domingo, 16 de março de 2025

Pride Of Lions – Pride Of Lions [2003]

 



Apesar de seu auge nos anos 1980, o AOR/Melodic Rock não perdeu as forças. Aliás, esteve muito melhor do que a ala mais pesada do Hard Rock, pois sempre contou com representantes produtivos. Um deles é Jim Peterik, ex-guitarrista do Survivor, um dos grupos mais rentáveis do gênero na década de auge. O homem nunca perdeu o ritmo, com projetos e parcerias autorais que vão desde Cheap Trick até Brian Wilson, entre vários outros.

A sua principal empreitada na década de 2000, o Pride Of Lions, não fica devendo nada ao seu glorioso passado. A banda é liderada pelo próprio e pelo jovem vocalista Toby Hitchcock, que tinha 26 anos à época do lançamento deste disco e estava numa turma de quarentões e cinquentões experientes. O guitarrista Mike Aquino, o baixista Clem Hayes, o baterista Ed Breckenfield e o tecladista Christian Cullen completam a formação. O debut do conjunto, auto-intitulado, deu as caras em 2003 e trata-se, basicamente, de uma releitura contemporânea ao Melodic Hard Rock de tempos passados.



A abertura com It's Criminal, sobra do disco "Vital Signs" do Survivor, é uma verdadeira paulada melódica, com arranjos marcantes e peso elementar. O vocal de Hitchcock é um destaque: cresce não apenas com o desenrolar da música, como também ao longo do próprio disco. O homem, que tem forte influência da música gospel norte-americana e do gênio Frank Sinatra, tem um alcance incrível e uma capacidade de interpretação digna de um às do estilo. A semi-balada Gone dá sequência com melodias envolventes e uma grande performance vocal em dueto das vozes de Toby e Jim, respectivamente aguda e grave.

Os anos 1980 invadem a mente do ouvinte com Interrupted Melody, uma calma e apaixonante balada AOR. Sound Of Home me arrepia desde a primeira vez que a ouvi. Suas passagens marcantes, suas melodias bem construídas e, principalmente, a voz de Toby Hitchcock garantem paixão à primeira vista. A balada Prideland, apesar de seus longos seis minutos de duração, tem arranjos cativantes e é o tipo de música que faz com que o filme de sua vida passe pelos olhos do ouvinte. A pauleira Unbreakable segue ao estilo Survivor, com guitarras marcantes e refrão grandioso.



First Time Around The Sun é uma boa balada, perde para as anteriores mas não pode ser confundida com filler. Turn To Me é essencialmente grudenta e traz mais um dueto vocal incrível. O encerramento fica por conta de mais quatro baladas: a guitarresca Madness Of Love, as bonitas Love Is On The Rocks e Last Safe Place, e finalmente a poderosa Music And Me.

Não era o objetivo do Pride Of Lions ter grande repercussão com esse projeto, que ainda teve mais dois full-length e um live lançados em anos seguintes, mas o compromisso de fazer boa música não falhou em nenhum momento. Talvez este debut peque pelo excesso de baladas, mas onze entre dez admiradores aprovaram. Uma das apostas mais certeiras da Frontiers Records.

01. It's Criminal
02. Gone
03. Interrupted Melody
04. Sound Of Home
05. Prideland
06. Unbreakable
07. First Time Around The Sun
08. Turn To Me
09. Madness Of Love
10. Love Is On The Rocks
11. Last Safe Place
12. Music And Me

Toby Hitchcock – vocal
Jim Peterik – vocal, guitarra, teclados
Mike Aquino – guitarra
Christian Cullen – teclados
Clem Hayes – baixo
Ed Breckenfield – bateria

Músico adicional:
Hilary Jones – bateria



Domine - Stormbringer Ruler: The Legend of the Power Supreme [2001]

 



Com o sucesso do álbum Dragonlord (Tales of the Noble Steel), os italianos do Domine viram-se com a responsabilidade de conseguir fazer um disco, no mínimo, tão bom para dar seqüência ao bom momento que viviam, sendo capa de revistas e excursionando pela Europa e Japão. Sendo assim, a solução encontrada pelo quinteto foi ousar. Lógico que as características primordiais do Power Metal praticado até então foram mantidas. Porém, para o novo trabalho, os músicos decidiram trabalhar mais nas composições, o que gerou um play bem mais complexo, com canções mais longas e detalhistas. O grande mérito foi ter conseguido isso sem afetar o poder de fogo das músicas.

Após uma intro típica das bandas do estilo, “The Hurricane Master” chega como manda o figurino. Veloz, com uma melodia marcante e um refrão fácil de decorar, do jeito que os fãs gostam. O grupo até mesmo se deu o direito de gravar uma adaptação para a Cavalgada das Valquírias, de Richard Wagner. “The Ride of the Valkyries” funcionou perfeitamente, fazendo com que os troos empunhem suas espadas de plástico e subam em seus cavalinhos de madeira para seguirem em uma gloriosa batalha. Na seqüência, “True Leader of Men”, mais uma com aqueles momentos de velocidade marcante, acompanhado por arranjos orquestrados.



Para mostrar que não deixam a peteca cair, os italianos reservaram três fantásticos momentos para o fim. “The Fall of the Spiral Tower” é aquele tipo de música que cresce a cada escutada, com uma ponte simplesmente fantástica antes do refrão. No momento mais emotivo do álbum, “For Evermore” é uma singela e sincera homenagem ao Queen, de quem todos os integrantes do Domine são fãs incondicionais. A longa “Dawn of a New Day” encerra o disco com uma letra que simboliza a despedida de um guerreiro morto em um campo de batalha. Pode soar previsível, mas o que eles fizeram nesse som supera todas as obviedades.

Ao contrário de vários atuantes nesse estilo, o grupo liderado por Morby não exagera nas influências clássicas, usando-as a seu favor com sabedoria. Aqui, o peso está sempre em primeiro plano. Não é à toa que essa é uma das bandas mais respeitadas na cena do Velho Continente.

Morby (vocals)
Enrico Paoli (guitars)
Riccardo Paoli (bass)
Riccardo Iacono (keyboards)
Stefano Bonini (drums)

01. The Legend of the Power Supreme
02. The Hurricane Master
03. Horn of Fate
04. The Ride of the Valkyries
05. True Leader of Men
06. The Bearer of the Black Sword
07. The Fall of the Spiral Tower
08. For Evermore
09. Dawn of a New Day




Cans – Beyond The Gates [2004]

 



Em 2004, aproveitando que o Hammerfall tirou umas férias, o vocalista do grupo, Joacim Cans decidiu lançar esse disco solo. Para o projeto, cercou-se de amigos do mais alto gabarito, como Mat Sinner (Primal Fear, Sinner), Metal Mike Chlasciak (Halford, Pandemonium, Sebastian Bach) e Mark Zonder (Fates Warning), além da participação de Jeff Waters (Annihilator), Gus G e David Chastain, ajudando a compor e gravar um álbum que surpreende pela diversidade. Temos aqui desde sons voltados para o Power Metal, passando por músicas cadenciadas e até mesmo flertes com o Hard Rock. Tudo muito bem pontuado por uma execução de categoria.

Destaques para a abertura com “Fields of Yesterday” e seus teclados muito bem colocados; “Red Light”, primeiro single, com um refrão que não sai da cabeça; a pesada e certeira “Back to Hell”; a climática faixa-título, com seu começo acústico que desemboca em uma levada eletrizante e “Dreams”, que é Hard puro, chegando a lembrar até mesmo bandas americanas. Tem até espaço para “Forever Ends”, uma baladinha muito bem feita – característica já presente na banda principal de Joacim – que encerra o álbum dando uma amaciada no clima. Aliás, ela é a única que não contou com o cantor na autoria, ficando a cargo de Jeff Waters.



Um play direto, simples e sem nenhuma mirabolância, apenas Heavy Metal feito com garra e alma. E apesar de Cans não ser um cantor que tenha se destacado por uma técnica fantástica, ele dá conta do recado com sobras. Vale a conferida, especialmente agora que o Hammerfall vem enterrando sua carreira com discos cada vez mais ridículos, frouxos e preguiçosos. Ao menos podemos lembrar o quanto seus integrantes possuem capacidade de fazer algo bem melhor.

Joacim Cans (vocals)
Metal Mike Chlasiak (guitars)
Stefan Elmgren (guitars)
Mat Sinner (bass)
Mark Zonder (drums)
Daniele Soravia (keyboards)

01. Fields of Yesterday
02. Soul Collector
03. Red Light
04. Back to Hell
05. Beyond the Gates
06. The Key
07. Garden of Evil
08. Merciless
09. Silent Cries
10. Dreams
11. Signs
12. Forever Ends



Sodom - Persecution Mania [1987]

 



Sodom é um nome frequente quando se fala em Thrash Metal alemão. Uma das mais poderosas de todo o gênero, esmagando ossos e triturando ouvidos desde a década de 80 com seu Thrash de arrancar vísceras. Tem uma vasta discografia e experiência, o que proporciona muito respeito e prestígio internacional, principalmente. O trabalho do trio é de uma competência enorme.

Como aconteceu com várias outras bandas do Metal, os alemães começaram praticando uma espécie de Black Metal mais rápido do que o normal. As temáticas eram as clichês do estilo e Hellhammer, V
enom e Motörhead eram as principais influências. Alguns EPs depois, a banda (formada, até então, por Angelripper, Witchhunter e Aggressor) registra seu primeiro full, pela Steamhammer, que foi batizado de Obsessed by Cruelty. A sonoridade do disco é crua e parece ter tido uma produção mal-acabada, mas isso seria resolvido no ano seguinte.

O ritmo de trabalho era incessante, com lançamento atrás de lançamento. 1987 foi um ano crucial não só por ter trazido dois ótimos lançamentos, como também marcar a mudança definitiva da banda, sonoramente dizendo. Persecution Mania marca a entrada do guitarrista Frank Blackfire e é totalmente voltado ao Thrash.


Esqueça as produções precárias porque, embora eu goste de Black Metal, muitas vezes a podrução podre irrita e prejudica em muito a audição. Por isso, a evolução do Sodom como banda é facilmente perceptível em Persecution Mania. Uma banda mais madura e técnica, com um estilo definido e tendo chances de mostrar toda a capacidade dos três membros, algo, ao meu ver, essencial.

A violência gratuita é onipresente durantes quase uma hora de audição, audição essa que sem dúvida será caótica e própria para você destruir sua casa. A cozinha eficiente de Angelripper e Witchhunter dão uma base ideal para que Blackfire mande suas riffeiras mais cruéis. Trabalho de gênio!



Essa versão que disponibilizo é a europeia, que traz o EP Expurse of Sodomy (também de 1987) como bônus. Esse disco abriria as portas para o Sodom revelar-se ao mundo, algo que aconteceu no lançamento do ultra-clássico Agent Orange (1989). Destaques para a furiosa abertura "Nuclear Winter", a faixa-título, "Enchanted Land", "Electrocution", "Outbreak of Evil" e "Sodomy and Lust".

Thrasheira da mais fina! Imperdível!


Tom Angelripper - vocais, baixo
Frank Blackfire - guitarras
Chris Witchhunter - bateria

01. Nuclear Winter
02. Electrocution
03. Iron Fist (Motörhead cover)
04. Persecution Mania
05. Enchanted Land
06. Procession to Golgotha
07. Christ Passion
08. Conjuration
09. Bombenhagel
Bônus:
10. Outbreak of Evil
11. Sodomy and Lust
12. The Conqueror
13. My Atonement





Curtis Mayfield – 1972 – Super Fly

 



Este é, sem dúvida, um dos álbuns mais incríveis já lançados e que realmente solidificou a verdadeira genialidade de Curtis Mayfield.

Este álbum abriu tanto caminho que é realmente assustador que seus conceitos tenham sido todos os trabalhos de um indivíduo. Esta foi a trilha sonora de um filme e tem a distinção de ser uma das poucas trilhas sonoras preciosas a superar o filme que marcou.

O álbum alcançou o número 1 nas paradas de R&B e Pop, e estabeleceu um padrão para como as trilhas sonoras deveriam ser gravadas daquele ponto em diante. Foi realmente um artista exibindo total maestria em sua arte, compondo, escrevendo, arranjando, produzindo, cantando e se apresentando, Curtis fez tudo! Ele já tinha uma carreira no Hall da Fama como membro do The Impressions, que é um dos grupos mais subestimados de todos os tempos! Ele também lançou 3 álbuns solo anteriores a este, sendo " Curtis "; " Roots " e "Curtis Live", que o estabeleceram como uma força inegável da natureza. Mas este seria seu álbum de assinatura, você sabe, aquele que a partir de então apontaríamos para quando dermos um exemplo de sua grandeza absoluta.

Faixas
A1 Little Child Running Wild 5:15
A2 Pusherman 4:50
A3 Freddie’s Dead 5:08
A4 Junkie Chase (Instrumental) 1:52
B1 Give Me Your Love (Love Song) 4:15
B2 Eddie You Should Know Better 2:14
B3 No Thing On Me (Cocaine Song) 4:52
B4 Think (Instrumental) 3:44
B5 Superfly 3:51

Todos os grandes têm "aquele" álbum onde tudo realmente se junta e não há como negar sua genialidade impecável. Ele foi uma influência para milhões em todo o mundo na época em que este álbum e filme foram lançados. A verdadeira genialidade aqui é que o filme é baseado na vida de um "Pusherman" e, de muitas maneiras, glorifica esse estilo de vida. Curtis pegou o roteiro e o virou de cabeça para baixo de uma forma tão brilhante e quase sutil que quase passou despercebido.
Little Child Running Wild " é um exemplo perfeito disso, enquanto o filme está ocupado glorificando seu príncipe do gueto, Curtis retrata a natureza terrível de sua condição e como ela veio a ser assim. " Pusherman " é a perfeição do gueto e, mais do que qualquer outra música, expõe a vida nas ruas do "bairro". É um ajuste perfeito para a cena do filme em que aparece e é um dos destaques absolutos. Parece quase que Curtis está glorificando aqui, mas se você ouvir, é quase uma zombaria do estilo de vida e daqueles presos a ele.

A próxima música é " Freddie's Dead " e mais do que qualquer outra mostra a genialidade desse homem. O personagem de Freddie tem exatamente 10 a 15 segundos, se tanto, no começo do filme e enquanto Curtis canta, ele é assassinado e jogado em um canto para morrer. Dessa pequena cena, o Sr. Mayfield nos dá a faixa mais longa do álbum e conta uma história tão envolvente com composições tão lindas que você realmente sente como se conhecesse o homem por toda a sua vida. E essa é a beleza mais profunda dessa trilha sonora, Curtis está contando outra história dentro da história que está sendo revelada na tela. Você realmente sentiria falta do conteúdo lírico dele dentro do contexto do filme geral se ele não estivesse lá. Como se houvesse várias cenas faltando.
Há 2 maravilhosas peças instrumentais " Junkie Chase " e " Think ", ambas as quais mostram as tremendas habilidades de composição musical de Mayfield que, para esses ouvidos, são inigualáveis. “ Give Me Your Love ” é uma música tão sensual quanto você já ouviu e é tão quente e fumegante quanto a cena de amor que ela tocou no filme. Outra joia da coroa no álbum é “ Eddie You Should Know Better ”, essa música é, de certa forma, o oposto exato de “Freddie's Dead” no sentido de que Eddie é um personagem principal e realmente outra alma triste que, em vez de lhe dar informações básicas, Curtis leva menos tempo para lidar, pois ele é um indivíduo verdadeiramente lamentável e a música apenas lamenta o estado em que ele acabou depois que tantas pessoas trabalharam tanto para ajudá-lo a melhorar.

“ No Thing On Me (Cocaine Song) é Curtis dando sabedoria comovente, é a denúncia mais reveladora do “estilo de vida do gueto” no álbum e é uma música tão poética quanto você ouvirá. E o título e a faixa de encerramento, “ Superfly ”, é outra música, que se você ouvir atentamente, não só não elogia o estilo de vida, mas é quase uma repreensão, pois a inteligência exibida nas ruas poderia ser usada para algo muito mais benéfico para ele e para a comunidade em geral.
Eu afirmei em várias ocasiões que o Sr. Mayfield foi o artista mais subestimado de todos os tempos. Suas letras, composições musicais e vocais e a combinação dos 3 foram tão impressionantes quanto qualquer um na história da música e eu colocaria seus álbuns contra qualquer artista e os álbuns do The Impressions contra qualquer grupo em qualquer gênero de qualquer período de tempo. Este realmente era seu momento de brilhar e ele brilhou, este álbum foi uma virada de jogo e a música foi a beneficiária de seus temas e técnicas maravilhosos.

 

MUSICA&SOM


Dexter Wansel – 1978 – Voyager

 



O tecladista/arranjador/produtor/artista de gravação Dexter Wansel pode ser ouvido em todo o catálogo da Philadelphia International Records de Kenneth Gamble e Leon Huff. Suas habilidades podem ser ouvidas em lados não PIR como "Where Are You Now" de Jermaine Jackson de seu LP de ouro Let's Get Serious e "Tonight" do LP Acquired Taste de Junior. Seus parceiros frequentes de composição eram Cynthia Biggs,  Bunny Sigler e T. Life.

Pioneiro do sintetizador, a primeira tarefa de arranjo de LP de Wansel foram várias faixas do  LP de Carl Carlton de 1975, I Wanna Be With You, produzido por Bunny Sigler. Uma música de Biggs/Wansel, "The Sweetest Pain", um dueto entre Wansel e Jean Carn, originalmente um single de 1979 do  LP Time Is Slipping Away  de Wansel , foi um LP popular transmitido por rádio do LP Zagora de Loose Ends.

Faixas
A1 All Night Long 5:34
A2 Solutions 4:57
A3 Voyager 8:13
B1 I Just Want To Love You 4:17
B2 Time Is The Teacher 5:30
B3 Latin Love (Let Me Know) 4:48
B4 I'm In Love 3:36

Depois de empregar muitas imagens de ficção científica/viagem espacial em seu primeiro álbum, Life on Mars, Dexter Wansel se afastou do tema do espaço sideral em seu segundo álbum, What the World Is Coming To. Mas, como se viu, isso foi apenas temporário, a capa do terceiro álbum de Wansel, Voyager, o encontra vestido como um astronauta. No final dos anos 70, Wansel não era conhecido por gravar álbuns unidimensionais e ele faz jus à sua reputação de diversidade neste lançamento decente de 1978, que varia do funk (“ All Night Long ”, “ I Just Want to Love You ”) e soul suave da Filadélfia (“ I'm in Love ”) ao pop-jazz instrumental (“ Time Is the Teacher ”) e fusion (“ Voyager ”).

A maioria dos instrumentais que Wansel forneceu no final dos anos 70 eram mais pop-jazz/NAC do que fusion, mas a faixa-título do Voyager é o tipo de fusão pesada e agressiva que se esperaria do Return to Forever de Chick Corea ou da Mahavishnu Orchestra de John McLaughlin nos anos 70. E isso é irônico porque um dos músicos que aparece nessa faixa é o saxofonista da Filadélfia George Howard, que se tornou um favorito do NAC/smooth jazz nos anos 80, mas ainda não havia lançado nenhum álbum próprio em 1978. O Voyager não chega a ser alucinante, mas é um disco agradável que merece crédito por sua natureza imprevisível.

 

MUSICA&SOM


Destaque

We All Together - We All Together 2 (1974)

  Continuamos com o rock peruano e todas as suas joias escondidas, agora em um estilo à la Beatles, algo que você já pode perceber pela capa...