segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Steven Wilson: EP de "sobras" com cara e qualidade de disco completo

 


Steven Wilson é o grande embaixador do Rock Progressivo nos tempos atuais; o cara é multi-instrumentista, produtor e colabora constantemente com os grandes nomes do gênero como King Crimson, Jethro Tull, Marillion, Yes e Anathema. Este mini album é intitulado 4½ porque indica que é um meio termo, um caminho, entre o seu quarto disco solo, Hand. Cannot. Erase. (2015)  e quinto álbum completo de estúdio.

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As 6 faixas aqui presentes foram coletadas de sobras de gravações de seus últimos dois álbuns de estúdios, o supracitado de 2015 e o clássico The Raven That Refused To Sing (And Other Stories) (2013).
My Book of Regrets é um épico de quase 10 minutos ao melhor estilo Steven Wilson: a gente nem sente passar. Só curte cada segundo da canção com o imenso feeling que o cara consegue colocar em cada nota. Year of the Plague é um lindo tema instrumental comandado por um dedilhado hipnótico que te leva junto até o fim.

Happiness III é uma das melhores e conta com as ilustres presenças do baterista Marco Minnemann e do guitarrista Guthrie Govan, acompanhando o baixista Nick Beggs e Wilson, claro. Uma tema prog "pra cima", com uma leve veia pop que Steven Wilson sabe como poucos colocar em um gênero que é antítese do pop como é o rock progressivo.

Aliás, é importante destacar os músicos que acompanharam Steven ao longo daquele período e que marcam presença neste "mini disco": Adam Holzman tocou todo tipo de instrumentos "de teclas" no disco todo, como piano, rhoodes, minimoog, Hammond, etc; Dave Kilminster foi o guitarrista de algumas faixas; Nick Beggs tocou baixo no disco todo; Craig Blundell e Chad Weckerman se dividem na bateria, além da já citada faixa em que Minnemann aparece.

A parte final do álbum começa com Sunday Rain Sets In, outra instrumental que vai da sensibilidade ao peso e retorna com um final melancólico; Vermillioncore começa com um riff de baixo que serve de base para improvisações que culminam em um riff pesado que eleva o "espírito" da faixa até o final. Destaque para a pegada matadora do baterista Craig Blundell aqui.

A última faixa é uma releitura de Don't Hate Me de sua antiga banda, o Porcupine Tree, com a participação da cantora israelense Ninet Tayeb, que cantou brilhantemente e adicionou um sentimento extra nessa bela composição que certamente foi uma ótima esoclha para fechar o disco. Aliás, nessa faixa é importante também destacar as atuações de Blundell (novamente), Beggs,  Holzman e também de Theo Travis, um excepcional saxofonista, flautista e clarinetista, que tocou também em Sunday Rain Sets In também. Sensacional.

Steven Wilson é definitivamente "o cara" do rock progressivo da atual era e consegue fazer um "mini album" com sobras que tem qualidade 






O que há de novo? Dum Brothers é o que toca!

 


Sempre tive uma vontade tremenda de conhecer bandas novas e nunca me importei com o gênero, apesar de eu ser um rockeiro em larga escala e, possivelmente, incurável. Devo muito disso a minha esposa, que, desde quando éramos somente amigos, já me apresentara uns Indies do momento, até aqueles que a galera idolatra hoje e na época não passavam de um expoente do underground. Chapas como Carlão, Kaléu, Evandro, Rodrigão (meu padrinho de casamento), Jansen, Roberto, Silas Join, Luis Fabiano e outros que não me lembro agora, me trouxeram uma gama infinita de estilos, dos mais variados. Desde os Dethão extremo aos Djent mais bagunçados, dos clássicos brasileiros aos Hardcores californianos, dos Black Metal finlandês às jazzeras contemporâneas, do Oi! ao punk anarquista, enfim, sem dúvida alguma uma tremenda prevaricação musical. Isso sem falar do meu guru instrumental, Endell, que me ensinou muito mais que um bando de acordes, mas sim desde contar 1, 2, 3, 4 até horas de bate-papo, só pra conhecermos um som novo. É muita gente boa envolvida e com isso muita música boa.

Tendo em vista essa minha aptidão por ir atrás ou me concederem, que seja, o novo, sempre procuro conhecer umas bandas que estão surgindo por aí. Tem muita coisa que me faz entortar o bico? Claro que tem, mas da mesma forma tem muita coisa boa mandando ver. Recentemente, o Luisão, do estúdio Antônio's, aqui da Penha – muito bom por sinal – postou o EP, que colaborou nas gravações, de uma banda chamada Dum Brothers. Achei a foto dos caras no Facebook legal, à lá Death From Above 1979, e fui ouvir. 




Power duo formado por Bruno Agnoletti (bateria) e Raul Zanardo (voz e guitarra)




Voltando ao assunto, ouvi o som dos caras e definitivamente gostei. Sem exageros e sem depreciações. Gostei da simplicidade do Rock que se propõe a fazer, principalmente por me lembrar umas bandas de Stoner e similares que admiro muito, por conta desses riffs oriundos do Desert Rock. Bandas como Kamchatka, The Bad Light (que também é um duo guitarra e bateria), até mesmo o Kyuss, no riff introdutório de Volta pro Sul, terceira faixa do EP, buscam bastante esses elementos que, pra mim, são muito interessantes, por mero gosto pessoal. Mas é claro que eu posso estar falando um monte de bosta aqui e que não tenha nada a ver e, além disso, é bom frisar que não gosto nem acho bacana ficar comparando as bandas. Foi só um elogio, haja vista que gosto das bandas citadas acima.

Os caras lançaram um EP, chamado Pt. 1, bem curtinho, dá uns quinze minutinhos de áudio só, mas que já prospecta algo de muito bom por vir. Particularmente, me sinto muito feliz em ver os camaradas indo pra frente com suas bandas, seja lá como for, aos trancos e barrancos, ensaiando de madrugada, tendo que carregar as coisas em carro pequeno... Só pra ressaltar, nem conheço os manos do Dum Brothers, mas fico feliz por eles mesmo assim. Posso dizer que sou e sempre serei um entusiasta do Rock. Onde houver uma banda vou aplaudir, mesmo que seja o único a fazer isso.

Pois bem, recomendo muito o som dos caras e aguardo o melhor pra eles, novos singles, EPs, Full Lenghts e tudo mais que puder vir. Tudo de melhor para o estúdio Antonio's também e que continue com essa pegada, dando força aos juvenis e varonis do rock.



ROCK ART

 




BIOGRAFIA DE Dave Mason

Dave Mason

David Thomas "Dave" Mason (10 de maio de 1946) é um cantorcompositor e músico britânico que alcançou sucesso como integrante da banda Traffic. Em sua longa carreira, Mason tocou e gravou com os músicos mais notáveis de sua geração, como Jimi HendrixRolling StonesEric ClaptonGeorge HarrisonFleetwood Mac e Cass Elliot.[1]

Sua composição mais conhecida é "Feelin' Alright", gravada pelo Traffic em 1968 e regravada por diversos outros artistas, incluindo Joe Cocker, que obteve enorme êxito com sua versão em 1969.[2]

Discografia

Álbuns de estúdio

  • 1970 Alone Together
  • 1971 Dave Mason & Cass Elliot
  • 1972 Headkeeper
  • 1973 It's Like You Never Left
  • 1974 Dave Mason
  • 1975 Split Coconut
  • 1977 Let It Flow
  • 1978 Mariposa De Oro
  • 1980 Old Crest on a New Wave
  • 1987 Two Hearts
  • 1987 Some Assembly Required
  • 2008 26 Letters - 12 Notes

Álbuns ao vivo

  • 1973 Dave Mason is Alive!
  • 1976 Certified Live
  • 1999 Live: 40,000 Headmen Tour (com Jim Capaldi)
  • 2002 Live At Perkins Palace (gravado em 1981)
  • 2002 Dave Mason: Live at Sunrise
  • 2007 XM Live (lançado no site de Mason em 2005 e para o público em geral em 2007)

Coletâneas

Mason em 2003
  • 1972 Scrapbook
  • 1974 The Best Of Dave Mason
  • 1978 The Very Best of Dave Mason
  • 1981 The Best of Dave Mason
  • 1995 Long Lost Friend: The Very Best of Dave Mason
  • 1999 Ultimate Collection
  • 2006 The Definitive Collection

Singles

  • 1968 "Little Woman"
  • 1970 "Only You Know and I Know"
  • 1970 "Satin Red and Black Velvet Woman"
  • 1972 "To Be Free"
  • 1977 "So High (Rock Me Baby and Roll Me Away)"
  • 1977 "We Just Disagree"
  • 1978 "Mystic Traveller"
  • 1978 "Don't It Make You Wonder"
  • 1978 "Let It Go, Let It Flow"
  • 1978 "Will You Still Love Me Tomorrow?"
  • 1980 "Save Me" (com Michael Jackson)
  • 1988 "Dreams I Dream" (dueto com Phoebe Snow)

Candy Claws - Ceres & Calypso in the Deep Time (2013)

 

Há muitos aspectos deste álbum que eu gosto. É impossível ignorar a capacidade de Candy Claws de reunir influências como ambient, folk, dream-pop e eletrônica em um todo coeso e hipnotizante que agrada ao ouvido. Ceres & Calypso in the Deep Time é um daqueles álbuns que não dá para descrever sem usar superlativos. O que mais gostei neste álbum foi que não consegui identificar um aspecto específico de que gostei. Há algo extremamente distinto e cativante em todo o álbum como um trabalho coeso.

Sempre que toco esse álbum para as pessoas, adoro ver a reação delas e ver o que elas acham dele. A primeira vez que você ouve uma música, parece que todo mundo tira algo dela que é diferente da próxima. Quanto mais vezes você ouvir este LP, maior a probabilidade de descobrir algo novo sobre ele. Com seus vocais em camadas, instrumentação delicada e paisagens sonoras etéreas, a banda cria uma experiência de audição envolvente e inesquecível que eu nunca tinha ouvido antes. É um dos meus álbuns favoritos para revisitar regularmente, e eu o recomendaria a todos. Mesmo que você não esteja familiarizado com o pop dos sonhos, você encontrará alguns aspectos dele que você gosta.


Jessy Lanza - Love Hallucination (2023)

 

Enquanto Jessy trabalhava em seu álbum anterior "All the Time", ela estava se mudando de Nova York para São Francisco, o que podemos ter visto na capa eloquente. E esta foi gravada depois que o músico canadense já havia se estabelecido em Los Angeles. Consequentemente, impõe novas influências estéticas e culturais em sua música, tornando-a ainda mais preguiçosa, sem esforço, descontraída e alegre do que antes. E também - menos club-ish, sem aquele techno arejado e breakbeats de minhoca.

Não encontraremos aqui sucessos de clube à beira do grande pop como "Lick in Heaven" ou "Anyone Around". Pode parecer impossível, mas "Love Hallucination" é elaborado ainda mais graciosamente do que todos os seus trabalhos anteriores. Cada faixa aqui tem ritmos menos óbvios e refrões mais calmos. Sempre conhecemos Jessy como uma musicista "entre club e pop", voando em algum lugar não muito longe dos blockbusters techno de Yaeji e Jessie Ware com seu humor sexy. E com este álbum, ela empurra seu som ainda mais para o território intelectual, mas ainda mantendo sua paleta sonora central com ganchos pop elegantes.

E é interessante ver onde seu próximo álbum a leva no mapa (no sentido musical e territorial).



DE LA SOUL PARTILHAM REMISTURA DE “BUDDY”

 


Editada em 1989, a remistura de “Buddy (Native Tongue Decision” dos De La Soul, foi lançada em 1989 como parte do 12″ “Buddy”.

Na altura, apresentava uma batida refrescante a cargo de Prince Paul e contava com a participação de A Tribe Called Quest, Monie Love, Jungle Brothers e Queen Latifah.

Apontado como um exemplo perfeito e remix “puro” – recalibrando os elementos líricos e musicais da música original – esta versão é um dos favoritos dos fãs dos De La Soul. O tema está finalmente disponível em todos os serviços de streaming.

“BLINDSIDE” É O NOVO SINGLE DE JAMES ARTHUR

 


Após o seu recente regresso com novas músicas, James Arthur acaba de lançar um novo single “Blindside”.

Nas suas palavras: “Blindside” is a song I’ve wanted to write for years, about falling in love with the right person at the wrong time. It’s an energetic song with a sad lyric and it really suited this new rawer style I was after.”

Bandas Raras de um só Disco

Head Over Heels


O power trio formado por Paul Frank na guitarra, Michael Urso no baixo e vocais e John Bredeau na batera e vocais nasceu no estado de Michigan, EUA, e teve apenas um disco gravado em 1971, o autointitulado e raríssimo Head Over Heel




MUSICA&SOM -senha muro



ALBUM DE EXPERIMENTAL JAZZ-ROCK

 

Bruford Levin - Upper Extremities (1998)


 Um certo Bill Bruford (outro alien), a quem se juntam David Torn na guitarra e loops e Chris Botti nos trompetes. Infelizmente esse foi o único álbum desse projeto, e digo infelizmente porque isso é ótimo, dois músicos que viraram sinônimo de seus instrumentos. Aqui estamos falando de uma instrumentação de altíssimo nível que também recruta para suas fileiras um dos guitarristas mais criativos, além de um jazz man que cumpre um papel bem diferente, colocando suavidade e sensualidade. Sobre o álbum, Rafa nos conta: “Quando você vê dois grandes músicos juntos, às vezes eles ficam para trás, mas com Bill Bruford e Tony Levin não é o caso, era quase garantido que seria um grande álbum, único. " E se o Rafa diz, acredite. Este disco é imperdível para os fãs do Crimson e também do jazz moderno, um supergrupo que atinge seus recordes de todos os tempos. Sem palavras.

Artista: Bruford Levin
Álbum: Upper Extremities
Ano: 1998
Gênero: Experimental jazz rock
Duração: 52:47
Referência: Discogs
Nacionalidade: Inglaterra/EUA



Já à primeira vista se tem uma ideia de como isso pode soar. Tanto Bruford quanto Levin foram pessoas essenciais no conceito de trio duplo do King Crimson nos anos 90, mas acontece que eles não estão sozinhos. A força deste se reflete no background simbiótico das bandas que esses caras passaram. Bruford e Levin se combinam como pano de fundo para o ataque imaginativo de Torn ou a explosão de trompete ambiente de Botti. A música tem muitos contrastes e cria um equilíbrio entre claro e escuro, dor e prazer.

A primeira música é formada por diferentes camadas de instrumentos tocados em momentos diferentes que se fundem, e esta é talvez a melhor música de todo o álbum, ou pelo menos para mim que adora estas estranhas canções que são tão difíceis de fazer e que acabam por resultar bem. . Depois, todo o álbum é regado com ideias polirrítmicas, sejam elas selvagens ou suaves, mas elas são o núcleo principal deste material, são a cal e a areia, e várias canções como "Original Sin" ou "Etude Revisited" têm estas características pouco convencionais características. , ou que muitos tentam fazer e ficam com uma salada insuportável. Chris Botti também tem algum espaço para seus belos solos de trompete e, por último, há alguns números curtos mais experimentais entre as músicas mais longas.



Acho que é um álbum recomendável para quem aprecia o jazz moderno. E aqueles que amam o Rei Carmesim. E aqueles que adoram Bill Brufford. E os que admiram o careca good vibes, e... e... bah. Dedicado a todos!




Não achei onde ouvir, além do primeiro vídeo que é o álbum completo.




Lista de faixas:
1. Cerulean Sea (7:03)
2. Interlude (0:23)
3. Original Sin (4:55)
4. Etude Revisited (4:57)
5. A Palace of Pearls (On a Blade of Grass) ) (5:33)
6. Interlude (0:19)
7. Fin de Siecle (5:22)
8. Drumbass (0:54)
9. Cracking the Midnight Glass (6:06)
10. Rasgado Drumbass (0 : 54)
11. Thick With Thin Air (3:28)
12. Cobalt Canyons (3:53)
13. Interlude (0:27)
14. Deeper Blue (4:12)
15. Presidents Day (6:22)

Lineup:
- Bill Bruford / bateria, percussão e um pouco de teclado
- Tony Levin / baixos, Stick
- Chris Botti / trompete
- David Torn / guitarras, loops




Destaque

QUEEN - QUEEN II (1974)

  Queen II é o segundo álbum de estúdio da banda britânica Queen. Seu lançamento oficial aconteceu em 8 de março de 1974, através dos selos...