quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

SAIBA TUDO SOBRE Agir


AGIR

Agir, ou AGIR, (sendo que se lê à mesma "Agir" ou "Ágir"), - anteriormente também conhecido por Agir&err -, nome artístico de Bernardo Correia Ribeiro de Carvalho Costa, é um cantor, compositor e produtor português. Nascido a 18 de Março de 1988, é filho do também cantor Paulo de Carvalho e da atriz Helena Isabel.

Agir começou a gravar as suas próprias músicas apenas com 12 anos de idade. Até ao lançamento do seu primeiro álbum, as músicas eram disponibilizadas gratuitamente através do serviço YouTube.
Trabalhou também durante um ano na discoteca Absolut, onde os seus concertos eram à base de DJ sets.
Com o projecto TribUrbana, constituído pelo próprio e Milene Candeias, participou no Festival RTP da Canção 2007 com o tema “Dá-me a Lua”, classificando-se na 4º posição.

Em 2008, participou no álbum “Do Amor” de Paulo de Carvalho no tema "O meu mundo", coescrito por si.
No dia 29 de Julho de 2010 lança o seu primeiro álbum intitulado "Agir", que esgota em algumas lojas em apenas dois dias e onde domina a sonoridade Dancehall.

Em 2013 lança o EP "Alma Gémea - The Soul Sessions Experience", com inspirações soul e de onde é extraído o tema "Alma Gémea".

Em 2014 lança a mixtape "#AGiRISCOMING", de onde são extraídos os temas "Quando Não Estás", "Deixa-te de Merdas" (que no vídeo ganha uma participação do rapper Regula) e "Esconder", com Jimmy P.

Em 2015 lança o seu 2º álbum, "Leva-me a Sério", de onde são extraídos os singles "Tempo É Dinheiro", "Parte-me o Pescoço" - que se torna no maior êxito de Agir - e "Como Ela Bela", cujo vídeo pode ser visto em 360º.
"Leva-me a Sério" chega ao nº 2 do top português de álbuns, sendo barrado do nº 1 por "Uma Questão de Princípio", dos D.A.M.A.. O 2º álbum de Agir fica sempre posicionado no top 30 desde a semana em que foi lançado até, pelo menos, à 8ª semana de 2016. É até essa data, pelo menos, que passa 31 semanas dentro do top 20 e 13 semanas dentro do top 10.

É também em 2015 que vence o prémio Best Portuguese Act, dos MTV Europe Music Awards 2015, ganhando a Carlão, D.A.M.A., Richie Campbell e Carolina Deslandes (com que, de resto, colaborou vocalmente no tema "Mountains", de 2014).

2015 revelou ser o ano de maior sucesso na carreira de Agir, sucesso esse que se prolongou no ano seguinte, em que lançou os temas "Make Up", "One Night Stand" e "Ela É Boa" (este último com o DJ Kamala).

Em maio de 2018, lança o seu 3º álbum, "No Fame". O 1º avanço do novo álbum é o tema "Manto de Água", que conta com a participação de Ana Moura.



Parecido com






Fotos







Faixas principais

37 anos de um dos discos mais importantes da história do Rock Brasileiro

Logo na primeira semana do ano de 1985, um dos maiores fenômenos da história da música Pop/Rock nacional surgia com seu ótimo e hoje cultuado disco de estreia: “Legião Urbana” (1985).

Logo após o incrível impacto que o Brasil passou com a realização do primeiro Rock In Rio, e da grande abertura política que o país atravessaria com o fim da ditadura militar, os jovens da época ganharam uma nova perspectiva daquilo que iriam consumir culturalmente, e de como iriam se portar como cidadãos. O resultado foi a estabilidade cada vez maior e mais popular de grandes bandas surgidas na primeira metade dos anos 80 como Titãs e Paralamas Do Sucesso, e o surgimento de uma quantidade imensa de bandas que iriam chacoalhar o corpo e a mente da juventude da época.

Uma dessas bandas surgidas nesse cenário foi justamente a Legião Urbana, que logo em seu LP de estreia, conseguiu quase de imediato, atingir o público jovem que queria ser levado à sério, e que encarava a nova condição do seu país como uma nova responsabilidade. Ou seja, a Legião Urbana inteligentemente soube para qual público apontar suas canções, alcançando o sucesso numa velocidade impressionante, pois nenhuma outra banda brasileira da época transmitia seu discurso daquela maneira e com tamanha destreza, carregados de rebeldia, e temperados por um romantismo cinza e amargo. A sonoridade extremamente influenciada pelo revolucionário Punk e Post Punk inglês de bandas como Sex Pistols e Joy Division, que causaram uma ruptura sem precedentes no mundo todo no final dos 70 ao início dos anos 80, também foi um fator determinante para a explosão do fenômeno Legião Urbana.

Vale destacar também que logo em seu primeiro álbum, a banda lançou canções sensacionais que se tornaram clássicos inquestionáveis como “Será”, “A Dança”, “Ainda É Cedo”, “Geração Coca-Cola”, entre outros. O som direto e raivoso da banda, unido a poesia melancólica, dilacerante e provocativa de Renato Russo com sacadas poéticas geniais, foram fundamentais para que a Legião Urbana se tornasse esse algo gigantesco como conhecemos hoje. Depois de mais de 35 anos, a estreia da Legiao Urbana é sem dúvida um dos discos mais importantes da história do Rock nacional, e que muito auxiliou no surgimento de uma nova percepção a respeito do Rock brasileiro por parte de um público que nunca havia ouvido Rock na vida. Viva Renato Russo e companhia. 


53 anos de ”On The Boards”: A pluralidade dos Taste

 O Rock Irlandês possui grandes representantes que cravaram seus nomes na história do gênero. Thin Lizzy e U2 são fortes quando falamos no rock da Irlanda, outra grande banda que infelizmente está abaixo das duas citadas em termos de grandeza é o Taste, liderada por um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Rory Gallagher e composta também por Richard ”Charlie” McCraken no baixo e John Wilson na bateria. E hoje no primeiro dia do ano, comemoramos os 50 anos do lançamento de ”On The Boards”, o segundo lançamento do grupo.

Taste Live

O disco abre com ”What’s Going On”, um petardo de Rock exaltando toda a frenesie de Rory Gallagher que nos apresenta belos solos de guitarra. Em seguida, temos ”Railway And Gun”, um blues sacana de muito bom gosto, deixando uma pista da variedade de estilos e texturas que o disco possui. Apesar de ser um álbum definido de Rock, ”On The Boards” é um trabalho que abrange outras influências de seus integrantes e ainda é um belo registro de quão talentoso Rory já se demonstrava no seu início de carreira, que viria a chegar no seu ápice pouco tempo depois com início de sua carreira solo.

De considerações finais, ”What’s Going On”, não é um disco espetacular, mas é uma audição obrigatória pra quem gosta de um bom Rock n Roll, cru, simples e preciso na sonoridade clássica dos anos 70. Fica a recomendação nos 50 anos de seu lançamento.

 

On The Boards Album Cover

 

O Novo Synthpop dos No-Man

 Steven Wilson pode ser considerado o grande nome do Prog Moderno (e não só do Prog!). Mais conhecido como líder do Porcupine Tree e por sua sólida e espetacular carreira solo, ele também acumula uma extensa lista de projetos paralelos. Um deles é o No-Man, que foi, na verdade, seu primeiro. Formada em 1987, a dupla de Wilson e Tim Bowness tem a proposta de trazer um som eletrônico, baseado em samples, com explícitas tendências “Art Pop”.

Após 14 anos do lançamento do belíssimo “Schoolyard Ghosts”, Wilson e Bowness estão de volta, com  “Love You To Bits”.

O álbum consiste de duas suítes, de um lado “Love You To Bits” e do outro “Love You To Pieces”, ambas divididas em 5 partes. Apesar disso, é uma audição que passa voando.

“Love You To Bits” se inicia com um beat EDM pulsante, colorido por sintetizadores que passeiam livremente pelos canais, e já apresentando o Motivo melódico mais recorrente do disco, na voz doce de Bowness. Destaque para o Riff cheio de Groove de sua terceira parte, juntando-se à bateria certeira de Ash Soan, num amálgama entre o eletrônico e a instrumentação orgânica. A catarse acontece na “Bit 4”, onde todos esses elementos se tornam um, criando uma explosão sonora, até um fim tranquilizante e melodioso.

“Love You To Pieces” começa com os Motivos da primeira suíte, com toques de música ambiente, até desembocar num Beat pesado, com sintetizadores anunciando um explosivo solo de teclado na “Piece 2” (não negando as raízes Prog de Wilson). Destaque para a etérea “Piece 4”, até um final Jazzístico e viajante, encerrando essa odisseia de maneira incrível.

“Love You To Bits” foi uma das surpresas mais agradáveis desse ano. Uma viagem por uma espécie de “Neo-Synthpop”, e, acima de tudo, uma audição divertidíssima, e que nos revela elementos novos à cada retorno. Afinal, tudo que passa pelas mãos de Steven Wilson merece uma atenção especial!




Um Power Trio Em Sua Essência – 50 Anos de “Grand Funk”

 Após sua grande estreia, o Grand Funk Railroad estava “On Time” para, ao final do mesmo ano de 1969, vir com o disco que lançaria o Power Trio nas paradas. É claro que estamos falando do clássico “Grand Funk” (também conhecido como “The Red Album”), que completou seus 50 anos!

O som aqui, assim como no disco anterior, é cru, cheio de jams, riffs marcantes, típico de discos gravados “ao vivo no estúdio”, mas, acima de tudo, maravilhosamente ROCK ‘N’ ROLL!

O início se dá com a porrada “Got This Thing On The Move”, já exacerbando a força da natureza do groove pulsante de Don Brewer, o baixo federal e estrondoso (muito valorizado pelo Mix) de Mel Schacher e o vozeirão do frontman Mike Farner.

“Please Don’t Worry” já nos apresenta o Blues Rock cheio de Groove, tão influenciado por trios como o Cream, ou o Jimi Hendrix Experience. “Mr. Limousine Driver” é mais um petardo sincopado, enquanto “In Need” é uma grande jam, cheia de passagens instrumentais, e até um explosivo solo de gaita.

E jams são o que não falta no lado B do álbum, com as pérolas “Winter And My Soul” e “Paranoid”. O cover “Inside Looking Out” encerra o disco com o que, com todo o respeito aos Animals, é uma versão MUITO melhor desse clássico, adicionando a explosão do jovem trio à canção (elogiar o baixo de Mel Schacher seria eufemismo), tornando-a uma marca registrada em seus shows.

“Grand Funk” é um grande marco na carreira do grupo, mostrando de vez ao mundo seu poderio sonoro, que ainda perduraria por muito tempo e os caracterizaria como a verdadeira banda americana!



Uma grande (e bela) jornada pelas linhas do tempo.

 Um dos bons representantes do Rock Progressivo atual sem dúvida nenhuma é o grupo inglês Big Big Train que, apesar do nome bizarro, tem demonstrado muita competência para caminhar pelo estilo. Desde a sua estreia no disco Goodbye To The Age Of Steam (1994) até hoje, já são 12 discos lançados.

Grand Tour mantém o nível de seus predecessores Folklore (2016) – um dos melhores discos de Prog das últimas duas décadas – e Grimspound (2017). Um Progressivo cheio de nuances interessantes, interlúdios, passagens instrumentais complexas e misturas com outros gêneros como o Folk e o Jazz Rock por exemplo.

Banda liderada pelo multi-instrumentista Greg Spawton, conta também com o baterista Nick D’Virgilio (Ex Spock’s Beard) em sua grande formação; ao todo são 7 músicos que compõem a banda. Mas não se engane achando que isto é supérfluo, pois todos têm a sua colaboração nas composições e são peças fundamentais para o funcionamento desta bela engrenagem de Rock Progressivo contemporâneo.

BBT2

O disco, como há de ser no Prog, é conceitual, baseado nos séculos XVII / XVIII, em que jovens ingleses ricos fizeram uma viagem pela Europa para ganhar exposição ao legado cultural do Império Romano, Grécia Antiga etc, como parte de sua educação aristocrática. Portanto, as músicas lidam com a exploração da ciência e da arte, ambas partes essenciais de nossa humanidade, muitas vezes aprimoradas pela ampliação de horizontes que acompanham as viagens. Então, partimos de Platão, por volta de 400 aC, para as naves espaciais Voyager do final do século 20, antes de retornar ao campo inglês, como os viajantes. Uma viagem total!!!

Falando um pouco sobreas as canções; aviso logo que não é um disco para fã de primeira viagem. Quase 1h15 de jornada através de suas belas e bem harmoniosas melodias pode fazer você se cansar um pouco se não estiver habituado a este tipo de som. O disco abre com ”Novum Organum” (só pelo título você já consegue imaginar o que vem a seguir).

A segunda música, “Alive”, tem uma vida mais longa e alegre – a introdução parece conter um trecho de “Watcher of the Skies”, do Genesis. “The Florentine” (uma música sobre Leonardo Da Vinci) começa com belos acordes de violão e vai ficando mais dramático com a profundidade do violino, sons incríveis de sintetizadores e um solo de guitarra muito bem elaborado por Dave Gregory.

“Roman Stone” é um épico de várias partes, com mais de 14 minutos de duração. O violino aprofunda o tom acústico. Vocais de apoio formando um coral ; o violão e a percussão dando um peso a música e fazendo o contraste com a flauta – Ian Anderson deve ter curtido – conectam as peças do quebra-cabeça de uma seção instrumental muito bem executada. Espetacular!

BBT3

“Pantheon” funde a matriz de guitarra do King Crimson com violino jazzístico, flauta e um som de mellotron. É uma mistura instrumental de prog rock ‘n’ roll. “Theodora in Green and Gold” é uma música dramática e confusa, com letras que encontram coisas literárias, mitológicas e históricas. São esses tipos de viagens que fazem do Prog às vezes um gênero de difícil digestão se não estiver imerso em sua bolha, pois a loucura é tamanha que chega a dar um nó na cabeça rs.

Porém, se bem assimilado, o nó é facilmente desatado, ainda mais quando nos deparamos com mais dois épicos de 14 minutos que nos fazem ficar boquiabertos. “Ariel” é lento, demorado e linear. A música é cheia de passagens instrumentais delicadas e suaves, como se fossem diamantes sendo lentamente lapidados. Em seguida, “Voyager” uma música mais densa e um pouco mais pesada que a anterior, mas que ainda sim mantém os arranjos e as melodias como um pincel deslizando sobre uma tela em branco.  E então, “Homecoming” conclui um álbum de viagens. Este é um traço final do pincel. É um belo fim, como se fosse a calmaria depois da tempestade.

Agora, como foi supracitado, Grand Tour está permeado de referências literárias, históricas e mitológicas. É um Rock Progressivo mais moderno, podemos assim dizer. Apesar de notar muitas referências, principalmente do Prog Inglês e italiano, a banda soube dar o seu teor próprio. Portanto, ouçam com bastante atenção esse disco e permita-se viajar nas linhas do tempo nas quais este álbum vai te levar.

A text by @lukaspiloto7twister

“FOLKTALES OF THE ARCHDEMON” É O SEGUNDO SINGLE DE “BLOOD RED LULLABIES” DE HOOFMARK


“DEAD INSIDE” É O NOVO SINGLE DE CURT DAVIS


LUCINDA CHUA ACABA DE PARTILHAR “ECHO”

 

Destaque

Chavela Vargas - somos (1996)

  Chavela Vargas é a voz comovente, a emoção crua que brota das profundezas do seu ser, cantando rancheras sinceras e únicas com um estilo ...