quinta-feira, 12 de junho de 2025

Dryewater - Southpaw (1974)

 



Banda de Carolina do Norte, formada por Richard Drye, esta banda faz um hard rock classico do inicio ao fim, com algumas leves passagens pelo Southern rock, este álbum é raro (foram prensados apenas 500 cópias) e unico, já que infelizmente Richard Drye deixou este mundo há muitos anos.

01. Winterground
02. Trouble
03. Give Yourself Time To Live
04. Don’T Let Her Sleep Too Long
05. Let Me Take You
06. Thunder
07. See Them Run
08. Revelation
09. Set Out On The River
10. After All

Robert Blair - bass, vocals
Richard Drye - lead vocals, gutars
Shaye Drye - keyboards, vocals
Garland Walker Stidham - drums







Andromeda - Andromeda (1969)

 




"O Andrômeda foi uma daquelas bandas que possuem a capacidade de juntar, "antes da fama", vários craques que por outras circunstancias foram fazer sucesso em outras grandes bandas. Originalmente, a banda inglesa foi formada no maravilhoso (pelo menos lá por aqueles lados) ano de 1968, tendo em sua primeira formação John Cann na guitarra, Richard Sherman no vocal, Roger Dean no baixo e Keith Hodge nos teclados. Após algumas tentativas de êxito, o pessoal saiu, ficando apenas John Cann, que rapidamente recrutou Mick Hawksworth para o baixo e Ian Mclane na bateria para então formar o Andrômeda.

Apesar de alguns considerarem o Andrômeda como uma banda de rock progressivo, acredito ser mais fácil identificar a banda com um estilo mais próximo do hard psicodélico com algumas levadas progressivas. Após o difícil inicio, a banda conseguiu assinar com a RCA Records para um primeiro single. Com algum êxito, eles conseguiram fechar o contrato para a gravação do primeiro LP já em 1969.

O disco em questão é daquelas bons de serem ouvidos de ponta a ponta. Começa com Too Old (4'58), sonzão psicodélico com destaques para as guitarras e uma sensacional linha de baixo. Este início diz tudo: o instrumental beira a perfeição, o refrão pega de primeira, enfim, o disco promete. A segunda faixa é Day of the Change (5'02), música mais tranqüila do que a anterior. O baixo novamente impressiona pela qualidade e a melodia é de extrema beleza. A próxima é And Now The Sun Shines (4'00) uma levada mais jazzistica, destacando uma guitarra mais light e um vocal que beira algo mais baladeiro. Bela canção.

Turns to Dust (6'49) é a quarta faixa, e surge dividida em três partes: Discovery, Sanctuary e Determination. O resultado é pauleira típica do final dos anos 60. O acompanhamento do baixo é simplesmente genial. Lembra de leve algo dos três primeiros álbuns da fase pré hard rock do legendário Deep Purple, ou coisas do ótimo Warhorse. O solo de guitarra no meio desta música é algo para "viajar" de tão belo, e de extremo bom gosto. O baixo alucinado de Mick na parte final da música é algo particularmente sensacional. A melhor faixa do disco.

Return to Sanity (8'20), a seguinte, também é dividida em três partes: Breakdown, Hope e Conclusion. Esta é a faixa mais enigmática do álbum. O destaque desta vez fica por conta da guitarra que sola simplesmente o tempo todo. A sexta faixa é The Reason (3'32), a única cuja autoria não é de John Cann, sendo composta pelo baixista Mick Hawksworth. Apesar de interessante trabalho instrumental não está entre as melhores do disco. Na seqüência temos I Can Stop the Sun (2'10), a balada do disco. Lindo trabalho de vocais e apenas acompanhamento da guitarra.

Para finalizar o álbum surge When to Stop (8'32), também dividida em três temas, sendo The Traveller, Tunning Point e Jorney's End. Grande estilo para o fechamento deste clássico do psicodelismo inglês. A faixa começa calminha, mas atinge seu ápice no final, tornando-se uma das melhores do álbum, no nível de Turns to Dust. Apesar de sua reconhecida qualidade, o Andrômeda não conseguiu o sucesso esperado, permitindo que seus integrantes partissem para novos projetos, e alcançassem exito desta forma. Certamente o Andrômeda foi um belo estágio para eles.

Primeiro John, que virou DuCann, partiu para o antológico Atomic Rooster, ficando por lá por dois anos e tendo participado da gravação dos obrigatórios Death Walks Behind You e ...In Hearing Of, sendo sem dúvida os dois melhores álbuns da excepcional banda do organista talentoso e alucinado Vicent Craine.

Logo após a saída do Atomic Rooster, John formou junto com o baixista John Gustafson, ex-Quatermass, e o baterista Paul Hammond o maravilhoso Hard Stuff. O resultado da união foi a gravação da obra prima Bullet Proof, em 1972. John Cann ainda tocou no irlandês Thin Lizzy em 1974 para finalizar a tour européia da banda quando da saída do guitarrista Gary Moore. Ele ainda tocou com outras bandas além de alguns trabalhos solos durante os anos 80.

O fantástico baixista Mick ajudou a fundar o também sensacional Fuzzy Duck, tendo gravado em 1971 o ótimo e único álbum desta banda. Mick ainda participou da versão alternativa do Ten Years After, do guitarrista Alvin Lee, chamdada Ten Years Later, durante o final dos 70. Já o baterista McLane não conseguiu êxito após o fim do Andrômeda, tendo se retirado da cena musical.

Sobre os relançamentos do Andrômeda, é conhecida uma versão em CD lançada pela Repeitore Records em 1994, e que contém nada menos do que oito bônus tracks, sendo que as duas primeiras são as faixas do single gravado pela banda em 1968. O material inédito é bem interessante também.

Já o LP, é covardia. Andrômeda foi relançado em 2000 pela Angel Air Records, com capa dupla, fotos da época, que, inclusive, trazem cartazes de shows da banda sozinha ou com convidados como Black Sabbath, além de uma foto com o Andrômeda tocando com John Peel dando uma canjinha. A única reclamação é que mudaram a cor da capa de laranja (original) para lilás, mas tudo bem, a edição ficou muito bonita mesmo assim. Sem dúvida um dos grandes álbuns desta prolifera e criativa época dos bons sons."


1.Too Old - 5.00
2.Day of The Change - 5.04
3.And Now the Sun Shines - 4.01
4.Turn to Dust - 6.52
5.Return to Sanity - 8.22
6.The Reason - 3.33
7.I Can Stop the Sun - 2.10
8.When to Stop - 8.43
9.Go Your Way (Bonus) - 3.05
10.Keep Out Cos I´m Dying (Bonus) - 3.47
11.The Garden of Happiness (Bonus) - 3.13
12.Return to Exodus (Bonus) - 2.28
13.Let´s All Watch the Sky Fall Down (Bonus) - 4.04
14.Darkness of Her Room (Bonus) - 5.12
15.See Into the Stars (Bonus) - 7.15
16.Search On (Bonus) - 3.09







Hard Stuff - Bulletproof - Bolex Dementia (1972 - 1973)

 



Bulletproof (1972)


Banda de Hard Rock inglesa formada por John Cann e Paul Hammond, ambos ex- Atomic Rooster e John Gustafson ex-Quatermass. Lançaram apenas esses dois discos aqui postados, o primeiro 'Bulletproof' em 72 e 'Bolex Dementia' em 73. Comparando com o Atomic Rooster que é mais progressivo, Hard Stuff foi baseada numa guitarra mais pesada e agressiva."



John Cann -guitarras e vocal
John Gustafson -baixo e vocal
Paul Hammond -bateria

01. Jay Time
02. Sinister Minister
03. No Witch At All
04. Taken Alive
05. Time Gambler
06. Millionaire
07. Monster In Paradise
08. Hobo
09. Mr Longevity - Rip
10. Provider - Part One



Bolex Dementia (1973)



01 sick n' tired
02 mermany
03 jumpin' thumpin' (ain't that somethin')
04 dazzle dizz
05 bolex dementia
06 roll a rocket
07 libel
08 ragman
09 spider'e web
10 get lost







The Samurai Of Prog - 2021 - The Lady And The Lion And Other Grimm Tales I

 

1 Into The Woods 3:06
2 The Three Snakes-Leaves 9:43
3 Iron John 5:57
4 A Queen's Wish 11:36
5 The Lady And The Lion 3:58
6 The Blue Light 6:48
 
 

Bennie Maupin - 1978 - Moonscapes

 



Nightwatch 6:09
Farewell To Rahsaan 3:34
Anua 6:48
A Promise Kept 5:46
Just Give It Some Time 4:45
Sansho Shima 4:23
Crystals 1:18
 




Diana Ross – 1968 – Join Τhe Temptations & Τhe Supremes

 



Da mesma forma que Diana Ross e The Supremes  dominaram as paradas pop da Billboard entre 1964 e 1970, o grupo The Temptations, também da Motown , conquistou um domínio poderoso no topo das paradas de R&B. Considere isto: As Supremes emplacaram uma dúzia perfeita de sucessos pop #1 na Billboard, começando com " Where Did Our Love Go " em 1964 e terminando com " Someday We'll Be Together " em 1969. Da mesma forma, The Temptations emplacou um enorme sucesso #1 R&B com " My Girl" em 1965, e acumulou mais treze sucessos nas paradas durante os dez anos seguintes, terminando com " Shakey Ground " em 1975. O sucesso de ambos os grupos foi vital para o sucesso geral da Motown, e isso nunca foi mais evidente do que em dezembro de 1968, quando a gravadora alcançou um feito incrível; como relatado por Berry Gordy, Jr. em seu livro  To Be Loved,  cinco discos do top 10 da Billboard Hot 100 vieram do grupo Hitsville... e três deles tinham os nomes Diana Ross and The Supremes e/ou The Temptations.

O sucesso duplo de The Supremes e The Temptations é fascinante por causa da história compartilhada dos grupos. Muito antes de se tornarem estrelas, Diana Ross, Mary Wilson e Florence Ballard foram recrutadas pelos futuros Temptations Eddie Kendricks e Paul Williams (então conhecidos como The Primes) para se tornarem The Primettes, um grupo irmão. Ambos os grupos eram gerenciados por Milton Jenkins, e Ross mais tarde lembraria: "Milton Jenkins pensou que nosso grupo e Cal  (sic) , Eddie e Paul, que se chamavam Primes e estavam tentando fazer um ato para si mesmos, poderiam ser uma boa combinação para cantar juntos. Embora nunca tenhamos nos apresentado com eles até muito mais tarde, quando éramos as Supremes e eles eram os Temptations, costumávamos ensaiar com eles depois da escola" ( Secrets Of A Sparrow , 93). Em suas próprias memórias, Mary Wilson se lembra dos caras ensinando-os a cantar harmonias e ajudando a coreografar suas rotinas de palco. Havia uma afinidade óbvia entre os grupos e, depois que ambos alcançaram o estrelato, deve ter parecido óbvio juntá-los.

Faixas
A1 Try It Baby 3:41
A2 I Second That Emotion 2:28
A3 Ain't No Mountain High Enough 2:16
A4 I'm Gonna Make You Love Me 3:05
A5 This Guy's in Love With You 3:46
A6 Funky Broadway 2:32
B1 I'll Try Something New 2:18
B2 A Place in the Sun 3:28
B3 Sweet Inspiration 2:54
B4 Then 2:15
B5 The Impossible Dream 4:45

Diana Ross and The Supremes Join The Temptations  seria o primeiro de quatro álbuns conjuntos de Diana Ross e The Supremes and The Temptations; lançado no final de 1968, serviu como uma espécie de ferramenta promocional para a próxima transmissão do primeiro especial de televisão do grupo no horário nobre,  TCB  (que foi ao ar em 9 de dezembro de 1968 na NBC-TV). O single principal estava programado para ser " The Impossible Dream ", uma música que serviu como o final dramático do especial; no entanto, a Motown optou por " I'm Gonna Make You Love Me ", um cover de uma música de Dee Dee Warwick de 1966. Provou ser uma boa jogada; essa música rapidamente subiu nas paradas, chegando ao segundo lugar nas listas de pop e R&B da Billboard (e atingindo o primeiro lugar na parada de singles da Cash Box). O enorme sucesso do especial de televisão, "I'm Gonna Make You Love Me", e a incrível popularidade de ambos os grupos (cada um estava simultaneamente aproveitando seu próprio grande sucesso, " Love Child " para The Supremes e " Cloud Nine " para The Temptations) levaram  Join  à posição #2 da Billboard 200, uma melhoria significativa em relação aos três lançamentos anteriores das Supremes e o melhor desempenho de um LP dos Temptations até então.

Diana Ross and The Supremes Join The Temptations  não é um álbum muito empolgante em termos de material; não há uma única música original incluída, e a maioria das faixas são covers de sucessos da Motown frequentemente gravados. Se há empolgação, ela reside na maneira como as vozes desses artistas experientes trabalham juntas de maneiras tão surpreendentes e satisfatórias. O produtor Frank Wilson já havia trabalhado com ambos os grupos, produzindo " All I Need " em The Temptations e " Bah-Bah-Bah " (de  Reflections ) para Diana Ross and The Supremes; Wilson entendeu claramente o que tornava cada um dos vocalistas do grupo único e elaborou combinações inteligentes para exibi-los ao máximo. Os destaques são os dois singles americanos do álbum; embora " I'll Try Something New " não tenha igualado o sucesso do primeiro single, é um dos singles da Motown mais deslumbrantes da época e merecia ser um sucesso muito maior. Grande parte do resto do álbum parece preenchimento, mas pelo menos não é um preenchimento ruim;  Join  não traz nenhuma novidade para os antigos Primes e Primettes, mas, cara, o som familiar é muito bom.

Comercialmente falando, a decisão de unir Diana Ross e The Supremes com The Temptations foi brilhante. Como mencionado anteriormente,  Diana Ross and The Supremes Join The Temptations  foi um tremendo sucesso para ambos os grupos, alcançando a segunda posição na Billboard 200 logo após seu lançamento em novembro. Melhor ainda, quando a  trilha sonora de TCB  chegou às lojas um mês depois, disparou para a primeira posição, tornando-se o terceiro LP das Supremes a liderar as paradas e o primeiro (e único) dos Temptations. Mas, além dos aspectos comerciais, foi uma combinação criativamente vencedora também; Diana Ross, Mary Wilson e Cindy Birdsong emprestaram um pouco de seu brilho deslumbrante ao projeto, e os rapazes responderam com um funk audacioso. Se houvesse material melhor incluído — e algumas originais também — este poderia ter sido um dos melhores álbuns de todos os tempos da Motown. Do jeito que está, é uma prova do talento inacreditável que cresceu em Detroit e foi cultivado na Motown. Os oito vocalistas aqui sonharam um sonho impossível — e como diz a música, o mundo é melhor por isso.

MUSICA&SOM ☝


Destaque

NAZARETH ● Close Enough For Rock 'N' Roll ● 1976

  Artista: NAZARETH País: Reino Unido Gêneros: Hard Rock, Heavy Metal Álbum: Close Enough For Rock 'N' Roll Ano: 1976 Duração: 35:50...