sexta-feira, 24 de outubro de 2025

BIOGRAFIA DOS Midnight Oil

 

Midnight Oil

Midnight Oil é uma banda australiana de rock ativista. Suas canções tem cunho ecológico clamando pela proteção ao meio ambiente e defendendo os direitos do povo aborígene. A banda fez muito sucesso entre os surfistas.

História

O Midnight Oil é conhecido em todo o mundo como uma banda de ideais políticos e ambientais fortes. Sua maneira de abordar tais temas a transformou suas canções em hinos e suas apresentações em comícios, mantendo vivo o espírito contestador e inconformista do rock. Os Oils, como são chamados pelos fãs, também ficaram conhecidos por terem obtido legalmente junto à gravadora o pleno controle sobre sua obra artística, não se submetendo as regras do mercado fonográfico.

No início a banda girava em torno de três amigos Jim Moginie, Rob Hirst e Andrew James, que em 1972 formaram o The Farm. A banda fez apresentações antológicas e conquistou uma legião de fãs especialmente surfistas da cidade de Sydney.

O Farm continuou como um trio até 1975, a entrada de um estudante de direito chamado Peter Garrett agitou mais ainda os shows da banda que nessa época fazia uma mistura de AC/DC e Focus.

Com o relativo sucesso da banda, no final de 1976 a banda muda seu nome para Midnight Oil. No início de 1977 um novo membro se junta a banda, o guitarrista Martin Rotsey. Com novo nome e formação o Midnight Oil passa a compor novas músicas com letras mais políticas.

Em 1978, o Midnight Oil criou o seu próprio selo chamado “Powderworks”, e por ele lançaram seu primeiro álbum intitulado Midnight Oil. O álbum trouxe grandes canções como “Used and Abused”, “Run by Night” e claro, a faixa “Powderworks”. Estas músicas demonstravam um enorme poder de fogo da banda que parecia não acabar.

O álbum os levou as paradas australianas e o relativo sucesso a um segundo disco lançado em 1979, chamado Head Injuries, e não demorou para que fizesse ainda mais sucesso que o primeiro.

No ano seguinte o baixista e um dos fundadores da banda Andrew James é forçado a sair por problemas de saúde, para seu lugar é recrutado Peter Gifford. No mesmo ano a banda lança o Ep Bird Noises, com quatro músicas inéditas.

Em 1981 os Oils se mudam para a Inglaterra onde gravam o impecável Place Without a Postcard, um álbum recheado de clássicos e ainda mais político que os anteriores. Na metade do ano seguinte a banda grava 10,9,8,7,6,5,4,3,2,1,0 um dos pontos altos na discografia da banda. Surgiram hinos como “Power and Passion”, “Read About It” e “U.S. Forces”. Este álbum é um dos marcos da música australiana.

Este disco os levou ao 3º lugar nas paradas onde permaneceram por meses e vendeu a incrível marca de 250.000 cópias.

Os The Oils celebraram também o lançamento de seu álbum pela primeira vez no exterior, assinaram contato com a CBS na Inglaterra e com a Columbia nos EUA.

No início de 1983 eles participaram do Festival “Myer Music Bowl”, realizado em Melbourne com o objetivo de ajudar na campanha do “Desarmamento das Bombas Nucleares”.

No ano seguinte eles foram para Tóquio - Japão, onde gravaram seu próximo álbum com o mesmo produtor de “10,9,8...”. Red Sails in the Sunset foi lançado em outubro e marcou a fase mais experimental na parte instrumental da banda.O disco incluía muitos efeitos eletrônicos misturados ao característico som de guitarra da banda.

Em 1985 a banda lança outro Ep Species Deseases, lançado em meio a uma fase de transição da banda, e conta com 4 músicas inéditas, entre elas Progress e Hercules, duas excelentes músicas.

No inverno de 1986 o Midnight Oil partiu para uma espetacular turnê “Blackfella/Whitefella” no deserto Australiano, para se apresentar para as comunidades aborígenes. Estas apresentações contaram com a extraordinária banda local Warumpi, formada inteiramente por Aborígines. O escritor Andrew McMillan documentou toda esta turnê no livro “Strict Rules”, que mostra como a música pode mudar toda uma cultura.

Em 1987 o Midnight Oil atinge o auge de seu sucesso com o lançamento do álbum Diesel and Dust. O álbum inspirado na turnê “Blackfella/Whitefella” é considerado até os dias de hoje um dos maiores álbuns já lançados em toda a Austrália. Poderoso, dinâmico e revelador, músicas como “Beds are Burning”, “Put Down that Weapon”, “Dreamworld”, “The Dead Heart” e “Sell My Soul”, foram instantaneamente convincentes para que eles fossem considerados a melhor banda de rock surgida na Austrália nos anos 80.

Com o álbum Diesel and Dust, eles alcançaram o topo das paradas na Austrália, ficaram em 19º na Inglaterra, 1º na França e 21º nos Estados Unidos.

Após uma exaustiva turnê a banda retorna aos estúdios após dois anos e lança Blue Sky Mining, outro marco na carreira da banda e da música mundial. O álbum vendeu 2 milhões de cópias e se transformou em um clássico do rock australiano. Os Oils passaram o resto de 1990 excursionando pelos EUA e pela Europa.

Esta turnê culminou em uma das melhores apresentações da banda. Em Nova Iorque, na ilha de Manhattan, um show protesto contra o vazamento de óleo acontecido no Alaska. O show foi realizado em frente do prédio da companhia responsável pelo incidente. Este protesto atraiu a atenção mundial para a causa e subsequentemente foi lançado um documentário chamado “Black Rain Falls”, gerando fundos para o Greenpeace.

Retornando à Austrália, em novembro do mesmo ano eles fizeram uma grande turnê por todo o país depois de 3 anos afastados e ainda faturaram o prêmio “Crystal Globe Award”, por terem vendido mais de 5 milhões de cópias de “Blue Sky Mine” fora da Austrália.

Em 1991 a banda tirou férias e seus membros fizeram participações em diversas outras bandas. Em junho de 1992 a banda lançou o álbum ao vivo “Scream in Blue Live”, um álbum em que a banda fez questão de registrar a sua fúria em palco. Vale lembrar que o álbum contém músicas registradas entre um período de 8 anos (1982 – 1990).

Em 1993 a banda lança Earth and Sun and Moon, o nono álbum de estúdio, outro sucesso mundial. Os singles "My Country" e "Truganini" ganharam status de clássicos. Em 1995 eles gravam o álbum “Breathe” que só seria lançado em 1996.

Depois disto veio a coletânea “20,000 Watt R.S.L.”, lançada em novembro de 1997 e que vendeu 150 mil cópias somente na Austrália. Com esta vendagem a banda recebeu um álbum de platina. O CD conta com 18 faixas consagradas e o encarte do CD é um show a parte.

Em 1998 os Oils lançam Redneck Wonderland. Um álbum experimental que inclui arranjos eletrônicos e guitarras furiosas. No ano seguinte a banda lançou uma espécie de acústico, um CD que conta também com algumas músicas até então inéditas, na verdade 3 novas composições e uma cover.

O CD The Real Thing traz todos os grandes clássicos em versões ao vivo tiradas do acústico MTV gravado em Nova York. Já no final de 2001 foi lançado um novo CD da banda, Capricornia. O álbum tem 11 faixas e conta ainda com um CD-Rom que mostra uma espécie de “Making of...” do processo de composição do álbum.

Após o lançamento de Capricornia e uma turnê pelo mundo o Midnight Oil encerrou suas atividades. O principal motivo foi a saída do insubstituível vocalista e “front-man” Peter Garrett em 2002.

Em 2004 Garret foi eleito para uma cadeira no congresso australiano o que dificultará a volta da banda. Pelo menos por enquanto.

Formação original:

Em 2017 a banda voltou para uma turnê mundial. Em 2018 é esperado um novo álbum sem data para sua gravação.

Em 30 de outubro de 2020 o Midnight Oil lançou o álbum The Makarrata Project.[1] Alguns dias depois, em 8 de novembro, o baixista Bones Hillman faleceu aos 62 anos, vítima de câncer.[2]

Covers

A banda Silverchair começou fazendo covers de Midnight Oil. Em 2006 eles homenagearam a banda no ARIA Awards tocando Don't Wanna Be The One.

Discografia

Álbuns de estúdio
  • Midnight Oil (1978)
  • Head Injuries (1979)
  • Bird Noises (1980)
  • Place without a Postcard (1981)
  • 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1 (1982)
  • Red Sails in the Sunset (1984)
  • Species Deceases (EP) (1985)
  • Diesel and Dust (1987)
  • Blue Sky Mining (1990)
  • Earth and Sun and Moon (1993)
  • Breathe (1996)
  • Redneck Wonderland (1998)
  • Capricornia (2002)
  • The Makarrata Project (2020)[1]
  • Resist (2022)
Álbuns ao vivo
  • Scream in Blue (ao vivo) (1992)
  • The Real Thing - Unplugged MTV (2000)
  • Armistice Day - Live At the Domain Sydney (2018)
Coletâneas
  • What's So Funny About Peace, Love and Understanding (ao vivo) (1993)
  • 20,000 Watt R.S.L. (1997)
  • Best of Both Worlds (2004)
  • Flat Chat (2006)
  • Essential Oils (2012)

Videografia

  • 20,000 Watt R.S.L. (1997)
  • Armistice Day - Live At the Domain Sydney (2018)

Avenave - Avenave (2025)

 

E viajamos ao Chile para parar em um álbum que nos foi apresentado por seus próprios músicos, e sua capa já nos mostra um pouco do estilo musical que será encontrado no álbum: o voo de sua música ambiente com muitos elementos de Ambient, contrastando com o elétrico da psicodelia, em sete músicas que enfrentam seu estilo apenas com guitarra e bateria mais convidados especiais que adornam o quadro sonoro definido pelos protagonistas, com uma guitarra que às vezes evoca David Gilmour e não o esconde, mas que ao mesmo tempo é dada em um contexto tão radical que podemos facilmente catalogá-la dentro de nossa seção de música para amar ou odiar sem termos médios, já que embora aqui não haja pretos e brancos, não há extremos ou ambivalências musicais, a busca musical é tão vasta que talvez não seja do agrado de todos, mas isso (que em outro lugar poderia ser tomado como um comentário negativo) nos faz querer recomendar que você ouça o álbum ainda mais!

Artista:  Avenave 
Álbum:  Avenave 
Ano:  2025
Gênero:  Eletrônico/Ambiente
Duração:  31:09
Referência:  Spotify
Nacionalidade:  Chile

 

Uma dupla de garotos e garotas de Magalhães que lança seu álbum homônimo, composto por sete faixas instrumentais, que combinam o som do rock psicodélico com a eletrônica ambiente e dá sequência ao seu EP de estreia chamado "Río Seco", de 2022. É o resultado de três anos de trabalho, composto principalmente na sala de ensaio. 

Assim, a banda surgiu em 2021 e é formada pelo guitarrista René Gómez (integrante do Diógenes e do Heropass ) e pela baterista Javiera Alarcón (ex- Lilits ). Mas vamos começar do começo, e esta é a mensagem que recebemos do guitarrista e compositor do projeto: 

Olá, meu nome é René Gómez, guitarrista e compositor do AVENAVE, DIOGENES e de vários outros projetos do selo Halim Music. Lançamos recentemente um novo álbum de estúdio e adoraríamos que você o avaliasse. É um álbum que abrange desde o  rock eletrônico instrumental, passando pelo rock progressivo, até um som psicodélico.

E isso marcou o início da nossa imersão na música de estilo ambiente proposta no álbum, que talvez não se aproxime tanto da música relaxante e zen que certos projetos, um tanto carentes de imaginação, abordam nesses estilos, mas sim de uma atmosfera semelhante à evocada pelo Pink Floyd em "The Endless River", com uma série de seções instrumentais que não parecem fazer parte das músicas, mas sim se tornam o todo, ultrapassando qualquer estrutura em que se encaixem e nos remetendo a um conceito exploratório de onde emerge toda a proposta do grupo.

E nesse tipo de proposta, gostemos ou não, e nosso gosto musical individual é uma variável pequena demais para ser levada em conta. Isso é arte, buscar sons, e isso é valioso por si só.

O AVENAVE surgiu em 2021 a partir de várias sessões de improvisação entre o guitarrista René Gómez (membro do DIÓGENES e HEROPASS) e a baterista Javiera Alarcón (ex-integrante da banda LILITS). “Começamos a gravar demos e percebemos que estavam soando ótimas, usando uma técnica de gravação muito antiga: apenas um microfone por instrumento, algo que ainda fazemos hoje. Com o tempo, conseguimos aprimorar alguns aspectos técnicos de como produzimos música e testamos novos equipamentos para o navio. Em termos simples, é rock instrumental, mas sempre eclético, com influências de música ambiente, paisagens sonoras, rock psicodélico, progressivo dos anos 70, reggae, música turca e até música eletrônica. Alguém uma vez nos disse que éramos como Synth Rock, mas em chileno, isso é rock eletrônico”, diz René Gómez.
O álbum "AVENAVE", que sucede o EP de estreia "RÍO SECO" (2022), é o resultado de vários anos de trabalho, composto principalmente em sala de ensaio. O álbum foi gravado em março de 2024 no estúdio de gravação do Centro Cultural "Claudio Paredez Chamorro", em Punta Arenas, graças à colaboração do músico Eduardo Velásquez e com a ajuda do engenheiro de som Carlos Henríquez. Foi finalizado no estúdio Halim Music e também contou com gravações de músicos convidados. Estes foram Nicolás Gómez (membro de DISPERSIONES SONORAS) no baixo elétrico em “Almar”, Nicolás Gómez Letelier (membro de DIOGENES e HERMANOS ILLABACA) no órgão Hammond em “Baño De Bosque”, Sergio Ojeda (membro de KARINA CONTRERAS TRIO) em Bongó, triângulo, claves e huevos nas músicas “Almar” e “Disco Funji”, Javier Álvarez (JA RO) em Chapman Stick em “Japonave”, Iván Aguayo (membro do BAHIA MANSA) nos sons ambientes, Loyda Sánchez nos sons de pássaros “Baño De Bosque” e Pablo Vera (membro do TROODON) na guitarra elétrica em “Almar”. Foi mixado em julho de 2024 em San Sebastián (comuna de Algarrobo) no estúdio de Felipe Ruz.
“Outro cara incrível que conheci enquanto tocávamos foi o Matías Cena, que agora também faz parte da nossa equipe na parte visual. Além do apoio que eles nos deram com o novo selo deles, Recuerdos Musicales Creaciones, também temos o apoio da Eolo Producciones na parte de comunicação. Contamos com a ajuda de muitas pessoas, como o Cristian e o Juan Trujillo, que são nossos roadies; o Cristian Valle e o Oscar Riquelme, que nos apoiam na parte audiovisual; a arte da Alexa Bradasic; e a minha mãe, que sempre esteve presente, nos apoiando, tanto com o merchandising quanto com a gravação de alguns acessórios para o álbum”, diz René Gómez.
Antes deste lançamento, vários trabalhos preliminares foram concluídos, incluindo o vídeo promocional de seu single de estreia, "Japonave", e uma turnê de verão, na qual a dupla viajou para fora do país pela primeira vez para se apresentar em El Calafate, Argentina. Eles se apresentaram no Centro Cultural Coyhaique, com a Telúrica Producciones, no Festival da Cerveja em Puerto Natales e em Punta Arenas com a dupla eletrônica LLUVIA ÁCIDA. O álbum já está disponível para compra em CD nas lojas de discos "Mad Music" e "Vinilos Cerati", em Punta Arenas. Também está disponível para pré-venda no Bandcamp e em breve estará disponível nas plataformas de streaming.

Rafael Cheuquelaf


E aqui você pode ouvir um pouco do que o álbum em questão tem a oferecer...



E para completar a apresentação da banda, e como sabemos que um som ou uma música valem mais que um milhão de palavras, deixo vocês com um último vídeo do EP "Río Seco", que foi o álbum de estreia do Avenave . E vou apenas remetê-los à música deles.

Você pode ouvir na íntegra no Bandcamp:
https://halimmusic.bandcamp.com/album/avenave




Set List:
1. Japonave   
2. Gilmour I 
3. Gilmour II 
4. Disco Funji 
5. Nighthawk 
6. Baño De Bosque 
7. Almar 

Line-up:
- Javiera Alarcón / Bateria, Roland Electronic Pad, Bongos, Maracas, Pandeiro, Palo De Agua e Arturia Minibrute no Japonave
- René Gómez / Guitarra, Guitarra de 12 cordas, Mellotron, Arturia Minibrute Synthesizers e Moog Minitaur Bass
Músicos convidados:
Nicolás Gómez / Baixo elétrico em Almar
Nicolás Gómez Letelier / Órgão Hammond em Baño De Bosque
Sergio Ojeda / Bongos, Triangle, Claves and Eggs em Almar e Disco Funji
Javier Álvarez / Chapman Stick em Japonave
Ivan Aguayo / Ambient Sounds
Loyda Sánchez / Bird and Mobile Sounds em Baño De Bosque
Pablo Vera / Guitarra Elétrica em Almar
Safi Pan / Miau 





Necro - Necro (2014)

 

Power trio brasileiro com sonoridades que lembram Uriah Heep, Blue Cheer e, principalmente, Black Sabbath, com influências musicais brasileiras, criando um fascinante amálgama de rock pesado psicodélico com toques progressivos e um som setentista que encantará qualquer fã de stoner rock. Seus arranjos variados combinam o hard rock clássico com a psicodelia nordestina tradicional nas últimas décadas, criando um resultado tipicamente brasileiro com um espectro universal, com passagens arrebatadoras intercaladas com momentos poderosos e roqueiros em uma dança instrumental dinâmica. Ritmos hipnóticos, uma atmosfera um tanto apocalíptica, um bom álbum que, na verdade, é ofuscado pelo último álbum da banda, um trabalho brilhante que estou ouvindo, intitulado "Adiante". Mas estamos começando com este bom trabalho para apresentar o Necro  e certamente os traremos de volta a esses espaços de boa música.

Artista: Necro
Álbum: Necro
Ano: 2014
Gênero: Psychedelic Heavy / Stoner Rock
Duração: 33:28
Nacionalidade: Brasil


O Necro é um trio formado em 2009 no nordeste brasileiro, influenciado pela psicodelia, hard rock e rock progressivo dos anos 1970. Vale esclarecer que, como mencionamos em outro post há algum tempo, há uma efervescência cultural no Brasil porque o trabalho e o estilo de todo o norte estão muito atrasados ​​na disseminação de seu próprio estilo e obras arraigadas. Embora sempre tenha havido muitos artistas de qualidade que emergiram dessa vasta região, poucos alcançaram algum tipo de reconhecimento significativo. Também mencionamos que Marco Antonio Araújo (o Egberto Gismonti dos anos 1980) foi um dos poucos artistas vindos dessa região. Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, ele tinha tudo contra si, não só vindo de uma área culturalmente relegada, mas também fazendo rock progressivo em uma década em que o estilo havia sido relegado e era quase um palavrão, mas conseguiu alcançar o sucesso em todo o Brasil e provavelmente o teria em todo o mundo se a morte não o tivesse alcançado tão jovem, mas essa é outra história das muitas que temos para contar. Voltando ao Necro , eles retêm, de seu estilo, algo da música (e mística) nordestina.
A banda conseguiu desenvolver um som muito bom, arredondando o hard rock retrô / proto doom e obtendo algo semelhante ao Stoner, mas mantendo características muito únicas que se alimentam diretamente das fontes originais daqueles dourados anos 70, sendo o Black Sabbath obviamente sua principal referência. Com alguns momentos mais suaves que são absolutamente impressionantes, em sua cadência e em sua dedicação ao estilo e até mesmo retendo algumas estruturas de certas músicas da banda de Iommi, mas ainda sendo bastante original e impressionante ao mesmo tempo. Como eu disse antes, eles perdem essa semelhança mimética com o Black Sabbath (felizmente, porque senão teria se tornado chato) ao explorar mais sons da mesma escola, mas sob estruturas diferentes. Mas aqui eles ainda se abrigam sob o manto do que fazem bem e do que gostam. Nós os veremos explorar corajosamente outros lugares menos conhecidos e menos seguros, mas isso virá em álbuns posteriores.
Que este, então, sirva como sua introdução à sociedade no blog cabeçudo.





Com performances instrumentais impecáveis, tendo evoluído surpreendentemente de uma mímica sabática para uma brilhante exploração musical, com identidade e força, assentes num som imersivo e em jornadas instrumentais que nunca aborrecem porque não têm o tom aborrecido de uma jam session em modo loop infinito.


É assim que o hard rock old school se faz presente novamente no blog cabeçudo, assim como vocais masculinos e femininos e músicas em inglês e português. Há também uma agradável mistura de rock clássico infundida no álbum, dando-lhe uma autêntica sensação retro dos anos 70, mas obviamente, o retro doom/hard rock também se faz presente e com mais força, dando-lhe personalidade e características próprias, onde não falta o folk ácido psicodélico enquanto algumas voltas fora dos lugares habituais do rock os aproximam do lado progressivo, ao qual adicionamos alguns climas muito bem conseguidos. Essas voltas bem conseguidas, juntamente com os vocais femininos, trazem uma reminiscência de bandas dos anos 70 ao estilo de Babe Ruth . É como se o Necro tivesse encontrado um equilíbrio entre duas eras do rock e criado um álbum que olha para o passado, mas tem os pés firmes no aqui e agora.

 
O álbum começa com um hit bem pesado no estilo "Never Say Die" com a faixa "Noite e dia", com letra em português e uma participação bastante intensa da guitarrista Lillian Lessa nos vocais (aqui, como apoio, mas em algumas faixas subsequentes ela assume o vocal principal). Com um bom resultado, a banda mostra que é boa e tem talento de sobra.
"Dark Redemption" chega com uma sequência de riffs que lembram o Sabbath, conduzindo a música nessa direção ao longo da primeira metade. A letra é em inglês, mas os vocais são de Lillian. Um riff novo e excelente surge na segunda metade, dividindo a faixa em duas, bem unidas por solos de guitarra curtos e precisos e um ritmo marcante.
"Creatures from the Swamp" é a terceira faixa. Começa com uma atmosfera mais sombria, com uma bela linha de baixo acompanhada pela guitarra, que explode em outro riff tipicamente Sabbath. Lillian retorna aos vocais, mais uma vez comandando tudo muito bem. A psicodelia aparece rapidamente no meio da música, culminando em um solo de bateria, um anacronismo bastante surpreendente , terminando com alguns riffs inspirados .Seguindo diretamente o trabalho de Iommi, a música continua até o final, misturando solos de guitarra e climas psicodélicos, com a providencial adição de teclados. Uma ótima faixa.
"Grito" continua , cantada em português pelo vocalista masculino, com backing vocals belíssimos de Lillian. E agora, na faixa seguinte, "17 Horas", encontramos a maior surpresa do álbum: uma bela balada cantada por Lillian. O ritmo lento e naturalmente mais suave, no entanto, é intercalado com voltas mais rápidas e vigorosas, tudo unido por um arranjo rico, com cordas e teclados em perfeita harmonia.
E assim surge "Mente profana", a última faixa do álbum que, apesar do título em português, é cantada em inglês. Mais climas psicodélicos em meio a uma boa composição, com belas melodias, ótimos riffs e uma introdução ótima .

Assim termina um álbum intenso, bem coeso e bem feito . Mais uma prova clara de que o nordeste brasileiro produz grandes bandas e que a cena alternativa está dando frutos e em bom nível. Uma banda que está despertando o interesse de muitas pessoas ao redor do mundo e construindo seu próprio público, então preste atenção. O Necro libera um som competente e grande versatilidade, e isso os faz brilhar em sua própria escuridão.
Ouça! Você não vai se arrepender. Você pode comprá-lo na página deles no Bandcamp. Mais uma banda underground latino-americana interessante em destaque no blog para o deleite de todos os apaixonados por bons sons!


Tracklist:
1. Noite e Dia
2. Dark Redemption
3. Creatures from the Swamp
4. Grito
5. 17 Horas
6. Mente Profana

Formação:
- Lillian Lessa / Guitarras, Vocais, Moog
- Pedrinho / Baixo, Vocais, Mellotron
- Thiago Alef / Bateria e Percussão





Sleepwalker Sun - Sleepwalker Sun (2005)

 

Estamos revivendo uma pequena surpresa brasileira para nossa seção de rock brasileiro, mas desta vez sem samba ou bossa nova. Nosso amigo neckwringer, sempre atento ao que está surgindo na América Latina, nos traz um ótimo álbum de algo próximo ao metal progressivo, mas cuidado, não para por aí. Trata-se de música moderna e atual com forte influência do rock progressivo dos anos setenta, aqui está o álbum de estreia de talentosos músicos que já tinham uma longa experiência nos palcos, exibindo grandes vozes e boa instrumentação que alterna entre passagens agressivas com outras mais suaves e bucólicas emolduradas por piano puro, violinos, coros, violões, e com a participação de 10 músicos convidados, entre os quais os incomparáveis ​​Marcus Viana (Sagrado Coração da Terra), André Mello (Tempus Fugit), o renomado violonista Alex Martinho e outros grandes artistas, o que lhes permite exibir grandes composições que abrangem vários estilos, até momentos de música sinfônica e até erudita. O único ponto negativo é que é em inglês, mas tudo bem... caso contrário, se você gosta de Rush, Riverside, Pain Of Salvation ou dos primeiros Dream Theater, de seções instrumentais tremendas e dinâmicas, de ares sombrios e góticos e, por fim, de boa música, recomendo que ouça este pequeno álbum.

Artista: Sleepwalker Sun
Álbum:
 Sleepwalker Sun
Ano:
 2005
Gênero: Metal Progressivo
Duração: 60:27
Referência: 
Discogs
Nacionalidade:
 Brasileira


Metal progressivo brasileiro. Bem, não exatamente. O Sleepwalker Sun é uma daquelas bandas que transcende todas as fronteiras.
Uma banda muito coerente, envolvente e de primeira linha. É importante notar que todo o álbum tem uma atmosfera sombria, com muitos tons menores na maioria das músicas. Este é um metal progressivo que não fica (longe disso) apenas metal progressivo, e que até começa calmo e sereno, guiado pela voz de Giana Araújo, é claro, antes de tudo explodir no ar. Mas os encantos voltarão repetidamente, às vezes com passagens pastorais, mas as composições serão sempre contundentes, complexas e inteligentes.

Em certo sentido, eles me lembraram bandas italianas de metal progressivo como Dropshard ,  Dynamic Lights , Kingcrow ou Magni Animi Viride , mas o Sleepwalker Sun tem originalidade e encontrou seu som particular mesmo dentro de um estilo que às vezes se torna tão indefinido quanto o metal progressivo, eles são muito claros sobre o que querem oferecer e o que querem mostrar.

Um bom álbum, com um estilo bem acima da média, já que já ouvi muitas bandas de metal progressivo do Brasil, mas quase sempre falta aquele toque de originalidade que as diferencia das demais e permanece ali, como se fossem mais uma banda. Mesmo no blog do Big Head, você encontrará muitas dessas bandas se começar a vasculhar posts antigos. Neste caso, temos um ótimo exemplo de como fazer metal progressivo de qualidade, pesado e com bom gosto, originalidade e aquele toque especial que as diferencia de tudo.

É verdade que a voz da cantora Giana Araujo tem um tom um tanto nasal (note que isso não é necessariamente algo negativo, me lembra muito Dolores O'Riordan do The Cranberries ) e todas as letras são em inglês - pessoalmente, prefiro que as bandas cantem em sua língua nativa (português no caso desta banda brasileira) -, mas bem, tinha que ter algo negativo nisso, caso contrário eles seriam mais conhecidos e reconhecidos, mas ainda assim recomendo este ótimo álbum que vai muito além do metal progressivo.

Na verdade, não encontro nenhuma fraqueza real neste álbum. Não será uma obra-prima que entrará para a história. Mas para quem gosta de rock progressivo desafiador, que se situa em algum lugar entre o rock sinfônico, o neoprog e o metal progressivo, este álbum é uma excelente escolha. Não há músicas fracas aqui e nem um único momento monótono. Este é um excelente álbum de estreia de uma banda que não segue regras ou convenções. Eu disse!

Altamente recomendado!!!





DADOS TÉCNICOS
Artista: Sleepwalker Sun
Álbum: Sleepwalker Sun
Ano: 2005
Gravadora: Masque
Catálogo: MRCD0105
Faixas: 7
Código de barras: 7898270413230
Lançamento: 2005
Matriz: SONOPRESS.MRCD0105 13453/05
Código SID de masterização: IFPI LB43
Código SID de molde : IFPI 1140




 
Track List:
1. Blindfold
2. Bring 'Em
3. Sleepwalker Sun
4. Dead Flowers
5. Russian Roulette
6. Jalen's Eyes
7. Nocturnal

Lineup:
- Giana Araujo / Vocais
- Luiz Alvim / Teclados
- Francisco Falcon / Baixo
- Rodrigo Martinho / Bateria

Artistas Convidados :
- Leandro Leg Furtado / Guitarras
- Fabio Monserrat / Guitarras
- Alex Martinho / Guitarras
- Ricardo Marins / Guitarras
- Marcus Viana / Violinos
- André Mello / Teclados
- Fabio Guerrero / Vocais
- Ricardo Aguiar / Backing Vocals
- Gustavo Paiva / Letras
- Marcos Eichler / Letras
- Flávio Machado / Letras


ROCK ART

 

Biafra - Menino (1982)


Disco lançado por Biafra em 1982, com destaque para a música "Jogo Aberto" e considerado um dos melhores álbuns do cantor. 

Biafra - Despertar (1981)

 


O disco "Despertar", lançado pelo cantor Biafra em 1981, foi um marco em sua carreira, impulsionado pelos sucessos "Leão Ferido" e "Vinho Antigo". O álbum, produzido por Roberto Costa, alcançou a marca de Disco de Ouro com mais de 100 mil cópias vendidas. "Vinho Antigo" também integrou a trilha sonora da novela "Jogo da Vida" da Rede Globo

Faixas do álbum:
01. Leão Ferido
02. Despertar
06. Vinho Antigo
07. Voa, Bicho
08. Tudo de Mim
09. Qualquer Estrada
10. Três Palavras




Biafra - Primeira Nuvem (1979)


Álbum de estreia de Biafra, lançado em 1979. O álbum inclui a faixa de sucesso "Helena", além de outras canções como "Barcos e Navios". "Helena" se tornou ainda mais popular ao ser incluída em uma novela da Rede Globo

Faixas do álbum:
01. Barcos e Navios
02. Bandido Solitário
03. Açoite
04. Riacho Solidão
05. Primeira Nuvem
06. Tardes de Viagem
07. Vagalume
08. Helena
09. Juriti
10. Nova Estrela




Camisa de Vênus - Viva (Ao Vivo) (1986)


Primeiro álbum ao vivo da banda, lançado em julho de 1986. O álbum foi gravado durante um show realizado no Caiçara Music Hall, em Santos, no dia 8 de março de 1986. O disco foi lançado pela gravadora RGE. 

Faixas do álbum:
01. Eu Não Matei Joana d'Arc (Ao Vivo)
02. Hoje (Ao Vivo)
03. Homem Forte (Ao Vivo)
04. Solução Final (Ao Vivo)
05. Rotina (Ao Vivo)
06. My Way (Ao Vivo)
07. Bete Morreu (Ao Vivo)
08. Silvia (Ao Vivo)
09. Metástase
10. O Adventista (Ao Vivo)




Destaque

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