terça-feira, 23 de julho de 2024
Neste dia, em 1979, o single "The Nips Are Getting Bigger" estreou nas paradas australianas em #84 (23 de julho)
Neste dia, em 1979, o single "The Nips Are Getting Bigger" estreou nas paradas australianas em #84 (23 de julho)
A canção do Martin Plaza foi o primeiro single do LP "Get Wet", e subiu para #16 nas paradas australianas.
Um clássico do pub rock australiano!
Em Julho de 1978, o single "Still The Same" de Bob Seger & the Silver Bullet Band atingiu o pico na Billboard Hot 100 dos EUA em #4 (22 de julho)
Em Julho de 1978, o single "Still The Same" de Bob Seger & the Silver Bullet Band atingiu o pico na Billboard Hot 100 dos EUA em #4 (22 de julho)
De acordo com Songfacts, Seger diz que não se trata de uma pessoa específica, mas sim de um composto de "Type A, superando" pessoas que ele encontrou, particularmente em Hollywood, onde ele viveu por alguns meses enquanto gravavava o álbum "Stranger In Town".
Seger contou a Bob Costas sobre o tipo de pessoa nesta música: "Eles são apenas muito carismáticos, mas têm falhas tremendas, mas parte do apelo é o carisma.
Você ignora tudo por causa do carisma.
Isso é um dom e uma maldição. "
A música alcançou o #4 nos EUA e Canadá, #13 nos Países Baixos, #18 na Áustria, #20 na Nova Zelândia, #22 na Bélgica, #23 na Austrália e #30 na Alemanha.
Em Julho de 1979, o single "Driver's Seat" do Sniff 'n' the Tears estreou na Billboard Hot 100 dos EUA na #82 (21 de julho)
Em Julho de 1979, o single "Driver's Seat" do Sniff 'n' the Tears estreou na Billboard Hot 100 dos EUA na #82 (21 de julho)
A nova faixa de rock também chegou ao #13 na Austrália, #15 nos EUA, #17 no Canadá e #20 na Nova Zelândia.
"Foi um grande sucesso em todos os lugares exceto a Grã-Bretanha", refletiu o cantor/guitarrista Paul Roberts para a Mojo em 2011.
“A Grã-Bretanha é perversa em alguns aspectos, mas teve muita reprodução de rádio.
Fomos acusados de roubar Dire Straits. Nunca entendi isso, mas acho que foi mais que nós éramos diferentes da cena pós-punk.
Esta semana, em 1974, o single "Can't Get Enough" da Bad Company estreou nas paradas australianas em #85 (22 de julho)
Esta semana, em 1974, o single "Can't Get Enough" da Bad Company estreou nas paradas australianas em #85 (22 de julho)
"Can't Get Enough" foi escrita pelo guitarrista Mick Ralphs quando ele ainda estava com Mott the Hoople, mas a banda (ou sua gravadora) rejeitou-a. Quando ele se juntou à Bad Company, eles ficaram mais do que felizes em gravar a música.
Foi o primeiro e o mais alto single lançado pela Bad Company.
Foi a primeira faixa do seu álbum de estreia auto-intitulado "Bad Company", que chegou ao #1 na parada de álbuns da Billboard.
Neste dia, em 1979, o single dos The Night "Hot Summer Nights" estreou nas paradas australianas em #87 (23 de julho)
Neste dia, em 1979, o single dos The Night "Hot Summer Nights" estreou nas paradas australianas em #87 (23 de julho)
O cover da canção de Walter Egan de 1978 tornou-se um grande sucesso na Austrália, atingindo o #3 e também alcançou o #13 na África do Sul, #18 nos EUA, #21 nos Países Baixos, #23 no Canadá e #28 na Nova Zelândia.
A música do álbum de estreia auto-intitulado seria o seu maior sucesso, e depois de mais um álbum, a banda separou em 1982.
Nelson Gonçalves - Noel Rosa na Voz Romântica de Nelson (1955)
Em 1955, o gaúcho Antônio Gonçalves Sobral já era Nelson Gonçalves – ou seja, um dos maiores e mais populares cantores do Brasil naqueles anos dourados – quando foi convidado a gravar álbum com o cancioneiro do compositor carioca Noel Rosa, um dos pilares do samba da cidade do Rio de Janeiro (RJ) quando, ao longo dos anos 1930, o gênero viveu processo de transição do morro para o asfalto.
Faixas do álbum:
01. Último Desejo
02. Feitiço da Vila
03. Com Que Roupa
04. Coração
05. Quando o Samba Acabou
06. Palpite Infeliz
07. Silêncio de Um Minuto
08. Só Pode Ser Você
Nelson Gonçalves - O Tango na Voz de Nelson Gonçalves (1956)
Segundo LP do Nelson Gonçalves, lançado em 1956 pela RCA. Destaque para a canção "Carlos Gardel".
Faixas do álbum:
01. Palhaço
02. Carlos Gardel
03. Hoje Quem Paga Sou Eu
04. A Média Luz (A Meia Luz)
05. Sempre E Carnaval (Siempre Es Carnaval)
06. O Ultimo Tango
07. Estaçao Da Luz
08. Vermelho 27
09. Amarga Confissao
10. Estrelas Na Lama
11. Carmem
12. Esta Noite Me Embriago (Esta Noche Me Emborracho)
segunda-feira, 22 de julho de 2024
Review: Santana – Abraxas (1970)

A riquíssima variedade de sons da América Latina entrou de sola no universo do rock internacional nos anos 1970 com um virtuoso da guitarra vindo diretamente do México chamado Carlos Santana. Com um swing repleto de referências de ritmos latinos como salsa e mambo, acrescentadas com a liberdade do jazz e a carga pesada do blues, o mexicano consolidou neste seu segundo disco a épica atuação no Festival de Woodstock de agosto de 1969, com um som mais maduro e com um direcionamento que o diferenciava das demais bandas da época. Abraxas, palavra utilizada dentro do universo gnóstico cujas sete letras representam cada um dos sete planetas, é um marco da influência latina no rock tão importante quanto “La Bamba”, aquela dançante canção folclórica mexicana adaptada em 1958 pelo genial Ritchie Valens.
O mundo do rock sentia e aceitava novamente o peso latino mesclado com guitarras afiadas, e para alcançar esta sonoridade o jovem guitarrista selecionou apenas gente que sabia o que estava fazendo: o sensacional tecladista/pianista/organista Gregg Rolie, o baixista David Brown (que segura a bolacha toda com maestria, e olha que manter a pegada groove de algo tão latino e jazzístico como o que foi feito neste disco não é para qualquer um), a locomotiva Michael Shrieve na bateria (que ficou igualmente famoso tanto quanto Santana pelo filme de Woodstock durante o seu épico solo em “Soul Sacrifice”) e a seção rítmica formada pela dupla José "Chepito" Areas e Michael Carabello, ambos responsáveis pelos timbales, congas e todo o tempero das músicas.
A instrumental “Singing Winds, Crying Beasts” abre de maneira climática o disco com pequenas entradas lisérgicas de órgão e guitarra com um insistente ritmo percussivo ao fundo - tudo com um tranquilo piano elétrico fazendo a cama. De maneira irônica é o baterista Mike Shrieve quem recebe o crédito exclusivo para esta canção, mesmo ela tendo pouca bateria, e a percussão é executada pelas congas e timbales de Carabello e Chepito. Seja como for, a música vai abrindo espaço para a primeira paulada do disco: “Black Magic Woman/Gypsy Queen”.
O grande sucesso do álbum traz a fórmula que consagraria Santana de vez: percussão com sotaque espanhol e um ritmo bluesy marcado pelo baixo classudo de Brown, que serve para o mestre solar por diversas vezes de maneira espontânea e criativa, abusando de acordes, power chords e muita distorção. Quem canta na canção é Gregg Rolie, que mandou muito bem ao assumir a responsabilidade de imortalizar a faixa.
O que pouca gente se lembra (ou sabe) é que “Black Magic Woman” é uma releitura de uma composição de 1968 do Fleetwood Mac, escrita pelo seu guitarrista e fundador Peter Green: um blues chamado “I Loved Another Woman”. Santana ainda acrescentou no trecho final da música um instrumental chamado “Gypsy Queen”, composto pelo guitarrista húngaro de jazz Gabor Szabo. Essa mistura de jazz com blues para duas criações de terceiros adaptadas e unificadas pelos ritmos latinos rendeu a Santana uma das maiores músicas de todos os tempos.
A instrumental “Singing Winds, Crying Beasts” abre de maneira climática o disco com pequenas entradas lisérgicas de órgão e guitarra com um insistente ritmo percussivo ao fundo - tudo com um tranquilo piano elétrico fazendo a cama. De maneira irônica é o baterista Mike Shrieve quem recebe o crédito exclusivo para esta canção, mesmo ela tendo pouca bateria, e a percussão é executada pelas congas e timbales de Carabello e Chepito. Seja como for, a música vai abrindo espaço para a primeira paulada do disco: “Black Magic Woman/Gypsy Queen”.
O grande sucesso do álbum traz a fórmula que consagraria Santana de vez: percussão com sotaque espanhol e um ritmo bluesy marcado pelo baixo classudo de Brown, que serve para o mestre solar por diversas vezes de maneira espontânea e criativa, abusando de acordes, power chords e muita distorção. Quem canta na canção é Gregg Rolie, que mandou muito bem ao assumir a responsabilidade de imortalizar a faixa.
O que pouca gente se lembra (ou sabe) é que “Black Magic Woman” é uma releitura de uma composição de 1968 do Fleetwood Mac, escrita pelo seu guitarrista e fundador Peter Green: um blues chamado “I Loved Another Woman”. Santana ainda acrescentou no trecho final da música um instrumental chamado “Gypsy Queen”, composto pelo guitarrista húngaro de jazz Gabor Szabo. Essa mistura de jazz com blues para duas criações de terceiros adaptadas e unificadas pelos ritmos latinos rendeu a Santana uma das maiores músicas de todos os tempos.

A versão do guitarrista para o clássico do maestro Tito Puente, “Oye Como Va”, é outra que se destaca e muito neste disco - com letra em espanhol e uma série de batucadas que parecem evocar alguma entidade maia. Santana honrou o DNA da salsa, que estava em alta com artistas como o próprio Tito Puente, Willie Colón e Hector Lavoe. O som afro-cubano que Shrieve e a dupla de percussão fornecem dá o contrapeso fundamental para a magia da faixa, sem contar que é praticamente impossível tirar o som do órgão da cabeça, principalmente no solo, que é pra lá de inspirado.
A magia do jazz corre solta na pesada “Incident at Neshabur”, mostrando que Carlos Santana realmente se cercou de profissionais do mais alto quilate para desfilar ao seu lado. Nem precisa dizer que nesta instrumental, que alterna momentos de improvisação com trechos mais pesados, é o solo de Santana que pede passagem e se destaca. É um dos pontos altos do disco se desconsiderarmos as canções que fizeram sucesso instantaneamente (“Oye Como Va” e “Black Magic Woman”) e é pedida fácil para quem adora boa música.
E o álbum segue com a rápida “Se a Cabo”, outra instrumental com pegada latina e distorção de sobra (e que saiu com a grafia errada no LP, uma vez que o correto em espanhol seria “Se Acabó”), e a agitada “Mother's Daughter”, cujas guitarras tem uma clara influência de Jimi Hendrix em determinados momentos e deslizam com um riff criativo. A genial letra parte do ponto de vista de um homem que não suporta mais ser maltratado pela sua namorada. No final da história, como vingança, o cidadão acaba tendo um caso com a mãe da menina.
Quando chegamos na delicada e emocionante balada instrumental “Samba Pa Ti”, a coisa fica mais séria e Santana envolve a todos nós em uma atmosfera tranquila e emotiva, com uma pegada soft blues. As seis cordas praticamente choram uma das melodias mais reconhecíveis do guitarrista, fazendo desta composição uma grande pérola, séria candidata à melhor música do disco. Em novembro de 2008, Santana declarou para a revista Mojo que estava em sua casa quando escutou a música pela primeira vez na rádio, e foi neste momento que ele se reconheceu como guitarrista autêntico, com o seu próprio DNA sonoro sem a sombra de outras grandes mestres que ele adorava como B.B. King, George Benson e Peter Green.
A magia do jazz corre solta na pesada “Incident at Neshabur”, mostrando que Carlos Santana realmente se cercou de profissionais do mais alto quilate para desfilar ao seu lado. Nem precisa dizer que nesta instrumental, que alterna momentos de improvisação com trechos mais pesados, é o solo de Santana que pede passagem e se destaca. É um dos pontos altos do disco se desconsiderarmos as canções que fizeram sucesso instantaneamente (“Oye Como Va” e “Black Magic Woman”) e é pedida fácil para quem adora boa música.
E o álbum segue com a rápida “Se a Cabo”, outra instrumental com pegada latina e distorção de sobra (e que saiu com a grafia errada no LP, uma vez que o correto em espanhol seria “Se Acabó”), e a agitada “Mother's Daughter”, cujas guitarras tem uma clara influência de Jimi Hendrix em determinados momentos e deslizam com um riff criativo. A genial letra parte do ponto de vista de um homem que não suporta mais ser maltratado pela sua namorada. No final da história, como vingança, o cidadão acaba tendo um caso com a mãe da menina.
Quando chegamos na delicada e emocionante balada instrumental “Samba Pa Ti”, a coisa fica mais séria e Santana envolve a todos nós em uma atmosfera tranquila e emotiva, com uma pegada soft blues. As seis cordas praticamente choram uma das melodias mais reconhecíveis do guitarrista, fazendo desta composição uma grande pérola, séria candidata à melhor música do disco. Em novembro de 2008, Santana declarou para a revista Mojo que estava em sua casa quando escutou a música pela primeira vez na rádio, e foi neste momento que ele se reconheceu como guitarrista autêntico, com o seu próprio DNA sonoro sem a sombra de outras grandes mestres que ele adorava como B.B. King, George Benson e Peter Green.
Na contramão da delicadeza de “Samba Pa Ti” surge “Hope You're Feeling Better”, com distorções de tudo que é tipo e que nos leva novamente para a bolha roqueira, lembrando que o mundo da música aceita toda e qualquer influência e pode abraçar todos os bons ritmos - o disco tinha partido para a salsa, passou pelo jazz e pelo blues antes de voltar aqui para um som mais agressivo. E para confirmar o que eu acabei de dizer, a seção rítmica do super grupo de Santana fecha os trabalhos com a curtinha “El Nicoya”, uma rápida viagem à América Latina para marcar território e mostrar que a língua espanhola pode sim ter vez no eclético mundo dos rock.
Se tivesse que escolher apenas uma música do disco?
“Oye Como Va” é uma salsa e quem se atreveria a levar este ritmo tão típico de Cuba, Porto Rico e demais países da América Central e do Sul para o universo do rock - e ainda por cima com a letra em espanhol? Pela execução perfeita esta é a escolhida!
Review: Uganga – Servus (2019)

Sempre que ouço um disco do Uganga, fico com a sensação de que precisamos falar mais sobre essa banda mineira. Isso porque o trabalho do grupo é incrível e, no meu ponto de vista, não ganha a atenção e o destaque que merece aqui no Brasil, tanto por parte dos fãs quanto por da mídia especializada. A audição de Servus, novo trabalho dos caras, reativou esse sentimento.
Quinto disco do Uganga, Servus foi viabilizado através de recursos da Wacken Foundation, instituição ligada ao festival Wacken Open Air e que apóia projetos relevantes relacionados à música pesada em todo o planeta, e pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Uberlândia, cidade natal da banda. O álbum traz treze músicas e é o sucessor de Opressor (2014).
Além da sonoridade já conhecida dos fãs, que equilibra elementos de thrash metal e hardcore e conta com letras muito bem escritas e com forte discurso social e contestador, o Uganga soa mais experimental em Servus, explorando aspectos espirituais, místicos e etéreos de sua arte. As canções agressivas despejam riffs e incitam o ouvinte ao banging imediato, enquanto a parte final do disco apresenta composições igualmente pesadas mas que trazem variações muito bem-vindas na parte instrumental, com momentos mais calmos intercalados às onipresentes explosões sonoras. O ápice disso está em “E.L.A.”, praticamente um rap com raízes brasileiras e com a participação da cantora Flaira Ferro.
Servus é mais um capítulo de uma discografia que é uma das mais consistentes do metal brasileiro. Todos os discos do Uganga são ótimos, e a banda segue evoluindo, em todos os sentidos possíveis, a cada novo álbum.
Pra fechar, não dá pra encerrar esse review sem elogiar a linda capa, criada por Wendell Araújo.
Se você é fã de metal e de boa música, tem que ouvir e conhecer o Uganga.
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