domingo, 22 de janeiro de 2023

R. E. M. – (Parte I)

 


Em 1988, o grupo americano R. E. M. lançou seu sexto álbum, Green, o qual foi o primeiro pela gravadora Warner Bros. Para comemorar a façanha, o grupo lançou uma tiragem limitada do álbum, com a capa diferente. Essa tiragem hoje é raríssima, mas foi o pontapé inicial para que a partir de então, todos os álbuns do R. E. M. (com exceção do último, Collapse Into Now, de 2011), recebessem uma edição especial (lá fora) para os verdadeiros fãs, em formatos as vezes não tão convencionais.
Essa série de postagens, divida em quatro partes, irá apresentar exatamente estas edições especias, apresentando para o fã do grupo um material que irá ser um verdadeiro tesouro na sua coleção, e também para despertar o interesse para essa grande banda dos anos 80 e 90 (e por que não, dos anos 2000) naqueles que conhecem uma ou duas canções do grupo. 

As três Edições Especiais que estreiam a série

Em cada postagem, trataremos de três álbuns em edições especiais, seguindo a ordem cronológica de lançamentos dos mesmos (incluindo álbuns ao vivo e a coletânea The Best of R. E. M. 1988-2003 (2003).

Começamos então pelo álbum Out of Time. Lançado pelo grupo em 1991, foi o maior sucesso comercial do quarteto, à época formado por Michael Stipe (vocais), Peter Buck (guitarras, mandolim, violões), Mike Mills (baixo, acordeão, piano, teclados e vocais) e Bill Berry (bateria, congas, percussão). Nele está contida “Losing My Religion”, canção que até o gato da vizinha conhece e sai cantando pela rua. O álbum vendeu mais de dez milhões de cópias em todo o mundo, sendo primeiro lugar em vendas em oito países (inclusive o Brasil). Com certeza, você alguma vez na vida ou pegou esse CD/LP/k7 em mãos ou possui o mesmo na sua prateleira até os dias de hoje.

Out of Time: The Portfolio Edition
Sua Edição Especial (somente em CD) é quase tão rara quanto a versão de Green, apesar de ter saído em uma tiragem maior. Para começar, a capa do CD é uma espécie de pacote para enviar cartas, como os usados antigamente por carteiros nos Estados Unidos, todo em preto com o símbolo do álbum (na versão original) em destaque numa cor mais clara, além das pontas deste diário ser amarradas por fitas que envolvem o conteúdo do mesmo. 
 
Ao abrir o diário, o fã depara-se com um envelope, o qual contém dez cartões postais, um deles com o nome das canções e a ordem das mesmas. O CD, impresso em cor de madeira, está inserido em um papel especial, tipo seda, e ainda existe um adesivo preto com o nome das canções, o que qual serve como “contra-capa” do mesmo.

O material contido na Edição Especial de Out of Time
Achar essa versão por um preço abaixo de 20 dólares é uma missão quase impossível (se tudo estiver intacto), e aos curiosos, não há nenhuma canção extra ou vídeo, apenas as canções originais do LP (o que predomina na maioria dos lançamentos especiais que iremos tratar aqui).
No ano seguinte, o quarteto lançou Automatic for the People, outro grande sucesso em vendas, que também vendeu mais de dez milhões de cópias em todo o mundo, mas não conquistou tantas primeiras posições como seu antecessor (Automatic for the People ficou em primeiro apenas no Reino Unido e na Nova Zelândia). Uma das canções mais conhecidas do álbum é a linda “Everybody Hurts”, responsável pela famosa frase: “Quem nunca chorou com ‘Everybody Hurts’ é por que não tem sentimentos”. Além disso, temos a participação mais que especial de John Paul Jones (Ex-Led Zeppelin) fazendo os arranjos para a citada “Everybody Hurts’, “Drive”, “Nightswimming” e “The Sidewinder Sleeps Tonite”.

Automatic for the People: The Wooden Box Edition
A Edição Especial é uma arte só. Ela foi batizada de The Wooden Box Edition, e é isso mesmo, uma caixa de madeira. O CD está contido dentro de uma caixa de madeira, como uma caixa de guardar quinquilharias, inclusive com uma tampa especial para abrir o mesmo. 

Além do CD, o fã encontra dezesseis gravuras em papel de seda. Cada gravura contém uma frase de alguma canção do álbum, ou então, apresenta os liner-notes de Automatic for the People. O CD segue o mesmo do original, totalmente amarelo, e está inserido em um envelope para CDs, feito com papel reciclável. Com muita sorte você encontra essa versão intacta por menos de dez dólares

O material contido na Edição Especial de Automatic for the People 
O último CD que apresentaremos nessa primeira parte é Monster, que foi lançado pelo quarteto em 1994. Outro grande sucesso de vendas (superando a marca de dez milhões de cópias vendidas ao redor do mundo), conquistou a primeira posição em nove países (Brasil inclusive), e é nele que estão clássicos como “What’s the Frequency, Kenneth?”, “Strange Currencies”  e “Bang and Blame”. 

Para muitos fãs, é o último grande disco do grupo, com muitas guitarras pesadas e arranjos mais simples, destoando bastante da grandiosidade das composições dos dois álbuns anteriores. Foi a partir dele que os americanos voltaram a excursionar regularmente, o que não era feito desde a época de Green.

Monster: Limited Edition Version
Sua Edição Especial, chamada apenas de Limited Edition Version, vem em formato de livro, bastante caprichado. Com cinquenta e duas páginas, o livro tem imagens diversas, como desenhos, imagens aleatórias e fotos dos integrantes do R. E. M. (ainda como quarteto com Stipe, Mills, Buck e Berry), sendo a capa em papel laminado, muito bonito, somente com o corpo do urso que está na capa da versão original apenas com o seu rosto.

O CD está inserido no livro, protegido por um envelope com a abertura no formato de estrela. Essa versão é mais fácil de ser encontrada nos sites internacionais, com o preço variando entre 5 e 20 dólares. 

O livro da Edição Especial de Monster

31 Anos de Nevermind (Nirvana)

 

No dia 24 de setembro de 1991 foi lançado o disco que daria uma nova cara ao rock. Nevermind, segundo álbum do Nirvana, tornou-se um fenômeno de vendas e transformou Kurt Cobain, um garoto miúdo de Aberdeen, no novo ídolo da juventude.
Bleach (1989), primeiro álbum do conjunto, já demonstrava que o grupo de Seattle seria um sucesso. O número de shows crescia cada vez mais, as músicas começavam a ser tocadas nas rádios, especialmente nas rádios universitárias. Contudo, ninguém conseguia imaginar o que estava por vir. Os empresários mais otimistas acreditavam em 100.000 cópias vendidas, uma vez que o álbum Goo (1990) do Sonic Youth – um dos principais nomes do rock alternativo até então – tinha alcançado a marca de 150.000 cópias vendidas. Butch Vig foi escolhido para a produção do álbum após muita discussão.
Nevermind trazia também a estréia de Dave Grohl na bateria. O músico já vinha tocando ao vivo com o grupo desde o lançamento do single de “Sliver”, canção que conta a história de um rapaz que é abandonado pelos pais e não deseja viver com os avós. A gravação do single foi realizada com o baterista do Mudhoney, atuando como músico contratado, Dan Peters.
Ao mesmo tempo em que a popularidade do grupo começava a crescer, a preocupação dos colegas com Kurt também crescia. Nesta fase de transição do Bleach para o Nevermind o músico descobriu a heroína. Krist Noveselic, em especial, ficava preocupado, vários de seus amigos que viviam em Olympia haviam morrido por conta do vício da heroína, entre eles, o cantor Andy Wood (Mother Love Bone). As conversas dos colegas foram em vão e Kurt usava a droga escondido na casa de outros amigos.
O indício de sucesso do grupo fez com que a mãe de Kurt, Wendy Fradenburg Cobain OConnor, o aceitasse melhor. Depois de anos afastados, os dois voltaram a se aproximar. Especialmente depois da morte de Patrick, irmão de Wendy, vítima da AIDS. Patrick era homossexual e acusava seu tio Delbert de tê-lo molestado. O rapaz pretendia escrever um tratado sobre sua história sexual e enviá-lo ao jornal Aberdeen Daily World com o intuito de embaraçar a família, uma vez que seus pais não o aceitavam por conta de sua homossexualidade.
Kurt Cobain não compareceu ao funeral alegando que precisava trabalhar em seu novo disco. Muitas vezes inventava desculpas para fugir de compromissos familiares, mas desta vez estava falando a verdade. No início de 1991, o Nirvana alugou em espaço para ensaiar em Tacoma. Utilizavam o tempo para escrever novas canções e para ensinar as canções antigas à Dave Grohl. A maior parte do tempo, contudo, era utilizado mesmo para afiar as novas composições.
Em abril, a banda mudou-se para Los Angeles para começar a pré-produção do álbum. Kurt Cobain aproveitou a ocasião para fazer os mesmos passeios que havia feito com seus avós quinze anos antes. As sessões no Sound City Studios começavam às três da tarde e ia até meia-noite. Para aliviar a tensão e agüentar a pressão os músicos consumiam álcool em excesso. Noveselic chegou a ser detido dirigindo bêbado e a gravadora teve de pagar sua fiança para que pudesse voltar ao estúdio. Kurt Cobain andava de um lado para o outro no estúdio e olhava fixamente para os discos de ouro dos álbuns Rumours (1977), doFleetwood Mac, e Damn The Torpedoes (1979) de Tom Petty and the Heartbreakers.
Na primeira semana, os músicos ficaram focados na criação das faixas básicas e no som da bateria. Em apenas duas semanas, tinham trabalhado em dez músicas, a maior parte delas realizadas em três takes para não desgastar a voz de Kurt. Depois de um tempo as coisas começaram a complicar. Durante a gravação de “Lithium” Kurt esforçava-se para que suas partes de guitarras ficassem corretas. O músico foi ficando cada vez mais frustrado e por vezes chegou a atirar sua guitarra no chão do estúdio. Muitas letras estavam inacabadas e Kurt escrevia e reescrevia incansavelmente até chegar no que considerava a versão ideal. Reza a lenda que até chegar à versão definitiva de “Smells Like Teen Spirit”, o músico havia realizado 12 versões distintas. Suas letras muitas vezes traziam diversas interpretações embora trouxessem bastante da sua vida pessoal. O cantor chegou a declarar que 90% dos jornalistas especializados interpretavam suas letras de maneira errada.
Foi durante a gravação de Nevermind que Kurt Cobain aproximou-se de Courtney Love. Kurt já havia encontrado Courtney no dia 12 de janeiro de 1990 na boate Satyricon – localizada em Portland, Oregon – onde o Nirvana fazia uma apresentação. Courtney flertou com o músico dizendo que ele se parecia com Dave Pirner (vocalista do Soul Asylum). Kurt sentiu-se atraído pela vocalista do Hole. Segundo declarações do próprio músico “Achei-a parecida com Nancy Spungen. Ela parecia uma gatinha clássica do punk rock. Eu me senti atraído por ela. Provavelmente queria transar com ela, mas ela foi embora”. Kurt estava com outra garota naquela noite, mas não se esqueceu de Courtney. A cantora também não. Depois do rápido encontro passou a acompanhar tudo que o saía a respeito do Nirvana. Quando sua amiga, Jennifer Finch (L7) envolveu-se com Dave Ghrol, as conversas das meninas passavam inevitavelmente pelo Nirvana. Courtney confessou a Grohl que estava encantada com Kurt Cobain. O músico disse a ela que ele estava solteiro e a cantora resolveu enviar um presente à Kurt: uma caixa de porcelana em forma de coração com uma minúscula boneca de porcelana, três rosas secas, uma xícara de chá em miniatura e conchas marinhas envernizadas. Jogou seu perfume preferido por cima da caixa e enviou-a ao músico. Kurt ficou impressionado com a boneca que era um dos meios que utilizava para seus projetos de arte.
Em maio de 1991 o L7 apresentava-se no Palladium em Los Angeles. Kurt estava nos bastidores tomando xarope espectorante diretamente do frasco. Courtney também estava no concerto e mostrou ao músico o seu próprio frasco de xarope, mais forte que o dele. Às 3 da manhã o músico ligou no celular de Courtney perguntando sobre o xarope. Na verdade ele só queria conversar com ela uma vez mais. Ela percebeu isso, a conversa estendeu-se, assim como a relação dos dois.
No começo de junho Butch Vig terminou o disco do Nirvana. O orçamento havia estourado. O orçamento inicial era de 65 mil dólares, acabou chegando em 120 mil dólares. Vig tinha captado toda a energia da banda no palco, mas os empresários do Nirvana não gostaram da mixagem do álbum e convenceram Kurt Cobain que seria interessante remixá-lo com Andy Wallace (produtor renomado que já havia trabalhado com Slayer, Madonna, entre outros). Wallace foi o responsável pela separação de guitarra e bateria de um modo diferente das gravações realizadas até então pela banda. Kurt Cobain achou a teoria interessante, mas quando ouviu o resultado final não gostou. Achou a sonoridade suave demais, segundo Kurt o álbum soava ‘covarde’.
Foi em junho também que Kurt decidiu o nome do álbum. Sua idéia inicial era chamá-lo de Sheep . Mas depois de um tempo achou o nome imaturo. Optou por Nevermind por funcionar em diferentes níveis: tinha a ver com o modo como conduzia sua vida, era gramaticalmente incorreto (pois juntava duas palavras em uma: never e mind) e vinha de “Smells Like Teen Spirit”, canção que a gravadora mais apostava. Os músicos, ao contrário dos executivos, apostavam mais em “Lithium”.
Kurt tinha passado os últimos dois anos planejando como seria a arte da capa e do encarte do disco, mas quando chegou o momento jogou todos os rascunhos fora e começou do zero. O músico tinha visto na televisão um parto subaquático e pediu para a gravadora tentar conseguir tomadas do programa. Sem sucesso! O músico teve outra idéia: um bebê nadando debaixo da água perseguindo a nota de um dólar. A imagem era uma crítica ao capitalismo.
Os fãs de rock dividiram-se. Acusavam o Nirvana e o movimento grunge ter matado o hard rock e o heavy metal. Por incrível que pareça, a infame discussão, dura até hoje. Os músicos, contudo, admiravam o Nirvana. Slash em recente documentário produzido pela MTV chegou a declarar que Kurt era um gênio. Os músicos do Metallica chegaram a enviar um fax à banda, na época do lançamento, com os dizeres “Nevermind é o melhor álbum do ano!”.

No próximo dia 26 de setembro de 2013 lançada uma edição comemorativa dos 20 anos de Nevermind. O disco voltou às lojas em dois formatos. Um com o álbum remasterizado e b-sides com gravações das sessões do Smart Studio, versões de ensaios a apresentações da BBC . A segunda edição será de 4 CDS e um DVD. Além dos CDs com material já citado, trará como material adicional o CD com uma mixagem inédita, conhecida entre os fãs como The Devonshire Mixes e o show no Paramount Theatre, em Seattle (1991), em CD e DVD. O material também deve ser lançado em vinil.


CRONICA - THE BYRDS | The Notorious Byrd Brothers (1968)

 

Apesar de sua alta qualidade, Younger Than Yesterday não superou o Fifth Dimensionão. Pior, os singles foram ainda menos bem do que "Eigh Miles High", perdendo desta vez o top 20. atmosfera mais contemporânea, que é simplesmente um fracasso! As rádios parecem ter virado completamente a página Byrds, uma formação que para eles pertence ao passado. Dentro do grupo a atmosfera não é muito melhor. Jim McGuinn, apoiado por Chris Hillman, apoia cada vez menos a tendência de Crosby de pisar no calo da liderança. O auge é alcançado durante o festival de Monterey, onde o bigodudo faz declarações durante sua apresentação que seus companheiros não endossam. Estes também ficam magoados ao descobrir que ele se juntou sem avisá-los em Buffalo Springfield para substituir um desertor Neil Young. A atmosfera é, portanto, mais do que tensa quando é hora de voltar ao estúdio. Explode quando Crosby protesta contra o desejo de McGuinn e Hillman de incluir uma capa no álbum, especialmente porque isso seria feito em detrimento de "Triad", uma de suas composições cujo tema escabroso machuca os outros. A porta acaba sendo mostrada a ele antes do fim das sessões. Ele será brevemente substituído por um Gene Clark rapidamente demitido novamente. Crosby não era o único problema, porém, com o baterista Michael Clarke se mostrando cada vez menos confiável, levando à sua substituição por Jim Gordon e Hal Blaine em algumas faixas. A atmosfera é, portanto, mais do que tensa quando é hora de voltar ao estúdio. Explode quando Crosby protesta contra o desejo de McGuinn e Hillman de incluir uma capa no álbum, especialmente porque isso seria feito em detrimento de "Triad", uma de suas composições cujo tema escabroso machuca os outros. A porta acaba sendo mostrada a ele antes do fim das sessões. Ele será brevemente substituído por um Gene Clark rapidamente demitido novamente. Crosby não era o único problema, porém, com o baterista Michael Clarke se mostrando cada vez menos confiável, levando à sua substituição por Jim Gordon e Hal Blaine em algumas faixas. A atmosfera é, portanto, mais do que tensa quando é hora de voltar ao estúdio. Explode quando Crosby protesta contra o desejo de McGuinn e Hillman de incluir uma capa no álbum, especialmente porque isso seria feito em detrimento de "Triad", uma de suas composições cujo tema escabroso machuca os outros. A porta acaba sendo mostrada a ele antes do fim das sessões. Ele será brevemente substituído por um Gene Clark rapidamente demitido novamente. Crosby não era o único problema, porém, com o baterista Michael Clarke se mostrando cada vez menos confiável, levando à sua substituição por Jim Gordon e Hal Blaine em algumas faixas. uma de suas composições cujo tema escabroso incomoda a outros. A porta acaba sendo mostrada a ele antes do fim das sessões. Ele será brevemente substituído por um Gene Clark rapidamente demitido novamente. Crosby não era o único problema, porém, com o baterista Michael Clarke se mostrando cada vez menos confiável, levando à sua substituição por Jim Gordon e Hal Blaine em algumas faixas. uma de suas composições cujo tema escabroso incomoda a outros. A porta acaba sendo mostrada a ele antes do fim das sessões. Ele será brevemente substituído por um Gene Clark rapidamente demitido novamente. Crosby não era o único problema, porém, com o baterista Michael Clarke se mostrando cada vez menos confiável, levando à sua substituição por Jim Gordon e Hal Blaine em algumas faixas.

No entanto, apesar desta crise, The Notorious Byrd Brothersacaba por ser um álbum de muito sucesso. Começamos fortes com “Artificial Energy”, um título psicodélico de Pop/Rock acompanhado por uma seção de metais que não teria desagradado Otis Redding, que poderia ter feito uma boa capa sem sua morte recente. Composta por Carole King e Gerry Goffin para Dusty Springfield, a balada "Goin' Back" é o título que levou ao rompimento com Crosby. Se encontrarmos aí em marcas de água o estilo Folk Rock dos Byrds, o título distingue-se sobretudo pelas suas atmosferas Pop ligeiramente barrocas amplificadas pelas harmonias de McGuinn e Hillman (e talvez Gene Clark). Chris Hillman cede às sirenes da psicodelia com “Natural Harmony” que experimenta novos sons, como o sintetizador Moog. O crescente Folk Rock de “Draft Morning”, iniciada por Crosby e terminada por seus dois colegas após sua saída precede "Wasn't Born To Follow", outro título composto por King e Goffin mas desta vez especialmente para os Byrds. Encontramos aí o estilo Country já iniciado no álbum anterior, ainda que tenha uma quebra de guitarra cem por cento psicodélica.

"Get To You" seria um título composto durante o breve retorno de Gene Clark ao grupo. Não seria de estranhar, apesar dos apontamentos de Country, encontrarmos neste título com um ritmo atípico o estilo Pop romântico próprio da sua ex-vocalista. Misturando Folk, Rock Psicodélico e Country, “Change Is Now” continua a mostrar o quanto Chris Hillman é agora essencial como elemento essencial dos Byrds. O mesmo vale para “Old John Robertson”, mas desta vez em um estilo lúdico e abertamente Country & Western. As últimas contribuições de Crosby para o repertório dos Byrds, nos lembraremos de "Tribal Gathering" por suas atmosferas folk jazzy flutuantes abruptamente interrompidas pelos ataques ásperos da guitarra psicodélica de McGuinn. Se fosse necessário manter apenas um título do álbum, sem dúvida seria este.Quinta Dimensão n. McGuinn fecha o baile com a experimental "Space Odyssey" e seu ritmo de canção trovadoresca com um molho psicodélico que prefigura o Space Rock.

Sem ter tanto sucesso como Younger Than Yesterday (provavelmente devido à saída de Crosby pelo caminho), The Notorious Byrd Brothers é no entanto um bom álbum permitindo aos Byrds entrar desta vez por completo no estilo mais maduro da música da segunda parte. da década de 1960. Infelizmente, as vendas continuaram a despencar, longe de fazer justiça ao nível que Hillman, McGuinn e Crosby haviam alcançado como compositores. E com a saída do bigodudo, a impossibilidade de colaborar novamente com Gene Clark e a demissão final de Michael Clarke assim que o álbum fosse lançado, seria imperativo para os dois membros restantes encontrar substitutos adequados para a esperança de se recuperar.

Títulos:
1. Artificial Energy
2. Goin’ Back
3. Natural Harmony
4. Draft Morning
5. Wasn’t Born To Follow
6. Get To You
7. Change Is Now
8. Old John Robertson
9. Tribal Gathering
10. Dolphin’s Smile
11. Space Odyssey

Músicos:
Jim "Roger" McGuinn: Vocais, guitarra
Chris Hillman: Vocais, baixo, guitarra, bandolim
David Crosby: Vocais, guitarra (4.7-10)
Michael Clarke: Bateria (1.4.8-10)
+
Jim Gordon: Bateria (1 ,3,5)
Hal Blaine: Bateria (6,7)
Clarence White: guitarra
James Burton:
Red Rhodes guitarra: Pedal steel guitar
Paul Beaver: Teclados
Terry Trotter: Piano
Gary Usher: Sintetizador
Barry Goldberg: Órgão
Dennis McCarthy: Celestin

Produtor: Gary Usher


CRONICA - THE YARDBIRDS | Yardbirds (1966)

No final de 1965, os Yardbirds tinham dois sets ao vivo em seu crédito (incluindo um feito com o gaitista afro-americano Sonny Boy Williamson II), duas compilações e uma série de singles, mas nenhum álbum de estúdio concebido como tal. Deve-se dizer que seu produtor, Georgio Gomelski, vê neles apenas uma máquina de EP, mas um grupo tão prestigioso quanto os Yardbirds deve produzir um estúdio de Lp se quiser durar no tempo.

O guitarrista Jeff Beck, o vocalista/gaitista Keith Relf, ​​o baterista Jim McCarty, o baixista Paul Samwell-Smith e o guitarrista rítmico Chris Dreja decidiram resolver o problema por conta própria dispensando os serviços de Georgio Gomelski. É Paul Samwell-Smith quem se aterá à produção de um Lp homônimo impresso em julho de 1966.

De mesmo nome, está na Inglaterra sob o selo Columbia. Nos Estados Unidos, é intitulado Over Under Sideways Down under Epic, com uma ordem de setlist diferente. Na Austrália é apelidado de Roger The Engineer , uma alusão ao engenheiro de som Roger Cameron representado na capa feita por Chris Dreja.

Composto por 12 faixas, este disco é feito apenas de composições credenciadas ao quinteto, uma estreia para o combo, mais acostumado ao cover de blues ou tendo que recorrer a compositores.

Abre com "Lost Woman" com um baixo galopante, a voz anasalada de Keith Relf então sem gritar guarda, Jeff Beck e Chris Dreja balançam acordes furiosos. Posteriormente, o baixo, as guitarras e a gaita estão em harmonia. A gaita tornando-se vaporosa, Jeff Beck mostra a pressão com suas seis cordas elétricas para nos conduzir a uma avalanche de decibéis. Aqui está uma abertura tão devastadora quanto esse blues inspirado por Elmore James, "The Nazz Are Blue" onde além de fornecer os vocais principais Jeff Beck nos presenteia com um solo sob ácido explorando feedback e feedback. Técnica utilizada no palco, em salas pequenas e lotadas. De fato, o equipamento de potência limitada, empurrado para o fundo,

Na verdade, as quase intervenções do herói da guitarra atingem o alvo, levando os outros músicos que ele supera a se superarem.

Outros destaques: o western country psicodélico "Over Under Sideways Down" com guitarra acid rock fuzz, o rhythm & blues "Rack My Mind", o tribal "Hot House of Omagararshid" com efeitos alucinatórios, o sombrio "He's Always There", o balada caleidoscópica "Turn into Earth", a revigorante "What Do You Want" com intervenções estratosféricas, a sombria "Ever Since the World Began" na conclusão e claro há "Jeff's Boogie", um ritmo jazzy & blues onde Jeff Beck dá uma ótima aula de violão.

Mas quem diz destaques, diz momentos fracos dando um lado vacilante ao disco: "I Can't Make Your Way", um país para a adega com delírios celestiais e a balada "Farewell" boa para um coral.

Em suma, um disco homónimo muito representativo da época, da swinging London a abrir belas portas e sobretudo que deixou explodir o talento de Jeff Beck. Mas um disco que está longe de ser um sucesso. Pelo menos na Inglaterra.

Pouco depois, Paul Samwell-Smith, gostando da produção, deixou o grupo. É proposto a Jimmy Page, o mesmo que havia recomendado Jeff Beck aos Yardbirds para substituir Eric Clapton, ocupar o cargo de baixista enquanto Chris Dreja se familiariza com o baixo. Porque é óbvio que o talentoso Jimmy Page deve competir com Jeff Beck no palco.

Os Yardbirds se consideram o grupo com alguns dos maiores guitarristas. Inédito, augurando belos duelos de guitarra. Infelizmente esta colaboração será de curta duração e infelizmente não dará origem a nenhum álbum, no máximo dois ou três 45 voltas. Podemos sempre apreciar o filme Blow Up , de Michelangelo Antonioni, onde assistimos ao show dos Yardbids em uma boate de Londres para uma furiosa "Stroll On" (na verdade, "Train Kept A-Rollin'" de Tiny Bradshaw). Furioso, Jeff Beck destrói sua guitarra e seu amplificador, Jimmy Page assistindo completamente hilário.

Na verdade, Jeff Beck se vê como Eric Clapton, que acaba de formar um power trio após uma passagem sensacional com os Bluesbreakers de John Mayall. Além disso, ele sente que a música pop está em um ponto de virada. Ocorre uma mudança radical onde a guitarra com seu som saturado será o vetor. Não seria uma questão de deixar Clapton é Deus o monopólio. Finalmente, ele considera que há um guitarrista a mais nos Yardbirds. Ao sair em outubro de 66, alegando problemas de saúde, deixou os comandos para Jimmy Page que, por sua vez, também ganhava tempo. Ao mesmo tempo, um guitarrista afro-americano recém-chegado a Londres está fazendo coisas impossíveis com sua guitarra a ponto de fazer Eric Clapton suar frio. Um estranho virtual de Seattle chamando a si mesmo de Jimi Hendrix.

Títulos:
1. Lost Woman         
2. Over, Under, Sideways, Down     
3. The Nazz Are Blue
4. I Can’t Make Your Way    
5. Rack My Mind      
6. Farewell    
7. Hot House Of Omagararshid        
8. Jeff’s Boogie          
9. He’s Always There
10. Turn Into Earth   
11. What Do You Want        
12. Ever Since The World Began

Músicos:
Jeff Beck: Guitarra, Vocal
Keith Relf: Vocal, Gaita
Chris Dreja: Guitarra
Paul Samwell-Smith: Baixo
Jim McCarty: Bateria

Produção: Paul Samwell-Smith

Destaque

Denison Fernandes - Metallic Fairing [2017]

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