terça-feira, 28 de outubro de 2025

DE Under Review Copy (DIXIT)


DIXIT


Oriundos de Paio Pires (Seixal) e inicialmente denominados como Chromo Dixit, os Dixit surgiram assumindo-se de imediato como um grupo pop, tendo sido constituidos por José Rui (voz, guitarra acústica), Cajó Marinho (baixo), Dio (teclas), Figueiras (guitarra) e José Andrade (bateria). Em 1993 e 1994 deram dezenas de concertos e participaram nalguns concursos, dos quais merecem destaque a passagem pelo Palco de Setúbal da Festa do Avante, concurso "Novos Valores, Novos Talentos" (Setúbal), "20 Anos do 25 de Abril", Festa do Avante, concurso televisivo "Rock Rendez Vous" (RTP2). No final de 1994 junta-se-lhes um novo membro: Falcão (guitarra). Mas nem só de estrada se fez a vida da banda por essa altura. Entre duzentas bandas, fizeram parte do restrito lote de dez que foram seleccionadas para participar no CD "Projecto Pela Vida", tendo para o efeito gravado o tema "HIV (Homens Irremediavelmente Vencidos)". Tentaram participar na colectânea "Filhos da Madrugada" com uma versão do tema "Era de Noite e Levaram", mas não foram seleccionados para o disco embora o tema tenha acabado por ser editado numa colectânea com bandas do Seixal intitulada "Especial José Afonso". Em 1995 gravam a sua primeira maquete no estúdio "1 Só Céu" dos Delfins. No ano seguinte dá-se o abandono do guitarrista Figueiras, um dos fundadores da banda. Nova saída de um elemento só se verificará em 1999 com a retirada do baixista (Cajó). Isso não impede o projecto de, nesse mesmo ano, gravarem o promo vídeo do tema "Se" que será distribuído, em Outubro de 1999, num dos CDs promocionais da revista "Promúsica" e emitido nalgumas emissões do Canal Sol Músical. Já em 2000 dá-se a edição do EP "Se..." pela Êxito Estúdios e a entrada de um novo baixista (Marinho). No ano seguinte gravam o promo vídeo de "Blá! Blá! Blá!", realizado por Vítor Santos e, já em 2003, editam o álbum "The Best Of" ao mesmo tempo que se verificam novcas alterações no line up da banda: saída do baterista (Zé Andrade) e entrada de Nuno Matos, abandono do teclista Dio, sendo substituído por Mário Machuca. É já em 2005 e com esta nova formação que editam o disco "Km 0" e, no ano seguinte, o single "Cicatriz". Finalmente, em 2007, lançam mais um novo trabalho, desta vez em formato físico e digital: "180º".

DISCOGRAFIA

 
SE... [CD Single, Íman Records, 2000]

 
THE BEST OF DIXIT [CD, Íman Records, 2002]

  
KM 0 [CD, Íman Records, 2005]

CICATRIZ [CD Single, Íman Records, 2005]
180º [CD, Íman Records, 2007]


 

DE Under Review Copy (DIVA)

 



Em 1983, formavam-se em Lisboa os Kan Kan Klan. Com um som que mesclava a pop new wave com o ska, ao qual aliavam uma secção de metais, eram constituídos por Nuno Figueiral (guitarra), Diamantino “Diamante” Lage (baixo), João Ferreira Vitorino (bateria), João Marques (trompete), João Calado (voz), Filipe Salgueiro (saxofone e teclados) e Luciano Salgueiro (trombone). Tendo gravado uma demo, da qual se destaca “Sonhos Perdidos”, vão inscrever-se e participar, em 1984, no Primeiro Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous. Embora não tenham chegado às finais, vão conseguir, ainda durante esse ano, assinar um contrato com a Metro-Som, do qual resultará um 7"Single. Tendo, ainda antes da edição, mudado de nome para Odisseia Latina (um dos temas dos Kan Kan Klan) e acolhido um novo elemento, Renato Silva (piano eléctrico e caixa chinesa), editam “Férias Tropicais/Sonhos Perdidos” ainda antes do final do ano. Apesar disso, e no decorrer do ano seguinte, o grupo dissolve-se, ao mesmo tempo que três dos seus componentes, Diamante, Vitorino e Marques (agora nos teclados), decidem fundar um novo projecto, para o qual recrutaram, também, Natália (Tuxa) Casanova (voz) e Pedro Solaris (guitarra), amigos comuns que costumavam frequentar os ensaios dos Odisseia Latina com regularidade. Optando pela designação de Diva e os Gangsters (do filme homónimo de Beneix), gravam uma demo, tendo como objectivo imediato a participação no Segundo Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-Vous, acabando, contudo, por não concorrer. Em vez disso, decidem-se por mostrar a maquete à Metro-Som, que se presta a gravar-lhes um single, propondo, ao mesmo tempo, que o grupo se fique, apenas, pela designação de Diva. Sob a batuta de Manuel Cardoso (Frodo/Tantra), que também contribuirá com uma segunda guitarra, vão, então, gravar o seu disco de estreia, composto pelos temas “Chuva” e “Saudade e Raiva”. Possuidor de uma sonoridade pós-punk de tonalidades “dark” (por vezes lembrando uns Breathless), o registo vai ter a colaboração de Teresa Martinho (letra de “Saudade e Raiva”) e do já citado João Calado (vocalizações em “Saudade e Raiva”). Entretanto, dão o seu primeiro concerto ao vivo. Povoada de dificuldades e peripécias, entre as quais a errónea indicação dos temas (aparecendo como “Raiva” e “Saudade”) e a deficiente prensagem de um terço dos exemplares (foram feitas 1500 cópias), o disco acaba por passar desapercebido do grande público, devido à má promoção. Mesmo assim, consegue apresentá-los como proposta de qualidade e um valor sólido a seguir com atenção. Durante a Primavera de 1986 falou-se da edição de um Mini-LP mas, infelizmente, tal não viria a suceder. Aliás, a tal não deve ser alheia a saida de Diamante e de Marques, dando-se, ao mesmo tempo, o corte com o selo que os tinha acolhido até aí. O trio restante decide, mesmo assim, continuar o projecto, chamando Óscar Coutinho (baixo) e Pedro Domingos (teclados) para ocupar os lugares dos desistentes, ao mesmo tempo que um novo elemento, Tó Freire (guitarra), entra para o colectivo. Durante os anos seguintes, essa formação irá dar alguns concertos e trabalhar novos temas. Corriam mesmo boatos de que a 4AD teria mostrado interesse em os chamar para o seu prestigiado catálogo... Chega-se, então, ao ano de 1988. Durante os concertos realizados no âmbito das "Manobras de Maio", Ricardo Camacho (Sétima Legião, Fundação Atlântica) aproxima-se do grupo, revelando o seu interesse em trabalhar com eles. Daí resultará, já no Outono desse ano, um contrato com a EMI-VC, ao qual também não é alheia a apresentação que o grupo fez aos A&R da editora, incluíndo, para além das demos, um portfólio com fotografias do grupo e um vídeo, ambos realizados por amigos da banda. Contudo, só em finais de 1989 é que irão iniciar as gravações do seu primeiro longa duração, “Ecos de Outono”. Tendo como produtores Camacho (que também se irá ocupar dos teclados e programações) e Francis (ex-Xutos & Pontapés e UHF, que também participará com programações e guitarra clássica), o disco verá a luz do dia na Primavera de 1990. Anunciado pelo single “Amor Errante”, o disco revelar-se-á um sucesso. Contando com as colaborações de Paulo Abelho (dos Sétima Legião, nos samplers), de Miguel Teixeira (viola de arco), Nuno Sampaio (que comporá a sexta faixa do disco, “Tempestade e Paixão”) e Francisco Menezes (letrista dos Sétima Legião, que comporá a letra de “Amor Errante”), além das já mencionadas de Ricardo e Francis, o registo apresenta uma sonoridade bastante diferente da do single de estreia. Etéreo e planante, mas com raízes pop bem vincadas, o disco apresenta atmosferas menos cerradas que as do anterior trabalho, muito graças ao trabalho de guitarras, delicadas, tocantes e cristalinas, ao mesmo tempo que a voz de Natália se tornou mais vaporosa e frágil, herdeira de um encanto sirénico e possuidora de uma doçura hipnotizante. Evocante de sonoridades da 4AD e dos Sétima Legião, irá ainda ver retirado dele, como single promocional, “Baila Papoila/Romaria”. Os anos seguintes são passados a compor e a actuar. É já em 1993 que iniciam a gravação de um segundo álbum, mas, descontentes com o produto final, decidem abortar o projecto. Entretanto, Domingos saí do grupo, entrando, dando-se em simultâneo a admissão de Carlos Ayres que assume o violino. A estreia deste novo músico irá verificar-se ainda durante esse ano, aquando da gravação de “Canção de Embalar”, a contribuição dos Diva para a compilação “Filhos da Madrugada”, o tributo a José Afonso. Decorriam os inícios de 1994 quando, finalmente, regressam a estúdio, desta feita para registar o já tão adiado e aguardado sucessor de “Ecos de Outono”. Coincidindo com o período de gravidez de Natália, as gravações vão-se prolongar por vários meses, com o grupo a gravar as partes instrumentais das canções, enquanto Casanova não pode dedicar-se ao projecto. Por tal, só em 1995 é que o novo trabalho é editado. “Deserto Azul”, de seu nome, terá no single “Mariana” o seu tema mais forte, enquanto “Flor do Beijo” e “Santa Maria” constituem as suas mais belas e delicadas pétalas. De novo com Camacho na produção, auxiliado por Amândio Bastos, o disco irá seguir a senda do sucesso que, já como o primeiro, haviam alcançado. O registo, contudo, denota notórias diferenças em relação ao seu antecessor, mormente ao nível das guitarras - onde se denota um mais intenso recurso à distorção -, e das baterias - utilizando uma maior variedade de efeitos electrónicos -, tornando a sonoridade menos diáfana, sem lhe retirar, porém, a magia das suas fragrâncias e charme. Aliás, no que no anterior álbum era beleza inalcansável, neste é charme e sedução... De referir ainda que, neste disco, há a colaboração de Francisco Menezes (Madredeus) e de Sérgio Godinho nas letras, bem como a participação de Nuno Guerreiro (Ala dos Namorados) na voz, presença essa que não é de estranhar, uma vez que Natália havia colaborado com ele quer num projecto com Carlos Paredes, nos idos de 1992, quer no disco de estreia da sua banda. Iniciando as gravações de um novo trabalho em 1996, desvinculam-se, entretanto, da EMI-VC, assinando, pouco tempo depois, com a Sony. Produzido, desta feita, por Franck Darcel (da seminal banda new wave francesa Marquis de Sade), “O Verbo... (Criou a Mulher)” vai, mais uma vez, destinguir-se dos trabalhos anteriores, sendo o disco mais rock do grupo (se é que tal termo se pode aplicar). Pegando nas pistas já ensaiadas em “Deserto Azul”, as guitarras reforçam-se na distorção, embora controlada, enquanto os arranjos de teclados se mantêm discretos, sendo as ambiências polvilhadas por uma doce e suave melancolia. Sendo quase todos os textos da autoria de Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), que também canta no tema título, o disco tem, também, a colaboração de Joaquim d’Azurém na guitarra portuguesa e como co-autor do tema “Açores” (cuja letra é de Solaris). O disco sairá perante uma imerecida indiferença e nem o lançamento do tema título em single irá ajudar a modificar a situação. Seguem-se os concertos promocionais (no primeiro dos quais tanto Canibal como Azurém irão participar), enquanto em 1997 é editado o CD Single, com seis remisturas, do tema “Eu Ando às Voltas”. Na segunda metade de 1998, iniciam as gravações do quarto LP. Contudo, desavenças com a casa editorial levarão a que, apesar de já se estar na fase de pré-produção, o disco, previsto para sair na Primavera do ano seguinte, nunca seja editado. Em 2000, os Diva dão por findas as suas actividades. No entanto, 2008 tráz novos sinais de vida, com o grupo a voltar aos ensaios e composições, embora sem pressões editoriais ou de datas ao vivo, tendo, em 2009, entrado em estúdio, com Amândio Bastos como produtor, estando, neste preciso momento, a gravar um novo disco, sendo as novas composições descritas como estando mais próximas da linha do auspicioso “Ecos de Outono”. Resta, então, aguardar para ver... [Paulo Martins]

DISCOGRAFIA

 
FÉRIAS TROPICAIS [7"Single, Metro-Som, 1984]

 
SAUDADE [7"Single, Metro-Som, 1985]

 
ECOS DE OUTONO [LP, EMI-VC, 1990]

 
ECOS DE OUTONO [CD, EMI-VC, 1990]

 
AMOR ERRANTE [7"Single, EMI-VC, 1990]

 
BAILA PAPOILA [7"Single, EMI-VC, 1990]

 
DESERTO AZUL [CD, EMI-VC, 1995]

 
O VERBO [CD, Sony, 1996]

 
INSÓNIAS [CD Single, Sony, 1996]

 
EU ANDO ÀS VOLTAS [CD Single, Sony, 1997]

 
EU ANDO ÀS VOLTAS (REMIXES) [CD Single, Sony, 1997]

 
EU ANDO ÀS VOLTAS (TV CABO PROMO) [CD Single, Sony, 1997]

 
EU ANDO ÀS VOLTAS (DOCTOR J REMIXES) [12"Maxi, Sony, 1997]

COMPILAÇÕES

 
OS FILHOS DA MADRUGADA CANTAM JOSÉ AFONSO [2xLP, BMG, 1994]

 
MAIS VALEM 36 MÚSICAS NO SAPATINHO [2xCD, União Lisboa, 1996]

 
MILLENNIUM [CD, EMI-VC, 1996]

 
POP ROCK EM PORTUGUÊS [2xCD, Megadiscos, 1997]

 
PROMÚSICA 06 [CD, Promúsica, 1997]

 
NOITES LONGAS: A UNIÃO FAZ A DANÇA [CD, Sony, 1998]

 
O MELHOR DO POP PORTUGUÊS 1985-1990 [CD, EMI, 2005]



POEMAS CANTADOS DE CAETANO VELOSO


Samba e Amor
Caetano Veloso

Eu faço samba e amor até mais tar......de
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente inda se a.........ma
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna a nossa cama - reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da benvinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
Eu faço samba e amor até mais tar......de
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade - que alarde
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã

Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã


Samba Em Paz
Caetano Veloso

O samba vai crescer
Quando o povo perceber
Que é o dono da jogada

O samba vai vencer
Pelas ruas vai correr
Uma grande batucada

Samba não vai chorar mais
Toda gente vai cantar

O mundo vai mudar
E o povo vai cantar
Um grande samba em paz



ROCK ART


 

Destaque

'100 Melhores Álbuns Portugueses de Sempre''.

  ''100 Melhores Álbuns Portugueses de Sempre''. 100.º Lugar - álbum ''SÓ'' do Jorge Palma de 1991. Jorge Pa...