domingo, 17 de setembro de 2023

AVALON LEGEND • Avalon Legend 2: Un Sogno per Cambiare • 2014 • Italy [Rock Progressivo Italiano]

 



AVALON LEGEND foi formada em 1987, originalmente sob o nome de AVALON, tocando covers de músicas de bandas italianas e estrangeiras tão diversas quanto PFM, NEW TROLLS, FORMULA 3, QUEENPINK FLOYD e até GUNS 'N ROSES. Ao mesmo tempo, o grupo começou a compor suas próprias canções, inicialmente em estilo Pop/Rock, baseadas na lenda do Rei Arthur e também em temas pessoais, com a adição de letras em italiano.

Em fevereiro de 2001, Avalon (mudando seu nome para AVALON LEGEND por motivos legais) gravou seu primeiro CD "Un Mondo per Sognare" (Um mundo para sonhar), com a maioria das canções novamente inspiradas na mesma saga do Rei Arthur. O álbum apenas foi distribuído para familiares e amigos. Vários músicos vieram e se foram nos anos seguintes, mas o grupo continuou a aprimorar suas habilidades musicais e composições originais tocando ao vivo, incluindo o recente festival Prog TO rock em Torino, um show nacional de Prog apresentando muitas bandas originárias da Itália.

Depois de quase dezoito anos, a banda finalmente viu seu primeiro álbum lançado oficialmente intitulado "Avalon Legend 2: Un Sogno per Cambiare" (Um Sonho para Mudar) distribuído pela CDBaby em dezembro de 2014. Um trabalho com peças predominantemente vocais diretas cheio de saborosos preenchimentos instrumentais. É instrumentalmente muito influenciada pelo estilo Neo-Prog dos anos com um som de guitarra pesado semelhante e produção bacana. Mas os excelentes vocais principais de Salvatore Fiorello e seu canto rouco de comando são puro Rock Progressivo Italiano (RPI) o tempo todo!

Muitas das nove peças de estúdio aqui (e faixa bônus ao vivo no final do disco) geralmente seguem um modelo semelhante. A banda não bombardeia o ouvinte com solos técnicos excessivamente longos e auto-indulgentes, em vez disso, eles oferecem melodias de Rock bastante diretas com freqüentes preenchimentos instrumentais dentro e ao redor das músicas. Os vocais de Salvatore carregam a maior parte do álbum, mas os músicos ao seu redor têm ampla oportunidade de impressionar e oferecer solos coloridos e instrumentação saborosa. O guitarrista Adolfo Pacchioni move-se sem esforço entre um som pesado e sujo e a grandiosidade crescente de David Gilmour, o baixo de Alessandro Crupo é forte e pensativo, a bateria de Lucio D'Alonzo é constantemente rápida e enérgica, e o tecladista Mario Tornambè cobre quase cada centímetro do álbum em um oceano de sabor de sintetizador.

Fora dos destaques, "Chi Li Femereà" é um belo Rock lento intercalado com fanfarras fugazes do tipo ELP, a abertura de "Brocelandia" é arrojada e uptempo, um baixo ronronante, guitarras wah-wah ásperas e até mesmo um alegre som de Canterbury solo de sintetizador deslizando por "La Bottega dei Sogni". Há alguns belos trinados reflexivos de Moog e sintetizadores orquestrais elegantes em "Non Ci Sono Più Cavalieri"', e um baixo fluido deslumbrante é hipnótico em "I Fuochi di Beltane". Sem surpresa, as duas faixas mais longas que abrem e fecham o álbum são os destaques, onde o tempo de execução estendido permite momentos mais instrumentais e maior construção dramática. Uma voz onírica romântica e acordes crescentes de guitarra Floydiana soam durante a abertura "Il Balletto di Specchi", mas a banda fecha no melhor com "L'ubriaco" de sete minutos. Com bateria forte, sofisticação de sintetizador sinfônico e guitarras furiosas, as mudanças de tempo distorcidas e abordagem mais selvagem trazem o álbum o mais próximo do RPI adequado, e é absolutamente o destaque do disco!

AVALON LEGEND está em uma ótima posição, pois eles têm excelentes músicos e um vocalista confiante, e estão lentamente formando sua própria identidade e personalidade. Esse é um trabalho muito sólido e um álbum de Rock Progressivo bem executado. Confira!

                                     
Tracks:
01. Il Balletto Di Specchi (7:22)  ◇
02. Chi Li Fermerà (5:31)
03. Oro Nero (4:35)
04. Brocellandia (5:05)
05. La Bottega Dei Sogni (4:52)
06. La Maga Di Eld (4:14)
07. Non Ci Sono Più Cavalieri (4:45)  ◇
08. I Fuochi Di Beltane (5:49)  ◇
09. L'ubriaco (7:04)  ◇
Bonus Track:
10. Killer (live) (4:21)
Time: 54:09

Musicians:
- Salvatore Fiorello / lead vocals
- Mario Tornambè / keyboards, backing vocals
- Adolofo Pacchioni / guitars, backing vocals
- Alessandro Crupi / bass, backing vocals
- Lucio D'Alonzo / drums
with:
- Piero Beltrame / bass and backing vocals, track 10.


SENHAS / PASSWORDS

● makina
● progfriends
● progsounds

CRONOLOGIA

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AVALON LEGEND foi formada em 1987, originalmente sob o nom

IQ • The Road of Bones [2CD EDITION] • 2014 • United Kingdom [Neo-Prog]

 



Lançado em 3 de maio de 2014, "The Road of Bones" é o segundo álbum consecutivo do IQ a apresentar uma reconfiguração na formação, seguindo a incrível sequência de "Ever" até "Dark Matter", onde a formação da banda permaneceu extremamente sólida e estável. Na verdade, a mudança na formação do "Frequency" até este é o maior entre quaisquer dois álbuns consecutivos do IQ, com três dos cinco membros da banda não aparecendo em "Frequency". Paul Cook e Tim Esau são veteranos, sendo a seção rítmica original do grupo (de fato, "Frequency" foi o único álbum de IQ a não apresentar Cookie na bateria), enquanto o tecladista do SPHERE3 Neil Durant faz sua primeira aparição em um álbum da banda.

A pergunta óbvia, então, é como essa mudança afeta o som da banda. "Frequency" foi uma atualização refrescante para o som de IQ; o retorno de Paul Cook e Tim Esau reverteria essa progressão musical ou a inclusão de Neil Durant permitiria que o grupo continuasse? Ao que parece, Durant é a estrela surpresa aqui, provando igualmente adepto de um estilo de teclado moderno e performances que fazem jus à herança do material anterior de IQ. ("Constellations", uma das várias faixas do disco bônus na edição especial do álbum, mostra essa distinção de forma particularmente agradável.)

Tonalmente, o álbum encontra IQ em um estado de espírito melancólico e reflexivo - um que muitas vezes os serve bem, como aconteceu em álbuns como "The Wake" ou "Ever". Aqui há muito Neo-Prog bastante polido. Nada muito sofisticado. A maior parte das composições é bastante direta e repetitiva, com ocasionais reviravoltas. Os vocais de Peter Nichols são muito claros e fáceis de ouvir. O trabalho do teclado - que na maioria das vezes é bastante simples, é excelente e muito exuberante e preenchendo totalmente as paisagens auditivas. O álbum tem algumas jóias. Eles melhoraram a "aura" de "Frequency", embora muitos dos "ganchos" usados ​​efetivamente naquele álbum de 2009 sejam usados ​​novamente aqui. 

A faixa que abre o CD 1, "From The Outside In" vem com uma atmosfera incrível e uma amostra de alguém falando de um filme antes que esse ritmo urgente entre em ação com os vocais. Adorável mellotron que vem e vai. Excelente órgão semelhante a Tony Banks aos 6 minutos. O baixo, a bateria e as ondas do mellotron são ótimos, na verdade, esses são os destaques de todo o álbum. "The Road Of Bones" é uma ótima faixa bonita e madura, se refere a um serial killer narrada na primeira pessoa. Novamente, como na primeira faixa, começamos com a atmosfera, mas desta vez um piano esparso se junta seguido por vocais quase falados. Está tudo relaxado aqui até que as coisas pegam aos 2 1/2 minutos quando a bateria e o baixo entram em ação. Os vocais se tornam mais urgentes. "Without Walls" é o épico com mais de 19 minutos. Uma agradável melodia de piano para começar. Música muito descontraída, enquanto vocais reservados se juntam. Uma mudança aos 3 minutos e, em seguida, fica mais intensa. Belo trabalho de guitarra aqui e do órgão que pulsa. Grande seção aos 6 minutos enquanto Peter canta com paixão. Uma peça instrumental sombria e assombrosa segue 7 minutos e meio. Ela retrocede antes de 10 1/2 minutos. Atinge o clímax em 13 minutos e meio, depois volta com sintetizadores antes de 15 minutos. Os vocais estão de volta. Mellotron e sintetizadores se juntam à medida que diminui lentamente. "Ocean" é suave com vocais relaxados, mas o ritmo fica mais forte no refrão. Os temas são repetidos. Ótimo refrão. "Until The End" leva cerca de 3 minutos antes de obtermos um som mais completo. Uma seção épica é seguida por uma peça relaxada de piano e violão e os vocais se juntam para encerrá-la.

Do CD 2, "Knucklehead" (8:11), talvez seja a melhor, oferecendo a música mais complexa e excitante de toda a coleção. "Hardcore" (primeira metade) (10:53) lembra muito a melhor "Ryker Skies" de "Frequency". A instrumental, "1312 Overture" (4:18), é envolvente, e faz sentir como se a banda estivesse passando por um exercício de aquecimento rítmico. A adorável "Fall and Rise" mostra a proeza excepcional do baixo fretless de Esau (outra idiossincrasia Progressiva valorizada), o hábil violão do mestre Holmes, que é um ótimo músico, bem como Nicholls vocalizando com seu maitrise habitual. Uma balada prazerosa. "Ten Million Demons" (6:10) lidera o melhor do CD 2, e "Constellations" (12:25) soa como se tivesse saído da era "And Then There Were Three/Duke" de GENESIS, direta, às vezes nota e som, por nota e som.

Quer você opte pelas edições simples ou dupla (2 CDs), aqui você tem IQ incrivelmente conseguindo continuar sua sequência de álbuns de extrema qualidade que começou com o clássico "Ever" e ainda não mostra sinais de desaceleração com mais essa obra-prima Neo-Prog.

SUPER ULTRA HIPER RECOMENDADO!

                                        
Tracks:
1. From the Outside In (7:24)
2. The Road of Bones (8:32)
3. Without Walls (19:15)
4. Ocean (5:55)
5. Until the End (12:00)
Time: 53:06

Bonus disc on Box Set & Limited edition:
1. Knucklehead (8:10)
2. 1312 Overture (4:17)
3. Constellations (12:24)
4. Fall and Rise (7:10)
5. Ten Million Demons (6:10)
6. Hardcore (10:52)
Time: 49:03

Bonus disc #2 on Box Set - "The Road of Bonus" :
1. From the Outside In (first studio run-through) (7:25)
2. The Road of Bones (first studio run-through) (8:35)
3. Ocean (piano/vocal version) (5:52)
4. The Slender Sky (13:56)
5. McDozenStrings (4:08)
6. Without Walls (live medley) (12:45)
7. From the Outside In (live) (7:51)
Time: 60:32

Musicians:
- Peter Nicholls / lead & backing vocals
- Michael Holmes / guitars
- Tim Esau / bass, bass pedals
- Paul Cook / drums, percussion
- Neil Durant / keyboards


CRONOLOGIA

(2013De Boerderij Zoetermeer 
Holland 23 October 2011
Live On The Road 
of Bones (2015)






Lançado em 3 de maio de 2014, "The Road of Bones" é o segundo álbum

UBI MAIOR • Incanti Bio Meccanici • 2014 • Italy [Rock Progressivo Italiano]

 



O que torna este terceiro álbum do UBI MAIOR tão bom? Não há realmente nada para não gostar. Os vocais são altamente emocionais e um cruzamento entre BANCO e MUSEO ROSENBACH. "Teodora", A faixa de abertura tem tudo e é difícil você não gostar. Para descrever, esse é o Prog italiano dos anos 1970 que mistura os melhores sons do MUSEO ROSENBACH, um pouco de L'UOVO DI COLOMBO e BANCO. A faixa de abertura tem 4 excelentes seções melódicas, e se isso não for bom o suficiente, eles usam bastante o poderoso mellotron.

Ao apertar o play o Progger se sentirá como se tivesse entrado em uma máquina do tempo em 1973 ouvindo isso. Muitos podem alegar "falta de originalidade", mas não importa se todo este álbum é uma homenagem às bandas de Prog italianas dos anos 1970, pois isso é muito muito bom! A 2ª e 3ª faixas também são boas, derivadas da primeira faixa da obra-prima, mas ainda merecem muita atenção. A faixa final "Lo Specchio di Mogano", recomeça onde a primeira termina com teclas analógicas, solos de guitarra dos anos 70, boas harmonias vocais e agradável surpresa com o trompete .

O álbum tem uma sensação melancólica com um toque duro às vezes. Mas não deixe que isso o dissuada. Há seções pastorais misturadas com os melhores elementos daquele som Progressivo dos anos 1970. Vale muito a pena conferir, não só apenas pela faixa de abertura que merece estar no top ten para as melhores faixas Progressivas de 20 minutos do RPI.

ALTAMENTE RECOMENDADO!

                                  
Tracks:
1. Teodora (20.44)  ◇
2. Alchemico Fiammingo (12.58)
3. I Cancelli del tempo (9.01)
4. Lo Specchio di Mogano (18.48)
Time: 61:31

Musicians:
- Mario Moi / Vocals, Violin, Trumpet
- Walter Gualtiero Gorreri / Bass
- Marcella Arganese / Guitars, Sitar
- Gabriele Dario Manzini (Archangel) / Keyboards
- Alessandro Di Caprio / Drums

MUSICA&SOM

SENHAS / PASSWORDS

● makina
● progfriends
● progsounds

CRONOLOGIA

(2009Senza Tempo
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SOLARIS • Martian Chronicles Live • 2015 • Hungary [Symphonic Prog]



 Em 2014 SOLARIS surpreendeu o mundo do Prog com um novo álbum de estúdio intitulado "Martian Chronicles II", que foi seguido por este conjunto de DVD/CD ao vivo, intitulado "Martian Chronicles Live". O show foi gravado na Hungria em 2014, em um teatro maravilhoso e aconchegante, com casa cheia. SOLARIS  começa com uma introdução eletrônica inspirada em Jean-Michel Jarre ("Martian Chronicles Part 1") apresentando voos sensacionais do sintetizador Moog Voyager, com uso sutil do botão pitchbend e notas de arpejador muito pulsantes, soa ainda mais impressionante e exuberante do que no álbum de 1984. Então, gradualmente, os outros membros entram no palco e podemos apreciar a banda e sua incrível mistura de Rock e clássico, incluindo um delicado trabalho da flauta. Uma impressionante peça solo no piano (do suave ao brilhante) enfatiza a forte influência da educação clássica de todos os membros. SOLARIS  continua tocando ""Martian Chronicles Part 3-6": uma seção rítmica excelente e dinâmica, ótima interação, solo espetacular no sintetizador, guitarra e flauta e, por último, mas não menos importante, sua marca registrada apresentando a Santíssima Trindade de teclados, flauta e guitarra elétrica. A música varia de batidas aceleradas e explosões bombásticas a desacelerações, acelerações e atmosferas oníricas, muito dinâmicas e envolventes, interpretadas por excelentes músicos. Um dos destaques é "Mars Poetica": dois tecladistas e dois guitarristas oferecem excelente interação e solos, e novamente podemos curtir The Holy Trinity enquanto o multi-instrumentista e líder da banda Attila Kollar muda da guitarra elétrica para a flauta, que músico incrível!. Esta faixa é seguida por um solo de bateria meio longo e inventivo.

O concerto traz também uma homenagem ao falecido guitarrista Istvan Cziglan. Primeiro um dueto maravilhoso intitulado "Duo" entre flauta e violão. Em seguida, uma peça emocionante e muito impressionante, com projeções de tela, um trabalho muito bom ao expressar a dor, a raiva, o desespero, a doença, a luta e finalmente a morte, apoiado por uma ótima música em fita de SOLARIS, incluindo violão por Czigi. A composição "Ellenpont" é mais uma homenagem, agora ao baterista Vilmos Toth (falecido) com imagens de Vilmos e da emocionante Santíssima Trindade. Segue-se a peça "Solaris", começa calma e onírica com flauta, depois um ritmo lento com um solo de guitarra em movimento, finalmente com um som wah-wah (de Tamas, filho do tecladista Robert Erdesz).

A parte mais interessante deste show é a primeira apresentação ao vivo de seu álbum "Martian Chronicles II" de 2014. A música segue a veia da marca registrada SOLARIS, contudo mais aventureira e variada. Apresenta uma cantora com formação clássica e um saxofonista, a música soa muito dinâmica com uma conclusão bombástica com um poderoso trabalho de saxofone e guitarra wah-wah. A Parte dois contém um suave piano clássico e um violão jazzístico, gradualmente um som mais exuberante e, no final, um piano brilhante e vocais femininos expressivos. Embora esta nova música não seja sempre a minha preferência, estou impressionado com as habilidades e idéias musicais de SOLARIS, que alto nível! O show oficial é concluído com mais três faixas de "Martian Chronicles I", meu destaque é a sensacional faixa up-tempo "Apocalypse", apresentando uma seção rítmica muito dinâmica e novamente uma interação emocionante entre o Moog, flauta transversal e riffs de guitarra elétrica propulsivos, arrepios, esta é a marca registrada SOLARIS em todo o seu esplendor! O show termina com dois bis. Primeiro "E-Moll Concerto Allegro Con Molto": uma versão mais longa, variando de suave flauta e piano a trabalho pesado de guitarra e um exuberante som de Hammond, incrível Rock encontra clássico. E finalmente "Micky Mouse", uma faixa uptempo com voos sensacionais de Moog, flauta cintilante e riffs de guir propulsivos, apoiados por agradáveis ​​ondas de Hammond.

Durante este concerto (principalmente instrumental) de duas horas, a formação húngara SOLARIS mostra que eles são uma das melhores bandas de Prog-Rock de todos os tempos.

P.s.: Essa versão em CD é a mesma do DVD, exceto por 3 faixas deletadas: o solo de bateria e "Duo and Beyond".

IMPERDÍVEL!
IMPRESCINDÍVEL!
SUPER ULTRA RECOMENDADO!

                                    highlights ◇
Tracks:
1. Marsbéli Krónikák I/1. (5:56)  ◇
2. Marsbéli Krónikák I/2. (9:11)  ◇
3. Marsbéli Krónikák I/3. (13:40)  ◇
4. M'ars Poetica ( 6:50)  ◇
5. Ellenpont ( 4:29)
6. Solaris ( 5:18)  ◇
7. Marsbéli Krónikák II/1. (6:57)  ◇
8. Marsbéli Krónikák II/7. (6:27)  ◇
9. Apokalipszis (4:02)
10. Ha felszáll a köd (4:53)
11. Legyőzhetetlen (3:20)
12. E-moll concerto allegro con molto (5:02)
13. Micky Mouse (3:46)
Time: 79:51

Musicians:
- Róbert Erdész / keyboards
- Attila Kollár / flute, block, sythesizer, tambourine
- Csaba Bogdán / guitar
- István Cziglán / guitar (from recordings)
- Attila Seres / bass
- Ferenc Raus / drums
- László Gömör / drums
- Vilmos Tóth / drums (from recordings)
Guest musicians:
- Zsuzsa Ullmann / vocals
- Tünde Krasznai / vocals
- Ferenc Muck / sax
- Péter Gerendás / acoustic guitar
- Tamás Erdész / guitar
- Balázs Szendőfi / bass









MAGMA - Philharmonic Hall - 1973

 



Entre todos os registros não-oficiais postados por aqui nos últimos anos, esse é o que menos se parece um bootleg. Qualidade impecável com poucos ruídos e gravação limpa para destacar ainda mais toda a complexidade do som executado pela banda naquela noite.

Hoje serei um tanto cara-de-pau e vou transcrever um pequeno resumo que fiz sobre o Magma em uma postagem anterior. Não faz sentido falar sobre a mesma coisa duas vezes, preciso economizar tempo e espero que não se importem.

"O Magma foi formado na França no fim dos anos 60 com toda a excentricidade de seu líder e baterista gênio/lunático Christian Vander, que deu mais vida ao rock progressivo criando um sub-gênero próprio denominado por Zeuhl, que significa "celeste" no dialeto Kobaïan, linguagem também criada por Vander e exclusiva da banda, o que se tornou um ponto de extrema importância para todo o sucesso do Magma.

Kobaïa é um planeta situado em um universo paralelo com péssimas condições climáticas e com nativos determinados a germinar o mau. Com o planeta Terra em destruição, um grupo de pessoas se mudam para Kobaïa com o objetivo de arquitetar uma nova civilização mas os nativos Kobaïns acabam entrando em conflito com os terráqueos. Toda essa guerra é narrada ao decorrer da magnífica discografia da banda que também aborda temas como as divindades e crenças do planeta Kobaïa.

O som executado pela banda é de extrema criatividade e circundado por excelentes rodas de compasso, com arranjos teatrais e guitarras pesadas e distorcidas. Efeitos medonhos de voz e os tambores de Vander também dão um certo destaque a toda discografia dessa banda que é considerada por mim como uma das mais criativas e inovadoras de todos os tempos, fora o experimentalismo e as técnicas de improvisação com batidas voltadas para o Jazz e desenvolvidos por pelo menos oito integrantes que fazem parte desse bizarro projeto."



Esse registro foi gravado no Philharmonic Hall (hoje conhecido como Avery Fisher Hall), situado à cidade de Nova York em 7 de Julho de 1973 e conta com apenas duas faixas que ilustram com clareza a áurea fase do experimentalismo musical criado por Vander em sua primeira passagem por terras americanas.

A primeira delas é um pequeno e genial medley resumindo as duas partes da faixa título do disco Köhntarkösz, que viria ser lançado no início do ano seguinte e cumpriu com maestria mais uma saga no obscuro planeta Kobaïa.


A segunda faixa é a execução na íntegra do álbum Mëkanïk DëstruktÏw Kömmandöh que na época foi um dos carros-chefe em termos de divulgação do Magma pelo mundo.


Desejo a todos uma boa viagem rumo ao planeta Kobaïa!




TRACKS:

01. Tuning Up 

02. Köhntarkösz (excerpt) 
03. Mekanïk Destruktïw Kommandöh 








THE NAZGÜL - The Nazgül - 1975

 



Devo começar dizendo que este disco é totalmente dedicado aos fãs do escritor J.R.R Tolkien que narra a história dos Nazgül - os nove Cavaleiros Negros -  retirada do Senhor dos Anéis. Os membros da banda levam os nomes fictícios de Frodo, Gandalf e Pippin, também conhecidos personagens de Tolkien. 
Sei que muitos de vocês vão se decepcionar comigo mas nunca fui fã das estórias desse escritor pra lá de fantasioso, portanto, não entendo nada sobre suas obras e seus personagens. 

Por ser um disco conceitual e composto por quatro longas faixas, o experimentalismo e a obscuridade reinam durante todo o seu decorrer, abandonando a estrutura tradicional em termos de canção e melodia, abordando assim atmosferas mais sinistras. 


Resumindo, a banda faz um som mais voltado para excelentes improvisações de guitarra e baixo manipulados por ruídos bizarros de percussão, acompanhados de manifestações experimentais de órgão e Moog. 



O disco em seu decorrer nos remete 

àquela primeira fase do Tangerine Dream onde apenas ruídos e linhas de sintetizadores compunham a obra como um todo.

Se não me engano, esse registro foi lançado no fim de 75 onde o Krautrock já não era mais o mesmo, a Alemanha Oriental já havia sido tomada pelo movimento eletrônico, que foi uma verdadeira revolução em se tratando da cultura musical alemã.


Apesar dos nomes fictícios, não se sabe ao certo o número de membros da banda. Nas minhas incansáveis pesquisas, tive informações de apenas três de seus componentes.

 São eles:

- Reinhold Karwatsky, tecladista, foi fundador do excelente Galactic Explorers (já postado por aqui), além de ter feito parte do também excelente Dzyan.

- Zeus B. Held, também tecladista e famoso produtor alemão, fez participações em alguns discos do Birth Control e produziu o disco "Distant Horizons" de 1997 do Hawkwind.
- Hans-Jürgen Pütz, baterista, tocou no Mythos (Dreamlab 1975) e foi fundador da desconhecida mas ótima  banda de Krautrock, Cozmic Corridors.

Já aviso que esse é um disco de difícil digestão nas primeiras audições mas se você gosta realmente do gênero irá se surpreender. 

Pra quem gosta da literatura do Tolken, deve ser interessante ouvir o disco e ler alguma de suas obras ao mesmo tempo.
Não deixem de me contar tal experiência...


TRACKS:

1. The Tower of Barad Dur
2. The Dead Marshes
3. Shelob's Lair
4. Mount Doom  







LOCANDA DELLE FATE - TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI - 10/11/2017



 Foram apresentações que ficarão marcadas não somente pela experiência de poder ver ao vivo a uma das maiores bandas de Rock Progressivo italiano, mas também pela beleza de todo o espetáculo. Não pude comparecer ao show ocorrido no Rio mas possivelmente, boa parte do que irei relatar aqui foi também presenciado no Espaço das Artes e certamente com a mesma intensidade. 

Meu primeiro contato com os italianos do Locanda foi logo na passagem de som a qual tive a honra de presenciar. Os simpáticos músicos ali na minha frente testando os instrumentos, regulando os volumes para a perfeita equalização do teatro e ressonando parte das belas introduções instrumentais. Passado alguns minutos, entra Leonardo Sasso, já com uma certa idade e mesmo com suas visíveis limitações, ainda consegue manter com firmeza sua gama vocal na forte timbragem de um tenor. Sentado em um pequeno banco, começa a entoar as primeiras estrofes de 'Forse Le Lucciole Non Si Amano Più', faixa que dá nome ao disco que seria a evidência principal daquela noite. 
Naquele momento, senti um frio na espinha por toda a intensidade e energia a qual a banda acertava os últimos detalhes para dar início as comemorações dos 40 anos do lançamento do disco em questão, já com gostinho de sua inevitável despedida dos palcos.

O show seu teve início logo nos primeiros minutos das 8 da noite com o teatro abarrotado de gente. Apesar de pequeno, com pouco mais de 350 assentos, tive uma visão privilegiada na parte superior onde pude avistar o palco com a maior clareza de detalhes possível. O público presente se mesclava entre jovens senhores, muitos deles acompanhados de seus filhos e familiares, renomados músicos cariocas e um número expressivo de mulheres que também marcaram presença. Isso afasta ainda mais o estigma de que o progressivo é um gênero apreciado somente pelos homens. 
O teatro que no seu interior possui um estilo barroco, mais rústico, com as típicas cadeiras de palha indiana, lembrando os teatros das centenárias cidades históricas mineiras. Contém uma estrutura bastante moderna em termos de acústica e som, com gerenciamento e produção feita por profissionais muito bem preparados para receber uma apresentação daquele porte.

A abertura ficou por conta da faixa instrumental, 'A Volte Un Istante Di Quiete' que, em tradução livre significa 'Às vezes, um momento de silêncio', que de calmaria não tem absolutamente nada. Vemos uma melodia de características sinfônicas muito bem elaboradas em arranjos complexos e  impecáveis, contando com lindas passagens de piano e sintetizadores, entrelaçados a envolventes solos de guitarra. A flauta se encaixa a uma instrumentação que quebra um pouco da intensidade, estabelecendo assim uma certa quietação entre os momentos mais turbulentos e expressivos da música.

Vale deixar claro que, apesar do Locanda sempre ter contado com dois tecladistas distintos, incluindo dois Hammonds e uma vasta criatividade quando se trata do uso arrojado de sintetizadores (Mini e PolyMoog,), a espinha dorsal de toda essa estrutura se enfatiza na perfeita execução de um Grand Piano, que serviu como base para a grande maioria das composições da banda ao longo dos tempos. 
Foto: Carlos Vaz
Porém, nos últimos anos com exceção ao Mini Moog, os músicos vêm optando pela praticidade dos engenhosos e fiéis simuladores, criados por renomadas empresas do ramo das teclas. O uso da flauta transversal também não se faz mais presente nas apresentações ao vivo, sendo esta também substituída com muita precisão de detalhes por um simulador. 
Os sábios mestres que manipulam esses instrumentos de forma muitas vezes simultânea são os músicos Maurizio Muha e Oscar Mazzoglio, sendo este último um dos fundadores da banda e principal responsável pela total execução das flautas, Cravo e Clavinet. 
Muha destila toda sua genialidade com habilidade em conduzir o  Grand Piano e piano elétrico. A harmonia entre os dois gera uma interação a qual eu nunca vi no progressivo por tamanha beleza, cuidado extremo nos pequenos detalhes, destilando técnicas impecáveis e destreza com instrumentos de extrema complexidade, que exigem do músico uma seleção minuciosa dos timbres a serem trabalhados para que soem com notável fidelidade na execução final. 

A faixa título e uma das mais longas, também se inicia com uma introdução de piano incrivelmente linda, que liga imediatamente a uma passagem vocal de Leonardo Sasso, revelando ali uma energia e sensibilidade com sua gama incomum, mas quando tudo parece suave demais, entra a incrível progressão a bateria do brilhante Giorgio Galdino, também membro fundador e a guitarra do virtuoso Massimo Brignolon anunciando ali a quebra de estrutura e dando segmento a segunda parte da música por assim dizer. Sem modificar a atmosfera inicial, os instrumentos são adicionados a uma espécie de dança de sons e contrapontos de certo peso em várias passagens, fazendo com que todas as estruturas aparecessem em absoluta clareza e harmonia.
Foto: Carlos Vaz

'Profumo Di Colla Bianca' foi um dos pontos altos de todo o show. De pura leveza, com um timbre de Hammond mais sintetizado na introdução, o Rickenbacker de Boero afiado como nunca, com bateria envolvente e um piano magistral sobrepondo a base do Hammond. O esplêndido vocal de Sasso como sempre se sobressai em meio aos muito bem arranjados solos de flauta, guitarra e Polymoog. 

Quebrando a sequência original do disco de 77, vem a belíssima 'Sogno Di Estunno', que começa com uma introdução bem bucólica baseada em flauta e teclados, mas logo se transforma em uma forte faixa vocal com Sasso, proporcionando uma performance de arrepiar.

Entre uma música e outra tínhamos sempre um show a parte quando o excelente baixista e membro essencial da banda, Luciano Boero interagia com o público. Tentava com muito boa vontade entoar algumas palavras em português que acabavam se misturando ao inglês e ao italiano em uma miscelânea de línguas que, no fim das contas, era compreendida pela maioria dos presentes. Ele tentava anunciar as faixas que seriam apresentadas no decorrer do show que além da execução da íntegra do disco 'Forse Le Lucciole Non Si Amano Più', que acabou não seguindo a sequência exata no decorrer do show, o que não foi problema. Seriam apresentados ainda, os trabalhos mais recentes lançados entre o fim dos anos 90 quando a banda se reuniu novamente, até os dias atuais com faixas ainda não lançadas oficialmente.

 'Non Chiudere a Chiave le Stelle', é um lindo interlúdio acústico que se tornou parte fundamental da apresentação onde, Luciano Boero troca o imponente Rickenbacker por uma violão. A linha de conexão estabelecida por Boero e Sasso é algo raro no progressivo. É visível o entrosamento entre os dois músicos não somente pelo desenvolvimento de toda sua musicalidade mas também pela forte amizade mantida nos decorrer de mais de 40 anos. Isso transparece nitidamente em vários momentos do show.

'Mediterraneo' segue a linha mais atual da banda, com clássicas execuções de piano mescladas ao poderoso vocal de Sasso. Instrumentos como acordeon simulados e modernos timbres de sintetizadores também se fazem presentes nos teclados do genial Oscar Mazzoglio. Música lançada esse ano que consta apenas em vídeo no canal oficial do Youtube, juntamente com a faixa que dá seguimento ao show, 'Lettera di un Viaggiatore'.

Voltando a maravilhosa obra de 77 vem uma de minhas favoritas, 'Cercando Un Nuovo Confine'. Também acústica, com tenros vocais e um maravilhoso piano. Essa foi das que certamente pagou o ingresso.
Foto: Carlos Vaz
 
Na sequência, a banda emenda três faixas, 'Crescendo', a curta porém belíssima 'Sequenza Circolare', finalizando com 'La Giostra'. Todas extraídas de uma coletânea gravada nos anos 70, mas que só foram lançadas no disco " The Missing Fireflies" de 2012, mesclando gravações ao vivo e em estúdio.

Chegando ao final da apresentação, a banda apresenta a faixa homônima do disco 'Homos Homini Lupus', lançado em 99. Após anos de silêncio, a banda retorna aos estúdios com uma nova formação para as gravações de um novo álbum ao qual nem chega ao pés daquela maravilhosa obra que lançou o Locanda para o mundo.

No fechar das cortinas vem a belíssima, 'Vendesi Saggezza' que vem para fechar de forma magistral aquela espécie de sonho que tivemos a honra presenciar naquela noite. Intensa, pesada, obscura, densa e maravilhosamente executada. Todos os instrumentos, sem exceção se interagem em um nível de extrema complexidade sem perder a sutileza e sensatez quando entra o belo vocal de Leonardo Sasso. 
Aquele certamente foi um momento de êxtase misturado a uma tristeza em saber que estávamos a poucos minutos do encerramento de um concerto que, ao meu ver foi o mais intenso e emocionante de todos do gênero progressivo aos quais pude presenciar ao longo dos anos.
O Brasil mesmo com todos seus típicos problemas, é um país acolhedor. Era nítido que a banda estava visivelmente emocionada no fim da apresentação.

O motivo de tristeza e da ressaca moral que bateu no dia seguinte se deve também ao fato da banda Loccanda Delle Fate ter surgido em uma época em que os principais nomes do progressivo italiano tais como Banco, PFM e Le Orme já começavam a perder sua identidade própria e a maioria das outras excelentes bandas simplesmente desapareceram depois de gravar um ou dois álbuns. Naquele momento, o progressivo italiano se encontrava em nítida decadência e o Locanda surgiu do nada, lançando um trabalho que marcou e ainda marca o gênero progressivo como um todo.

Finalizando, deixo aqui alguns fundamentais agradecimentos que fizeram da noite do dia 10 de novembro ser ainda mais especial. 
Primeiramente a Vértice Cultural e LOBD Associado, leia-se Cláudio Paula e Luiz Octávio Drummond que tornaram possível a vinda da banda mesmo com todos os problemas, perrengues e gente chata. A vocês deixo o meu respeito e um sincero agradecimento por tudo. Desde a hora em que cheguei ao teatro para literalmente 'bicar' a passagem de som até sermos literalmente expulsos do simpático pátio do teatro, horas após o término do show.
Que vocês continuem com fôlego para trazer ainda mais bandas nacionais e internacionais. Público vocês já tiveram a prova de que existe, basta saber executar. Coisa que vocês já são mestres. Que os próximos anos sejam de muito sucesso, sabedoria e paciência para lidar com os percalços.

Aos amigos, Carlos Vaz e Jorge Carvalho que tiveram uma paciência incrível com esta que vos fala por importunar com pedidos quase utópicos. A todos os amigos aos quais pude rever e outros que pude finalmente conhecer naquela noite. Essa resenha pós-show certamente foi um dos pontos altos de toda minha rápida passagem por terras cariocas. Sempre que vou ao Rio sou recebida de uma forma muito calorosa e bastante acolhedora.

A Sônia Aun e Rafael Aun por terem proporcionado toda a parte burocrática que envolve a complicada logística de sair de Belo Horizonte para assistir a um show em Niterói.

Finalmente, agradeço a todos simpáticos e muito solícitos membros da banda pelo belo espetáculo e por receber com toda a paciência do mundo cada uma das centenas de pessoas que os abordaram ao fim do show. 

Certamente este show foi um dos momentos de maior emoção a qual pude presenciar em toda minha vida.

Aos cariocas, deixo aqui meu singelo agradecimento.



Segue o primeiro vídeo do show no Rio





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