“Deixa Arder” é a terceira descoberta do novo próximo disco de Mila Dores, sucedendo aos anteriores singles “Não te ponhas a jeito” e “Limão e Jasmim”.
Com este “Deixa arder”, Mila Dores traz-nos uma mensagem muito crua e objectiva sobre o empoderamento feminino. Uma canção em que tal como os versos do refrão anunciam – “isto de ser mulher, nunca é quando um homem quer” – afirma que uma mulher não tem de ser a personificação da sociedade patriarcal.
Como a própria refere: “Não há regras nem convenções sociais para se ser mulher. Não é sobre o corpo que se tem nem sobre o que se veste; não é sobre a religião que se pratica; não é sobre orientação sexual; não é sobre ter menstruação ou sobre ter filhos. A canção fala-nos sobre uma mulher que se vê ao espelho sem filtros, que se aceita na sua plenitude física e emocional e se gosta como é, que honra a sua bagagem emocional e o seu corpo, é a encarnação de todas as histórias que já viveu e que ouviu.”
Um statement artístico e social reforçado pela abordagem musical que construiu em partilha com a produtora artística do disco, Filipe Sambado, construiu e em que as evocações à “nova canção portuguesa”, habitualmente associadas às décadas de 70 e 80, ganham nova vida neste trabalho.
A par dos singles anteriores, o tema vem acompanhado de um visualizer produzido pela artista gráfica Cristina Viana, responsável também pelo artwork da capa do single.
“Diabos m’ Elevem” marca a estreia de Riça no formato longa-duração. Após o EP “Bicho com Mau Gosto” (2016) e alguns singles pelo caminho – “Dragão IV” (2019) e “Napoleão Precário” (2020) – o artista leva-nos agora por um universo cuidadosamente criado ao longo de 11 faixas – incluindo a já editada “Canção das Maias” -, onde a sua própria estória se funde com o imaginário popular português com o qual o artista cresceu: cantigas, provérbios, superstições, fábulas e lendas.
Este álbum, que cruza o rap com a música tradicional, foi integralmente escrito e produzido por Riça. “Diabos m’ Elevem” conta também com Zé Poças na gravação, mistura, masterização e co-produção; Chuaga na guitarra elétrica; Luís Capela na viola braguesa; Ricardo Martins no baixo; e participações de zé menos, Kass, Rokelhe e Maçã. A edição é da Biruta Records.
A 19 de outubro ocorre a primeira expurga dos demónios com o concerto de apresentação no Maus Hábitos (Porto). A formação ao vivo inclui zé menos no controle de instrumentais e vozes adicionais, e cenografia criada por Diana Queirós. Neste evento especial estarão presentes também os convidados do disco.
Depois da estreia do EP “Piano, Piano”Mari Segura encontra-se agora a trabalhar no seu primeiro longa-duração. “Embobada” é a canção escolhida para abrir as hostes deste próximo registo de originais.
A primeira faixa revelada dá conta das muitas sonoridades que se vão fazer sentir no disco que se avizinha. Carregada de ritmos colombianos, acompanhada por uma percussão bem típica das suas influências latinas, ao mesmo tempo que pisca o olho às vibes pop, a canção conta com nomes de peso do universo brasileiro, tendo sido produzida pelo galardoado Ale Siqueira, vencedor de três Grammy Latinos, e conhecido por trabalhar com artistas como Elza Soares, Carlinhos Brown, Caetano Veloso, Tribalistas, Drexler, entre muitos outros, com mistura de João Milliet (também ele vencedor de dois Grammy Latinos), e ainda guitarras do talentoso multi-instrumentista To Brandileone.
“Embobada é a primeira colherada da concretização do meu sonho da vida inteira: o meu primeiro álbum. Fui à procura das sonoridades que me fazem vibrar desde pequenina, aprofundando nas minhas raízes e no ritmo latino que inevitavelmente nos põem a todos a dançar. Quis trazer a Colômbia para o meu novo lar longe de casa e este foi o resultado. Uma música que fala sobre as primeiras fases do processo de ‘enamoramiento’ – se apaixonar por alguém – quando tudo é maravilhoso e vivemos num mundo de fantasia. Fala sobre o desejo, a vontade de estar colado àquela pessoa, sobre a alegria e a paixão inicial. A narrativa é o coração a tomar conta da cabeça e a música é o corpo a tomar todo poder e controlo. É uma bachata perfeita para dançar coladinho àquela pessoa, e como diz Natalia Lafourcade (uma das minhas artistas favoritas e das minhas maiores influências): “tú sí sabes quererme, mi amor”, explica Mari Segura.
O Lucifer chega ao seu terceiro disco equilibrando os dois lados de sua personalidade. Enquanto o primeiro álbum, lançado em 2015, apresentou uma sonoridade doom embebida em doses nadas discretas de psicodelia, o segundo, que saiu em 2018, contou com o toque pessoal de Nicke Andersson na construção de um hard rock que manteve a grande influência dos anos 1970, porém com doses enormes de melodia e acessibilidade.
Lucifer III, lançado na Europa dia 20 de março e logo em seguida aqui no Brasil pela Hellion Records, dosa melhor esses dois aspectos. As nove canções vão de sons pesados a calmos, sempre com detalhes bem pensados e uma forte dose de feeling. As letras seguem abordando temas sombrios e, unidas ao som que parte do doom para chegar em caminhos próprios, fazem com que a banda possa ser enquadrada na cena do occult rock, agradando apreciadores de nomes conhecidos como Ghost e cultuados como o Blood Ceremony. Além disso, as guitarras vão da sempre bem-vinda inspiração em Tony Iommi e no Black Sabbath até outras referências clássicas, em um trabalho de destaque feito pela dupla Martin Nordin e Linus Björklund - o baixo ficou a cargo de Harald Göthblad.
A vocalista Johanna Sadonis sempre foi o grande destaque do Lucifer, e segue com o protagonismo nesse terceiro capítulo. Sua voz é grave e extremamente afinada, e ela sabe interpretar e imprimir nuances variadas às composições, indo da malícia a agressividade, da sensualidade a energia. Nicke, que é também seu marido, aqui ficou apenas com a bateria (no álbum anterior ele havia também gravado as guitarras em estúdio) e o seu dom sobrenatural para as composições, já testado e aprovado no The Hellacopters e no Imperial State Electric. A produção traz uma sonoridade suja e densa, com riffs espessos e uma mixagem que manteve a vivacidade da banda.
Os destaque vão para a abertura com “Ghosts”, a cadenciada e cheia de feeling “Midnight Demons”, a cativante “Lucifer”, “Pacific Blues” (com o melhor vocal de Johanna em todo o disco), a estradeira “Flanked by Snakes” e a linda balada “Cemetery Eyes”, que fecha o disco. E quando um álbum com nove canções tem seis delas apontadas como destaques, está na cara que trata-se de um disco que merece a audição.
Vale mencionar também a lida capa, que traz uma ilustração do artista inglês Graham Humphreys, famoso por criar cartazes para filmes icônicos de terror como The Evil Dead e série A Hora do Pesadelo.
A primeira prensagem da Hellion Records é limitada a 300 cópias e vem com um slipcase e um pôster exclusivo, mostrando o quando a gravadora paulista acredita no potencial do Lucifer. E, sinceramente, basta ter contato com a música dos suecos para entender o porque.
Muito se fala da cena rock sueca, pródiga em revelar novas e excelentes bandas ao mundo há pelo menos uma década. “Tem algo na água deles”, dizem por aí, como se uma força mágica e sobrenatural operasse por lá. Na verdade, não tem nada de mágico. A ascensão e reconhecimento das bandas suecas passa, logicamente, pelo talento dos músicos, mas também pelo apoio do Estado à cultura, como contamos nesse texto. Bem diferente do nosso país, pra dizer o mínimo.
Mas vamos ao que interessa. O Hällas é mais uma revelação vinda do país escandinavo, mais um fruto da “água da Suécia”. Formada em 2011, a banda lançou a sua estreia em 2017 (Excerpts From a Future Past, inédito no Brasil mas disponível nos streamings) e retornou em 2020 com o segundo álbum, Conundrum, que ganhou edição nacional pela Hellion Records.
A música do quinteto formado por Tommy Alexandersson (vocal e baixo), Marcus Petersson (guitarra), Alexander Moraitis (guitarra), Nicklas Malmqvist (órgão e sintetizadores) e Kasper Eriksson (bateria) é extremamente melódica e hipnótica. É como se o Yes fosse uma banda da NWOBHM. Ou, usando uma referência mais contemporânea, há uma certa aproximação com o universo do The Night Flight Orchestra, porém com composições muito mais atmosféricas. Os vocais limpos e cristalinos, aliados aos arranjos e harmonias de guitarras, mostram influência também do Wishbone Ash, porém sem o acento celta dos ingleses.
Conundrum traz oito faixas, e elas sempre estão no limite entre o prog rock e o metal clássico inglês. O peso é moderado, porém a melodia, as harmonias, as linhas vocais e tudo mais são onipresentes. São canções são bem construídas, cheias de passagens criativas e trechos instrumentais cativantes. O disco parece levar o ouvinte para uma dimensão paralela, conduzido pelos timbres e andamentos entregues pela banda.
Particularmente, destaco a abertura com “Beyond Night and Day” (bem na escola do The Night Flight Orchestra), a lindamente viajante “Strider”, a grudenta “Carry On” e o prog espacial que fecha o disco, “Fading Hero”.
O Hällas entrega em Conundrum um trabalho extremamente original e cheio de qualidades para conquistar novos admiradores. Um álbum forte, consistente e que merece todos os elogios possíveis.
Um excelente conjunto de CD duplo do Sun City Girls cobre toda a gama de sua improvisação eclética de longo alcance. Abordagens que vão desde o índio, o surf, o ruído de forma livre e o folk noturno da fogueira compõem 266 minutos de música que, em termos de sua produção altamente prolífica, não é uma overdose de material. 330.003 Crossdressers From Beyond the Big Veda contém mais do que alguns momentos do splatter rock exemplificado em sua obra-prima, Torch of the Mystics , bem como músicas de filmes indianos dos anos 60, com os vocais de Alan Bishop sarcásticos e cheios de hélio. tagarelice. No segundo disco, eles aparecem e apresentam "Ghost Ghat Trespass/Sussmeier" e "Theme From 'The Swaying Gardens of the Apocalypsia', A sobrecarga de fuzz de Keiji Haino e, no final, a colagem de fita de música concreta coloca tudo em um tom mais alto. Um lançamento altamente recomendado no canhão das Sun City Girls, esta coleção garante sua posição como verdadeiras outsiders.
Amigos e queridos leitores, que estreia tremenda nos encontrarmos hoje com esse álbum que está prestes a estrear ( sexta-feira 15/09) e que tive a honra de poder ouvir e curtir, dá para perceber claramente a carga de potência, guitarras sombriamente distorcidas, um baixo metálico de partir o coração, uma bateria cheia de partituras no mais puro estilo old school e uma voz que é introduzido em suas veias, preste muita atenção que Alkaloid cai como uma bomba de proporções para criar uma explosão cerebral com Numen, este álbum irá transportá-lo por passagens no mais puro estilo death metal ligadas e acentuadas com trechos de jazz que te desorientam completamente , se você estiver em momentos de frenesi para acalmar e relaxar absolutamente, para te pegar e te chicotear de novo e assim por diante. Com mais de 10 anos de experiência, resta apenas nos deliciarmos com o quão bem os alemães sabem compor peças musicais,Você pode se divertir e se sentir bem.
Com uma introdução misteriosa mergulhamos nestes primeiros segundos com Qliphosis , mas imediatamente nos transporta vários anos de volta à velha escola, é um rolo compressor musical para os ouvidos, guitarras com distorções e riffs pesados, uma base de metal mais que concreta da bateria e do baixo, leva-te a momentos de metal progressivo extremo com uma dedicação mais do que grande, nota-se bastante a passagem de cada um dos seus membros pelas várias bandas em que passaram, e aquele experimental que desencadeiam em Uma sinfonia de coros é majestosa, mas pare e aquele Jazz? São realmente os 16 segundos mais preciosos, acredite, esse tipo de banda pode desfocar completamente o seu foco, mas ao mesmo tempo encantar você de maneiras surpreendentes (aplausos por isso).
Entrando em um jogo de solo de guitarra, essa maravilha do death metal técnico começa onde podemos ver influências na superfície e isso é inevitável, mas ao invés de ver de uma forma ruim, pelo contrário, é agradável perceber como os andamentos com que eles tocam são destacados. os músicos e que foram premiados de forma excepcional, e que é melhor quando eles pegam esses componentes e os tornam seus, A Explosão Cambriana é simplesmente uma explosão de detalhes técnicos e para fazer uma pausa e ver como combinam o flamenco com o árabe, atrevo-me a dizer para passar à actuação e envolver-se numa sinfonia de coros que nunca deixa de me cativar, as secções de jazz apenas denotam o tipo de músicos que são.
Clusterfuck tem aquela essência antiga e cativante do metal de antigamente, riffs e grooves poderosos que são acalmados por refrões melódicos dando uma abordagem bastante limpa ou suave como você deseja descrever, podemos notar como é a maestria musical da banda, eles podem ficar em paz, mas passam abruptamente e mostram a personalidade dura e pesada que tanto os caracteriza.
Aqui encontramos claramente um estilo muito mais progressivo que se mistura rapidamente numa porção de grooves onde a bateria assume uma personalidade própria e surpreendente e está constantemente numa luta para assumir o controlo da base musical no topo, Shades Of Shub -Niggurath tem algo de cativante com seus ritos nos refrãos, as guitarras andam constantemente numa sequência de escalas que encantam, e aquele baixo metálico soa incrivelmente bom.
Por onde o álbum passa, muitas vezes você não espera encontrar músicas como A Fool's Desire com passagens onde executam arpejos e riffs com andamentos bem mais lentos e sem muito controle, muitas vezes sinto que as bandas executam esses lapsos ou quebras só para manter O álbum continua. Ouvinte preocupado com o que pode acontecer a seguir, é um bom contraste depois da metade da música sentir o peso das melodias, acho que isso a torna mais especial do que pretendia ser. Mesmo vendo tudo na minha perspectiva, ele conseguiu manter aquela incerteza e posso dizer que o final da música é perfeitamente executado com um nível de bateria que pode ser destacado em cada uma de suas músicas.
Esta banda é uma força fenomenal, conseguem estar longe da tecnologia do presente e só trazem dedilhados com sons grossos, acompanhados por uma voz de meados dos anos 80 onde o death metal era absolutamente imperador desta área musical, The Fungi From Yuggoth irá Se você permanecer naquela estática constante, vale destacar a limpeza e a certeza dos solos de guitarra que quase cortam as cordas para poder sair. Não sou muito de nomear bandas mas vocês perceberão a influência que predomina nesse tema.
The Black Siren é um jogo de arpejos de guitarra, uma amostra sombria de escalas apenas para dar lugar a Numen , a música que dá nome ao álbum, você pode perceber claramente a passagem que o álbum tem de um momento para outro, é como um antes e um depois e é que nesta canção em particular vemos o caminho dissecado nas diferentes direcções que a música vai tomando, a genialidade com que introduzem vozes numa canção estranha e cativante ao mesmo tempo nunca deixa de surpreender. A criação de uma identidade própria que a banda como um todo mostra não pode ser mais clara.
Não tinha focado tanta atenção na voz dessa grande banda Morean, no jogo que ela pode ter com os guturais, refrões, vozes atmosféricas, é tão estranho vocalmente que pode gerar confusão, mas tem um gancho inconfundível e a Recursão é uma música para analisar e dar os elogios que ela merece pode te levar para aquela montanha de gritos de coração partido e recaída como eu disse antes do meio do álbum em diante nessa atmosfera muito mais melódica e dinâmica para tudo que é a banda em si.
Com uma entrada completamente atmosférica e tocando com agressividade gutural, é apresentado The Folding , uma música com identidade própria e sombria, ritmos bem mais lentos na bateria, guitarras tentando emergir como se de um abismo e por si só a música se configura assim representação quase das entranhas da banda, a verdade é que é ambicioso propor muito tempo para sessões experimentais prolongadas, é bastante perturbador mas que mais do que uma pessoa vai gostar.
E para finalizar, numa longa passagem de 13 minutos, Alpha Aur te espera. Na minha opinião é um final bastante preparado, é uma amostra ou melhor uma conclusão de toda a banda, destacando o caminho em termos de ideias que eles tenho que mostrar ao ouvinte., os níveis de execução que tanto pudemos ouvir e expressá-lo em uma potência de subidas e descidas serpentinas, seções progressivas, a execução vocal e os refrões melódicos notavelmente equilibrados na mixagem, um acompanhamento de bateria muito atrás já no final da música que não ofusca nenhum dos instrumentos, e o baixo que sempre acompanha o sample e a qualidade dos solos de guitarra sem mais delongas pode dizer que é um final digno por mais que demore .
Pelo que se ouviu, há um longo caminho a percorrer e as expansões que as bandas estão dispostas a mudar para dar um passo além do death metal clássico, gênero que há gerações tenta manter um padrão sólido e sem ultrapassar As habitual, os Alkaloid estão a mostrar que nunca foi fácil fugir destes padrões mas está mais do que provado que é praticamente o futuro onde tudo está focado, o que a banda nos apresenta é tão multifacetado que pode até ser exagerado. vezes mas que É a essência que cada um dos seus intérpretes demonstra, cada um imerso na sua identidade própria e absoluta, é assim que criam esta grande banda que com certeza dará continuidade a uma trajetória de excelência no campo musical.
Argovia é uma banda venezuelana fundada em 2013 por Ani Guillén (guitarra, voz) e Carlos Arminio (teclados, piano e backing vocals), dupla que permaneceu como o núcleo criativo da banda ao longo dos anos.
Depois de enfrentarem o exílio devido às tensões políticas em seu país natal, estabeleceram-se em Bogotá, local onde consolidaram sua proposta através de um álbum de estreia intitulado Distant Present (2017), obra que teve notável repercussão local, permitindo-lhes difundir sua música . e cruzar fronteiras criativas.
Após uma pausa causada pela pandemia e diversas situações particulares, o grupo está pronto para voltar aos ringues com o lançamento de um novo material de estúdio intitulado Who We Are que será lançado no final de 2023.
Oceanborn é o primeiro single desta nova fase da banda, uma música cuja letra nos convida a enfrentar o medo e navegar por ele sem medo de cair no mar, pois o oceano não é um inimigo já que dele nascemos.
Um início envolvente comandado por uma conjunção perfeita entre guitarra, baixo e bateria, cria uma atmosfera contemplativa que explode gradualmente permitindo que a voz poderosa de Ani seja ouvida envolta em um riff energético executado por ela mesma.
O uso de efeitos eletrônicos nas passagens vocais e pontes musicais injeta vitalidade e constrói o caminho para a chegada do refrão, que é memorável e parece bem montado, ganhando também uma dimensão emocional graças à execução vocal e às letras diretas e pensadas.
A mudança de intenção é eficaz e bate forte antes de retornar à força e entrega do refrão como encerramento, mas não antes de deixar entrar alguns teclados alegres e entusiasmados, cortesia de Carlos.
Oceanborn é uma música sólida e poderosa que, através de um notável sentido de composição, consegue conectar-se com os ouvintes graças a um som polido e energético que encontra numa voz dedicada e expressiva, um refrão compacto com um grande refrão e uma construção de canção de primeira nível, a fórmula perfeita para romper e despertar o interesse nos ouvidos de um público em geral que não é necessariamente um estudioso do prog, uma conquista que não é nada fácil e que posiciona a Argovia como uma das propostas mais frescas e interessantes dos últimos anos no cenário latino-americano.
Hard Rock do Bom!! Álbum gravado apenas por dois homens: Jim Milne (guitar, bass, vocals) Steve Clayton (drums, percussions, bass, backing vocals) Mas, é claro, uma banda ao vivo.
"O som da banda é uma exótica mistura de Folk, Psicodelia e Rock Pesado, a primeira faixa "All Ends Up" é uma porrada nos ouvidos que com certeza você roqueiro de terceira idade já ouviu em algum lugar só que nem se lembra mais, essa é clássica do rock inglês e logo de cara tu pensa em The Troggs, Animals ou Iron Butterfly. A segundona que tem oito minutos de duração é perfeita pra ouvir dirigindo, começa lentinha depois vai embalando que é uma maravilha, esse albúm é um disco pesado, ritmado, romântico e viajante, com lindas canções e que com certeza vai agradar aos admiradores do som do fim dos 60 e início dos 70." Hardheavyold
Jim Milne (vocal, guitarra, baixo) Steve Clayton (bateria, baixo)
01 All Ends Up 02 Little Girl In Yellow 03 Watcher 04 Ravenscroft's 13 Bar Boogie 05 Shubunkin 06 Hope In Favour 07 Everytime It Happens 08 Make The Journey