quinta-feira, 13 de junho de 2024

ALBUM DE ECLÉTICO PROGRESSIVO - Som Nosso De Cada Dia - A Procura Da Essência Ao Vivo 1975-1976 (2004)

 

 E agora temos que trazer um registo ao vivo gravado entre 1975 e 1976 que veio à luz em 2004 e onde podemos vê-los e percebê-los em plena expansão da sua sonoridade e identidade própria. estilo. Estas gravações são o único documento disponível da lendária banda ao vivo, e isso nos faz ter um pouco de piedade pelo seu pobre som, já que estes discos ao vivo apresentam o grupo em toda a sua glória interpretando seu excelente material, incluindo a versão original completa do “ Suíte Amazônia”. A maioria das músicas são extensas improvisações instrumentais, a maioria com mais de 10 minutos e uma com mais de 17 minutos, mostrando o virtuosismo dos intérpretes em suas mais de duas horas de duração em um lançamento de 2 CDs. A linha dupla do teclado e a guitarra solo excepcional oferecem picos infinitos de energia flutuando em algum lugar entre o início do Pink Floyd e o Weather Report. Esta é uma música fantástica e, apesar das falhas técnicas da gravação, todos os fãs de boa música deveriam estar gratos por ela estar disponível para desfrutarmos. Altamente recomendado!

Artista: Som Nosso De Cada Dia
Álbum: A Procura Da Essência - Ao Vivo 1975-1976
Ano: 2004
Gênero: eclético progressivo
Duração: 02:39:02
Referência: Discogs
Nacionalidade: Brasil


Esses 2 CDs contêm 9 músicas cada, e seriam uma homenagem à música da época, onde as composições apresentam peças instrumentais (principalmente) com muito piano Fender Rhodes e uma seção rítmica muito dinâmica. Soa como uma mistura de fusão/jazz rock e progressivo sinfônico.

O trabalho da guitarra é excelente, variado e poderoso com bom uso da pedaleira. Também temos alguns teclados maravilhosos, combinando tudo, desde sons de cordas e clavinetes no estilo Farfisa até órgãos Hammond e o famoso Minimoog, criando uma experiência musical que será muito antiquada, mas muito agradável.

Infelizmente, a qualidade da gravação está no nível de um bootleg médio. Se você não tem problema com isso, há muito o que curtir, como uma parte que mistura “Starship Trooper” do Yes com um pouco de blues (com gaita) e rock and roll (uma breve improvisação). Em suma, surpresas e coisas agradáveis ​​​​e surpreendentes por toda parte, se você aguentar o mau som geral.






Resumindo, grandes músicos se divertindo muito no palco e fazendo delirar quem os ouvia, só restou isso desses caras e não muito mais, então é obrigatório trazê-los para o blog principal para espanto e diversão de muitos cabeçudos desavisados.

Realmente não consegui achar onde ouvir na íntegra, mesmo sendo longo, então você tem o vídeo acima. Claro, sente-se antes de apertar o Play



Track List:
CD 1 O Barulho Terririza 79:23
1. Sinal da Paranóia (10:50)
2. Fragmentações (12:04)
3. Neblina (15:14)
4. Tema da Batera (3:34)
5 . Rara Confluência (11:09)
6. Bote Salva Vidas (13:22)
7. Tinta Preta Fosca (Bem no Fim) (8:09)
Bonus (Soundcheck)
8. Blues da Gaita (3:11)
9. Improvisado (1:38)

CD 2 Cuidados como Verdi 79:39
1. Bote Salva Vidas (12:10)
2. Sonhas Paulinho (9:04)
3. Tinta Preta Fosca (Bem no Fim) (6:01)
4. Água Limpa (7:34) )
5. Fragmento Instrumental (2:15)
6. Tema da Bateria (5:35)
7a. Blues do Verdi & b. Voando a 10,000 por Hora (17:20)
8. Rajada Runaway (10:50)
9. Sinal da Paranóia (8:45)

Formação:
- Pedrão Baldanza / baixo, voz, baixo Fender Jazz 64
- Pedrinho Batera / bateria , voz, bateria Ludwig, bateria Moog
- Egidio Conde / guitarra Gibson ES-335, Fender Stratocaster
- Dino Vicente / teclados, Hammond Organ B3, ARP Odyssey, Moog 15, piano elétrico Fender Rhodes
- Tuca Camargo / teclados, piano elétrico Fender Rhodes , Minimoog, clavinete
- Rangel / percussão

DE Under Review Copy (CABEÇAS DE GADO)

 

CABEÇAS DE GADO

Naturais de Matosinhos e constituídos, na sua fase de maturidade, por Filipe Varejão (guitarra solo, futuro Western X e Los Gringos), Filipe Santos (bateria), Gil Rocha (baixo, contrabaixo), Pedro Moreira (voz, harmónica, futuro Western X e Los Gringos) e Tozé Ferreira (guitarra ritmo), os Cabeças de Gado surgiram em Junho de 1988 com a forte desígnio de tocar rock and roll e rockabilly em português com algumas covers em inglês. Em Novembro de 1990 o line up original do grupo sofreu algumas alterações com a entrada de António José Ferreira (guitarra) e Pedro Moreira (voz). Com a formação remodelada, o grupo ganhou um alento extra e mais profissional dando concertos um pouco por todo o país nos circuitos mais dedicados ao rockabilly e rock and roll. Em Maio de 1996 dão por encerradas as suas actividades. Este facto não os imediu de se juntarem pontual e esporadicamente para matarem saudades realizando alguns concertos, tendo o mais importante sido realizado em Dezembro de 2001 em Matosinhos. Pelo grupo passaram, ao longo da sua existência, cerca de 12 músicos.

COMPILAÇÕES

 
PORTUGAL ROCKERS [CD, Metralha, 1995]

THIRD DETROIT NOISE [CD, USA, 2000]



DE Under Review Copy (BYPASS)

 

BYPASS

Formados em 1997, Os Bypass são o resultado de uma evolução e amadurecimento do trabalho desenvolvido pelos seus componentes: Bruno Coelho (bacteria, percussões), Eduardo Raon (guitarra, percussões), Miguel Menezes (guitarra, voz) e Rui Dias (baixo, teclas). Possuidores de uma sonoridade densa e marcadamente urbana, os Bypass buscam nas suas composições o equilíbrio musical e a riqueza tímbrica de instrumentos vários e artefactos diversos. Actuaram um pouco por todo o país, com destaque para as aparições nos Festivais "Cais Do Rock" (Póvoa Do Varzim), "Paredes De Coura 1999 e 2001", "Música Moderna Rockastru´s" (Esposende), "Termómetro Unplugged 2000" (Porto) e "Sudoeste 2002" (Zambujeira Do Mar). Em qualquer destas actuações foi possível constatar a forma enérgica como os Bypass se entregaram em palco, à música e ao público. Em Janeiro de 2002 Os Bypass editaram o seu primeiro registo discográfico com excelentes criticas por parte da imprensa escrita e radiofónica. Na Mesma altura foi lançado o video-clip do Tema "(I Need) Words".. Comungando todos os elementos do grupo de formação musical clássica, conseguiram também coincidir gostos e desde cedo estabelecer entre si uma forte empatia musical. À teoria souberam apor a experimentação, num jogo de forças permanente que veio resultar neste rock de texturas densas, essencialmente instrumental, minucioso, laboratorial e deliciosamente abundante nos timbres. Para o estúdio, tal como já acontecia antes nos palcos, levaram várias dezenas de pequenos e grandes instrumentos, alguns deles criados pelos próprios como uma lapsteel guitar. A comparação com o pós-rock de Chicago dos anos 90 e com o som de outros grupos da então influente Thrill Jockey, que muitos identificaram de imediato, nunca foi inadequada, mas a maior parte dos temas que respondiam a essa observação tinham sido, curiosamente, criados antes de qualquer elemento tomar conhecimento com o que os Tortoise ou os Trans Am andavam a fazer…

DISCOGRAFIA

 
BYPASS [CD, Metrodiscos, 2001]

 
MIGHTY SOUNDS PRISTINE [CD, Bor Land, 2006]


AIRPORTS EP [MP3, Optimus Discos, 2010]

 
LIKE MICE AND MOUSE [CD, Raging Planet, 2010]

COMPILAÇÕES

 
CAIS DO ROCK 04 [CD, Low Fly Records, 2002]

 
YOUR IMAGINATION [CD, Bor Land, 2002]

 
CAN TAKE YOU WHERE YOU WANT [2xCD, Bor Land, 2005]


PRESS PROMO 2006 [CDR, Bor Land, 2006]

 
GOTH N ROCK 02 [CD, Raising Legends, 2010]


“I Am” (ARC/Columbia,1979), Earth, Wind & Fire

 


Em junho de 1979, o lendário grupo americano Earth, Wind & Fire lançou seu nono álbum de estúdio, I Am. Este lançamento foi um momento crucial na carreira da banda, vindo após uma série de álbuns bem-sucedidos que firmaram sua reputação como pioneiros da música funk, soul e R&B. Em meio à era disco, que atingia seu auge no final dos anos 1970, I Am destacou a capacidade de Earth, Wind & Fire de adaptar seu som enquanto mantinham sua marca registrada.

Com I Am, Earth, Wind & Fire realizou uma transição notável em direção a ritmos mais dançantes e influenciados pelo disco, ao mesmo tempo em que mantinham sua fusão característica de funk, soul, jazz e influências africanas. O álbum exibe uma produção exuberante, arranjos de metais intricados, ritmos contagiantes e harmonias vocais envolventes. Apesar de suas inclinações disco, I Am também incorpora elementos de pop, funk e até mesmo toques de música eletrônica, refletindo a diversidade musical da época.

A faixa de abertura, "In the Stone", estabelece o tom com seu groove contagiante e letras inspiradoras, celebrando a resiliência do espírito humano. É um chamado para a ação, convidando os ouvintes a se entregarem à música e ao poder transformador do amor. Seguindo adiante, "Can't Let Go" diminui o ritmo, explorando temas de saudade e desejo com a emotiva entrega vocal de Phillip Bailey, enquanto "After the Love Has Gone" nos leva por uma jornada emocional de desgosto e resiliência, tocando profundamente os corações dos ouvintes com sua poesia melancólica.

Apresentação do Earth, Wind & Fire no Madison Squaree Garden,
em Nova York, em outubro de 1979.

"Let Your Feelings Show" injeta uma dose revigorante de energia disco, incentivando os ouvintes a se expressarem livremente, antes de sermos transportados para "Boogie Wonderland", uma colaboração vibrante com o grupo vocal The Emotions, que nos leva a uma viagem de êxtase e escapismo na pista de dança.

"Star" emerge como uma mudança de tom sutil, introduzindo-nos a um mundo de melodias etéreas e letras introspectivas. Sob a liderança magistral de Maurice White, os vocais transcendem, navegando habilmente por uma paisagem sonora hipnotizante que captura a imaginação do ouvinte.

"Wait" atua como uma ponte emocional, destacando a profundidade musical e a narrativa envolvente do Earth, Wind & Fire. Maurice White conduz os ouvintes por uma jornada de reflexão e esperança, enquanto os arranjos intricados da banda adicionam camadas de complexidade e emoção à experiência auditiva.

A energia contagiante da faixa instrumental "Rock That!", traz um impulso final ao álbum, incitando os ouvintes a dançarem com seu funk de alta octanagem. "You and I", a bela conclusão deste álbum emocionalmente carregado, nos conduz por uma jornada de amor e conexão, tocando os corações dos ouvintes com sua entrega apaixonada.

No final das contas, I Am é mais do que apenas um álbum; é uma prova do poder duradouro da Earth, Wind & Fire. Com ritmos contagiantes, letras sinceras e performances dinâmicas, esta obra-prima do disco-funk é um testemunho do legado musical da banda e continua a ressoar com o público em todo o mundo.

Faixas

Lado 1

1."In the Stone" (Maurice White, Allee Willis, David Foster )

2."Can't Let Go" (Billy Meyers, Maurice White, Allee Willis)

3."After the Love Has Gone" (David Foster, Jay Graydon, Bill Champlin)

4."Let Your Feelings Show" (Maurice White, Allee Willis, David Foster)

 

Lado 2

5."Boogie Wonderland" (featuring The Emotions) ( Jon Lind, Allee Willis)

6."Star" (Eddie del Barrio, Maurice White, Allee Willis)

7."Wait" (Maurice White, Allee Willis, David Foster)

8."Rock That!" (Maurice White, David Foster)

9."You and I"(Maurice White, Allee Willis, David Foster)


Earth, Wind & Fire:

Philip Bailey (vocais principais, vocal de apoio, congas , percussão)

Maurice White (vocal principal, vocal de apoio, bateria, kalimba)

Larry Dunn (piano acústico, sintetizadores Oberheim , sintetizadores Moog)

Johnny Graham (guitarras)

Al McKay (guitarras)

Verdine White (baixo)

Fred White (bateria)

Ralph Johnson (percussão)

Andrew Woolfolk (saxofone tenor)


"In the Stone"

"Can't Let Go"

"After the Love Has Gone"

"Let Your Feelings Show"

"Boogie Wonderland" (videoclipe oficial)

"Star"

"Wait"

"Rock That!"

"You and I”


Bebel Gilberto - 1986

 


01 - Mais feliz
Dé - Bebel - Cazuza
02 - Nós
Frejat - Cazuza
03 - Amigos de bar
Dé - Bebel - Cazuza
04 - Preciso dizer que eu te amo
Dé - Bebel - Cazuza
05 - Tua na lua
Dé - Bebel - Rachel

Bônus 
06 - Eu Preciso Dizer Que te Amo 
(Gravação de fita cassete com participação de Cazuza)
Dé - Bebel - Cazuza

Músicos
Jorjão Barreto - Dé - Ricardo - Cadu - Pedro Gil - Léo Gandelman - Gerson - Téo Lima - Marçal

*****************************

Nascida em 1966, em Nova York, Bebel é filha de João Gilberto e Miúcha. Não é sem motivo que a sua produção mais conhecida esteja ligada à Bossa Nova e ao Jazz. Esse EP, ou mini LP, é o primeiro registro de Bebel Gilberto em vinil depois da fase infantil (Pirlimpimpim). Gravado quando Bebel tinha 20 anos, há quem afirme que a cantora renegue esse disco, mas aqui há verdadeiras pérolas em parceira com o baixista Dé e Cazuza. Preciso dizer que eu te amo só ganhou notoriedade um ano depois com a gravação de Marina, no LP Virgem. Mas as rádios alternativas, como a Rádio USP tinham-na na programação, assim como Nós e Mais Feliz. Quem conhece Bebel por conta de suas gravações de sucessos da Bossa Nova se surpreenderá com essa fase juvenil.





Rio Acima - 1986 - Marlui Miranda

 



01 - Na asa do vento 
João do Vale - Luís Vieira
02 - Tininim 
Marlui Miranda - Ziraldo Alves Pinto
03 - Morena bonita 
Folclore de Rondônia
04 - Volto pra curtir 
Jards Macalé - Waly Salomão
05 - Lavadeira 
Marlui Miranda - Xico Chaves
06 - Na zagaia 
Marlui Miranda
07 - Do pilá 
Jararaca
08 - Neliandra 
Marlui Miranda
09 - No tempo do espicho 
Marlui Miranda

Músicos
Marlui Miranda - Caíto Marcondes - Sílvio Mazzuca - Sévulo Augusto - Ulisses Rocha - Gil Reyes - José Vicente Ribeiro Xem - Roardo Bernardo - Gerson Frutuoso - João Cuca

**********************

Último disco de canções de Marlui, antes de mergulhar em sua prodigiosa pesquisa sobre a música dos povos originários. Das nove faixas, cinco são e autoria da Marlui.





Erik Satie - 1975 - As primeiras obras para piano (Reinbert de Leeuw)

 


01 - Três Gnossiennes
(Três Cantos de Cnossos, a cidade de Creta)
02 - Petite Ouverture À Danser 
(pequena abertura para dançar)
03 - Prélude De La Porte Héroïque Du Ciel 
(Prelúdio da Porta Heróica do céu)
04 - Danses Gothiques 
Danças góticas)
05 - A L'Occasion D'Une Grande Peine 
(Por ocasião de uma grande dor)
06 - Dans Laquelle Les Pères De La Très Véritable Et Très Sainte Eglise Sont Invoqués 
(naquela em que os pobres da Mui Verdadeira e Mui Santa Igrejasão Invocados)
07 - En Faveur D'Un Malheureux 
(Em consideração a um infeliz)
08 - A Propos De Saint Bernard Et De Sainte Lucie 
(A propósito de São Bernardo e de Santa Lúcia)
09 - Pour Les Pauvres Trépassés 
(Para os pobres que morreram)
10 - Où Il Est Question Du Pardon Des Injures Reçues 
(Onde é questão de perdão às injúrias recebidas)
11 - Par Pitié Pour Les Ivrognes, Honteux, Débauchés, Imparfaits, Désagréables Et Faussaires En Tous Genres 
(Por compaixão, pelos bêbados, pelos indignos, debochados, imperfeitos, desagradáveis e falsários de modos os gêneros)
12 - En Le Haut Honneur Du Vénéré Saint Michel, Le Gracieux Archange 
(Em alto louvor do venerável São Miguel, o gracioso Arcanjo )
13 - Après Avoir Obtenu La Remise De Ses Fautes
(Após haver obtido o esquecimento de suas culpas)

***************************

Erik Alfred Leslie Satie (1866-1925) foi uma figura controversa da música erudita francesa. Citado por Debussy e Ravel, foi pioneiro de novas ideias, superando o romantismo, equilibrando a razão e a emoção em suas composições inspiradas na síntese entre os cantos da Idade Média e a música do pré-impressionismo. Suas composições, ainda hoje, são utilizadas em diversas trilhas sonoras do cinema e de peças comerciais.






Destaque

We All Together - We All Together (1973)

  Continuamos com o melhor do rock peruano e agora vamos apresentar um pilar do rock melódico daquele país, enquanto a Wikipédia nos conta u...