quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Bob Kulick: 5 discos para conhecer o trabalho do guitarrista, que já nos deixou


 Bob Kulick, um dos guitarristas mais produtivos do hard rock, nos deixou. O músico faleceu aos 70 anos, conforme publicado pelo irmão dele, Bruce Kulick, nas redes sociais. A causa não foi informada.

Tanto Bob quanto Bruce tiveram longas relações com o Kiss, só que de formas diferentes. Bruce foi um integrante oficial, entre os anos de 1984 e 1995. Bob não chegou a esse ponto (apesar de ter tentado entrar ainda em 1972, perdendo a vaga em uma audição para Ace Frehley), mas fez uma série de gravações com a banda entre o fim da década de 1970 e início dos anos 1980, período mais tumultuado do grupo, com mudanças constantes na formação.

Bob Kulick também teve uma longa trajetória musical ao lado de Meat Loaf, participando de álbuns e turnês do cantor, e atuou como músico de estúdio do W.A.S.P. em dois discos. Trabalhou, ainda, com nomes do porte de Lou Reed, Michael Bolton, Diana Ross e Doro, além de ter montado grupos próprios, como o Blackthorne, Balance e Skull.

Nos últimos anos, o músico estava mais dedicado à atuação como produtor. Trabalhou em diversos tributos a bandas como Aerosmith, Queen, Shania Twain e Iron Maiden, entre outros – sempre no formato “all-star”, onde convidava uma série de artistas famosos para participar. Porém, chegou a lançar um álbum solo em 2017, intitulado ‘Skeletons in the Closet’.

Teve colaborações esporádicas com Ronnie James Dio e Lemmy Kilmister – com este último, gravou a música ‘The Game’, usada em torneios de wrestling da WWE. Chegou até a tocar e produzir uma canção intitulada ‘Sweet Victory’ para um episódio do desenho animado ‘Bob Esponja Calça Quadrada’ em 2001. O currículo é extenso que deixei de citar muitos outros trabalhos.

A lista a seguir busca apontar cinco dos vários álbuns com envolvimento de Bob Kulick ao longo dos anos. Serve como uma boa porta de entrada para a obra desse guitarrista, que nunca foi devidamente reconhecido.

Kiss – ‘Paul Stanley’ (1978)

Bob Kulick nunca chegou a gravar um álbum na íntegra com o Kiss, enquanto banda propriamente dito. Ele participou das faixas inéditas do ao vivo ‘Alive II’ (1977) e da coletânea ‘Killers’ (1982), além de gravar o solo de ‘Naked City’ em ‘Unmasked’ (1980). Ele também trabalhou em ‘Creatures of the Night’ (1982), mas o material com ele não entrou na versão final.

Porém, Bob teve um trabalho de destaque no álbum solo de Paul Stanley, lançado em 1978. O registro é creditado ao Kiss porque os discos solo foram uma iniciativa da banda: os quatro integrantes divulgaram seus materiais na mesma data, em um ato conjunto e com capas/artes no mesmo estilo.

Entre os quatro músicos, Stanley foi o que entregou um álbum mais próximo do que era feito pelo Kiss. Foi o primeiro indídco de que o Starchild era, de fato, a grande mente artística por trás da banda. Convocar Bob Kulick para gravar as guitarras só reforçou isso, já que Bob quase foi um integrante do grupo e sabia como as coisas funcionavam nos bastidores.

O restante da formação foi completa por uma série de músicos de estúdio, com destaque ao baterista Carmine Appice em ‘Take Me Away (Together As One)’. Paul e Bob foram os únicos a tocar em todas as faixas e capricharam no hard rock de pegada melódica apresentado em faixas como ‘Tonight You Belong To Me’, ‘Goodbye’ e ‘Wouldn’t You Like to Know Me’.

A parceria rendeu a ponto de Bob Kulick ter sido convidado para integrar a banda solo de Paul Stanley em uma curta turnê em 1989. Pena que não evoluiu para um novo disco, mas deu para sentir como seria se Kulick tivesse entrado para o Kiss na década de 1970.

Meat Loaf – ‘Bad Attitude’ (1984)

Após não conseguir entrar para o Kiss nos anos 1970, Bob Kulick seguiu a vida e trabalhou com uma série de artistas em estúdio, como Lou Reed. Algum tempo depois, teve início sua longa relação profissional com Meat Loaf, com quem esteve, especialmente, em turnês.

Já em estúdio, Bob Kulick gravou o álbum ‘Bad Attitude’, quarto da discografia de Meat Loaf. O disco é lembrado pela faixa-título, um dueto com Roger Daltrey (The Who), e pelo single ‘Modern Girl’, o único a ter algum destaque no mercado naquele período.

Eram tempos bicudos para Meat Loaf, que passava por uma série de problemas financeiros e não conseguia repetir o sucesso do lendário ‘Bat Out Of Hell’ (1977). ‘Bad Attitude’ conquistou disco de ouro no Reino Unido e ficou por isso mesmo. O sucessor ‘Blind Before I Stop’ (1986) teve vendas ainda piores e apenas na década posterior, com ‘Bat Out of Hell II: Back into Hell’ (1993), Loaf voltaria a fazer sucesso.

Apesar disso, mesmo os trabalhos de menor sucesso do cantor devem ser exaltados. ‘Bad Attitude’ é um deles. Soa envolvente ao apostar em uma estética que mescla os contornos épicos que consagraram Meat Loaf com a pegada hard/pop oitentista, em voga naquele momento.

W.A.S.P. – ‘The Crimson Idol’ (1992)

O W.A.S.P. meio que acabou em 1989, após a saída do guitarrista Chris Holmes. O frontman Blackie Lawless projetou uma carreira solo, mas acabou retomando o nome da banda para lançar ‘The Crimson Idol’, quinto disco de estúdio.

Conceitual, o registro conta a história de um adolescente de passado conturbado que se torna um rockstar. Seria uma autobiografia velada de Blackie Lawless?


Fato é que Bob Kulick foi contratado para gravar o álbum em estúdio e ofereceu uma performance que Chris Holmes jamais conseguiria. Melódico, técnico e preciso, Bob deu a complexidade que as canções pediam, seja em momentos mais “exibicionistas” como o incrível solo de ‘The Idol’ ou em registros realmente elaborados como a pesada ‘Chainsaw Charlie (Murders In The New Morgue)’.

Bob voltou a trabalhar com o W.A.S.P. no álbum seguinte, ‘Still Not Black Enough’ (1995), que aproveita um pouco da complexidade de ‘The Crimson Idol’ com um peso extra. São dois bons trabalhos, que se tornaram “clássicos cult” da discografia da banda.

Blackthorne – ‘Afterlife’ (1993)

Os anos 90 não eram o melhor período para se montar uma banda de hard rock e/ou heavy metal. Mesmo assim, o vocalista Graham Bonnet resolveu arriscar algum tempo após o fim do Alcatrazz ao criar o Blackthorne.

O grupo trazia uma formação de peso: Bonnet nos vocais, Bob Kulick na guitarra, Jimmy Waldo (também ex-Alcatrazz) nos teclados e dois ex-Quiet Riot, Chuck Wright e Frankie Banali, no baixo e bateria, respectivamente. Kulick e Banali, inclusive, já haviam trabalhado juntos em ‘The Crimson Idol’.


‘Afterlife’ é, talvez, um dos álbuns que traz Bob Kulick mais solto. Aqui, ele realmente era um integrante da banda, não um contratado para tocar em estúdio. A guitarra ocupa a linha de frente em uma estética sonora mais pesada, que mescla hard e heavy com os contornos que os anos 1990 pediam.

Infelizmente, o Blackthorne não conquistou o sucesso almejado e logo se dissolveu. Em 2016, um álbum intitulado ‘Don’t Kill The Thrill’, com faixas inéditas que formariam o segundo disco da banda, foi divulgado.

Bob Kulick – ‘Skeletons in the Closet’ (2017)

Após os trabalhos com Skull, W.A.S.P. e Blackthorne no início dos anos 1990, Bob Kulick assumiu carreira como produtor musical. Trabalhou com diversos artistas e, exceto em alguns casos, acabou deixando de gravar guitarras para outros artistas.

Todavia, em 2017, ele resolveu gravar um álbum solo e surpreendeu quando ninguém esperava mais dele. ‘Skeletons in the Closet’ reúne composições atuais e antigas, incluindo de projetos como Murderer’s Row e Skull.

Chama atenção o time de peso que Bob reuniu para as gravações. Entre alguns nomes, estão Dee Snider (Twisted Sister), Eric Singer (Kiss), Brent Fitz e Todd Kerns (ambos Slash), Robin McAuley (MSG), Andrew Freeman (Last in Line), Rudy Sarzo e Chuck Wright (ambos Quiet Riot), Jimmy Waldo (Alcatrazz), o próprio irmão Bruce Kulick, entre vários outros. A lista é realmente grande.

Especialmente nas cinco primeiras faixas, que são inéditas e contemporâneas, Bob Kulick apresenta um material pesado, que volta a mesclar heavy metal com hard rock, só que com um frescor atual. A segunda metade também é boa, ainda que flerte com outros conceitos.

PEROLAS DO ROCK N´ROLL

 

HARD/ SOUTHERN ROCK - COYOTE - Cast Off Your Tired Old Ethics - 1970(?)


Pérola obscura vinda dos Estados Unidos, o grupo Coyote tem história pouco conhecida, lançando um único e raro álbum. Como também nos EUA nos anos 70, tivemos outra banda com esse nome, não posso dizer se são os mesmos grupos ou diferentes. O ano de lançamento do LP também é divergente, aparecendo entre 1970,72,75 e 78. Qualquer informação é bem-vinda!
O disco Cast Off Your Tired Old Ethics traz 9 curtas faixas do típico "hardão" setentista pirado, com fortes influências de Southern e blues rock e ainda algumas bonitas baladas. Ótimo trabalho das guitarras, com pesados riffs e solos, vocal de David Tenery e algumas passagens de gaita marcam o som dos caras, não distante dos grandes nomes do Southern Rock americano da época. Destaque para "Peter Gun", "Some Day", "Final Notice" e "Blink, Drunk & Crazy".
Pérola recomendada para fãs de hard/ southern rock dos anos 70.


David Tenery (guitarra, violão, harmônica, vocal)
David Rivette (baixo)
Dirk Peterson (bateria, percussão, vocal)
Mike Bennett (guitarra)
Randy Powell (guitarra)

01 Peter Gun 3:55
02 I Hope We Don't Get Caught 3:54
03 Later On Tonight 2:54
04 Final Notice 2:56
05 Cheap Motel 4:04
06 Some Day 2:50
07 Danger Zone 2:48
08 Mrs. Smith 3:02
09 Blink, Drunk & Crazy 4:25









7 guitarras de classe e os guitarristas que as empunharam Pt2


Willie Nelson-rymanchrisparton4O colaborador do Best Classic Bands e editor fundador da revista Guitar World , Noe Gold, nos presenteou com uma de suas coisas favoritas para fazer como jornalista de guitarra: compartilhar suas primeiras sete escolhas de 14 instrumentos especiais associados a guitarristas notáveis, também conhecidos como lendários guitarristas de rock, também conhecidos como Class Axes .


Aqui está o segundo conjunto de sete eixos icônicos. Esta lista vai além de alguns modelos-chave de fabricantes de guitarras destacados na primeira parte. Temos algumas construções personalizadas, uma adaptação e o famoso acústico acima. Técnicos de guitarra, construtores e customizadores tornam-se parte do processo pelo qual essas seis cordas alcançam e mantêm sua estatura histórica de seis cordas.

Ou em outras palavras, a perfeição é onde você a encontra e como você a define.

7) “Trigger” acústico Martin N-20 de Willie Nelson

Como Willie mudou a história da música com seu acústico de Martin, “Trigger?” Ouça a música dele e você ouvirá Trigger no centro de quase todas as melhores gravações de Nelson. E sua considerável habilidade como guitarrista e estilista de guitarra conduzindo a melodia. Tudo isso é central para o estilo que separou Nelson do pacote de música country na década de 1970 e distingue Willie como um artista musical americano verdadeiramente original que transcende gêneros.

Antes de Nelson subir ao palco todas as noites, seu técnico de guitarra de longa data, Tom Hawkins, traz a famosa guitarra, colocando-a no centro do palco. “Toda a primeira fila aparece e fotografa por vários minutos antes do início do show”, diz Hawkins. Esse é o poder do Gatilho.

Nelson descobriu Trigger em uma encruzilhada em sua carreira. Em 1969, ele passou quase uma década tentando se tornar um sucesso solo em Nashville. Depois que um bêbado destruiu seu violão do Guild, ele decidiu procurar uma nova guitarra com um som semelhante ao de seu herói do jazz cigano Django Reinhardt “Acho que ele foi o melhor guitarrista de todos os tempos”, diz Nelson.

“Chamei minha guitarra de Trigger porque é meio que meu cavalo”, explica ele. “Roy Rogers tinha um cavalo chamado Trigger.”

“Esta é a melhor guitarra que já toquei”, diz o avatar de maria-chiquinha do instrumento clássico de cordas de tripa. Ele traz para a música country de Nelson toques de jazz e, ocasionalmente, um toque de flamenco.

Quando o IRS apreendeu seus bens no início dos anos 90, Willie enviou sua filha, Lana, para esconder o violão no Havaí. Ele teve Trigger por tanto tempo e jogou tanto e tanto que sua palheta tinha um buraco considerável na frente. Não deveria ser jogável. A resposta de Willie? "Eu não quero colocar um guarda sobre isso", ele sorri. “Preciso de um lugar para colocar meus dedos.” Ele regularmente faz com que o luthier Mark Erlewine de Austin, TX, escore seu tampo de abeto com garras.

Depois de cinco décadas com seu fiel companheiro, Nelson continua forte. “Acho que vamos desistir mais ou menos ao mesmo tempo”, diz ele sobre o acústico bem gasto. “Nós dois somos muito velhos, temos algumas cicatrizes aqui e ali, mas ainda conseguimos fazer um som de vez em quando.” (Para mais detalhes, leia reportagem do Texas Monthly no Trigger.)

Albertking5806) Gibson Korina Flying V 1958 de Albert King

Bluesman Albert King nasceu em 25 de abril de 1923 em uma plantação de algodão em Indianola, MS. Quando a carreira desse campeão da Gibson Flying V foi encerrada por um ataque cardíaco em Memphis em 1992, ele havia viajado pelo mundo e feito dezenas de álbuns, gravando clássicos como "I'll Play the Blues for You", " Não jogue seu amor em mim tão forte”, “Crosscut Saw”, “Laundromat Blues” e, claro, “Born Under a Bad Sign”.

O que tornou King tão atraente para a lista A de guitarristas que ele influenciou, que inclui Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix e Eric Clapton, foi seu grande tom e suas curvas radicais e emborrachadas. Então, vamos dar uma olhada em como entrar nessa zona de 1,80m e 250 libras.

Além da força em suas mãos enormes, King também tinha a vantagem do canhoto. Quando ele conseguiu seu Korina V de 1958, ele imediatamente o virou e tocou com a corda E grave na parte inferior, onde estaria o E agudo de um músico convencional. Então, como o guitarrista de blues canhoto Otis Rush, King se curvou para baixo em vez da direção usual para cima. Experimente isso em qualquer calibre de corda e você verá a vantagem imediata de puxar para baixo em vez de aumentar os rendimentos no controle de curvas - melhor vibrato, deslocamento mais fácil das cordas e a capacidade de dobrar para cima ou para baixo em uma nota - ou até duas notas acima , em etapas, como King costumava fazer.

O resto era atitude. King gostava de tocar tão lento, furtivo e divertido quanto seu canto aveludado. Para ele - e para seus primeiros heróis como Lonnie Johnson e T-Bone Walker - o verdadeiro blues não tinha pressa. Ele também favoreceu lendas do slide como Blind Lemon Jefferson e, embora ele nunca tenha tocado slide, as qualidades de voz da técnica influenciaram profundamente a dobra suave de King. Ele também nunca desperdiçou uma única nota pungente. Suas frases concisas foram construídas a partir de apenas um punhado de notas, muitas vezes decoradas com o tipo de vibrato de sacudir o pulso que BB King aperfeiçoou. E eles eram perfeitos para a interação de chamada e resposta de voz e guitarra que tornava suas melhores canções tão memoráveis ​​- cada uma como uma conversa com uma velha alma sábia.

Brian Setzer-Gretsch 61205) Gretsch 6120 Hollowbody de Brian Setzer

A Gretsch 6120 é uma guitarra elétrica de corpo oco com orifícios em f, fabricada pela Gretsch e que apareceu pela primeira vez em meados da década de 1950 com o endosso de Chet Atkins. Foi rapidamente adotado pelos artistas de rockabilly Eddie Cochran e Duane Eddy e, claro, anos depois, pelo artista de neo-rockabilly Brian Setzer, do Stray Cats. Eric Clapton tem e ocasionalmente joga um; Pete Townshend ganhou um de presente de Joe Walsh em 1970, que mais tarde usaria nas gravações de Who's Next e Quadrophenia .

GeoHarrisonGretschDevido a mudanças nos gostos musicais e mudanças na propriedade da marca Grestch no final dos anos 1960, resultando na deterioração da qualidade, a produção do 6120 cessou no final dos anos 1970. Os valores dos instrumentos existentes dispararam quando Setzer foi visto tocando um velho 6120 em seus videoclipes do início dos anos 80. Gretsch posteriormente voltou ao negócio de guitarras e as novas guitarras 6120 estão novamente amplamente disponíveis.

Também identificado com:

Gretsch Country Gentleman de
George Harrison Depois que George Harrison jogou os modelos Gretsch Country Gentleman e Tennessean (que, como o 6120, foram desenvolvidos e endossados ​​por Chet Atkins), a empresa descobriu que mal conseguia atender à demanda.

AngusYoung-cherrySG4) Angus Young Gibson Les Paul SG Standard “Cherry”

Em 1960, as vendas da Les Paul estavam caindo e a Gibson repensou sua linha de guitarras elétricas de corpo sólido. Despejar a Les Paul sunburst foi apenas o começo. Durante o ano seguinte, a Gibson apresentou um design completamente novo. Conhecemos esse design agora como SG, para Solid Guitar, um corpo ultrafino, contornado à mão e com corte duplo. A mistura modernista de chanfros, pontos e ângulos foi uma mudança radical.

Angus começou sua carreira musical tocando quase que exclusivamente o modelo Gibson SG 1970. Este modelo é uma das muitas variações de design e qualidade de materiais desde sua primeira introdução em 1961, mas a versão de 1970 é sua iteração por excelência.

A Gibson SG 1970 “é a que eu sempre toquei, antes mesmo da banda começar,” disse Angus ao Guitar Player . “Foi a primeira guitarra de marca que comprei para mim também. Antes disso, eram de segunda mão - um acústico surrado. Não sei o ano do SG. Algumas pessoas disseram que é de 1969 e outras dizem que é da década de 1970.”

E qual é a música favorita dele para tocar no machado? “Uma das minhas faixas favoritas para tocar é 'Back in Black', porque é um riff legal e as pessoas entendem imediatamente. Você ouve uma ou duas notas e, boom, você sabe que é 'Back in Black'. Essa é provavelmente a música que Brian [Johnson] mais odeia, porque ele tem que atingir suas notas altas.”

Também identificado com:

Clapton tolo SG• Gibson “The Fool” SG de Eric Clapton 1964/65
Mais tarde herdado e remodelado por Todd Rundgren. É conhecido pelo que Clapton chamou de “Tom de Mulher”. Número de série lixado na pintura, portanto, a data de fabricação não é verificável. Este SG foi vendido por $ 500.000 para o Hard Rock Cafe San Francisco.

Também associado a:

• Pete Townshend
• Frank Zappa
• Eric Clapton
• Todd Rundgren
• George Harrison
• Gary Rossington
• Tony Iommi
• Derek Trucks

JeffBeck-1954-Fender-Esquire3) Fender “Yardbirds” Esquire de 1954 de Jeff Beck

Verdadeiramente icônica é a imagem de Jeff Beck vestindo uma camiseta sem mangas, vibrando no machado que produziu os sons marcantes das faixas do Yardbirds movidas a Beck como "I'm a Man", "Heart Full of Soul", "Over Sob Sideways Down” e “Shapes of Things”. O Esquire é o ícone que completa o quadro.

Com um corpo parcialmente reduzido para imitar os contornos de um modelo totalmente diferente, seu pescoço quebrado substituído por um substituto de segunda mão bem usado e um rosto tão arranhado, cortado e cheio de cicatrizes que mais parece as tábuas de um rinque de hóquei da liga secundária. , o Fender Esquire 1954 de Beck é o companheiro constante do roqueiro.

O que o atraiu para a tão amada versão primordial da mais popular Telecaster?

“Acho que foi o período transitório em que a Fender começou a usar uma escala de jacarandá”, explicou Beck. “(Mas) eu não queria isso, eu queria um braço de maple. E o único que vi pertencia a John Walker (também conhecido como John Maus) dos Walker Brothers. Quis a sorte que os Yardbirds saíssem em turnê com os Walker Brothers no começo de 1965, e eu comprei. Ele queria £ 75, o que era muito dinheiro - era apenas cerca de 10 libras mais barato do que um novo. Mas ele não se mexeu, então peguei os setenta e cinco e dei a ele.

A introdução fuzztone de Beck de “Heart Full of Soul” se tornou uma sensação entre os guitarristas da época, incluindo um jovem Seymour Duncan, o guru moderno do pickup que acabaria adquirindo o lendário Esquire. Ironicamente, Jeff desenvolveu aquele som distinto imitando a cítara usada na sessão da primeira versão mais longa e inédita do disco.

Jeff Beck EsquireDuncan ofereceu um detalhado “guitar-topsy” com alguns insights fascinantes sobre o lendário instrumento em um fanzine de Jeff Beck de 1994. “Vários anos atrás, John [Maus, dos Walker Brothers] visitou minha loja em Santa Bárbara e disse que contornou a frente [antebraço] e a parte de trás do corpo para torná-lo mais parecido com uma Fender Stratocaster”, disse Seymour sobre o corpo do Esquire. personalizando. “Ele moldou cuidadosamente a madeira deixando a pintura original e o corpo de Swamp Ash exposto.”

“Quando Jeff o comprou de John Maus, ele tinha um protetor de palheta de vinil branco, como pode ser visto em vídeos e fotos anteriores do Yardbirds. Jeff o substituiu por um pickguard Esquire preto com um padrão de 5 furos e dois chips distintos na borda superior e no slot inferior do pescoço. Jeff gostou do contraste e parecia o Teles feito apenas um ano antes. A carroceria foi feita em 1954 e o braço (o original estava quebrado) foi substituído por um feito em 1955.

Seymour emprestou o Esquire ao Hall da Fama do Rock and Roll, onde está em exibição pública.

slash_LPStandardBurstReplica2) Réplica da Les Paul Standard 'Burst 1959 de Slash

Quando Slash entrou em cena com o Guns N' Roses, a Les Paul não era legal, não era sinônimo de Axeman Domination. Não, os tipos de Strat cuja popularidade dominou a partir do final dos anos 70 - Stevie Ray Vaughan, Jeff Beck, Clapton e todos aqueles heróis da guitarra furtivos inspirados por Hendrix - dominaram por um tempo. Mas então veio Slash. Ele elevou a estatura da Gibson Les Paul de volta ao panteão do rock'n'roll onde ela havia sido instalada, embora um pouco adormecida, por LP-blasters como Jimmy Page, Carlos Santana e Mike Bloomfield.

Para sessões de estúdio, Slash usa quase exclusivamente uma réplica da clássica Les Paul Standard de 1959 feita nos anos 80 pelo ás luthier Kris Derrig. É com esse instrumento que gravou quase todas as partes dos álbuns do Guns N' Roses, Slash's Snakepit, Velvet Revolver e suas gravações solo. O “Cat in the Hat”, também conhecido como Saul Hudson, relata a história de como ele adquiriu a agora icônica guitarra em sua autobiografia:

“Em nosso último dia de gravação de Appetite ... Alan [Niven, empresário do Guns N' Roses] entrou na sala de controle e colocou um estojo de guitarra no pequeno sofá atrás da mesa de som. Uma luz no teto iluminou perfeitamente a guitarra quando ele abriu o estojo. "Peguei isso de um cara local em Redondo Beach", disse ele. 'Ele os faz à mão. Experimente.' Parecia bom: era uma incrível réplica da Les Paul de 1959 com topo de chama, sem pick guard e dois captadores Seymour Duncan. senti e gostei... No momento em que liguei minha nova guitarra, achei que soava muito bem.”

A guitarra foi originalmente construída por Derrig em 1986 e era para ser uma réplica do chamado “Santo Graal das guitarras elétricas” – a Gibson Les Paul Standard de 1959. “De 1986 até cerca de 1988, essa foi minha guitarra principal, aquela que Kris construiu”, continua Slash. Ele continua dizendo: “O modelo mais recente do Slash é idêntico a essa guitarra”.

EddieVH_GW Nov.821) “Frankenstrat” caseiro de Edward Van Halen

O famoso e distinto instrumento de escolha de EVH foi inventado pelo próprio músico em sua garagem a partir de partes de várias carcaças de guitarra – um corpo estilo Fender aqui, um braço de maple ali e uma barra whammy exclusiva feita por Floyd Rose – é conhecido como o “ Frankenstrat. Seu nome é uma homenagem ao médico fictício que combinou partes do corpo para criar um monstro, e a Fender Stratocaster. O monstro deste cientista louco é um assassino de uma forma totalmente diferente da criação fictícia do Dr. Frankenstein.

O instrumento básico custou a Eddie apenas US$ 130. Van Halen comprou o corpo do protótipo com um nó na madeira pelo preço de desconto de US$ 50. O pescoço de US $ 80 tinha arame de traste jumbo e sua haste tensora era ajustável no calcanhar. Em seguida, ele realizou uma cirurgia no corpo estilo Stratocaster de freixo, modificando seu roteamento para caber em um captador de ponte humbucking Gibson PAF. Esse conserto produziu um amálgama de som Fender-Gibson.

Em seguida, ele substituiu um tremolo Fender 1958 por uma ponte Floyd Rose, inserindo uma moeda de 1971 para manter o “Floyd” nivelado com o corpo. Ele prendeu refletores de caminhão na parte traseira do corpo para decoração e instalou grandes olhais de parafuso em vez de botões de alça, um método infalível (embora desagradável) de prender o violão à alça. A guitarra teve vários desenhos de pintura até chegar à sua combinação final de listras vermelhas e pretas e brancas.

Curiosidades:

Uma cópia do Frankenstrat está alojada no Museu Nacional de História Americana, parte da Smithsonian Institution em Washington, DC

O Frankenstrat foi usado na arte da caixa de Guitar Hero: Van Halen . Também aparece várias vezes no jogo, incluindo transições no final das músicas; as listras aparecem uma a uma em rápida sucessão e são removidas.

Destaque

Rosa Tattooada - Carburador

  Banda: Rosa Tattooada Disco: Carburador Ano: 2001 Gênero: Rock Pesado, Rock Metaleiro, Glamour Metal, Rock Brasileiro  Faixas: 1. Carburad...