sábado, 21 de janeiro de 2023

SAIBA TUDO SOBRE Capicua

Capicua


Sou da escola do Porto…foi aqui que comecei a ouvir rap e a fazer rap (por esta ordem…de um século para o outro). Sempre gostei de rimas.
Tenho o dom da palavra desde que me lembro. Às vezes complico-as e às vezes comando-as facilmente.
Quando comecei a escrever em cima de batidas sobrepunha as frases ao tempo…não cabiam…eram selvagens. O tempo domesticou-as, mas acho que as tornou mais livres. Nem que seja porque chegam mais longe e têm mais poder. Agora gosto delas assim.
Entre um bombo e uma tarola. É isto que me dá pica. como quase nada.
Sou intuitiva e disciplinada. Gosto de ser uma voz.
Comecei com a Marta (M7), faziamos rap nuns beats do Mundo. Ele tinha paciência e nós falta de jeito…ehehehe.
Com o tempo a entrega ía esmorecendo…até que mais tarde, uma longe da outra e quase ao mesmo tempo, recomeçamos e voltamos a decidir que tinhamos de trabalhar nisto. Juntamos vontades e amigos…começamos Syzygy (2004/2005). Entretanto gravamos um ep (2006), demos concertos, evoluimos e estamos a trabalhar num disco.
Mais tarde, fiz outro ep "Mau Feitio" (2008) com o Auge e o D-one (com quem trabalho desde que trabalho a sério no rap). Pelo meio fui participando noutras faixas, com e para outras pessoas…que sairam lentamente como sempre acontece nestas coisas.
Agora, estou aqui. Com uma Mixtape nas mãos para oferecer em 3 partes. Uma experiência solitária, para limar arestas, experimentar desafios, outros beats, temas que não me são fáceis, muitas barras, outras ideias… Agora sou eu sem rede, sem cúmplices, sem limites… Capicua e Boom Bap … simplesmente.


 

Parecido com






Fotos







Faixas principais

A singela e dolorida sensibilidade acústica do Stone Temple Pilots em “Perdida”

 

Assim como outras bandas do movimento Grunge, o Stone Temple Pilots se viu assolado ao longo dos anos por perdas terríveis (a morte de dois vocalistas) e perturbadores problemas de relacionamentos contubardos que deixavam rastros de incerteza no ar.

Porém, de forma impressionante, tudo isso jamais se refletiu em desempenhos ou trabalhos ruins, (muito pelo contrário, diga-se de passagem) pois a banda sempre demonstrou um incrível poder de superação, e souberam muito bem ao logo da carreira, construir uma obra discográfica mais que digna.

Agora em 2020, eles retornam com um novo disco de estúdio batizado de “Perdida”, que comprova muito bem o que uma banda muito talentosa, musicalmente aflorada e entrosada pode realizar, mesmo que seja em uma circunstância em que decidem embarcar em um projeto bem distinto de tudo o que já fizeram.

“Perdida” é um trabalho extremamente suave e acústico, mas muito longe de ser monótono. Aqui, a banda apresenta uma coleção de 10 lindas canções, com arranjos incrivelmente belos e criativos com performances altamente emocionais. Apesar do clima sempre tranquilo, o disco é muito bem equilibrado e varia entre faixas que carregam muito de Folk, ora um pouco mais Country (como na linda faixa de abertura “Fare Thee Well”) além de ótimos toques de música Oriental e Celta (como no tom minimalista épico da maravilhosa faixa título). As músicas são “enfeitadas” com singelos solos de violões, guitarras slide, violinos, flautas e gaitas, tudo muito bem encaixado de forma precisa e não exagerada.

A própria banda descreveu o álbum como uma coleção de “10 músicas profundamente pessoais com letras introspectivas e instrumentos inesperados, que levam o ouvinte a uma jornada emocional sobre o recomeço”. O termo “Perdida” foi utilizado em referência à expressão em espanhol (de mesmo significado em português) dando a entender que a banda buscou trabalhar com o sentimento de luto. Embora o nome de Scott Weiland não seja citado no material de divulgação, é evidente que os músicos se referem ao lendário vocalista, infelizmente falecido em 2015.

“Perdida” é um lindíssimo trabalho de uma banda que sempre soube com muito louvor e qualidade exercizar seus demônios internos. Entrega aos seus fãs um disco tocante, que embora possa não agradar a todos estes, com certeza será lembrado com muito carinho por muitos destes futuramente. Audição recomendada!

Destaque

Bernd Kistenmacher & Harald Grosskopf - Stadtgarten Live (1995)

  Nightsounds Part I 45:43   Different Feelings 18:26    Nightsounds Part II (Excerb) 15:12