sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Origin of Iron [2015]

 

Os colecionadores dos Iron Maiden costumam estender suas coleção às carreiras de integrantes e ex-integrantes fora da discografia da banda. As coleções de Bruce Dickinson e Paul Di Anno, por exemplo, são muito maiores e cheias de detalhes que muita banda consagrada por aí. Porém muitos dos ex-integrantes não possuem trabalhos fora do Maiden por terem parado de tocar ou por simplesmente não terem algo relevante.

Também é difícil acompanhar todos que já foram gerenciados com mãos de ferro pelo patrão Steve Harris já que muita gente já fez parte de seu line up. Como exemplo, listo abaixo todos os músicos citados pelo Rate Your Music que já fizeram parte da banda, juntamente do período em que isso aconteceu, fora o sexteto que estão lá hoje.

Clive BurrPaul Mario Day (vocal, 1975-76)
Dennis Wilcock (vocal, 1976-77)
Paul Di’Anno (vocals, 1977-81)
Blaze Bayley (vocals, 1994-99)
Terry Rance (guitarra, 1975-76)
Dave Sullivan (guitarra, 1975-76)
Bob Angelo [Robert Sawyer] (guitarra, 1976)
Terry Wapram (guitarra, 1977)
Paul Cairns (guitarra, 1979)
Paul Todd (guitarra, 1979)
Tony Parsons (guitarra, 1979)
Dennis Stratton (guitarra, 1980)
Doug Sampson (bateria, 1977-80)
Ron Matthews (bateria, 1975-77)
Thunderstick (bateria, 1977)
Clive Burr (bateria, 1980-82)
Tony Moore (teclados, 1977)

Uma multidão, não é? Pois bem, no começo do ano saiu uma coletânea chamada Origins of Iron que apresenta alguns desses músicos que passaram pela história do Iron Maiden com graus de importância bastante distintos. Porém diferente de vários lançamentos parecidos, esse tem uma causa nobre. Todo o dinheiro arrecadado foi revertido para a Hit ‘em Hard for MS: The Clive Burr Foundation, que é um órgão de caridade fundado por um primo de Burr para ajudar pessoas que possuem o mesmo problema que causou a morte do baterista em 2013. A doença que ele tinha, a Esclerose Múltipla, ataca o sistema nervoso central e interfere na capacidade do cérebro de controlar funções como caminhar, falar e outras.

Um exercício interessante ao ouvir o disco é imaginar aquele tipo de som que o cara está executando sendo encaixado no próprio Iron Maiden, mesmo que isso não faça sentido algum. Muitas dessas músicas não foram gravadas na época que eles estavam com a banda e a função de compositor sempre foi de Steve de qualquer maneira. Logo na primeira faixa temos algo totalmente diferente com o estilo musical da Donzela. “Spaceboogie Pt. 1”, de Robert Sawyer, é uma viagem sonora feita com auxílio de efeitos de guitarra. Lembra alguma coisa de Robert Fripp quando utiliza seu frippertronics ou algum disco solo de Jan Akkerman nos anos 80. Essa faixa não está presente no LP.

O baterista Doug Sampson participa junto de sua atual banda chamada Airforce – não confundir com o Airforce de Ginger Baker dos anos 70 – com a faixa “War Games”. Destaque para o vocalista Sam Sampson que tem uma voz bastante agradável. Seria Doug parente de Sam? Sei lá! Dificil encontrar informações sobre a banda, mas parece-me que o chefe da coisa é o guitarrista Chop Pitman. No encarte existe um link em que temos acesso a várias outras músicas, mas nada mais do que isso. Para quem gosta de um hard que pese para o AOR vale bastante a pena.

Se alguém leu a matéria que fiz sobre a banda More aqui na Consultoria do Rock vai se lembrar que comento sobre algumas pessoas na Inglaterra que ficaram anos repetindo que o vocalista “bom mesmo” que tinha passado pelo Iron Maiden era Paul Mario Day. Bem, aqui está mais uma chance para você verificar se isso é real ou não. Paul participa com a faixa “Guilty” de um disco de 2011, autointitulado, da banda Crimzon Lake, em que o destaque mesmo vai para o guitarrista Daniel Jackson. Paul Day já está com outra banda atualmente, o Defaced.

Foto festa

Foto da festa de lançamento do disco

Lembram daquele baterista malucão que tocava com uma balaclava de couro no Samson, o Thunderstick? Pois é! Muito nem se lembram que ele também foi baterista do Iron Maiden. Na verdade ele trocou a banda quando foi para o Samson e Clive Burr saiu do Samson e veio para o Iron. Novamente as informações são precárias e o site que ele disponibiliou no encarte não leva a nada. Participando com uma banda que leva seu nome com a ótima faixa “Thunder Thunder” mostra que o baterista tem/tinha certo potencial como compositor. Conhecem a história de “The Ides of March”, não é? A vocalista Jodee Valentine faz um ótimo trabalho principalmente no pegajoso refrão.

O guitarrista Terry Rance foi um dos primeiros a fazer parte do Iron Maiden e ficou na banda cerca de 17 meses. A faixa “On the Run” de sua banda Lizard é a que mais remete ao NWOBHM do ábum e é razoável. Precisaria ouvir mais material do grupo para poder avaliar melhor.

Quem não pode faltar quando o assunto é Iron Maiden? Pois é, o eterno ex-vocalista do Iron Maiden, Paul Di Anno, também participa. Com sua atual banda chamada Architects Of Chaoz Paul nos trás uma das melhores faixas do disco, “When Murder Comes to Town”. Eles estão fazendo um metal bem mais moderno que o apresentado no restante do disco e temos uma bela idéia de como é o disco todo do grupo que foi lançado há alguns meses. Quem acompanha o que Paul tem feito nesses últimos anos sabe que ele anda usando bastante drive na voz atualmente, mas aqui ele faz variações bastante interessantes.

Em seguida temos a participação de outro vocalista, o controverso Blaze Bayley. A faixa escolhida foi uma participação que Blaze fez com um guitarrista chamado Chris Declereq, um músico de estúdio bastante experiente, apesar da pouca idade. Parece-me que Chris quer começar a dar seus próprios passos e está gravando um disco solo e “A Miracle Away” é seu primeiro single. Blaze Bayley deixa o som bastante parecido com o material de sua carreira solo pós Iron Maiden. Junto da faixa anterior são os maiores destaques do disco. Dos participantes de Origins of Iron, Blaze Bayley é o que mais tempo ficou no Iron Maiden, cerca de 5 anos. Um detalhe bastante interessante dessa faixa é a participação de Michael Kenney um membro não oficial do Iron Maiden desde Seventh Son of a Seventh Son. É ele que faz todas as partes de teclados, inclusive participou dessa última turnê Maiden England. Na bateria David Moreno que chegou a tocar na banda solo de Bruce Dickinson.

Se a idéia era levantar fundo para um órgão de caridade que leva o nome de Clive Burr nada mais justo que algo em que ele participou fizesse parte do disco. E a faixa escolhida, uma demo, foi retirada dos baús de Paul Samson do início da banda Samson em 1977. “The Shuffle” é um boogie e mostra bem o estilo musical com a banda começou bem diferente do que fizeram a partir da entrada de Bruce Dickinson.

Por fim uma participação que particularmente gostei muito e estava bastante curioso quando ainda não tinha ouvido o disco. A maioria não sabe, mas o Iron Maiden já teve um tecladista como membro oficial. Por pouco tempo, mas teve. Steve estava tentando uma formação na linha do Deep Purple e do Rainbow, mas depois viu que isso não iria funcionar para fazer as músicas que queria e um segundo guitarrista era necessário. Assim, Tony Moore ficou somente cerca de quatro meses na banda. Moore canta, toca teclado e violão em “Rockstars Don’t Retire” em que o principal destaque é a letra. Falando sobre a vida de um músico em início de carreira ele cita alguns hábitos comuns entre essas pessoas, de destruir hotéis até assinar contratos duvidosos. Canta que a internet acabou fazendo com que as vendas de CDs diminuíssem, mas agradece aos iPods por continuarem tocando suas músicas. Bastante trabalhada, a faixa é bem setentista com elementos folk. Bela surpresa!

A idéia do CD veio da publicação de um livro chamado Outside Iron Maiden, publicado, em edições bastante restritas, na Hollanda, por um colecionador chamado Erwin Lucas que apresenta em seu site uma coleção fantástica de itens do Iron Maiden. Nesse site ele também vende seu livro.

originsasmallforstore

Imagem do poster, com capa e contra capa, também disponível para venda.

A capa e contra capa, toscas a princípio, trazem bastantes referências das bandas que estão na coletânea e também da história do Iron Maiden. Podemos ver uma avião em alusão ao Airforce, o lago vermelho (Crimzon Lake), um lagarto azul (Lizard), algumas caricaturas dos músicos e uma citação do Cart and Horses, famoso pub em que o Iron Maiden deu seus primeiros shows. Até uma placa da Kibon podemos ver em uma das fachadas. Depois de olhar com mais atenção a tosqueira até fica em segundo plano.

Pelo caráter beneficente que a coletânea se propõe acho que a tiragem foi muito limitada. Já que nesse caso o importante seria a maior arrecadação possível. Foram lançados apenas 250 cópias em CD, 250 cópias em LP e mais 100 pôsteres. Até mesmo por isso tenho dúvidas sobre a veracidade dessa limitação de tiragem. Primeiro porque como disse acima acho que o valor arrecadado poderia ser muito maior – pelos preços praticados no lançamento o total giraria em torno de 7.000 libras. Outro ponto é que no site ainda existem cópias sendo vendidas e eu tenho certeza que existem mais colecionadores do que o número de cópias anunciadas. Em todo o caso a minha cópia do CD veio numerada a mão com o número de 58, a do pôster 49 e ainda não recebi o LP. Será que isso vai se tornar valioso no futuro?

photo328528504263125059

Foto da contracapa da cópia que recebi

Track List

01 – Bob Sawyer – Space Boogie Pt. 1 (Inédita)
02 – Airforce – War Games (Doug Sampson na bateria – Inédita)
03 – Crimzon Lake – Guilty (Paul Mario Day no vocal)
04 – Thunderstick – Thunder Thunder (Inédita)
05 – Lizard – On The Run (Terry Rance na guitarra) 
06 – Architects Of Chaoz -When Murder Comes To Town (Paul Di’Anno no vocal) 
07 – Chris Declercq – A Miracle Away (Blaze Bayley no vocal)
08 – Samson – The Shuffle (1977 Demo) (Clive Burr na bateria)
09 – Tony Moore – Rockstars Don’t Retire

Sting – The Bridge


 Concebido durante o período de lockdown, The Bridge é o mais novo trabalho lançado pelo multi-instrumentista, vocalista e compositor britânico Sting. Ainda que predominantemente pop, há espaço para jazz, rock, R&B e folk, fato que demonstra a versatilidade do ex-líder do The Police.

O álbum possui dez faixas e foi produzido por Martin Kierszenbaum (Lady Gaga, Madonna, Sheryl Crow, Samantha Fish e outros) – um dos mais requisitados produtores de música pop da atualidade – e pelo próprio Sting.

The Bridge abre com “Rushing Water”, um pop rock que poderia facilmente estar no disco Synchronicity (último álbum de estúdio lançado pelo The Police em 1983). Outra canção que segue a cartilha “policialesca” é “The Book of Numbers”, que inicia lenta, mas descamba para um refrão rock’n’roll.

As belas e delicadas baladas também marcam presença, é o caso de “If It’s Love”, “For Her Love” e “Captain Bateman”. De outro lado, o R&B “Loving You” explora questões ligadas à traição e ao ciúme.

Há espaço para faixas reflexivas e melancólicas, como em “Harmony Row” e “The Bridge” (canções que exploram o território do folk britânico), além da jazzy “The Bells of St. Thomas”. 

The Bridge é um trabalho delicado, recheado de canções com letras inteligentes e soluções melódicas intrigantes. O grande mérito de Sting é enquadrá-las num formato pop palatável para qualquer ouvinte, algo que ele vem conseguindo fazer em sua extensa e bem-sucedida carreira. 


FICHA TÉCNICA

Artista: Sting

Álbum: The Bridge

Produção: Martin Kierszenbaum e Sting

Duração: 36m27s

Data de lançamento: 19 de novembro de 2021

Gravadora: A&M / Polydor

Faixas:

01. Rushing Water (Brown/Kierszenbaum/Sting)

02. If It’s Love (Sting)

03. The Book of Numbers (Miller/Sting)

04. Loving You (Coles/Sting)

05. Harmony Road (Miller/Sting)

06. For Her Love (Kierszenbaum/Sting)

07. The Hills on the Border (Sting)

08. Captain Bateman (Sting)

09. The Bells of St. Thomas (Miller/Sting)

10. The Bridge (Sting)

Clique aqui para ouvir The Bridge.

CRONICA - JEFF BECK (GROUP) | Beck-Ola (1969)

 

Se Truth foi bem nos Estados Unidos, fracassou na Inglaterra, não repetindo o sucesso do single "Hi Ho Silver Lining". Mas no final de 1968, outra coisa deve estar incomodando mais Jeff Beck. De fato, seu amigo e rival Jimmy Page formou seu próprio grupo (no modelo do Jeff Beck Group), que acaba de fazer uma entrada sensacional nos palcos do Rock. A competição promete ser acirrada e Beck quer colocar as chances a seu favor. Ele despede Micky Waller, cujo jogo está longe de rivalizar com o golpe de Bonham, para substituí-lo por Tony Newman e contrata em tempo integral o pianista que todo mundo está começando a arrancar (a começar pelos Rolling Stones), Nicky Hopkins, que já havia participado de VerdadeQuando essa bandinha entra em estúdio, o primeiro álbum do Led Zep já foi lançado e teve o efeito de uma bomba. Seu primeiro trabalho é a gravação de um título de Hank Marvin (of the Shadows) inicialmente destinado a Jimi Hendrix, "Throw Down A Line", em antecipação a um single. A saída deste finalmente foi cancelada por Mickie Most que não o considerou capaz de se tornar um hit (iria se tornar quando Marvin o gravar com Cliff Richards). O Jeff Beck Group então volta ao trabalho para fazer um segundo álbum capaz de se apresentar com seus novos rivais. A tarefa é árdua, quase impossível, como o resultado, Beck-Ola , ilustrará .

Se de fato Beck vale tanto (alguns diriam até mais) que Page como guitarrista, que os dois grupos têm cada um dos cantores mais lendários da história do Rock, que suas seções rítmicas são devastadoras, há um ponto em que o Jeff Beck Group não é páreo para o Led Zeppelin: as composições. Jeff Beck afirma ser mais um intérprete do que um compositor (o resto da sua carreira o provará) e é, portanto, sobre Ronnie Wood, Nicky Hopkins e Rod Stewart que o fardo recairá. Mas falta experiência e se as suas composições têm boas ideias e destacam indiscutíveis proezas musicais, é óbvio que nenhum título pode competir com “Dazed And Confused”, “Communication Breakdown” ou “How Many More Times”. Consciente deste fato,

E é sem surpresa um deles que abre o álbum. Muito esperto porém quem conseguirá reconhecer a saltitante "All Shook Up" nessa releitura entre Soul e Hard Rock. E devemos admitir que é excelente. Se é dominado pelo carisma vocal de Rod Stewart e pelo piano de Nicky Hopkins, concentrando-nos nos restantes instrumentos só podemos admirar a linha de baixo de Ronnie Wood e a batida de Tony Newman. A guitarra de Jeff obviamente tem seus momentos de explosão que confirmam porque ele é considerado um dos melhores guitarristas do mundo. O talento dos músicos é igualmente eloquente na pesada “Spanish Boots”, primeiro título original do álbum, onde desta vez a guitarra se impõe ao piano. Músicas compostas pelo Jeff Beck Group, é um dos que está mais perto de reivindicar o título de rock clássico. O riff é realmente muito cativante e não falta muito (um refrão mais memorável) para conseguir igualar os sucessos do Hard Blues de Led Zep. Notaremos ainda um final num solo de baixo de Wood que demonstra que, embora tenha chegado ao instrumento constrangido e forçado, tornou-se um dos seus melhores músicos.

Prova de que Jeff Beck não era um ego, deixa os holofotes para Nicky Hopkins para a balada instrumental “Girl From Mill Valley” que permite um momento de majestosa calma. É porque precisamos disso antes dessa versão paquidérmica de “Jailhouse Rock”. Para dizer a verdade, tanto a adaptação – podemos até falar em releitura – de “All Shook Up” me parece atraente, quanto essa recuperação que empurra todos os cursores me parece muito confusa. Por querer fazer demais, o grupo nos perde no caminho mesmo que haja coisas boas. Defeito que o grupo já havia demonstrado com o cover de "Shapes Of Things" do disco anterior. O próprio Rock "Plynth (Water Down The Drain)" já prefigura o que os Faces farão - porém mais Hard Rock - enquanto destila leves toques latinos via piano e percussão. Sem hesitar em entrar num peso que deve ter dado ideias ao Black Sabbath, "The Hangman's Knee" acaba por ser um pouco sem fôlego do ponto de vista da composição, fazendo com que o título mais afunde do que decole, apesar de algumas ideias sedutoras no início nível da guitarra solo. Por fim, terminamos com “Rice Pudding”, um instrumental que nos deixa sem palavras pelo nível de jogo dos músicos e que pode até dar algumas ideias aos Led Zeppelin para o seu segundo álbum.

Inquestionavelmente, o Jeff Beck Group busca rivalizar com o volume e a fúria do primeiro Led Zeppelin. Nesse nível, provavelmente até consegue ultrapassá-los. Mas ao longo do caminho, eles perdem a sutileza que Page e sua gangue conseguiram usar. Sem dúvida, Mickie Most também era mais um produtor de Pop do que de Hard Rock e, portanto, deve ter tido problemas para administrar o volume substancial do grupo, que às vezes parece querer empurrar as paredes. No entanto, seria errado acreditar que os músicos estão apenas no nag e "Girl From Mill Valley" e alguns tocaram "Rice Pudding" estão lá para provar isso. Mas sem dúvida o resultado geral também é um pouco menos eclético do que o primeiro Led Zeppelin. Então, como Truth , Beck-Olaé um álbum bom, até muito bom, certamente no topo da cesta do que então se fazia no Blues Rock, endurecido ou não, mas ainda falta algo para reivindicar a obra-prima. No entanto, o álbum novamente ganhou ouro na América e desta vez conseguiu entrar no top 40 do Reino Unido por pouco. Infelizmente, o grupo se desentenderá no verão de 1969, impedindo sua passagem para Woodstock. Quem sabe o que teria acontecido se eles tivessem ficado juntos e com certeza podemos nos arrepender. Restam dois discos que permanecem, com os seus defeitos e qualidades, entre os essenciais do saudoso guitarrista.

Títulos:
1. All Shook Up
2. Spanish Boots
3. Girl From Mill Valley
4. Jailhouse Rock
5. Plynth (Water Down The Drain)
6. The Hangman’s Knee
7. Rice Pudding

Músicos:
Jeff Beck: Guitarra
Rod Stewart: Vocais
Ronnie Wood: Baixo
Nicky Hopkins: Piano, Órgão
Tony Newman: Bateria

Produção: Mickie Most

CRONICA - STEPPENWOLF | 7 (1970)

 

Com exceção de "Earschplittenloudenboomer", um exótico instrumental de 5 minutos feito de metais sem muito interesse (a conversa telefônica em alemão, no entanto, nos lembra de que país é o líder John Kay), este 7º esforço de Steppenwolf sobriamente chamado 7 fronteiras sucesso artístico. Deixar de ser excelente este Lp está longe de ser ruim. É certo que este disco é superado pela potência do Grand Funk Railroad, pelo peso da Mountain, pelo ardor do Cactus. Não lança sucessos dignos de um “Born To Be Wild” ou de um “Magic Carpet Ride” ou de um rock sofisticado à la Monster , mas defende-se bem. Este LP foi lançado em novembro de 1970 na ABC Dunhill, 6 meses após o famoso Liveque tornou famoso o lobo da estepe. Enquanto isso, um desentendimento estourou entre o vocalista John Kay e o baixista Nick St. Nicholas. Sem ser avisado, este último é substituído pelo ex-baixista do TIME, George Biondo (ironicamente também o havia substituído neste mesmo grupo). Decepção que não será sem consequências, John Kay e Nick St. Nicholas encontram-se enfrentando a justiça por mais de 20 anos, apesar de algumas tentativas de reconciliação.

Assim, George Biondo, além de John Kay, junta-se ao tecladista Goldy McJohn, ao guitarrista Larry Byrom e ao baterista Jerry Edmonton para o lançamento de 7 compostas por 9 faixas. Ele começa com o ameaçador “Ball Crusher” de riffs wah-wah rastejantes, soli vicioso, órgão movido a querosene esmagador e John Kay doentio. Com essa música o combo anuncia a cor, a vontade de cair na estrada. Vem um blues sujo, "Forty Days And Forty Nights", um cover de Muddy Waters conduzido por uma gaita que cheira a poeira. Cantada por Jerry Edmonton, “Fat Jack” é um bom blues rock. "Renegade" é uma balada folk violenta e melancólica com uma mudança de ritmo, onde John Kay relata sua dolorosa partida com sua mãe em 1948 da Alemanha ocupada pelos soviéticos para o oeste.

O lado B começa com a amigável "Foggy Mental Breakdown" com sua gaita sonhadora e rústica. Outra capa chega, a folk com sabores orientais "Snowblind Friend" de Hoyt Axton, a quem devemos o famoso "The Pusher" incluído no primeiro Steppenwolf, também evocando os perigos das drogas. Voltamos ao rock insalubre e sarcástico, mas terrivelmente eficaz, com "Who Needs Ya '" cantada por John Kay e Jerry Edmonton para bons momentos de soul e boogie. O disco termina no espírito de Woodstock com "Hippo Stomp" com aromas progressivos.

Pena que existe esse “Earschplittenloudenboomer” que, devo admitir, é um tanto incongruente. Provavelmente o grupo a caminho parou em um bar de mariachis. Mas depois de várias audições pode passar.

Títulos:
1. Ball Crusher
2. Forty Days And Forty Nights
3. Fat Jack
4. Renegade
5. Foggy Mental Breakdown
6. Snow Blind Friend
7. Who Needs Ya
8. Earschplittenloudenboomer
9. Hippo Stomp

Músicos:
John Kay: Vocais, Guitarra, Gaita
Larry Byrom: Guitarra
Goldy McJohn: Órgão, Piano
George Biondo: Baixo
Jerry Edmonton: Bateria, Vocais

Produção: Richard Podolor


CANÇÃO QUE JUNTA OS MÅNESKIN A TOM MORELLO JÁ ESTÁ CÁ FORA

 

'Gossip' é uma das faixas de "Rush", o novo álbum da banda italiana com lançamento marcado para o dia 20 de janeiro

Os italianos Måneskin partilharam hoje a canção que tem a contribuição do guitarrista Tom Morello, homem dos Rage Against The Machine e Audioslave.

'Gossip' - assim se chama o tema - faz parte de "Rush" - o novo disco do grupo cujo lançamento está marcado para o dia 20 de janeiro. É o terceiro álbum do coletivo italiano a ver a luz do dia e já quatro singles apresentados. Além de 'Gossip', já se pode ouvir  'The Loneliest', 'Supermodel' e 'La Fine'.

Em agosto de 2021, os Måneskin convidaram o veterano Iggy Pop para uma nova versão do tema 'I Wanna Be Your Slave' que editaram no disco "Teatro d'ira: Vol. I" (2021).

O grupo está nomeado para um Grammy, na categoria de Artista Revelação.


MILEY CYRUS JÁ MOSTROU 'FLOWERS', O NOVO SINGLE

É a primeira amostra do novo disco "Endless Summer Vacation".

Miley Cyrus mostrou hoje o videoclipe que ilustra 'Flowers' - o single de avanço do disco que vai editar a 11 de março

O novo álbum chama-se "Endless Summer Vacation" e é o sucessor de "Plastic Hearts", registo que editou em 2020.

"É uma carta de amor a Los Angeles", diz a cantora sobre o novo disco em comunicado citado pela Rolling Stone. Ainda de acordo com o que foi divulgado, o registo conta com a produção de Kid Harpoon, Greg Kurstin, Mike WiLL Made-It e Tyler Johnson e foi gravado precisamente em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos. 

Veja aqui o vídeo que serve o novo tema da cantora norte-americana.

 

O espetacular álbum de estreia do Led Zeppelin

 

É difícil para nós, que não estávamos vivos, compreender completamente a extensão de quão notável o Led Zeppelin foi em seu apogeu. Brincadeiras sobre deuses de ouro e Aleister Crowley à parte, a banda puxou a música para o futuro, tirando a coroa dos Beatles, mesmo quando o quarteto de Liverpool ainda tinha mais dois anos de vida pela frente.

Formado por um dos guitarristas mais requisitados de Londres, Jimmy Page, em 1968 como New Yardbirds, o Led Zeppelin rapidamente se tornou pioneiro do hard rock e do heavy metal. Eles forneceram a Page um veículo para tornar a música de guitarra mais expansiva, como ele pretendia fazer em seu antigo equipamento.

Para realizar seu sonho, Page sabia que tinha que montar a escalação certa para salvá-la da implosão abrupta como The Yardbirds. Page foi rejeitado por seu candidato a frontman de primeira escolha, Terry Reid, que em vez disso o enviou na direção de Robert Plant, um cantor da Band of Joy e Hobbstweedle. Plant aceitou o trabalho e sugeriu seu velho amigo John Bonham como baterista, que também aceitou o show.

A peça final do quebra-cabeça provou ser John Paul Jones, um multi-instrumentista talentoso que, como Page, era um dos músicos de sessão mais reverenciados de Londres. Os dois se conheciam há algum tempo e trabalhavam juntos ocasionalmente por causa de suas carreiras coincidentes no estúdio. Quando Jones perguntou sobre a vaga de baixista por sugestão de sua esposa, Page o acolheu sem hesitar.

Imediatamente, o grupo se deu bem pessoal e criativamente. Depois de apenas algumas semanas de existência, o quarteto já estava em estúdio gravando seu álbum de estreia homônimo. Eles também viajaram pela Europa e América do Norte nos primeiros seis meses. O álbum apresentou a banda ao mundo com um estrondo, abrindo com a faixa 'Good Times Bad Times' e apresentando outras favoritas dos fãs, como 'Dazed and Confused' e 'Communication Breakdown'. Desde o seu lançamento, tem sido aclamado como um clássico e um dos álbuns definitivos do ano.

O Led Zeppelin de 1969 não foi um sucesso surpreendente, já que Page havia calculado um projeto artístico desde o início, que ele acreditava que levaria o grupo ao estrelato. Seu principal objetivo para o disco era mostrar a guitarra, mas não a ponto de pavonear ou ofuscar seus companheiros de banda.

Ao falar com Michael Hann do The Guardian em 2014, Page revelou que pretendia que o primeiro álbum da banda fosse uma declaração de intenções. Ele disse: “Você tem todas essas camadas e profundidades, mas ainda precisa capturar a atenção das pessoas nos primeiros segundos, na verdade. Então, quando você tem algo como 'Good Times Bad Times' e você tem o tipo de sotaque e o bumbo ecoando e as pessoas dizendo 'Que diabos é isso?', é isso que você quer."

Jimmy Page alcançou o que se propôs a fazer e conquistou seus sonhos. Como ele imaginou, os fãs foram fisgados desde os primeiros segundos de Led Zeppelin. A partir de então, eles foram de força em força. Mesmo o tão difamado terceiro álbum da banda, "Led Zeppelin III", de 1970, ainda contém floreios artísticos magistrais, incluindo a atemporal 'Immigrant Song'.


Marcela Bovio lança "Jusqu'au bout de l'univers", sua 1ª gravação em francês


Canção é a versão em novo idioma de "Edge of the World", faixa de "Through Your Eyes", 2º álbum solo da cantora.

A frontwoman do Stream of Passion e honorária do Ayreon, Marcela Bovio, lançou hoje a sua versão em francês para canção "Edge of the World", que integra o seu 2º álbum solo, intitulado "Through Your Eyes" (2018).

Em francês a canção fora rebatizada como "Jusqu'au bout de l'univers" e em nota, miss Bovio agradeceu ao suporte da amiga Emilie Garcin, que a auxiliou na tradução e pronúncia.

"(...) Aqui estou eu novamente com uma pequena surpresa! Meu primeiro lançamento do ano: pela primeira vez gravei uma música em francês!

Chama-se "Jusqu'au bout de l'univers"​ e, na verdade, é um remake francês da minha faixa "The Edge of the World". Eu queria regravar uma das minhas músicas em francês para comemorar meu primeiro show solo em Paris, no próximo dia 17 de fevereiro. E tive a sorte de contar com a ajuda da minha grande amiga Emilie Garcin, que me ajudou com a tradução e me deu algumas orientações rígidas de pronúncia... A pronúncia francesa é difícil! 

Marcela Bovio."

Metalviolin: rock e música de concerto se unem em espetáculo no Teatro Riachuelo

 

Sucesso das redes sociais ganha os palcos no dia 02/02.

Sucesso na internet com milhões de pessoas alcançadas, Metalviolin está de volta para os palcos cariocas com seu espetáculo único que une clássicos do rock com a música de concerto. No dia 02 de fevereiro, quinta-feira, a partir das 20h, o projeto sobe ao palco do Teatro Riachuelo. 

Muito além do gênero presente no nome, a proposta do violinista carioca Thiago Teixeira busca misturar as músicas erudita e não-erudita através de virtuose e originalidade. Suas releituras já renderam mais de 6,5 milhões de visualizações no Facebook e mais de 800 mil no YouTube. Além disso, gerou um EP homônimo produzido e com arranjos do artista. 

No palco, violinos acústicos e elétricos surgirão ao lado de um piano, cello, violino, viola e um trio de rock unindo Metallica e Iron Maiden até Bach e Queen, além de System of a Down até Puccini. A banda é formada por Tamara Barquette (violino), Diego Silva (viola), Daniel Silva (cello), Rafael Barros Castro (piano), Lula Washington (guitarra), Claudio Alves (baixo) e Lourenço Vasconcellos (bateria) em um espetáculo com sonorização de Henrique Vilhena, iluminação de Paulo Ornellas e produção de Adriana Rio Doce. O próprio Thiago Teixeira assina a direção artística.

Desde muito jovem, Thiago Teixeira se dedica à música clássica. Aos 15 anos, já se apresentava como violinista. Desde 2012, ele é um dos músicos integrantes da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e já tocou como músico convidado em diversas orquestras no Brasil e fora dele, pisando em palcos como o Konzerthaus e a Philharmonie Berlin. 

No fim de 2015, sempre buscando se reinventar, Teixeira criou um canal no YouTube com versões de canções de inspiração rocker e geek, indo dos clássicos do rock, até temas de filmes e séries. O trabalho traz uma sonoridade bem distinta, seja passando seu violino por um amplificador de guitarra, incluindo um em formato de caveira, ou se transformando numa orquestra de si mesmo, às vezes tocando 10 linhas musicais ao mesmo tempo. 

Em 2018, Metalviolin viralizou com uma versão de “Bohemian Rhapsody”, do Queen, que alcançou centenas de milhares de pessoas em mais de 40 países. Em 2022, Thiago participou do Rock in Rio com a Eletrika, tocando todos os dias do festival e subindo ao palco com grandes artistas do rock nacional.

Agora, seu projeto mais ousado retorna aos palcos em grande estilo. O Teatro Riachuelo fica na Rua do Passeio, 38/40, no Centro, próximo à estação Cinelândia do metrô. 

Destaque

Arthur Doyle - Alabama Feeling (1978)

No final de 1977, Arthur Doyle trouxe seu quinteto para Nova York para tocar no Brook, um loft na West 17th Street administrado por Charles ...