Neste dia, em 1986, o single de Wang Chung "Everybody Have Fun Tonight" atingiu o pico no 2o lugar na Billboard Hot 100 dos EUA (3 de janeiro)
quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
Neste dia, em 1986, o single de Wang Chung "Everybody Have Fun Tonight" atingiu o pico no 2o lugar na Billboard Hot 100 dos EUA
Neste dia, em 1986, o single de Wang Chung "Everybody Have Fun Tonight" atingiu o pico no 2o lugar na Billboard Hot 100 dos EUA (3 de janeiro)
Mattiel – Satis Factory (2019)
Tiramos já isto do caminho, Mattiel soa a bandas fixes. Várias. Todas com raízes nos anos 60, 70, 80, o que faz de Satis Factory uma viagem pelo rock com pinta retro.
Que este início não engane ninguém, Mattiel Brown tem a sua própria identidade e estilo, porque um disco que nos faz lembrar boas influências do rock é sempre muito mais do que apenas uma mistura de nomes e canções. Este segundo álbum da cantora de Atlanta é daqueles que agrada à primeira escuta e tem o dom de melhorar nas audições seguintes. Está lá um catálogo de bons gostos, de Lou Reed a Velvet Underground, de White Stripes e Courtney Barnett a Black Lips.
“Je Ne Me Connais Pas” leva uma roupagem rockabilly com o refrão em francês a transportar-nos obrigatoriamente até um filme da nouvelle vague, “Keep The Change” vai até ao rock-pista-de-dança-1980 e Anna Calvi, “Blisters” puxa ao country, “Berlin Weekend” podia ter saído de Horses de Patti Smith.
No geral Satis Factory tem o dom de nenhuma música soar a enchimento nem quebra de ritmo estranha. As canções são escritas com sentido de humor; em “Millionaire” Mattiel canta “Took a hundred years to get this microfone / Now I wanna sell everything I own” para chegar à conclusão “might as well be a Millionaire”. Já “Food For Thought” aborda a religião “Give me all your Money / And I’ll open up the pearly gates” e a já mencionada “Je Ne Me Connais Pas” é sobre a misoginia, (“Gonna marry myself and get a divorce / I’m gonna get kicked right off of my high horse”) e no videoclip faz troça do vídeo de “Blurred Lines”, de Pharrell e Robin Thicke.
A fechar o disco, “Long Division” faz tão bom trabalho como a primeira faixa do álbum, “Till The Moment Of Death”, que é uma mistura de influências com toques a canção de uma banda sonora de Tarantino. Não é de estranhar que Jack White tenha apadrinhado o primeiro trabalho de Mattiel. Ainda assim, Satis Factory é mais eficaz, mais enérgico e carismático, e soube aproveitar o disco anterior e dar um passo em frente na sonoridade e confiança.
Allah-Las – LAHS (2019)
A banda oriunda da sempre quente, psicadélica e misteriosa Los Angeles acaba de lançar o seu quarto álbum de originais, LAHS, e trancou-nos num tempo, num espaço e numa época que não são nossas. Bem-vindos à Califórnia dos 60 e dos 70.
Ouvir a música dos Allah-Las é uma boa maneira de pregar uma partida aos nossos ouvidos.
Assim que a voz (e a guitarra elétrica e pedalada) de Miles Michaud e os instrumentais de Matthew Correia (na bateria), Spencer Dunham (no baixo) e Pedrum Siadatian (também na guitarra e nos vocais) se juntam, somos transportados para as décadas douradas dos 60 e dos 70.
De repente, na nossa cabeça, estamos numa estrada de alcatrão derretido, encostados na porta de um cabriolet (hoje retro), com um cigarro na boca e sem um rumo nos pneus do carro. O nosso corpo, porém, permanece onde está – no metro, no comboio, no escritório, na biblioteca, em todo lado… menos num estado da Califórnia que se perdeu em rolos de câmara queimados pela luz solar.
A metafísica da música é um dos fenómenos mais misteriosos do universo.
Mas voltando à Califórnia, mais concretamente ao ano de 2008. Miles, Matthew, Spencer e Pedrum conheceram-se através de uns dos locais de culto musical mais importantes da indústria musical norte-americana, situado no coração da Sunset Boulevard: na Amoeba Music, a maior loja de discos independentes do mundo.
Na verdade, apenas Miles não era funcionário na Amoeba – os restantes membros da banda iam ganhando uns trocos trabalhando nesse paraíso de discos (…que sorte…), mas hoje em dia é como tivesse sido.
Os miúdos – na altura eram miúdos com guitarras nas mãos e poemas na garganta – começaram a tocar, a tocar, a tocar, enquanto se iam inspirando, inspirando, inspirando nas sonoridades mais marcantes da música rock-pop dessas décadas douradas e, apenas em 2011, lançaram a primeira canção de um projeto que já leva 11 anos às costas: “Catamaran/ Long Journey”, que será para sempre uma das maiores pérolas dos Allah-Las.
Os anos foram passando, os álbuns foram sendo lançados e reproduzidos e a banda, mantendo-se fiel a si mesma, nunca largou o «seu» éter musical. Os Allah-Las, talvez por pretenderem alcançar um tempo que já não volta e um espaço que se tornou uma memória turva – o dito «California Myth» -, permaneceram fiéis ao seu estilo musical que, na verdade, não é deles – é de quem o viveu e sentiu na pele.
Hoje em dia, em qualquer contexto criativo, os artistas parecem ser obrigados a perseguir sempre um novo rumo, sempre uma nova raiz criativa; se não seguem e se preferem ficar parados no tempo a recriar criações que há muito foram produzidas por outros artistas, são tomados como pouco «originais». Originalidade também é recriar épocas, sentimentos e momentos passados na mente de quem consome a obra artística. Criatividade também é recriar épocas, sentimentos e momentos passados na mente de quem consome a obra artística. Música também é recriar épocas, sentimentos e momentos passados na mente de quem consome a obra artística.
Os Allah-Las decidem, a cada trabalho que executam, recriar, através da sua música, uma época e uma ecossistema musical que já não volta. Mas não nos podemos esquecer que a metafísica da música é um dos fenómenos mais misteriosos do universo.
Em LAHS, voltamos a viajar no tempo. Já o tínhamos feito em 2012, com o LP Allah-Las. E em 2014, com o álbum Worship The Sun. E também em 2016, aquando do lançamento do terceiro projeto da banda, Calico Review.
Em 2019, voltamos a viajar no tempo e a estrada, quente e deserta, que os Allah-Las alcatroaram nos nossos ouvidos e na nossa cabeça tem 13 faixas, num total de 44 minutos.
Ainda assim, é importante referir que, em LAHS, a banda californiana refinou o seu som, notando-se uma, ainda que leve, evolução e transformação na musicalidade da banda, que parece agora mais própria e madura do que nunca. Assim, LAHS é, sem sombra de dúvida o trabalho mais original da banda de Miles Michaud.
Fumem esse cigarro e entrem no carro, porque temos um longo caminho a percorrer até chegarmos à praia.
O álbum começa com a faixa “Holding Pattern”, sendo uma faixa típica da banda californiana. Típica porque facilmente poderia incorporar os anteriores álbuns da banda, de tão característica que é. Sintam o calor seco da guitarra inicial em “Holding Pattern”.
No fim dos 4 minutos que compõe esta canção sentimos a boca seca e temos sede, mas água é algo que não existe no deserto da Califórnia, nem na musicalidade dos Allah-Las, que fizeram da faixa “Keeping Dry” a segunda do projeto.
A bateria de Matthew Correia em “Keeping Dry” é um dos bons momentos do álbum. Nessa canção, o poder está todo concentrado nos braços do baterista. É Matthew quem decide quando a faixa começa e quando é que a faixa acaba.
Seguem-se as faixas “In The Air” (uma autêntica viagem sonora) e a surpreendente “Prazer Em Conhecer”, que é cantada em português (do Brasil) – sim, na nossa língua. “Prazer Em Te Conhecer” é um dos melhores momentos do projeto. Apesar de tudo, cumpre referir que esta não é a primeira aventura dos Allah-Las pelo universo lexical português: em 2012, no álbum Allah-Las, a banda incluiu o instrumental “Ela Navega”, que foi então a primeira vez que a banda se entregou ao nosso maior tesouro, a língua portuguesa. Em “Prazer Em Te Conhecer” os instrumentais são relaxados e descontraídos; o mesmo dizemos sobre a letra da canção. Esta faixa é um casamento perfeito.
Em “Roco Ono”, faixa inteiramente instrumental, presenciamos o primeiro momento psicadélico do álbum – todos os segundos da canção são uma autêntica mistura de cores e sensações quentes e vívidas.
Seguem-se “Star” (que é uma continuação mais «slow» de “Roco Ono”, onde já se ouve a voz de Michaud), “Royal Blues” (que deixará Haruomi Hosono muito, muito orgulhoso – facilmente percebemos porquê…) e “Electricity” (nessa, devemos atentar nos vocais que sustentam a canção; se os tirássemos, a canção tornar-se-ia num corpo vazio, sem peso).
Os Allah-Las não conseguem produzir uma faixa que não tenha, na base, um instrumental espetacular; acertam sempre em cheio. “Light Yearly” é mais uma prova disso mesmo.
E “Polar Onion” também. Neste momento do álbum, a voz de Miles ganha uma profundidade ainda maior – o seu timbre fica, por momentos, mais profundo do que as águas do Pacífico. “Polar Onion” é uma das cabeças de cartaz de LAHS – talvez por isso tenha sido uma das primeiras faixas a ser lançada (junto com “Prazer Em Te Conhecer” e “In The Air”), sob a forma de single.
As derradeiras canções do projeto assumem uma existência mais calma, mais contemplativa, de certa forma. Estamos quase a chegar ao nosso destino: já vemos o mar, lá ao longe. O depósito está nas últimas e o Sol, que nos esteve sempre a comandar por cima das nossas cabeças, está agora a descansar e a preparar-se para desparecer no horizonte.
“On Our Way” é uma composição bonita, sendo talvez a canção que mais se aproxime da ideia de «balada». “On Our Way” é uma escolha, uma decisão que fazemos no final do dia – para onde vamos agora?… Para Houston?
“Houston” é a penúltima faixa do álbum e é a mais bela. Assume a forma de instrumental e, apesar da falta de palavras em toda a sua completude, esta pode ser a canção que mais nos diz ao longo do processo de audição de LAHS. É bonito quando apenas os instrumentos conversam connosco. Estamos 2 minutos e 13 segundos à conversa com eles, e cada um de nós tem uma conversa diferente – é a magia das composições instrumentais: as notas são iguais para todos os ouvidos, o sentimento delas extraído não.
E assim chegamos à última canção do álbum. “Pleasure”, onde é a vez do espanhol se fazer ouvir. Na última canção do projeto, reencontramos uma sonoridade aventureira e, de certa forma, divertida e cheia de luz, que tão bem marca o processo criativo dos Allah-Las.
LAHS é exatamente aquilo que estávamos à espera. Ainda assim, deixou-nos surpreendidos. Os Allah-Las, nunca deixando cair as suas influências, inovaram, experimentaram, criaram novos sons e, com isso, tiveram sucesso. LAHS é uma experiência refrescante que, para além de ser mais uma prova da qualidade musical dos intervenientes da banda, deixa claro que seguir incondicionalmente uma raiz de influências não nos faz escravos de um único caminho criativo – e neste caso musical.
Em LAHS, os Allah-Las mantiveram-se fiéis às suas influências. E, em LAHS, os Allah-Las inovaram.
Saiam do carro, de qualquer das formas já não temos mais gasolina.
Chegamos.
Não fazia ideia de que o azul do Pacífico era tão azul.
David Bruno – Miramar Confidencial (2019)
O primeiro disco surgiu do nada e despertou analogias a Serge Gainsbourg, este segundo, um ano depois, expande esse universo.
David Besteiro deixou, em 2018, de ser apenas uma das partes do Conjunto Corona e passou a autor a solo com “O Último Tango em Mafamude”, misturando a vida de bairro com o kitsch português da meia branca, a camisa larga aberta até ao peito e o casaco (blazer creme com quadrados verdes) a cheirar levemente a naftalina.
Em “Miramar Confidencial” assume-se mais neste universo. Aqui é Adriano, figura-tipo do português pato-bravo nos anos 90, inspirado em factos reais que pouco importam ao disco, porque a ficção pode ser muito mais interessante que a realidade. David Bruno assume o papel de construtor civil na zona litoral de Gaia e como este personagem recorda os bons anos 90, em que a construção se mistura com a estética de filmes de Steven Seagal.
Mais uma vez entre o pimba e o bom gosto, David Bruno nunca deixa resvalar a ironia e genuíno apreço por esse mundo para o foleiro.
O disco abre com um instrumental onde se destaca um recorrente sample de uma águia retirada a um filme de acção dos anos 90. Mais para a frente vamos voltar a encontrar este som no desenrolar da história. Também como no álbum anterior, tudo isto pode ser acompanhado pelos vídeos no youtube, numa espécie de experiência aumentada onde as referências à região, com bares, locais e até a partes da década, como os Jogos Sem Fronteiras, são quadros do mundo destes personagens.
“Com Contribuinte” é uma ode aos tempos em que o dinheiro abunda e este Adriano aproveita para meter jantares nas contas da empresa. O disco é entrecortado por pausas, onde várias figuras se queixam que o personagem é caloteiro. O tom é amigável de início, com Samuel Úria, e vai piorando ao longo da história/disco, nas outras pausas onde entram Fernando Alvim e Este Senhor (Bondage/Carlos Afonso) que já ameaça com advogados “Espírito Santo style”. O personagem é um burlão que quer uma vida melhor, com lagostim e vista para o mar, como se percebe em “Interveniente Acidental”. Esta faixa com participação de Mike El Nite é quando Adriano vai a tribunal como consequência de tentar “fazer pela vida” por si e pelo seu amor que não compreende o seu estilo de vida e que ele acaba eventualmente por desistir, a favor do trabalho e do dinheiro.
O disco está repleto de momentos cómicos como em “Aparthotel Céu Azul” onde se ouve “Toda a noite Safari cola e Curassã / trinco-te o miolo deixo-te a codeã”. A história é vaga o suficiente para preencher com a nossa imaginação, onde “prostitutas a vereadores” (frase em destaque no vídeo de “M0ita Fl0res”) convivem na discoteca Iodo, com tráficos de influências e a “máfia da construção”. Esta música, com a colaboração de Alferes Malheiro, pseudónimo de Hugo Oliveira, (mais conhecido por outro pseudónimo, Minus & MRDolly) tem o ónus de contar com as frases “Santamaria no auto-rádio o disco é de ouro” e “numa numa ei”, uma mescla de referências pop-pimba que serve de pano de fundo, tal como em “Serenata em Enxo1000” onde Adriano promete tocar “Eros Ramazzotti na viola”.
A guitarra de Marco Duarte, que já era presença fundamental no anterior disco, é aglutinadora e um dos sons mais recorrentes na narrativa; ao lado da voz dá-lhe a pinta necessária, entre solos cheios de eco ou notas que pontuam as canções. O maior defeito é a repetição em algumas músicas, que parecem por vezes semelhantes umas às outras, em andamento ou na repetição constante de uma frase. Este não é de todo algo que nos afaste do disco e fica a ideia de que falta pouco para Miramar Confidencial ser daqueles álbuns de antologia, uma obra de ficção onde vídeo, áudio e texto convivem para dar uma ideia da Gaia litoral nos anos 90, onde há projectos megalómanos de construção com 12 andares, piscina e área de lazer, construtores civis com Fiat Uno e BMW Brancos, Sapateira e Arroz de Tamboril. Um mundo que David Bruno sabe muito bem trabalhar, entre o parolo da meia branca e o irónico que a exibe, sem se perder nas referências e nas piadas, sempre com bom gosto como pano de fundo a contar a história.
BIOGRAFIA DE Chayanne
Chayanne
Chayanne, cujo nome de batismo é Elmer Figueroa Arce (San Lorenzo, 28 de junho de 1968), é um cantor porto-riquenho.
Com dez anos começou em um grupo popular em Porto Rico, Los Chicos. Em 1987 gravou seu primeiro disco solo, Chayanne, com uma cópia em português para o mercado brasileiro. A partir daí, começa a combinar sua carreira de cantor e ator. O cantor participou do filme Dance With Me («No Ritmo da Dança») em 1998, e em 28 de setembro de 2008 ele protagoniza uma minissérie chamada Gabriel – amor inmortal, gravada em Miami para a Mega Films.
Filho de uma professora e um gerente de vendas, ele é o terceiro de cinco irmãos, Atualmente vive nos Estados Unidos da América e é casado com a venezuelana Marilisa Maronese, com quem tem dois filhos: Lorenzo Valentino e Isadora Sofía.
Discografia
- 1984: Chayanne es Mi Nombre
- 1986: Sangre Latina
- 1987: Chayanne '87
- 1988: Chayanne II
- 1990: Tiempo de Vals
- 1992: Provócame
- 1994: Influencias
- 1996: Volver a Nacer
- 1998: Atado a Tu Amor
- 2000: Simplemente
- 2002: Grandes Éxitos
- 2003: Sincero
- 2005: Desde Siempre
- 2005: Cautivo
- 2007: Mi Tiempo
- 2008: De Piel A Piel
- 2008: Chayanne: Vivo
- 2010: No Hay Imposibles
- 2012: A Solas Con Chayanne
- 2014: En Todo Estaré
- 2023: Bailemos otra vez
Compilações
- 2002: Grandes éxitos
- 2005: Desde siempre
- 2008: De piel a piel
- 2014: Personalidad
- 2017: Esencial
Versões
- 1994: Influencias
Em direto
2008: Vivo 2012: A solas con Chayanne
ALBUM DE ROCK PROGRESSIVO
Rick Wakeman - A Gallery Of The Imagination (2023)
Aideia inicial de A Gallery of the Imagination vem da primeira professora de piano de Rick, a Sra. Symes, com quem estudou desde os cinco anos de idade até sua época no Royal College of Music. Ela lhe ensinou que música era como pintar quadros: quando você toca, você está pintando quadros através da música, uma lição importante que Rick nunca esqueceu.
Artista: Rick Wakeman
Álbum: A Gallery of The Imagination
Ano: 2023
Gênero: Progressive Rck
Duração: 53:56
Referência: Discogs
Nacionalidade: Reino Unido
Tendo escrito recentemente uma grande variedade de músicas novas, todas em estilos diferentes, Rick lembrou-se do conselho de seu querido professor e decidiu apresentar as faixas do novo álbum como se fossem fotos de uma galeria. Assim como existem muitos estilos diferentes em uma galeria de arte, também existem muitos estilos musicais diferentes em Uma Galeria da Imaginação. Contém muitas influências progressivas claras, especialmente nos solos de Moog e há também dois números de piano solo, que refletem as raízes clássicas de Rick e mostram influências do período romântico. Igualmente importante é a forte influência melódica e musical em A Gallery of the Imagination, com oito faixas vocais não convencionais, com a distinta música descritiva de Rick cuidadosamente organizada em torno das letras.
Exemplos da variedade contida no álbum são os elementos divertidos mas nostálgicos de A Day Spent on the Pier, uma faixa que descreve o tempo passado na praia, escrita em Southwold e evocada pelas próprias memórias de Rick dos dias felizes da infância que passou. o deslize. em Brighton e Clacton e no Southsea Pier. Rick escreveu The Eyes of a Child pensando em seus treze netos, consciente da responsabilidade de tentar consertar o mundo para as gerações futuras, enquanto o Carnaval Cubano celebra os momentos alegres e divertidos que Rick passou em Cuba com sua banda, o English Rock Ensemble. À medida que os ouvintes fazem um passeio musical pela 'Galeria' de Rick, eles encontrarão mais do que suficiente para despertar a imaginação e criar suas próprias pinturas mentais enquanto ouvem seu novo álbum.
Diz Rick: “Um dos meus grandes amores é ir a museus e galerias de arte e ver todos os diferentes tipos de arte, então pensei, por que não uma galeria de música... a Galeria da Imaginação? os diferentes tipos de música que estão no álbum. É muito diversificado e para mim funciona muito bem porque o conceito mantém tudo junto."
Uma das ideias que Rick gostaria de seguir em torno do lançamento do álbum é que os ouvintes desenhem ou pintem suas próprias imagens ou até mesmo criem esculturas com a música que poderiam, por sua vez, ser exibidas. “É um álbum muito tátil”, explica Rick. "Eu gostaria de sentir que as pessoas podem realmente tocar a música."
A formação de A Gallery Of The Imagination, assim como no álbum anterior de Rick, The Red Planet, conta com o The English Rock Ensemble: o baixista Lee Pomeroy, o guitarrista Dave Colquhoun, o baterista Ash Soan e nos vocais Hayley Sanderson, famosa por seu trabalho como vocalista. . Em Strictly Come Dancing cada artista gravou suas partes individuais em seus próprios estúdios. Junte-se a Rick para um passeio por A Gallery of the Imagination, como ele diz: “uma galeria que pertence a todos”.
https://www.rwcc.com/notices/agoti.php
- Hidden Depths
- The Man In The Moon
- A Mirage in the Clouds
- The Creek
- My Moonlight Dream
- Only When I Cry
- Cuban Carnival
- Just A Memory
- The Dinner Party
- A Day Spent On The Pier
- The Visitation
- The Eyes of a Child
Alinhamento:
- Baixo – Lee Pomeroy
- Bateria – Ash Soan
- Guitarra – Dave Colquhoun
- Voz – Hayley Sanderson
- Teclados – Rick Wakeman
ALBUM DE NEO PROGRESSIVO/ROCK PROGRESSIVO
RPWL - Crime Scene (2023)
Artista: RPWL
Álbum: Crime Scene
Ano: 2023
Gênero: NeoProgressive, Progressive Rock
Duração: 45:05
Nacionalidade: Europa
No novo longa-metragem Crime Scene, esta instituição do art-rock bávaro volta a sua atenção para o mórbido, o perverso, o mau no bom, os abismos do espectro do comportamento humano em toda a sua imprevisível diversidade, que por vezes se apresenta como estranhamente perturbador e conclusivo, se tentarmos compreendê-lo.
Onde termina o amor, onde começa a mania? Pode ser traçada uma linha entre o delírio patológico e a consciência meticulosa e criminosa? Tematicamente, motivos e assuntos como Karl Denke, aquele canibal de Münsterberg, ou o desesperadamente amoroso supervisor doméstico da Flórida, Carl Tanzler, aparecem em Cena do Crime. Estaria além do escopo deste artigo entrar apenas nas histórias malucas de vida dessas duas pessoas. No entanto, se pensarmos que tudo isto é demasiado longe, dois contra-argumentos surgem imediatamente: primeiro, RPWL nunca conheceu limites, pelo menos nenhum que tenha estabelecido para si próprio, e segundo, estes casos realmente aconteceram. Casos que ampliam o conceito de criminalidade tanto quanto RPWL ampliam o conceito de banda de rock, desde sua estreia “God has failed” (2000). Mas eles têm feito isso desde que a banda foi fundada em Freising em 1997
Em seis faixas densamente atmosféricas, RPWL (Kalle Wallner/guitarra, Yogi Lang/vocal, teclados, Marc Turiaux/bateria e Markus Grützner/baixo) embarcaram mais uma vez em jornadas intensivas através de sua própria banda, bem como de suas próprias coleções de discos. . O esforço de comparações é sempre grande, pois afinal este é o 19º lançamento desta banda de sucesso internacional. O guitarrista principal Kalle Wallner acaba de lançar seu elogiado álbum solo Voices e você pode sentir isso literalmente na eloqüência dos solos, que aqui, no entanto, servem claramente à respectiva composição.
Os temas parcialmente mórbidos e sombrios são contrabalançados pelo fuzz da velha escola, o "King of the World" de quase 13 minutos com seu grande regalo estridente e vibrações planas, ou "Life Beyond Control", que com seu uso não convencional certamente deve pertencer até mesmo as peças mais pesadas da discografia do RPWL, eles confessam na Cena do Crime. O ex-Floyd-eleven sabe das eternas comparações, mas aqui o mais tardar é sobre o lado negro da alma, você pode deixar os porcos voarem e alguns criminosos que você preferiria que não estivessem aqui...
“Live in a Cage” leva ao ponto o cálculo do design sonoro sempre meticuloso deste novo álbum RPWL, seguindo perfeitamente “Red Rose”. Band-aid em ferimentos de bala como princípio. Mas o delírio da violência normalizada flutua em tantos lares sob a suposta harmonia que os quatro músicos aqui presentes querem que o ouvinte acredite. Qual é a sensação de não ter nenhum conceito de liberdade, mas o medo de sair da segurança burguesa é maior? Só no ano de confinamento de 2020, a polícia registou mais de 119.000 casos de violência entre parceiros íntimos, 139 dos quais foram fatais, dirigidos em mais de 80% dos casos contra a parceira feminina na relação.
Lista de Temas:
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RETROSPECTIVA: ENIGMATIC OCEAN DE JEAN LUC PONTY, UM CLÍMAX DO JAZZ FUSION
Em 1º de setembro de 1977, Jean Luc Ponty lançou um de seus álbuns mais famosos: ' Enigmatic Ocean '
Em 1977, Jean Luc Ponty já era um músico talentoso e renomado não só da cena Jazz Fusion, com uma extensa carreira que havia começado 15 anos antes, em 1962 com seu álbum ' Jazz Long Player ' (que se as iniciais fossem tiradas, coincide com JLP – Jean Luc Ponty ). Participou de inúmeros festivais de Jazz, tocou com Frank Zappa, Mahavishnu Orchestra, gravou como músico de estúdio com Elton John , etc.
Em 1975 ele havia assinado com a Atlantic Records, que patrocinava e promovia a cena Jazz Rock .
' Enigmatic Ocean ' é o 4º álbum de Ponty pela Atlantic Records, do qual participaram músicos de destaque. Alguns deles já haviam gravado com Ponty antes, como Daryl Stuermer (que no ano seguinte se juntaria a todas as turnês subsequentes do Genesis , junto com Chester Thompson ), Allan Zavod, Ralphe Armstrong , e a adição de Steve Smith na bateria e ninguém menos que Allan Holdsworth na guitarra.
Gravado entre junho e julho de 1977 no Kendun Studios, na Califórnia, ' Enigmatic Ocean ' é considerado um dos mais destacados álbuns de Jazz Fusion , e JLP frequentemente toca peças do álbum até hoje em turnê.
O álbum abre com a breve mas intrigante ' Overture ', antes de passar para um de seus grandes clássicos ' The Trans-Love Express '. A musicalidade e o virtuosismo da banda são de primeira qualidade. Uma delícia para os ouvidos mais exigentes.
A seguir mais um dos clássicos preferidos do público: ‘ Mirage ’. Uma peça magnífica e meditativa, dominada por uma linha melódica fantástica, bem como um solo de violino muito inspirado de JLP .

Mais tarde vem uma suíte de 4 partes intitulada ' Enigmatic Ocean '. Ponty já havia explorado esse formato em seu álbum anterior ' Imaginary Voyage '. E não decepciona. É uma suíte muito elaborada, intensa, com momentos de grande virtuosismo, mas sem perder a musicalidade.
' Nostalgic Lady ', como o próprio nome indica, é uma peça calma e nostálgica. Onde se destacam as vozes polifônicas executadas com teclados, violino e guitarras de Daryl Stuermer e Allan Holdsworth . Os solos de Ponty e Holdsworth são, novamente, extraordinários.
O álbum finalmente nos dá outra suíte, desta vez em 3 partes, intitulada ' The Struggle of The Turtle To The Sea '. Ao contrário de ' Enigmatic Ocean ', uma atmosfera calma e pensativa predomina na música. Destaca-se especialmente o solo de Allan Zavod na primeira parte.
A parte 2 é a mais intensa desta viagem. Enquanto a parte 3 nos traz solos de baixo, guitarras de Daryl Stuermer e Allan Holdsworth , além de bateria. Completando um grande álbum de uma forma excepcional. O fade out nos deixa com vontade de ouvir mais. Como costuma acontecer em álbuns memoráveis.
' Enigmatic Ocean ' alcançou o primeiro lugar nos álbuns de jazz da Billboard em 1977. Um triunfo e um reconhecimento merecido para um álbum de jazz imperdível.
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