quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Die Sektor - To Be Fed Upon (2006)
KESTREL - Kestrel - 1975
Banda inglesa formada na cidade litorânea de Whitley Bay, segue uma linha um pouco diferente ao que estamos acostumados quando se refere ao prog sinfônico da primeira metade dos anos 70. Aqui encontramos uma banda mais solta, um tanto melódica e, na maioria das vezes, com uma sonoridade aveludada e um pouco voltada para o pop.
Porém, o que impressiona são as consonâncias instrumentais a cada faixa, organizadas através de guitarras elétricas suaves, boas harmonias vocais e uma variedade de magníficos teclados muito bem executados pelo até então desconhecido, John Cook que inclui em seu repertório Hammond, piano elétrico, Harpsichord e, claro, lindas passagens e suntuosos solos de Mellotron.
Dois lados da banda podem ser identificados nesse registro. Primeiramente pelas faixas mais curtas que são a grande maioria, muitas seguem uma típica veia de Rock psicodélico do fim dos anos 60, apontando algumas tenras influências ao Procol Harum, com órgãos e guitarras em evidência, apresentando harmonias interessantes em variadas atmosferas. O vocal revelado por Tom Knowles é de boa apreciação, exagerando as vezes em alguns tons mas que aos poucos vai se tornando agradável no decorrer da audição.
Por outro lado, as duas mais longas composições do disco me ganharam por completo por todo alicerce progressivo. "In the War" e "August Carol" são certamente as faixas que demonstram certo equilíbrio entre as texturas instrumentais de maior complexidade. Hammond e Mellotron se intercalam com os belos solos de guitarra muito bem dedilhados por Dave Black.
O disco homônimo do Kestrel foi o único registro lançado em 1975 pelo selo LP Cube, com a visível intenção em se fazer um trabalho mais comercial. Não deu certo. A banda acabou nesse mesmo ano, fazendo com que Dave Black substituísse nada mais que Mick Ronson, nos últimos suspiros da lendária Spiders from Mars. Infelizmente Black faleceu tragicamente em 2015, sendo atingido por um trem.
Creio que esse disco irá dividir opiniões. Portanto, recomendo aos que possuem um ouvido mais eclético e aberto para diferentes tipos de percepções no que se enquadra ao progressivo sinfônico. Não se trata de uma obra excessivamente complexa, mas agradável em suas melodias, muito bem executada todavia, distante de ser uma obra-prima.
TRACKS:
1. The Acrobat
2. Wind Cloud
3. I Believe In You
4. Last Request
5. In The War
6. Take It Away
7. Ene Of The Affair
8. August Carol
Porém, o que impressiona são as consonâncias instrumentais a cada faixa, organizadas através de guitarras elétricas suaves, boas harmonias vocais e uma variedade de magníficos teclados muito bem executados pelo até então desconhecido, John Cook que inclui em seu repertório Hammond, piano elétrico, Harpsichord e, claro, lindas passagens e suntuosos solos de Mellotron.
Dois lados da banda podem ser identificados nesse registro. Primeiramente pelas faixas mais curtas que são a grande maioria, muitas seguem uma típica veia de Rock psicodélico do fim dos anos 60, apontando algumas tenras influências ao Procol Harum, com órgãos e guitarras em evidência, apresentando harmonias interessantes em variadas atmosferas. O vocal revelado por Tom Knowles é de boa apreciação, exagerando as vezes em alguns tons mas que aos poucos vai se tornando agradável no decorrer da audição.
Por outro lado, as duas mais longas composições do disco me ganharam por completo por todo alicerce progressivo. "In the War" e "August Carol" são certamente as faixas que demonstram certo equilíbrio entre as texturas instrumentais de maior complexidade. Hammond e Mellotron se intercalam com os belos solos de guitarra muito bem dedilhados por Dave Black.
O disco homônimo do Kestrel foi o único registro lançado em 1975 pelo selo LP Cube, com a visível intenção em se fazer um trabalho mais comercial. Não deu certo. A banda acabou nesse mesmo ano, fazendo com que Dave Black substituísse nada mais que Mick Ronson, nos últimos suspiros da lendária Spiders from Mars. Infelizmente Black faleceu tragicamente em 2015, sendo atingido por um trem.
Creio que esse disco irá dividir opiniões. Portanto, recomendo aos que possuem um ouvido mais eclético e aberto para diferentes tipos de percepções no que se enquadra ao progressivo sinfônico. Não se trata de uma obra excessivamente complexa, mas agradável em suas melodias, muito bem executada todavia, distante de ser uma obra-prima.
TRACKS:
1. The Acrobat
2. Wind Cloud
3. I Believe In You
4. Last Request
5. In The War
6. Take It Away
7. Ene Of The Affair
8. August Carol
Pink Floyd Fillmore West San Francisco, CA April 29th 1970
ROCK AOR - Arrival (Long Island, NY) - 1992-1993 Recording
País: Estados Unidos
Estilo: Melodic Rock/AOR
Ano: 1992-1993
Integrantes:
Warren Passaro - lead vocals
Craig Higgins - keyboards, backing vocals
Laz Novak - guitars
Steve Gerraputa - bass, backing vocals
Johnny Rizzo - drums
Tracklist:
01. Who's To Blame
02. Love Comes and Goes
03. You Saved
04. Nobody's Business
05. Room of Tears
06. Cold and Alive
07. Killing Us Inside
08. Where Will We Be
09. Last Roll of the Dice
10. You
11. Like You Do
12. Without Your Love
País: Estados Unidos
Estilo: Melodic Rock/AOR
Ano: 1992-1993
Integrantes:
Warren Passaro - lead vocals
Craig Higgins - keyboards, backing vocals
Laz Novak - guitars
Steve Gerraputa - bass, backing vocals
Johnny Rizzo - drums
Tracklist:
01. Who's To Blame
02. Love Comes and Goes
03. You Saved
04. Nobody's Business
05. Room of Tears
06. Cold and Alive
07. Killing Us Inside
08. Where Will We Be
09. Last Roll of the Dice
10. You
11. Like You Do
12. Without Your Love
Odessa - Stazione Getsemani (1999)
Cauldron - Burning Fortune [2011]
Trios canadenses são dignos de atenção, independente do estilo. Com o Cauldron a coisa não é diferente. Adeptos do Heavy Metal oitentista, lançam agora seu segundo full-lenght. Burning Fortune é um prato cheio para os saudosistas de plantão, que vão se emocionar com um som que parece ter sido resgatado de décadas passadas. Várias referências virão à cabeça enquanto se ouve o play. Mas a banda não se configura em mera cópia, conseguindo dar uma cara própria ao trabalho. O destaque maior vai para o vocalista e baixista Jason Decay, que em vários momentos parece uma versão mais agressiva de seu conterrâneo Geddy Lee, se adequando com louvor à proposta.
Abrindo os trabalhos, “All or Nothing” vai transportar o ouvinte até o Reino Unido de trinta anos atrás. Sim, isso é NWOBHM puro, com melodia ganchuda e riffs de guitarra em propulsão, para a festa do ouvinte. Verdadeiro convite ao bate-cabeça! Já “Miss You to Death” traz uma levada Hard empolgante, enquanto “Frozen in Fire” retoma a pegada mais Heavy, lembrando o bom e velho Chariot. O pique se mantém o mesmo na próxima, “Tears Have Come”, com excelente solo de Ian Chains, que manda muito bem nas seis cordas.
Aí chega a hora de um cover. Se no primeiro disco, surpreenderam ao escolher Black ‘N’ Blue (“Chains Around Heaven”), dessa vez resolveram desenterrar um dos nomes mais ‘cult’ do Metal norte-americano, o Halloween. E acertaram em cheio, com uma ótima versão para “I Confess”. Um riff de baixo no melhor estilo Lemmy Kilmister abre a seguinte. “Rapid City/Unchained Assault” é Heavy direto e sem frescuras, verdadeiro soco no estômago, juntando as influências Motörheadianas a algo de Iron Maiden dos primeiros álbuns, especialmente nas guitarras.
Quando parece que mais nada pode superar, “Queen of Fire” chega com uma daquelas melodias que chegam a ser covardia pura. Essa música ao vivo deve funcionar de maneira espetacular! Candidata a figurar nas coletâneas de melhor do ano que os fanáticos adoram fazer. O início de “Breaking Through” já encoraja o ouvinte a empunhar o seu ‘air Rickenbacker’ em um som pesado e marcante, como todo adepto gosta. Para encerrar, “Taken By Desire” e seu andamento de bateria no melhor estilo tanque de guerra.
Um álbum que tem tudo para cair no gosto da nova e da velha guarda, feito por quem conhece e respeita o Heavy Metal em sua essência. Prepare-se para uma verdadeira viagem no tempo. Recomenda-se adotar uma indumentária da época para absorver a experiência sonora com maior exatidão, além de colocar umas cervejas para gelar. Casa bem com a proposta sonora.
Jason Decay (vocals, bass)
Ian Chains (guitars)
Chris Steve (drums)
01. All or Nothing
02. Miss You to Death
03. Frozen in Fire
04. Tears Have Come
05. I Confess
06. Rapid City/Unchained Assault
07. Queen of Fire
08. Breaking Through
09. Taken by Desire
MUSICA&SOM ☝

Abrindo os trabalhos, “All or Nothing” vai transportar o ouvinte até o Reino Unido de trinta anos atrás. Sim, isso é NWOBHM puro, com melodia ganchuda e riffs de guitarra em propulsão, para a festa do ouvinte. Verdadeiro convite ao bate-cabeça! Já “Miss You to Death” traz uma levada Hard empolgante, enquanto “Frozen in Fire” retoma a pegada mais Heavy, lembrando o bom e velho Chariot. O pique se mantém o mesmo na próxima, “Tears Have Come”, com excelente solo de Ian Chains, que manda muito bem nas seis cordas.
Aí chega a hora de um cover. Se no primeiro disco, surpreenderam ao escolher Black ‘N’ Blue (“Chains Around Heaven”), dessa vez resolveram desenterrar um dos nomes mais ‘cult’ do Metal norte-americano, o Halloween. E acertaram em cheio, com uma ótima versão para “I Confess”. Um riff de baixo no melhor estilo Lemmy Kilmister abre a seguinte. “Rapid City/Unchained Assault” é Heavy direto e sem frescuras, verdadeiro soco no estômago, juntando as influências Motörheadianas a algo de Iron Maiden dos primeiros álbuns, especialmente nas guitarras.
Quando parece que mais nada pode superar, “Queen of Fire” chega com uma daquelas melodias que chegam a ser covardia pura. Essa música ao vivo deve funcionar de maneira espetacular! Candidata a figurar nas coletâneas de melhor do ano que os fanáticos adoram fazer. O início de “Breaking Through” já encoraja o ouvinte a empunhar o seu ‘air Rickenbacker’ em um som pesado e marcante, como todo adepto gosta. Para encerrar, “Taken By Desire” e seu andamento de bateria no melhor estilo tanque de guerra.
Jason Decay (vocals, bass)
Ian Chains (guitars)
Chris Steve (drums)
01. All or Nothing
02. Miss You to Death
03. Frozen in Fire
04. Tears Have Come
05. I Confess
06. Rapid City/Unchained Assault
07. Queen of Fire
08. Breaking Through
09. Taken by Desire
MUSICA&SOM ☝

Immanitas - Sinfonia Celestial De Ódio Eterno (Um Tributo Ao Cosmos) - 2025 (EP)
Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Gilberto Gil – Doces Barbaros (1976)
Em 24 de junho de 1976, um milagre aconteceu. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa se reuniram no mesmo palco (o Teatro Anhembi, em São Paulo ) . Adotaram o nome Doces Bárbaros para celebrar suas dez carreiras individuais e se apresentaram em meio ao clima político hostil da ditadura.
O álbum duplo, indispensável para os amantes da música brasileira, é uma gravação lendária das diversas apresentações do grupo por todo o Brasil. A banda interpretou composições de Caetano Veloso e Gil , além de outras canções como a emocionante "Atiraste uma Pedra" (de Herivelto Martins ), cantada pelos quatro integrantes no palco.
O álbum é uma obra-prima. Inicialmente, seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia , o show ao vivo foi gravado em seu lugar, com quatro dessas músicas tendo sido gravadas pouco antes em estúdio: “Esotérico”, “Chuckberry fields forever”, “Sâo Joâo Xango menino” e “O seu amor” .
Uma obra de arte.
Músicos:
Arnaldo Brandao: bajo
Chiquinho Azevedo: batería
Djalma Correa: percusión
Mauro Senise: flauta
Perinho Santana: guitarra
Tomas Improta: piano
Tuze de Abreu: flauta
DISCO 1
01. Os mais doces bárbaros
(Caetano Veloso)
02. Fé cega faca amolada
(Milton Nascimento / Ronaldo Bastos)
03. Atiraste uma pedra
(Herivelto Martins / David Nasser)
04. Pássaro proibido
(Caetano Veloso / Maria Bethânia)
05. Campos de Chuckberry para sempre
(Gilberto Gil)
06. Genesis
(Caetano Veloso)
07. Tarasca guidon
(Waly Salomão)
DISCO 2
01. Eu e ela estávamos ali encostados na parede
(Gilberto Gil)
02. Esotérico
(Gilberto Gil)
03. Eu te amo
(Caetano Veloso)
04. O seu amor
(Gilberto Gil)
05. Quando
(Gal Costa / Caetano Veloso / Gilberto Gil)
06. Pé quente cabeça fria
(Gilberto Gil)
07. Peixe
(Caetano Veloso)
08. Um indio
(Caetano Veloso)
09. São João Xangô menino
(Gilberto Gil / Caetano Veloso)
10. Nós por exemplo
(Gilberto Gil)
11. Os mais doces bárbaros
(Caetano Veloso)
Maria Bethânia – 25 Anos (O Canto do Pajé) – 1990
Para comemorar seus 25 anos de carreira, Bethânia realizou uma superprodução que contou com contribuições instrumentais de Wagner Tiso, Hermeto Paschoal, Sivuca, Toninho Horta, Egberto Gismonti, Jacques Morelenbaum, Fátima Guedes e bateria da Scola do Samba Mangueira . Além disso, contaram com convidados como João Gilberto, Gal Costa, Alcione e até Nina Simone.
O repertório evocava canções de várias fases da Música Popular Brasileira, misturando influências de brancos, negros e indígenas no cancioneiro do país.
Um álbum fantástico, indispensável em qualquer coleção de discos que se preze.
Lista de faixas:
01. Abertura
(Bateria da Mangueira)
• Texto
(Mario de Andrade)
• O canto do pajé
(Villa-Lobos-C. Paula Barros)
02. Tocando em frente
(Almir Sater – Renato Teixeira)
03. Maria
(Ary Barroso – Luiz Peixoto)
• Linda Flor
(H.Vogeler-Cândido Costa-Luiz Peixoto-Marques Pôrto)
Participación: João Gilberto
04. Logrador
(Orlando Morais – Antônio Cícero)
05. Quase
(Jorge Gonçalves – Mirabeau)
06. Pronta pra cantar
(Caetano Veloso)
Participación: Nina Simone
07. Tomara
(Rubinho Valença – Alceu Valença)
08. Flor de ir embora
(Fátima Guedes)
09. Awô
(Folclore)
• Inhansã (Caetano Veloso-Gilberto Gil)
Participação: Alcione / Gal Costa / Nair Cândia
10. Palavra
(Fred Góes – Moraes Moreira)
• Encerramento (Bateria da Mangueira)
• Música Incidental “Apesar de você”
(Chico Buarque)
Destaque
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