domingo, 5 de março de 2023

Os 100 álbuns de heavy metal mais vendidos de todos os tempos

 


Um dos gêneros mais apaixonantes do rock e com milhões de fãs devotos em todo o mundo, o heavy metal surgiu no final da década de 1960 e início dos anos 1970, e tem o primeiro álbum do Black Sabbath apontado como o seu marco zero, ainda que muitas bandas como Cream, Jimi Hendrix Experience, Led Zeppelin, The Who e Vanilla Fudge já estivessem adicionando doses cada vez maiores de peso em seu som nos anos anteriores.

Responder quais são os álbuns de heavy metal mais vendidos de todos os tempos não é tarefa das mais fáceis. O motivo principal para isso é que, com exceção dos Estados Unidos e alguns outros poucos países, os dados com os números de vendas não são claros e não estão disponíveis. Outro ponto é que, apesar de a Wikipedia em inglês possuir uma longa página dedicada aos álbuns mais vendidos da história – e repleta de excelentes referências -, os dados apresentados ali não são muito exatos e as fontes divergem bastante, além de a maioria dos títulos não ser de heavy metal e seus gêneros derivados.

Tudo isso demandou uma pesquisa mais profunda, e que foi realizada em dois sites. O principal é o Chart Masters, de onde veio a imensa maioria dos números e que é uma ótima referência para a pesquisa de assuntos relacionados à vendas de álbuns. E o segundo é o Best Selling Albums, que mesmo não tendo a profundidade do Chart Masters, é um excelente complemento.

Antes de apresentar os álbuns campeões de vendas, algumas considerações. Assim como o rock, o metal é um estilo musical extremamente variado e que possui diversos subgêneros, muitos deles contemplados nas listas abaixo. E sim, listas, porque o resultado final está apresentado em três listas diferentes: uma com os álbuns de metal, outra com os discos de glam metal/hair metal, e uma terceira unindo as duas. Compilações e discos ao vivo foram considerados no levantamento, e o a lista de glam metal – que no Brasil é chamado, primordialmente, de hard rock – é focada apenas nos álbuns identificados com a cena e a abordagem musical do movimento que teve o seu epicentro em Los Angeles durante a década de 1980, deixando discos de hard rock – cuja tradução é, literalmente, “rock pesado” – dos anos 1970 de fora. Assim, álbuns de bandas como Led Zeppelin, AC/DC, Deep Purple e outros ícones não foram incluídos. Porém, os discos de bandas formadas nos anos 1970 como Aerosmith, Heart e ZZ Top, mas que foram lançados a partir da década de 1980, foram incluídos na lista de glam metal pois a música dessas bandas mudou consideravelmente a partir daquele período e incorporou elementos do hair metal.

E, pra fechar: os números de vendas apresentados abaixo foram arredondados para uma casa decimal, usando a seguinte metodologia: se um disco vendeu 3.170.000 de cópias, o valor foi arredondado para 3,2 milhões. Se o número vendido foi de 3.130.000, o valor foi arredondado para 3,1 milhões. Você perceberá também que quando dois ou mais álbuns empataram no número de vendas, eles foram organizados por ordem alfabética de artista e, para efeito da definição do seu lugar na lista, dividem a mesma posição, mas para a contagem geral foram contabilizados um a um. Exemplo: veja a posição 18 da lista, que foi dividida entre dois discos, e por essa razão a próxima posição contabilizada já é de número 20.


Estes são os 50 álbuns de metal mais vendidos de todos os tempos:

1 Metallica – Metallica (1991) – 30,8 milhões

2 Linkin Park – Hybrid Theory (2000) – 20,8 milhões

3 Evanescence – Fallen (2003) – 16,7 milhões

4 Metallica - ... And Justice for All (1988) – 15,8 milhões

5 Metallica – Master of Puppets (1986) – 14 milhões

6 Linkin Park – Meteora (2003) – 13,3 milhões

7 Metallica – Ride the Lightning (1984) – 11,7 milhões

8 Metallica – Load (1996) – 11,5 milhões

9 Black Sabbath – Paranoid (1970) – 9,9 milhões

10 Metallica - Reload (1997) - 9 milhões

11 Metallica – Kill ‘Em All (1983) – 8,5 milhões

12 Iron Maiden – The Number of the Beast (1982) – 8,3 milhões

13 Linkin Park – Minutes to Midnight (2007) – 7,8 milhões

14 Ozzy Osbourne – Blizzard of Ozz (1980) – 7,4 milhões

15 Metallica – S&M (1999) – 7,3 milhões

16 Iron Maiden – Piece of Mind (1983) – 6,6 milhões

17 Metallica – Garage Inc. (1998) – 6,5 milhões

18 Ozzy Osbourne – No More Tears (1991) – 6,2 milhões

19 Iron Maiden – Live After Death (1985) – 6 milhões

19 System of a Down – Toxicity (2001) – 6 milhões

21 KoRn – Follow the Leader (1998) – 5,7 milhões

21 Ozzy Osbourne – Diary of a Madman (1981) – 5,7 milhões

23 Iron Maiden – Powerslave (1984) – 5,6 milhões

24 Disturbed – The Sickness (2000) – 5,4 milhões

25 Iron Maiden – Somewhere in Time (1986) – 5,3 milhões

25 Metallica – Death Magnetic (2008) – 5,3 milhões

27 Metallica – St. Anger (2003) – 5,1 milhões

28 Rage Against the Machine – Rage Against the Machine (1992) – 5 milhões

29 Black Sabbath – Black Sabbath (1970) – 4,9 milhões

29 Iron Maiden – Killers (1981) – 4,9 milhões

31 Black Sabbath – Master of Reality (1971) – 4,8 milhões

31 Iron Maiden – Seventh Son of a Seventh Son (1988) – 4,8 milhões

31 Ozzy Osbourne – Bark at the Moon (1983) – 4,8 milhões

34 Evanescence – The Open Door (2006) – 4,6 milhões

35 Ozzy Osbourne – Tribute (1987) – 4,4 milhões

36 Iron Maiden – Iron Maiden (1980) – 4,2 milhões

36 Papa Roach – Infest (2000) – 4,2 milhões

38 Black Sabbath – Vol. 4 (1972) – 4,1 milhões

38 Black Sabbath – We Sold Our Soul For Rock ‘N’ Roll (1975) – 4,1 milhões

40 Black Sabbath – Sabbath Bloody Sabbath (1973) – 4 milhões

40 Linkin Park – Reanimation (2002) – 4 milhões

42 Ozzy Osbourne – The Ultimate Sin (1986) – 3,9 milhões

43 KoRn – Issues (1999) – 3,8 milhões

44 Ozzy Osbourne – No Rest for the Wicked (1988) – 3,7 milhões

44 Ozzy Osbourne – The Ozzman Cometh (1997) – 3,7 milhões

46 Iron Maiden – Fear of the Dark (1992) – 3,6 milhões

47 Ozzy Osbourne – Ozzmosis (1995) – 3,5 milhões

47 P.O.D. – Satellite (2001) – 3,5 milhões

47 Rage Against the Machine – Evil Empire (1996) – 3,5 milhões

47 Tool – Lateralus (2001) – 3,5 milhões

Algumas curiosidades sobre o resultado. A banda com mais títulos, como esperado, é o Metallica. O quarteto norte-americano tem nada menos do que 11 álbuns na lista, incluindo o disco de heavy metal mais vendido da história. A seguir temos Iron Maiden e Ozzy Osbourne empatados com 9 álbuns cada, seguidos pelo Black Sabbath (6 discos) e Linkin Park (4). Se somarmos os álbuns solo e os discos gravados com o Sabbath, Ozzy colocou incríveis 15 títulos na lista. Outro ponto interessante é que essas cinco bandas – Metallica, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Black Sabbath e Linkin Park – respondem por nada mais nada menos que quase metade dos álbuns presentes no resultado final, com incríveis 39 álbuns na lista dos 100 mais vendidos.

O título mais antigo presente na lista foi lançado em 1970 e o mais recente saiu em 2008. O ano com mais discos na lista foi 2003, com 4 títulos. Na década de 1970, o álbum de heavy metal mais vendido foi Paranoid (1970) do Black Sabbath, com 9,9 milhões. Nos anos 1980, o vencedor foi ... And Justice for All (1988), do Metallica, com 15,8 milhões de cópias. Os anos 1990 tiveram mais uma vez o Metallica no primeiro lugar, com os 30,8 milhões do Black Album (1991), e o álbum de metal mais vendido da década de 2000 foi Hybrid Theory (2000) do Linkin Park com suas 20,8 milhões de cópias.


Estes são os 50 álbuns de glam metal mais vendidos de todos os tempos:

1 Guns N’ Roses – Appetite For Destruction (1987) – 30,8 milhões

2 Def Leppard – Hysteria (1987) – 25 milhões

3 Bon Jovi – Slippery When Wet (1986) – 23,6 milhões

4 Bon Jovi – Crossroads  (1992) – 22,8 milhões

5 Guns N’ Roses – Use Your Illusion II (1991) – 18,8 milhões

6 Guns N’ Roses – Use Your Illusion I (1991) – 18 milhões

7 Van Halen – Van Halen (1978) – 15,6 milhões

8 Van Halen – 1984 (1984) – 15,4 milhões

9 ZZ Top – Eliminator (1983) – 14,1 milhões

10 Bon Jovi – New Jersey (1988) – 13,9 milhões

11 Guns N’ Roses – Greatest Hits (2004) – 13,6 milhões

12 Aerosmith – Get a Grip (1993) – 13,4 milhões

13 Def Leppard – Pyromania (1983) – 12 milhões

14 Aerosmith – Big Ones (1994) – 10,8 milhões

15 Aerosmith – Pump (1989) – 10,5 milhões

16 Guns N’ Roses – GNR Lies (1988) – 9,9 milhões

17 Whitesnake – Whitesnake (1987) – 9,2 milhões

18 Van Halen – 5150 (1986) – 8,8 milhões

19 Bon Jovi – Keep the Faith (1992) – 8,6 milhões

20 Bon Jovi – Crush (2000) – 8,1 milhões

21 Poison – Open Up and Say ... Ahh! (1988) – 8 milhões

22 Aerosmith – Permanent Vacation (1987) – 7,6 milhões

22 Bon Jovi – These Days (1995) – 7,6 milhões

24 Van Halen – Van Halen II (1979) – 7,2 milhões

24 Van Halen – Best of Volume I (1996) – 7,2 milhões

26 Scorpions – Crazy World (1990) – 7 milhões

27 Mötley Crüe – Dr. Feelgood (1989) – 6,6 milhões

28 ZZ Top – Afterburner (1985) – 6,4 milhões

29 Quiet Riot – Metal Health (1983) – 6,3 milhões

30 Def Leppard – Vault: Def Leppard Greatest Hits (1995) – 6,2 milhões

31 Aerosmith – Nine Lives (1997) – 6,1 milhões

31 Guns N’ Roses – The Spaghetti Incident? (1993) – 6,1 milhões

33 Def Leppard – Adrenalize (1992) – 6 milhões

33 Europe – The Final Countdown (1986) – 6 milhões

33 Whitesnake – Slide It In (1984) – 6 milhões

36 Heart – Heart (1985) – 5,8 milhões

36 Van Halen – OU812 (1988) – 5,8 milhões

38 Van Halen – Diver Down (1982) – 5,7 milhões

39 Skid Row – Skid Row (1989) – 5,6 milhões

40 Van Halen – Women and Children First (1980) – 5,4 milhões

41 Jon Bon Jovi – Blaze of Glory (1990) – 4,9 milhões

41 Van Halen – For Unlawful Carnal Knowledge (1991) – 4,9 milhões

41 Van Halen – Balance (1995) – 4,9 milhões

44 Poison – Flesh & Blood (1990) – 4,5 milhões

45 Mötley Crüe – Shout at the Devil (1983) – 4,3 milhões

45 Mötley Crüe – Theatre of Pain (1986) – 4,3 milhões

45 Mötley Crüe – Girls, Girls, Girls (1987) – 4,3 milhões

48 Van Halen – Fair Warning (1981) – 4 milhões

49 Heart – Bad Animals (1987) – 3,8 milhões

50 Bon Jovi - Bon Jovi (1984) – 3,6 milhões

50 Bon Jovi – 7800° Farenheit (1985) – 3,6 milhões

50 Bon Jovi – Have a Nice Day (2005) – 3,6 milhões

A banda com mais títulos é o Van Halen, com 11 discos, seguido pelo Bon Jovi (9 álbuns, mais a estreia solo de Jon Bon Jovi, totalizando 10 títulos), Guns N’ Roses (6) e Aerosmith (5). O disco mais antigo presente na lista foi lançado em 1978 e o mais recente saiu em 2005. O álbum de glam metal mais vendido da década de 1970 foi a estreia do Van Halen (1978), com 15,6 milhões de cópias. Nos anos 1980 o campeão foi Appetite for Destruction (1987), o disco de glam metal mais vendido da história, com 30,8 milhões. A década de 1990 teve o Guns N’ Roses novamente em primeiro lugar como Use Your Illusion II (1991) e suas 18,8 milhões de cópias, e nos anos 2000 o vencedor foi a coletânea Greatest Hits (2000), novamente do Guns, com 13,6 milhões


Os 100 álbuns de metal mais vendidos de todos os tempos (listas combinadas):

1 Guns N’ Roses – Appetite For Destruction (1987) – 30,8 milhões

1 Metallica – Metallica (1991) – 30,8 milhões

3 Def Leppard – Hysteria (1987) – 25 milhões

4 Bon Jovi – Slippery When Wet (1986) – 23,6 milhões

5 Bon Jovi – Crossroads  (1992) – 22,8 milhões

6 Linkin Park – Hybrid Theory (2000) – 20,8 milhões

7 Guns N’ Roses – Use Your Illusion II (1991) – 18,8 milhões

8 Guns N’ Roses – Use Your Illusion I (1991) – 18 milhões

9 Evanescence – Fallen (2003) – 16,7 milhões

10 Metallica - ... And Justice for All (1988) – 15,8 milhões

11 Van Halen – Van Halen (1978) – 15,6 milhões

12 Van Halen – 1984 (1984) – 15,4 milhões

13 ZZ Top – Eliminator (1983) – 14,1 milhões

14 Metallica – Master of Puppets (1986) – 14 milhões

15 Bon Jovi – New Jersey (1988) – 13,9 milhões

16 Guns N’ Roses – Greatest Hits (2004) – 13,6 milhões

17 Aerosmith – Get a Grip (1993) – 13,4 milhões

18 Linkin Park – Meteora (2003) – 13,3 milhões

19 Def Leppard – Pyromania (1983) – 12 milhões

20 Metallica – Ride the Lightning (1984) – 11,7 milhões

21 Metallica – Load (1996) – 11,5 milhões

22 Aerosmith – Big Ones (1994) – 10,8 milhões

23 Aerosmith – Pump (1989) – 10,5 milhões

24 Black Sabbath – Paranoid (1970) – 9,9 milhões

24 Guns N’ Roses – GNR Lies (1988) – 9,9 milhões

26 Whitesnake – Whitesnake (1987) – 9,2 milhões

27 Metallica - Reload (1997) - 9 milhões

28 Van Halen – 5150 (1986) – 8,8 milhões

29 Bon Jovi – Keep the Faith (1992) – 8,6 milhões

30 Metallica – Kill ‘Em All (1983) – 8,5 milhões

31 Iron Maiden – The Number of the Beast (1982) – 8,3 milhões

32 Bon Jovi – Crush (2000) – 8,1 milhões

33 Poison – Open Up and Say ... Ahh! (1988) – 8 milhões

34 Linkin Park – Minutes to Midnight (2007) – 7,8 milhões

35 Aerosmith – Permanent Vacation (1987) – 7,6 milhões

35 Bon Jovi – These Days (1995) – 7,6 milhões

37 Ozzy Osbourne – Blizzard of Ozz (1980) – 7,4 milhões

38 Metallica – S&M (1999) – 7,3 milhões

39 Van Halen – Van Halen II (1979) – 7,2 milhões

39 Van Halen – Best of Volume I (1996) – 7,2 milhões

41 Scorpions – Crazy World (1990) – 7 milhões

42 Iron Maiden – Piece of Mind (1983) – 6,6 milhões

42 Mötley Crüe – Dr. Feelgood (1989) – 6,6 milhões

44 Metallica – Garage Inc. (1998) – 6,5 milhões

45 ZZ Top – Afterburner (1985) – 6,4 milhões

46 Quiet Riot – Metal Health (1983) – 6,3 milhões

47 Def Leppard – Vault: Def Leppard Greatest Hits (1995) – 6,2 milhões

47 Ozzy Osbourne – No More Tears (1991) – 6,2 milhões

49 Aerosmith – Nine Lives (1997) – 6,1 milhões

49 Guns N’ Roses – The Spaghetti Incident? (1993) – 6,1 milhões

51 Def Leppard – Adrenalize (1992) – 6 milhões

51 Europe – The Final Countdown (1986) – 6 milhões

51 Iron Maiden – Live After Death (1985) – 6 milhões

51 System of a Down – Toxicity (2001) – 6 milhões

51 Whitesnake – Slide It In (1984) – 6 milhões

56 Heart – Heart (1985) – 5,8 milhões

56 Van Halen – OU812 (1988) – 5,8 milhões

58 KoRn – Follow the Leader (1998) – 5,7 milhões

58 Ozzy Osbourne – Diary of a Madman (1981) – 5,7 milhões

58 Van Halen – Diver Down (1982) – 5,7 milhões

61 Iron Maiden – Powerslave (1984) – 5,6 milhões

61 Skid Row – Skid Row (1989) – 5,6 milhões

63 Disturbed – The Sickness (2000) – 5,4 milhões

63 Van Halen – Women and Children First (1980) – 5,4 milhões

65 Iron Maiden – Somewhere in Time (1986) – 5,3 milhões

65 Metallica – Death Magnetic (2008) – 5,3 milhões

67 Metallica – St. Anger (2003) – 5,1 milhões

68 Rage Against the Machine – Rage Against the Machine (1992) – 5 milhões

69 Black Sabbath – Black Sabbath (1970) – 4,9 milhões

69 Iron Maiden – Killers (1981) – 4,9 milhões

69 Jon Bon Jovi – Blaze of Glory (1990) – 4,9 milhões

69 Van Halen – For Unlawful Carnal Knowledge (1991) – 4,9 milhões

69 Van Halen – Balance (1995) – 4,9 milhões

74 Black Sabbath – Master of Reality (1971) – 4,8 milhões

74 Iron Maiden – Seventh Son of a Seventh Son (1988) – 4,8 milhões

74 Ozzy Osbourne – Bark at the Moon (1983) – 4,8 milhões

77 Evanescence – The Open Door (2006) – 4,6 milhões

78 Poison – Flesh & Blood (1990) – 4,5 milhões

79 Ozzy Osbourne – Tribute (1987) – 4,4 milhões

80 Mötley Crüe – Shout at the Devil (1983) – 4,3 milhões

80 Mötley Crüe – Theatre of Pain (1986) – 4,3 milhões

80 Mötley Crüe – Girls, Girls, Girls (1987) – 4,3 milhões

83 Iron Maiden – Iron Maiden (1980) – 4,2 milhões

83 Papa Roach – Infest (2000) – 4,2 milhões

85 Black Sabbath – Vol. 4 (1972) – 4,1 milhões

85 Black Sabbath – We Sold Our Soul For Rock ‘N’ Roll (1975) – 4,1 milhões

87 Black Sabbath – Sabbath Bloody Sabbath (1973) – 4 milhões

87 Linkin Park – Reanimation (2002) – 4 milhões

87 Van Halen – Fair Warning (1981) – 4 milhões

90 Ozzy Osbourne – The Ultimate Sin (1986) – 3,9 milhões

91 Heart – Bad Animals (1987) – 3,8 milhões

91 KoRn – Issues (1999) – 3,8 milhões

93 Ozzy Osbourne – No Rest for the Wicked (1988) – 3,7 milhões

93 Ozzy Osbourne – The Ozzman Cometh (1997) – 3,7 milhões

95 Bon Jovi - Bon Jovi (1984) – 3,6 milhões

95 Bon Jovi – 7800° Farenheit (1985) – 3,6 milhões

95 Bon Jovi – Have a Nice Day (2005) – 3,6 milhões

95 Iron Maiden – Fear of the Dark (1992) – 3,6 milhões

99 Ozzy Osbourne – Ozzmosis (1995) – 3,5 milhões

99 P.O.D. – Satellite (2001) – 3,5 milhões

99 Rage Against the Machine – Evil Empire (1996) – 3,5 milhões

99 Scorpions – Love at First Sting (1984) – 3,5 milhões

99 Tool – Lateralus (2001) – 3,5 milhões

Na divisão por décadas tivemos 49 discos dos anos 1980, 30 da década de 1990, 16 dos anos 2000 e 8 da década de 1970. Os anos com mais álbuns presentes na lista foram 1983, 1986, 1987 e 1988, todos com 7 discos, seguidos por 1984 (6 álbuns) e 1991 (5 títulos).

Review: Vardis – 100 M.P.H. (1980, relançamento 2021)

 


A New Wave of British Heavy Metal foi um celeiro de grandes bandas, e muitas ficaram pelo caminho e se tornaram nomes cults e conhecidos por poucos. Toda a efervescência da cena motivou até mesmo o surgimento de colecionadores focados exclusivamente em álbuns do movimento, tamanha a fartura e a qualidade dos grupos da época.

O Vardis é uma dessas pérolas. O trio liderado pelo vocalista e guitarrista Steve Zodiac e completado pelo baixista Alan Selway e pelo baterista Gary Pearson estreou logo levando a energia de seus shows para o vinil, com o ao vivo 100 M.P.H., álbum cultuado de forma justa pelos pesquisadores e colecionadores e que foi relançado no Brasil pela Hellion Records em uma bela edição em slipcase, encarte de 16 páginas com todas as letras, pôster e duas faixas bônus.

Gravado em julho de 1980 nos palcos de Londres, o disco traz treze faixas (incluindo os bônus) que exalam uma energia contagiante. O Vardis faz jus ao termo power trio, despejando peso e tesão em canções que cativam mesmo você nunca as tendo ouvido antes. Musicalmente, o que temos é uma união entre a então nascente sonoridade clássica do metal britânico com elementos de um rock super direto que pode até ser considerado meio punk em alguns momentos. O foco principal está nos vocais de Steve Zodiac e em sua guitarra incendiária, que é claramente influenciada pelo lendário Johnny Winter e outras lendas. A cozinha de Alan Selway e Gary Pearson é pura vibração e coesão.

“Out of the Way”, “Move Along” (com Zodiac voando nos solos), “Situation Negative”, o rock contagiante de “Destiny”, o hard blues “The Loser” e a incendiária “100 M.P.H.”, com solos antológicos de Zodiac, são os destaques. O restante do tracklist é nivelado por cima, e o resultado é um registro que preservou para a eternidade toda a força de uma grande banda - e que, para os curiosos em saber mais, gravou outros álbuns após a excelente estreia.

Com o aviso “guaranteed no overdubs” estampado na capa, 100 M.P.H. é um dos melhores e mais honestos álbuns ao vivo que já chegaram aos meus ouvidos. 


Review: Motörhead - Louder Than Noise ... Live in Berlin (2021)


Ouvir um álbum inédito do Motörhead dá uma saudade enorme de Lemmy, mesmo que esse disco seja ao vivo. É o caso de Louder Than Noise ... Live in Berlin, lançado em 2021 e que traz um show gravado na capital alemã em 5 de dezembro de 2012, durante a turnê de The Wörld is Yours (2010). O álbum foi disponibilizado em um box para colecionadores, mas também recebeu edições em LP duplo, CD + DVD e CD simples. No Brasil, Louder Than Noise foi lançado pela Hellion Records em CD slipcase com encarte em formato de pôster e mais um pôster exclusivo.

O disco traz quinze faixas, indo desde canções de The Wörld is Yours como “I Know How to Die” até clássicos imortais como “Stay Clean”, “Metropolis”, “Ace of Spades” e “Overkill”. O trio resgata pérolas como “Rock It”, do subestimado Another Perfect Day (1983), “Doctor Rock” de Orgasmatron (1986), “Killer by Death” e a dupla “The One to Sing the Blues” e “Going to Brazil”, ambas presentes no álbum 1916, lançado em 1991.

A energia é pulsante, a performance é animalesca (Phil Campbell, parceiro fiel de Lemmy por mais de três décadas, arregaça na guitarra, enquanto Mikkey Dee, hoje no Scorpions, mostra porque é um dos grandes bateristas da história do rock). Lemmy, como sempre, é um show à parte com seu timbre sujo e único, ainda que já fossem perceptíveis na época os problemas de saúde que o fariam partir no final de 2015. E, pra quem curte o seu lado instrumentista, ainda entrega um solo de baixo em “Stay Clean”.

Produzido por Cameron Webb, Louder Than Noise tem uma sonoridade densa e pra lá de pesada, exatamente como eram os show do Motörhead.

Excelente ao vivo e mais uma prova de como Lemmy e sua banda fazem falta.

 


Resenha Hark! The Village Wait Álbum de Steeleye Span 1970

 

Resenha

Hark! The Village Wait

Álbum de Steeleye Span

1970

CD/LP

Música folk tradicional inglesa executada por meio de arranjos muito bem elaborados e de muito bom gosto, além de pitadas prog e belíssimos vocais

Em poucas palavras, Hark! The Village Wait, pode ser definido rapidamente como doze ótimas canções de folk elétrico inteligente, delicado e muito bem tocado em instrumentos de rock padrão, aumentados com porções generosas de instrumentos menos convencionais para o gênero, como bodhrán, mandola, banjo, concertina, dulcimer e bandolim, porém, isso não seria uma resenha de verdade, então vamos falar mais um pouco. Cada faixa é uma canção folclórica tradicional, com a banda criando leituras obviamente respeitosas desses trechos de sua herança inglesa, mas o efeito geral foi ao mesmo tempo, na época de seu lançamento, bastante contemporâneo. Vale mencionar também que a banda foi formada pelo ex-baixista da Fairport Convention, Ashley Hutchings, que queria explorar mais as raízes do folk britânico do que a Fairport Convention estava disposta. Ele teve a sorte de reunir uma banda de grandes músicos e cantoras, lançando então o primeiro de uma longa série de álbuns muito bem aceitos pelo grande público.  

Um dos ingredientes mais atrativos desse disco é a dupla feminina de vocalistas, Maddy Prior e Gay Woods, suas vozes são simplesmente majestosas e colocam um ar de elegância incrível no disco, sem contar que combinam muito bem com a voz masculina mais nasal de Tim Hart – que inclusive faz a voz principal em uma das peças - e Terry Woods – marido de Gay - e seus backing vocals muito bem acentuados. Além disso, outro ponto a ser frisado é o quanto a grande variação de instrumentos dá à música do álbum uma sensação autêntica e de muito frescor.  

“A Calling-On Song” começa o disco por meio de um rico arranjo coral sem a companhia de qualquer instrumentação, sendo uma peça puramente à capela. “The Blacksmith” é um folk rock com pinceladas da música psicodélica. Os vocais de Maddy, como sempre, deixam a identidade folk na música. Muito elegante, possui algumas passagens musicais intrigantes. As múltiplas camadas de vocais do refrão é um dos destaques da faixa. “Fisherman's Wife”, Gary Woods assume o vocal principal pela primeira vez. As harmonias vocais criadas entre Woods e Prior são extremamente eficazes e criam até mesmo uma sensação levemente de assombrada na peça. 

“Blackleg Miner” é a única música do disco em que o vocal principal é masculino. Começa por meio de um canto à capela em um ótimo equilíbrio entre Tim Hart cantando por cima e Woods e Maddy ao fundo. A entrega aqui é de uma peça folk clássica com alguns lampejos progressivos. “Dark-Eyed Sailor” apresenta um grande equilíbrio entre o rock e a música folk. Mais uma vez tudo é feito com muita elegância, mas sem a mesma autenticidade das anteriores, sendo um tipo de som que poderia tranquilamente ter feito parte do disco Liege &Lief da Fairport Convetion. “Copshawholme Fair”, se for para escolher a música do disco mais orientada para o “progressivo”, daria esse título a essa – na verdade fico na dúvida entre essa e a última. Possui uma vibração folk rock bastante forte, assim como as linhas psicodélicas bem definidas.  

“All Things Are Quite Silent”, os vocais tristes dessa música me fizeram prestar atenção no seu tema, o que parece se tratar de um homem que foi arrancado do seu amor para servir os fuzileiros. Musicalmente é suave e tocada de forma discreta quase todo o tempo, subindo um pouco o volume nos refrãos em que Maddy e Woods juntas criam uma harmonia vocal lindíssima. “The Hills Of Greenmore” é uma peça que soa mais elétrica e menos acústica, porém, sem perder a sua essência celta e folk, além de ser distintamente baseada na música progressiva. “My Johnny Was A Shoemaker”, assim como a primeira música do disco, também possui pouco mais de um minuto e também é uma peça à capela. As múltiplas vozes femininas fazem um trabalho brilhante, me dando uma sensação de estar sendo abraçado pela música.  

“Lowlands Of Holland” é uma lindíssima e triste canção. Um folk rock com algumas inclinações progressivas e psicodélicas executado de forma sublime, enquanto Maddy canta sobre mulheres que choram pela morte de seus amores marinheiros mortos em ação. “Twa Corbies” é mais uma música em que a interação entre vocal masculino e feminino funciona muito bem. É derivada de uma canção tradicional chamada, “Three Ravens”, sendo quase mais um número à capela se não fosse pelo harmônio ao fundo. “One Night As I Lay On My Bed” é a peça que encerra o álbum. Mais um folk rock com acenos progressivos, considero essa a música mais dinâmica e complexa, obviamente, dentro do que foi feito no restante do disco, com uma excelente interação instrumental e ótimas texturas musicais.  

Então que eu termino primeiramente com uma simples pergunta: você tem interesse em ouvir uma música folk tradicional inglesa executadas por meio de arranjos muito bem elaborados e de muito bom gosto, com direito a algumas cores progressivas e de belos vocais? Se a resposta for sim, não espere muito para ir atrás dessa pérola.  


Insanidade lança "Get Away”, single faz parte do novo álbum “Dogs Of The Subway"

 

Insanidade lança "Get Away”, single faz parte do novo álbum “Dogs Of The Subway"

Divulgação

"Get Away” é a faixa de abertura do novo álbum “Dogs Of The Subway” da banda Insanidade, disco que será lançado no dia 24 de março. A track "Get Away” ganha videoclipe que será lançado  no dia 10 de março. O single está disponível em todas as plataformas de streaming. Escute aqui: open.spotify.com.

A escolha de "Get Away” para ser o single e para ser a faixa de abertura, é porque ela traz toda a energia do álbum, uma faixa bem Rock n Roll com influências de The Hellacopters e Motorhead.  A letra fala sobre liberdade, sarcasmo, egoísmo e juventude. É uma letra simples e bem Rock n Roll.  
O single foi gravado em Anápolis/GO no estúdio RockLab, pelo produtor e também baixista da banda Gustavo Vázquez.

“Dogs Of The Subway” é o quarto álbum da Insanidade e o terceiro de estúdio. O álbum possui nove faixas  trás praticamente todas as influências bandas, sons que vão do tradicional Rock n Roll, tem Punk, Trash Metal, Stoner/Doom, Hard Rock. Apesar da banda misturar quase todas as suas influências, é um álbum pautado no Rock n Roll bebendo na fonte de The Stooges e MC5. 

Resenha Blizzard Of Ozz Álbum de Ozzy Osbourne 1980

 

Resenha

Blizzard Of Ozz

Álbum de Ozzy Osbourne

1980

CD/LP

Ozzy e Rhoads superam qualquer expectativa estabelecida pelo "Never Say Die!" do Sabbath

A demissão de Ozzy do Black Sabbath o pegou de forma muito pesada: ele sempre pensou que sair da banda significava o retorno às suas raízes pobres, onde viveria de caridade. O empresário Don Arden — pai de Sharon Osbourne — via potencial financeiro no vocalista, principalmente se voltasse para o Sabbath, então o contratou para a sua gravadora, a Jet. No entanto, Ozzy parecia mais interessado em fazer uma banda nova: ressuscitou o nome “Blizzard of Ozz”, que tinha usado para alguns shows solos com a banda Earth, e transformou-o em um supergrupo, contando com Don Airey e Bob Daisley do Rainbow, Lee Kerslake do Uriah Heep e, é claro, Randy Rhoads do Quiet Riot. Apesar de algumas contenções internas — membros da banda achavam que o nome do grupo ia ser “Blizzard of Ozz”, mas o marketing colocou o nome do Ozzy gigante acima de “Blizzard of Ozz”, tornando-o o nome do álbum –, o álbum é bem recebido, conquistando disco de platina e sendo considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos no início do metal.

Os primeiros discos de solos costumam ser incertos, principalmente depois de uma saída tão turbulenta quanto a de Ozzy do Black Sabbath, o quão desinteressante foi o “Never Say Die!” — o último álbum do Ozzy no Sabbath — e o quão bem feito foi o “Heaven and Hell”, o primeiro álbum do Sabbath sem o Ozzy. Dá para citar o Ozzy como uma máquina de recuperação e a qualidade dele como compositor e vocalista, mas a verdade é bem mais óbvia que isso: a banda que ele reuniu é muito boa, e o principal salvador da pátria é Randy Rhoads. O guitarrista trouxe essa essência do punk rock e do hair metal dos anos 70 para as músicas do disco, fazendo praticamente todas as músicas serem incríveis. Absolutamente nada contra o Bob Daisley, que trabalha bem no baixo, o Lee Kerslake, que consegue embutir uma cadência própria nas músicas, variando-as de estilo de forma rápida sem deixar de ser metal, e o teclado de Don Airey tá tinindo de qualidade, mas o Randy Rhoads é a alma do álbum. O Ozzy é melhor quando ele consegue ser teatral, e esse álbum dramatiza o vocal dele ao ponto de paródia, mas por causa da guitarra, todo o pacote é levado a sério.

O álbum tem alguns dos clássicos mais famosos do Ozzy, em especial “Crazy Train”, um heavy metal clássico da virada da década que mostra o Randy Rhoads em seu melhor, criando riffs incríveis e solos que se encaixam bem por baixo do Ozzy; e “Mr. Crowley”, que entra direto no gótico e sombrio através de uma entrada fúnebre de órgão do Don Airey, que cria um palco bem escuro para o vocalista mostrar toda a sua canastrice como protagonista de uma peça. Apesar disso, tem algumas faixas que não funcionam tão bem: a dupla “No Bone Movies”, que tenta ser um retorno ao hard rock leve e descerebrado dos anos 50, e “Revelation (Mother Earth)”, que ficou um pouco balada melancólica demais, são claramente um ponto baixo criativo do momento do grupo. Mas mesmo essas não fazem a experiência do álbum ser nem no mínimo negativa, ainda mais com a abertura “I Don’t Know”, que já começa pontuando as diferenças entre a guitarra de Rhoads e de Iommi, ou com o metal tradicional “Suicide Solution”, que tem o melhor baixo do disco.

A melhor faixa do álbum é “Goodbye To Romance”, a despedida de Ozzy ao que ele considerava a fase de lua de mel da vida dele, que foi a história dele com o Black Sabbath. É uma balada com todas as características de uma faixa triste do Electric Light Orchestra, desde o teclado até a cadência dos acordes. O vocal do Ozzy acaba funcionando bem nessa vertente, emprestando seu carisma a uma despedida bem agridoce, mas interessante. Eles sabiam que essa faixa era diferente do resto, desde a construção até o solo de sintetizador, então a produção tratou a música de forma diferente também, o que é interessante em si.

Resenha Šta Bi Dao Da Si Na Mom Mjestu Álbum de Bijelo Dugme 1975

 

Resenha

Šta Bi Dao Da Si Na Mom Mjestu

Álbum de Bijelo Dugme

1975

CD/LP

Um clássico perdido e um dos principais discos lançados em toda a história do rock do leste europeu

Hoje em dia, o compositor/guitarrista Goran Bregovic é reverenciado por seu trabalho de trilha sonora e mais do que isso, ele é mais conhecido por seu coquetel explosivo de música cigana balcânica e várias outras músicas folclóricas da região, tornando-se assim um expoente bastante conhecido da world music. Mas muito antes desta fase de sua carreira, Goran Bregovic produziu uma carreira de muito sucesso como líder de uma das bandas de rock mais populares da ex-Iugoslávia, Bijelo Dugme. Durante 15 anos ativos e muito produtivos, a banda construiu uma reputação como nenhuma outra, compondo canções memoráveis, vendendo grandes quantidades de discos e teve turnês com ingressos esgotados em todas as casas de shows que se apresentariam.  

Não é nenhum tipo de exagero dizer que o impacto da banda, na cena do seu país, foi equivalente a um Beatles ou Led Zeppelin para o mundo quando estas estavam em seu apogeu, pois suas vendas de discos atingiram alturas vertiginosas, algo que acabou acarretando um efeito inegável na indústria da música e na cultura popular iugoslava. Considero Sta Bi Dao Da Si Na Mom Mjestu o grande feito da banda. A foto da capa mostra a foto da namorada do baixista Zoran Redzic. Falando em baixo, Redzic machucou o seu dedo pouco antes das gravações do álbum, tendo o vocalista Zeljko Bebek tocado o baixo do disco, porém, Redzic é creditado no álbum, já que ele dirigiu Bebek em linhas que já haviam sido trabalhadas antes.  

A produção da versão original já é muito boa, mas a remasterizada de 2014 deixou tudo ainda mais límpido e cristalino, onde bons fones de ouvidos entregam uma experiência incrível, as teclas possuem uma variedade enorme, como órgão Hammond, sintetizadores, clavinete, mellotron e piano. Goran Bregovic é um guitarrista excelente, brilhando tanto nos momentos elétricos, quanto nos acústicos. Purple, Led e Heep são nomes que no próprio encarte do CD aparecem como grandes influências no som do álbum, embora, não precisa ser um grande conhecedor desse trio para perceber isso claramente.  

“Tako Ti Je Mala Moja Kad Ljubi Bosanac” já abre o disco de uma maneira bastante forte e intensa, apresentando uma guitarra pesada e um excelente trabalho de órgão, enquanto a cozinha trabalha de forma bastante sólida, sendo tudo isso tocado sob vocais cativantes. “Hop-Cup”, apesar de ser construída em uma espécie de estrutura de folk pop simples e dançante, não chega a sair da frequência das demais peças do disco. Novamente as guitarras e as teclas são o destaque. “Došao Sam Da Ti Kažem Da Odlazim” é uma belíssima balada blues, com excelente uso de órgão e piano e um solo de guitarra bastante adequado. Os vocais soam como tem que ser um bom blues, ou seja, bastante emocional.  

“Ne Gledaj Me Tako I Ne Ljubi Me Više” tem um riff de órgão acompanhado pelo mellotron que é maravilhoso, enquanto a seção rítmica é a mais enérgica do disco, principalmente por conta das fortes linhas de baixo. As linhas de guitarra às vezes também proporcionam alguns bons ataques na música. Sem dúvida um dos destaques do disco. “Požurite Konji Moji” já começa com a sua maior riqueza, uma seção rítmica muito bem trabalhada. Um som muito suingado, mas também de ótimos arranjos sinfônicos. Os vocais também são ótimos, assim como algumas pinceladas atmosféricas de mellotron e moog.  

“Bekrija Si Cijelo Selo Viče, E Pa Jesam, Šta Se Koga Tiče”, sabe aquele tipo de música que podemos definir simplesmente como um rock and roll reto e direto? Eis um claro exemplo. Possui uma seção rítmica sólida, além de soar na linha de bandas de glam rock. A guitarra entrega ótimo riff e solo, enquanto as teclas ficam por conta de um piano bastante cativante e alegre. “Šta Bi Dao Da Si Na Mom Mjestu” fecha o disco com chave de ouro por meio de sua faixa título. Os violões no começo já anunciam o que será uma bela música. Então a peça entra em uma pegada blues orientada principalmente por órgão. É a faixa mais longa do disco e é cheia de mudanças de direção e temas, com Bebek entregando certamente o melhor desempenho vocal do disco. Em sua parte final, ainda há espaço para um curto número acústico floreado suavemente ao fundo por um belo mellotron. Um final de disco sensacional. Não preciso dizer que se trata da melhor faixa do álbum, né? 

Eu só não indico esse álbum para alguém, se for uma pessoa que tem um bloqueio com idiomas menos convencionais, digamos assim, caso contrário, faça como eu, abrace esse clássico perdido e um dos principais discos lançados em toda a história do rock do leste europeu e desfrute de um álbum em que sua música impressiona do começo ao fim. 


45 anos de “Amoroso”: O clássico de João Gilberto.

 Chegou o dia de falar um pouco sobre Bossa Nova aqui no Entre Acordes. E falou em Bossa, falou em João Gilberto, um ícone do movimento, com toda sua elegância e sensibilidade, ele eternizou diversos clássicos da história da música! E hoje vamos falar sobre o disco que talvez seja o mais famoso de sua carreira, o grande “Amoroso” que está completando 45 anos desde seu lançamento!

Lançado em 1977, “Amoroso” representa a maturidade de João Gilberto, é composto por ele, seu violão e um arranjo de orquestra muito interessante. Todas as músicas seguem uma linha muito parecida com grandes composições! E com certeza, não posso deixar de citar “S’Wonderful”, muito provavelmente, a música mais popular do disco, já nos mostra uma produção cheia, que da vida ao disco. Também curto as excelentes “Estate” e “Wave”!

O disco é maravilhoso, muito regular e inspirado. Foi gravado nos EUA , logo o nível de refinameto é outro, ajuda muito na exeperiência de ouvir o mestre da Bossa Nova! É possível dizer que este é o auge de João, um grande trabalho, nos faz lembrar uma obra de arte assim como vemos na capa! É um orgulho da música brasileira e merece demais essa homenagem nos 45 anos de seu lançamento! O que nos resta é ouvir e sentir!




40 anos de “Thriller”: O disco mais vendido de todos os tempos!

 Eis chegada a hora do maior peso pesado da história da música pop! Sim, amigos! “Thriller”, o grande clássico da carreira de Michael Jackson, o disco mais bem sucedido de todos os tempos comercialmente! Com certeza um artigo não vai ser suficiente para representar tudo o que este trabalho é mas é hora de falarmos um pouco sobre os 40 anos dessa verdadeira obra revolucionária!

O ano de 1979 foi um marco para a carreira de Michael Jackson, afinal ele lançou o disco “Off The Wall”, um trabalho perfeito que sedimentou de vez o início da carreira solo de Michael. O lançamento trouxe com ele, um enorme sucesso comercial, elevando o status dele mundialmente. Embora tudo parecia estar correndo muito bem, Michael não se sentia satisfeito completamente, ele entendia que a indústria musical ainda não valorizara os negros da maneira devida e ao mesmo tempo ele queria ser cada vez mais perfeito!

Entra a década de 80, a era de maior personalidade da história da música, o pop se moldava radicalmente, a superprodução e preocupação visual era cada vez mais exigente. E Quincy Jones seria o encarregado mais uma vez para cumprir esse papel delicado na produção. No lado de composição, Michael se preparava com algumas canções mais direcionadas ao pop, ele tinha como meta traçar uma linha mais radiofônica, que levasse o público a participar nas apresentações ao vivo!

Um capítulo a parte é a parte visual. Michael acreditava que o visual seria algo a ser explorado com o avanço da tecnologia, com isso diveras músicas ganharam videoclipes com produções dignas de cinema e os que ganharam mais destaque são da música “Thriller” com aquele clima sombrio de terror, com as maquiagens perfeitas, passos de dança incríveis e eternizando Michael Jackson com a jaqueta laranja! Outro que adoro é “Beat It”, quem ai não se lembra daquela clássica batalha no galpão? Icônico demais! “Billie Jean” também é outro clipe digno de nota!

O resultado foi um disco perfeito, já abrimos com “Wanna Be Startin’ Somethin'”, aquela onda sonora maravilhosa com diversos elementos sonoros! Em seguida, “Baby Be Mine” transmite uma vibe muito boa de anos 80, dance music total, amo de paixão. O dueto “The Girl Is Mine” com Paul McCartney, conta com interpretações maravilhosas dos dois e era uma parceria de realmente tinha que ter acontecido! “Thriller”, aquele início sombrio que aterroriza todo mundo e aquela gargalhada aterrorizante no final, icônico! Já, “Human Nature” é uma balada melosa boa mas é a menos inspirada do disco! “P.Y.T” é uma faixa que considero até subestimada, mas é a minha favorita do disco, tudo nela é perfeito.

Seguindo o lado B,”Beat It” e “Billie Jean” emendam uma sequência matadora, que justificam o disco. A primeira é um Rock N’ Roll mais intenso e como curiosidade o solo no meio da música foi feito por Eddie Van Halen que o performou em apenas um take, gênio! A segunda é uma balada que traz o plano de fundo para o passo de dança mais famoso de Michael Jackson, o Moonwalk, além de ser uma bela música. “The Lady In My Life” fecha bem o disco.

De considerações finais, “Thriller” é um disco inacreditável de tão excelente que é! Como não revereciar um trabalho tão fantástico, com músicas que fazem parte da coletânea de sucessos da história da música pop! Além de ser completamente revolucionário na parte de videoclipes e acompanhar uma produção cristalina que serve como base para o teste de estúdios ao redor do mundo como padrão de qualidade! Tudo isso é muito grandioso e único, e ainda tem somado o grande fato de ser o disco mais vendido de todos os tempos! Fica a grande homenagem á Thriller!




Destaque

POSEYDON – Time Is A River And The Waters Are Red

  Formada em 1992, no final da primeira grande explosão do thrash metal , a banda belga Poseydon levou mais seis anos para lançar um EP ant...