sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

'SEREI SEMPRE UMA MULHER' É A NOVA CANÇÃO DE LUÍSA SOBRAL

É o segundo single do álbum "DanSando" e um manifesto pelos direitos das mulheres

'Serei Sempre uma Mulher' é o segundo single do álbum "DanSando" que Luísa Sobral editou em outubro. A primeira amostra do sexto disco da cantora e compositora foi o tema 'Gosto de Ti'. A proposta do tema 'Serei Sempre uma Mulher' é um pouco diferente e a intenção está descrita no videoclipe que o ilustra. Refere o comunicado de imprensa que o vídeo "pretende retratar muitas das injustiças e violência a que as mulheres são expostas sem, no seu entender, nunca desistirem da sua força". A realização é de Filipe C. Monteiro e o argumento é partilhado por Filipe C. Monteiro e pela própria Luísa Sobral.

"Sempre pensei que só houvesse um sentido no caminho para a igualdade de género e racial, em frente. Para mim seria impensável as mulheres poderem perder o direito a votar ou voltarem os transportes públicos divididos por zona de negros e zona de brancos. O mundo onde eu julguei habitar não era ainda igualitário mas caminhava nesse sentido, mesmo que por vezes com passos curtos e vagarosos e com ritmos diferentes em diferentes partes do mundo", conta a artista em comunicado.


"Foi então que assistimos a um retrocesso assustador nos direitos da mulher no Afeganistão. Perderam o direito à educação, perderam a liberdade de escolher cobrir ou não a cabeça e deixaram de poder andar sozinhas na rua. Caiu de novo o véu da invisibilidade sobre as mulheres afegãs. Foi a pensar nessas mulheres que escrevi esta canção, sem saber que uns meses mais tarde morreria Mahsa Amini, uma mulher iraniana a quem foi retirada a vida por usar o hijab de forma inadequada. Nesse dia a minha canção tornou-se sobre ela também e sobre todos aqueles que quiseram vingar a sua morte com protestos, muitos deles perdendo a vida ao fazê-lo", acrescenta.

"Esta é a minha forma de protesto, pela Mahsa, pelas mulheres iranianas e afegãs, e por todas as mulheres que nas suas vidas e profissões se sentem inferiorizadas. Porque ainda acredito que o caminho seja para a frente, mesmo que às vezes se dê dois passos atrás", conclui.

'Serei Sempre uma Mulher' é um dos temas que será apresentado ao vivo na digressão "DanSando" que tem início este sábado, dia 28 de janeiro, no Cineteatro Municipal João Mota em Sesimbra - concerto que entretanto já esgotou. Em fevereiro, a digressão de Luísa Sobral passa ainda pelo Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa (4 de fevereiro), pelo CCC, nas Caldas da Rainha, no âmbito do festival Montepio às Vezes o Amor (11 de fevereiro), pela Casa da Música, na cidade do Porto (18 de fevereiro), e pelo Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, (25 de fevereiro).

Os espetáculos foram pensados e desenvolvidos em conjunto com Bruno Duro, diretor musical que teve como desafio transportar para palco o disco "DanSando" que está no universo da Luísa Sobral com uma estética mais pop. Em palco, a artista portuguesa estará acompanhada pelos músicos Manuel Rocha (voz e guitarra), António Quintino (baixo) e Carlos Miguel Antunes (bateria).


"HORTELÃ" É O NOVO ÁLBUM DA MARO

 

A cantora e compositora fez o anúncio nas redes sociais. O primeiro single sai a 2 de fevereiro.

Em 26 de maio, a cantora MARO passou pelas redes sociais para anunciar que vai lançar um novo disco em breve. O álbum, intitulado "Hortelã", vai ser apresentado gradualmente até ao mês de abril. O primeiro single vai ser partilhado a 2 de fevereiro no YouTube. A cantora e compositora anunciou que vai lançar "10 episódios" - um por semana. Às quintas-feiras, o lançamento será no YouTube e às sextas-feiras sairá em todas as plataformas digitais.

"No ano passado tirei um tempo para resolver a cabeça (como já sabem) e, além das conclusões que partilhei há uns dias, também tive vontade de, de alguma maneira, fechar este capítulo e abrir caminho para um novo. Então, gravei este álbum chamado 'hortelã'", escreveu MARO na publicação que acompanha o anúncio do disco.  


A cantora e compositora, que em outubro tinha anunciado a necessidade de fazer uma pausa devido a uma sensação de burnout (esgotamento), voltou a abriu o coração nas redes sociais para explicar quais as conclusões tirou depois do período de recolhimento e reflexão. "Este novo ano fez-me pensar que gostaria muito de dizer à criança MARO que vai ficar tudo bem", começou por escrever. "Vai ficar tudo bem, embora trabalhemos de uma forma um pouco diferente", continuou.

"Podemos escolher seguir o caminho que consideramos ser o melhor para nós, embora haja sempre a hipótese de não acertarmos. Vale a pena saltar. Vale a pena acreditar em nós", escreveu ainda. "[Gostaria de lhe dizer] que cada capítulo mais doloroso carrega uma lição valiosa, que agora começa a fazer sentido. Não faz mal se demorou a fazer sentido. Fizemos o melhor que sabíamos e nunca é tarde. Nunca é tarde. Gostaria de lhe dizer que 2023 é o ano que vai clarear as coisas. Não vai ficar mais fácil, não vai ficar perfeito... mas vai ficar mais claro. Não temos expectativas em relação a nada. Mas somos amor, paciência, empatia, trabalho árduo, honestidade, perseverança, generosidade, amabilidade e autocuidado", lê-se na publicação.  


Foi em outubro que MARO anunciou que precisava de fazer uma pausa. Numa publicação nas redes sociais, a cantora portuguesa revelou que ainda estava a lidar com o luto da perda do avô, que morreu em 2020, e disse estar a sofrer de um esgotamento (burnout). "Infelizmente, não vou fazer a tournée europeia em novembro, nem vou fazer mais nenhum espetáculo este ano", sublinhou na altura. 
 

ALA DOS NAMORADOS DE VOLTA AOS ÁLBUNS E À ESTRADA

 

É o regresso do grupo com João Gil e Nuno Guerreiro ao leme, na guitarra e na voz.

Ala dos Namorados de volta em 2023 - ano em que celebra 30 anos de existência. "Depois de algumas interrupções de atividade e de mudanças na formação, Ala dos Namorados regressa com João Gil e Nuno Guerreiro ao leme, na guitarra e na voz, juntamente com Rúben Alves no piano, Alexandre Frazão na bateria, Nelson Cascais no contrabaixo e Luís Cunha no trompete. A banda, que celebra 30 anos desde a sua fundação, prepara-se também para editar um novo álbum", conta a nota de imprensa que chegou à redação. 

"Com oito álbuns de estúdio, dois álbuns ao vivo e uma compilação de Grandes Êxitos - da qual constam "Solta-se o Beijo", "Fim do Mundo" e "Há Dias em Que Mais Vale..." - Ala dos Namorados vai além dos grandes êxitos e apresenta um novo álbum, desta feita com poemas de escritores e letristas eminentes da língua portuguesa como Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Fernando Pessoa, Maria do Rosário Pedreira e João Gil.

"A energia e a luz que sentimos quando partilhamos o palco é verdadeiramente transparente e o público sente essa verdade", afirma Nuno Guerreiro, em comunicado, acrescentando que a possibilidade de um regresso da Ala dos Namorados era assunto recorrente sempre que se juntava a João Gil para cantar.   

 

Por enquanto, há dois concertos anunciados: em Loulé e na Póvoa de Varzim. O alinhamento será composto pelos êxitos do grupo mas também por algumas novidades que marcam o novo ciclo do coletivo. Para o dia 30 de janeiro, está marcado um ensaio aberto no Capitólio, em Lisboa. A lotação da sala lisboeta será limitada. Os bilhetes para este ensaio custam 8 euros e estão à venda na Blueticket e nos locais habituais.

30 de janeiro | Ensaio Aberto no Capitólio, Lisboa

1 de fevereiro | Cine Teatro Louletano, Loulé

14 de fevereiro | Casino da Póvoa, Póvoa de Varzim (bilhetes à venda no local)

 


Resenha: Copernicus – Nothing Exists

 

Resenha: Clepsydra – Fears

Marc Almond – Open All Night [Expanded Edition] (2023)

 

OpenAllNightEsta nova edição expandida de luxo é uma celebração abrangente deste álbum singularmente melancólico e magnífico de Marc Almond , o primeiro grande álbum solo lançado sem qualquer envolvimento de uma grande gravadora. Para citar Keith Phipps, do AV Club, Marc se estabelece sem esforço aqui como "uma cantora esfumaçada da era do sintetizador", oferecendo "um mundo privado de martírio romântico definido para batidas eletrônicas".
A curadoria desta edição expandida oferece uma visão multifacetada deste álbum único através da inclusão de versões alternativas, demo e ao vivo de ambas as faixas do álbum e outras canções contemporâneas. Os três discos combinados oferecem mais de três horas e meia de música. O disco um apresenta o álbum original com três remixes…

MUSICA&SOM

…um de cada um dos singles lançados a partir dele. Disc Two majors em gravações de estúdio e demos de período bônus. O disco três oferece versões ao vivo de muitas das faixas do álbum, bem como os três remixes dançantes do single de estreia do álbum, 'Black Kiss'. Os discos vêm com um livreto colorido de 28 páginas com as letras e fotografias.

CD1
1. Night & Dark (6:12)
2. Bedroom Shrine (4:33)
3. Tragedy (Take a Look and See) (4:59)
4. Black Kiss (3:37)
5. Almost Diamonds (5:15)
6. Scarlet Bedroom (3:05)
7. My Love (3:45)
8. Heart in Velvet (4:12)
9. Open All Night (5:21)
10. Threat of Love (4:41)
11. When Bad People Kiss (3:35)
12. Sleepwalker (4:17)
13. Midnight Soul (3:47)
14. My Love (Dave Ball Remix) (3:44)
15. Threat Of Love (Marc Almond & Neal X Remix) (5:05)
16. Black Kiss (Hard Vocal Mix) (6:06)

CD2
1. Beautiful Light Of Madness (Alternate Version) (5:16)
2. Beautiful Losers (4:37)
3. Lonely Go-Go Dancer (3:56)
4. One Big Soul (4:33)
5. Rhythm & Blues (3:12)
6. My Porno Star (2:26)
7. Satan’s Child (2:55)
8. Tale of a Tart (Hell) (4:54)
9. Scarlet Bedroom (Full Version Demo) (3:08)
10. Half World (Demo Version) (4:18)
11. Heart in Velvet (Demo Version) (3:47)
12. Sleepwalker (Demo Version) (3:52)
13. Tragedy (Demo Version) (5:00)
14. Almost Diamonds (Early Demo) (4:42)
15. When Bad People Kiss (Early Version) (3:34)
16. Lonely Go Go Dancer (Early Version) (4:30)

CD3
1. Black Kiss (Live at The Almeida Theatre, 1999) (5:52)
2. Threat Of Love (Live, 1999) (5:44)
3. Midnight Soul (Live, Wilton’s Music Hall, 2008) (3:29)
4. When Bad People Kiss (Live At The Almeida Theatre, 2004) (3:09)
5. One Big Soul (Live, Lokerse Festival, 2000) (4:40)
6. My Love (Live, Lokerse Festival, 2000) (3:46)
7. Open All Night (Live, Lokerse Festival, 2000) (5:47)
8. Black Kiss (Live, Lokerse Festival, 2000) (4:40)
9. Lonely Go Go Dancer (Live At The Almeida Theatre, 2004) (4:19)
10. Satan’s Child (Live At The Almeida Theatre, 2004) (3:01)
11. One Night Of Sin (Dress Rehearsal, Almeida Theatre, 2004) (1:54)
12. Open All Night (Dress Rehearsal, Almeida Theatre, 2004) (5:36)
13. Black Kiss (Tall Paul Mix) (7:52)
14. Black Kiss (Baby Doc Mix) (6:31)
15. Black Kiss (DJ Face Telephone Mix) (6:12)


Beauty Pill – Blue Period (2023)

 

pílula de belezaDesde a formação no início dos anos, a Beauty Pill criou uma identidade única para si mesma, desafiando a classificação e seguindo cada nova ideia que lhes convinha. Liderado pelo principal compositor Chad Clark em tempos de atividade e hiato, o grupo cresceu em várias fases, muitas vezes assumindo formas totalmente diferentes de um lançamento para o outro. As sementes desse espírito incontrolável estão presentes em Blue Period , uma retrospectiva que reúne as gravações completas feitas pela banda entre 2003 e 2005. Isso inclui o álbum de 2004 The Unsustainable Lifestyle e o EP companheiro You Are Right to Be Afraid(ambos originalmente lançados no Dischord) junto com uma variedade de demos, outtakes e versões alternativas de material do mesmo período.

MUSICA&SOM

As músicas aqui são difíceis de colocar no tempo. Mesmo que as melodias angulares de faixas como “The Mule on the Plane” ou as inesperadas reviravoltas melódicas de “I'm Just Gonna Close My Eyes for a Second” tenham algumas semelhanças com trabalhos feitos na época por colegas como Blonde Redhead ou Polvo, as idiossincrasias da composição são apenas da Beauty Pill e não se encaixam perfeitamente em nenhuma cápsula do tempo retrospectiva do rock independente do início dos anos 2000. As cinco faixas lançadas originalmente em You Are Right to Be Afraid são mais viscerais, com a produção de quatro faixas em cassete oferecendo uma reprodução do som da banda mais crua e imediata. Parte desse sentimento cru se espalha nas demos inéditas, como a versão de The Unsustainable Lifestyle .abertura “Goodnight for Real”, que é especialmente emocionante, com os vocais de Clark sendo transmitidos principalmente pelo canal esquerdo, enquanto a instrumentação lo-fi traz à tona a tensão da música. Há um cover especialmente experimental de “I Don't Live Today” de Hendrix e um destaque na música inédita “Fugue State Companion”, uma faixa com as mesmas reviravoltas imprevisíveis e mudanças dinâmicas entre versos francos e refrões eruptivos em que Beauty Pill se destacou durante esta fase do seu desenvolvimento contínuo.


CRONICA - STEVE EARLE | Guitar Town (1986)

 

Nascido em 1955 em Fort Monroe, Virgínia, Steve EARLE passou grande parte de sua infância no Texas e começou a aprender violão aos 11 anos. Rebelde, rebelde, foi um dos que se opôs à Guerra do Vietnã ainda na escola. Aos 19 anos (em 1974), mudou-se para Nashville e trabalhou em vários empregos, enquanto tocava música à noite. Depois de várias viagens de ida e volta entre Nashville e Texas, ele se estabeleceu definitivamente em Nashville no início dos anos 80.

Após vários anos de luta e alguns singles lançados durante o período de 1983-1984, Steve EARLE teve uma oportunidade de ouro para realmente decolar no meio da década, quando a MCA o contratou. Cercado por uma sólida banda de apoio (chamada The Dukes), ele gravou seu primeiro álbum de estúdio de verdade, que lançou em 5 de março de 1986. Este foi intitulado  Guitar Town .

Steve EARLE realmente não se encaixa no perfil do cantor country de Nashville. Ele até faz questão de se desviar dela. Na altura com 31 anos, já tinha uma certa experiência, as suas vivências forjaram-lhe uma verdadeira concha e deu-a a conhecer através das suas canções. Com um tom de voz particular, ele imediatamente afirma seu próprio estilo. Resumir Steve EARLE ao Country tradicional é um erro, pois o nativo de Fort Monroe não se limita a esse estilo. Aliás, só uma música pode realmente ser catalogada como Old Country: é "Think It Over", que se destaca por soberbas texturas de guitarras e na qual a voz de Steve EARLE faz maravilhas. . Steve EARLE se esfrega com muito mais vontade com o Country-Rock e é muito eficaz. Ele demonstra isso com "Guitar Town", uma composição que cheira a América profunda com suas melodias deliciosamente cativantes, "Down The Road", que é mais ou menos do mesmo tipo com, como bônus, um bandolim presente, ou ainda "Hillbilly Highway", uma peça que combina habilmente Raízes Country e Rock n' Roll e que o CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL não teria negado em seu tempo. Heartland-Rock também é homenageado em diversas ocasiões neste álbum e, ouvindo os mid-tempos "Goodbye's All We've Got Left" e "Good Ol' Boy (Gettin' Tough)", marcados pelas influências de Bruce SPRINGSTEEN, mesmo John FOGERTY e em que as guitarras acústicas e elétricas se entrelaçam notavelmente, mas também “Someday” e “Fearless Heart”, mais ou menos na encruzilhada entre Folk, Country e Heartland-Rock, e também exalando muita sensibilidade, dizemos a nós mesmos que Steve EARLE tem várias cordas em seu arco e está certo em variar os prazeres, em fazer as coisas como lhe agrada. Este álbum é completado por 2 baladas. Com uma conotação Country/Folk, "My Old Friend The Bloues" é uma canção pacífica, tipicamente "Terroir America" ​​​​e é ideal como parte de uma trilha sonora de faroeste. Já "Little Rock n' Roller", cujo título engana, trata-se de uma balada Country com toques de blues dominada pelo violão, a voz de Steve EARLE, além de alguns arranjos sutis, finais que lhe trazem uma verdadeira mais. tipicamente “America terroir” e é ideal como parte de uma trilha sonora ocidental. Já "Little Rock n' Roller", cujo título engana, trata-se de uma balada Country com toques de blues dominada pelo violão, a voz de Steve EARLE, além de alguns arranjos sutis, finais que lhe trazem uma verdadeira mais. tipicamente “America terroir” e é ideal como parte de uma trilha sonora ocidental. Quanto a "Little Rock n' Roller", cujo título engana, trata-se de uma balada Country com toques de blues dominada pelo violão, a voz de Steve EARLE, além de alguns arranjos sutis, finais que lhe trazem uma verdadeira mais.

Muito focado em guitarras (tanto elétricas quanto acústicas),  Guitar Town  é um álbum de estreia sólido e de qualidade. Steve EARLE marca seu território e se revela um excelente compositor. Além disso, suas canções são bastante significativas para muitas pessoas da classe trabalhadora. Este álbum não passou despercebido na época, pois subiu para o 89º lugar no Top American Album em novembro de 1986 (8 meses após seu lançamento) e lá permaneceu por 20 semanas. Para Steve EARLE, este é um bom ponto de partida para o futuro. 

Tracklist:
1. Guitar Town
2. Goodbye’s All We’ve Got Left
3. Hillbilly Highway
4. Good Ol’ Boy (Gettin’ Tough)
5. My Old Friend The Blues
6. Someday
7. Think It Over
8. Fearless Heart
9. Little Rock n’ Roller
10. Down The Road

Formação:
Steve Earl (vocal, guitarra)
+
Bucky Baxter (guitarra pedal steel)
Emory Gordy Jr. (baixo, bandolim)
Richard Bennett (guitarra, baixo)
Reno King (baixo)
Michael McAdam (guitarra)
Ken Moore (órgão, sintetizadores, teclados)
Harry Stinson (bateria)

Marcador : MCA

Produtores : Emory Gordy Jr., Tony Brown e Richard Bennett


CRONICA - FLEETWOOD MAC | Mystery To Me (1973)

Após o sucesso do Penguin impresso em 1972, o vocalista/harmonicista Dave Walker foi convidado a abrir a porta de saída por comportamento inapropriado na banda. A cantora/pianista Christine McVie, o baterista Mick Fleetwood, o baixista John McVie, o guitarrista Bob Weston e o cantor/guitarrista Bob Welsh decidiram não substituí-lo. Fleetwood Mac tornou-se um quinteto novamente e voltou ao estúdio em 1973 para lançar Mystery To Me, a 8ª obra em nome do selo Reprises com a participação de Richard Hewson nos arranjos de cordas em alguns títulos. Um Lp com a capa que não deixa indiferente onde se observa um desenho colorido de um grotesco babuíno comendo enquanto baba um bolo na beira da praia.

É com uma composição de Bob Welsh que abre este 33-rpm, "Emerald Eyes", uma balada sensual que cheira a nostalgia romântica onde o guitarrista americano tem obviamente estado à vontade neste tipo de prática. Aliás, tirando partido da escrita (6 títulos em 12!) oferece-nos também a fabulosa "Hypnotized", soft jazzy que cheira a ilhas e descuido com estes acordes cintilantes de guitarra acústica, esta bateria ao ritmo triplo, estes abafados harmonias vocais. Mas Bob Welsh no entanto descura o rock como podemos ouvir no funky blues "Somebody" um pouco soulful mas sobretudo "The City" com um aceno a Stevie Wonder sem esquecer a estranha "Miles Away » onde mostra que é um bom riffer enquanto Bob Weston esculpe solos magníficos.

Em relação a este último, ela escreveu quatro canções. Ela também se sente confortável no gênero balada com a sonhadora e celestial "The Way I Feel" liderada por um piano frágil e um violão suave, bem como "Why" que cheira a grandes espaços abertos e nostalgia permitindo dar uma bela conclusão a Mistério Para Mim . Pode-se também acreditar em um romance em "Believe Me" por este delicado piano cobrindo uma voz suave na introdução. Mas é um country pop bem rodado, de dar vontade de cair na estrada com excelentes trechos de slide guitar estratosférico e entusiástica harmonização vocal. Ficamos no mesmo registro com “Just Crazy Love”, mais rock porém.

De resto fica esta composição de Bob Welsh, Christine McVie e Bob Weston, "Forever" com sabores caribenhos. Sem esquecer o excelente cover de Graham Gouldman, "For Your Love" popularizado em 1965 pelos Yardbirds. Aqui Fleetwood Mac dá uma versão tribal onde Bob Welsh coloca compromisso na música.

Outro sucesso artístico, se não financeiro. Isso não evita alguns problemas dentro do line-up. Bob Weston flertando com Jenny Boyd, esposa de Mick Fleetwood Mac, ele também é demitido. Ele se juntou ao Murray Head dois anos depois, antes de embarcar em uma discreta carreira solo. Ele morreu em 2013.  

Títulos:
1. Emerald Eyes
2. Believe Me
3. Just Crazy Love
4. Hypnotized
5. Forever
6. Keep On Going
7. The City
8. Miles Away
9. Somebody
10. The Way I Feel
11. For Your Love
12. Why

Músicos:
Bob Welch: guitarras acústicas e elétricas, vocais, backing vocals
Bob Weston: guitarras acústicas e elétricas, slide guitar, backing vocals
Christine McVie: teclados, vocais, backing vocals
John McVie: baixo
Mick Fleetwood: bateria, percussão
+

Richard Hewson: arranjos de cordas

Produtor: Fleetwood Mac

Destaque

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