quarta-feira, 17 de maio de 2023

CRONICA - ASTERIX | Asterix (1970)

 

Asterix surge no final dos anos sessenta em Hamburgo. Reúne vários músicos que rolaram suas pancadas em diferentes batidas psicodélicas e combos pesados ​​como German Bonds, Bokaj Retsiem, Electric Food, Brother T & Family... com vários 45s e Lp produzidos entre si, alguns dos quais altamente recomendado. Após várias mudanças e um single lançado em 1970, a formação se estabilizou em torno do guitarrista Peter Hesslein, do baixista Dieter Horns, do tecladista Peter Hecht e do baterista Joachim Rietenbach. Chegam os últimos recrutas, o cantor John Lawton, um inglês de passagem pela zona e ex-Stonewall, mas também o afro-americano Toni Cavanaugh de Indianápolis. Em 1964, este último fez um álbum de soul na Alemanha com o Die Liverpool Triumphs, onde um certo Aynsley Dunbar estava na bateria.

Composto por 9 faixas, este disco, demasiado rapidamente catalogado como krautrock, é um magnífico lixo de hard rock com aromas prog próximos de Led Zep mas sobretudo Deep Purple e Black Sabbath, um precursor do heavy metal, mais particularmente ao nível vocal.

Abre pés no chão com "Look Out" com riffs ameaçadores e repetitivos, harmonias vocais, órgão cavernoso, solos de seis cordas bluesy e que em alguns momentos são dobrados para belas harmonizações. O título que se segue, "Gone From My Life", é do mesmo calibre mas os vocais em harmonias são impressionantes. A voz de John Lawton é metal enquanto a de Toni Cavanaugh é cheia de alma. Estamos no mesmo espírito com o pesado “Broken Home”. Vozes sempre impressionam. Mas o mais incrível é que eles não estão em competição, nenhum tem precedência sobre o outro. Eles se complementam. Adicione a isso uma guitarra insalubre e insolente. "Time Again" está em um registro sinfônico onde o piano está no centro das atenções. "Jump Into My Action" é mais galopante com uma incursão jazzística. “Open Up Your Mind” é um excelente hard/soul. Em "Corner Street Girl", se os riffs são de tirar o fôlego, essa música é mais celestial. O piano é boogie em "Change In You" enquanto a elétrica de seis cordas se revela afiada com um leve toque de Southernrock. O vinil termina com a faixa mais longa, "Morning At My Dawn", 6 minutos no relógio feitos de mudanças de andamento. Começa com um passeio sonhador e nostálgico. Em seguida, o piano e a guitarra se empolgam, mas não necessariamente no estilo hard rock, mais no gênero jazz prog rock. Isso termina em uma atmosfera suave e relaxante. O piano é boogie em "Change In You" enquanto a elétrica de seis cordas se revela afiada com um leve toque de Southernrock. O vinil termina com a faixa mais longa, "Morning At My Dawn", 6 minutos no relógio feitos de mudanças de andamento. Começa com um passeio sonhador e nostálgico. Em seguida, o piano e a guitarra se empolgam, mas não necessariamente no estilo hard rock, mais no gênero jazz prog rock. Isso termina em uma atmosfera suave e relaxante. O piano é boogie em "Change In You" enquanto a elétrica de seis cordas se revela afiada com um leve toque de Southernrock. O vinil termina com a faixa mais longa, "Morning At My Dawn", 6 minutos no relógio feitos de mudanças de andamento. Começa com um passeio sonhador e nostálgico. Em seguida, o piano e a guitarra se empolgam, mas não necessariamente no estilo hard rock, mais no gênero jazz prog rock. Isso termina em uma atmosfera suave e relaxante.

Após este teste, Toni Cavanaugh tenta uma carreira solo no funk sob o nome de Lee Patterson. Os membros restantes, não querendo ser comparados a um famoso personagem de quadrinhos, continuam a aventura sob o nome de Amigo de Lúcifer.

Títulos:
1. Look Out   
2. Gone From My Life         
3. Broken Home        
4. Time Again
5. Jump Into My Action        
6. Open Up Your Mind         
7. Corner Street Girl 
8. Change In You      
9. Morning At My Dawn

Músicos:
Dieter Trompas: Baixo
Joachim Rietenbach: Bateria
Peter Hesslein: Guitarra
Peter Hecht: Teclados
John Lawton: Vocais
Toni Cavana: Vocais

Produção: Asterix



Tyler, the Creator - Igor (2019)

Igor (2019)
Tyler realmente se destacou aqui. Seu amadurecimento nos últimos anos tem sido fabuloso de se ver/ouvir. Ele manteve sua jovialidade e senso de humor, mas acrescentou um nível de ressonância emocional e ambição criativa que levou sua música a um lugar diferente e realmente gratificante.

IGOR está repleto de composições interessantes com estruturas inusitadas e arranjos envolventes. Tyler reúne tudo em uma espécie de synth-soul difuso que parece um novo equilíbrio entre sulcos de soul retrô peludos, pop de sintetizador robusto e batidas modernas obscenas. As melodias avançam e os compassos recuam, mas isso não significa que este não seja um álbum de rap. É apenas mais do que um álbum de rap. Este álbum muitas vezes me lembra a maneira como artistas como André 3000, Childish Gambino, Kanye e Anderson. além do mero pastiche.

Não quer dizer que Tyler simplesmente entra na onda. Isso parece uma progressão muito natural de Flower Boy e um lugar perfeito para ele criar sua visão mais recente. Os elementos abrasivos e caóticos combinam perfeitamente com a personalidade de Tyler e os elementos mais melódicos e cheios de alma criam uma boa ligação com seu álbum anterior. É a maneira como Tyler reúne esses lados em um passeio extremamente variado e emocionante, cheio de reviravoltas que ainda parecem coesos, revigorantes e soberbamente executados que torna este álbum tão impressionante.

IGOR é um álbum cheio de reflexões apaixonadas e abertas sobre amor e relacionamentos enquadrados em um conjunto caleidoscópico e caótico de faixas que são ousadas, emocionantes e basicamente o pico de Tyler.


RICK WAKEMAN - Boston - 1975

 



Richard Christopher Wakeman dispensa comentários a maioria dos frequentadores deste modesto espaço mas que deve ser sempre lembrado por toda a sua indispensável contribuição ao que conhecemos hoje por rock progressivo.

Esse senhor no auge de seus 63 anos ainda possui a mesma genialidade diante seus teclados, dono de uma técnica invejável que muitos já tentaram imitar mas não chegaram nem perto da perfeição e destreza que somente ele consegue destilar. 

Wakeman foi um dos percursores quanto ao uso de sintetizadores e toda uma parafernalha eletrônica que o cercava em suas apresentações ao vivo. 

Pelo menos três Mini Moog os acompanhavam no palco além de um Hammond, pianos elétricos, um lindo Mellotron ao qual ele ainda toca com extrema maestria.

Sua carreira profissional teve início em 1970 na gravação do ótimo disco "From The Witchwood" da banda Strawbs e em 1971, se junta ao YES fazendo com que seu nome fique ainda mais conhecido e idolatrado por milhares de pessoas. 

Vale lembrar que Wakeman entrou e saiu do YES por diversas vezes e em diferentes espaços de tempo. Muito tumulto de bastidores está por trás disso e os fãs mais enérgicos do YES podem dar mais detalhes sobre os ocorridos da época. Não estou aqui para especular nada mas pelo que já li por aí, nosso querido Chris Squire não é flor que se cheire...

Em 1973, após a gravação do disco "Tales From Topographic Oceans", Wakeman deixa o YES pela primeira vez e vai dedicar-se a seu primeiro e brilhante projeto solo onde descrevia de forma genial todas as seis esposas de Henrique VIII em um disco intrumental que se tornou indispensável a qualquer discoteca básica. 

Em 1974, lança o "Journey To The Centre Of The Earth", disco conceitual baseado na obra de Julio Verne ao qual também dispensa comentários. Posso dizer que comecei a escutar o gênero progressivo depois que tive acesso a essa verdadeira jóia. A quem chegou a ler o livro, o disco em certas partes nos remete claramente aos cenários sombrios e mágicos descritos por Verne no decorrer da obra. 

Não posso e nem tenho vasto conhecimento para descrever aqui a extensa discografia deste ser icônico que influenciou gerações, inclusive essa que vos fala. Além de sua vasta carreira solo e idas e vindas pelo YES, Wakeman também trabalhou ao lado de grandes nomes como Alice Cooper, Black Sabbath, Elton John, Lou Reed, David Bowie, dentre outros fazendo participações em alguns discos clássicos.

Basicamente, meu primeiro contato de "terceiro grau" com o progressivo foi durante uma passagem de Wakeman por BH em 1994. Além de todo seu conhecimento ele trouxe na bagagem o filho Adam, que o acompanhou com uma certa timidez mas com muito talento diante do gigante que é seu pai. 
O show foi maravilhoso, estava tendo a honra de sentir ali ao vivo o que só ouvia nos discos e certamente, foi um momento único para uma menina de apenas 15 anos que saiu do show completamente deslumbrada e muito emocionada com tudo aquilo que tinha presenciado. 

Posso dizer que após esse dia muita coisa mudou, comecei a me dedicar mais e mais ao rock progressivo e hoje tenho a honra de compartilhar com todos vocês certas experiências que muitos aqui também já viveram. Indescritível!

Esse raro bootleg foi gravado na cidade de Boston em 11 de Outubro de 1975 durante a passagem de Wakeman pelos EUA na divulgação do também excelente álbum " The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights OF The Round Table" lançado nesse mesmo ano. 


 Aqui consta apenas um pequeno mas excelente medley do album "Journey" dividido en algumas faixas e belíssimas versões de "Catherine Howard" e "Anne Boleyn", além das faixas do disco em evidência na época que também se tornou essencial. As três primeiras obras de Wakeman evidenciam com muita clareza toda a genialidade desse mestre que até hoje consegue me arrancar lágrimas dos olhos com suas belíssimas composições.
Creio que esta tour também passou pelo Brasil em 1976 com shows no Rio e São Paulo.

A qualidade se encontra impecável e com certeza vai matar a saudade de quem teve a oportunidade de vê-lo ao vivo em sua recente passagem pelo Brasil. Infelizmente, não estava presente mas esse show de São Paulo foi bem parecido com o que fui em 1994 em termos de setlist. Maravilhoso e de uma energia ímpar!





TRACKS:

DISCO I:

1. Intro
2. The Journey
3. Recollection
4. Catherine Howard
5. Lancelot & The Black Knight
6. Down And Out
7. Anne Boleyn
8. The Forest

DISCO II:

1. Arthur & Guinevere
2.  Catherine Parr
3. Merlin The Magician
4. Hungarian Rhapsody
5. The Battle





BANCO DEL MUTUO SOCCORSO - Casina Monluè - 1980



Gravação impecável reunindo vários dos maravilhosos clássicos do Banco, esse bootleg contém faixas de discos importantes para o movimento progressivo italiano da época, tais como o perfeito disco homônimo de 1972, Darwin também de 72, Io Sono Nato Libero de 1973, Garofano Rosso e Come In Un´ultima Cena de 1976.

Destaco a faixa 11 onde encontramos o magistral Gianni Nocenzi fazendo miséria nas improvisações de piano.

Esse registro tem como formação o "grande" e saudoso Francesco di Giacomo nos vocais, Vittorio Nocenzi nos teclados e sintetizadores, meu querido e já citado Gianni Nocenzi no piano, Pierluigi Calderoni nas baquetas, Rudolfo Maltese na guitarra e Gianni Colaiacono no baixo.

Trata-se de uma bela apresentação ocorrida na cidade de Milão em 17 de Julho de 1980.






TRACKS:

01. Canto di Primavera
02. Garofano Rosso
03. Si dice che i delfini parlino
04. E mi viene da pensare
05. R.I.P.
06. Quando la buona gente dice
07 .Di terra
08. Capolinea
09. Il ragno
10. Non mi rompete
11 .Piano improvvisation
12. 750.000 anni fa...l'amore
13. Traccia II





ANDERSON, BRUFORD, WAKEMAN & HOWE - Hunting Like A Dinosaur - 1989



Projeto paralelo liderado por Jon Anderson surgido em 1989, que contava com até então alguns dos ex membros do YES e o convidado de honra Tony Levin (Crimson). 

Pelo que me parece, Anderson estava meio cansado da farofada lançada pelo YES após a chegada Trevor Rabin e resolveu chamar as peças fundamentais que faziam parte do verdadeiro alicerce da banda para um projeto um tanto ousado e interessante. Anderson não envolveu o nome YES no projeto para evitar problemas com Squire que é seu detentor e resolveu apenas deixar o segundo nome de cada um de seus membros. 


Lançaram apenas um disco homônimo de estúdio em 1989 e em seguida saíram em turnê pelos EUA para a divulgação do mesmo e ainda presenteando os fãs com alguns clássicos do YES.

Em 1991, todos chegam a um acordo e as diferenças são resolvidas com a fusão das duas bandas para o lançamento do fraco álbum Union, que reuniu os membros do projeto juntamente com os membros do próprio YES. 

O álbum é composto por gravações demos do ABWH que fariam parte de um segundo registro de estúdio que teria o nome de Dialogue mas que nunca fora lançado.

Em 1993, lançam o tão injustiçado disco ao vivo Evening Of YES Music Plus, muito criticado pelos fãs mais enérgicos do YES com versões um pouco diferenciadas de grandes clássicos da banda surgidos nos anos 70. 
Eu, particularmente, não reparei nenhum defeito grave nessas versões desse tal disco. 
Inclusive já foi postado anteriormente aqui no PRV, um excelente bootleg gravado em Houston em 89 que possui uma bela versão de "Close To The Edge" que vale muito a pena ser conferido.

Esse registro não se trata de um bootleg e sim de uma compilação de demos  em versões diferenciadas gravadas antes do lançamento do único álbum de estúdio nesse mesmo ano de 1989. 

Trata-se de um raro registro onde as informações são muito vagas e as vezes um tanto desencontradas mas que vale como peça fundamental a qualquer bom colecionador de preciosidades do Rock Progressivo.








TRACKS:

01. Themes (Sound ~ Second Attention)
02. Themes (Soul Warrior)
03. Fist Of Fire
04. Brother Of Mine (The Big Dream ~ Nothing Can Come Between Us)
05. Brother Of Mine (Long Lost Brother Of Mine)
06. Birthright
07. Distant Thunder
08. Quartet
09. Themes (Sound)
10. Teakbois
11. Order Of The Universe (Order Theme ~ Rock Gives Courage)
12. Order Of The Universe (It's So Hard To Grow ~ The Universe)
13. Let's Pretend




Jeb Loy Nichols – Nichols & Phillips: Three Fools (2023)

 

Jeb Loy NicholsEste álbum foi gravado no País de Gales, mas você seria perdoado se pensasse que foi gravado na ensolarada Califórnia. É um álbum despojado de 12 faixas que os fãs da extremidade mais leve do espectro americano irão desfrutar imensamente. O canto de Jeb Loy Nicholls é bastante suave, sincero e rouco, o que combina com o som agradável e com as canções influenciadas pelos anos 70. Se você quer que sua americana tenha um pouco mais de areia, então esta pode não ser a sua preferência. Clovis Phillips é um músico excêntrico. Guitarras, baixo, bandolim e Wurlitzer são todos tocados por ele. Tem uma reprodução muito discreta, mas é feito com bom gosto. A colaboração de Nichols e Phillips é fundida por sua amizade.
'I'd Rather Be Your Friend' usa sua influência de Cat Stevens com destaque em sua manga. É o único…

MUSICA&SOM

…música não original do álbum foi escrita por Donnie Fritts (que faleceu em 2019 e que foi tecladista de Kris Kristofferson por mais de 40 anos). As canções restantes são escritas por Nichols.

'Inverno do Ano' é um destaque. Valsa, jazz, com harmonias adoráveis, guitarra bonita e uma reminiscência de John Martyn ou James Taylor (por volta de seu álbum 'One Man Dog'). 'Número 4' descreve o que Nichols pode fazer em um de seus dias - "Sente-se observando as nuvens se aproximando e eu as observo se afastando." Com sua batida latina discreta, ela tem alguns Ry Cooper tocados imaculadamente como guitarras de Clover. 'Let Me Love You in My Way' é uma canção de amor confessional simples, mas eficaz, que lista as coisas que Nichols fará para acertar as coisas.

Com base em seu amor pelos cantores e compositores de bluegrass, country e Laurel Canyon, não há nada aqui que provavelmente não tenha sido ouvido antes, mas que não diminua a qualidade das músicas e da execução. Algumas das linhas repetidas teriam se beneficiado de letras diferentes para interromper parte da repetição. 'Chuva caindo no telhado à noite' vem à mente, perdoe o trocadilho, mas esse é um ponto subjetivo e refrões cativantes dependem desse tipo de repetição, então é um equilíbrio artístico.


Mya Byrne – Rhinestone Tomboy (2023)

Mya ByrneEmpurrando o envelope americano em diferentes direções, desde a variedade impressionante nas doze músicas aqui até a sagacidade do título do álbum - um riff deliberado do hit de Glen Campbell - Mya Byrne oferece sua visão distinta do gênero através das lentes de ser uma mulher trans hoje.
A chave para tornar o álbum de Byrne um sucesso é a dupla brilhante e inventiva de artista e produtor. Formando o time dos sonhos com Byrne está seu velho amigo Aaron Lee Tasjan, que não apenas deixa sua marca no som geral do álbum como seu produtor, mas também adiciona sua marca registrada de guitarra e órgão à mistura.
Você pode sentir a influência de Tasjan em 'I'm Gonna Stop', repleta de sua sensibilidade pop e o fabuloso órgão de Scott Stein que mostra seu amor...

MUSICA&SOM

…de Tom Petty, George Harrison e os Traveling Wilburys. Ele também fornece um calor instantâneo para a faixa de abertura 'It Don't Fade', graças à sua melodia saltitante entrelaçada com as letras otimistas de Byrne.

Um dos principais destaques do álbum de Byrne é 'Devil in My Ear', que cria uma paisagem sonora ligeiramente ameaçadora, mas magnífica. As guitarras e a bateria batem juntas enquanto pilhas de feedback afogam a faixa em um clímax sinuoso. Isso leva ao single com sabor glam 'Come On', que possui um solo de guitarra explosivo e vocal suplicante que foi escrito especificamente após a morte de John Prine.

Byrne e Tasjan estão claramente se divertindo quando abraçam seu amor mútuo pela música country, principalmente com 'Curtains', que possui uma grande quantidade de lap steel e um monte de tristeza. Eles mergulham ainda mais no country instantâneo - quase uma paródia irônica do gênero - em 'Please Call Me Darlin', com seus vocais sussurrados e meio falados, mais guitarras de aço e harmonias deliciosas.

Sua experiência direta com os incêndios de 2018 na Califórnia informa 'Smoke and Bones', enquanto o retrato visceral de Byrne das consequências é banhado por uma atmosfera pesada: “Gotas de óleo diesel de borracha plástica no ar / Centenas de quilômetros ao sul dói para respirar”.

'Don't Hold Your Fire' e 'That's What Lucky Means', embora não pudessem se contrastar mais, com o refrão do primeiro contrastando com o violão e os vocais íntimos que o último oferece para exaltar os prazeres mais simples da vida.

A cada audição deste disco, você compreende ainda mais a amplitude da ambição de Mya Byrne e sua proeza de composição, com aquele ingrediente adicional crucial do produtor perfeito. Time dos sonhos mesmo


Tommy Emmanuel – Accomplice Two (2023)

 

Tommy EmmanuelTommy Emmanuel é o guitarrista de um guitarrista, e Accomplice Two é outra master class em licks quentes e estilos de guitarra nítidos apresentados por Emmanuel e seus “cúmplices” - alguns dos melhores guitarristas e músicos de instrumentos de corda que tocam hoje. Accomplice One foi lançado em 2018 e apresentava Jason Isbell, Ricky Skaggs e muitos mais.) Emmanuel e companhia voam desde a primeira nota e raramente descem da estratosfera sônica.
Billy Strings junta-se a Emmanuel na primeira faixa para o medley escaldante “Doc's Guitar/Black Mountain Rag”; os dois principais correm enquanto queimam os trastes em uma performance de guitarra virtuosa de tirar o fôlego. Esses dois deslumbrantes seletores de estilos de dedos certamente se divertirão jogando…

MUSICA&SOM

…um ao outro, e eles provocam um ao outro com exclamações e grunhidos de prazer.

Jorma Kaukonen e Emmanuel do Hot Tuna apresentam uma interpretação arrastada e blues de “Another Man Done a Full Go Around” de Roy Book Binder, enquanto Richard Smith, do Richard Smith Trio e Hot Club de Nashville, e Emmanuel tocam um instrumental de jazz quente e fumegante correr no original "Son of a Gun" de Emmanuel. O jogo impecavelmente nítido de Molly Tuttle e os vocais solitários agudos e cristalinos conduzem o motor na interpretação de empurrar o acelerador até o limite de "White Freight Liner Blues" de Townes Van Zandt.

Yasmin Williams adiciona seus estilos mágicos de guitarra em cascata e batidas no colo a outro original de Emmanuel, “Mombasa”, uma melodia brilhantemente adorável. Larry Campbell e Teresa Williams unem forças com Emmanuel na animada “Everybody Loves You” de Campbell, enquanto Jerry Douglas estabelece camadas cintilantes de dobro na atmosférica música original de Emmanuel “Mama Knows”.

Emmanuel e a Nitty Gritty Dirt Band dão uma nova vida a “Tennessee Stud”, uma música frequentemente associada a Doc Watson desde que ele e a Dirt Band lançaram a versão agora clássica em seu álbum de 1972, Will the Circle Be Unbroken Raul Malo e Emmanuel fecham o álbum com uma versão cinematográfica do clássico pop americano “Far Away Places”.

Cúmplice Dois mostra o alcance melódico de Emmanuel enquanto ele atravessa a paisagem musical dos velhos tempos ao bluegrass ao jazz ao pop, e ele o faz com facilidade e graça, enquanto se diverte com amigos que jogam de volta os licks o mais rápido que ele pode lançar eles.


BIOGRAFIA DOS Crash Test Dummies

 



Crash Test Dummies é um grupo de folk rock e rock alternativo canadense de Winnipeg, Manitoba, popular no início dos anos 1990. 

Seu primeiro álbum muito embora fosse um sucesso enorme em sua terra natal, o Canadá, era pouco conhecido no resto do mundo. 

Graças a Harrison Jerry, principal porta-voz e responsável pela produção e divulgação, o álbum God Shuffled His Feet de 1993, quebrou recordes de venda no Canadá e na Europa. 

O primeiro single deste álbum, "Mmm Mmm Mmm Mmm", transformou-se num hit a ser batido, no Brasil tornou-se a música mais tocada por varias semanas. 

A Worm's Life foi lançado em 1996, e três anos mais tarde o grupo ressurgiu de uma vez. 

Brad Roberts, o homem de frente, recuperou-se do declínio em 2000, com um álbum-solo do líder do grupo, e uma coletânea acústica do Crash Test Dummies e dos Tampas Eclectic. 

Foi também durante esta época que Roberts sofreu uma séria pane elétrica do carro, quase perdendo seu braço. 

Sete meses mais tarde, entretanto, durante o retorno de Roberts ao grupo, circularia o boato da união a outro novo grupo formado por músicos quem, Roberts, se encontrou durante sua reabilitação. 

Ao final de 2001 e início de 2002, mais álbuns solo na trilha dos membros (Cinderellen de Ellen Reid e Mitch Dorge) e o grupo transformou-se em projeto mais Roberts do que de Brad pelo lado mais tradicional. 

Uma formação nova,mais Reid, Brad Roberts e o baixista original Dan Roberts, produziu Jingle do álbum de Natal em 2002. Com o atraso e a distribuição limitada o álbum tornou-se muito raro de se encontrar. 

Este álbum foi reeditado em 2003, juntamente com um novo, com Reid e Dan Roberts adicionando o que havia sido concebido originalmente como projeto solo de Roberts e Brad. 

No ano de 2004 teve uma versão da música Mmm Mmm Mmm Mmm da banda que foi feita em português e que foi gravada na voz da banda de pop rock independente brasileira Sonâmbulos. 

Integrantes.

Atuais.

Brad Roberts (Vocal Principal, Guitarra, desde 1988)
Ellen Reid (Vocais, Teclados, Acordeão, 1988-2012, desde 2017)
Dan Roberts (Baixo, Vocais Secundários, 1988-2004, 2010, desde 2017)
Mitch Dorge (Bateria (1991-2002, 2010, desde 2017)

Ex - Integrantes.

Benjamin Darvill (Harmônica, Percussão, Guitarra, Bandolim, 1988-2000)
Vince Lambert (Bateria, 1988-1991)
Curtis Riddell (Bateria, 1988)
George West (Baixo, 1988)

Turnês.

Stuart Cameron (Guitarra, Backing Vocals, desde 2001)
Murray Pulver (Guitarra, Vocais Secundários, 1996-2000, desde 2010)
James Reid (Guitarra, Vocais Secundários,  desde 2010)
Kiva (Teclados, 1993-1995)
Ray Coburn (Teclados, 1999-2000)


God Shuffled His Feet (1993)

01. God Shuffled His Feet (5:11)
02. Afternoons & Coffeespoons (3:56)
03. Mmm Mmm Mmm Mmm (3:53)
04. In The Days Of The Caveman (3:42)
05. Swimming In Your Ocean (3:49)
06. Here I Stand Before Me (3:07)
07. I Think I'll Disappear Now (4:52)
08. How Does A Duck Know? (3:42)
09. When I Go Out With Artists (3:44)
10. The Psychic (3:48)
11. Two Knights And Maidens (3:25)
12. Untitled (1:43)




Destaque

Aretha Franklin - Aretha (1986)

  Não se deixe enganar pelo título genérico; este é um novo álbum de Aretha Franklin de 1986, um sucesso moderado, notável por conter cinco ...