terça-feira, 30 de maio de 2023

BIOGRAFIA DOS Creedence Clearwater Revival

 



Creedence Clearwater Revival foi uma banda de rock americana formada por John Fogerty (guitarra e vocais principais), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria), que, sob outras denominações, tocavam juntos desde 1959. Adotaram o nome Creedence Clearwater Revival em 1967, com o qual lançaram as primeiras gravações em 1968. O nome C.C.R. surgiu pela junção do nome de um amigo do Tom Fogerty chamado “Creedence Nubal” e por um comercial de cerveja “Clearwater”. Já naquele ano obtiveram disco de ouro com o álbum Creedence Clearwater Revival. Ao longo da carreira, entre singles e álbuns, conquistaram nove discos de ouro e sete discos de platina. Separaram-se em julho de 1972. John Fogerty foi quem teve mais êxito na carreira solo. Seu irmão Tom faleceu em 6 de setembro de 1990. Recentemente, Stu Cook e Doug Clifford formaram o genérico Creedence Clearwater Revisited, e passaram a excursionar pelo mundo, tocando antigos sucessos da banda original. 

História.

Em setembro de 1959, John Fogerty (vocalista e guitarrista), Doug Clifford (bateria) e Stu Cook (baixo) formam The Blue Velvets. Dois meses mais tarde, Tom Fogerty (guitarrista), irmão mais velho de John, entra no grupo como cantor, mudando o nome da banda para Tommy Fogerty and The Blue Velvets. 

O nome do grupo muda para The Golliwogs em 1964 após eles assinarem contrato com a gravadora Fantasy Records, onde John trabalhava. Nos três anos seguintes alguns compactos foram lançados, fazendo grande sucesso local. 

Em 24 de dezembro de 1967, sob a influência de Saul Zaentez, novo manda chuva da Fantasy Records, eles decidem então começar com algo totalmente novo, tornando-se profissionais. Começando pelo nome que faria história no mundo do rock: um amigo de Tom chamado Creedence Nuball e um comercial de cerveja (Clear water Beer) serviram de inspiração. 

A banda vem então com um novo estilo de canção, definido por John Fogerty que como cantor e compositor passou a ser o centro da banda. 

Em junho de 1968 é lançado o primeiro disco, que leva o nome da banda e já dá ao grupo um disco de ouro. Também foram lançados os compactos “Suzie Q” (partes 1 e 2) e “I Put a Spell On You/Walk On the Water”. 

Em janeiro do ano seguinte é lançado o segundo álbum, Bayou Country, disco de platina. Lançados também o compacto “Proud Mary/Born on the Bayou”, que além de ganhar disco de ouro lança o grupo para uma carreira mundial de sucesso. 

Em abril, são lançados os compactos “Bad Moon Rising/Lodi” e “Green River/Commotion” (do terceiro álbum), ambos recebem disco de ouro. O terceiro disco Green River, também recebe disco de platina. 

O compacto “Down On the Corner/Fortunate Son” é lançado, quarto disco de ouro… No final do ano é lançado o quarto disco, Willy and The Poorboys, que para variar recebe disco de platina. 

A banda, logicamente, esteve presente no festival de Woodstock, fazendo grande apresentação. 

O compacto “Travellin’ Band/Who’ll Stop the Rain” dá a banda o quinto disco de ouro, lançado em 1970. A banda começa sua primeira turnê pela Europa, fazendo também um enorme sucesso neste continente. 

O compacto “Up Around the Bend/Run Through the Jungle” também é disco de ouro. É lançado o disco de maior sucesso da banda, Cosmo’s Factory, que vende mais de três milhões de cópias, disco de platina portanto. O compacto”Lookin’Out My Back Door/Long as I Can See the Light” é lançado e também é disco de ouro. 

Ainda neste ano é lançado o sexto disco Pendulum, que também foi disco de platina, o quinto do grupo. O ambiente no grupo porém já não é dos melhores: dizem que Tom, Doug e Stu não concordam em serem apenas uma banda para John Fogerty. 

Em 1971 é lançado o oitavo compacto disco de ouro: “Have You Ever Seen the Rain/Hey Tonight”. 

Em fevereiro Tom Fogerty abandona o grupo para seguir carreira solo. Os outros decidem continuar como um trio, começando uma grande turnê pelos EUA e logo em segui da uma pela Europa. É lançado o décimo primeiro compacto, “Sweet Hitch-Hicker / Door to Door”, que ainda atinge o topo das paradas. 

Em 1972 perfeita turnê pela Austrália, Nova Zelândia e Japão. O compacto “Someday Never Comes / Tearin’ Up the Country” é lançado, mas não faz o mesmo sucesso dos anteriores, sendo o único que não ganhou disco de ouro. 

É lançado o último álbum, Mardi Gras, que também ganha disco de ouro. A obra mostra que o grupo está próximo da divisão, com Stu Cook e Doug Clifford compondo algumas das canções (até então John Fogerty era quem compunha todas as canções da banda).

Em 16 de outubro a gravadora Fantasy Records anuncia oficialmente o fim de Creedence Clearwater Revival. 

Todos os membros da banda participaram das gravações do álbum solo de Tom Fogerty lançado em 1974, Zephyr National. Tom Fogerty morreu em 1990 vítima de AIDS adquirida por meio de uma transfusão de sangue durante uma cirurgia nas costas. 

Reuniões.

Desde então reuniram-se eventualmente em 1995 para aparições em festivais diversos. Stu Cook e Doug Clifford chegaram a montar uma banda chamada Creedence Clearwater Revisited e se apresentaram tocando canções de seu grupo antigo. 

Em 2006 fizeram uma turnê pelo Brasil com a formação Revisited onde tocaram por uma semana, passando pelas cidades do Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Bauru, São Paulo, Jaguariúna e Tubarão. 

Em 2011, houve outra turnê pelo Brasil, que lotou a casa e reuniu muitos motociclistas no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.  

Integrantes.

Tom Fogerty (Vocal, Guitarra, Piano)
John Fogerty (Vocais, Guitarra, Gaita, Piano)
Doug Clifford (Bateria, Percussão)
Stu Cook (Baixo, Vocais)




Box Set (2001)

CD 1: 1961-1967 - Pre-Creedence. 

Tommy Fogerty & The Blue Velvets.
01. Come On Baby
02. Oh My Love
03. Have You Ever Been Lonely
04. Bonita
The Golliwogs.
05. Don’t Tell Me No Lies
06. Little Girl (Does Your Momma Know)
07. Where You Been
08. You Came Walking
09. You Can’t Be True (First Version)
10. You Got Nothin’ On Me
11. I Only Met You Just An Hour Ago
12. Brown-Eyed Girl
13. You Better Be Careful
14. Fight Fire
15. Fragile Child
16. She Was Mine
17. Gonna Hang Around
18. Try Try Try
19. Instrumental #1
20. Little Tina
21. Walking On The Water
22. You Better Get It Before It Gets You
23  Tell Me
24  You Can’t Be True (Second Version)
25  Action USA (Promotional Spot)
 

CD 2: 1967-1969.

01. Call It Pretending
02. I Put a Spell On You
03. The Working Man
04. Susie Q
05. Ninety-Nine And a Half
06. Get Down Woman
07. Porterville
08. Gloomy
09. Walk On The Water
10. Born On The Bayou
11. Bootleg
12. Graveyard Train
13. Good Golly Miss Molly
14. Penthouse Pauper
15. Proud Mary
16. Keep On Chooglin’

CD 3: 1969.

01. Green River
02. Commotion
03. Tombstone Shadow
04. Wrote A Song For Everyone
05. Bad Moon Rising
06. Lodi
07. Cross-Tie Walker
08. Sinister Purpose
09. The Night Time Is The Right Time
10. Down On The Corner
11. It Came Out Of The Sky
12. Cotton Fields
13. Poorboy Shuffle
14. Feelin’ Blue
15. Fortunate Son
16. Don’t Look Now (It Ain’t You Or Me)
17. The Midnight Special
18. Side O’ The Road
19. Effigly

CD 4: 1970.

01. Ramble Tamble
02. Before You Accuse Me
03. Travelin’ Band
04. Ooby Dooby
05. Lookin’ Out My Back Door
06. Run Through The Jungle
07. Up Around The Bend
08. My Baby Left Me
09. Who’ll Stop The Rain
10. I Heard It Through The Grapevine
11. Long As I Can See The Light
12. Pagan Baby
13. Sailor’s Lament
14. Chameleon
15. Have You Ever Seen The Rain?
16. Hideaway (Wish I Could)
17. Born To Move
18. Hey Tonight
19. It’s Just A Thought

CD 5: 1970, Studio & Live, 1972.

Studio.
01. Molina
02. Rude Awakening
03. 45 Revolutions Per Minute (Part 1)
04. 45 Revolutions Per Minute (Part 2)
05. Lookin’ For A Reason
06. Take It Like A Friend
07. Need Someone To Hold
08. Tearin’ Up The Country
09. Someday Never Comes
10. What Are You Gonna Do
11. Sail Away
12. Hello Mary Lou
13. Door To Door
14. Sweet Hitch-Hiker
Live.
15. Born On The Bayou
16. Green River
17. Tombstone Shadow
18. Don’t Look Now (It Ain’t You Or Me)
19. Travelin’ Band
20. Who’ll Stop The Rain
21. Bad Moon Rising 
22. Proud Mary 
23. Fortunate Son 
24. Commotion

CD 6: Live, 1970-1971.

01. The Midnight Special
02.  The Night Time Is The Right Time
03. Down On The Corner
04. Keep On Chooglin’
05. Born On The Bayou
06. MEDLEY: Green River/Suzie Q
07. It Came Out Of The Sky
08. Door To Door
09. Travelin’ Band
10. Fortunate Son
11. Commotion
12. Lodi
13. Bad Moon Rising
14. Proud Mary
15. Up Around The Bend
16. Hey Tonight
17. Sweet Hitch-Hiker
18. Keep On Chooglin’
 



MORREU ELÍSIO DONAS… TECLISTA DOS ORNATOS VIOLETA

 

segunda-feira, 29 de maio de 2023

CRONICA - SANDROSE | Sandrose (1972)

 

Quem viveu a primeira metade dos anos 80 ao vivo provavelmente se lembra da cantora Rose Laurens que teve o maior sucesso de sua carreira com o hit "Africa" ​​em 1982/83 que, além de alcançar o 1º lugar na França, havia defendido bem nas paradas europeias em versão inglesa (nº 1 na Áustria, 2º na Suíça e Noruega, 3º na Alemanha, 6º na Finlândia; muitos cantores franceses do presente século estariam prontos para massacrar todos os membros de suas próprias famílias para obter um desempenho semelhante). Mas antes de "Africa", Rose Laurens fazia certas coisas e o que poucas pessoas do grande público sabem é que ela começou aos 20 anos sob sua verdadeira identidade (Rose Podwojny) em um grupo de Rock Progressivo chamado SANDROSE.

SANDROSE, aqui estamos nós. Este grupo foi formado em 1970 por iniciativa do guitarrista Jean Pierre Alarcen (considerado na época um dos mais talentosos de sua geração na França), do baixista Christian Clairefond e do organista Henri Garella, que havia tocado anteriormente com EDEN ROSE, que tinha acabado de se separar. Esses músicos se juntaram a Rose Podwojny e a aventura de SANDROSE então começou. Um álbum sem título foi lançado em abril de 1972.

Este álbum homônimo de SANDROSE, o único do grupo, é, portanto, fortemente Rock Progressivo em cores, ao mesmo tempo em que é polvilhado com dicas Folk e conotações sinfônicas. Sentimos que esse grupo francês foi fortemente influenciado por KING CRIMSON e GENESIS, em particular. Além disso, instrumentos como o órgão e o mellotron estão muito presentes no espaço sonoro do disco. SANDROSE se sai muito bem em "Old Dom Is Dead", uma peça que nos permite admirar a estrutura musical que progride crescendo, aumenta de intensidade e na qual o guitarrista Jean Pierre Alarcen faz seu instrumento chorar como ninguém; assim como em "To Take Him Away", uma balada progressiva de 7 minutos com arranjos refinados e sofisticados que é modelo de sutileza, em que Rose Podwojny não faz alarido e, finalmente, um final instrumental chega para encerrar as hostilidades. No entanto, a cantora mostra alguns limites em "Summer Is Yonder", mas uma boa peça tocada na flauta que tem uma atmosfera crescente contrabalançada por alguns momentos um pouco mais carregados de adrenalina. Ela está mais à vontade em "Vision", um título de Rock Psicodélico tingido de Folk com melodias melancólicas, vocais melancólicos, quase desesperados, belos vôos de guitarra apoiados por um órgão sólido para revestir tudo e alternando passagens suaves e mais atormentadas, mais intensas, como bem como em “Never Good At Sayin' Goodbye”, uma balada crepuscular atmosférica, tingida de amargura que não é ruim, mas um pouco curta. O grupo dá largas aos seus desejos de batalhar em 2 instrumentais: "Underground Session" é uma peça musical de 11 minutos que contém belos arabescos desdobrados pelo guitarrista e pelo organista e permite ao ouvinte viajar, depois a meio do todo é interrompido por uma pausa para recomeçar em bases mais fundamentalmente Rock, sendo o todo reforçado por uma atmosfera mais dark, coros pungentes, passagens épicas e o resultado é magistral, esta peça sinfônico-progressiva se mostra digna de figurar na trilha sonora de um filme. Finalmente, "Metakara" é uma composição rítmica progressiva com toques jazzísticos bastante coloridos, rica a nível melódico e cativante que permite, mais uma vez, admirar o talento de Jean Pierre Alarcen. Por outro lado, a conclusão deste álbum é bastante bizarra:

Este álbum único do SANDROSE é relativamente calmo no geral, bastante focado na melodia, no know-how dos músicos. Também permite ouvir o que Rose Podwojny tinha feito antes de optar pelo nome de Rose Laurens: neste disco ela tem uma voz que é clara e poderosa e se ela se mostra relativamente à altura, mostra-se também às vezes fraquezas, mas isso não é necessariamente proibitivo. Este álbum teria merecido uma melhor recepção do público francês, mesmo que não seja de fácil acesso desde a primeira tentativa porque o grupo tinha um certo potencial de sucesso, de melhorar com o tempo. Depois desse álbum, a aventura SANDROSE chegou ao fim e cada músico seguiu seu caminho... 

Tracklist:
1. Vision
2. Never Good At Sayin' Goodbye
3. Underground Session
4. Old Dom Is Dead
5. To Take Him Away
6. Summer Is Yonder
7. Metakara
8. Fraulein Kommen Sie Schlafen Mit Mir

Formação:
Rose Podwojny (vocal)
Jean Pierre Alarcen (guitarra)
Christian Clairefond (baixo)
Michel Jullien (bateria)
Henri Garella (órgão, mellotron, cravo)

Marca : Polydor

Produtor : Poplico Music


ROCK ART


 

ALBUM DE AVANT-PROG,ROCK RIO

 

José Luis Fernandez Ledesma & Margarita Botello - La Paciencia De Job (2006)


Continuando com o percurso que se iniciou com os discos de Nirgal Vallis, continuamos com as obras do Sr. Ledesma, um grande músico mexicano, que encarna todo um movimento a nível experimental e vanguardista de alto nível, completamente consistente e coerente ao longo de sua carreira musical, desde seus primórdios até sua atualidade. Aqui novamente com Margarita Botello, juntos encaram uma música que é amar ou odiar sem meio termo, mas de talento inquestionável, neste álbum ele passeia pelo RIO, pela música de câmara, pela Avant Garde, por um progressivo sempre de raízes latino-americanas como é o seu estilo pessoal.

Artista: Jose Luis Fernandez Ledesma & Margarita Botello
Álbum: La Paciencia De Job
Ano: 2006
Gênero:Avant-prog, Chamber rock, RIO
Nacionalidade: México


Esclareço que ele não faz música fácil de ouvir, você tem que ir em busca do significado dessas composições porque não vai chegar aos seus ouvidos "mastigado", mas a graça desse tipo de música que é tão pouco "digerível" é que sua consciência deve procurá-lo e encontrar seu significado e significado, assim como devemos procurar a ideia em uma pintura de um pintor de arte conceitual.
Seja como for, este é um dos grandes músicos progressivos mexicanos, espero que possa completar sua extensa obra...

Esta obra é marcadamente diferente da apresentada anteriormente ("Dizem que somos deuses e sonhamos ser homens"), e podemos notar todas as arestas possíveis do artista (ou melhor, algumas). Sua jornada estilística é de nos deixar maravilhados. Deixo um comentário do nosso eterno comentarista involuntário de sempre, para quem se interessar:

Temos aqui a nova oferta musical do prolífico e talentoso multi-instrumentista mexicano José Luis Fernández Ledesma, em parceria com Margarita Botella. “La Paciencia de Job” é um álbum baseado em atmosferas e ambientes, em sua maioria de estilo minimalista, flertando com o RIO em vários momentos, e claro, incorporando também sonoridades étnicas, resgatadas aleatoriamente dos campos e desertos do México, ou dos desertos do Arábia, ou as estepes da África Oriental. A linha de trabalho de "La Paciencia de Job" é bastante relacionada ao "Central Sun", mas que fique registrado que não é um mero substituto do mesmo. O onírico marca a essência definitiva do material contido neste álbum:
As cores sutis e envolventes de 'Leyenda' carregam a candura de um nascer do sol em uma terra de fantasia: até agora eu não imaginava como algo pode soar tão perturbador e tão sincero ao mesmo tempo. Boa entrada. A sensação de vagar pelas bordas enevoadas do limbo é fortemente evocada em 'Shipwreck'. Pouco antes do quinto minuto, as nuvens dissipam-se, permitindo ao piano trazer alguma luz de um plácido entardecer de outono... até que, um minuto depois, o nevoeiro volta. O halo do limbo ainda está presente em 'Jardín de los Senderos' e 'Palabras como Astros'. Ambas as peças contêm ornamentos sonoros ligeiramente mais diversos do que 'Naufragio', enquanto a segunda se dirige para caminhos mais intensos devido ao uso de cadências tribais: A canção de Botella emite um poema de Vicente Huidobro, com o qual o tema adquire ares de solenidade. São precisamente esses timbres telúricos da canção que fazem uma espécie de prelúdio à sequência dos dois temas seguintes, onde a dupla Fernández Ledesma – Botella trabalha a faceta mais explosiva da sua visão musical.
Em 'No Te Pude Contestar' a bateria aparece pela primeira vez, criando uma sequência sincopada sobre a qual fluem a instrumentação e o canto, de forma semelhante ao Can de “Future Days”. 'Los Jueces del Mundo' também tem uma base de bateria, mas desta vez o frenesi exótico é substituído por parcimônia fúnebre, evidente tanto na batida quanto nos sons dos teclados e efeitos. Margarita Botello registra seu canto sobre os recentes desastres de armas com um senso de drama oportuno, enquanto violino e sax barítono parecem emular os gemidos finais de multidões moribundas em meio a chamas e escombros; os arranjos de coral na parte final são bastante eficazes em transmitir o frio apocalíptico da dor humana – muito parecido com Art Bears, embora mais generoso desta vez. A dupla 'Vida Atrás / Noche' começa com uma seção de base tribal em que solilóquios e instrumentos soam bizarramente processados ​​através da manipulação de fitas, criando um clima cada vez mais lunático. Então, à medida que a base tribal desaparece, uma série de cortinas de teclado e efeitos de guitarra emergem em uma fusão com sotaque de violoncelo: o solene substitui o lunático e se torna ainda mais imponente quando o piano de cauda entra em ação para acompanhar o violoncelo. 'Donde Nadie' é a peça mais curta do álbum, elaborada com texturas de inspiração árabe bem conduzidas pelo trio de voz, violino e sax barítono. Finalmente,
Este disco é distribuído pela Musea, e é certamente de aplaudir que esta editora francesa se tenha genuinamente preocupado em dar espaço a uma obra tão abertamente situada na vertente mais experimental da música contemporânea de vanguarda. “La Paciencia de Job” é um catálogo de pura engenhosidade na criação de ambientes e no manejo de timbres e texturas, uma linha de trabalho a que a dupla Fernández Ledesma e Botella já nos habituou, e que mais uma vez se firma como um só um dos pilares inquestionáveis ​​da vanguarda musical radical.
César Inca

Acredito que nestas zonas do planeta não conseguimos apreciar a riqueza musical que temos graças a artistas como este e tantos outros, embora isso geralmente não tenha nada a ver com as pessoas comuns, que simplesmente nem chegam a conhecê-la. E o blog principal existe para alguma coisa, certo?





Assim, sua arte esbarra no fato de que é preciso buscar sua música não apenas conceitualmente, mas também literalmente, já que para encontrar sua música é preciso mergulhar na pilha de porcarias de sonoridade comercial que povoa a mídia. , vá mais longe em uma aventura que começa procurando seus discos e depois continua ouvindo suas músicas.
Um disco altamente criativo (como todas as obras deste homem) dominado por ambientes sombrios, misteriosos e etéreos. Não me sinto muito competente para comentar sua música, só posso dizer que independente de gostarmos ou não, seu trabalho é de enorme qualidade.
Por fim, escusado será dizer que tanto o Sr. Ledesma como a sua companheira Margarita Botelho são artistas que devem necessariamente estar num blog como este teimoso blog. Um luxo.
 
 
 
Lista de Temas:
1. Leyenda (8:03)
2. Naufragio (8:17)
3. Jardin de los Senderos (8:48)
4. Palabras Como Astros (7:04)
5. No te Pude Contestar (3:47)
6. Los Jueces del Mundo (11:04)
7. Vidas Atras / Noche (11:43)
8. Donde Nadie
9. Paciencia Infinita (10:56)


Formação:
- Jose Luis Fernandez Ledesma / guitarras elétricas, acústicas e de 12 cordas, sintetizadores, pianos de cauda e elétricos, baixo, alaúde, vihuela, harmônio, flauta, melódica, xilofone, darbuka, sopros étnicos e percussão, vocais, eletrônicos processos
- Margarita Botello / voz, piano, santur, harmônio, percussão, ocarinas, sintetizador
Músicos convidados:
- Gustavo Albarron / trompa
- Juan Carlos Ruiz / fagote
- David Ball / fagote
- Alejandro Sanchez / violino
- Ramon Nakash / violino
- Vitali Roumanov / violoncelo
- Ediardo Melandez / sax barítono
- Carlos Bonequi / bateria




In The Court Of The Crimson King (King Crimson At 50 A Film By Toby Amies) Box Set

 

Para a comemoração dos 50 anos desde que sua formação original teve seu primeiro ensaio. O grupo embarcou em uma turnê de 50 shows ao redor do mundo em 2019. (felizmente incluindo a cidade onde moro) 


Artista: King Crimson
Álbum:  In The Court Of The Crimson King (King Crimson At 50 A Film By Toby Amies) Box Set
Ano:  2022
Gênero:  Progressive Rock
Referência:  Discogs
Nacionalidade:  Reino Unido


Foi feito um documentário dirigido por Toby Amies. Além disso, a reimpressão da aclamada biografia do escritor Sid Smith, “Sid Smith's In The Court of King Crimson”, que foi revisada, atualizada, ampliada e editada por Robert Fripp e David Singleton.


No final de 2022, foi lançado um Box Set 2Bluray/2DVD/4CD, resumindo: inclui o referido Filme-Documentário (infelizmente sem legendas), a suposta última música do último show da banda em 8 de dezembro de 2021 em Tóquio, Japão (com King Crimson nunca se sabe, não é a primeira vez que o fim é declarado e eles ressuscitam), músicas ao vivo em estúdio e o show Rock In Rio da referida turnê.

Além disso, as músicas da trilha sonora original (e mais) são distribuídas nos Cds.




Lista de tópicos:

CD1

1. Bellscape introdutório - Ao vivo 06-07/11/18 *

2. 21st Century Schizoid Man (editar) - mixado por Steven Wilson 2019 

3. Moonchild (incluindo cadências) - Ao vivo na Filadélfia, 23/09/19 ** 

4. Cat Food - de Cat Food EP Alt. mix de David Singleton 

5. Lizard: i Prince Rupert Awakes Gravado no Wessex Studios, 1970, piano Keith Tippett  

ii Bolero iii Dawn Song iv Last Skirmish v Prince Rupert's Lament - Live in Rome 23/07/18 * [exc I, prev. rel]

6. The Letters - Ao vivo no estúdio, Tring, 2018 * 

7. Sailor's Tale - Ao vivo no estúdio, Tring, 2018 *

8. Dinheiro Fácil - Morar em Oakland 09/05/19 **

9. Larks' Tongues In Aspic Part Two (Fripp) - mix alternativo de Steven Wilson 2012

 

CD2 

1. Fratura - Ao vivo no estúdio, Tring, 2018 *

2. Fallen Angel - remasterização de 2009 por Robert Fripp e Simon Heyworth 

3. Disciplina - Ao vivo no estúdio, Tring, 2018 *

4. Cadence And Cascade - Ao vivo no estúdio, Tring, 2018 * 

5. A construção da luz - Ao vivo em Nijmegen, 22/06/19 ** 

6. Peace - Live in Vienna 12/01/16 

7. Matte Kudasai (alt. intro) Gravado no Island Studios, 1981

8. The Mincer - Live in Zurich, 1973, concluído no Air Studios, 1974 

9. A Scarcity Of Miracles - Live in Japan 2015 

10. Radical Action Suite - Ao vivo no estúdio, Tring, 2018 *

Ação Radical I / Meltdown / Ação Radical II / Nível Cinco  

11. Peace A Theme - mixado por Steven Wilson 2022*

 

CD3

1. Drumzilla - Ao vivo em Los Angeles 06/08/21*

2. Waiting Man - Live in Frejus 27/08/82 

3. Convulsão - Moro em São Francisco, 01/11/98 

4. The Talking Drum - mix alternativo de Steven Wilson 2012 

5. Indisciplina - Morar em Del Ray Beach 23/07/21 **

6. Exposição - Mixado por Steven Wilson 2021 

7. VROOM - Ao vivo em Toronto 20/11/15 

8. Coda: Marine 475 - Live in London 01/07/96 

9. Dardos - 2022 remasterizado por Marian Hafenstein no Possible Studios, Berlim **

10. Requiem (versão estendida) - mixado por Steven Wilson 2013

 

CD4

1. Walk On: Rio - Live in Rio de Janeiro 10/06/19 *

2. Larks' Tongues In Aspic Part One - Ao vivo em Stuttgart 16/06/19 ***

3. Breathless - Live in Poland 2018 

4. One More Red Nightmare - Live in Sandy 08/03/21 ***

5. Epitáfio - Ao Vivo no Rio de Janeiro 06/10/20*

6. Quadro a quadro - Ao vivo em Nashville 27/09/19 *** 

7. Pictures Of A City - Live in Osaka 12/02/21 ***

8. Red - Morar em St. Augustine 24/07/21 ***

9. The Court Of The Crimson King - Ao Vivo no Rio de Janeiro 06/10/21 *

10. Starless - Live in Tokyo 12/08/21 *

 

Chave para OST: * = Não lançado, ** Disponível anteriormente por download no DGM Live/lançamento apenas em cassete, *** Disponível anteriormente em um mix/master diferente no DGM Live. Todo o material marcado com um asterisco é novo no CD.


Alinhamento:

Robert Fripp - Guitarra

Jakko Jakszyk - guitarra, vocais

Mel Collins - Saxes, Flauta

Tony Levin - baixo, baqueta, backing vocals

Pat Mastelotto - Percussão Acústica e Eletrônica

Gavin Harrison - Percussão Acústica e Eletrônica

Jeremy Stacey - Percussão Acústica e Eletrônica, Teclados

 


DISCOGRAFIA - AETHERIA CONSCIENTIA Experimental/Post Metal • France

 

AETHERIA CONSCIENTIA

Experimental/Post Metal • France

Biografia do Aetheria Conscientia
Formado em setembro de 2016, o Æthĕrĭa Conscĭentĭa vem de Nantes, França, com um som único de black metal progressivo com vocais exagerados e influências experimentais, pós-metal e jazz. A formação da banda de Tristan BRACHI (guitarra, voz), PA CANTAT (guitarra, atmosfera), Alexis PASCAL (baixo, atmosfera), Paul BREHERET (programação de bateria, percussão, voz) e Simon CHATTELEYN (saxofone, voz, percussão) tem permaneceu intacto até a data atual, no entanto, CHATTELEYN é considerado um músico convidado no lançamento de 2021, embora tenha grande impacto ao longo do álbum, incluindo a co-autoria de todas as letras do álbum.

Æthĕrĭa Conscĭentĭa (também conhecido como AETHERIA CONSCIENTIA sem as estilizações) lançou seu primeiro álbum "Tales from Hydhradh" em 2018 e seu segundo álbum "Corrupted Pillars of Vanity" em 2021. A banda cita suas influências como MARE COGNITUM, KING CRIMSON, BLUT AUS NORD, ENSLAVED e John COLTRANE, mas também deve agradar aos fãs de WHITE WARD e DøDHEIMSGARD.

AETHERIA CONSCIENTIA discografia



AETHERIA CONSCIENTIA top albums (CD, LP, MC, )

0.00 | 0 ratings
Tales from Hydhradh
2018
4.00 | 2 ratings
Corrupted Pillars of Vanity
2021

Destaque

Actitud Modulada - Actitud Modulada II (2019)

  Continuamos com o melhor do rock peruano e seguimos a discografia do Actitud Modulada, agora com seu segundo álbum completo. Retornamos ao...