terça-feira, 31 de janeiro de 2023

SAIBA TUDO SOBRE AS Doce

Doce

O grupo, que pode ser considerado uma das primeira girls band, formou-se em 1979. Do grupo faziam parte Fá (Fátima Padinha), Teresa Miguel, Lena Coelho e Laura Diogo.

Em Janeiro de 1980 editam o single "Amanhã de Manhã". A seguir concorrem ao Festival RTP da Canção desse ano com o tema "Doce" que fica em 2º lugar.

Em Março de 1980 é editado o álbum de estreia do grupo, "OK KO". E em 1981 regressam ao Festival RTP da Canção com o tema "Ali-Bábá" que fica em 4º lugar. O álbum "É Demais" é editado em Outubro desse ano, e em 1982 vencem finalmente o Festival RTP da Canção com o tema "Bem Bom".
Em 1983 gravam várias canções em inglês como "For The Love Of Conchita", "Starlight" e "Choose Again". O tema "Quente, Quente, Quente" conta com a participação de Rui Veloso na harmónica.
Participaram no Festival RTP da Canção de 1984 com "O Barquinho da Esperança", da autoria de Pedro Ayres Magalhães e Miguel Esteves Cardoso.

Em 1987 é editada a compilação "Doce 1979-1987" com um tema inédito, "Rainy Day", e em 2002 é editada a compilação "15 Anos Depois". Em 2003 foi lançado o disco "DOCEMANIA" que incluia um disco com remisturas.

Participaram num dos concertos comemorativos do programa "Febre de Sábado de Manhã" de Júlio Isidro, em 2006


Parecido com




Fotos







Faixas principais

GLOCKENWISE ESTÃO DE REGRESSO COM “GÓTICO PORTUGUÊS”

 

DOWNPILOT ESTÁ DE REGRESSO COM “THE FORECAST”


segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

A história da clássica Legend, a porta de entrada para a música de Bob Marley

 


Bob Marley faleceu precocemente, com apenas 36 anos, em 11 de maio de 1981, vitima de câncer. Sua vida, apesar de curta, foi suficiente para revolucionar a música, a cultura e o comportamento, levando o reggae para todo o mundo e apresentando um novo estilo de música que se tornou não apenas extremamente popular, mas também profundamente influente.

A discografia de Marley é composta de somente nove álbuns de estúdio – treze de colocarmos na conta as gravações pré Catch a Fire (1973), reunidas em quatro discos – e dois álbuns ao vivo. E o melhor disso tudo está em Legend, coletânea lançada originalmente em maio de 1984 e que traz todos os seus grandes hits. Um dos greatest hits mais vendidos de todos os tempos, Legend contabiliza mais de 25 milhões de cópias comercializadas e é o álbum de reggae mais vendido de todos os tempos. Seu impacto foi tão grande que acabou sendo incluída na posição 46 da famosa lista de 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos, publicada pela revista Rolling Stone. Além disso, está há 743 semanas não consecutivas no Billboard 200, segunda maior sequência da história, atrás apenas do clássico The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. E não para por aí: permanece há 1.042 semanas no top 100 do UK Albums Chart, terceira maior sequência de todos os tempos, superada somente pelo Greatest Hits do Queen e por Gold, do Abba.

O tracklist original de Legend é composto por todos os dez singles de Bob Marley que chegaram ao Top 40 do Reino Unido, mais três canções gravadas ao lado dos Wailers originais (com Peter Tosh e Bunny Livingston): “Stir It Up”, “I Shot the Sheriff” e “Get Up, Stand Up”. Faz parte da lista original de canções também a linda “Redemption Song”, música de encerramento de Uprising (1980), último álbum lançado por Marley ainda em vida – seu sucessor, Confrontation (1983), foi um lançamento póstumo. Ao longo dos anos Legend recebeu diversos relançamentos, incluindo uma edição dupla que saiu em 2002 e trouxe um disco bônus com remixes produzidos em 1984.

Artista extremamente politizado e que nunca foi de usar meias palavras, Bob Marley tem em um Legend um retrato composto por suas músicas mais populares e que não são, necessariamente, as que contam com letras mais contestadoras. Essa característica fez com que o tracklist sofresse críticas ao longo dos anos, com escritores apontando que as canções presentes em Legend mostram o lado mais inofensivo da obra de Marley, com uma seleção livre de qualquer traço de radicalismo que pudesse prejudicar as vendas. O próprio Dave Robinson, que reuniu as músicas que entraram no álbum, admitiu em entrevista publicada em 2014 que a seleção de músicas foi feita para atrair o público branco e mostra apenas um lado da personalidade artística de Bob. Uma discussão válida, ainda mais em se tratando de um artista tão ativo e comprometido com suas causas como foi Bob Marley, mas que não diminui a importância de Legend como cartão de visitas do Rei do Reggae.


O sucesso estrondoso da coletânea levou ao lançamento, mais de uma década depois, de Natural Mystic: The Legend Lives On, que saiu em 1995 e ficou popularmente conhecida como Legend 2. O tracklist traz canções que priorizam a faceta mais política de Marley, exemplificada através de faixas como “So Much Trouble in the World”, “Africa Unite” e “War”, uma das maiores obras de seu legado e que é uma adaptação do histórico discurso que Haile Selassie, Imperador da Etiópia, fez na ONU em 1963. Vale lembrar que Selassie governou o país africano entre 1916 e 1974 e, além de seu imenso impacto político, era considerado deus pelos adeptos da religião rastafári.

Legend é um dos títulos fundamentais em toda coleção que se preze. Uma excelente introdução para o universo de um dos mais importantes músicos do século XX, responsável por popularizar um novo gênero musical que impactou artistas em todo o planeta.

A edição mais recente disponível no Brasil conta com dezesseis faixas e traz “Easy Skanking” e “Punky Reggae Party” como faixas extras. O encarte vem com 28 páginas comtodas as letras, fotos e um longo texto introdutório, além de dados técnicos e créditos.


Review: Warshipper – Past Essentials (2022)

 


O Warshipper é um dos melhores e mais cultuados nomes do death metal brasileiro, e acaba de ganhar um lançamento à altura de sua importância. Past Essentials é um CD duplo que reúne os dois primeiros álbuns da banda – Worshippers of Doom (2015) e Black Sun (2017) – em uma edição de luxo magnificamente produzida pelo selo Heavy Metal Rock. Além dos dois CDs, o material inclui um pôster exclusivo, encarte de dezesseis páginas e duas faixas bônus, “Absence of Colors – Blackened Version” e “Atheist | Respect! (Raw Version)”.

Confesso que sempre tive dificuldade em diferenciar o death do black metal, em identificar os elementos que constroem a identidade dos dois gêneros mais celebrados do metal extremo. Pode ser ignorância minha, mas o som do Warshipper soa aos meus ouvidos com elementos de ambos os estilos, e essa é uma qualidade que apenas o torna ainda mais rico.

A qualidade gráfica de Past Essentials, com uma capa magnífica criada pela C.F. Artwork e todo um projeto gráfico de encher os olhos, além do cuidado primoroso com a impressão, constrói a embalagem perfeita para dois álbuns sensacionais da banda paulista. O som que sai das caixas de som é um arregaço violento e cristalino, que contagia até mesmo indivíduos que não são consumidores fieis do lado mais extremo do metal, como é o meu caso. Além disso, salta os ouvidos como ambos os trabalhos ainda soam atuais e contemporâneos, mesmo tendo sido gravados há sete e cinco anos, respectivamente.

Muito se fala sobre a qualidade dos lançamentos importados, mas é preciso celebrar também o altíssimo nível que também encontramos nos itens nacionais. Past Essentials é um deles, um item incrível que celebra o legado de uma banda igualmente incrível, produzido com um cuidado e atenção minuciosos pela Heavy Metal Rock. Past Essentials é um sensacional eliteralmente de colecionador!

Um presente para os ouvidos, para os olhos e para todos os sentidos!.



CAPAS E FOTOS DO ROCK PORTUGUÊS


A capa do novo single dos UHF (versão de "O Vent Mudou")

NO BAIRRO DO VINIL

 Conjunto de Bártolo Valença - Na quinta do Zé Tomás

Abordaremos hoje um artista que outrora teve importante mediatismo em Portugal, tendo realizado inúmeras tornées no estrangeiro, ora acompanhado pelos seus “Rapazes do Ritmo” ou mais tarde com a “Rapsódia Portuguesa”, este último um grupo popular de expressão artística bastante diversificada, conforme explicaremos adiante. Durante várias décadas foi presença assídua em algumas das mais populares casas de fados de Lisboa, embora tivesse sido, ironicamente numa boite que permaneceu mais anos seguidos enquanto músico residente. Falamos, naturalmente, de Bártolo Valença.
É difícil quantificar em qual dos dois grupos acima referidos Bártolo Valença atingiu maior notoriedade. Se no grupo popular “Rapsódia Portuguesa”, fundado mais tarde, no qual conjugou as danças com o folclore, ou se nos “Rapazes do Ritmo”, com o qual editou inúmeras gravações comerciais e no qual se estreou (provavelmente) no início dos anos 50. No entanto, inclina-mo-nos para os Rapazes do Ritmo, designação ligeiramente enganadora para os menos informados e que poderá induzir em erro, na medida em que os Rapazes do Ritmo não eram nenhum “conjunto de ritmo” ao jeito de Shegundo Galarza ou de Mário Simões, mas antes um grupo que apresentava uma música toponímica e popular-humorística, com recurso a instrumentos de cariz tradicional.

No que à sua longa carreira diz respeito, em poucas linhas, poderemos dizer que (ao contrário do que se possa pensar) a mesma não teve o seu início na música e que tampouco foi Bártolo Valença o fundador dos Rapazes do Ritmo. Efectivamente, a sua tendência artística sempre foi para o bailado, mas foi quando surgiu o convite para substituir o vocalista original desse conjunto (cuja identidade desconhecemos) que surgiu a sua grande oportunidade para singrar na vida artística, tendo assumido as funções de coordenador do conjunto e de executante. Depois de uma estreia num programa rádio publicitário, os Rapazes do Ritmo alcançaram grande êxito durante mais de 7 anos consecutivos, tendo o auge de popularidade sido atingido na década de 50 e apenas refreado quando Bártolo Valença, paralelamente com os Rapazes do Ritmo, decide fundar a Rapsódia Portuguesa.
Sobre aquele aspecto, conforme realçava o próprio artista, nunca houve realmente uma transformação dos Rapazes do Ritmo em Rapsódia Portuguesa, na medida em que ambos coexistiam, passando aqueles a fazer parte deste conjunto, numa tentativa (conseguida) de divulgação do folclore português. “A Rapsódia Portuguesa” era composta por 16 elementos, uma verdadeira aguarela de danças e cantares da nossa terra, exigindo de todos um grande esforço físico e artístico despendido por actuação, combinado tradições do Ribatejo, fado bailado, bailinhos da Madeira, cantares da Nazaré e de Trás-os-Montes, entre outras evocações.
Foto da Rapsódia Portuguesa, com Bártolo Valença em primeiro plano.
A longevidade de Bártolo Valença fazia, à data do seu eclipse, inveja a muitos outros artistas. De facto, manteve-se em cartaz, sem interrupção, desde 1956 pelo menos até 1971 (cerca de 9 anos no Restaurante Faia e 7 anos no famoso Maxime), apresentando, conforme se referiu, música vincadamente portuguesa ou de características folclóricas, cantando, dançando, representando, fazendo humor e apresentando o seu espectáculo em vários idiomas. Bártolo considerava-se um verdadeiro animador (mais comummente, um show-man, ou M.C. - Mestre de cerimónias), o que efectivamente era, um verdadeiro homem-espectáculo, que percorria o folclore do norte minhoto ao Algarve litoral, durante cerca de 3 horas por noite nos seus espectáculos no Maxime.
A canção que escolhemos para hoje faz um resumo do ambiente do conjunto bem disposto, que eram os Rapazes do Ritmo e do espírito das suas canções: alegres, divertidas e populares. Não falta nesta recriação o zurrar do burro, a ovelha, a galinha, e muitos outros animais da quinta do Zé Tomás tão bem recriada neste curtos 3 minutos que hoje deixamos aos nossos leitores.  



Clique no Play para ouvir um excerto da canção

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