quinta-feira, 19 de setembro de 2024

BIOGRAFIA DO Grupo Revelação

 


Grupo Revelação

Grupo Revelação é um conjunto musical brasileiro de Pagode, da vertente pagode, formado no Rio de Janeiro na década de 1990.

História

Nascido em 23 de abril de 1991 no Engenho Novo, o Revelação começou sua trajetória no Arranco do Engenho de Dentro.

O Grupo Revelação deve muito o inicio de sua carreira para um dos mais ilustres músicos: Victor Stecca, década de 1990, com um pagode de mesa tipicamente carioca que era realizado no GRES Arranco.

Com a ajuda de João Carlos Silva Filho, gerente artístico da Rádio FM O Dia, o Revelação alcançou as camadas mais populares dentre os ouvintes do Rio de Janeiro, trilhando o caminho para o sucesso de seu primeiro disco – “Revelação”, de 2000, lançado pela BMG. O disco conta com a participação de alguns dos integrantes do Kiloucura, além de uma regravação de “Zé do Caroço”, canção de Leci Brandão.

O ano de 2002 foi decisivo para o Grupo Revelação. O sexteto carioca trocou de gravadora, passando para a Deckdisc, e lançou o álbum “Ao Vivo no Olimpo”, que, do alto de suas mais de 700 mil cópias, foi o segundo CD mais vendido do ano e o primeiro na categoria pagode.

O sucesso que até então era restrito ao Rio de Janeiro, passou a ser nacional e, em 2003, ultrapassou as fronteiras tupiniquins com uma longa turnê pelos Estados UnidosJapão e Europa, dando início a uma promissora carreira internacional. É diante desta nova realidade que o Grupo Revelação lançou “Novos Tempos”, seu quarto álbum, segundo pela Deckdisc.

Em 2005, seguindo as tendências inovadoras da gravadora, o grupo lança o primeiro DualDisc de samba do Brasil, para comemorar o primeiro milhão de cópias vendias pela Deckdisc.

Em 2006 o grupo dá um tempo na seqüência de registros ao vivo e retorna a gravação em estúdio, lançando outro CD de grande sucesso, "Velocidade da Luz".

Em 2007 está a venda nas lojas um CD com os maiores sucessos da banda, 100% Revelação.

Em 2008, o grupo lançou o CD "Aventureiro", que já tem várias músicas de sucesso nas rádios, "Aventureiro", "Medo de Amar" e muitas outras.

Com a necessidade de expandir ainda mais a verdadeira essência do samba brasileiro, o Grupo decide em 2009 lançar mais um álbum ao vivo. Desta vez a tarefa é maior, pois a meta é a gravação de um DVD. Vindos de comunidades carentes do Rio de Janeiro, os integrantes não poderiam optar por outro lugar para a gravação que não no morro, por isso, o local escolhido para as gravações foi o Morro da Urca no Rio de Janeiro, o DVD ficou estipulado como Ao Vivo no Morro. A Arena ficou lotada no dia 29 de agosto de 2009 abrilhantando ainda mais esse novo trabalho que estourado no Brasil inteiro, e que teve sua segunda edição, que é a continuação do show do DVD anterior, Ao Vivo no Morro 2, que marca a estreia do grupo na gravadora Universal Music, o que promete fazer com que o grupo conquiste mais ascensão e mais espaço na mídia!

No dia 3 de Abril de 2014, alegando vaidades Xande de Pilares anuncia sua saída do grupo.[1][2] sendo substituído por Almirzinho, filho do cantor Almir Guineto.[3]

No dia 23 de Junho de 2015, no programa "Música Boa Ao Vivo" do canal Multishow, Davi ex-vocalista do grupo Sambaí foi apresentado como mais novo cantor do grupo. Davi e Almirzinho passaram alguns meses cantando juntos. Mas no dia 28 de Setembro de 2015 o Grupo Revelação lançou um comunicado anunciando a saída do cantor Almirzinho que resolveu prosseguir sua carreira solo, Arthur Luis (reco-reco) também havia deixado o grupo em julho do mesmo ano.

Após Davi Pereira permanecer no Grupo por três anos, ele decide seguir carreira solo. Dando lugar para sobrinho do ex Grupo RevelaçãoXande de Pilares, Jonathan Alexandre que é vocalista e cavaquinista assim como seu tio. A nova formação deu início dia 1 de novembro de 2018.

Em 2019, já com Jonathan "Mamute" Alexandre integrando o grupo, ocorre o lançamento do EP "Confie Em Mim", produzido por Bira Haway e último lançamento pelo gravadora DeckDisc[4]. No mesmo ano, o Grupo Revelação assina com a gravadora independente Waves Sound e grava o projeto audiovisual Pagode do Revela. Gravado no YouTube Space, no Rio de Janeiro, o lançamento ocorreu em 10 de abril de 2020 e conta com músicas inéditas e releituras, além das participações de Jorge AragãoLeci BrandãoGrupo Fundo de QuintalRenato da RocinhaMarquinhos Sensação e Tiee.

Integrantes

Formação atual

Membros antigos

Discografia

Álbuns

Singles

AnoTítuloÁlbum
2000Na Palma da MãoRevelação
Meu Oceano
2001Virou ReligiãoNosso Samba Virou Religião
Deixa Acontecer
Esqueci De Te Esquecer
2002Poder de Sedução
Grades do CoraçãoAo Vivo no Olimpo
Coração Radiante
Só Me Dá PrazerO Melhor do Pagode de Mesa
2003Preciso Te AmarAo Vivo no Olimpo
Essência da Paixão
Novos TemposNovos Tempos
2004Horizonte de Emoção
Jogo de Sedução
TalvezAo Vivo - Na Palma da Mão
Altas Horas
Deixa Acontecer (relançamento)
2005Compasso do Amor
A Verdadeira Paixão100% Revelação
2006Velocidade da LuzVelocidade da Luz
2007Baixa Essa Guarda
A Pureza da Flor
Capaz de Tudo
Nunca Mais
2008AventureiroAventureiro
Medo de Amar
2009Ajoelhou Tem Que Rezar
Só Depois
Tá EscritoAo Vivo no Morro
2010Coração Blindado
Saudade do Amor
2011Trilha do AmorAo Vivo no Morro 2
Pai
Bomba Relógio
2012Filho da SimplicidadeTrilha sonora da novela Avenida Brasil
Só Vai de Camarote360° Ao Vivo
2013Fala Baixinho (Shiii)
Mulher Traída
Quem Ama Não Pisa
2014Ô Queiroz
Caminho das Flores
2015Vê Se Me Escuta
SegredosO Bom Samba Continua - Ao Vivo
2016Cavalheiro Sonhador
2017A Vida é PedreiraSingle
2018Me Socorre AeSingle
2019Confie Em MimConfie Em Mim
2019Perdoa AmorSingle
2019Balanço do Meu CoraçãoPagode do Revela

Videografia

DVDs


ALBUM DE BOSSANOVA SOUL/FUNK/JAZZ PROG - Azymuth - Brazilian Soul (2004)

 

Depois de trinta anos tocando juntos em 2004, Azymuth comemorou com um álbum fresquinho e cheio de ideias, tocando com vários amigos e colegas, e lançando este trabalho chamado "Brazilian Soul". Voltamos um pouco às terras sul-americanas, especificamente às terras brasileiras para continuar com a antologia do Azymuth, e vamos com um álbum com muita bossanova, muito mais do que os discos anteriores da banda tinham, embora com algo do álbum " Head Hunters" de Herbie Hancock e "Return to Forever" de Chick Corea e a parte central de "Brazilian Soul" podem ser considerados uma homenagem a esses dois precursores do estilo power jazz-funk-fusion.
 
Artista: Azymuth
Álbum: Brazilian Soul
Ano: 2004
Gênero: Bossanova-Soul-Funk-Jazz-Prog
Duração: 75:06
Nacionalidade: Brasil



Não é um álbum que gostei muito especialmente, devo confessar. O álbum na verdade não se afasta muito do caminho da banda, e também deve ser dito que não é ruim, só que não estou surpreso com nada que eles mostram aqui, mas ainda assim continua sendo um bom álbum tocado por alguns grandes nomes . a música. Vamos ao primeiro comentário do álbum:
Com soul brasileiro, o trio brasileiro Azymuth comemora trinta anos de existência, após vinte álbuns de sucesso e aclamados. Especialmente significativo na história do grupo, pode ser considerado “o álbum definitivo” (embora eu espere que não seja o último). Inclui quatorze músicas inéditas, exceto uma, todas compostas por um ou mais integrantes do grupo (apenas três delas são assinadas por todo o trio). Com este álbum pretendem rever trinta anos de boas canções, apresentar às novas gerações (fascinadas por tudo o que soa electrónico, novo) um som que há décadas era completamente novo e original.
O maior interesse do soul brasileiro está na divisão do álbum em três partes bem diferenciadas (e bem interligadas). A primeira parte é composta por todas as músicas com participação de vocalistas como Fabiola, Emilio Santiago e Roberto Menescal. São composições que lembram aquelas que podiam ser ouvidas nos primeiros discos do Azymuth. Músicas com participação de vocalistas, com quem obtiveram seus maiores sucessos e que fundiam jazz, música tradicional brasileira e estrutura pop. Desta primeira parte prefiro Demais, uma joia com a participação vocal de Emilio Santiago e com a adição de Leo Gandleman na flauta, ambos fantásticos. A segunda parte refere-se às obras do final dos anos setenta e início dos anos oitenta, com forte presença da percussão, e para as quais contaram com a participação dos percussionistas Cidinho Moreira e Dom Chacal. Desta segunda parte destaco Sambafrica, um bossa-jazz relaxante e agradável. A terceira parte é composta por uma série de músicas que seguem o estilo das últimas composições do trio, da época na Far Out Recordings (selo pelo qual lançaram seis álbuns). Por fim, quero citar a música Roda Piao, composição de Ivan Conti (bateria do grupo), que admiro só por esse motivo: por ser o responsável por essa obra-prima da música brasileira. E o melhor de tudo é que os temas pertencentes a cada uma destas três partes estão espalhados pelo álbum, sem que o ouvinte perceba saltos estilísticos que impactem negativamente na audição. Acontece exatamente o contrário, a variedade que deriva dessa escolha é uma das coisas mais interessantes da alma brasileira.
Apesar dos constantes sucessos do soul brasileiro, é uma pena que a sensação de déja vue o deixe. As canções já não surpreendem como podiam no final dos anos setenta, já não estão na vanguarda musical. São tantos os grupos que reinterpretam a música popular brasileira em tom eletrônico, muitos deles com elementos de jazz, que o Azymuth não é mais um caso isolado. Foram os primeiros, sim, mas já não são os únicos, nem os mais influentes, nem os mais conhecidos. Ora, tudo isto não impede que nos deparemos com um álbum inesquecível, que muitos seguidores de grupos como Zuco 103, Wagon Cookin, Bossacucanova ou Cibelle, entre outros, poderiam abordar sem medo.
Santiago Tadeo Cervera
 

Claro... melhor se você ouvir...

A capa do álbum lembra os designs pop do final dos anos 60 e início dos anos 70. "Brazilian Soul" é um compromisso com o som testado e comprovado da banda. Nada de novo sob o sol, mas se você gosta do som da banda, eles não irão decepcioná-lo.
 


 
Topic List:
01. Estatico
02. Biaozinho Carioca
03. Demais
04. Sambafrica
05. Retro Visor
06. Depois de Carnival
07. Sao Pedro
08. O Lance
09. Sem Destino
10. Ed Lincoln
11. Pra Zé
12. Te Querendo
13 .Gubbio
14. Roda Pia

Formação:
- José Roberto Bertrami / Teclados, Vocais
- Ivan Conti / Bateria, Guitarra, Percussão, Vocais
- Alex Malheiros / Baixo, Guitarra, Vocais
Convidados:
Zé Carlos / Guitarra
Don Chacal / Percussão
Fabiola / Vocais
Márcio Lott / Vocais
Sabrina Malheiros / Vocais
Roberto Menescal / Guitarra, Vocais
Emilio Santiago / Vocais
Paulinho Trompete / Trompete



ALBUM DE FUNK/SOUL/LATIN JAZZ - Azymuth - Butterfly (2008)

 

Seguimos em sintonia com a música brasileira, e agora com mais uma do Azymuth. Acho que esse deve ser um dos grupos mais subestimados do mundo da música, levando em conta sua carreira, a quantidade de álbuns e sua musicalidade e estilo, já que o Azymuth é um dos grupos mais transgressores e influentes da música brasileira. Eles definem seu estilo como "samba maluco", embora em suas composições você possa ver desde a bossa nativa até o funk, passando pelo mais clássico jazz, samba, rock e até disco music.

Artista: Azymuth
Álbum: Butterfly
Ano: 2008
Gênero: World Fusion / Funk / Soul / Latin Jazz
Duração: 44:35
Referência: Discogs
Nacionalidade: Brasil

Para os cabeçudos amantes do jazz brasileiro, apresentamos mais um álbum do super trio carioca, que continua mantendo o frescor do puro funk brazuca, com a “Butterfly” do brilhante Azymuth . Uma viagem pela brilhante fusão expressionista que os Azymuths praticam, complementada apenas pela energia cósmica e musicalidade que se esperaria destes mestres.

Será difícil para Joe Davis um dia receber o agradecimento que merece por ter conseguido, em meados dos anos 90, que o trio Azymuth regressasse ao estúdio após vários anos de (relativa) inatividade. O britânico contratou os lendários músicos brasileiros, criadores de uma música que ficou conhecida como samba doido, para gravar seu primeiro disco, Carnival (1996), para sua gravadora, Far Out Recordings, mas o melhor é que foi não se trata de um álbum de retorno oportuno para justificar uma turnê, mas do início de uma segunda fase de gravação.
Mas não, isso não é o melhor, fui precipitado. O que foi realmente positivo foi ver que José Roberto Bertrami, Alex Malheiros e Ivan Conti continuaram interessados ​​em fazer boa música, em se exigirem tanto quanto na juventude e não se contentarem em simplesmente satisfazer seus fãs de longa data com novas gravações.
Durante a segunda metade dos anos 90 e a década seguinte, Azymuth apresentou álbuns estimáveis ​​nos quais, apesar de não continuar a inovar, recuperou brilhantemente a sua característica fusão de jazz, funk e música tradicional brasileira. Este regresso à atividade foi também acompanhado de um merecido reconhecimento da sua enorme importância no desenvolvimento do jazz brasileiro e, também, na criação de uma cena eletrónica especialmente influenciada pela música brasileira.
Na verdade, suas gravações das décadas de 70 e 80 eram material recorrente para produtores que gostavam de samples. Assim, seus álbuns de estúdio alternavam-se com compilações nas quais artistas de destaque da cena eletrônica demonstravam sua admiração como sabiam melhor: remixando suas músicas. Precisamente, este álbum, Butterfly, foi precedido por duas dessas compilações, Pure (The Far Out anos 1995-2006) e Azymuth, ambas publicadas pela Far Out Recordings.
Depois destas duas referências com Azymuth como protagonista mas focado em gravações passadas (a segunda delas foi uma reedição do seu álbum de estreia auto-intitulado), faltou-se a possibilidade de ouvir novas interpretações, algo que finalmente aconteceu no final de 2008 com este álbum que nos preocupa, Butterfly.
Seu material original anterior datava de 2004, com Brazilian Soul, então a impaciência era justificada. Pois bem, teriam sido criadas expectativas ainda maiores ao saber que esse novo trabalho seria o melhor de sua segunda etapa. Começando com uma releitura convincente de Butterfly, o clássico de Herbie Hancock (originalmente incluído em Thrust, de 1974), já é uma boa forma de chamar a atenção, mas esse alto nível é mantido na segunda edição, Os cara la, um excelente exemplo de como o funk e o samba podem coexistir e enriquecer-se.
A partir daí, a festa não diminui até o encerramento com Próximo verão no Rio, e enquanto isso apreciamos tanto seu mais delicado jazz bossanoveado quanto seu mais enérgico jazz-funk percussivo. Além disso, para completar o Butterfly, estão como convidados de luxo Roberto Menescal, Emilio Santiago e Fabiola (como vocalistas), além dos percussionistas Cidinho Moreira e Chacal.

Um planeta de sons




"Butterfly" surgiu trinta e cinco anos depois de definirem um estilo próprio de jazz, funk e samba que gostam de chamar de samba loca. Para os apaixonados pelo som do Azymuth , este álbum traz dez faixas fantásticas que mostram a banda no seu melhor, tecendo uma série de belos motivos jazzísticos que refletem as asas coloridas da borboleta. O resultado talvez seja a síntese do som do Azymuth durante sua carreira, cheio de swing, melodias e paixão. O resultado é um enorme boogie jazz funk que mostra que a banda não perdeu nenhuma de suas proezas. 

Seu espaço no Bandcamp: https://azymuth.bandcamp.com/album/butterfly

Track List:
1) Butterfly
2) Os Cara La
3) Meu Doce Amigo
4) Caititu
5) Avenida Rio Branco
6) New Dawn
7) Triagem
8 ) Hole in One
9) Manhã
10) Próximo Verão no Rio

Programação:
– Alex Malheiros / Baixo, Violão, Vocal
– Ivan Conti / Bateria, Percussão, Vocal
– José Roberto Bertrami / Piano, Sintetizador, Vocoder, Teclado, Órgão, Vogais 
Convidados:
David Chew, Mateus Ceccato / Violoncelo
Rio Cordas / Cordas
Ana Oliviera, André Meneghello, Dhyan Toffolo, Fransisco Poa Pasache, Mauro Rufino, Ubirata Rodrigues / Violino


ALBUM DE EXTREME METAL - Borknagar - Fall (2024)

 

 Mais uma das grandes obras de 2024. Da Noruega vem o bestial mas com bom gosto e muito sentido melódico, misturando black metal, folk metal, viking metal e metal progressivo, tudo isso . com excelente sonoridade, puro e elegante à sua maneira, com momentos delicados, e o que há de melhor dentro do metal extremo norueguês, com boas atmosferas e climas, uma mistura de vozes limpas e guturais, com muito trabalho artesanal e dedicação, e acima de tudo. , criadores de um black metal que leva você aonde nenhuma banda ousou antes. Ideal para ouvidos inquietos e aventureiros que se atrevem a fazer mais e a experimentar mesmo que ponham em risco a sua vida... ou pelo menos os seus ouvidos.

Artista: Borknagar
Álbum: Outono
Ano: 2024
Gênero: Extreme Metal
Duração: 54:24
Referência: Discogs
Nacionalidade: Noruega


Projeto fundado em 1995 pelo norueguês Øystein Garnes Brun para fugir dos clichês do espectro mais brutal do death metal, e que hoje conta com uma história de quase 30 anos e mais de 12 álbuns e uma formação que muda constantemente, criando alguns dos álbuns mais variados que podem ser ouvidos no reino do metal progressivo extremo.

Felizmente esse é um daqueles álbuns onde tem muita gente opinando sobre ele, então vamos trazer alguns desses comentários, já que eles se deram ao trabalho de me poupar trabalho...

Borknagar está de volta com seu décimo segundo álbum e o primeiro em cinco anos, 'Fall', lançado em 23 de fevereiro pela Century Media Records.
O fundador e idealizador do Borknagar, o guitarrista Øystein G. Brun, comentou: “Em muitos aspectos, 'Fall' representa uma continuação de 'True North', mas como sempre, estamos avançando cada vez mais para buscar horizontes ainda mais amplos e desafiadores. “Musicalmente, somos leais ao nosso legado musical, mas certamente caminhamos através do fogo e do gelo para alcançar o nosso pico mais alto.” Eu não poderia concordar mais.
Após o lançamento de 'True North' e as turnês associadas, a banda e especialmente Øystein G. Brun começaram a trabalhar no próximo álbum. Tal como aconteceu com os álbuns anteriores, era Brun quem estava no comando, mas quando se tratava de escrever canções, ele aproveitou os pontos fortes de seus colegas músicos e os incorporou habilmente em novas canções. Além disso, Lars A. Nedland contribuiu com duas músicas, enquanto Simen Hestnæs contribuiu com uma música.
Este 'Fall' foi mixado por Jens Bogren no Fascination Street Studios (Opeth, Amon Amarth, Kreator, etc.) e apresenta um cover impressionante de Eliran Kantor (Testament, My Dying Bride, Sodom, etc.). O som e a produção são magníficos e mantêm intacta a personalidade da banda.
A primeira coisa que destaco em ‘Fall’ é a emotividade e a capacidade de descrever imagens através de passagens musicais. Ouvindo ‘Fall’ do início ao fim, você tem a sensação de fazer parte de uma história que a banda conta em dez capítulos.
Musicalmente, os lendários noruegueses oferecem todo o seu amplo repertório de passagens, ou seja, épico, progressivo, com uma boa dose de peso, músicas como a estrondosa abertura “Summits” entram na sua cabeça sem encontrar resistência. Eles comentam: “Desde o dia em que você nasce, a natureza fará todo o possível para te devolver à terra”, diz o guitarrista Øystein G. Brun. A luta solitária para ser você mesmo ou a luta poderosa de uma vida acabará por destruí-lo por dentro ou por fora. Mas durante o breve período de tempo que suportamos, todos procuramos as alturas definitivas da nossa própria existência.” As partes vocais melódicas e limpas conferem à peça uma tensão maravilhosa que leva a “Nordic Anthem”, que vem com uma introdução quase ritualística e cinematográfica, a música mostra as raízes da música e aquele mundo sonoro por onde tanto se movem. . “Moon” é o título de outro destaque deste novo trabalho. Muito épico e contém tudo que você pode esperar de uma música desses caras.
O núcleo central desta “Queda” é a luta pela sobrevivência. A natureza fez tudo ao seu alcance para tornar a vida e a existência uma luta. Quer se trate de uma vida no deserto ou de uma existência na selva urbana, é sempre uma luta pela sobrevivência. ‘Fall’ aborda o confronto com a natureza e se ouvir ‘Fall’ descobrirá todas as suas facetas. Lindas melodias brilham como folhas coloridas no outono. Porém, essa beleza da natureza é ofuscada por uma frieza que se reflete em todas as músicas. Há também vento e tempestade, que explodem musicalmente em passagens rápidas. Ouça grandes peças como “Afar”, com todos os ingredientes característicos da casa, desde momentos frenéticos a passagens calmas, fique atento a “Stars Ablaze”, outro corte com substância. Em “Unravelling”, Borknagar mostra a imensidão da sua expressão musical, com os sons do teclado no centro do palco. “Northward”, com quase dez minutos de duração, é um hino foda que fecha esse novo LP. Com aquela beleza sombria e ferocidade desenfreada, carregada de epopeia que se pode esperar de Borknagar.
Em resumo, ‘Fall’ é um álbum intenso, fluido e, acima de tudo, muito bem elaborado. São 54 minutos de duração, totalmente épicos, carregados de detalhes emocionantes e de bom gosto.

João Raul

E aqui deixo uma coisa para você começar a conhecê-los...

 
 
 

Não são uma banda clássica dentro do black metal e aqui mais do que demonstram isso, além do mais, se fossem uma banda clássica desse estilo não estariam no blog principal. Um álbum bacana, que em alguns momentos se aproxima das sonoridades que ouvimos em Steven Wilson, por exemplo, mas também tentam mudar de rumo para territórios musicais completamente inexplorados e isso é sempre bom e sempre elogiamos.

Mas vamos com outro comentário sobre esse trabalho.

Temos em nossos ouvidos o 12º álbum de estúdio da lendária banda Borknagar chamado “Fall”, e talvez um dos mais esperados do mês de fevereiro, ainda mais sabendo que a banda fez uma turnê pela América Latina em 2023, e embora tenha havido poucos países que tiveram a oportunidade de vê-los ao vivo, as memórias estão frescas a nível geral para aqueles que viveram a experiência dos noruegueses ao vivo, e por isso, no Metallerium Gocho fez o pior ao melhor desta banda norueguesa a partir da sua lendária auto- álbum intitulado de seu último álbum “True North” (2019). Portanto, a história de cada álbum não precisa ser atualizada e focaremos apenas neste novo álbum. O que teremos 5 anos depois do último álbum deles?... Bem, vamos ver.
Borknagar sempre foi uma banda que apresenta coisas diferentes em cada álbum, então não se pode dizer que este seja parecido com um determinado álbum ou outro da banda, portanto, além disso, não é possível determinar de qual álbum as ideias vêm completamente. , a menos que você tenha ouvido a discografia inteira, e desse ponto de vista como ouvinte ou fã tem um valor agregado enorme ouvi-la dia e noite, porque você começa do começo e termina neste “Outono”, e você ficará com certas ideias em um ou outro álbum. Além disso, desde 2016, a banda vive um bom momento composicional, pois desde o lançamento de “Winter Thrice” (2016) as coisas mudaram completamente em suas músicas e eles têm muita inspiração para lançar novas produções, mas desde a saída do Vintersorg a banda não consegue alcançar o que alcançou em 2016, e é por isso que “True North” (2019) tinha uma atmosfera muito mais passiva, com outras variações vocais nas faixas de canto, e até a mudança do baterista de Baard para Bjørn parece em grande medida, mas mesmo assim Øystein G. Brun é muito sábio em fornecer mais alternativas à música dos noruegueses, por isso este “Fall” não terá o mesmo impacto que os seus dois álbuns anteriores e foca-se maioritariamente em ser um álbum mais passivo e com as habituais madrugadas progressivas.
Como tudo começa com “Summits” e termina com “Northward”, o álbum tem a sua sonoridade e personalidade habituais, mas para além de continuar a promover o seu lado mais criativo, desta vez mantém-se mid-tempo se o compararmos com as suas duas produções anteriores. , e é inevitável dizer que não está à altura dos anteriores em sua carreira. As vozes de Lars e ICS Vortex já possuem uma sonoridade sólida em suas músicas, e isso ao mesmo tempo se torna sua limitação, que você sabe como a banda vai se desenvolver em suas músicas, mas dentro dessa gama de vozes que Jostein canta em algumas seções ou ajuda com os refrões como em “Stars Ablaze” ou “The Wild Lingers” ajuda a dar outra instância musical que vislumbra um novo horizonte dentro da música de Borknagar, depois outras músicas como em “Unraveling”, a ideia composicional de Lars dentro desta música é simplesmente variável em relação a tudo o que acontece no álbum, pois me trouxe ideias de projetos solo do Lars como White Void e Black Void, e é nessa música que você começa a ver outras ideias para a banda no futuro, onde Øystein vai explodir um pouco mais ou pressionar para que Borknagar tenha outra vida em sua discografia em nível geral. Porque depois dessa música as coisas ficam familiares e sem muita variedade do que a banda nos habituou.
“Fall” do Borknagar é um sucessor correto dentro da discografia deles, começa a ver outros horizontes, mas isso é algo que esses noruegueses sempre nos deram em cada álbum, então só precisamos ver como eles vão começar depois desse álbum, porque lá são coisas novas que eles estão introduzindo em sua música e preveem novos despertares em sua música, e que só eles podem fazer isso. Interessante.

Sercifer

Você pode ouvi-lo na íntegra em seu espaço no Spotify:
https://open.spotify.com/intl-es/album/5nK2siMASeGKxTsX9GqY3v

    Lista de trilhas:
    1. Summits (7:58)
    2. Nordic Anthem (5:14)
    3. Afar (6:54)
    4. Moon (5:51)
    5. Stars Ablaze (8:26)
    6. Unraveling (4 :33)
    7. The Wild Lingers (5:34)
    8. Northward (9:54)

    Formação:
    - Øystein G. Brun / guitarras limpas e elétricas
    - Lars A. Nedland / teclados, vocais
    - ICS Vortex / baixo, vocais
    - Jostein Thomassen / guitarra solo
    - Bjørn Dugstad Rønnow / bateria
    Com:
    John Ryan / violino, violoncelo, contrabaixo (2,5,7)




    ALBUM DE POST HARDCORE - Macondø - II (2022)


    Da China apresentamos o Macondo, um grupo que tem o mesmo nome do Peru, e que encontrei justamente porque procurava novidades dos peruanos. Um rock etéreo e psicadélico mas contundente para apresentar um conceito completamente distópico que te leva do desespero silencioso à raiva e à esperança... algo muito típico destes tempos de desânimo e exasperação que nos povoam de monstros chamados Trumps, Bolsonaros, Macris ou Mileis. Inspirado em cenas épicas de ficção científica, este álbum de 44 minutos explora a jornada de um homem solitário após um evento catastrófico, onde cada música é uma trilha sonora para os capítulos da história. Som muito bom, boa produção para um álbum marcado pela destruição e desolação da pós-modernidade, que é um tratado sonoro sobre estes tempos sombrios que todos vivemos e sofremos. Uma entrada curta e no final para um álbum muito interessante. 

    Artista: Macondø
    Álbum: II
    Año: 2022
    Género: Post-hardcore / Post-rock psicodélico
    Duración: 44:05
    Referencia: Rate Your Music
    Nacionalidad: China

    Se há um álbum que capta o sentimento distópico dos nossos tempos, poderá ser “Macondo II”, um trabalho que é como uma longa canção instrumental que se estende desde momentos poderosos até momentos mais calmos e melancólicos, num acúmulo de composições que Eles vêm evoluindo há vários anos. Mixado e masterizado pelo engenheiro polonês Jacek Miłaszewski, tem um som muito bom, cristalino mas encorpado

    Imagino que esse seja o segundo álbum deles, não conheço a história da banda e tudo que se refere a eles, não ouvi o primeiro álbum deles e não vou começar a inventar coisas, então esse será uma pequena entrada na parte inferior apenas para apresentar o disco.

    Ambientes eletrônicos de alto clima, conotações e experimentações progressivas, psicodelia pesada e um clima de stoner furioso, além de uma passagem lisérgica de orientação pós-rock, tudo isso emoldura esta produção que agora apresentamos a vocês, mas como sempre digo, é melhor que você os ouça sozinho...



    Aqui, mais uma virada de página no grande livro da música independente de todo o mundo, que, como sempre acontece, sempre dá o que falar.

    Variado, lisérgico, apocalíptico e cinematográfico, mais um álbum muito interessante que convido vocês a conhecerem, e gostem ou não é outra coisa, mas é nossa obrigação trazer para vocês algumas das melhores coisas que estão sendo cozinhadas em o underground em todos os lugares do mundo... e o que mais eu teria que fazer melhor do que isso?...

    Você pode ouvir no Bandcamp:
    https://thisismacondo.bandcamp.com/album/ii



    Lista de faixas:
    01. Die Einde
    02. Paths
    03. Etchings
    04. Dawn
    05. Fighter
    06. Death: No Dominion
    07. The Monster

    Lineup:
    - Matthew Byrne / Bateria
    - Fred Shi / Baixo, trompetes, vocais, programação
    - Scott Slepicka / Guitarras, vocais, programação
    - Gerald Van Wyk / Programação e sintetizador

    Destaque

    THE GREATEST SHOW ON EARTH - The Going's Easy [1970 Prog Blues Jazz Psych Rock]

      Lançado em 1970 e o segundo álbum da banda, já começa com um patasso na nuca , apresentando o venenosíssimo som "Borderline"!! U...