Nascidos em Setembro de 2001 na Senhora da Hora, arredores da cidade do Porto, os Alla Polacca são actualmente compostos por Márcio Carvalho (baixo, voz), Duarte Silva (bateria), Leonel Sousa (guitarra, voz) e Pedro Silva (guitarra, voz). Destes, apenas Márcio e Leonel Sousa são membros fundadores do projecto por onde também já passaram músicos como Rodrigo Cardoso (guitarra, entre 2001 e 2008), Pedro Marques (piano, sintetizador, entre 2001 e 2006), Telmo Carvalho (bateria, entre 2001 e 2005), Simone Sousa (voz, entre 2001 e 2003) e Francisco Silva (guitarra, voz, em 2003). A associação do tempo à música teve sempre por base dois aspectos antagónicos, o do envelhecimento e perda de criatividade na composição musical e o do amadurecimento e aperfeiçoamento da capacidade para compor de forma criativa. Felizmente para os Alla Polacca, e ao fim de quase uma década de existência, eles enquadram-se no aspecto mais positivo. Ou seja, tempo significou um percurso de aperfeiçoamento e o atingir de uma consistência sonora. Fazendo uma retrospectiva situacionista, poderemos verificar que, ao longo da sua carreira, os Alla Polacca sofreram várias alterações no seu alinhamento e, também, que essas mudanças tiveram sempre impacto directo na sua musicalidade. Basta ouvir todos os seus registos para se perceber isso, com os registos sonoros a variarem entre o ambientalismo, a melancolia e algumas explosões rock no limiar do psicadélico. As entradas e saídas de membros traziam, para o seio da banda, uma certa indefinição criativa. Mas apesar das oscilações, a essência/conceito base estava sempre presente e era quem mantinha o equilíbrio e apontava a direcção correcta. E, apesar de alguns desvios, os Alla Polacca conseguiram encontrar o rumo certo e fazer com que as suas canções soassem àquilo a que eles se propuseram: rock ambiental e experimental com uma forte carga emocional que balança algures entre as sensações primaveris e outonais. Com o tempo, os Alla Polacca soltaram-se e fazem com que as canções do seu mais recente trabalho soem a sinceridade. Nada é forçado ou manipulado. Tudo nasceu da cumplicidade entre um grupo de músicos que, quando juntos, soltam o melhor de si sem qualquer tipo de pudor. E quando assim é o resultado final só pode ser consistente e agradavelmente criativo. Tudo o que se espera da música. [Jorge Baldaia]
DISCOGRAFIA
OLD & ALLA [c/Old Jerusalem] [CDR, Bor Land, 2002]
NOT THE WHITE P? [CD, Bor Land, 2003]
WHY NOT YOU? [c/Stowaways] [2xCD, Bor Land, 2003]
WE'RE METAL AND FIRE IN THE PLIERS OF TIME [CD, Bor Land, 2008]
COMPILAÇÕES
CAIS DO ROCK 04 [CD, Low Fly Records, 2002]
YOUR IMAGINATION [CD, Bor Land, 2002]
LOOKING FOR STARS [CD, Bor Land, 2002]
SIGH[CD, Bor Land, 2003]
ROCK SOUND 16 [CD, Rock Sound, 2004]
CAN TAKE YOU WHERE YOU WANT [2xCD, Bor Land, 2005]
Existe uma formação de Hendrix melhor por aí? Estou procurando há anos e não ... este é de longe o melhor dos melhores. Será a data, pouco antes e durante o Ano Novo de 1969 a 1970 ou o local, nada menos que o Fillmore East também conhecido como "A Igreja do Rock and Roll", talvez a obrigação de lançar um novo álbum, ou o novo formação com músicos simpáticos e que colocavam apenas negros no palco se definindo como uma banda com uma sonoridade mais "Funk". Talvez não haja razão entre todas as anteriores, mas sim a mistura de tudo o que fez desta apresentação a melhor de sua carreira. E para nossa sorte e prazer, tudo registrado para a posteridade.
Membro do "Clube dos 27" e considerado o melhor guitarrista do mundo, este é O álbum de Hendrix que você tem que ouvir antes de morrer (se você nunca ouviu Jimi, ou se você também já ouviu).
Apoiado pelo baixista Billy Cox e pelo baterista Buddy Miles, o power trio Band of Gypsys fez quatro shows nesses dois dias, dois shows por dia com apenas faixas das duas últimas apresentações sendo gravadas neste disco. Apenas duas faixas preencheram o lado A do vinil original lançado em 1970, deixando de fora as faixas lançadas anteriormente.
Mais um álbum que não pode faltar em nenhuma discografia de rock.
Jimi Hendrix (1970) Band Of Gypsys 01. Quem Sabe 02. Metralhadora 03. Mudanças 04. Poder Para Amar 05. Mensagem de Amor 06. Temos que Viver Juntos Músicos Jimi Hendrix: Guitarra elétrica, vocais Billy Cox: Bass Buddy Miles: Bateria, percussão, vocais
Band of Gypsys é um álbum ao vivo e projeto de Jimi Hendrix (com Billy Cox e Buddy Miles), que se seguiu ao The Jimi Hendrix Experience da banda. Lançado antes de sua morte em 1970, foi o último álbum que ele autorizou pessoalmente, e o único lançado pela Capitol Records (nos Estados Unidos), devido a um contrato que havia assinado em 1965 antes de se tornar famoso. Band of Gypsys foi posteriormente reintegrado à MCA Records, junto com o resto de seu catálogo, e agora faz parte da Geffen Records. Depois que The Jimi Hendrix Experience acabou, Hendrix tocou com uma formação que chamou de Gypsy Sun and Rainbows em Woodstock. O baixista Billy Cox já fazia parte dessa primeira formação. A banda teve vida curta, rebatizada de Band of Gypsys com a chegada de seu amigo, o baterista Buddy Miles. O nome "Band of Gypsys" já havia sido citado como alternativa por Hendrix durante sua apresentação em Woodstock. É uma homenagem ao grande guitarrista de Jazz, Django Reinhardt. Junto com Buddy, eles começaram a buscar uma direção musical. Originalmente havia três percussionistas, mas isso foi descartado devido ao som abafado que eles produziam. Eles gravaram material de estúdio na época, alguns dos quais já foram lançados como material póstumo, e tiveram sua estreia ao vivo no Fillmore East Theatre na véspera de Ano Novo de 1969, com uma série de quatro shows em dois dias. As versões finais das canções "Who Knows" e "Machine Gun" são produzidas no show de Fillmore East.
O R.E.M. foi uma banda que soube construir uma carreira com a cabeça e aos poucos foram desenvolvendo uma sonoridade própria com elementos épicos de Rock N’ Roll. Hoje um dos discos mais amados pelos fãs está completando 35 anos, o “Document”! Vamos falar sobre ele!
A banda vinha do lançamento de “Life Rich Pageant” de 1986, um trabalho mediano na minha opinião. E depois disso, a banda seguiu trabalhando em meio a um cenário no auge do Hair Metal mas nao se entregou a isso em seu novo trabalho de 1987, o “Document”!
Uma mudança que foi fundamental para um direcionamento mais popular do R.E.M foi a entrada do produtor Scott Litt que soubre extrair o melhor som potencial deles, rumo a algo mais épico dentro das proporções perfeitas de que esperamos da banda. Alguns instrumentos foram acrescentados de maneira acertiva em algumas músicas.
O disco é muito bom, já na abertura temos uma onda interessante com “Finest Worksong” mas as minhas favoritas se encontram mais pro meio do disco que são “It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)”, uma grande composição, uma das melhores de toda a carreira da banda e “The One I Love” que é outro sucesso enorme e faz desse disco essa grande obra amada pelos fãs.
Eu não considero o disco “Document” o melhor disco do R.E.M. mas sem dúvida é um dos melhores, é um trablho de representa uma virada na carreira da banda e um símbolo de uma nova crescente rumo ao estrelato completo! Fica a homenagem!
Falar sobre Michael Jackson é fácil já que ele é um homens mais populares da história do mundo, e teve seus méritos. O poder de influência e nível de qualidade como artista o colocam num patamar de intocável. Mas apesar de tudo isso, ele não se manteve no auge durante toda a vida e hoje vamos conversar sobre os 35 anos do disco “Bad” que na minha opinião foi o último resquício do auge criativo de Michael!
Até então, Michael havia lançado o disco “Thriller” de 1982, que dispensa maiores apresentações, o maior auge criativo dele, o disco mais vendido de todos os tempos, a grande obra prima desse gênio! E depois disso, seu status de rei do pop aflorou mais do que nunca e seu nome acabou chegando a um patamar inatingível.
Passados 5 anos, Michael continuou com turnês e se envolvendo em muitos projetos bacanas, parcerias e projetos visuais muito interessantes como videoclipes e mini filmes. E musicalmente, Jackson ainda tinha muito a dizer. Nos parâmetros fora da música, Michael se envolvia em polêmicas por conta da mudança drástica de visual que eu não vou entrar no mérito por aqui mas que mexeu com sua carreira. Para seu próximo trabalho, Jackson pensou em fazer um disco triplo mas acabou sendo barrado por Quincy Jones.
E em 1987, Michael lançou seu sétimo disco de estúdio, se chamaria “Bad”, os temas desse disco seriam polêmicos e musicalmente ele seria diverso apesar de marjoritariamente ele ser um disco pop. A produção é perfeita, grandiosa e similar ao seu disco anterior, ele abre com a música “Bad”, talvez o maior sucesso desse disco, uma das melhores composições dessa era, e um dos videoclipes mais icônicos da história da música. Como curiosidade essa era para ter sido uma parceria entre ele e Prince que acabou recusando o convite.
Em seguida, “The Way You Make Me Feel”, é uma das melhores e mais vibrantes de toda carreira de Michael, muito alto astral, divertida e dançante. Outro grande destaque que fez muito sucesso nas rádios é “Man In The Mirror”, uma grande balada. E mais pro lado B, uma que eu simplesmente adoro é “Smooth Criminal”, que também possui um videoclipe icônico, grande música!
De considerações finais, “Bad” é um dos melhores discos do ano de 1987, ele representa muito bem a música pop daquele período e mostra o talento de Michael que apesar de estar numa decrescente musical, ele conseguiu fazer mais uma bela obra! E você, o que acha desse disco? Fica a nossa homenagem!
Quem aí assistiu a nova cinebiografia de Elvis? Saiu este ano essa que veio com a grande responsabilidade de representar a história do nome mais importante da história do Rock N´ Roll, Elvis Presley. E hoje eu resolvi dar a minha opinião sobre o filme e perguntar pra vocês se vocês curtiram ou se já assistiram!
Lançado em 2022, esse filme narra de maneira muito inteligente a vida e obra de Elvis Presley. Nele temos o ator Austin Butler performando o papel mais desafiador de sua carreira para interpretar Elvis e Tom Hanks interpretando o polêmico empresário Coronel Tom Parker, aliás ambos podem beliscar premiações importantes, tamanha qualidade de seus trabalhos no filme.
Logo no início somos surpreendidos com a maneira como o filme começa a ser conduzido, temos toda a narrativa do filme sendo proposta pela visão de Tom Parker (Tom Hanks), que explica a origem do músico, as raízes que também são super bem ilustradas no filme, as influência do Soul, Gospel e Rockabilly. Passando também pelos dramas pessoais, desafios e principalmente os malefícios que a vida de exageros trouxe aos envolvidos na história. E é claro o rumo ao estrelato!
O mais legal é que todos os eventos mais importantes da carreira de Elvis são representados e muito bem destacados nas cenas, e o nível de fidelidade na montagem dos acontecimentos é impressionante, conduzindo e apresentando ao público fatos que moldaram a personalidade e a história de Presley, é incrível.
De considerações finais, a cinebiografia de Elvis Presley é das mais impressionantes e bem feitas que eu já vi, a dedicação dos atores, a riqueza audiovisual dessa obra prima é um prato cheio para os fãs e para quem quer aprender um pouco sobre o rei! Recomendo fortemente à todos!