quinta-feira, 23 de outubro de 2025

ROSTROPOVICH

 


Mstislav Leopoldovitch Rostropovich foi um violoncelista e maestro russo naturalizado americano e considerado um dos maiores violoncelistas do século XX e o sucessor de Pablo Casals nascido em Baku, no Azerbaijão, que então era parte da União Soviética, no dia 27 de Março de 1927.

Shostakovich e Prokofiev
Ainda pequeno, sua família mudou-se para Moscou. Estudou no Conservatório local e teve como professores Dmitri Shostakovitch e Serguei Prokofiev.


Britten
Foi responsável pela estreia de diversas obras para violoncelo dos principais compositores contemporâneos, dentre elas a Sinfonia Concertante em Mi Menor Opus 125 de Prokofiev, os dois Concertos para Violoncelo de Shostakovich, a Sinfonia para Violoncelo e Sonata para Violoncelo e Piano de Benjamin Britten.

O músico lutou pela liberdade de expressão e uma arte sem fronteiras, que trouxe alguns desentendimentos com o regime soviético.

Conservatório Estatal de Moscou
Em Fevereiro de 1948, seu mestre no Conservatório de Moscou, Shostakovich, foi acusado de formalismo, um estilo de crítica que se concentra nas técnicas artísticas e literárias fora do contexto social e histórico da obra, e destituído de suas funções, por um decreto do governo. Em protesto, Rostropovich deixou o conservatório.

Solzhenitsyn e Sakharov

No início dos anos 70, o violoncelista tímido sofreu problemas por ter falado publicamente em defesa de seu amigo, o escritor Alexander Solzhenitsyn, e do dissidente Andrei Sakharov quando ambos foram atacados pelas autoridades soviéticas.



Em virtude disso, Rostropovich e sua esposa, a soprano Galina Vishnevskaya, com quem casara em 1.955, encontraram dificuldades para apresentações no exterior.
o casal Rostropovich

Em 1974, o casal pediu ao governo para deixar a União Soviética. Finalmente eles se estabeleceram nos Estados Unidos e Paris. 


Gorbachov
Enquanto estava no exterior, em 1978, o Kremlin o destituiu de sua cidadania, devido a suas "atividades não patrióticas", segundo disseram os jornais oficiais, só retornando ao seu país em 1.990, quando a abertura promovida por Gorbachov restituiu sua cidadania.

Nos Estados Unidos, entre 1977 e 1994, foi o diretor musical e regente da National Symphony Orchestra de Washington, realizando concertos ao lado de alguns dos mais famosos músicos do mundo, como Marta Argerich, Sviatoslav Richter e Vladimir Horowitz.

Argerich, Richter, Horowitz
Em novembro de 1989, dias após a queda do Muro de Berlim, Rostropovich embarcou a Berlim para fazer um concerto de improviso, não anunciado, o maestro tocou uma das Suítes para Violoncelo de Johann Sebastian Bach, ao lado dos escombros do muro, como se fosse um humilde músico de rua. "Foi o que meu coração ditou," ele disse mais tarde.
Rostropovich no muro

De volta a seu país, Rostropovich tornou-se um dos líderes do movimento democrático nascente no país, que acabou levando à queda da União Soviética. 

Ele esteve entre as multidões que desafiaram o golpe de Estado lançado pelos defensores da linha dura que tentavam reverter as reformas da perestroika de Mikhail Gorbachev.

A partir de 2006 a sua saúde começa a se deteriorar rapidamente.


Putin
O então presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, visitou-o para discutir detalhes da celebração dos seus 80 anos, em março do ano seguinte. Rostropovich compareceria ao evento, apesar de sua saúde muito debilitada.

Após sua internação num hospital em Paris no fim de janeiro de 2007, decidiu ir para Moscou, onde anteriormente havia sido tratado.

Em 6 de fevereiro do mesmo ano, foi internado em um hospital de Moscou. A natureza de sua doença não foi revelada.

Rostropovich, já enfraquecido, compareceu à comemoração, no Kremlin, onde foi festejado pelo presidente Vladimir Putin.

Ele se levantou, trêmulo, e fez um breve discurso em voz fraca. "Sou o homem mais feliz", disse. "Minha família e meus colegas estão aqui comigo neste dia."

Foi a primeira vez que Rostropovich apareceu em público desde fevereiro, quando foi internado num hospital de Moscou. Na época, seu secretário disse que sua doença não era algo que pusesse sua vida em risco.

Foi internado no Centro N. N. Blokhin de Pesquisas sobre o Câncer, em 07 de abril, para ser tratado de câncer intestinal, falecendo em 27 de abril.

Catedral Cristo Salvador
Seu corpo foi velado, no dia seguinte, no Conservatório de Moscou e foi posteriormente transladado para a Catedral da Igreja Ortodoxa Russa Cristo Salvador em Moscou.

Milhares de pessoas compareceram ao velório e ao funeral, incluindo o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a rainha Sofia da Espanha, Bernadette Chirac, a primeira-dama da França, o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, e Naina Yeltsina, a viúva de Yeltsin.

Yeltsin


Rostropovich foi sepultado em 29 de abril, no cemitério Novodevichy, o mesmo foi enterrado o corpo do amigo Boris Yeltsin, falecido quatro dias antes dele.

Pouco antes de sua morte, Rostropovich trabalhava na organização de um festival internacional de música, a ser realizado em sua terra natal, Baku. 


Olga
O projeto foi concretizado em dezembro do mesmo ano, por sua filha mais velha, Olga, criadora da Fundação Mstislav Rostropovich, que patrocina, juntamente com a Fundação Heydar Aliyev e o Ministério da Cultura e Turismo do Azerbaijão, o Festival Internacional de Música Mstislav Rostropovich, realizado todos os anos, em Baku.

O músico foi uma das figuras culturais mais amadas da Rússia. Além disso, ganhou fama em todo o mundo como defensor dos direitos civis durante a era soviética.

Lilian e Victor Hochhauser
Ele e sua mulher, a soprano Galina Vishnevskaya, dirigiam uma fundação humanitária.

"Ele foi o número 1, de todas as maneiras. Ele é o último dos grandes titãs russos a nos deixar. 

Rostropovich não apenas foi um músico extraordinário, como também um grande humanitário e fonte de inspiração para inúmeros compositores que compuseram obras belíssimas especialmente para ele. 

Foi destemido em sua tentativa de proteger Solzhenitsyn e Sakharov. Tinha um grande espírito. 

O homem foi nada mais, nada menos que um gênio." - disse à Reuters a empresária musical Lilian Hochhauser, que com seu marido Victor regularmente financia turnês britânicas de grandes companhias russas de ópera e balé.



AKHENATON

 


Amenófis era filho de Amenófis III, o nono rei da XVIII dinastia e da rainha Tiy, nasceu no ano de 1372 a.C. 

Amenófis III e Tiy
Cresceu no palácio de Malaqata, localizado a sul da cidade de Tebas

Durante o reinado do seu pai o Egito viveu uma era de paz, prosperidade e esplendor artístico. 

Não se sabe muito sobre a sua infância, dado que não era hábito entre os antigos Egípcios documentar a vida das crianças da família real. 

Ao que parece enquanto jovem era fisicamente débil, não lhe agradando as atividades relacionadas com a caça e o manejo de armas. 

Amenófis tinha sido criado para ser sacerdote do templo de Heliópolis, cidade do Baixo Egito que era o centro do culto do deus solar Rá. 

Nefertiti
O trono do Antigo Egito estava destinado ao seu irmão mais velho, o príncipe Tutmés, que era filho de Amenófis III com Giluchipa, uma esposa secundária filha do rei de Mitanni.

Todavia, Tutmés morreu antes do ano 30 do reinado do pai (possivelmente no ano 26) e Amenófis tornou-se herdeiro do trono.

Amenófis IV governou o Egito Antigo entre os anos de 1352 a.C. e 1336 a.C. Foi casado com Nefertiti, que, segundo historiadores, teve grande influência política no reinado do faraó.

No ano 5 do seu reinado o jovem rei decide mudar de nome. De Amen-hotep, nome que significa "Amon está satisfeito" muda para Akhenaton que significa "o espírito atuante de Aton", o que representou o seu repúdio ao deus Amon. 

O rei declarou-se também filho e profeta de Aton, uma divindade representada como um disco solar.

Passou para a história como aquele que fez importantes transformações sociais no Egito, além de ter realizado uma reforma no campo religioso. 

Tutancamon
É considerado o primeiro reformador religioso da história da humanidade, pode ser considerado o criador da ideia do Monoteísmo.

Faleceu no ano de 1336 a.C. Com sua morte, as reformas consideradas impopulares, a obrigação de culto e adoração a um único deus e a reforma religiosa realizada duraram até o início do reinado do faraó Tutancâmon (filho de Akhenaton). 

Os sacerdotes egípcios, que tinham muito poder, retomaram o politeísmo e o culto aos vários deuses do panteão egípcio.



Um dos compositores mais influentes do final do século XX, Philip Glass descreve-se como um compositor de “música com estruturas repetitivas”.

Philip Glass

A música composta por Philip Glass (31/01/1937 Baltimore, EUA) e o texto vocal extraído de fontes originais por Shalom Goldman. 
Shalom Goldman

O Libretto de Philip Glass com colaboração de Shalom Goldman, Robert Israel e Richard Riddell. Akhnaten é uma ópera em três atos baseados na vida e convicções religiosas do Faraó Akhenaton (Amenhotep IV), a ópera foi escrita em 1983. 

Teve sua estréia mundial em 24 de março de 1984 no Staatstheater Stuttgart, Alemanha.

O texto da ópera, retirado de fontes originais, é cantado nas línguas originais (egípcio, arcadiano, hebraico e linguagem do público), vinculado com o comentário de um narrador em uma linguagem moderna, como inglês ou alemão.

Os textos egípcios do período são tirados de um poema do próprio Akhenaton do Livro dos Mortos e de extratos de decretos e cartas do período de dezessete anos do governo de Akhenaton. 


O Hino de Akhnaten para o Sol é cantado na língua da audiência (faixa 10). Música e músicos de altíssima qualidade muito inspirados, logo no início (faixa 03) temos cerca de 9 minutos ininterruptos com as batidas de tambores (incrível o ritmo perfeito e agressivo em toda a cena). Gosto muito desta ópera moderna, recomendo sem medo.

A ópera é dividida em três atos:

Ato 1: Ano 1 do reinado de Akhnaten em Tebas
Tebas, 1370 a.C.

Prelúdio, verso 1, verso 2, verso 3
As cordas iniciam a ópera dando um clima místico. O escriba recita textos funerários das pirâmides. “Aberto são as portas duplas do horizonte, desbloqueadas estão suas trancas”.

Cena 1: Funeral do pai de Akhnaten - Amenhotep III
A cena apresenta o funeral do pai de Akhenaton, Amanhotep III. Como ponto de partida do trabalho, representa o momento histórico imediatamente anterior ao “período de Amarna” ou ao reino de Akhenaton Ele retrata a sociedade em que as reformas de Akhenaton foram realizadas (reformas tão extremas que pode ser chamado de revolucionário). A ação da cena se concentra nos ritos funerários do Novo Reino da XVIII dinastia. Eles são dominados pelos sacerdotes de Ammon e aparecem como rituais de caráter extraordinariamente tradicional, derivada do livro egípcio dos mortos. A procissão do funeral entra na cena liderado por dois bateristas e seguido por um pequeno grupo de sacerdotes Ammone que era dele O tempo é precedido por Aye (pai de Nefertiti, conselheiro do faraó falecido e do futuro Faraó). Aye e um pequeno coro masculino cantam um hino funerário em egípcio. A música é basicamente uma marcha, e cresce até a intensidade de êxtase no final.

Cena 2: A Coroação de Akhnaten
Após uma longa introdução orquestral, durante a qual Akhnaten aparece, anunciada por uma trombeta solo, o Sumo Sacerdote, Aye e Horemhab cantam um texto ritual. Depois disso, o Narrador recita uma lista de títulos reais concedidos a Akhnaten, enquanto ele é coroado. Após a coroação, o coro repete o texto ritual desde o início da cena.

Cena 3: A janela
Depois de uma introdução dominada por sinos tubulares, Akhnaten canta um louvor ao Criador (em egípcio) na janela de aparições públicas. Esta é a primeira vez que ele canta, depois de já estar no palco há 20 minutos (e 40 minutos para a ópera) e o efeito de sua voz, contratenor,é surpreendente. Ele é acompanhado por Nefertiti, que na verdade canta notas mais baixas do que ele, e mais tarde pela Rainha Tye, cuja soprano sobe bem acima das vozes entrelaçadas do casal real.

Ato 2: Anos 5 a 15 em Tebas e Akhetaten

Cena 1: o templo
A cena abre com o Sumo Sacerdote e um grupo de sacerdotes cantando um hino para Amun, deus principal da velha ordem, em seu templo. A música torna-se cada vez mais dramática, já que Akhnaten, juntamente com a Rainha Tye e seus seguidores, ataca o templo. Esta cena tem apenas um canto sem palavras. As harmonias crescem muito cromáticas. O telhado do templo é removido e o sol deus que os raios de Aten invadem o templo, terminando assim o reinado de Amun e sentando os alicerces para o culto do único deus Aten.

Cena 2: Akhnaten e Nefertiti
Dois solistas introduzem um “tema do amor”. Acompanhado por um trombone solo o Narrator recita um poema parecido com a oração ao deus do sol. As cordas suavemente assumem a música, e o mesmo poema é recitado de novo, desta vez como um poema de amor de Akhnaten para Nefertiti. Então Akhnaten e Nefertiti cantam o mesmo texto um para o outro (em egípcio), como um dueto de amor íntimo. Depois de um tempo, a trombeta associada a Akhnaten se junta a eles como a voz mais alta, transformando o duo em um trio.

Cena 3: A Cidade – Dança
O Narrador fala um texto tirado das pedras da nova capital do império, Akhet-Aten (The Horizon of Aten), descrevendo a construção da cidade, com espaços grandes e cheios de luz. Depois de uma fanfarra de bronze, a conclusão da cidade é celebrada em uma dança alegre, contrastando com a música ritual e ritual com a qual este ato começou. (Na estréia de Stuttgart, a dança realmente descreveu a construção da cidade)

Cena 4: Hino
O que agora segue é um hino ao único deus Aten, uma longa ária de Akhnaten. É excelente, pois é o único texto cantado na linguagem da platéia, louvando o sol dando vida a tudo. Após a aria, um coro fora do palco canta o Salmo 104 em hebraico, datando cerca de 400 anos depois, que tem fortes semelhanças com o Hino de Akhnaten, enfatizando assim Akhnaten como o primeiro fundador de uma religião monoteísta.

Ato 3: Ano 17 e presente
Akhnaten, 1358aC

Cena 1: a família
Dois oboe d’amore interpretam o “tema do amor” do ato 2. Akhnaten, Nefertiti e suas seis filhas, cantam sem palavras em contemplação, são alheios ao que acontece fora do palácio. À medida que a música muda o Narrador lê cartas de vassalos sírios, pedindo ajuda contra seus inimigos. Como o rei não manda tropas, sua terra está sendo apreendida e saqueada por seus inimigos. A cena se concentra novamente em Akhnaten e sua família, ainda inconsciente do país se destruindo.

Cena 2: Ataque e Queda da Cidade
Horemhab, Aye e o Sumo Sacerdote de Aten começam a instigar as pessoas (coro), cantando parte das cartas do vassalo até que finalmente o palácio seja atacado, a família real morreu e a cidade do sol destruída .

Cena 3: as ruínas
A música do início da ópera retorna. O escriba recita uma inscrição no túmulo de Aye, louvando a morte do “herege” e o novo reinado dos deuses antigos. Ele então descreve a restauração do templo de Amun pelo filho de Akhnaten, Tutenkhamun. A música Prelúdio cresce e a cena se move para o atual Egito, para as ruínas de Amarna, a antiga capital Akhet-Aton. O Narrador aparece como um guia turístico moderno e fala um texto de um guia, descrevendo as ruínas. “Não resta nada desta gloriosa cidade de templos e palácios”.

Cena 4: Epílogo
Os fantasmas de Akhnaten, Nefertiti e Rainha Tye aparecem, cantando sem palavras entre as ruínas. A procissão fúnebre do início da ópera aparece no horizonte, e eles se juntam a ela.


Act I: Year 1 of Akhnaten’s Reign – Thebes
1. Prelude: Refrain, Verse 1, Verse 2 10:44
2. Prelude: Verse 3 0:40
3. Scene 1: Funeral of Amenhotep III 8:59
4. Scene 2: The Coronation of Akhnaten 17:15
5. Scene 3: The Window of Appearances 9:03

Act II: Years 5 to 15 – Thebes and Akhetaten
6. Scene 1: The Temple 12:47
7. Scene 2: Akhnaten and Nefertiti 10:10
8. Scene 3: The City 2:30
9. Scene 3: Dance 5:10
10. Scene 4: Hymn 13:35

Act III: Year 17 and the Present – Akhetaten
11. Scene 1: The Family 11:36
12. Scene 2: Attack and Fall 7:43
13. Scene 3: The Ruins 7:28
14. Scene 4: Epilogue 10:37

Akhnaten – Paul Esswood
Paul Esswood
Neferetiti – Milagro Vargas

Queen Tye – Melinda Liebermann
Horemhab – Tero Hannula
Amon High Priest – Helmut Holzapfel
Aye – Cornelius Hauptmann
Scribe – David Warrilow
Dennis Russel Davies e Philip Glass

Dennis Russel Davies – Maestro



MARCUS VIANA

 


Marcus Viana, nascido em Belo Horizonte no dia 13 de agosto de 1953, é um compositor e multi-instrumentista que desde a década de 70 desenvolve uma significativa produção musical, tanto no Brasil quanto no exterior. Filho de Sebastião Viana, um flautista e maestro que foi assistente e revisor das obras de Villa Lobos, recebeu no lar sua iniciação na música.
Sebastião Viana

Carl Flesch
Mesmo em contato com a música desde nascido, foi apenas aos 13 anos de idade que Marcus iniciou o estudo do violino, através do professor húngaro Gabor Buza, um discípulo de Carl Flesh.

Entre 1972 e 1973, Marcus viveu no estado norte-americano da Pensilvânia, participou da Orquestra Sinfônica de Harvertown coincidindo com o momento em que deu seus primeiros passos como compositor.

De volta ao Brasil, Marcus classifica-se como violinista titular da Sinfônica de Minas Gerais, lá permanecendo por sete anos. Ao mesmo tempo, incursa no rock progressivo, inspirado em bandas como Yes e outras que ao longo da década de 1970 atingiam seu auge. 

Ingressou na banda progressiva Saecvla Saecvlorvm, que contava com os também virtuosos Giácomo Lombardi (teclado e piano) e José Audísio (guitarras) e, posteriormente nas bandas Conclave dos Druidas e Ícaro.

Em 1979, fundou o grupo Sagrado Coração da Terra com a proposta de misturar vocal e instrumental sinfônico numa linha pop progressiva. 

A banda enfatizava questões ecológicas, ambientais e espirituais, proposta esta que até hoje rege a banda, que se tornou ícone do movimento progressivo nacional e internacional, embora desde meados dos anos 1990 divide sua importância com a carreira solo de Marcus, que atua como compositor de trilhas para TV, cinema, teatro, ballet e musicais infantis.

Nos anos 80, participou de tournées e gravações com Milton Nascimento e outros membros do “Clube da Esquina 2” como Beto Guedes, Lô Borges e Flavio Venturini.

Fundou sua própria gravadora, Sonhos & Sons, na primeira metade da década de 1990.

Fundou também a Transfônica Orkestra, grupo de música instrumental que funde elementos sinfônicos às raízes brasileiras e afro-ameríndios.


Seu trabalho paralelo aos grupos é reconhecido internacionalmente, expressando-se, por exemplo, com sua indicação ao Grammy Latino de 2001 pelo o disco Música das Esferas - Terra na categoria de "Melhor Álbum Instrumental Pop", um disco inspirado na natureza feito sem qualquer pretensão comercial.



Música de cura e esoterismo - O disco Terra é parte de uma série de álbuns sobre os elementos da natureza intitulada Música das Esferas. Os outros são: Canções do ÉdenAcqua, Aere, Ignis. "Terra muda a frequência vibratória de um ambiente. Esse disco está sendo adotado por vários especialistas como música de cura, e é muito usado no meio holístico para meditação.''


Em 2007, voltou a atuar com os músicos Giácomo Lombardi e José Audísio na banda Saecvla saecvlorum, com nova formação, em um show na Praça do Papa, em Belo Horizonte – MG.

Um dos principais compositores da música instrumental brasileira, principalmente de trilhas sonoras para cinema e TV, com as quais alcançou projeção nacional. Marcus Viana é o músico brasileiro independente com maior número de CDs lançados no mercado nacional e internacional, com quase 50 títulos que vão desde música instrumental, MPB e trilhas sonoras passando pela música infantil, new age, clássica, contemporânea e rock progressivo.


Entre seus maiores sucessos para TV brasileira destacamos as trilhas compostas para as novelas “Pantanal”, “Ana Raio e Zé Trovão”, “Chiquinha Gonzaga”, “Terra Nostra”, “Aquarela do Brasil”, “O Clone” e “A Casa das Sete Mulheres” e para os filmes “Olga”, “Filhas do Vento” e “O Mundo em Duas Voltas”.


Criou uma distribuidora de música independente, a “Sonhos e Sons”, que hoje tem em seu catálogo mais de 300 títulos e congrega artistas brasileiros dos mais variados estilos musicais. A Sonhos e Sons é hoje distribuída na América do Norte, Europa e Ásia e aos poucos se firma como um dos grandes canais da música brasileira no exterior.

Para Marcus, a música é uma ferramenta de cura psíquica e emocional para o ser humano e seus planos para o futuro se inclinam nessa direção: a Pharmácia de Música e a Música das Esferas, projetos onde a arte e a ciência se unem para impulsionar nossa civilização a um novo patamar de consciência.

Relaxe!

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