segunda-feira, 23 de junho de 2025

Capitolo 6 - Frutti per Kagua (1972)

 

O ano era 1969. O rock progressivo italiano era apenas uma “maquete”, embrionário. Sequer falava em rock progressivo em qualquer parte do mundo, inclusive, no máximo se tinha músicas de improvisação, experimentais, sem a tal nomenclatura que se convencionaria no seu auge, lá pelo ano de 1971, 1972, aproximadamente.

O beat italiano, baseado na psicodelia norte americana, com um viés comercial, porque adicionava um “tempero” da música popular italiana era o que se ouvia nas rádios de música italianas e tinham em bandas como Le Orme, por exemplo, como seu principal expoente, sua principal referência.

E bandas como essas que edificariam o estilo progressivo que tomaria conta dos olhares de algumas gravadoras e selos que surgiriam investindo nessas bandas de jovens transviados que gostariam de ousar na música, importando o prog rock da Inglaterra, sobretudo de bandas icônicas como Emerson, Lake & Palmer.

Algumas bandas italianas, como Premiata Forneria Marconi, o próprio Le Orme, foram bandas que beberam dessa cena beat e que logo reformulariam a sua sonoridade aderindo ao rock progressivo que, nos idos de 1971 e 1972, estava em voga.

Mas apesar da prolífica cena progressiva que invadia a Itália no início dos anos 1970, algumas bandas caiam no mais puro ostracismo, tornando-se obscura, pela sua estrutura sonora, pelas mensagens afiadas de suas letras, muitas de cunho político e comportamental que, em virtude de uma sociedade conservadora, são relegadas ao esquecimento.

E uma banda, rara e obscura, pode se adequar a esse cenário com segurança é o CAPITOLO 6 com o lançamento de seu único álbum, em 1972, chamado “Frutti per Kagua”. A banda, para variar, permaneceu desconhecida na Itália, a despeito da qualidade de sua música, que entrega um progressivo vigoroso e repleto de complexidade, uma sonoridade inquieta e “escrava” da livre criatividade de seus músicos.

Capitolo 6

O Capitolo 6 foi formado em 1969 a partir da fusão de duas bandas: I Rangers, de Livorno e o Gli Eremiti da região de Viareggio. O quinteto original, que continha dois bateristas, consistia em Riccardo Bartolotti (vocal, guitarra, flauta), Jimmy Santerini (teclados, vocais), Giovanni Galli (baixo e bateria) imediatamente substituído por Mauro Romani (baixo), Lorenzo Donati (bateria, voz) e Luciano Casa (guitarra, bateria). Entretanto há alguns desencontros de informações divulgadas sobre a banda, principalmente quanto ao local em que foi formada, onde aventou-se que os mesmos tenham surgido em Roma.

Contudo não é apenas essa informação que gera discussão e questionamento, pois de acordo com algumas informações divulgadas, o Capitolo 6 teria lançado um single para o selo “Acto” praticamente assim que foi formada, que é a “Cool Jerk” e “Please, Please, Please”, ambos covers da banda Capitols, mas a notícia é discutível a ponto, inclusive, de ser categoricamente negada por um dos membros da banda.

O Capitolo 6 conseguiu um contrato, em Roma, com a subsidiária da RCA, a IT, que era dirigida por Vincenzo Micocci, graças à intercessão do amigo e produtor de Viareggio, Franco Tessandori, lançando seu primeiro e real single chamado “Mi Innamoro di Te”, em 1971.

A banda já estava radicada em Roma e o novo quinteto com Loriano Berti, da região de Grosseto, aconteceu, substituindo Luciano Casa. É provável que o Capitolo 6 tenha sofrido várias mudanças de formação nesse período e a prova contundente é de um clipe da TV iugoslava chamada “Tele Capodistria”, já os mostra como um quarteto, com Donati como vocalista, Santerini (no baixo), sax/flautista Berti e o guitarrista Roberto Ghiozzi (ex-tecladista e cantor do grupo beat de Livorno, I Satelliti), este último como substituto temporário de Bartolotti que não tinha passaporte para ir para o exterior.

A banda esteve bem ativa fazendo vários shows pela Itália e ganhou alguma visibilidade no Viareggio Pop Festival em 1971 abrindo shows, inclusive, do Led Zeppelin. Finalmente veio o momento de gravarem o seu álbum de estúdio que passaria a se chamar “Frutti per Kagua”, em 1972. A capa do álbum denuncia um trabalho conceitual, que fala sobre a origem dos “Redskins americanos” e as complicadas negociações de terras indígenas pelo homem branco.

“Frutti per Kagua”, quando foi gravado e lançado, tinha, em seu line up cinco integrantes, que são Riccardo Bartolotti nos vocais, guitarra e flauta, Jimmy Santerini nos teclados e vocais, Loriano Berti no saxofone e flauta, Maurizio Romani no baixo, Lorenzo Donati na bateria e vocais. Mas foi reduzida para um quarteto, com a efetivação de Santerini e Bortolotti.

O álbum tem duas faces bem distintas, mas homogeneizadas por uma sonoridade bem dura, substancial, consistente e enérgica com grandes trechos de rock progressivo, sinfônico e até mesmo um volumoso hard rock. Tem quebras de ritmo bem ousadas, com passagens de tirar o fôlego com quebras entre um verso e outro das músicas com destaque para os vocais com a flauta e o sax sobressaindo em alguns ótimos momentos.

O álbum é composto por apenas cinco, mas fabulosas faixas, sendo a primeira uma verdadeira joia digna do que conhecemos como rock progressivo italiano. A faixa título, “Frutti Per Kagua”, de quase 19 minutos, é conduzida com extrema perfeição por Berti com belas passagens de flauta ao longo de seu percurso. Traz também uma forte seção de blues rock que me faz lembrar os primeiros trabalhos do Jethro Tull e até algo de “Benefit”. A guitarra é carregada de emoção, com bons e elétricos riffs. E quando os instrumentos se “desligam” por um momento arpejos de órgão se estabelece dando entornos evidentes de rock progressivo, mantendo um forte diálogo com a flauta. É sem dúvida uma faixa aclamada, definitiva da banda.

"Frutti per Kagua"

“Grande Spirito” é uma linda balada acústica, bem cativante, traz uma levada bem contemplativa, viajante, em uma atmosfera bem dramática, intensa. A faixa não é brilhante, mas linda e visceral.

"Grande Spirito"

“Il Tramonto di un Popolo” começa com um breve canto e ruídos de bateria, antes que a instrumentação traga uma alternância sólida de passagens de rock furioso e passagens pastorais. A diversidade que levou 18 minutos para se desenvolver e se acomodar na suíte está aqui compreendida sem perder um pingo de tensão. 

"Il Tramonto di un Popolo"

O encerramento do álbum é com a faixa 'L'Ultima Notte' carrega uma vibração muito semelhante, embora com maiores doses de expansão e fluidez, o que é bom para seus quase doze minutos de duração. O baterista trabalha eficientemente na base, enquanto o guitarrista principal oferece o que são indiscutivelmente seus melhores solos no álbum. 

"L'Ultima Notte"

“Frutti per Kaqua” foi relançado em 1999 pelo selo Akarma com uma capa dobrável. As primeiras cópias desta reedição tinham o desenho da capa impresso ao contrário e abrindo-a não dá para ver todo o cacique, pois as duas metades são giradas 90 graus uma em relação à outra. Este defeito foi corrigido em cópias posteriores.

Novas reedições de vinil foram lançadas em 2017 e 2020. O álbum foi relançado em CD em março de 2003 pela BMG, com capa “mini-LP” gatefold e obi, como parte de sua série “Dei di um Perduto Rock” e, posteriormente reimprimido em outubro do mesmo ano, quando um segundo lote desses CDs saiu.

O álbum foi relançado em CD em março de 2003 pela BMG com capa mini-LP gatefold e obi, como parte de sua série "Dei di un Perduto Rock", e posteriormente reprimido em outubro do mesmo ano, quando um segundo lote desses CDs saiu.

Como muitas bandas e artistas assinaram com a RCA, o Capitolo 6 foi destaque em algumas compilações lançadas por esta gravadora. Um deles foi o “Sanremo 1972”, um álbum que incluía originais e remakes da edição daquele ano do concurso de canções da TV italiana.

O Capitolo 6 não apareceu no show, mas foi incluído no LP com suas músicas cover: “Jesahel” e “T Voglio” do Delirium. Uma compilação semelhante chamada “Hit Parade Itália número 4 – Sanremo ‘72”, foi lançada na Alemanha, novamente pela RCA.

Outras compilações foram lançadas na América do Sul, uma delas na Venezuela chamada “Em Español: Los Finalistas del Festival de Sanremo 1972 e incluiu algumas faixas do Capitolo 6. Na Argentina uma outra compilação foi lançada, mas agora do festival de Sanremo de 1971 intitulada “Festival de Sanremo 1971.

O segundo single do Capitolo 6, “M’innamoro di Te”, foi lançado em versão em espanhol (“Me Enamoro de Ti” e “Amabamos Tres”) foi lançado na Argentina e no Uruguai, bem como na Venezuela. Algumas faixas, para o mercado sul americano, foram gravadas pela banda após este single, porém nunca lançadas.

Uma reedição de “Frutti per Kagua” foi lançada no Japão em 2008, em CD, pela BMG com uma capa de mini-LP reproduzindo o original.



A banda:

Riccardo Bartolotti nos vocais, guitarra, flauta

Jimmy Santerini nos teclados e vocais

Loriano Berti no sax e flauta

Maurizio Romani no baixo

Lorenzo Donati na bateria e vocais

 

Faixas

1 - Frutti per Kagua

2 - Grande Spirito

3. Il Tramonto di un Popolo

4. L'Ultima Notte 


Capitolo 6 - "Frutti per Kagua" (1972)



Joker's Memory - Joker's Memory (1976)

 

 

Quando falamos em uma banda rara e obscura, não se enganem, amigos leitores, não traz e não deve trazer, em hipótese alguma, a percepção de falta de qualidade, de algo ruim.

Quando falamos em banda que não atingiu sucesso e automaticamente associamos a também falta de qualidade, não se enganem também, não é porque a mesma é ruim. É só a ausência do sucesso comercial, que deve ser dissociado da qualidade.

É sabido que o conceito de qualidade é subjetivo, depende de quem “consome o produto”, mas essa máxima, carregada de estereótipo e visões pré-concebidas, não devem, penso, ser levadas em consideração sempre e servir como parâmetro de concepção de qualidade ou coisa que valha.

Mas na música e na arte como um todo devemos “carimbar” um padrão de qualidade, algo pré-determinado, algo definido por um “distinto” e magnânimo grupo seleto que foram escolhidos, sabe-se lá por quem, para escolher o que é melhor para todos?

A arte não pode ser concebida e entendida dessa forma. Ela é viva e latente e ela satisfaz ou deve satisfazer a todos da forma que cada um achar conveniente. E com a música, uma particular forma de arte, não foge à regra.

Mesmo que bandas sejam obscuras ou que, por algum motivo, não atingiu êxito comercial, podem sim promover grandes feitos sonoros e o único entrave, além do vilipêndio da indústria fonográfica, são os parcos recursos tecnológicos de que goza por conta exatamente desse ostracismo por parte dos executivos das grandes gravadoras.

E, mais uma vez, não se enganem amigos, mesmo diante dos poucos recursos a seu favor bandas conseguem, à duras penas, na base da persistência e amor à música, gravar seus álbuns, independente das péssimas e adversas condições de produção.

Essa é a diferença das bandas que imprimem as suas verdades aos seus trabalhos, que deixam aflorar as manifestações criativas e a essas se rendem magistralmente, onde mesmo diante das dificuldades produzem grandes obras.

E perante a tudo que produzi nessas linhas eu preciso falar de uma banda que muito pouco se sabe, essa é verdadeiramente uma banda que podemos dizer que é obscura, rara ao extremo, mas que aqui, neste reles e humilde blog, merece a luz, a luz ao seu exuberante rock progressivo sinfônico.

A banda que me refiro é a JOKER’S MEMORY. Banda sediada na cidade de Ottawa, capital do Canadá, gravou apenas um álbum, homônimo, em 1976 e simplesmente desapareceu sem deixar rastros. Há fontes, poucas, diga-se de passagem, que dizem que o álbum fora lançado em1975. Teria sido gravado entre agosto de 1975 e janeiro de 1976. Não há registro de fotos, de imagens da banda atuando em estúdio, absolutamente nada, o que impõe a sua condição de obscura e rara.

O álbum, que contém apenas uma faixa de vinte minutos no total, é dividida em três partes, cujos nomes das músicas trazem o nome da banda, como: “A Joker’s Memory Part One”, “A Joker’s Memory Part Two” e “A Joker’s Memory Part Three”.

A faixa, a música foi escrita e arranjada por James Arthur Holt e Christopher Arthur Ellis, sendo concebido no estúdio “MARC”, em Ottawa. Este último, Chris Ellis, era da banda sendo o pianista, o técnico e o engenheiro de som.

A arte da capa, linda, por sinal, trazendo uma figura um tanto quanto primitiva e que, me perdoem a licença poética, me remete a uma figura que pensa, reflete ao estilo “O Pensador”, de Claude Monet e que talvez explique o nome da banda: “A memória do palhaço” ou “A memória do coringa”.

A arte apresenta uma pasta na capa e na contracapa, com uma tiragem mínima, de cerca de 100 cópias, pasmem! Vejam o tamanho da obscuridade dessa banda que produziu um álbum quase que artesanalmente e que hoje certamente se tornou um artigo de luxo, de colecionador e que deve valer uma fábula de dinheiro.

O projeto de “Joker’s Memory” é do baterista Steve Hollingworth, oriundo de Ottawa. A banda, numerosa, era formada por: Steve Hollingworth na bateria, percussão, sinos e vocal, Peter Fredette no baixo e vocal, Dave Binder na guitarra, Brian Sim na guitarra e vocal, Chris Ellis no piano, órgão elétrico e sintetizadores, Floyd Bell no vocal, Joey Hollingworth no vocal, Jim Ounsworth no backing vocal e Jim Holt também no vocal.

“Joker’s Memory” foi um trabalho majoritariamente de rock progressivo sinfônico com passagens comerciais denunciadas principalmente por vocais melódicos e melodiosos que vagam pelo rock clássico e o soft rock.

“Joker’s Memory Part One” inaugura com a predominância dos teclados e piano, com um forte viés do progressivo sinfônico, bem como comercial, algo acessível, mas de qualidade superior, primando pelo instrumental, com discretas passagens de guitarra, com apenas alguns dedilhados que me trazem à recordação um folk music e um vocal extremamente melódico. A música trafega em mudanças de ritmo, com boas e simples variações tendo sempre o sinfônico como o carro-chefe.

"Joker's Memory Part One"

"Joker’s Memory Part Two” começa mais intenso com guitarras mais vívidas e intensas, mas ainda com discretos riffs com a companhia de baterias mais secas e batidas igualmente fortes e marcadas, tendo ainda a presença do piano que traz uma textura mais evidente de um soft rock com passagens de folk rock também, evidenciando, diria, algo mais psych com viés radiofônico.

"Joker's Memory Part Two"

“Joker’s Memory Part Three” traz um vocal bem melódico e dramático quase que à capela, apenas acompanhado por delicado piano em uma concepção acústica e de atmosfera psicodélica, mas pouco experimental. O vocal vai ficando mais intenso e descortina um solo de teclado viajante denunciando a sua faceta sinfônica.

"Joker's Memory Part Three"

“Joker’s Memory” lamentavelmente não conta com uma boa produção, soa um pouco “abafado”, mas que, em momento algum denuncia a má qualidade na música, pelo contrário. Um som cativante, solar, introspectivo e sombrio, às vezes, e assim trafega em vários aspectos que vai do soft rock, ao prog rock e a rock psych.

A obscuridade merece luz, o rock obscuro precisa sair do ostracismo e ganhar vida, alçar voos e pousar nos nossos ouvidos, corações e almas e o trabalho abnegados de seus apreciadores são preponderantes para essas movimentações ganhando corpo, substância e barreiras como o estereótipo e intolerância a questões “técnicas” como produção e sucesso comercial e deixar a arte falar por si só em suas várias encarnações.




A banda:

Steve Hollingworth na bateria, percussão, sinos, vocal

Peter Fredette no baixo, vocal

Dave Binder na guitarra

Brian Sim na guitarra, vocal

Chris Ellis no piano, órgão elétrico, sintetizadores

Floyd Bell no vocal

Joey hollingworth no vocal

Jim Ounsworth no backing vocal

Jim Holt no vocal

 

Faixas:

1 – Joker’s Memory Part One

2 – Joker’s Memory Part Two

3 – Joker Memory Part Three


Para ouvir o álbum na íntegra acesse aqui!


BIOGRAFIA DE Patricia Kaas

Patricia Kaas

Patricia Kaas (ForbachLorena7 de dezembro de 1966) é uma cantora e atriz francesa. Ela nasceu de pai francês e mãe alemã. Desde que gravou seu primeiro CD, Mademoiselle chante…, em 1988, Kaas vendeu mais de 16 milhões de CDs em todo o mundo.[1][2]

Biografia

Começou a se apresentar ainda jovem, e durante oito anos, interpretou cantores de títulos populares, tais como Sylvie VartanClaude FrançoisMireille MathieuLiza Minnelli, entre outros, em Salões de Dança, festas familiares e pequenos eventos.
Patricia era extremamente talentosa como artista e criava seu próprio mundo e, em 1985, gravou o seu primeiro single, "Persian", que foi a chave para as portas do sucesso.
Conseguiu gravar seu primeiro disco em 1988, depois de uma reunião com a Didier Barbelivien, com o título Mademoiselle Chante Le Blues. O título é um verdadeiro sucesso e o álbum consegue atingir grande parte do público alvo.
Patricia Kaas começou a ficar famosa na França e em toda a Europa e era vista como a nova Edith Piaf. Seus próximos álbuns vendem centenas de milhares de cópias e são repetidamente premiados pelo Victoires de la Musique.
Rodeada pelos melhores compositores, como Jean-Jacques GoldmanPascal ObispoRoda-Gil, entre outros, Patricia Kaas decide pausar sua carreira, em 2001, para participar no filme reproduzido por Claude Lelouch And Now... Ladies and Gentlemen. Também registra a trilha sonora do filme, o que ajuda a aumentar o seu sucesso internacional.
Em 2003, é lançado Sexo Forte, que, mais uma vez, leva seu nome ao redor do planeta.
Temos de esperar cinco anos antes de ouvir novamente Patricia Kaas num estúdio, em seu oitavo álbum, Kabaret, que saiu atrasado em 2008. Como de costume, dão prioridade a novos cenários para shows e grande parte do ano de 2009 vai ser ocupada por uma turnê internacional para confirmar o seu lugar como embaixatriz da canção francesa.

Festival Eurovisão da Canção 2009

A França é um dos 4 países que pertence ao grupo dos Big4, por isso a sua passagem à final, é directa (isto é, não tem que passar por nenhuma das duas semifinais). Patricia Kaas, cantora de renome francês e, muitas vezes apelidada como a nova Edith Piaf, representou a França em Moscovo com a canção Et s'il fallait le faire.

Discografia

Álbuns

  • 1988 : Mademoiselle chante...
  • 1990 : Scène de vie
  • 1991 : Carnets de scène 1
  • 1993 : Je te dis vous
  • 1995 : Tour de charme 1
  • 1997 : Dans ma chair
  • 1997 : Black Coffee (fora de comércio)
  • 1998 : Rendez-vous 1
  • 1999 : Le Mot de passe
  • 1999 : Christmas in Vienna VI (com Plácido Domingo e Alejandro Fernández (acompanha pela Orquestra Filarmônica de Viena)
  • 2000 : Ce sera nous 1
  • 2001 : Les indispensables de Patricia Kaas 1
  • 2001 : Rien ne s'arrête ²
  • 2002 : Piano Bar
  • 2003 : Sexe fort
  • 2005 : Toute la musique... 1
  • 2007 : Ma Liberté contre la tienne ²
  • 2008 : Kabaret
1 Álbuns ao vivo
2 Compilações




CAROLINA

 


Numa época em que surgem tantas vozes no Fado e em que a nossa canção nacional vive um momento áureo, também os nossos sentidos tornam-se simultaneamente mais exigentes, mais seletivos. A seleção que deveria ser algo tão complexa, é efetivamente simples e natural quando escutamos Carolina.

Carolina nasceu em Hamburgo (Alemanha) a 12 de Abril de 1984 e veio para Portugal com apenas 5 meses, mais propriamente para Trás-os-Montes, onde teve muito cedo o seu primeiro encontro com o Fado. O pai de Carolina ensinara-lhe fados como a célebre “Rua do Capelão” e a mãe cantava-lhe músicas do cancioneiro português.

Com 10 anos, Carolina mudou-se com a família para o Porto, onde passou toda a sua juventude. A menina que gostava de Fado, gostava também de Teatro, de fantoches, de “mundos do faz-de-conta” e todas as brincadeiras estavam sempre ligadas às artes. Nesse mesmo ano a madrinha inscreveu-a no Coro Infantil do Círculo Portuense de Ópera. Estreouse no mesmo ano como Amahal na ópera de Gian Carlo Menotti no Teatro Nacional Carlos Alberto, pela mão da Professora Palmira Troufa que a acompanhou durante 11 anos.

Aos 15 anos, frequentou um curso técnico-profissional de Design tendo vindo posteriormente a frequentar Artes Plásticas-Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Ao mesmo tempo estudava Canto no Conservatório. Quase que se antevia a escolha.

De Amália recorda-se igualmente de dois discos marcantes, “Amália no Café Luso” e o “Busto”, que a mãe comprou poucos dias depois de Amália morrer e que Carolina lhos “roubara” para os escutar vezes sem conta. Foi Amália que a cativou, rendendo-se assim ao timbre, beleza e modo de cantar da fadista.

O grande salto viria a ser dado pouco depois – respondendo ao desafio de uma amiga – numa noite de Fado realizado num bar do Porto (Pop), onde cantou os únicos três fados que sabia de cor impressionando todos os presentes. Por ali conheceu também António Zambujo, Miguel Araújo, entre outros. Foi nesse preciso momento, com 18 anos, que decidiu começar a cantar. Curiosamente, é também nessa altura que é convidada a integrar o elenco de uma das melhores casas de fado do Porto: a Casa da Mariquinhas.

Pouco depois a vida de Carolina dava novamente outro salto. Alguns amigos que a costumavam ouvir indicaram-na para fazer uma audição para o musical “Amália” no Teatro Sá da Bandeira. Mais tarde, quando se preparava para se inscrever novamente na faculdade recebe um telefonema de Filipe La Féria para convidá-la a integrar o elenco da Canção de Lisboa, desta vez vestindo a pele de Beatriz Costa. Fez as malas e três dias depois estava a viver em Lisboa. Carolina decidiu seguir aquilo que nesta altura já era um sonho. Tinha 21 anos. Fez de Amália, de Beatriz Costa e viveu inúmeras e marcantes experiências que jamais esquecerá onde o Fado continuava fortemente presente na sua vida, assim como o desejo de o cantar.

Num dia em que o musical fez um período de pausa, decidiu ir a uma casa de fados, mais propriamente ao “Clube de Fado”, uma das mais prestigiadas casas de Lisboa. Cantou e não saiu mais de lá. Viria a integrar o elenco deste local até aos dias de hoje, fazendo nessa altura ela própria, uma pausa aos palcos dos musicais.

Foi neste local que conheceu grandes músicos como Mário Pacheco e José Fontes Rocha e que conviveu (e ainda convive) com grandes compositores e poetas, quase em jeito das tertúlias de outrora.

Também pela mão do conceituado guitarrista Mário Pacheco, Carolina estreou-se em palcos internacionais, num espetáculo em Varsóvia. Seguiram-se várias atuações que incluíram países como a Holanda, Espanha, Estados Unidos e Bélgica.

Em 2009, Carolina integrou a programação apresentada pelo Museu do Fado no cruzeiro temático realizado, onde deu voz a temas compostos por Frederico Valério, num espetáculo coordenado por José Pracana. No ano seguinte, a fadista voltou a apresentar-se na nova edição deste cruzeiro mas desta vez para interpretar, para além dos temas de Frederico Valério, fados compostos por João Nobre, Frederico de Freitas e Raul Ferrão.

Em 2012, estreou em Bruxelas o filme "O Cônsul de Bordéus", realizado por Francisco Manso e João Correa. Carolina interpretou três temas musicados por Henri Seroka, apresentando num deles uma letra da sua autoria. Esta foi uma produção portuguesa que gerou grande expectativa, uma vez que o argumento se construiu em torno das acções do diplomata Aristides de Sousa Mendes e as interpretações estiveram a cargo de grandes nomes do cinema nacional como Vitor Norte, Carlos Paulo ou Leonor Seixas.

Um dia, a pressão para a gravação de um disco deixou-a a uma menor distância do seu destino e surgiu a oportunidade de gravar com uma das mais conceituadas editoras nacionais. Aqueles amigos da tertúlia foram os primeiros a ajudar e foi criado um repertório extraordinário, vestindo a sua própria pele e que nos encanta por ser tão português.

Carolina sempre seguiu os seus instintos, os seus caminhos e em cada passo que dá é vivido um momento a que se entrega com toda a dedicação. Carolina sabe que está no início do seu caminho mas encara o fado de uma forma tão sublime que deixará certamente a nossa alma inquieta durante os próximos tempos.

DEL SHANNON - RUNAWAY - 1961

 


Del Shannon nasceu em dezembro de 1934, em Coopersville, Michigan - Estados Unidos. Em 1957, entrou para o exército, e durante um evento, em 1958, fez a sua primeira apresentação. Depois voltou para casa, e arrumou um emprego durante o dia. Mas à noite, em um clube local, tocava guitarra com um amigo pianista, chamado Max Crook. Um radialista da cidade, ouviu-o cantar e tocar, e o levou para Detroit. Assim chegou à Big Top, gravadora especializada em lançar novos talentos. Shannon então seguiu para Nova York, onde gravaria inicialmente duas canções que não chegaram a ser lançadas. No Hi-Lo Club, ele e Max Crook tocavam durante uma noite, quando Crook fez alguns acordes no piano. Shannon gostou e pediu que tocasse novamente, e nasceu ali a composição que seria o maior êxito de 1961 e que projetaria Del Shannon internacionalmente: "Runaway". No dia seguinte, Shannon aproveitou o horário do almoço, para escrever a letra de "Runaway", e ainda, no mesmo dia, comporia "Jody". À noite, no clube, ele, Crook e os músicos ensaiaram a nova composição, e após tocarem "Runaway", o baterista do conjunto parecia ter ideia do que viria pela frente. Jogou as baquetas para o ar e disse para a dupla"Rapazes, que grande música vocês fizeram!". Foi somente uma pequena questão de tempo para que "Runaway" fosse apresentada aos diretores da Big Top, e gravada, no início de 1961. O single chegou a vender 80 mil cópias somente em um dia e subiu rapidamente para o primeiro lugar em todo o país.O segundo single, lançado ainda em 61, trouxe outro grande sucesso: "Hats off to Larry". Um primeiro álbum foi produzido e gravado, dando um grande impulso à crescente popularidade de Del Shannon. No ano seguinte, foi lançado pela London, na Inglaterra, seu segundo LP (Hats off to Del Shannon), originado a partir de vários singles americanos.

Em 1963, a Big Top põe no mercado seu segundo álbum norte-americano, intitulado "Little Town Flirt", que trouxe mais uma série de êxitos. Depois de mais este hit, ele tocou no Royal Albert Hall, em Londres, com os Beatles e ofereceu ajuda para divulgar seu trabalho nos EUA regravando uma de suas músicas como single. Os Beatles concordaram. Shannon voltou para os EUA e gravou uma versão de "From Me To You" que, mesmo só tendo chegado à posição 77, foi a primeira composição de Lennon e McCartney a aparecer nas paradas americanas. No mesmo ano, Shannon gravou mais dois singles pelo seu próprio selo, chamado Berlee, depois, assinou com a Amy Records, e gravou seu quarto álbum, intitulado "Handy Man", mais um sucesso de vendagem. No início de 65, lançou um álbum com clássicos da música Country. Ainda em 65, gravou a música Break Up, em compacto simples, e no final do ano foi lançado o excelente LP "1661 Seconds whith Del Shannon".|
Em 1966, assinou com a Liberty Records. Dois álbuns foram gravados e lançados em 66. O primeiro, "This is my bag", trouxe mais um sucesso: "The big hurt". O segundo LP saiu no final de 66, e foi intitulado "Total Commitment". Em 67, Del passou a gravar, em Londres, uma série de canções, que serviriam para seu terceiro álbum pela Liberty, o qual se chamaria "Home and Away". Não se sabe o por quê, mas o projeto do LP foi deixado de lado e algumas das músicas saíram apenas em singles. Essas gravações seriam lançadas posteriormente no LP "And the music plays on...", em 1978. 1968, último ano de Shannon na Liberty, marcou o lançamento de seu álbum "The further adventures of Charles Westover", onde Shannon revela um outro lado de seu universo artístico.
Na verdade, Del Shannon foi um dos mais originais e carismáticos artistas de Rock-Pop dos anos 60. Com seu falsete, que se tornaria sua marca, deu às músicas a interpretação exata e vibrante, que aliada à sua voz marcante, agregaria admiradores em vários países do mundo. Vale destacar também que em certos períodos, Del Shannon foi muito mais popular na Inglaterra do que nos Estados Unidos, tendo gravado lá seu disco ao vivo, em 1972. Sua grande popularidade na terra dos Beatles também fica evidenciada no grande número de lançamentos fonográficos, por vezes até superando os de seu país de origem. Em 1989, Del Shannon foi convidado para integrar os Travelling Wilburys depois da morte de Roy Orbison, no entanto, recusou o convite. Em 8 de fevereiro de 1990, suicidou-se com 55 anos. A perícia apontou o Prozac, um anti-depressivo que ele vinha tomando por prescrição médica, como a principal causa da morte.

GEORGE HARRISON - BE HERE NOW - 1973

 


"Be Here Now" foi composta e gravada por George Harrison para seu quarto álbum de estúdio, o fantástico Living in the Material World lançado em maio de 1973. A gravação apresenta um arranjo musical esparso e lembra o trabalho de Harrison com os Beatles durante 1966-1968, por meio de seu clima inspirado na Índia e uso da cítara. Parte da inspiração de Harrison para a canção era o popular livro de 1971 Be Here Now do mestre espiritual Ram Dass. Alguns biógrafos de Harrison interpretam "Be Here Now" como um comentário dele sobre a nostalgia do público pelo passado após a separação dos Beatles.
Harrison escreveu a música em Los Angeles em 1971, enquanto trabalhava na trilha sonora do documentário Ragade Ravi Shankar, e pouco antes de organizar o Concerto para BangladeshA gravação ocorreu no final de 1972 em sua casa em Friar Parkcom contribuições de Klaus VoormannNicky HopkinsGary Wright e Jim Keltner"Be Here Now" recebeu atenção da crítica por seu som de sonho e pela qualidade do violão de HarrisonA Rolling Stone descreveu-a como uma "oração-meditação adorável"enquanto o autor Ian Inglis a vê como uma expressão musical comovente das "implicações espirituais, científicas e metafísicas do tempo" (?). Robyn Hitchcock e Ian Astbury fizeram covers de "Be Here Now"George Harrison canta, toca violão, cítara e faz backing vocals; Nicky Hopkins - piano; Gary Wright - órgão; Klaus Voormann - baixo; e Jim Keltner - bateria.



JULIAN LENNON - I DON'T WANNA KNOW - 1998

 


Photograph Smile foi o quinto álbum de estúdio de Julian Lennon, lançado em 1998, após um hiato de sete anos desde seu álbum anterior, Help Yourself. Um sampler promocional foi lançado em 1999 nos EUA com as faixas "I Don't Wanna Know""Day After Day" e "And She Cries". Grande parte do disco é dedicada a baladas de piano semelhantes ao "Valotte", com alguns números de pop de guitarra lançados em boa medida. Não há muito alcance no álbum, mas toda a música é bem trabalhada e melódica - o tipo de música que receberia maiores elogios se não fosse feita pelo filho de um Beatle, logo de John Lennon.
O videoclipe de "I Don't Wanna Know" apresenta uma banda ridícula de paródia dos Beatles chamada The Butlers. O videoclipe apresenta a tal banda em um show com muitos fãs gritando. Esse show acontece em um palco semelhante ao palco de flechas da apresentação dos Beatles no Ed Sullivan. Há também um camarote com uma Rainha e um Príncipe, interpretados por Julian Lennon.

Destaque

QUEEN - QUEEN II (1974)

  Queen II é o segundo álbum de estúdio da banda britânica Queen. Seu lançamento oficial aconteceu em 8 de março de 1974, através dos selos...