terça-feira, 28 de outubro de 2025

Suzie True – How I Learned to Love What’s Gone (2025)

 

Suzie True é uma banda de fãs. Nomeada em homenagem a um verso de uma música dos punks de Memphis dos anos 90, The Oblivians, e autodescrita como "se as Meninas Superpoderosas formassem uma banda cover do Blink-182", elas são orgulhosamente viciadas em cultura pop. Referências abundam — geralmente como abreviação para inseguranças ("Colecionando corações como Pokémon/Ela é uma bomba de cereja!") ou objetos de afeto ("Dançando como se fosse 1987/E você diz que eu sou igual ao céu"), quase sempre como válvulas de escape. São músicas para bater a porta do quarto porque ninguém entende, para fingir que está em um videoclipe mesmo estando apenas dirigindo pela sua cidade natal — com as janelas abertas e o rádio no máximo, você mal consegue perceber a diferença. A banda abraça a juventude...

 320 ** FLAC

...feminilidade e nostalgia pop-punk da era Y2K podem ser descartadas como um tropo de "adolescente de vinte e poucos anos"; felizmente, as músicas de Suzie True são inteligentes e autoconscientes demais para deixar isso acontecer.

"Eu costumava ser jovem e burra/Agora sou apenas burra", cantou a vocalista e baixista Lexi McCoy na faixa-título do álbum Sentimental Scum , de 2023. No terceiro LP de Suzie True, How I Learned to Love What's Gone , McCoy não abandonou sua autodepreciação ou seu romantismo de cabeça nas nuvens; seu desenvolvimento interrompido atua tanto como um obstáculo a ser superado no caminho para se tornar uma suposta adulta de verdade quanto como um escudo protetor contra uma sociedade que pune meninas por ousarem se tornar mulheres. "Contanto que eu pareça ter 23 anos no meu aniversário de 30 anos, tudo ficará bem", ela canta em "Get Prettier Overnight!!!", uma faixa que lembra "The Good Life", do Weezer, em suas melodias de guitarra e a trilha sonora de Josie and the Pussycats na entrega vocal de McCoy.

Essas ansiedades dificilmente são superficiais; o kitsch do rock radiofônico da virada do milênio de Suzie True reflete a luta de crescer em uma era de maldade dos tabloides, "cúpulas de bimbos" e "nada tem um gosto tão bom quanto a sensação de estar magra". "Leeches (Play Dead!)" busca refúgio de um relacionamento disfuncional na apatia: "Seja uma boa menina para você e finja-se de morta", grita McCoy, mantendo uma fachada distante que se desfaz no refrão furioso. Momentos mais leves aproveitam a imaturidade emocional para provocar risadas. "Você é igual aos meus empréstimos estudantis/Se eu te ignorar, você não existe", zomba McCoy — apenas uma das muitas despedidas alegres pós-término na faixa de abertura, "Glow".

O produtor do álbum, Chris Farren, privilegia a distorção suficiente para manter o espírito underground da banda, enquanto coloca os acordes poderosos e robustos do guitarrista G Leonardo e as melodias vocais irônicas e animadas de McCoy em destaque. Os versos de "Oh, Baby!!!" flutuam no ar com uma entrega ofegante e uma progressão de girl group dos anos 60, até que o refrão skate-punk atinge como uma escavadeira. "Leeches" e "So Blame Me" lançam farpas arrogantes e "sei lá" de Valley Girl em colapsos de parede da morte.

Suzie True soa como se estivesse constantemente sob o feitiço de uma paixão que afirma e/ou destrói a vida, seja por uma pessoa ou por uma de suas bandas favoritas. Não é coincidência que duas músicas deste álbum usem a palavra "amor" em seus títulos, ou que três incluam pelo menos um ponto de exclamação: Existem certos sentimentos cuja enormidade só pode ser expressa com um furacão de lágrimas manchadas de rímel. Quando as emoções vêm a mil por hora, os refrões também vêm. A angústia adolescente de Suzie True pode ter passado do ponto, mas em How I Learned to Love What's Gone , elas apresentam um argumento bastante convincente a favor de nunca crescer

Gods And Punks - Holograms - 2025 (EP)

 


Necrosound / Cursed Christ / Fenrir / Sacristia - Immortal Spirits Of Ancient Times - 2025 (Split)

 


 

Gênero: Black Metal

1. Necrosound - Pleasure and Insanity
2. Necrosound - Sick Assassins
3. Necrosound - Discovering the Pleasure of the Flesh
4. Necrosound - Sádicos Rituais de Luxuria
5. Cursed Christ - Intro - The Wolves Howls Again
6. Cursed Christ - The Smell of Death Enraptured the Soul
7. Cursed Christ - Centurions of the Apocalypse
8. Fenrir - Revelações 666
9. Fenrir - Condessa Sangrenta
10. Fenrir - Sob o Rubro Estandarte de Leviaethan
11. Sacristia - Anthropophagy / Invasion of Bodies
12. Sacristia - Corpus Christ






ZIPPO ZETTERLINK - In The Poor Sun - 1971

 




Certamente, o ZZ é uma das maiores incógnitas do progressivo alemão desde seus primórdios. Formada no fim dos anos 60 na cidade de Hamburgo pelo guitarrista Wolfgang Orschakowski,  nada se sabe sobre os outros integrantes já que o nome do mesmo é o único citado nos créditos do álbum. A banda fazia um blues pra lá de psicodélico onde os belos solos de guitarra se mesclavam ao forte vocal de Orschakowski  em todo o decorrer do disco. 

O maior destaque de toda essa obra é a primeira faixa com pouco mais de 20 minutos gravada ao vivo no Blow Up Club em Munique em 1969. Trata-se de uma verdadeira aula de música instrumental regada a improvisações que beiram a obscuridade, ou seja, um som bem digno ao movimento progressivo/experimental que emergia na Alemanha no fim dos anos 60.

Algumas faixas foram gravadas em um festival em Hamburgo em 1971 e o resto são improvisações feitas em mais um daqueles estúdios caseiros onde se gravava ao vivo e prensavam-se poucas cópias em fitas ou vinil para divulgação nesses mesmos festivais já muito citados aqui no PRV.


Sabe-se que um selo americano teve acesso a um dos originais e relançou em CD em 2002. A qualidade do áudio não é impecável mas certamente essa foi uma das maiores surpresas que os alemães já me proporcionaram.



TRACKS:

1. Zippo Zetterlink In The Poor Sun At Sunday Night In The Blow Up 
2. Kaputt 
3. Ein Gemmen-märchen 
4. It's Groovy, The Electric Light Machine, Boy 
5. Electric Light






AINIGMA - Diluvium - 1973

 



Banda alemã liderada por três jovens e corajosos músicos de idade entre 15 e 17 anos. Criticada por muitos, o Ainigma teve uma curta carreira que começou em 1972 e acabou em 1974 um ano após o lançamento de seu único registro. 

Registro ao qual traz uma atmosfera um tanto sombria com solos de guitarra e teclados, na maioria das vezes, improvisados de forma muito criativa por se tratar de uma banda formada apenas por  garotos nitidamente influenciados pelo movimento Krautrock da época. 
O guitarrista e baixista Wolfgang Netzer intercala os dois intrumentos de forma espetacular mas o que dá o verdadeiro clímax ao disco são os fantásticos solos de Hammond executados pelo jovem Willy Klüter.

O destaque desse registro é a faixa título que possue um toque bastante experimental com atmosferas diferenciadas, regadas de improvisações pesadas intercaladas a uma calmaria sombria com duração de 18 minutos.

Este é mais um disco lançado pelo selo Garden Of Delights que remasterizou e melhorou um pouco a qualidade da gravação "fundo de quintal", muito comum entre as bandas mais experimentais de curta carreira vindas da Alemanha. 

Como bônus, temos duas excelentes faixas, uma delas a versão instrumental de Diluvium citada acima.


TRACKS:

1. Prejudice
2. You Must Run
3. All Things Are Fading
4. Diluvium
5. Thunderstorm (bônus)
6. Diluvium - Instrumental (bônus)





GENESIS - Watcher Of All - 1972

 



Certamente, o ano de 1972 foi um marco na carreira do Genesis, fizeram mais de 160 shows pela Europa e Estados Unidos com a tour do Nursery Crime e ainda lançaram no outono deste mesmo ano o indispensável Foxtrot
As vezes reluto em postar bootlges de 71/72 por serem um tanto batidos, existem centenas espalhados pela internet e tenho dezenas deles mas sempre procuro postar os de melhor qualidade, a minoria salva. 

Escolhi, este em especial, pela versão definitiva de "Watcher Of The Skies" que, em shows anteriores, estava mais em fase experimental mas sempre abrindo quase todas as apresentações dessa tour em versões diferenciadas. São apenas pequenos detalhes, quase que imperceptíveis como por exemplo, a timbragem do Mellotron na introdução e algumas poucas passagens de guitarra onde Hackett mudava constantemente os acordes tentando atingir o tom que soava melhor. 

Se eu estiver errada, me corrijam por favor! Não toco nem campainha e muito menos sei o que é um "Dó" mas creio que possuo um ouvido um tanto apurado para certos tipos de instrumento. Apenas! 

Essa apresentação ocorreu em Solihull, Inglaterra em 25 de Julho de 1972 e conta com excelentes versões de faixas como "The Fountain Of Salmacis" e "Musical Box". Um pequeno detalhe desse registro é a faixa "Twilight Alehouse" pouco tocada durante esta mesma tour.

A qualidade não é das melhores, o som um pouco abafado as vezes mas esse é um dos melhores registros ao vivo lançados pela banda.



TRACKS:

1. Watcher of the Skies 
2. Story Of Thomas S. Eiselburg
3. Stagnation
4. Story Of The First Hermaphrodite 
5. The Fountain of Salmacis
6. Introducing The Triangle
7. Twilight Alehouse
8. Story Of Henry 
9. The Musical Box
10. Story Of A Large Weed
11. The Return of the Giant Hogweed 





RICK WAKEMAN - Boston - 1975

 



Richard Christopher Wakeman dispensa comentários a maioria dos frequentadores deste modesto espaço mas que deve ser sempre lembrado por toda a sua indispensável contribuição ao que conhecemos hoje por rock progressivo.

Esse senhor no auge de seus 63 anos ainda possui a mesma genialidade diante seus teclados, dono de uma técnica invejável que muitos já tentaram imitar mas não chegaram nem perto da perfeição e destreza que somente ele consegue destilar. 

Wakeman foi um dos percursores quanto ao uso de sintetizadores e toda uma parafernalha eletrônica que o cercava em suas apresentações ao vivo. 

Pelo menos três Mini Moog os acompanhavam no palco além de um Hammond, pianos elétricos, um lindo Mellotron ao qual ele ainda toca com extrema maestria.

Sua carreira profissional teve início em 1970 na gravação do ótimo disco "From The Witchwood" da banda Strawbs e em 1971, se junta ao YES fazendo com que seu nome fique ainda mais conhecido e idolatrado por milhares de pessoas. 

Vale lembrar que Wakeman entrou e saiu do YES por diversas vezes e em diferentes espaços de tempo. Muito tumulto de bastidores está por trás disso e os fãs mais enérgicos do YES podem dar mais detalhes sobre os ocorridos da época. Não estou aqui para especular nada mas pelo que já li por aí, nosso querido Chris Squire não é flor que se cheire...

Em 1973, após a gravação do disco "Tales From Topographic Oceans", Wakeman deixa o YES pela primeira vez e vai dedicar-se a seu primeiro e brilhante projeto solo onde descrevia de forma genial todas as seis esposas de Henrique VIII em um disco intrumental que se tornou indispensável a qualquer discoteca básica. 

Em 1974, lança o "Journey To The Centre Of The Earth", disco conceitual baseado na obra de Julio Verne ao qual também dispensa comentários. Posso dizer que comecei a escutar o gênero progressivo depois que tive acesso a essa verdadeira jóia. A quem chegou a ler o livro, o disco em certas partes nos remete claramente aos cenários sombrios e mágicos descritos por Verne no decorrer da obra. 

Não posso e nem tenho vasto conhecimento para descrever aqui a extensa discografia deste ser icônico que influenciou gerações, inclusive essa que vos fala. Além de sua vasta carreira solo e idas e vindas pelo YES, Wakeman também trabalhou ao lado de grandes nomes como Alice Cooper, Black Sabbath, Elton John, Lou Reed, David Bowie, dentre outros fazendo participações em alguns discos clássicos.

Basicamente, meu primeiro contato de "terceiro grau" com o progressivo foi durante uma passagem de Wakeman por BH em 1994. Além de todo seu conhecimento ele trouxe na bagagem o filho Adam, que o acompanhou com uma certa timidez mas com muito talento diante do gigante que é seu pai. 
O show foi maravilhoso, estava tendo a honra de sentir ali ao vivo o que só ouvia nos discos e certamente, foi um momento único para uma menina de apenas 15 anos que saiu do show completamente deslumbrada e muito emocionada com tudo aquilo que tinha presenciado. 

Posso dizer que após esse dia muita coisa mudou, comecei a me dedicar mais e mais ao rock progressivo e hoje tenho a honra de compartilhar com todos vocês certas experiências que muitos aqui também já viveram. Indescritível!

Esse raro bootleg foi gravado na cidade de Boston em 11 de Outubro de 1975 durante a passagem de Wakeman pelos EUA na divulgação do também excelente álbum " The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights OF The Round Table" lançado nesse mesmo ano. 


 Aqui consta apenas um pequeno mas excelente medley do album "Journey" dividido en algumas faixas e belíssimas versões de "Catherine Howard" e "Anne Boleyn", além das faixas do disco em evidência na época que também se tornou essencial. As três primeiras obras de Wakeman evidenciam com muita clareza toda a genialidade desse mestre que até hoje consegue me arrancar lágrimas dos olhos com suas belíssimas composições.
Creio que esta tour também passou pelo Brasil em 1976 com shows no Rio e São Paulo.



TRACKS:

DISCO I:

1. Intro
2. The Journey
3. Recollection
4. Catherine Howard
5. Lancelot & The Black Knight
6. Down And Out
7. Anne Boleyn
8. The Forest

DISCO II:

1. Arthur & Guinevere
2.  Catherine Parr
3. Merlin The Magician
4. Hungarian Rhapsody
5. The Battle




Spellbinder - Under the Spell (1998)



Origin: US

Tracklist:
1. Hand of Fate 03:14  
2. Into the Night 03:25  
3. Kelly 02:58  
4. Lonely Nights 03:52  
5. Destiny 03:27  
6. No Saving the Wicked (Part I) 03:32  
7. No Saving the Wicked (Part II) 02:51  
8. December Morning 01:38  
9. Somewhere 01:12  
10. Lost Time 03:29  
11. Icy Waters 03:26  
12. Lonely Nights (acoustic) 03:51  
13. Ready to Fight 03:50







Surgeon - The Sign of Ending Grace (1991)

 


segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Thin Lizzy - Black Rose: A Rock Legend (Deluxe Edition) [2011]

 



Após 32 anos de seu lançamento, o álbum "Black Rose: A Rock Legend", do Thin Lizzy, chegou às prateleiras em julho em uma versão deluxe lançada pela Universal Music. A edição traz dois discos: o primeiro é o próprio álbum, remasterizado; enquanto que o segundo apresenta material bônus, constando canções inéditas e versões alternativas de músicas que estão em full-lenghts do grupo. O trabalho em estúdio ficou por conta do guitarrista Scott Gorham e do vocalista do Def LeppardJoe Elliot.

O primeiro disco é conhecido e idolatrado por fãs de Rock de todo o mundo. Afinal, "Black Rose: A Rock Legend" é um digno clássico do estilo e é o único do grupo a contar com Gary Moore, saudoso e respeitável guitarrista, falecido em fevereiro deste ano. A remasterização colabora bastante com esse conjunto de petardos por deixar as canções mais vivas. A alteração mais notável é o destaque dado à cozinha na remixagem, permitindo que faixas como Do Anything You Want To e Get Out Of Here, por exemplo, ficassem ainda mais pesadas.


O segundo disco, bônus, reserva muitas surpresas aos apreciadores do Lizzy. Apesar de muitos conhecerem as músicas aqui presentes, por rodarem em bootlegs desde sempre como demos perdidas de "Black Rose: A Rock Legend", elas ganharam um verdadeiro tratamento sonoro e, no geral, apresentam a mesma qualidade que o CD anterior, deixando de ser apenas um apanhado de demos de garagem. E, de fato, faixas como A Night In The Life Of A Blues SingerJust The Two Of Us e a bela versão lenta de Don't Believe A Word, com vocais divididos entre Phil Lynott e Moore, entre outras, mereciam sair da gaveta.

A Universal também lançou, em janeiro, versões deluxe para "Jailbreak""Johnny The Fox" e "Live And Dangerous"; e no mês passado, também lançou "Bad Reputation" e "Chinatown", além de "Black Rose: A Rock Legend". Recomendadíssimo para os colecionadores de plantão, principalmente pelo material raro, porém também válido para quem quiser curtir o som ou conhecer a banda.


CD 1:
01. Do Anything You Want To
02. Toughest Street In Town
03. S&M
04. Waiting For An Alibi
05. Sarah
06. Got To Give It Up
07. Get Out Of Here
08. With Love
09. Róisín Dubh (Black Rose): A Rock Legend

CD 2:
01. Just The Two Of Us
02. A Night In The Life Of A Blues Singer (Longer version)
03. Rockula (Rock Your Love)
04. Don’t Believe A Word (Slow version)
05. Toughest Street In Town (Different)
06. S&M ('78 Version)
07. Got To Give It Up ('78 Version)
08. Cold Black Night ('78 Version)
09. With Love ('78 Version)
10. Black Rose ('78 Version)



Phil Lynott - vocal, baixo, violão de 12 cordas
Scott Gorham - guitarra, backing vocals
Gary Moore - guitarra, backing vocals
Brian Downey - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Huey Lewis - gaita em 5 e 8
Jimmy Bain - baixo em 8

Destaque

Em 24/07/1970: Yes lança o álbum Time and a Word

Em 24/07/1970: Yes lança o álbum Time and a Word. Time and a Word é o segundo álbum de estúdio da banda de rock progressivo inglesa Yes. Lan...