quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

TRIANA ● Triana (El Patio) ● 1975

 

Artista: TRIANA
País: Espanha
Gêneros: Symphonic Prog
Álbum: Triana (El Patio)
Ano: 1975
Duração: 
39:09

Músicos:
● Jesus de la Rosa:Vocais e teclados
● Juan Jose Palacios: Bateria e percussão
● Eduardo Rodriguez: Guitarra flamenca
Com:
● Antonio Perez: Guitarras
● Manolo Rosa: Baixo

Possivelmente o nome mais forte da cena progressiva na Espanha, o TRIANA é resultado das idéias musicais do tecladista Jesus De La Rosa, um músico bem conhecido da cena local de Sevilla, cansado da música tradicional, e que decidiu formar em 1974, uma banda de Rock Progressivo com raízes fortes no flamenco. A ele se juntaram Juan Jose Palacios (bateria/percussão) e Eduardo Rodriguez (guitarra).

Lançado em 1975, "Triana" é o primeiro disco autointitulado da banda, uma combinação única de Rock Progressivo com teclados atmosféricos e música Flamenca. O bom mellotron, os arranjos sinfônicos e a voz majestosa de De La Rosa combinam incrivelmente com a bateria jazzificada/étnica de Palacios e o estilo Flamenco da guitarra de RodriguezInfelizmente, "El Patio'' foi amplamente despercebido devido à sua pobre promoção, contudo trata-se de uma jóia musical simplesmente fantástica.

A relevância de "El Patio" também foi significativa, pois abriu as portas para a irrupção latente de muitas bandas progressivas com toques de Flamenco que estavam surgindo em muitas cidades do sul da Espanha. E o repertório em si? Bem, é incrivelmente lindo, emocionalmente cativante e cheio daquela mística especial que só o Flamenco possui; e, no entanto, não é simples Folk, mas uma reinvenção progressiva do Flamenco, uma reinvenção baseada em um diálogo permanente entre frases da guitarra espanhola e orquestrações e solos de teclado (órgão, mellotron, sintetizador, piano), compactamente sustentadas pela bateria de Flamenco-Jazz de Palacios . O canto espanhol (acentuado com tanta paixão que torna desnecessário ao ouvinte compreender a língua ou estar familiarizado com o Flamenco para se deixar levar por aquele fogo misterioso). Uma menção especial vai para o convidado na guitarra solo, que serve como estimulador dos principais solos de sintetizador e fonte de pirotecnia poderosa e rochosa, bem ajustada ao toque Flamenco. "Abre la Puerta" dá o pontapé inicial no álbum definindo essas regras claramente, e assim continua na próxima faixa, "Sé de un Lugar". Outra obra-prima é a balada sinfônica "El Lago", algo que só pode ser descrito como Paco de Lucia encontra-se com "Dark Side..." do PINK FLOYD, com toques adicionais de um sombrio e emocional KING CRIMSON. Esses três números por si só são impressionantes o suficiente para fazer o álbum inteiro brilhar em si mesmo; mas é claro, as canções menos ambiciosas também são bastante brilhantes. "Luminosa Mañana" e "Diálogo" são de pura beleza, enquanto "Todo es de Color" nos leva de volta à simplicidade acústica do lado mais relaxado do Flamenco, e "Recuerdos de una Noche" eleva o clima com um senso de ingênua alegria. Esse registro nada mais é do que certamente uma obra esplendorosa do Rock Progressivo do sul da Espanha. 

Para conhecer o trabalho do TRIANA seria recomendável começar com este álbum e, em seguida, obter "Hijos del Agobio" sendo o caminho natural para ouvir uma banda que estava no seu maior momento artístico, criativo e emocional.

Tracks:
01. Abre la Puerta (9:53)
02. Luminosa Mañana (4:05)
03. Recuerdos de una Noche (4:42)
04. Sé de un Lugar (7:10)
05. Dialogo (4:32)
06. En el Lago (6:38) 
07. Todo es de Color (2:09)





Steve Howe ● Begnnings ● 1975

 

Artista: Steve Howe
País: Reino Unido
Gênero: Eclectic Prog
Álbum: Beginnings
Ano: 1975
Duração: 39:51

Músicos:
● Steve Howe: Órgão, baixo, guitarra, bandolim, pedal steel guitar, guitarra (baixo), guitarra (steel), cravo, teclado, vocais e sintetizador Moog
● James Gregory: Flauta e flautim
● Bill Bruford: Bateria
● Patrick Moraz: Teclados
● Alan White: Bateria
● Bud Beadle: Saxofones
● Malcolm Bennett: Baixo e flauta
● Gwyn Brooke: Fagote
● Mick Eve: Saxofone
● Colin Gibson: Baixo
● Patrick Halling: Violino
● Peter Halling: Violoncelo
● Chris Laurence: Baixo
● John Meck: Viola
● David Oberle: Bateria
● William Reid: Violino
● Sidney Sutcliffe: Órgão
● Graeme Taylor: Guitarra
● Patrick Holling: Violino
● Peter Molling: Violoncelo
● Sidney Satcliffe: Oboé

Em 1975 o YES já tinha escrito seu nome como um das grandes bandas da década, com trabalhos como "Close to the Edge", "Fragile", "Relayer", etc. Vindo, sem pausas, desde 1969 gravando ao menos um álbum por ano e aí incluem-se trabalhos extremamente complexos como o "Tales from Topographic Oceans", o YES retornaria para sua maior tour americana em 1976, terminando este mesmo ano sendo proclamado a maior banda do mundo pela prestigiosa revista Melody Maker.  Entre esse período, os integrantes partem para seus próprios projetos pessoais,  Anderson grava "Olias of a Sunhillow",  Squire grava "Fish out of water", Moraz grava "The story of I", White vem com "Ramshackled" e Howe nos apresenta esse grande trabalho denominado "Beginnings".

Neste seu primeiro disco solo, esse fabuloso guitarrista conta com a participação de alguns convidados, incluindo aí seus parceiros de banda Alan White e Patrick Moraz. O destaque vai para a faixa título, que é certamente uma das mais belas composições já criadas por Howe, flertando muito de perto com a música erudita, a faixa é uma rica peça que vai se desenvolvendo ao som do violão, violino, viola, cello, fagote, flauta e oboé. "Ram" é uma peça acústica que nos lembra um pouco a sua clássica "The Clap". O trabalho segue ao som de baladas suaves e muito melódicas como "Pleasure stole the night" e "Break away from it all". Muito contestado por cantar em todas as faixas não instrumentais desse disco, alguns acham que esse trabalho ficaria ainda melhor caso um vocalista fosse convidado. Realmente não há como contestar que a voz de Howe seja seu ponto fraco, mas em que pese sua limitação como vocalista, esse trabalho sem dúvida marcou época, em que os integrantes do YES resolveram pela primeira vez embarcar em projetos solos e vindo de um período de ouro não só para a banda como para todo o Rock Progressivo mundial, que foi a primeira metade dos anos setenta.  Apesar de seu grande trabalho solo ser seu segundo disco, o excelente "The Steve Howe Album", "Beginnings" também é um trabalho cheio de belas nuances e que pode ser reconhecido como um belo começo para um dos mais talentosos guitarristas de Rock todos os tempos.

Faixas:
01. Doors of Sleep (4:08) 
02. Australia (4:13)
03. The Nature of the Sea (3:57) 
04. Lost Symphony (4:41)
05. Beginnings (7:31)
06. Will O' the Wisp (6:00) 
07. Ram (1:53) 
08. Pleasure Stole the Night (2:57) 
09. Break Away from It All (4:19) 


TRITONUS ● Tritonus ● 1975

Artista: TRITONUS
País: Alemanha
Gêneros: Symphonic Prog
Álbum: Tritonus
Ano: 1975
Duração: 42:42

Músicos:
● Peter K. Seiler: Órgão Hammond, sintetizador Moog, piano Steamway, piano elétrico, Mellotron, Celesta e órgão de igreja
Ronald J.D. Brand: Baixo, vocal, violão e guitarra e percussão
● Charlie Jost: Bateria e percussão

O TRITONUS surgiu na cidade de Mannheim e foi uma criação do tecladista alemão Peter Seiler, que já havia lançado um álbum Avant-Prog solo intitulado ''Keyboards and Firends'' em 1974, antes de se dedicar exclusivamente à banda. Acompanhado por Rolf Dieter Brand no baixo, guitarras e vocais e Charlie Jost na bateria. Finalmente o poderoso trio lançou seu álbum de estréia auto-intitulado em 1975.

Seguindo os passos de ELP e TRIUMVIRAT, o TRITONUS produziu um complexo Prog Sinfônico orientado ao teclado.

A faixa de abertura "Escape And No Way Out" de 10 minutos, mais parece uma homenagem ao ELP, contendo toneladas de orgasmos produzidos  pelo órgão de inspiração clássica, apoiado por uma ótima seção rítmica. Mas ao contrário de Keith EmersonSeiler usa um mellotron fantástico no final da faixa, acrescentando um sabor mais atmosférico. ''Sunday waltz'' poderia pertencer facilmente ao tracklist de estréia do ELP com guitarras jazzísticas suaves e vocais doces como os de Greg Lake.''Lady madonna'' é simplesmente uma base de piano hilariante. ''Far in the Sky'' com 9 minutos, é muito melhor com um órgão de igreja grandioso abrindo o caminho para os próximos solos espaciais de moog. Esta peça é um exemplo absolutamente incrível de Rock sinfônico teutônico, antes de o órgão Hammond de Seiler assumir do meio até o final. Um solo de bateria louca de Jost introduz o ouvinte para o final com base em um órgão de igreja novamente. Em ''Gliding" o mellotron retorna, oferecendo uma composição lenta e onírica com vocais atmosféricos, algo como uma mistura de um primário KING CRIMSON com MOODY BLUES, antes de seu final Funkeado.

A reedição do álbum vem com single chamado ''The Trojan Horse Race''. Um som muito longe das bandas dos anos 70. No entanto ainda é o TRITONUS mantendo sua natureza Progressiva. A banda escolhe um estilo para esta faixa onde os teclados de Seiler estão de alguma forma cobertos pela massa de vocais. A canção oferece surpreendentemente algum trabalho de clavinet por toda parte, vale a pena mencionar.

TRITONUS nunca vai ganhar um prêmio por sua originalidade e sonoridade. Entretanto neste primeiro lançamento estamos falando sobre uma banda com composições bem elaboradas. Qualquer fã de teclado setentista Prog nos moldes do ELPRick Wakeman e TRIUMVIRAT deve adquiri-lo.

Faixas:
01. Escape And No Way Out (10:41)
02. Sunday Waltz (4:43)
03. Lady Madonna (2:21)
04. Far In The Sky (9:02)
05. Gliding (7:08)
06. Lady Turk (5:08)
Bonus Track:
07. The Trojan Horse Race (Single 1978) (3:39)





dälek - Absence (2004)

 


Meu disco favorito do dälek, e definitivamente está no meu top 10 de hip-hop. Paredes de ruído densas e impenetráveis, quase shoegaze, batidas monstruosas e flows sombrios e extremamente raivosos. Um dos poucos discos de rap que me fez dançar o abacaxi invisível. 


Track listing:
2. Asylum (Permanent Underclass)
3. Culture for Dollars
4. Absence
5. A Beast Caged
6. Koner
7. In Midst of Struggle
8. Eyes to Form Shadows
9. Ever Somber
10. Opiate the Masses




The Consumers - All My Friends Are Dead (1995)

 

18 minutos de garage punk cru e matador. Dizem que All My Friends Are Dead foi gravado em 1977 — o autor deste artigo afirma ter visto os comprovantes — e, se for verdade, era algo muito à frente do seu tempo, um proto-hardcore. Qualquer dúvida que eu tenha é completamente infundada e certamente apenas uma prova de quão incrível este disco é.


Track listing:
1. Teen Love Song
2. Anti, Anti, Anti
4. Concerned Citizen
5. Your Problem
6. Ballad to the Son of Sam
7. My Type
8. Dream Hits
9. Get Out




Light - Turning (1996)

 

Space rock ambiente com influências de shoegaze. Nuvens de guitarras ecoantes e cintilantes, feedback monótono, bateria minimalista e vocais distorcidos. Definitivamente para fãs de  Flying Saucer Attack .

Track listing:
1. Trailer
3. Nature Man
4. Bird
5. Passing
6. Unknown Song
8. End of the River




RUI DE CARVALHO

 


No início da carreira artística integrou o Coral Pró-Arte, dirigido pelo maestro Hans-Joachim Koellreutter. Em 1982 lançou o disco "Enfieira", acompanhado por Paschoal Perrota, Rildo Hora, Jorge Degas, Ruy Quaresma, Luizão Maia, Zeca do Trombone, Chiquinho do Acordeom, José Alves, Tereza Quaresma, entre outros, além das participações especiais de Fátima Flor e do grupo vocal Céu da Boca. No LP interpretou de sua autoria as composições "Canela, coceira e urtiga", "Rio Madeira, Rio Negro", "Já faz muito tempo", além das parcerias "Tempo travesso", "Vento mudo" e "Ângela", as três últimas com o cartunista e letrista Bruno Liberati; "Lenda do Pirajurú" (c/ Augusto Jatobá) e a faixa-título "Enfieira", em parceria com Paulo Levita. No LP também interpretou a música "Varando quintais", de Marciso Pena Carvalho. Neste mesmo ano de 1982 fez lançamentos do LP nos teatros Amazonas, Carlos Gomes e Ipanema, entre outros espaços culturais e casas noturnas do Rio de Janeiro. O LP foi indicado para o prêmio "Chiquinha Gonzaga" na categoria "Melhor Disco do Ano".
No ano de 1992 participou do evento "RIO/92", acompanhado pela banda Radicais Livres. Em 2002 participou do festival "Fábrica do Samba", no qual interpretou três composições de sua autoria: "De bar em bar", "Chorar de rir" e "Assédio virtual". Neste mesmo ano, ao lado de Monarco e Dona Ivone Lara, entre outros, gravou no CD "Samba na UFRJ. Ainda em 2002 interpretou de sua autoria a faixa "De bar em bar", no CD "O Tom do Leblon", produzido por Renato Piau e Alfredo Herkenhoff. O disco, no qual participaram também Luiz Melodia, Jard's Macalé, Dulce Quental, Elza Maria, Dalmo Castello, Renato Piau, Alfredo Karam, Tavinho Paes, Chico Caruso, Arnaldo Brandão, Arthur Poerner e Walter Queiroz, foi lançado em shows no Bar do Tom e na casa de shows Mistura Fina. No ano seguinte, em 2003, lançou o CD "De bar em bar", com arranjos de Reginaldo Ludo, disco no qual interpretou de sua autoria "Amor virtual", "Palhaço da paixão", "Colibri" e o bolero em espanhol "Culpame", as quatro em parceria com Juliano Torres, além de "Lendas do Amazonas" (c/ Mário Adolfo), "O dom de saber" (c/ Ruy Quaresma) e ainda, somente suas, "Chorar de rir", "Eterno beija-flor", "Gavetas", "Muiraquitã" e a faixa-título "De bar em bar". Fez shows de lançamento do CD no Salão Nobre do Tijuca Tênis Clube, no qual contou com a participação especial de Dóris Monteiro. No ano de 2004 montou o espetáculo "Rui de Carvalho canta Noel e João Nogueira" no Espaço Cultural da Lapa. No ano posterior, em 2005, lançou o disco "Não é pecado sambar", no qual contou com a participação de Flávio Pereira no baixo e no violão. No CD interpretou "Tendinha" (Gelcy do Cavaco, Aranha da Flor e Pedrinho da Flor), "Rio em forma de oração" (Gelcy do Cavaco, Aranha da Flor e Waltinho da Ladeira) e "Capricho" (Flávio Pereira e Amaral Maia) e de sua autoria as faixas "Brasileiríssima", "Vamp samba" (c/ Bruno Liberati), "Passando o plug-in", "Samba é no Grajaú", "Enfeitiçado de amor" (c/ Luiz Fernando Mello), "Boa noite Cinderela", "Www ponto G", "Pequeno grande amor", "Chorar de rir" e "Vamp samba", além de regravar "De bar em bar". No ano de 2006 suas composições "Enfieira" (c/ Paulo Levita) e "Lenda do Pirajurú" (c/ Augusto Jatobá) foram incluídas no musical "O Canto das Criaturas", com direção musical de Ronaldo Miragaya e direção cênica de Ciro Barcelos, apresentado nos teatros Villa Lobos e Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Em 2007, interpretando a faixa "Rios do Brasil", de Augusto Jatobá, foi incluído no CD "Caminhos das águas", do qual também participaram Gilberto Gil, Guilherme Arantes, Sá & Guarabyra, Xangai, Renato Teixeira, Pena Branca e Xavantinho, Teresa Cristina e Grupo Semente e Márcia Freitas. No ano de 2008 lançou o CD "Noel Rosa por Rui de Carvalho", com a direção musical, arranjos e violão de Flavio Pereira, no qual regravou os clássicos "Feitiço da Vila" (Noel e Vadico), "Não tem tradução" (Noel Rosa), "Gago apaixonado" (Noel Rosa), "Você vai se quiser" (Noel Rosa), "Palpite infeliz" (Noel Rosa), "Três apitos" (Noel Rosa), "Conversa de botequim" (Noel Rosa e Vadico) "Com que roupa" (Noel Rosa), "Feitio de oração" (Noel Rosa e Vadico) e "Fita amarela", também de Noel Rosa. Neste mesmo ano lançou em versão para CD, o LP "Enfieira". Neste mesmo ano o coral Meninos do Colégio São Bento e do Instituto Cultural Tocando em Você, acompanhados pela Orquestra Tocante, se apresentaram nos teatros do BNDES, Forte de Copacabana e Polícia Militar, interpretando sua composição "Enfieira". Ainda em 2008 fez show no Centro Municipal de Referência da Música Carioca. Em 2009 apresentou-se no Bar Plural e no Centro de Memórias do Rio, com Zé Arnaldo Guima e o Grupo Samba na Cabeça. No ano de 2012, acompanhado pelo grupo Eu Canto Samba, fez shows na cidade Engenheiro Paulo de Frontin, no "Festival Café, Cachaça e Chorinho" e no Clube Bradesco. Neste mesmo ano, ao lado de Euclides Amaral, Marcos Quintanilha e Rose Maia, entre outros, foi um dos convidados de Reizilan, para o show de lançamento do disco "Desde criança sou Mangueira", no Teatro Sesi-Centro e no palco do Centro Cultural Carioca. Ainda em 2012 fez temporada no Bar Le Petit, na Praça da Bandeira. Acompanhado pelo grupo Eu Canto Samba, integrado por André Penna (violão de sete cordas), Walter Jr. (percussão e gaita), Almir Bacana (percussão) e Waguinho Fonseca (cavaquinho) toda semana recebia diversos convidados, entre os quais Zezé Motta, Jocafi, Roberto Stepheson (saxofonista), Heloísa Helena (cantora), Euclides Amaral (poeta), Lucinha Arruda (cantora) e Silvia Ferraz (poeta), entre outros. Neste mesmo ano, com o grupo Eu Canto Samba, fez show no Centro Integrado de Artes (Art Plural), no Morro da Conceição, centro histórico do Rio de Janeiro, no qual recebeu como convidado especial o cantor e violonista Zé Arnaldo Guima. No ano de 2013 lançou o livro-CD "Águas do Brasil", no qual foi encartado um disco com 10 faixas sobre o tema "Água". No CD contou com a participação especial de Flávio Pereira (arranjos, podução, volão e baixo) e foram incluídas as faixas "Gotas de sereno", "Represado", "É de prata, é de ouro", "Correnteza", "Cidade do interior" e "Lendas da selva, lendas do rio", todas de sua autoria, além de "A chuva", em parceria com a poeta Verluci Almeida, assim como as "Feito um barco" e "Louco de pedra", ambas em parceria com o cartunista e letrista Bruno Liberati) e ainda a faixa-título "Águas do Brasil", também de sua autoria. O livro contou com textos de apresentação do jornalista Mário Adolfo e do poeta e pesquisador Euclides Amaral, do qual destacamos o trecho:   "Neste novo trabalho Rui de Carvalho volta ao tema, só que desta vez com o foco direcionado às águas, em um disco temático e para-didático, no qual fala com maestria das lendas, da fauna, da flora e dos rios, muito bem embasado, isto porque nasceu e foi criado naquela região, somente mais tarde foi para o Rio de Janeiro, onde se apropriou da cultura carioca a ponto de se misturar com facilidade, principalmente, no que tange ao samba, na manemolência do puladinho, na síncope especial do samba de gafieira, aquela a que se referia Mário de Andrade: 'síncopa... No primeiro tempo do dois por quatro... É a característica mais positiva da rítmica brasileira'".   O trabalho foi lançando em shows de temporada na casa Tempero da Praça, na Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro, no qual recebeu diversos convidados especiais, acompanhados pelo grupo Eu Canto Samba, composto por André Penna-Firme (violão de sete cordas), Walter Jr. (percussão) e Alcir (percussão). Neste mesmo ano de 2013 lançou o livro-CD "Noel Rosa por Rui de Carvalho", com a direção musical, arranjos e violão de Flavio Pereira, no qual incluiu "Feitiço da Vila" (Noel e Vadico), "Não tem tradução" (Noel Rosa), "Gago apaixonado" (Noel Rosa), "Você vai se quiser" (Noel Rosa), "Palpite infeliz" (Noel Rosa), "Três apitos" (Noel Rosa), "Conversa de botequim" (Noel Rosa e Vadico) "Com que roupa" (Noel Rosa), "Feitio de oração" (Noel Rosa e Vadico) e "Fita amarela", também de Noel Rosa. O trabalho foi acompanhado de um livro com as letras e ainda com textos Luís Pimentel, do cartunista Nani e do músico Ubiratan Marques, do qual destacamos o seguinte trecho:   "A real interpretação do samba, principalmente em se tratando de Noel Rosa, deve ser feita com muito suingue e muita malemolência e também deve ser capaz de passar a impressão do bom malandro e boêmio, que na concepção carioca são sinônimos e Rui de Carvalho exibe com brilhantismo em um timbre de voz misto, entre João Nogueira e Agepê. É o que nos passa essa gostosa impressão, mesmo não sendo Rui um carioca de nascimento".   No ano de 2014 lançou o CD-livro "Lendas Amazônica", trabalho para-didático, no qual através de composições e narrações resgatou algumas lendas da região. No disco interpretou de sua autoria as faixas "Cobra Grande", "Vitória-Régia", "Mapinguari", "Sapu-Aru", "Cobra Norato", "Boto", "Rudá", "Curupira" e "Matinta Pereira", além de "Iara", composição em parceria com o maestro Perna Fróes, e ainda a composição "Sapo-Cururu", de autoria de seu irmão, o violonista e compositor Marciso Carvalho. O CD contou com a participação especial da atriz e contadora de história Silvia Ferraz, na narração das 10 lendas que integram o trabalho. Também participaram do disco, produzido pelo próprio Rui de Carvalho, o músico Flávio Pereira (direção musical, arranjos, violões, baixo e loops), Diana Ferraz (voz na faixa ‘Vitória-Régia), Sandra Serrado (voz na música ‘Iara’), Alceu Pery (flauta) e Zeppa Souza (guitarra).    Sobre o trabalho destacamos trechos do texto de apresentação do escritor e jornalista manauara Mário Adolfo:   "É isso que Rui de Carvalho - que já foi o guerreiro Pena Branca e hoje é um sábio pajé - anda fazendo pelo mundo: cantando, pintando e contando lendas, que são bem mais interessantes que esse mundo em que estamos vivendo: onde duas pessoas que saem juntas para almoçar enfiam a cara no aplicativo do celular e sequer olham, conversam ou sentem a presença do próximo que, também, está mergulhado no mundo virtual. Sentado na areia da praia da Ponta Negra, em 1983, vi o Rui de Carvalho - no retorno à Manaus, 15 anos depois - dedilhar o violão e cantar pela primeira vez "Rio Negro", uma de suas mais belas canções. Tinhas os olhos perdidos no espelho de águas escuras do nosso rio descobrindo que o seu negro "não é ausência de cor". Sua alma, naquele momento, com certeza estava se embrenhando na floresta que nos cercava, reencontrando o Curupira, Matinta Pereira, Juma, Boiuna, Iara, Boto e até o Uirapuru que lhe ensinou a tirar sons das árvores e dos ventos".   Neste mesmo ano de 2014 ambos os artistas - Rui de Carvalho e Silvia Ferraz - fizeram o lançamento do disco em várias unidades do circuito SESC Rio de Janeiro.

Nº1 The Bodyguard — Soundtrack, Dezembro 12, 1992

 Executive producers: Clive Davis and Whitney Houston

Track listing: I Will Always Love You / I Have Nothing / I’m Every Woman / Run to You / Queen of the Night / Jesus Loves Me [Whitney Houston] / Even If My Heart Would Break [Kenny G and Aaron Neville] / Someday (I’m Coming Back) [Lisa Stansfield] / It’s Gonna Be a Lovely Day [the S.O.U.L. S. Y.S. T.E.M.] / (What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love and Understanding [Curtis Stigers] / Theme from the Bodyguard / Trust in Me [Joe Cocker featuring Sass Jordan]


12 de dezembro de 1992,
20 semanas (não consecutivas)

“Eu meio que sabia que teria um certo impacto, sendo o primeiro papel de Whitney Houston como atriz em um filme estrelado por Kevin Costner”, diz o produtor e compositor David Foster sobre O Guarda-Costas . “Parecia uma combinação vencedora. Sabíamos que seria um sucesso, mas acho que não imaginávamos que venderia 25 milhões de cópias.”

É claro que as perspectivas para a trilha sonora de O Guarda-Costas pareciam muito boas desde o início. Os dois primeiros álbuns de Houston haviam chegado ao topo das paradas, enquanto I'm Your Baby Tonight, de 1990 , havia alcançado o terceiro lugar.

Foster e sua esposa, Linda Thompson, se envolveram no projeto desde a fase de roteiro. Eles escreveram a música "I Have Nothing", e Foster produziu as gravações de Houston de "I Will Always Love You" e "Run to You", além de coproduzir a contribuição de Kenny G e Aaron Neville.

Segundo Foster, “Foi um prazer trabalhar com a Whitney e tivemos muita influência positiva do Kevin, do diretor Mick Jackson, do [presidente da Arista] Clive Davis e do roteirista Lawrence Kasdan. Todos eles tinham ideias de como queriam a música, mas praticamente todos concordaram, então não foi tão confuso.”

A faixa de destaque de O Guarda-Costas foi a versão de Houston para “I Will Always Love You”, um sucesso country que alcançou o primeiro lugar duas vezes na voz da compositora, Dolly Parton. A versão de Houston era decididamente diferente. Começava com a diva cantando os versos iniciais a cappella. “Eu adoraria levar o crédito por isso, mas foi ideia do Kevin Costner”, diz Foster. “Eu disse: 'Kevin, não gosto dessa ideia. Talvez para o filme a gente faça, mas para o disco, acho que não é uma boa ideia'”. No entanto, quando Foster gravou a voz de Houston em Miami, ele mudou de ideia. “Ela começou a cantar sem acompanhamento musical e eu simplesmente pensei: 'Uau, isso é incrível'”.

Embora a Arista estivesse inicialmente um pouco preocupada com a possibilidade de as rádios pop não aceitarem bem uma introdução a cappella, a gravadora manteve sua posição e lançou o single em sua forma original. Em 28 de novembro de 1992, o single começou sua trajetória rumo ao topo da Hot 100. Duas semanas depois, " The Bodyguard" também alcançou o primeiro lugar. (Durante suas 20 semanas na parada, "The Bodyguard" retornaria ao topo após ter sido destronado do primeiro lugar três vezes.)

"I Will Always Love You" ocupou o primeiro lugar na Hot 100 por um total de 14 semanas, superando "End of the Road" do Boyz II Men como a música com mais semanas em primeiro lugar na Hot 100. (Esse recorde, no entanto, foi posteriormente superado pela colaboração de Mariah Carey com o Boyz II Men, "One Sweet Day".)

O álbum também incluía outros sucessos. A música que Foster e Thompson escolheram compor para o filme precisava atender a alguns requisitos específicos. "O roteiro pedia um grande sucesso, no estilo de Shirley Bassey/'Goldfinger', digno de um Oscar. Foi um grande desafio pensar em algo que Shirley Bassey cantaria, mas que também fosse um sucesso em 1992."

Foster e Thompson corresponderam às expectativas, mas "I Have Nothing" só se tornou um sucesso em 1993. Em 3 de abril, alcançou o quarto lugar na Hot 100. Também passou duas semanas no topo da parada Hot Adult Contemporary. Em 20 de fevereiro de 1993, a versão de Houston para "I'm Every Woman", de Ashford & Simpson, também chegou ao quarto lugar.

Um dos álbuns que o documentário "The Bodyguard" impediu de alcançar o primeiro lugar foi "Breathless" , de Kenny G , que passou 10 semanas em segundo lugar. Kenny G comentou: "Quando você está em segundo lugar... é bom saber que o álbum em primeiro lugar é algo para o qual você está torcendo."

OS CINCO MELHORES
Semana de 12 de dezembro de 1992

1. The Bodyguard, Soundtrack
2. Unplugged, Eric Clapton
3. The Predator, Ice Cube
4. Timeless (The Classics), Michael Bolton
5. The Chase, Garth Brooks


PEROLAS DO ROCK N´ROLL - PSYCH/ FUNK ROCK - GRUPO OZ - Miss Thing - 2011 (1972)



Atendendo a pedidos, faço um "repost" dessa rara pérola vinda do México, formada no começo da década de 70 na capital Cidade do México por músicos ainda desconhecidos. O Grupo Oz lançou apenas um álbum em 1972, no país de origem e também na Espanha, mas com número pequeno de cópias e fracasso de vendas, fazendo o grupo se desfazer logo no mesmo ano. Posto aqui um relançamento recente, de 2011, pela Secret Stash, incluindo duas faixas bônus.
O disco Miss Thing traz 11 faixas de um interessante "caldeirão" de estilos, passando pelo funk rock, jazz latino, soul e psicodelia, inspirado em grupos americanos da época, como Chicago ou Black Merda. No instrumental, metais e sopro dominam com sax, trompete, flauta, contando ainda com altas doses de guitarra wah-wah e algumas tímidas passagens de órgão. Quanto as faixas, destaque para as instrumentais "Oz Machine", "Fly" e "A New Day", "Blues Woman", apesar de poucos pontos fracos presentes. As letras são em inglês e espanhol, com vocal rasgado.
Excelente pedida para fãs de funk rock psicodélico e jazz latino.




01 Miss Thing 3:30
02 Sneak 5:48
03 Oz Machine 4:10
04 A New Day 8:26
05 Fly 4:20
06 Robin's Song 3:25
07 A.C.G.Groove 4:14
08 Blues Woman 3:15
09 Black Woman 8:46
Bônus:
10 We Got Work to Do 3:05
11 Crazy Suavecito 6:44



Elvin Jones and Richard Davis - Heavy Sounds 1967

 

Nesta sessão da Impulse!, co-liderada pelo baterista  Elvin Jones  e pelo baixista  Richard Davis  , a dupla é acompanhada pelo saxofonista tenor  Frank Foster  e pelo pianista  Billy Green . O quarteto apresenta um repertório irregular, mas geralmente interessante, incluindo "Shiny Stockings",  a funky "Raunchy Rita" de Foster e "Elvin's Guitar Blues"; nesta última,  Jones  faz sua primeira e única aparição na guitarra. A música é essencialmente hard bop sofisticado, mas não é essencial.


















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