quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Nação Progressiva: Bandas da Guatemala


Hoje viajamos virtualmente ao extremo noroeste da América Central; nos referimos ao estado soberano da Guatemala. Contando com uma grande cultura: sua herança específica maia, muito ampla e influente demais para nossa história como latino-americanos. Mas não só possuem uma riqueza cultural nesta área, como também possuem uma grande riqueza artística que o mundo deveria conhecer. "Entre isso está a música progressiva" A Guatemala forjou novos movimentos musicais ao longo de seus anos, rock progressivo e metal não poderiam passar despercebidos por músicos que querem experimentar novos desafios todos os dias.

Notion To Flee , Djent/Metal Progressivo

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Começamos a lista com uma banda que me chamou a atenção pela mistura de seus músicos, sendo um projeto guatemalteco/sul-africano. Se gostas de projetos como Periphery, Monuments, entre outros, garanto-te que esta banda é para ti. Mas não só por suas influências, eles possuem um estilo muito original que faz com que suas composições tenham um bom desempenho e sejam bem recebidas pelo público ouvinte. E como dados de feedback, informamos que sua última produção foi mixada e masterizada por Anup Sastry.

Mente fuera de tierra, Rock Sinfónico Progresivo.Resultado de imagem para mente fora do chão

Pessoalmente me pegou de surpresa, tem a participação de um suposto "todologista"; que faz quase tudo na produção e musicalização. Um baixo primoroso predomina em suas composições; arranjos musicais extremamente elegantes e uma atmosfera enigmática. Assim como o nome do projeto: é uma mente fora da terra, está em outra órbita, em uma dimensão desconhecida onde o senso de percepção do espaço/tempo te faz voar para se conectar com a beleza utilizada pelo MFDLT.

The Aversionist, Metal ProgresivoResultado de imagem para o aversionista

Banda com sonoridades mais pesadas em relação ao MFDLT, tecnicamente muito bem preparada, voz muito potente, energia essencial emanando de cada um dos integrantes que compõem o The Aversionist. Podemos até encontrar quebras em suas composições de forma magistral e é que a banda nos dá a mistura exata de violência com técnica para exaltar nossos sentidos.

Húmus Fuga , Rock Progressivo.Resultado de imagem para Humus Fuga

Humus Fuga tem aquele carisma musical que não passa despercebido ao ouvi-los; guitarras com som muito fantástico. Bateria de outro mundo, as seções da bateria são um orgasmo dérmico. O que dizer sobre as seções de baixo! Muito bem aproveitados, pelo mesmo motivo, juntos são uma bomba que pode ser curtida desde o primeiro segundo até o final de suas canções.

Oricalkos, Rock ProgressivoResultado de imagem para Oricalkos

Uma banda com um estilo diferente daqueles que as bandas anteriores nos apresentaram, fazendo-nos desfrutar da experiência de ouvir. Teclados com uma paixão e ao mesmo tempo uma nostalgia bem marcada. Tons muito escuros também entram, mas não de forma agressiva, mas sim de forma bem calmante. Um baixo com sentimento incessante, uma bateria com uma batida muito bem executada. Oricalkos é um projeto muito esplêndido que é aproveitado ao máximo.

FAIXA BÔNUS

É assim que tentamos apresentar brevemente a vocês os projetos progressistas que a
Guatemala nos oferece. Com conceitos muito amplos e ramificações do que faz, a Guatemala está forjando novos movimentos de boa qualidade musical NÃO só voltados para seu país, mas também para o mundo. Por fim, deixamos uma recomendação.

Adonis Dead , Stoner/Doom

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Embora Adonis seja um projeto que não cai exatamente na categoria exata de "pombo" do progressivo, garanto que você ficará surpreso com a maneira como esses músicos compõem. Atmosféricamente falando; eles nos mergulham em uma jornada cósmica onde as percepções aumentam de forma inigualável. Esta banda consegue se catapultar como uma das mais genuínas não só da Guatemala, como também são altamente reconhecidas pelos países vizinhos.

BIOGRAFIA DOS Tangerine Dream

Tangerine Dream

Tangerine Dream é uma banda alemã, formada em 1967 por Edgar Froese (teclados e guitarra), considerada como um grande expoente do rock progressivo eletrônico, junto com o Kraftwerk[1].

História

A carreira da banda é dividida em várias fases. A primeira iniciada em 1969 e terminada em 1973, marca uma sonoridade inspirada no Pink Floyd (fase Syd Barrett), com várias intervenções de teclados, e efeitos sonoros, e próxima da cena progressiva alemã denominada Krautrock. Destaque para os discos Zeit (1972) duplo com uma proposta ousada de uma "sinfonia eletrônica espacial", e Atem (1973) que incluía elementos tribais em algumas faixas[1].

A segunda, entre 1974 a 1982, considerada por muitos a fase de ouro do grupo, marca uma guinada na sonoridade da banda, que mesmo ainda apostando em longas suítes, marca uma maior independência sonora, em que o grupo adquiria uma identidade própria, e uma maior, e melhor utilização de teclados, sintetizadoressequenciadores e efeitos sonoros em algumas faixas, uma proposta um pouco mais acessível, mesmo que ainda bastante experimental. Destaque para os discos Phaedra (considerado a obra-prima da banda, de 1974), Stratosfear (1976), Cyclone (o único com vocais, de 1978) e Force Majeure (1979)[1].

No início dos anos 80 a banda ingressou em uma curta mas bem-sucedida experiência compondo trilhas sonoras de filmes de Hollywood. Destaque para Thief (1981) com James Caan como protagonista; e Risky Business (1983) estrelado por Tom Cruise.

A partir de 1983 o grupo começa a seguir numa linha mais comercial, mesmo que em alguns trabalhos ainda aposte em suítes; o grupo adquire uma sonoridade mais direta, por vezes pop. Destaque para os discos Hyperborea (1983), Optical Race (1988) e Mars Polaris (1999)[1].

Uma característica do grupo, é a constante troca de formações entre os membros da banda, onde somente Froese (que também possui trabalhos a solo) se mantendo no grupo desde 1969. Outros ex-integrantes da banda, como Michael Hoening, Peter Baumman e Christopher Franke, tem carreiras solo que merecem citação[1].

Em 20 de janeiro de 2015 Edgar Froese veio a falecer, aos 70 anos[2]. O tecladista Thorsten Quaeschning assumiu o comando do grupo mantendo-o em atividade

A discografia do Tangerine Dream[

Álbuns de estúdio

Anos "Pink"
Anos "Virgin"[4]
Anos Blue[5]
Anos Melrose[6]
Anos Seattle[7]
  • 1992 - Rockoon
  • 1992 - Quinoa
  • 1994 - Turn of the Tides
  • 1995 - Tyranny of Beauty
Anos Millennium ou TDI[8]
  • 1996 - Goblins Club
Anos Eastgate[9]
  • 2005 - Phaedra (Remix)
  • 2006 - Blue Dawn
  • 2006 - Autumn in Hiroshima
  • 2006 - Summer in Nagasaki
  • 2006 - Springtime in Nagasaki
  • 2007 - Madcap's Flaming Duty
  • 2007 - Sleeping Watches Snoring In Silence
  • 2007 - One Night in Space
  • 2007 - One Times One
  • 2007 - Bells of Accra
  • 2007 - Tangines Scales
  • 2008 - The Epsilon Journey
  • 2008 - Fallen Angels
  • 2008 - Das Romantische Opfer
  • 2008 - Purple Diluvial
  • 2008 - Views from a Red Train
  • 2008 - Tangram 2008
  • 2008 - Choice
  • 2008 - Das Romantische Opfer (Live at Loreley)
  • 2008 - Autumn in Hiroshima
  • 2009 - Flame
  • 2010 - Zeitgeist
  • 2010 - DMV
  • 2011 - The Island of the Fay
  • 2011 - Mona da Vinci
  • 2011 - The Gate of Saturn (Live at The Manchester Lowry)

Compilações

  • 1980 70-80 (apenas em LPdisco de vinil)
  • 1985 Dream Sequence
  • 1987 The Collection
  • 1991 From Dawn 'til Dusk 1973-1988
  • 1992 Dream Music - The Movie Music of Tangerine Dream (coletânea de trilhas sonoras produzidas pelo grupo)
  • 1992 The Private Music of Tangerine Dream
  • 1994 Rätikon
  • 1994 Sampler
  • 1994 Tangents 1973-1983
  • 1995 Book of Dreams
  • 1995 The Dream Mixes
  • 1996 The Dream Roots Collection
  • 1998 Atlantic Bridges
  • 1998 Atlantic Walls
  • 1998 The Best of Tangerine Dream: The Pink Years
  • 1998 The Hollywood Years Vol. 1 (compilação de trilhas sonoras)
  • 1998 The Hollywood Years Vol. 2(compilação de trilhas sonoras)
  • 1999 Tangerine Dream 1974 - 83
  • 2000 I-Box
  • 2000 Tang-Go: The Best of Tangerine Dream
  • 2000 Antique Dreams
  • 2004 Tangerine Dream: An Introduction To...
  • 2004 Tangerine Tree, Volume 51: On Air
  • 2006 Nebulous Dawn: The Early Years
  • 2007 Ocean Waves Collection
  • 2008 The Electronic Magic of Tangerine Dream - The Anthology

Álbuns ao vivo

  • 1975 - Ricochet
  • 1977 - Encore
  • 1980 - Quichotte
  • 1982 - Logos - Live at the Dominium
  • 1984 - Poland - The Warsaw Concert
  • 1985 - Pergamon Live
  • 1988 - Live Miles
  • 1993 - 220 Volt Live
  • 2006 - Tempodrome Live Concert
  • 2007 - Orange Odyssey - The Eberswalde Concert
  • 2007 - London Astoria Club Concert
  • 2008 - Loreley - Live Open Air (Germany)

EPs

  • 2007 - Bells of Accra
  • 2007 - Sleeping Watches Snoring in Silence
  • 2007 - One Night in Space




Alice in Chains - Jar of Flies (1994)

Jar of Flies (1994)
Ouvir Jar of Flies é difícil para mim. Escrever sobre o disco é ainda pior. Há uma tristeza embutida nele, que me toca como nada mais. Na verdade, "Nutshell" é a única música que me fez chorar. A tristeza de Layne vaza pelo fundo acústico da música como uma torneira pingando que ninguém consegue consertar. Ele está lentamente perdendo seu senso de identidade para vários demônios decorrentes de seu sucesso. Isso o tornou incrivelmente corrosivo para tudo o que ele achava que era precioso.

"I Stay Away" torna ainda pior. A música inteira é sobre ele ficar longe de seus amigos e familiares para salvá-los. Ele se vê como um vírus ambulante, infectando todos ao seu redor com a dor, que dilacera sua alma. É uma perspectiva trágica que logo se tornaria sua existência. Como a maioria das pessoas sabe, Layne continuaria se isolando da sociedade por cerca de seis anos. É onde ele acabaria morrendo sozinho sem nada ao seu redor, exceto seus vícios. Não consigo pensar em um fim mais triste para alguém que foi capaz de oferecer ao mundo uma arte tão envolvente.

Mas essa turbulência interna dentro de Layne é o que torna Jar of Fliesespecial. Está dentro de cada letra que ele escreveu, cantou e criou para este álbum acústico impressionante. Isso torna impossível perder ou ser desengajado como ouvinte. Ele puxa todos para sua dor, esperando desesperadamente que alguém se identifique com isso. O registro se torna um tecido conectivo entre pessoas que podem estar se sentindo deprimidas. É algo para reuni-los e deixá-los saber que não estão sozinhos. Como resultado, o disco é um excelente exemplo da escuridão cultivando a beleza.


War Room: Etna - Etna [1975]



Poucas informações existem sobre esta banda italiana que, mantendo uma espécie de tradição no estilo progressivo daquele país, lançou apenas um único álbum. Contudo, há nuances interessantes na história (ou no pouco que se apresenta dela) do Etna. Formada em 1970 com o nome de Flea On the Honey, foi uma das poucas formações a se manter intacta por alguns anos na cena italiana. Em 5 anos a banda migrou de estilo e mudou de nome duas vezes - Flea On the Honey, executando um rock básico cantado em inglês, com um disco em 1971; Flea, com um hard rock vigoroso cantando em italiano, com álbum lançado em 1972 e um breve ressurgimento como Etna, após dois anos de hiato, na linha do jazz rock. Todas elas contavam com os irmãos Antonio Marangolo (teclados, vocais, flauta) e Massimo Marangolo (bateria, vocais), além do baixista Elio Volpini e do guitarrista Carlos Penisi. Após o lançamento do disco e pouco meses de atividade, a banda se desmontou com o ingresso de Agostino Marangolo no Goblin, banda notória do rock progressivo italiano por seus trabalhos com trilhas sonoras.
Apresento então aos senhores o único disco da banda italiana Etna, lançado em 1975.

1 - Beneath the Geyser
Mairon: Conheço o Flea, mas não conheço o grupo Etna. Vamos ver o que nos aguarda aqui. Com certeza, se os membros fizeram parte do Flea, teremos bastante virtuosidade e influências de jazz.
André: Também disco e banda desconhecidos para mim. Vamos ver.
Ronaldo: Essa introdução com os rufos de bateria me soam como se uma erupção fosse começar. O trabalho do baixo nessa introdução é fantástico
André: O início me passou a impressão de ser algo espacial, mas agora começou uma pegada mais jazz rock
Mairon: Mazah, exatamente o que eu esperava. Baixão na cara, teclados e guitarras fazendo boas variações de acordes e uma bateria fulminante a la Billy Cobham.
André: A bateria é o destaque maior dessa intro
Mairon: Quais deles fizeram parte do Flea? Eu apostaria o guitarrista e o batera. Mesmo estilo de tocar (saliento que não conheço os músicos do Flea, só ouvi o disco)
Ronaldo: Todos os instrumentistas dessa banda são incríveis e me impressiona o quanto todos conseguem se destacar em diferentes momentos. É um jazz rock extremamente democrático e com composições maravilhosas, que fogem daquela estirpe da virtuose meramente demonstrativa
Mairon: Muito bom! Muito bom!

2 - South East Wind
Mairon: Essa já possui um clima mais viajandão.
André: Um tanto experimental mesmo, me lembra algo da turma do krautrock
Ronaldo: Mairon, ao que me lembro, todos que gravaram o segundo disco do Flea tocam no Etna. Essa faixa já tem uma pegada mais funky, apesar dos acordes tortos e um ar mais experimental
Mairon: Agora voltou ao jazz rock, mas daqueles mais ligados a turma do Brand-X. Se bem que é antes do Brand-X.
André: Tem vocais nesse disco, Ronaldo?
Ronaldo: O vocalista do Flea também era tecladista e no Etna, dedicou-se apenas em tocar, já que o Etna é todo instrumental.
Eu particularmente não sinto falta de vocais nesse disco. Acho as composições muito envolventes. Essa faixa também tem uns lances de percussão bem curiosos.
Mairon: Legal. Essa do teclado é uma surpresa. Curioso que o baixista não brilhava tanto no Flea mas aqui ele é um dos principais nomes. Boas intrincações nessa faixa.
André: Eu curto muito disco instrumental, não me faz falta. Já ouvi vários do The Enid, embora esta banda seja mais da turma do sinfônico
Ronaldo: Mairon, acho o trabalho de baixo do Topi Uomini (segundo disco do Flea) bem consistente, mas de fato não tem tanto destaque quanto no Etna. Acho esse riff de baixo e guitarra até assobiável, o que é uma raridade para qualquer coisa relacionada ao jazz. O final dessa faixa é da pesada!
André: Por enquanto, este baterista está se destacando aos meus ouvidos
Mairon: É que é um jazz meio samba com algo funk aqui né. É difícil definir. E bastante variações. Olha essa mudança de andamento para o solo de guitarra.
Ronaldo: Solo de guitarra absurdo!
Mairon: O baixista não pode ser o mesmo do Flea. Não consigo acreditar ...
André: Incrível o seu domínio principalmente as batidas de caixa

3 - Across the Indian Ocean
Mairon: Cada faixa, uma surpresa! Como você descobriu esse diamante bruto, Ronaldo?
André: É, esse gongo e o título da música já dá a dica de algo mais asiático
Mairon: E o baixão novamente em ação.
Ronaldo: Foi uma indicação de um amigo, que tinha um blog. Conheci pelos idos de 2006-2007 e desde então é um dos meus discos favoritos da Itália. Essas percussões no início me remetem aquelas experiências que o James Muir fazia no King Crimson
Mairon: Muito bom cara. Impressionante que nessa época, a Itália não devia quase que nada para a Inglaterra e a Alemanha em termos de música, mas depois da década de 80, não conseguiu produzir quase nada de relevante. Pior que lembra o Muir sim. Mas cara, novamente, o baixo é muito bom. E o batera é uma mistura assombrosa do DeJohnette com o Cobham.
André: A Itália sempre surpreende
Ronaldo: Essa faixa pra mim tem um clima de trilha sonora a la Luis Bacalov ou Lalo Schfrinn com uns toques étnicos. O guitarrista quando aparece, detona!
Mairon: Loucura, loucura, loucura! (#HuckModeOn)
Ronaldo: Os italianos parece que se desencantaram com o rock dos anos 80 em diante! (risos). Esse piano elétrico Fender Rhodes é onipresente no disco todo...sensacional! O baterista é de uma criatividade absurda.
André: Ronaldo, se um dia eu ganhar na megasena, prometo que te dou um sintetizador Moog de presente
Ronaldo: Oba! que maravilha!

4 - French Picadores
Mairon: Ronaldo, se um dia eu ganhar na mega-sena, prometo que te pago uma passagem de avião e um churrasco, mais muita cerveja, para tocar um Moog aqui em casa.
Ronaldo: Meu Deus, que honra!
Mairon: Mas que barbaridade, os caras não param de me surpreender! Olha esse violão, que LINDO!
Ronaldo: Essa música é uma beleza. Clima mais acústico... arrisco dizer que é a minha favorita desse disco.
Mairon: Até achei que tinha entrado uma propaganda do Youtube. Totalmente diferente do que ouvimos até então.
Ronaldo: Te remete àquelas paisagens da Sardenha...
André: Que linda faixa, um violão dando uma atmosfera folk, legitimamente vinda dos bardos da Itália
Ronaldo: Os caras, além de ótimos instrumentistas, eram compositores de mão cheia.
André: Depois te perguntarei a quantas anda esta banda
Mairon: Ótimo crescendo. Lindo!
André: É um sax, não é?
Ronaldo: Já perdi as contas de quantas vezes ouvi essa música. Consta do meu top list tranquilamente. Sim, um sax nesse trecho final. É o baixista quem toca.
André: Incrementou bastante este solo de sax ao fim

5 - Golden Idol
Ronaldo: Essa também com uma pegada soul-funk na introdução e o baixo em destaque.
André: Gostando muito deste álbum, é variado e cada faixa muito diferente uma da outra.
Ronaldo: Uma batida que lembra até um pouco de "Watcher of the Skies" do Genesis.
André: Cada instrumentista com seu momento de destaque e todos tocando pelo bem da canção, uma pena não os ter conhecido antes.
Mairon: Exato André, bem variado. E um instrumental de alta qualidade. Esse som é mais um que traz um pouco daquela sensação da Mahavishnu (Orchestra). Só que o estilo do guitarrista é bem mais conservador em relação ao McLaughlin'.
Ronaldo: Agora é só curtir, André! O guitarrista é mais econômico que o McLaughin'...apesar do virtuosismo dos músicos, acho que o forte do Etna é o conjunto e as composições. Não me soa exagerado em nenhum momento.
Mairon: Tudo muito bem dosado, e muito bem feito. Belo disco.
Ronaldo: Pena que a banda parou por aí mesmo...ficou só neste disco.
Mairon: Assim como várias tantas outras boas bandas italianas dos anos 70. Fernando Bueno tinha que estar ouvindo isso. Para ver o que é rock italiano raiz, e não a "nutellice" de PFMs e Bancos que ele ouve.
Ronaldo: Pois é...isso deveria ser melhor investigado do porquê.
Mairon: Cara, olha esse piano! Sensacional!
Ronaldo: Incrível! o cara trabalha o tempo todo no elétrico e aí vai pro acústico ... uma variação muito legal.
André: hahahahahaha! Fernando é da turma do prog Nutella.
Ronaldo: Obviamente que essas bandas tem seu mérito, mas o prog (rock) italiano vai muito além disso! o tecladista abusa das dissonâncias e dá um clima meio cinzento em todas as faixas.
Mairon: Sim. Aqui é um prenúncio do jazz rock. Parece que os caras acabaram de conhecer o Bitches Brew, e resolveram fazer algo nessa linhas, mas com um Mamma Mia italiano, adicionado de muito formaggio e pomarolla.
Ronaldo: e a faixa termina tal como começou!

6 - Sentimental Lewdness
Ronaldo: Hora do baterista mostrar seus dotes.
André: Devia ser ótimo ver uma faixa dessas ao vivo.
Mairon: Pronto, agora sim, o batera resolveu mostrar que sabe tocar e que é o dono da banda. Que baita intro hein? E que baita riff. Puta que pariu! Que baita música. Coisa boa quando ouvimos algo que em apenas 15 segundos já te faz gostar!
Ronaldo: Pois é...essa faixa é impressionante! acho que é a que mais remete ao Flea...tem um riff agressivo e me lembra também uma banda bastante subestimada nesse território do jazz-rock, o Isotope. Agora um clima mais melancólico e batidas mais lentas
Mairon: Ronaldo, um carinhoso e honesto "Vá Se Foder". Caralho cara, que baita música. Muito obrigado por me apresentar isso e fazer meu domingo mais feliz!
André: Do jazz rock, sempre curti os alemães do Embryo.
Ronaldo: hahahahaha...agradeço pelo xingamento carinhoso! Embryo é ótimo também! Eu quis trazer esse disco pra vocês porque acho que essa banda deveria ser mais reverenciada e conhecida. Acho esse disco dentre as melhores coisas produzidas no rico cenário italiano dos anos 70.
André: Não esperava menos do nosso mestre, nos "Recomendas" sempre conseguia achar uma banda setentista que encaixava no tema e ainda por cima era muito boa.
Ronaldo: Agora uma quebra incrível, com a bateria e a guitarra dialogando. Valeu André!
Mairon: E fica a pergunta, por que será que desmancharam o Flea para criar o Etna, e depois não vingou? Guerra de egos?
Ronaldo: Informação sobre esses caras na internet ou revistas é muito escassa. Nunca consegui entender o motivo e o porquê da banda não ter dado certo. Esse final é épico!
Mairon: Sonzeira do cão! Melhor faixa em disparado!
Ronaldo: a faixa passou do jazz-rock mais furioso para um final mais sinfônico e dramático!
André: Adorei também.
Mairon: Só eu percebi algo de Focus por aqui?
Ronaldo: Percebo também e algo do Genesis!
André: O guitarrista achei que passou meio despercebido no começo, mas nesse final aí ele também demonstrou a que veio
Ronaldo. Um final apoteótico!

7 - Barbarian Serenade
Ronaldo: Essa também mais tranquila, com a presença de mandolim e piano acústico. E baixo acústico!
Mairon: Meu Deus. Mais uma mudança. Os caras são os reis das variações musicais. Outra faixa suave, com o piano fazendo as honras. E esse arco no baixo é de chorar! Arrepiante!
Ronaldo: Variações extremamente bem pensadas. Esse disco é arrebatador e o potencial dessa banda era praticamente infinito.
André: É, realmente tinha que estar no mesmo patamar das grandes da Itália, é lamentável que não tenha vingado
Mairon: Por outro lado, admiro que os caras gravem um disco de tão alta qualidade e parem por aí. Tipo "Cara, ja fizemos uma obra prima, vamos curtir nossos filhos agora" ...
Ronaldo: Ouço esse disco e tenho dois sentimentos distintos - ou desisto de ser músico ou me dedico absurdamente para tentar amarrar o sapato de caras assim. Pois é Mairon...será que os caras realmente pensaram que já queimaram toda a lenha disponível? esse tema é lindíssimo...uma carga dramática muito boa. Talvez a faixa mais sinfônica do álbum
Mairon: Cara, eles já tinham gravado dois bons discos com o Flea, mas aqui a coisa é absurdamente melhor. Só pode ser ...
Ronaldo: as viradas do baterista são avassaladoras! e esse mandolim, que lindeza
Mairon: Outra faixa sensacional. Assim como a antecessora. Encerramento do disco é muito melhor que o seu início, e olha que o início já é de cair o queixo.
Ronaldo: Chegamos ao fim!

Comentários finais:
Mairon: Cara, sem palavras. Ótimo disco. Instrumental muito bem trabalhado, músicos gabaritados, construções harmônicas fantásticas. Tudo perfeito.
André: Disco excelente, todos grandes instrumentistas que exibem suas qualidades sem qualquer detrimento a música, cada um protagonizando e se afastando dos holofotes no momento certo para que assim tenhamos um disco de enorme qualidade.
Ronaldo: Disco e banda muito subestimados. Composições incríveis, de alto nível, junto com um instrumental que é ao mesmo tempo virtuoso e extremamente funcional. Lamentável terem lançado apenas essa obra. Creio ter dado uma contribuição para que este petardo seja descoberto por quem se interessa pelo jazz-rock/progressivo.
Ronaldo: Obrigado meus caros, fico feliz que tenham apreciado!
Mairon: Com certeza Ronaldo. Bem distante dos também ótimos discos do Flea, em um nível muito superior. Dá vontade de ouvir novamente.
Ronaldo: Os músicos saíram de um hard rock/psicodélico para adentrar com muita propriedade no terreno do jazz rock.
André: Depois desse disco, se eu ganhar na megasena te dou um Moog e mais um Hammond, Ronaldo.
Ronaldo: Será recebido de bom grado! já estou na torcida por você! se eu ganhar, ao menos um LP original do Etna eu arremato no Ebay pra vocês!
Mairon: E fica a dica para procurar outros nomes do jazz rock italiano. Certamente iremos encontrar algo desse nível.






FADOS do FADO...letras de fado...

 



Não olhes outra vida

António Calém / Miguel Ramos *fado margarida*
Repertório de Fernando Marques de Oliveira

Se queres morrer em mim de madrugada
Não olhes outra vida sem saber
Que o teu morrer em mim é alvorada
E noite, se viveres noutro qualquer

Há luz por entre a treva mais escura
E sombra entre o sol num claro dia
Há sede nesta fonte de água pura
E água nesta sede de poesia

Por isso eu hoje sei que a tua vida
Será enquanto eu for todo o teu fim
Fugir será o ponto de partida
Chegar será morrer dentro de mim

Encontro e solidão

António Calém / José Marques *fado triplicado*
Repertório de João Braga


Dão-me tudo o que me negas
E nestas tuas entregas
Só encontro solidão
Todo o mundo se abre em flor
Mas em mim floresce a dor
Da tua separação

Todos me dão um abraço
Mas sinto apenas o espaço / Em que tu foges de mim
Todo este Verão é de frio
P’ra lá da dor corre um rio / Sem ter princípio ou ter fim

Salvam-se os sonhos vividos
Em que os meus cinco sentidos / Viviam junto de ti
Hoje só resta o luar
Uma onda azul no mar / E esta praia que perdi



Memória de Francisco Stoffel

António Calém / Popular *fado menor*
Repertório de Ondina Sotto Mayor


Chorei por ti neste dia
Neste dia ou noite em mim
Chorar assim noutro dia
Só quando chorei por mim

Agora soube-te morto / Fechaste os olhos à luz
E cravaram-se ao meu corpo / Os cravos da tua cruz

E que triste é este Outono / Sem a voz da Primavera
Mais triste é sonhar um sonho / Sem promessas duma espera

Que outros cantem este fado / A dizer que te perdi
E que chorem ao cantá-lo / Como hoje chorei por ti

Chorei por ti neste dia / Neste dia ou noite em mim
Chorar assim noutro dia / Só quando chorei por mim


Destaque

THE YARDBIRDS - YARDBIRDS (1966)

Yardbirds é um álbum de estúdio da banda britânica The Yardbirds. Seu primeiro lançamento oficial aconteceu em 15 de julho de 1966, através ...