domingo, 15 de setembro de 2024

A Barca do Sol - Pirata [1979]

 




A1 - Vô Mimbora Pro Sertão
(Domínio Público)
A2 _ Tereza Boca Do Rio
(Geraldo Carneiro, Fernando Carneiro)
A3 - Mercado Das Flores
(Geraldo CarneiroFernando Carneiro)
A4 - Cavalo Marinho
(Cacaso, Fernando Carneiro)
A5- Memorial Day
(Jaques Morelenbaum, Fernando Carneiro)
A6 - Jardim Da Infancia
(Jose R. Resende, Geraldo Carneiro, Fernando Carneiro)
B1 - Desencontro
(João Carlos Pádua, Fernando Carneiro)
B2- Estrêla
(João Carlos Pádua, Fernando Carneiro)
B3 - Manoel
(Geraldo Carneiro, Mauricio Costa)
B4 - Rio Preto
(Alain Pierre De Magalhães)






Rory Gallagher – Live In San Diego '74 (2022)

 

O grupo que presta homenagem a Rory Gallagher, Band of Friends, voltará a visitar-nos em janeiro de 2025. Esta banda é formada por dois músicos que estiveram em digressão com Rory, Gerry McAvoy (baixista) e Brendan O'Neill (bateria). A formação é completada por Paul Rose (guitarra) e Jim Kirkpatrick (guitarra). Isso serve de desculpa para curtir novamente o grande guitarrista irlandês.


Em novembro de 1973, Rory Gallagher lançou "Tatto", um de seus álbuns mais representativos. No início de 74, Rory fez uma turnê pela Irlanda que mais tarde seria imortalizada no álbum duplo, " Irish Tour '74" (1974). Nesse mesmo ano, embarcou numa extensa digressão que passaria por Espanha no mês de maio, apresentando-se em Barcelona, ​​San Sebastián e Madrid. No final do ano, Mick Taylor deixa os Rolling Stones. Em janeiro de 1976, Mick Jagger contratou  Ian Stewart (tecladista) para contatar Rory para um teste. O encontro acontece no  De Doelen Concert Hall, em  Roterdã, onde os Stones preparam sua próxima turnê. Durante três dias, Rory ensaia com a banda sem a presença de Keith Richards. Apesar da harmonia com o grupo, o encontro não dá frutos. Possivelmente Keith não queria competição.


Live In San Diego '74" foi gravado em 8 de fevereiro de 1974 no    San Diego Sports Arena. A gravação foi lançada no  Record Store Day 2022. Naquele ano a banda de Rory era composta por: Rory Gallagher (vocal, guitarra), Gerry McAvoy (baixo), Rod De'Ath (bateria) e Lou Martin (teclado). O “setlist” é composto por três versões e quatro músicas próprias. As sete composições são canções emblemáticas na carreira de Rory. A paixão e a veemência que transmitiu nas suas interpretações foram a sua marca. Nesta ocasião é-me impossível destacar qualquer tema. É hora de aproveitar todos eles, de novo e de novo.

        


Arzachel - Arzachel (1969)

 



Formada em uma das mais efervescentes eras da história do rock, o Arzachel tem sua gênese no ano de 1967, em Londres, após o encontro entre os ainda moleques Steve Hillage e Dave Stewart, colegas de matemática na City Of London School. Rapidamente encontraram eco mútuo em seus gostos musicais e formaram o Uriel, tendo como força motriz a sonoridade psicodélica do underground londrino à época. Foi de efêmera existência, porém, registrando apenas o disco em tela, lançado em 1969, após o fim do grupo, com o nome dos membros oculto sob pseudônimo e já rebatizado como Arzachel, providências estas tomadas, ao que consta, para evitar imbróglios legais. A carreira da banda, afora o disco e algumas apresentações ocasionais em espeluncas underground, constou tão somente de uma participação em um filme de educação sexual (?????), e uma quase jam com Jimi Hendrix, que chegou a ser combinada, mas, infelizmente, não foi levada a efeito. Assim recorda Hillage sobre a gravação: “O disco foi gravado por diversão, na verdade. Alguém nos deu um dia de estúdio e nós simplesmente fizemos um disco psicodélico!”. Verdade ou não, o fato é que, se em um dia de estúdio foram os músicos capazes de registrar essa avantêsmica obliteração sensorial, nem posso cavilar qual seria o hecatômbico resultado malgrado houvesse mais tempo e suporte disponível. Oxalá tenha sido assim, em contrapartida, destarte tendo permanecida intacta a espontaneidade dos músicos. Após o fim do Uriel/Arzachel, Steve Hillage iria compor uma das mais prolíficas formações do Gong e Dave Stewart, juntamente com os membros restantes, Hugo Montgomery Campbell e Clive Burks, formaria o marginalmente famoso Egg.


1. Garden of Earthly Delights
2. Azathoth
3. Queen St. Gang
4. Leg
5. Clean Innocent Fun
6. Metempsychosis

Basil Dowling(Clive Brooks)/drums
Njerogi Gategaka(Mont Campbell)/bass,vocals
Sam Lee-Uff(Dave Stewart)/organ
Simeon Sasparella(Steve Hillage)/guitar,vocals





Barclay James Harvest - Once Again (1971)

 



Banda formada em Oldham (UK) no ano de 1968, com a seguinte formação: John Less (guitarras e vocais), Les Holroyd (baixo, guitarras e vocais), Stewart Wolstenholme (teclados), e Mel Pitchard (bateria).
Seu som é um Crossover Prog, com base no folk, sendo cativante com uma maravilhosa linha melódica.
A banda tem uma importante discografia, sendo que depois de 1999 passaram a existir 2 projetos; BJH featuring Les Holroyd e John Lees Barclay James Harvest.

1. She Said (8:19)
2. Happy Old World (4:39)
3. Song For Dying (5:01)
4. Galadriel (3:14)
5. Mocking Bird (6:38)
6. Vanessa Simmons (3:45)
7. Ball And Chain (4:48)
8. Lady Loves (3:57)
Bonus Tracks on EMI remaster (2002):
9. Introduction - White Sails (A Seascape)
10. Too Much On Your Plate (live in the studio)
11. Happy Old World (quad mix)
12. Vanessa Simmons (quad mix)
13. Ball And Chain (quad mix)

- Les Holroyd / bass, acoustic guitar, lead vocals, keyboards
- John Lees / guitars, lead vocals
- Mel Pritchard / drums, percussion
- Woolly Wolstenholme / keyboards, Mellotron, vocals, guitar





Ginhouse - Ginhouse (1971)

 



Ginhouse foi um power trio formado em Newcastle, onde a banda chamou bastante atenção por tocarem extremamente alto, os músicos eram oriundos de uma banda de blues chamada Household. Em 1971 a banda lança o que seria o seu primeiro e ultimo disco, o auto intitulado “Ginhouse”, fazendo um hard blues com toques do progressivo ao psicodélico, o disco é composto por 10 faixas, entre elas temos uma versão para um musica dos Beatles "And I Love Her", sendo acrescentado mais peso e velocidade em relação a original.
Depois desse disco Geoff Sharkey, vocalista, guitarrista e letrista do grupo, deixa a banda para formar o Sammy, o que ocasionou o fim Ginhouse.

1 Tyne God
2 I Cannott Understand
3 The Journey
4 Portrait Picture
5 Fair Stood The Wind
6 And I Love Her
7 Life
8 The Morning After
9 The House
10 Sun In A Bottle

Stewart Burlison - bass, vocals
Geoff Sharkey - guitar, vocals
David Whitaker - drums





Zingale - Peace (1977)

 



Banda de Israel criada por David Bachar e Yonathan "Johnny" Stern, embora o líder da banda tenha sido o baixista Udi Tamir, que poderia ser considerado a força criativa da banda. A programação foi ampliado com a chegada do baterista David Shanan, guitarrista Barak Efrayim e como mencionado acima, o baixista Udi Tamir ...

Assim, a banda começou a gravar seu primeiro álbum e até o final de 1975, eles conseguiram terminar suas gravações. A maioria das inspirações para a música veio de do Yom Kippur (é um dos dias mais importantes do judaísmo, os judeus tradicionalmente observam esse feriado com um período de jejum de 25 horas e reza intensa), cujas implicações podem ser ouvidos durante a maior parte das faixas do álbum.

Em 1977, o álbum de estréia da banda, intitulado Peace, foi finalmente lançado em uma edição limitada, tornando-se um item de valor para os colecionadores de rock progressivo, sendo sua edição em CD limitada de 750 cópias ...

01.Heroica - 4:19
02.Help This Lonely World - 3:51
03.Carnival - 5:59
04.Love Song - 6:11
05.7 Flowers Street - 2:54
06.One Minute Prayer - 0:47
07.Lonely Violin Crying For Peace - 3:12
08.Stampede - 5:35
09.Soon The War Is Over - 7:53

Bonus

10.Why I Didn't Win The Lottery - 4:28
11.Everything Will Be OK - 3:20
12.Genesis - 4:37
13.Good To Be Together - 4:39
14.Party Inside - 2:55
15.Green Scooter On The Way To Asia - 6:18

*David (Hofesh) Bachar - Vocals and harmonica
*Yonatan (Johnny) Stern - Vocasl, 12-string
*Efrayim Barak - Elec. Guitar, Vocals
*Ehud (Udi) Tamir - Bass
*Ady Weiss - Fender Rhodes & more keyboards
*Tony Brower - Violin, Mandolin
*David Shanan - Drums
*David (Dudi) Rosenthal - Synthesizer, Effects & Percussion








BIOGRAFIA DE Django Reinhardt

 



Jean "Django" Reinhardt (Liberchies, 23 de janeiro de 1910 - Paris, 16 de maio de 1953) foi um guitarrista de jazz belga de origem cigana. Considerado um dos melhores e mais influentes guitarristas de todos os tempos, ele também influenciou vários músicos e inovou ao ajudou a criar o estilo gypsy jazz. 

É tido como o pai do jazz na Europa, e também um dos primeiros músicos não negros nesse estilo musical. De descendência cigana, Reinhardt nasceu na Bélgica e acompanhou sua caravana até chegar aos arredores de Paris. Nessa cidade, começou a tocar banjo logo aos doze anos na vida noturna. Em sua primeira gravação conhecida (de 1928) ele toca o banjo. Após um incêndio no mesmo ano, ele perdeu a mobilidade de dois dedos da mão esquerda, o que o forçou a desenvolver uma técnica própria. Fez sucesso posteriormente com o Quintette du Hot Club de France; com o início da Segunda Guerra Mundial, o grupo se separou. Django faleceu em 1953, vítima de uma hemorragia cerebral.

Biografia.

Infância e Juventude.

Django Reinhardt nasceu em Liberchies, na Bélgica, próximo da fronteira com a França, em 23 de janeiro de 1910. Seus pais, Jean-Eugène Weiss e Laurence Reinhardt, ciganos, o criaram em meio ao seu acampamento. Sua casa era pequena, de madeira e tinha rodas. Em 1915, seu pai abandonou a família, deixando a mãe de Django e seus os dois irmãos menores, Joseph e Sara. Quando Django tinha dez anos, depois de já haver morado em vários outros lugares, entre eles a Itália e França, a sua família mudou-se para as proximidades de Paris. A cidade ainda era protegida por fortificações; fora delas a caravana de Django se instalou, em uma região pobre conhecida como la Zone. 

Com doze anos, ele ganhou de um vizinho seu primeiro instrumento musical, um banjo. Ele já demonstrara interesse musical anteriormente. Mesmo sem estudo, ele aprendeu rapidamente a tocar observando e interagindo com outros músicos da comunidade também aprendeu a tocar violino, cimbalo e piano. Com doze anos, Reinhardt começou sua carreira musical, tocando com o acordeonista italiano popular Vétese Guérino em uma casa de dança.

Posteriormente, ele ainda tocaria com Maurice Alexander, Fredo Gardoni, Jean Vaissade e Marceau Verschueren. Por volta de 1926, Django desenvolveu interesse em jazz e em compositores clássicos como Bach, Debussy, Stravinsky e Maurice Ravel. 

"Você poderia ir com Django a uma apresentação da sinfonia mais complexa, e ele apontaria quaisquer erros que possivelmente teriam ocorrido durante a execução." 

Django Reinhardt nunca aprendeu a ler nem escrever. Sendo assim, nunca teve uma educação clássica musical. Contudo, segundo Stéphane Grappelli, violinista e seu posterior companheiro musical, ele tinha uma ótima percepção musical. 

Em junho de 1928, gravou com o acordeonista Jean Vissade; Django tocou banjo e assinava a gravação com "Jiango Reinhardt". Pelo trabalho, ele recebeu quinhentos francos. Em outubro, gravou com Victor Marceau, também acordeonista, tocando banjo e assinou como "Jeangot".

Incêndio.

Em 2 de novembro de 1928, Django teve sérias queimaduras após um incêndio em sua casa. Ao chegar à noite em casa, depois de tocar em um clube, ele acidentalmente começou o fogo ao aproximar uma vela de flores artificiais de papel e celulose confeccionadas por sua primeira esposa, Bella, as quais deveriam ser vendidas na manhã seguinte. Sua mão esquerda e sua perna direita foram seriamente afetadas. Ele teve de ficar dezoito meses sem movimentar a perna, e teve risco de amputação nos primeiros tempos. Seus dedos mínimo e anelar perderam mobilidade, o que o impediu de usá-los para tocar; o calor do fogo prejudicou os tendões desses dois dedos; os médicos disseram-lhe que ele não mais poderia tocar guitarra. Durante a recuperação, Reinhardt ganhou uma guitarra de seu irmão e desenvolveu um jeito próprio de tocar, utilizando os dedos anelar e mínimo para tocar somente acordes e os outros para realizar solos. Reinhardt voltou a andar com ajuda de uma bengala.

Quintette du Hot Club de France e Outras Gravações.

Em maio de 1931, Django já havia recomeçado a tocar e acompanhou Louis Vola, também acordeonista, desta vez tocando guitarra. A orquestra de Vola, da qual Reinhardt fazia parte, se apresentou no mesmo ano em Pal Beach, em Cannes, no verão do mesmo ano. 

Entre os músicos que Reinhardt ouvia nesta época, estavam Eddie Lang e Joe Venuti, Louis Armstrong e Duke Ellington, todos expoentes do jazz da época, sendo o primeiro um guitarrista. Mesmo que ainda não tocando somente jazz - ele também tocava em clubes russos e bandas de música dançante - Django começou a ser reconhecido pelo seu talento de tocar e improvisar. Isso fez com que ele frequentasse círculos sociais de artistas, escritores, músicos e poetas. Contudo, seu comportamento nunca chegou a se adequar completamente ao novo modo de vida, visto que ele não acabara ainda completamente com o estado de nomadismo dos anos iniciais de vida. 

O gosto de Reinhardt pelo jazz levou-o a encontrar-se com o violinista Stéphane Grappelli, em 1933; o músico de formação clássica trabalhava tocando em cabarés parisienses e fazendo o fundo musical de filmes mudos e que recém havia voltado de uma turnê na Argentina. A colaboração entre Reinhardt e Grappelli foi esporádica no início. Faziam alguns sessões de jams ou sessões de estúdio de big bands. Pelo final de 1933 e início de 1934, Django acompanhava a orquestra do arcodeonista Jean Sablon e a de André Eykan; com a do último, excursionou pela Costa Azul; uma gravação com o grupo em 16 de janeiro de 1934 marcou a primeira parceria musical efetiva e gravada entre Reinhardt e Grappeli. Django também acompanhava os grupos de Germaine Sablon e Michel Warlop, eventualmente tocando junto com Grappeli - este ainda tocava principalmente piano. 

Uma outra oportunidade quando Pierre Nourry e Charles Delaunay, líderes do Hot Club de France, fundado em outubro de 1932, convidaram Reinhardt para tocar com eles em 1934. O Hot Club, então fez uma audição na gravadora Odéon, mas ela rejeitou-os sob a alegação de ser "muito moderno". Uma gravação não lançada por aquela gravadora apresentava a formação do grupo com Stéphane Grappelli no violino, Django Reinhardt na guitarra solo, Joseph Reinhardt, seu irmão, e Roger Chaput nas guitarras rítmicas e Louis Vola no contrabaixo e Bert Marshall no violoncelo. 

Em dezembro de 1934, contudo, o grupo tocou no Ecole Normale de Musique, o que marcou o início do Quintette du Hot Club de France. À época, juntamente com críticas positivas, houve críticas negativas, dizendo que Reinhardt era "um palhaço com um bandolim" e que soava "muito cigano". O concerto em geral agradou e uma nova data foi marcada para fevereiro do ano seguinte. 

A formação mais famosa da banda contava com Roger Chaput, Joseph e Django Reinhardt nas guitarras (sendo os dois primeiros nas guitarras rítmicas), Stéphane Grappelli no violino e Louis Vola no contrabaixo. Quatro canções foram gravadas pelo conjunto no final de dezembro pela Ultraphone com essa formação: "Dinah", "Tiger Rag", "Oh Lady be Good" e "I Saw Stars". Algumas distribuições traziam o nome de Reinhardt como "Django", e outras como "Djungo". Em janeiro de 1935, a revista Jazz-Tango observou: "Django Reinhardt (porque esta é a correta escrita de seu nome) é comparável aos melhores instrumentalistas americanos". Django ainda continuou gravando com Jean Sablon, Guy Paquinet e Michel Warlop. Assim, quando Coleman Hawkins tocou com este último, em março de 1935, Django fez parte da formação. 

"Quatro gravações recém foram conhecidas e provam incontestavelmente que os franceses podem produzir primeira classe de música. Elas são tocadas pelo Quinteto Hot Club de Django Reinhardt, uma instrumentalidade apenas de cordas. E eles não são apenas sensacionalmente surpreendentes, nesse mais alto grau, mas representam algo original, ainda completamente satisfatório, na arte do hot rhythm." 

No disco gravado em março de 1935, apareciam as canções "Lily Belle May June", "Sweet Sue, Just You", "Confessin'" e "The Continental". Em abril, julho e setembro do mesmo ano, lançaram mais discos, todos gravados pela Ultraphone; uma das canções tornou-se uma das mais conhecidas do grupo, "Djangology". No intervalo entre as gravações, Reinhardt também gravava com outros artistas, como Nane Cholet e Alix Combelle (a presença de Reinhardt nesta última sessão - que não foi lançada ao álbum - é alvo de controvérsia). Após alcançar um relativo sucesso, selos maiores, como Decca, Gramophone, Swing e HMV também lançaram álbuns de 78 rotações do Quintette Hot Club du France. 

O ano de 1936 começou com colaborações de Reinhardt com Jean Sablon e Jean Tranchant. Em abril, o Hot Club gravou novamente, o que se repetiria novamente em outubro; entre as canções, estavam "In The Still Of The Night ", "Georgia on My Mind" e "Nagasaki". Um artigo de junho de 1936 escrito por Edgar Jackson e veiculado na revista The Gramophone, de Londres, dizia que "Reinhardt continua o mesmo mago da guitarra, Grappelli é ainda o único rival de Venuti e um melhor acompanhamento dos instrumentos disponíveis dificilmente pode ser imaginado". Durante todo o ano, Reinhardt fez colaborações com outros músicos e apresentações. 

Em abril de 1937, o Hot Club gravou mais canções, entre elas "Tears". No mesmo mês, Reinhardt gravou novamente com Coleman Hawkins. Em setembro, ele lançou sob o seu nome (sem o Hot Club ou com outro artista no título) "St. Louis Blues" e "Boucin' Around (Rhythm in G Minor)", com acompanhamento de Louis Gaste na guitarra e Eugène D'Hellemmes no contrabaixo. Em novembro e dezembro, o Hot Club du France gravou mais canções, entre elas "Minor Swing" e "My Serenade". 

O grupo fez bastante sucesso na Europa. Um dos motivos para isso foi a combinação de cordas, até então pouco explorada. Musicalmente, o estilo da banda se aproximava muito do swing. Louis Vola, que tocava o contrabaixo, desenvolveu um método de tocar conhecido como "bomba manouche", uma marca do estilo gypsy jazz. Ao mesmo tempo, as duas guitarras rítmicas forneciam uma base regular para a música. Reinhardt e Grappelli faziam os solos.

A Guerra e o Fim do Hot Club.

Quando a Segunda Guerra Mundial estourou, o quinteto estava em turnê no Reino Unido. Reinhardt retornou a Paris, deixando sua esposa para trás. Grapelli permaneceu no Reino Unido durante a guerra. Reinhardt formou novamente o quinteto com Hubert Rostaing no clarinete substituindo o violino de Grappelli. Em 1943, Reinhardt se casou com Sophie "Naguine" Ziegler, em Salbris, com quem teve um filho, Babik Reinhardt, que se tornou um respeitado guitarrista. 

Reinhardt sobreviveu à guerra sem ser preso, ao contrário de muitos ciganos que pereceram nos Porajmos, o assassinato sistemático de várias centenas de milhares de ciganos europeus feito pelo regime nazista. Ele foi alertado dos perigos que ele e seu família corriam, e fez várias tentativas mal sucedidas de fugir da França ocupada. Parte da explicação de sua sobrevivência é de que ele teve a proteção de (sub-repticiamente) nazistas que gostavam de jazz como o oficial da Luftwaffe Dietrich Schulz-Köhn, cujo apelido era "Doktor Jazz". 

Os problemas de Reinhardt duplicaram pelo fato de que os nazistas também desaprovavam oficialmente o jazz. Reinhardt se interessou por outras direções musicais, tentando escrever um réquiem para os ciganos e sinfonia (como ele não sabia escrever música, ele faria improvisações a serem anotadas por um assistente).

Visita aos EUA.

Depois da Guerra, Reinhardt voltou a se juntar a Grappelli na Inglaterra. Foram para os EUA para uma turnê, abrindo apresentações para Duke Ellington, e tocando no Carnegie Hall, com vários músicos e compositores famosos como Maury Deutsch. Apesar do grande orgulho que Reinhardt sentia por tocar com Duke Ellington, ele não estava realmente integrado com a banda, tocava somente alguns acordes no final do show, sem nenhum arranjo especial para ele. Ele estava acostumado com seu irmão, Joseph, carregando seu violão e afinando-o para ele. Supostamente, Django recebeu um instrumento desafinado para tocar. Além disso, ele estava acostumado a tocar com um Selmer Maccaferri, o instrumento que ele tornou célebre, mas pediram que ele tocasse com um novo modelo, com amplificador. Os resultados não foram muito satisfatórios. Ele voltou à França frustrado, mas continuou tocando e gravando muita coisa. 

Django Reinhardt foi uma das primeiras pessoas a apreciar e entender a música de Charlie Parker e Dizzy Gillespie. Ele chegou a procurá-los quando chegou a Nova Iorque, mas infelizmente eles estavam em alguma turnê.

Retorno à Vida Gigana.

Depois de retornar à França, Django passou o resto de seus dias voltando para a vida cigana, com dificuldade de se adaptar à vida moderna. Um dos eventos mais enigmáticos foi quando Reinhardt abandonou, na beira de uma estrada, um carro que havia acabado de comprar porque havia acabado a gasolina. Às vezes Django aparecia para um show e não levava seu instrumento, se mudava de repente para a praia ou para um parque, e às vezes se recusava a levantar da cama. 

O conceito de "Lead Guitar" (Django) e "Rhythm Guitars" (Joseph Reinhardt / Roger Chaput) nasceu no Quintette Du Hot Club De France. Eles usavam suas guitarras para percussão quando não havia percussão de verdade na sessão. Mais tarde ele formou uma nova banda com saxofone, trompete, piano, baixo e bateria. Ele continuou compondo, e é lembrado como um dos mais talentosos guitarristas do Jazz. 

Em 1948, Reinhardt recrutou alguns músicos italianos de jazz (baixo, piano, percussão) e gravou um de seus mais aclamados trabalhos, "Djangology", mais uma vez em parceria com seu compatriota Stephane Grappelli no violino. Entretanto, sua experiência nos EUA havia feito dele uma pessoa diferente da que Grappelli havia conhecido, influenciado principalmente pelo jazz americano. Mas nessa gravação, Django voltou a suas raízes, tocando de novo a acústica Selmer-Maccaferi. Esta gravação foi recentemente descoberta por entusiastas do jazz e está disponível para venda nos EUA e Europa.

Falecimento.

Em 1951 mudou-se para Samois sur Seine, França, perto de Fontainebleau. Ele viveu lá por dois anos até 16 de maio de 1953, quando, retornando da estação de trem de Avon, ele desmaiou devido a uma hemorragia cerebral. O médico levou o dia todo para chegar e Django foi declarado morto ao chegar no hospital em Fontainebleau.

Reinhardt na Cultura Popular.

O filme Sweet and Lowdown, dirigido por Woody Allen, é uma homenagem a Reinhardt. Canções suas também foram usadas em Stardust Memories, do mesmo diretor.

Uma praça em Paris foi batizada com o nome de Django.

Jimi Hendrix nomeou seu grupo Band of Gypsys em homenagem a Reinhardt.

O planeta 94291 Django foi nomeado em homenagem ao guitarrista.

São realizados festivais em homenagem a Django Reinhardt na Itália, Estados Unidos, França, Bélgica e Reino Unido.

O álbum Django e a canção homônima, do grupo The Modern Jazz Quartet é dedicada a Reinhardt.

Django aparece no filme animado As Bicicletas de Belleville.

O guitarrista Carlos Santana assumiu em entrevista ter sido influenciado por Reinhardt. Reinhardt também foi uma influência para os músicos Yehudi Menuhin, Tony Iommi, Julian Bream, Les Paul, Barney Kessel, Chet Atkins, Joe Pass e Gary Moore. Les Paul encontrou, inclusive, Django, em 1951, quando ele estava novamente no acampamento cigano; ele relatou que o música "estava muito deprimido"; eles se encontraram novamente em 1952.

Dentro da linguagem de programação Python, a framework web mais utilizada tem o nome de Django em homenagem ao guitarrista.

Big Big Train – A Flare on the Lens (2024)

 

Em 2023, o Big Big Train foi recebido com entusiasmo pelo público em todo o Reino Unido e Europa, concluindo a turnê com duas aparições triunfantes no Cadogan Hall de Londres. A Flare on the Lens apresenta o show completo da banda no Cadogan da segunda de suas duas noites lá no ano passado e também inclui sete músicas que foram tocadas apenas na primeira noite.
Como tal, o filme em Blu-ray dura cerca de 3 horas e contém nada menos que 17 músicas mais um medley acústico de 3 músicas, incluindo favoritos do catálogo anterior, como East Coast Racer, Hedgerow, Folklore, Judas Unrepentant, Curator Of Butterflies e Victorian Brickwork, tour de force instrumental ao vivo Apollo e os futuros clássicos Love Is The Light e Oblivion.

MUSICA&SOM

Essas duas últimas músicas foram disponibilizadas posteriormente no aclamado álbum de estúdio da banda, 'The Likes Of Us', lançado em março deste ano.
A Flare On The Lens é a visão e o som do Big Big Train de volta a uma curva ascendente e se restabelecendo como uma das bandas ao vivo mais atraentes da cena musical do rock.

CD1:

1. Folklore (Live in London 2023) (7:23)
2. The Connection Plan (Live in London 2023) (4:15)
3. Curator of Butterflies (Live in London 2023) (8:22)
4. Summoned by Bells (Live in London 2023) (10:25)
5. Drums & Brass 2023 (Live in London 2023) (5:35)
6. Love Is the Light (Live in London 2023) (7:02)
7. A Boy in Darkness (Live in London 2023) (8:30)
8. Apollo (Live in London 2023) (8:32)

CD2:

1. Acoustic Medley (Live in London 2023) (13:55)
2. East Coast Racer (Live in London 2023) (16:13)
3. Victorian Brickwork (Live in London 2023) (14:19)

CD3:

1. Oblivion (Live in London 2023) (5:52)
2. Swan Hunter (Live in London 2023) (6:43)
3. Keeper of Abbeys (Live in London 2023) (7:46)
4. Brooklands (Live in London 2023) (13:24)
5. Hedgerow (Live in London 2023) (8:37)
6. Telling the Bees (Live in London 2023) (7:30)
7. Judas Unrepentant (Live in London 2023) (8:00)

Guru Guru – Globetrotter (2024)

 

Nas últimas cinco décadas, os pioneiros do krautrock Guru Guru ultrapassaram os limites e experimentaram com free jazz, rock'n'roll, ritmos e escalas indianos, do sudeste asiático e africanos para criar sua própria marca de rock psicodélico e cósmico.
Esta reedição de seu aclamado álbum de 1977 é um excelente representante de seu experimento global, que teve um sucesso impecável. Gravado após longas estadias na Índia em meados da década de 1970, Globetrotter é um marco na discografia do Guru Guru. O
Guru Guru é uma instituição há mais de cinco décadas. Fundado em 1968 pelo baterista, cantor e visionário Mani Neumeier, o grupo vem ultrapassando os limites desde o início, fundindo free jazz com rock'n'roll e experimentando ritmos indianos, do sudeste asiático e africanos...

MUSICA&SOM

…e estilos para criar seu próprio rock psicodélico e cósmico que inspirou músicos e públicos ao redor do mundo, especialmente nos Estados Unidos e no Japão. O álbum Globetrotter, lançado em 1977, foi inspirado pelas longas estadias de Mani e Roland na Índia entre 1974 e 1976 e reflete suas viagens e impressões globais. O álbum foi gravado em sua comuna no profundo Odenwald por Petrus Wippel e mixado por Conny Plank em seu estúdio. Além de Roland Schaeffer, Peter Kuehmstedt, Jogi Karpenkel e, claro, Mani Neumaier, Globetrotter apresenta Ingo Bischoff nas teclas, Tommi Goldschmidt e Larry na percussão, Helmut Hattler no baixo adicional, Sepp Jandrisits na guitarra e Michael Pilz no clarinete baixo.

ZZ Top - Rock (USA)

 




O ZZ Top comemorou seu 50º aniversário com um novo lançamento de compilação de 50 músicas. Goin' 50 abrange a carreira lendária da "pequena e velha banda do Texas", apresentando material de toda a existência do grupo. Formado em 1969, o ZZ Top desenvolveu uma base de fãs mundial com a força de seu som blues e guiado pela guitarra. A retrospectiva Goin 50 inclui uma variedade de músicas de cada um dos 15 álbuns de estúdio da banda. Além disso, duas faixas bônus dos primeiros dias do grupo -- "Salt Lick" e "Miller's Farm" -- serão incluídas no lançamento. As músicas foram gravadas com a encarnação original do ZZ Top, antes do baixista Lanier Greig e o baterista Dan Mitchell serem substituídos por Dusty Hill e Frank Beard, respectivamente.


Os novos lançamentos retrospectivos são apenas as últimas celebrações do 50º aniversário do ZZ Top. A banda começou seu ano com uma residência em janeiro na cidade do pecado, apropriadamente chamada de Viva Las Vegas. Uma longa turnê pelos EUA começará em agosto, levando os membros do Hall da Fama do Rock and Roll a mais de 30 paradas em todo o país. "Já se passaram cinco décadas, e acho que estamos começando a ficar muito bons nisso!" Billy Gibbons proclamou em um comunicado à imprensa anunciando a turnê. "Estamos realmente animados por aparecer em todo o continente neste verão e outono, tocando nosso tipo de rock blues como começamos em 69. As barbas, exceto a de Frank, estão talvez um pouco mais longas, mas nada mais mudou. Estamos mantendo assim."







Destaque

Kim Gordon - Play Me (2026)

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