fill My World” e “Fall Back to Earth” são baladas que dão uma cadenciada na intensidade do repertório. A primeira delas, mais ensolarada, possui um riff que remete à Sweet Child O’ Mine; já a segunda, transita por um território melodicamente mais sombrio/arrastado.

4 resgata de maneira exitosa aquela sonoridade clássica das grandes bandas de hard rock da década de 70 e do próprio Guns N’ Roses no início de carreira (sem o lado da transgressão e com menos frescor, obviamente). É um trabalho mais cru que os três anteriores. Além disso, Slash explora o que sabe fazer de melhor: extrair timbres icônicos da combinação Marshall/Les Paul, compor riffs poderosos e solos memoráveis. Um disco para ser apreciado em alto volume.

FICHA TÉCNICA

Artista: Slash feat. Myles Kennedy & the Conspirators

Álbum: 4

Produção: Dave Cobb

Duração: 43m

Data de lançamento: 11 de fevereiro de 2022.

Gravadora: Gibson Records/BMG

Faixas:

01. The River Is Rising

02. Whatever Gets You By

03. C’est La Vie

04. The Path Less Followed

05. Actions Speak Louder Than Words

06. Spirit Love

07. Fill My World

08. April Fool

09. Call off the Dogs

10. Fall Back to Earth

Clique aqui para ouvir 4.

Eric Gales – Crown


O guitarrista norte-americano Eric Gales reivindica a coroa do blues em Crown, espetacular álbum de inéditas produzido por Joe Bonamassa e Josh Smith.

Apesar de possuir mais de trinta anos de carreira musical e dezoito álbuns lançados, o guitarrista e vocalista Eric Gales ainda é estranho para muitos ouvidos, principalmente aqui no Brasil.

Oriundo de uma família repleta de músicos, Gales surgiu na primeira metade dos anos 80 como adolescente prodígio, vencendo diversas competições regionais de blues. Não demorou a despertar as atenções de uma grande gravadora, no caso, a Elektra Records, que lançou o primeiro trabalho do guitarrista em 1991, intitulado de The Eric Gales Band. Neste período, conseguiu emplacar dois sucessos “Sign of the Storm” e “Paralyzed”.

Eric Gales

Entretanto, muito embora tenha lançado ótimos discos ao longo dos anos, o início retumbante acabou se transformando em estagnação profissional, muito por conta de decisões empresariais equivocadas e do vício em drogas.  

O cenário começou a mudar um pouco para Gales na metade da década passada quando assinou contrato com a Provogue/Mascot Label Group, gravadora que concentra grande parte de seus esforços em artistas de blues e rock, possuindo em seu portfólio nomes como Joe Bonamassa, Kenny Wayne Shepherd, Brian Setzer, Gov’t Mule, Gary Moore, Yngwie Malmsteen, Steve Vai e muitos outros. Além disso, outro fato importante é que o guitarrista comemora cinco anos de sobriedade, o que, segundo o próprio, lhe proporcionou estabilidade física e mental para focar no desenvolvimento de sua carreira.

Crown é o terceiro trabalho de inéditas fruto dessa nova fase, sucedendo os ótimos Middle of the Road (2017) e Bookends (2019). A produção de Crown ficou sob os cuidados de Joe Bonamassa e Josh Smith, dupla que dispensa apresentações para aqueles que acompanham o cenário blues rock contemporâneo. Aliás, trata-se de um trabalho de excelência tanto sob o aspecto sonoro quanto no que tange ao repertório, composto em colaboração com Bonamassa, Smith, Tom Hambridge, James House e Keb’ Mo’.

Joe Bonamassa e Eric Gales.

A guitarra de Gales resplandece em cada faixa, e as letras, autobiográficas, discorrem de maneira direta e sincera sobre vício, racismo nos EUA, relações afetivas e questões políticas. A abertura do disco fica por conta do potente hard rock “Death of Me”. Contudo, o que clima que permeia o álbum pende para o soul/r&b, o blues e o funk. Por exemplo, as raízes puramente blueseiras são reverenciadas em “The Storm”, “You Don’t Know the Blues” e na relaxante “My Old Best Friend”.

 As baladas estão bem representadas na estonteante “Too Close To The Fire”, na predominantemente acústica “I Found Her” e no clima soul confessional presente em “Stand Up” e “Survivor”.

O lado extrovertido de Gales se manifesta na sacolejante “I Want My Crown”, faixa em que reivindica a coroa do blues de maneira bem-humorada num duelo incendiário de guitarras com Joe Bonamassa. O suingue é mantido nas canções “Put Tha Back”, “Let Me Start With This” e na sensual “Take Me Just As I Am”, faixa em que divide os vocais com a esposa – LaDonna Gales. O clima alto astral também se faz presente na jazzy “I Gotta Go”, divertida faixa de encerramento.

Crown é um trabalho inspiradíssimo em termos de execução técnica e composição. A mescla de ritmos e a intensidade das canções contribuíram para um trabalho instigante que passa longe da repetição. Dito isso, pode-se dizer, sem sombra de dúvidas, que Crown representa o ápice artístico de Eric Gales até o momento. 

FICHA TÉCNICA:

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Artista: Eric Gales

Álbum: Crown

Produção: Joe Bonamassa e Josh Smith

Data de lançamento: 28 de janeiro de 2022.

Gravadora: Mascot Label Group

Duração: 65m

Faixas:

01. Death of Me
02. The Storm
03. Had to Dip
04. I Want My Crown (feat. Joe Bonamassa)
05. Stand Up
06. Survivor
07. You Don’t Know the Blues
08. Rattlin’ Change
09. Too Close To The Fire
10. Put That Back
11. Take Me Just As I Am (feat. LaDonna Gales)
12. Cupcakin’
13. Let Me Start with This
14. I Found Her
15. My Own Best Friend
16. I Gotta Go

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