terça-feira, 17 de janeiro de 2023

SAIBA TUDO SOBRE Regula

Regula

Depois dos seus primeiros dois álbuns 1ª Jornada” e “Tira Teimas” Regula a.k.a. Bellini posicionou-se rapidamente com um dos MC's portugueses mais aclamados na comunidade Hip-Hop. Hoje é conhecido como um dos maiores precursores da Nova-Escola do rap nacional. Regula consagrou-se no panorama nacional através da sua escrita peculiar e através da sua exploração intensiva das várias técnicas de rima, preocupando-se em embelezar os seus textos com complexas construções rimáticas, seja rimando as sílabas tónicas de cada palavra, seja rimando várias palavras em cada verso. Tem na sua história participações em várias mix-tapes, compilações e também colaborações estreitas com outras figuras singulares do Hip-Hop português como Sam The Kid, Cool Hipnoise, Chullage, NBC, SP&Wilson, Sir Scratch, Xeg, DJ CruzFader, DJ Bomberjack etc. Desde 2002 tem rodado o país inteiro em concertos, alguns deles memoráveis como o Hip-Hop Tuga All Stars. Regula lança agora o seu 3º projecto, o Mix-CD "Kara Davis", apadrinhado pela Horizontal (Produtora de Valete) e que conta com a participação de nomes consagrados no Hip-Hop como Sam The Kid, Xeg ou DJ Kronik. Algumas Participações de Regula: Álbum "Sobre(Tudo)" de Sam The Kid – Tema- "Musa" Álbum "Cinema" de Sir Scratch – Tema "Lotação Esgotada" Álbum "Barulho" de SP&Wilson- Tema "Sente o Meu Style" Álbum "Cool Hipnoise" dos Cool Hipnoise –Tema "Tudo a Nu" Álbum "Afro-Disíaco" de NBC – Tema "Flavours" Álbum "Conhecimento" de Xeg- Tema "Do Contra" by:Valete


Parecido com





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Faixas principais

MILHANAS EDITA O NOVO SINGLE… “MAIS QUE AO SOL”

 

Dua Lipa abraça o Synth-Funk dos anos 80 em “Future Nostalgia”


Todos que me conhecem sabem da pouquíssima empolgação que eu tenho pelo que é feito na grande maioria das coisas que reinam com absoluto espaço no Pop mainstream atual, mas obviamente, isso em nada me impede de me manter antenado o máximo possível e de ser positivamente surpreendido pelo o que chega de novo deste universo. Uma dessas ótimas surpresas é o lançamento do álbum da cantora britânica Dua Lipa (com certeza um dos maiores fenômenos Pop da atualidade) batizado de “Future Nostalgia”.

Dua Lipa de forma brilhante e eficiente, incorporou novos e agradáveis elementos em seu som, trazendo muitos toques e influências do Disco/Funk/Pop do fim dos anos 70 e início dos anos 80, e ao mesmo tempo, com muita esperteza, une o clássico com uma estética sonora do futuro com doses muito bem sacadas e equilibradas.

Faixas como a mega hit “Don’t Start Now” juntamente com “Cool”, “Physical”, “Hallucinate” e “Break My Heart”, funcionam perfeitamente para as pistas de dança, trazendo uma sonoridade Synth-Funk extremamente contagiante, recheadas com linhas de baixo poderosas, guitarras funkeadas, versos pegajosos, refrãos grudentos e sintetizadores muito bem encaixados. “Love Again” é talvez a faixa Disco Music mais nostálgica de todas por trazer uma excelente sessão de cordas muito características do gênero.

“Future Nostalgia” com certeza estará presente nas mais diversas listas de melhores álbuns Pop do ano. Dua Lipa entrega um disco coeso e dançante do início ao fim, e como o próprio e adequado título sugere, ela abraça a música Pop do passado com carinho, mas sempre visando o amanhã.

”Tennessee Mojo”: O poderoso Southern Rock do The Cadillac Three

 ”The Cadillac Three” é uma bela banda do cenário atual do Southern Rock, formada pelo vocalista e guitarrista Jaren Johnston, pelo baixista Kelby Ray e pelo baterista Neil Mason. Esta é a recomendação de hoje aqui no Entre Acordes.

The Cadillac Three.jpg

A banda fez seu primero lançamento em 2012, o então intitulado ”Cadillac Black”. No ano seguinte, eles assinaram com a Big Machine Records que trabalhou num relançamento deste álbum de estreia. No fim do ano, o trio lançou seu primeiro single, ”The South”.

Após esse confuso início, a banda aparentemente oficializou seu disco de estreia em 2014, intitulado como ”Tennessee Mojo”, que será o foco da recomendação de hoje aqui. Para registro, em 2016, chegou ás lojas, ”Bury Me In My Boots”, e no ano seguinte foi lançado ”Legacy’.

Falando um pouco mais do ”Tennessee Mojo”, que é bastante influenciado pelos trabalhos do ZZ Top, já começa com uma porrada, ”I’m Southern”, um estrondoso Country/Southern direto na sua orelha, um início que chama muita atenção. A vibe do disco varia um pouco, encontramos faixas no estilo da primeira, com um riff simples e forte, mas também podemos encontrar baladas, como ”Down To The River” e ”Life”, mas todas com uma dose de energia. A produção é muito boa e a voz de Jaren se destaca muito em todo o disco.

A banda continua trabalhando á todo vapor, em fevereiro deste ano, lançou um novo trabalho ”COUNTRY FUZZ” e nos anima em ver que ainda tem muita gente boa fazendo um bom som, ainda mais de um gênero mais específico e local! Fica a recomendação, este belo trabalho do ”The Cadillac Three”.

Abaixo, uma perfomance ao vivo do grupo:

Tennessee Mojo Album.jpg

 

CAPAS E FOTOS DO ROCK PORTUGUÊS


segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

BIOGRAFIA DOS Som Nosso De Cada Dia

Som Nosso de Cada Dia

Som Nosso de Cada Dia é um grupo musical brasileiro de rock progressivo - apesar de ter algumas músicas compostas nos gêneros funk e soul - formado em 1971 na cidade de São Paulo. É conhecida por ter lançado dois álbuns de estúdio nos anos 1970 com êxito em círculos específicos, Snegs - de 1974 - e Som Nosso - de 1977. Após o seu término em 1978, a banda retornou aos palcos em diversas oportunidades, tendo sua última volta ocorrido em 2017 e durado até os dias de hoje.

História

Formação e primeiro término

Formado originalmente por Manito (tecladossaxofone e flauta), Pedro Baldanza, o "Pedrão" (guitarra e baixo) e Pedrinho Batera (bateria e vocais) na cidade de São Paulo em 1971.[1] Era uma banda diferente das outras que existiam por não contarem com um guitarrista solando, mas apenas um baixista que tocava guitarra eventualmente em algum trecho de alguma música. O grupo era centrado na figura de Manito que já havia feito sucesso com o grupo de rock da Jovem Guarda Os Incríveis. As coisas começaram lentamente até a banda passar a participar de festivais. Em uma dessas apresentações, foram vistos por olheiros da gravadora GEL que recomendaram a contratação da banda para o lançamento de um álbum de estúdio. Com a contratação, no ano de 1973, enfrentaram problemas com a gravadora, principalmente tempo escasso de estúdio para realizar as gravações e problemas com os equipamentos do estúdio. Assim, acabaram tendo que realizar as gravações e mixagem de seu álbum de estreia em apenas uma semana em um estúdio que estava com problemas na mesa-de-som.[2]

Após a gravação, passaram a enfrentar outro problema: a gravadora não se animou com o material e colocou o disco na geladeira, adiando o seu lançamento indefinidamente. O grupo continuou fazendo shows e isto rendeu um convite para abrirem os shows que o cantor estadunidense Alice Cooper faria no Rio de Janeiro e em São Paulo. Foram cinco shows em julho que levaram a uma exposição gigante da banda que agradou o público: o maior show no Anhembi, em São Paulo, teve público de mais de 130 mil pessoas (estimativas chegaram até a falar em 158 mil pessoas[3]). Com a boa repercussão - especialmente dos teclados de Manito na canção "Massavilha", a gravadora resolve lançar o disco e, assim, após quase um ano da sua gravação, Snegs é lançado em 1974. Com o lançamento do disco, o grupo passa a se apresentar como atração principal em diversos festivais, como o primeiro Festival de Águas Claras e o festival Rock da Garoa, ambos em 1975.[2]

Nesta época, gravam um segundo disco contendo uma suíte intitulada "Amazônia", que passam a tocar em apresentações ao vivo. O disco acabaria não sendo lançado pela gravadora e, em novembro de 1975, Manito anuncia sua saída da banda.[carece de fontes] Os membros remanescentes decidem continuar e a banda passa por diversas formações nos anos seguintes. Em 1976, assinam contrato com a gravadora Discos CBS e lançam, no ano seguinte, Som Nosso, contando com: Dino Vicente, Paulinho Esteves e Tuca Camargo (teclados); Egídio Conde (guitarra); Rangel e Marçalzinho (percussão); e Marcinha e Tony Osanah (vocais).[2] Neste disco, a banda também gravou temas influenciados pela música negra[4] e pelo funk de James Brown, com dois lados bem delimitados: um com música dançante; e outro com música progressiva.[5] Após passar por dificuldades para se manter fazendo shows, o grupo acaba em 1978.

Retorno da banda nos anos subsequentes

Em junho de 1993, o grupo volta com a formação original para gravar uma faixa bônus - "O Guarani" - para o relançamento em CD de Snegs, em comemoração aos seus 20 anos de lançamento. Esta volta rende, ainda, duas apresentações em outubro de 1994 - acompanhados por Jean Trad, na guitarra, e Homero Lotito, nos teclados - que resultariam na gravação de um álbum ao vivoLive '94, lançado pelo selo Progressive Rock Worlwide no mesmo ano. No ano seguinte, morre Pedrinho Batera, levando a banda a novo hiato.[6]

Em 2004, foi lançado mais um registro fonográfico de apresentações da banda. Desta vez, os membros remanescentes escolheram faixas de diversas fitas cassete existentes com apresentações do grupo entre os anos de 1975 e 1976 e lançaram A Procura da Essência – Ao Vivo 1975-1976, pela gravadora Editio Princeps. O disco conta com os músicos Pedrão Baldanza (baixo), Pedrinho Batera (bateria), Egidio Conde (guitarra), Dino Vicente e Tuca Camargo (teclados) e Rangel (percussão).[carece de fontes]

Em 24 de abril de 2008, o Som Nosso retornou mais uma vez para apresentações na Virada Cultural Paulista. O show ocorreu em um Teatro Municipal lotado e a banda tocou o primeiro álbum na íntegra. Além de Manito e Pedro Baldanza, participaram como músicos de apoio: Thiago Furlan e Jorge Canti (vocais), Marcelo Schevano (guitarra e flauta), Fernando Cardoso (teclados) e Edson Guilardi (bateria). O sucesso da apresentação levou a banda a realizar novas apresentações, como no festival Psicodália de 2009 e na mesma Virada Cultural Paulista de 2009, desta vez na Praça da República para uma plateia estimada em 35 mil pessoas.[carece de fontes] Entretanto, O novo regresso é forçado a uma nova pausa em 2010, quando Manito passa a ter problemas de saúde devido a um câncer de laringe, o que o levaria à morte no ano seguinte.[7]

Em 2011, novo registro ao vivo é lançado pela banda, Ao Vivo no Aquarius, pelo selo Museu do Disco. Dessa vez, uma performance realizada em 1976 no Teatro Aquarius (atualmente, Teatro Zaccaro) com os músicos Pedrão Baldanza (baixo e vocais) Egídio Conde (guitarra), Dino Vicente (teclados), Pedrinho Batera (bateria e vocais) e Rangel (percussão e vocais).[carece de fontes]

Em 2012, a Rede Globo usou a canção funk "Pra Swingar", faixa de abertura do segundo álbum da banda, na abertura da minissérie Suburbia.[5]

A partir de 2017, com novo relançamento do Snegs em CD, a banda retorna e passa a tocar em festivais e shows pelo país.[6]

Discografia


Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo

  • 1994 - Live '94 (Progressive Rock Worlwide)
  • 2004 - A Procura da Essência – Ao Vivo 1975-1976 (Editio Princeps)
  • 2011 - Ao Vivo no Aquarius (Museu do Disco)

Singles

  • 1978 - Black Rio / Identificação (Discos CBS)


NO BAIRRO DO VINIL

 O Carlos dos Jornais


Iniciamos com uma alusão a uma figura peculiar de Lisboa, que durante algumas décadas marcou o quotidiano de todos aqueles que passavam pela esquina da Rua 1.º de Dezembro com a Calçada do Carmo: “Carlos dos Jornais”, (cujo nome completo desconhecemos), que conforme o nome indica, vendia jornais e revistas nessa esquina. Mais tarde, segundo conseguimos apurar, terá mesmo aberto um quiosque também em Lisboa, embora desconheçamos se o terá feito na mesma rua. Segundo informações que recolhemos nesta aldeia global, que é a Internet, Carlos dos Jornais, era um homem brincalhão, muito correcto e respeitador. Teria sido apenas mais um comum mortal, se se tivesse apenas limitado pura e simplesmente à venda de jornais e revistas. No entanto, a peculiaridade da sua figura consistia na sua facilidade em dialogar em verso como os seus clientes, através de quadras todas elas improvisadas na hora, muitas vezes até de forma de desgarrada com quem se atrevia a responder às suas quadras.
O que muitos não saberão, tal como nós não o sabíamos até há alguns meses atrás, é que Carlos dos Jornais, devido à sua popularidade a afabilidade, foi convidado para gravar um disco com algumas das suas quadras, certamente preparadas para o efeito. Como informação relativa aos créditos deste registo fonográfico, temos apenas o prefácio constante da contracapa do E.P., escrito pelo próprio “artista”, que, pela sua importância, aqui transcrevemos na íntegra:
Em primeiro lugar, uma pequenina introdução para a explicação da gravação deste disco. Riso & Ritmo convidou-me, eu acedi, e dentro da minha modesta maneira de ser, aqui vão algumas quadras a diversas pessoas, as quais têm o fim de não ferir, e até, gratamente em agradecer.
Se tiver êxito, outras pessoas serão focadas num próximo disco, mas sempre com a correcção que me é peculiar. Portanto, a todos os meus amigos um muito obrigado e vou começar. - Carlos dos Jornais”

Em termos de registo fonográfico, trata-se, sem dúvida de uma interessante recolha, não só da voz e quadras de Carlos dos Jornais, como também da própria ambiência de Lisboa à época da gravação desde disco, que podemos situar, com elevado grau de probabilidade, em 1970. Nele encontramos não só o som das guitarras portuguesas, como também o próprio registo dos transeuntes a comprar jornais ao intérprete do disco e de toda a azáfama matinal típica de uma grande cidade como Lisboa. Os temas abordados por Carlos dos Jornais retratam o Portugal da época, com claras alusões à promessa do fim das barracas em Lisboa, ao insucesso do treinador Meirim (do Belenenses) e, quase totalidade da face B do disco, uma homenagem aos nossos artistas, tais como Hermínia Silva, Tonicha e Raul Solnado. Aliás, em relação a este último Carlos dos Jornais, é peremptório ao invocar a tristeza geral do povo português pelo fim do afamado programa de entretenimento “Zip-Zip”, ao qual dedica a seguinte quadra: “...Ao Solnado, bom rapaz/Oiça bem a minha voz/ Não sabe a falta que faz/ O Zip para todos nós/ Mesmo depois da canseira/ era esta a discussão/ estamos na segunda-feira/ à Zip na televisão/ Era uma noite de arrasa/ dizia o povo, acho bem/ Estava tudo em casa/ Na rua quase ninguém.”
Desconhecemos se Carlos dos Jornais terá sido convidado a gravar mais algum disco. Uma coisa podemos, no entanto, conjecturar: terá Carlos dos Jornais vendido os seus próprios discos no seu quiosque? Provavelmente sim.

Oiça um pouco do disco, clicando no Play

Destaque

THE CONTENTS ARE - Live Davenport, Iowa [US RAREST 1968 Hard Blues Acid Rock]

  AQUI TEMOS UMA GRAVAÇÃO AO VIVO NO "THE EAGLES LODGE DANCELAND, EM DAVENPORT, IOWA, EM 1968!! É UMA GRAVAÇÃO INÉDITA RETIRADA DAS MAS...